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O Novo Arcebispo de Vitória é natural de Forquilhinha, localizada no estado de Santa Catarina, é uma cidade rica em história, cultura e espiritualidade.

O Novo Arcebispo de Vitória é natural de Forquilhinha, localizada no estado de Santa Catarina, é uma cidade rica em história, cultura e espiritualidade. Foi nesse município que nasceu Dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ, trazendo orgulho para sua terra natal e reforçando os valores que marcam a identidade de seu povo.

História e Fundação

A cidade de Forquilhinha foi oficialmente emancipada em 26 de abril de 1989, mas sua história remonta ao final do século XIX, com a chegada de imigrantes alemães e italianos. Essas comunidades trouxeram suas tradições culturais, religiosas e gastronômicas, que ainda hoje são preservadas e celebradas. A cidade tem cerca de 33.939 habitantes e está inserida na Diocese de Criciúma – SC.

O nome “Forquilhinha” se refere ao encontro de dois rios que formam um desenho semelhante a uma forquilha, uma característica geográfica marcante na região.

A Relação de Forquilhinha com a Diocese de Criciúma

Inserida na Diocese de Criciúma, Forquilhinha é mais do que um município; é um exemplo vivo de fé e serviço. Seu envolvimento nas atividades diocesanas reforça os laços entre as comunidades católicas da região, promovendo a unidade e a missão evangelizadora.

A Diocese de Criciúma foi criada no dia 27 de maio de 1998, pelo Papa João Paulo II, através da Bula “Sollicitus de Spirituali Bono” (Solícito pelo Bem Espiritual de Seus Fieis) e instalada pouco tempo depois na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, em 15 de agosto.

Integram a Diocese de Criciúma 26 municípios do Sul de Santa Catarina, são eles: Criciúma, Lauro Muller, Urussanga, Cocal do Sul, Morro da Fumaça, Treviso, Siderópolis, Nova Veneza, Forquilhinha, Içara, Balneário Rincão, Morro Grande, Meleiro, Timbé do Sul, Turvo, Ermo, Jacinto Machado, Maracajá, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Sombrio, Balneário Gaivota, Santa Rosa do Sul, Praia Grande, São João do Sul e Passo de Torres. 

Por meio de sua história e compromisso religioso, Forquilhinha desempenha um papel importante na Diocese de Criciúma, contribuindo para que o Evangelho chegue aos corações de todos.

Fé e Espiritualidade

A religiosidade é uma marca registrada do povo de Forquilhinha. A Igreja Católica tem um papel central na vida da comunidade, com diversas paróquias e capelas espalhadas pela cidade. O município também é conhecido por ser o local do nascimento de Dom Ângelo Ademir Mezzari.

A fé do povo é expressa em festas religiosas, procissões e celebrações comunitárias, que fortalecem os laços entre os moradores e mantêm viva a tradição cristã.

Aconchego e Hospitalidade

Forquilhinha é reconhecida pela hospitalidade de seus moradores, que recebem visitantes com carinho e simplicidade. Suas paisagens bucólicas, combinadas com a paz e a tranquilidade do interior, fazem da cidade um lugar especial para quem busca um refúgio do ritmo acelerado dos grandes centros.

 

Economia e Cultura

A economia de Forquilhinha é diversificada, com destaque para a agricultura, a pecuária e pequenas indústrias. O cultivo de arroz é uma das principais atividades agrícolas, junto com a produção de leite e o setor de serviços.

A cultura local é fortemente influenciada pelas tradições dos colonizadores, com festas típicas, danças e eventos religiosos. A cidade é um exemplo de como as raízes culturais podem ser preservadas ao longo do tempo.

Forquilhinha é pequena em tamanho, mas grandiosa em história e espiritualidade, sendo um símbolo da riqueza cultural e religiosa de Santa Catarina. É uma cidade que preserva suas raízes enquanto olha para o futuro, e que se orgulha de ser berço de Dom Ângelo Ademir Mezzari, cujo valor reflete o espírito dessa terra.

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A História da Arquidiocese de Vitória e seus Bispos

 

Até 1895, a Igreja no Estado do Espírito Santo estava hierarquicamente vinculada à diocese de Niterói do Estado do Rio de Janeiro. A criação

Até 1895, a Igreja no Estado do Espírito Santo estava hierarquicamente vinculada à diocese de Niterói do Estado do Rio de Janeiro.

A criação da primeira diocese aconteceu em 15 de novembro de 1895 através da Bula “Santíssimo Domino Nostro”, promulgada pelo Papa Leão XIII, com o nome de Diocese do Espírito Santo, abrangendo a extensão do próprio Estado.

O primeiro bispo, Dom João Baptista Corrêa Nery, foi responsável pelo governo da diocese até 1901. Na sequência sucederam-lhe: Dom Fernando de Souza Monteiro (1901 a 1916); Dom Benedicto Paulo Alves de Souza (1918 a 1933); Dom Luiz Scortegagna (1933 a 1951); Dom José Joaquim Gonçalves (1951 a 1957); Dom João Batista da Mota e Albuquerque (1957 a 1958).

Em 1958 a então diocese do Espírito Santo recebeu o título de Arquidiocese (Bula “Cum Territorium” do Papa Pio XII) e originou a criação das dioceses de Cachoeiro de Itapemirim e S. Mateus.

Em 2008 a Arquidiocese de Vitória completou e festejou os 50 anos de criação.

Arcebispos da Arquidiocese de Vitória

Ao longo de sua história, a Arquidiocese de Vitória foi guiada por bispos que contribuíram significativamente para a propagação do Evangelho e o fortalecimento das comunidades católicas.

Arcebispos da Arquidiocese de Vitória

 

 

 

1. Dom João Batista da Motta e Albuquerque (1958-1984)  – Natural de Niterói – RJ
Liderou a arquidiocese durante o Concílio Vaticano II, promovendo a renovação pastoral.

 

 

 

 

2. Dom Silvestre Luís Scandián, SVD (1984-2004) – Natural do Espírito Santo
Conhecido por sua defesa dos direitos humanos e sua atuação em prol das comunidades periféricas.

 

 

 

 

 

 

3 .Dom Luiz Mancilha Vilela, SSCC (2004-2018) – Natural de Minas Gerais
Trabalhou na evangelização urbana e no fortalecimento dos movimentos e pastorais.

 

 

 

 

 

4. Dom Dario Campos, OFM (2018 – 2024) – Natural do Espírito Santo
Deu continuidade à missão da Igreja com ênfase na proximidade pastoral e no cuidado com os mais pobres.

 

 

 

 

 

 

5. Dom Ângelo Ademir,RCJ (2024 – Presente) – Natural de Santa Catarina
Novo Arcebispo de Vitória, tomará posse no dia 22 de fevereiro de 2025

 

 

 

Os Arcebispos que passaram pela Arquidiocese deixaram um legado de serviço e inspiração, moldando uma Igreja viva e atuante, que continua a ser uma luz para o povo capixaba.

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O Papa Francisco nomeou na manhã de hoje, 30 de dezembro de 2024, dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ, como arcebispo da Arquidiocese de Vitória,
Dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ

O Papa Francisco nomeou na manhã de hoje, 30 de dezembro de 2024, dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ, como arcebispo da Arquidiocese de Vitória, ES.

Dom Ângelo Ademir, que é religioso na Congregação Rogacionista do Coração de Jesus, era bispo auxiliar na Arquidiocese de São Paulo, exercendo seu episcopado na Região Ipiranga desde 19 de setembro de 2020.

Seja bem-vindo, dom Ângelo! A Arquidiocese de Vitória acolhe o senhor com alegria e pede a Deus que lhe conceda as graças necessárias para realizar a missão que lhe é confiada.

A posse do novo arcebispo será no dia 22 de fevereiro de 2025 na Catedral de Vitória.

Sobre a atuação em São Paulo

Dom Ângelo é Vigário Episcopal na Região Ipiranga

O novo Arcebispo de Vitória atuou como bispo auxiliar e funções de vigário episcopal na Região Ipiranga, uma das seis regiões episcopais da Arquidiocese de São Paulo. Dom Ângelo é responsável por 41 paróquias naquele território.

Para facilitar o entendimento dos capixabas, as Regiões Episcopais podem ser comparadas às nossas Áreas Pastorais aqui da Arquidiocese de Vitória, porém, cada uma das regiões paulistas funciona como uma subsede, conta com uma administração local e tem um bispo auxiliar responsável que é nomeado pelo Arcebispo de São Paulo para colaborar com ele nos trabalhos que são realizados naquela localidade.

Quais são as Regiões Episcopais da Arquidiocese de São Paulo?

Biografia

Nascido em 2 de abril de 1957, na localidade de Sanga do Engenho, município de Nova Veneza, atualmente Forquilhinha, Santa Catarina, é filho de Antônio Mezzari (já falecido) e Maria Etelvina Ronchi Mezzari, sendo o mais velho de 7 irmãos.

Padre Ângelo Ademir ingressou em fevereiro de 1969, ainda não completados 12 anos, no Seminário Rogacionista Pio XII, em Criciúma (SC), onde fez o ensino fundamental e médio.

Já no estado de São Paulo, fez noviciado canônico em Bauru (SP), no ano de 1980, e a primeira profissão religiosa no dia 31 de janeiro de 1981. Professou os votos perpétuos na Congregação dos Rogacionistas do Coração de Jesus, em janeiro de 1984, em Criciúma (SC). Estudou Filosofia na Faculdade Nossa Senhora Medianeira, em São Paulo (SP), e Teologia no Instituto Teológico Pio XI, também na capital paulista. Foi ordenado sacerdote no dia 22 de dezembro de 1984, em Forquilhinha, sua terra natal.

Após a ordenação, completou seus estudos fazendo o curso de Comunicação Social/Jornalismo na Universidade Federal do Paraná (1986-1989), e em São Paulo, no ano de 2003, completou o Mestrado em Teologia Dogmática, na Pontifícia Faculdade Assunção, da arquidiocese de São Paulo, com uma tese intitulada: “Revelação e Comunicação – a questão da transmissão da revelação”.

Na Congregação Rogacionista foi formador, atuou no campo da pastoral vocacional, da assistência social, da educação e comunicação, tendo sido diretor e redator da Revista Rogate e diretor presidente do Instituto de Pastoral Vocacional (IPV). Foi conselheiro da Província Rogacionista São Lucas (Brasil, Argentina e Paraguai) por três mandatos (1989-1988), superior provincial por oito anos (dois mandatos, de 2002 a 2010) e superior geral, por seis anos, de 2010 a 2016, em Roma.

Também atuou na Igreja no Brasil, no âmbito da pastoral vocacional, em particular junto à Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada da CNBB. Entre 1990 e 2010, foi colaborador e membro do Grupo de Assessoria Vocacional e contribuiu na realização dos Congressos Vocacionais do Brasil.

A partir de outubro de 2016 se tornou superior da Comunidade Religiosa Rogacionista em Bauru (SP) e pároco da paróquia Nossa Senhora das Graças. Na diocese, foi membro do Colégio de Consultores (2016-2018) e, desde 2018, faz parte do Conselho de Presbíteros.

Foi nomeado pelo Papa Francisco como bispo titular de Fiorentino, e auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. Sua ordenação episcopal deu-se em 19 de Setembro de 2020, no Santuário do Sagrado Coração Misericordioso de Jesus, em Santa Catarina, pelas mãos de Dom Odilo Scherer, Arcebispo de São Paulo e co-ordenantes, Jacinto Inácio Flach, Bispo de Criciúma e Rubens Sevilha, Bispo de Bauru.

No dia 26 de abril de 2023, durante a 60° Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, foi eleito como Presidente da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, para o período de 2023-2027.

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Caríssimos irmãos e irmãs da Arquidiocese de Vitória “A vós todos…amados de Deus e santos por vocação: graça e paz da parte de Deus,

Caríssimos irmãos e irmãs da Arquidiocese de Vitória

“A vós todos…amados de Deus e santos por vocação: graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e de nosso Senhor, Jesus Cristo” (Rm 1,7).

Com esta saudação me dirijo, com alegria e esperança, a todo o amado povo de Deus da Arquidiocese de Vitória do Estado do Espírito Santo, neste dia, 30 de dezembro de 2024, em que a Santa Sé publicou a minha nomeação pelo Papa Francisco para o serviço desta Igreja Particular, sucedendo ao Excelentíssimo Dom Dario Campos, OFM.

Devo dizer que recebi com trepidação este chamado e missão, ciente das minhas fragilidades e limitações, mas de coração aberto ao misterioso plano de Deus. Sustentado pela sua graça e obediente ao mandato da Igreja, dei o meu assentimento, acolhendo com humildade e confiança na Providência Divina, o chamado do Santo Padre, para amar e servir generosamente o rebanho que me confiou. Assim sendo, desde já quero ser mais um bom operário nesta messe do Senhor, um Bom Pastor segundo o Coração de Jesus, cheio de compaixão e misericórdia, iluminado e conduzido pela força do Espírito Santo, e sob a proteção materna de Nossa Senhora da Vitória, a querida padroeira da Arquidiocese, a quem peço proteção.  Quero continuar sendo fiel ao meu lema episcopal que recorda o mandato da oração pelas vocações no contexto do chamado e do envio dos discípulos, o “carisma rogacionista”: “Rogate ergo Dominum messis ut mittat operarios in messem suam” (Cf. Mt 9, 35-38;  Lc, 10, 1-2).

A minha saudação fraterna a dom Dario Campos, OFM, atual Arcebispo, e a Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, Bispo Auxiliar, pelo generoso e frutuoso ministério episcopal, aos quais expresso imensa gratidão e fraterno afeto. Saúdo também os presbíteros, os diáconos, os seminaristas, os consagrados e consagradas, os fiéis leigos e leigas, aos quais terei a alegria de conhecer em breve e saudar pessoalmente.  Desde já abraço as paróquias, comunidades, pastorais, grupos, movimentos, associações e instituições que compõem a riqueza e a diversidade de todas as vocações e ministérios desta Arquidiocese, unidos todos no serviço da evangelização. Posso dizer, caros irmãs e irmãos, que venho para fazer a vontade do Pai nesta terra para onde me conduziu e com este povo que me confiou como seu Pastor. Grato pela vossa acolhida, tendes uma história tão bela, espero me inserir rapidamente e convosco caminhar, no anúncio e testemunho de Jesus Cristo, o seu Evangelho, na fidelidade ao Magistério da Igreja, na perene missão de construir o Reino de Deus.

Minha gratidão vai à Arquidiocese de São Paulo, onde fui Bispo Auxiliar por quatro anos, e tive a graça de colaborar com o seu Arcebispo, Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, que me acolheu e me sustentou na vida e no ministério, e aos demais irmãos bispos auxiliares, pois vivemos verdadeiramente um clima de profunda amizade e fraternidade episcopal, a serviço desta Igreja na grande metrópole paulistana.  Em particular, como Vigário Episcopal para a Região Ipiranga, só tenho que agradecer a todos indistintamente, pois levarei no coração as marcas profundas das primícias episcopais aqui exercidas e todo o carinho e amizade no trabalho pastoral, pois juntos estivemos a serviço dos irmãos e irmãs.

Nesta Igreja Sinodal, para a qual nos convoca Papa Francisco, de comunhão, participação e missão, desejo convosco viver intensamente o Ano Santo 2025, que ora se inicia, o Jubileu da Esperança, pois «a esperança não engana» (Rm 5, 5). E como Peregrinos da Esperança, queremos todos realizar em plenitude o “encontro vivo e pessoal com o Senhor Jesus, «porta» de salvação (cf. Jo 10, 7.9); com Ele, que a Igreja tem por missão anunciar sempre, em toda a parte e a todos, como sendo a «nossa esperança» (1 Tm 1, 1)” (Bula do Jubileu, n. 1).

Por fim, quero saudar com fraterna estima também os Irmãos Bispos das Dioceses que compõem o Regional Leste 3 da CNBB, Estado do Espírito Santo, do qual farei parte a partir de agora. Espero convosco aprender e colaborar na caminhada evangelizadora.

Amado Povo de Deus, conto com a vossa oração e apoio, rezem por mim, rezo desde já por vocês. Assim poderei exercer plenamente, como Bom Pastor, meu ministério episcopal na Igreja de Vitória do Espírito Santo que me é confiada.

Em comunhão de preces, a todos saúdo fraternalmente, com minha benção.

São Paulo, 30 de dezembro de 2024

+ Angelo Ademir Mezzari, RCJ

Arcebispo Eleito de Vitória – ES

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Congregação Rogacionista do Coração de Jesus foi iniciada por Santo Aníbal Maria Di Francia em 1897, na cidade de Messina, no sul da Itália.

Congregação Rogacionista do Coração de Jesus foi iniciada por Santo Aníbal Maria Di Francia em 1897, na cidade de Messina, no sul da Itália.

Santo Aníbal Maria Di Francia nasceu em Messina – Itália no dia 05 de julho de 1851. Considerado pelo Papa João Paulo II como precursor e mestre zeloso da moderna pastoral vocacional, Pe. Aníbal, desde jovem dedicou-se a atender ao apelo de Jesus: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois ao senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe”.

Fundou duas congregações religiosas, as Filhas do Divino Zelo (1887) e os Rogacionistas do Coração de Jesus (1897), com o propósito de vivenciarem o carisma do Rogate, com a missão de rezar e propagar o espírito de oração pelas vocações, e ser bons operários na promoção humana e espiritual, trabalhando na educação de crianças e jovens, na evangelização e na promoção social.

Assim, são religiosos – padres e irmãos – consagrados a Deus por meio dos Conselhos Evangélicos de Pobreza, Castidade e Obediência. Além destes, professam um quarto voto, o Zelo pelo Rogate. Vivem em comunidade, partilham a vida de oração, estudo e trabalho.

O carisma é o Rogate, palavra latina que significa rogar, pedir, rezar. Foi pronunciado por Jesus quando disse: “Rogai, pois, ao Senhor da messe que envie operários para sua messe” (Mt 9,38; Lc 10,2). Hoje vivem esse carisma esforçando-se por rezar pelas vocações, propagar esse espírito de oração e serem bons operários na sociedade. Trabalham em vários setores: vocacional, juventudes, socioeducativo, paróquia, formação e missão.

Estão presentes nos cincos continentes, tendo chegado na América Latina em 1950. Hoje, na Província Rogacionista São Lucas, tem Comunidades Religiosas na Argentina, no Brasil, no Paraguai e em Portugal.

Os Rogacionistas no Brasil

A Congregação dos Rogacionistas do Coração de Jesus chega ao Brasil em outubro de 1950. No dia 11 de outubro de 1950, os primeiros religiosos Rogacionistas pisam o solo brasileiro, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). São eles: Pe. Mário Labarbuta, Pe. Giuseppe Lagati, Pe. Onofrio Scifo e Ir. Antônio Adamo. Na Itália, houve um solene tríduo eucarístico, de 24 a 27 de agosto, para a primeira missão fora do país. A partida do porto de Gênova, no dia 26 de setembro, marcou o início de uma jornada de quinze dias de viagem, no navio Anna Costa. No dia seguinte à chegada, ainda de navio, os religiosos partem a Santos, sendo aguardados pelo Pe. Ciro Zerbini, de origem italiana e pertencente à diocese de Guaxupé (MG), cujo bispo, D. Hugo Bressame de Araújo, havia solicitado os missionários à diocese. De Santos vão a São Paulo e, no dia 16 de outubro, seguem de trem a Campinas e depois a Guaxupé. O dia 17 é a última etapa da viagem até a cidade de Passos (MG). Chegam às 22h30 com recepção calorosa do povo, do clero, do prefeito e, claro, do pároco e fundador do Educandário Senhor Bom Jesus dos Passos, Mons. Messias Bragança. No dia 18 de outubro de 1950 acontece a celebração da passagem do Educandário Senhor Bom Jesus dos Passos aos cuidados dos Rogacionistas. Está instalada a primeira Casa Rogacionista no Brasil.

Em 1954 os Padres Rogacionistas do Coração de Jesus chegam a Criciúma, iniciando os trabalhos no Bairro da Juventude, e em 19 de julho 1959 fundam o Colégio e Seminário Rogacionista PIO XII, que atualmente atua na formação humana e religiosa dos seminaristas, na educação infantil e ensino fundamental de crianças e jovens da comunidade Criciumense.

 Carisma do Rogate

Com apenas 17 anos, Aníbal Maria Di Francia, diante de Jesus Sacramentado, recebeu uma graça especial que podemos definir como “a inteligência do Rogate (Rogai)”. Descobriu a necessidade da oração pelas vocações. Esta “rogação evangélica de Jesus” – como definiria depois – constituiu o grande ideal de sua vida. Intuiu que o “Rogate” não devia ser considerado como uma simples recomendação do Senhor, mas um mandamento explícito, um forte convite, um “remédio infalível” às necessidades e aos problemas sociais. Ele afirmava: “O que é este punhado de órfãos que são evangelizados diante dos milhões que se perdem e são abandonados como ovelhas sem pastor? Eu procurava uma saída, ampla, imensa e a encontrei naquelas adoráveis palavras de nosso Senhor Jesus Cristo: Rogate… Pareceu-me, então, ter encontrado o segredo de todas as boas obras e da salvação de todos”.

Missão

“A messe é grande, mas poucos são os operários. Rogai, pois, ao Senhor da messe que envie operários para a sua messe”. (Mt 9,37-38; Lc 10,2)

A compaixão de Jesus pela messe abandonada chamou-nos e nos seduziu para a Vida Consagrada. O mandamento “Rogai ao Senhor da messe”, descoberto e vivido por Santo Aníbal Maria Di Francia, fez-nos rogacionistas. Como Apóstolos do Rogate fomos enviados pelo Senhor da messe a exercer a missão nas paróquias e santuários. Através desta missão do Rogate, queremos evangelizar e servir o Povo de Deus que nos é confiado para o nosso cuidado pastoral. Neste cuidado, ocupará lugar importante a oração pelas vocações, a divulgação desta oração, desejada por Jesus, e a animação vocacional para o Reino. Através de nosso testemunho e ação, procuraremos incentivar para que o rebanho a nós confiado possa ser bom operário da messe no compromisso, especialmente com as crianças e jovens, na opção preferencial pelos mais pobres, conforme o ensinamento e a prática de Santo Aníbal Maria.

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O Papa Francisco aceitou a renúncia de dom Dario Campos, ofm, que entregou o cargo após completar 75 anos em 9 de junho de

O Papa Francisco aceitou a renúncia de dom Dario Campos, ofm, que entregou o cargo após completar 75 anos em 9 de junho de 2023. Hoje, 30 de dezembro de 2024, o Papa aceitou a renúncia de dom Dario Campos e nomeou dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ, novo arcebispo de Vitória.

A Arquidiocese de Vitória agradece a Deus pela vida e presença de dom Dario nesta Arquidiocese e a dom Dario pela dedicação e empenho com que conduziu a pastoral nestes cinco anos e meio em que ficou conosco.

Dom Dario iniciou seu ministério episcopal em Vitória em janeiro de 2019 e uma de suas primeiras inciativas foi a convocação para uma Assembleia do Povo de Deus, ocasião em que percorreu todas as áreas pastorais, preparando o povo para a Assembleia.

Durante sua gestão pastoral privilegiou as paróquias, visitando-as, dentro de sua possibilidade de agenda, por ocasião da festa do padroeiro. Propôs a vivência da fé a partir das características da Igreja no Espírito Santo, em comunhão com a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e com o Papa Francisco e na fraternidade, valor franciscano que carrega com sua vocação.

Destacou-se pela facilidade e simplicidade com que se aproxima e acolhe a todos, em todas as situações, desde as solenidades aos encontros com pequenos grupos de pastorais e serviços.

Na organização pastoral criou dois vicariatos, sendo um para a Comunicação e outro para a Ação Social, Política e Ecumênica.

Para atender demandas pastorais criou nova paróquia na região serrana do Estado, em Pontões, Afonso Claudio.

Incentivou os padres ao estudo contínuo, enviando dois padres para estudar em Roma e flexibilizando as atividades pastorais daqueles que fazem pós-graduação em diversas áreas teológicas.

Estabeleceu que os diáconos transitórios fizessem uma experiência de missão antes da ordenação presbiteral, seja na Igreja-Irmã em Lábrea, seja no Pará na diocese de Araguaia. Na mesma linha de incentivo à missão incentivou os padres diocesanos a dedicarem um período às missões nas mesmas regiões.

Em junho de 2019, apoiou a criação do Fórum Igreja e Sociedade, que continua se reunindo com o objetivo de coordenar atividades sociais a partir dos princípios da Doutrina Social da Igreja.

Reabriu a Escola Diaconal em 2021 e a primeira turma de candidatos desta reabertura está no período de formação teológica em vista da ordenação.

Retomou a missa mensal com os políticos católicos, que não acontecia desde 2017.

Biografia:

Dom Dario Campos nasceu 9 de junho de 1948 em Castelo no Espírito Santo. Mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde cresceu e descobriu sua vocação Religiosa. Foi ordenado padre em 8 de dezembro de 1977 na Ordem dos Franciscanos Menores e exerceu sua missão presbiteral em Minas Gerais.

Foi ordenado bispo em 26 de dezembro de 2000, quando se tornou coadjutor na diocese de Araçuaí, MG. Tornou-se titular e permaneceu em Araçuaí até 2004. De 2004 a 2011 foi bispo em Leopoldina, MG e de 2011 a 2018 foi bispo em Cachoeiro de Itapemirim, ES.

Em 2018 foi nomeado arcebispo de Vitória, ES e aqui permaneceu até se tornar emérito em 30 de dezembro de 2024.

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Durante a transição entre a aceitação da renúncia de dom Dario Campos, pelo Papa Francisco e a posse do novo arcebispo nomeado, dom Ângelo

Durante a transição entre a aceitação da renúncia de dom Dario Campos, pelo Papa Francisco e a posse do novo arcebispo nomeado, dom Ângelo Ademir Mezzari, teremos a seguinte situação:

  1. Até 22 de fevereiro de 2025 dom Dario Campos continua na Arquidiocese de Vitória, exercendo a função de Administrador Apostólico.
  2. Após a posse do novo Arcebispo, dom Dario Campos retorna para sua congregação franciscana (Ordem dos Frades Menores), na fraternidade de Belo Horizonte.
  3. Dom Andherson Franklin, continua bispo auxiliar de Vitória.

O Papel do Administrador Apostólico

 O Administrador Apostólico é nomeado pelo Papa ou pelo Colégio de Consultores, dependendo das circunstâncias, quando a sede episcopal está vacante. Sua principal responsabilidade é garantir que a arquidiocese continue funcionando de maneira eficaz, mantendo os serviços pastorais, as atividades litúrgicas e a administração geral da Igreja Local.

Embora ele não tenha a missão de introduzir mudanças de longo prazo ou de implementar reformas estruturais, sua atuação é essencial para assegurar que a transição ocorra de forma tranquila e que a arquidiocese permaneça fiel à sua missão de evangelizar.

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ABERTURA DO JUBILEU 2025 A Igreja Católica em todo o mundo vive a alegria da abertura do Ano Santo de 2025. Na noite da

ABERTURA DO JUBILEU 2025

A Igreja Católica em todo o mundo vive a alegria da abertura do Ano Santo de 2025.

Na noite da última terça-feira, 24 de dezembro, véspera de Natal, às 19h, horário de Roma, o Santo Padre presidiu o Rito de Abertura da Porta Santa da Basílica Papal de São Pedro, seguido da celebração da Santa Missa de Natal no interior da Basílica Vaticana.

Os Anos Santos acontecem a cada 25 anos e envolvem geralmente a abertura em Roma de quatro “Portas Santas” especiais, que simbolizam a porta da salvação para os católicos.

As portas, localizadas nas basílicas papais em Roma, são abertas apenas durante os anos do Jubileu. Quem passa por elas, obtém a indulgência plenária, o perdão dos pecados.

Agora, a expectativa se volta para as dioceses que se preparam para de modo particular celebrar a abertura solene do Ano Jubilar.

Conforme a bula de proclamação do Jubileu Ordinário, na data de hoje, 29 de dezembro, festa litúrgica da Sagrada Família, os bispos de todo o mundo celebram o início do Jubileu nas catedrais diocesanas, acompanhados pelo clero, religiosos e leigos.

Aqui na Arquidiocese de Vitória, não foi diferente: os peregrinos se encontraram as 10 horas da manhã em frente a Igreja São Gonçalo, que fica na Cidade Alta, e seguiram a pé até a Catedral Metropolitana de Vitória, carregando a cruz que fica na Igreja Mãe durante todo o ano, e remetendo à história da Arquidiocese de Vitória, por ser uma cruz antiga, conservada desde a época de João Batista da Mota e Albuquerque, primeiro bispo da Arquidiocese, entre 26 de maio de 1958 a 27 de abril de 1984.

Durante a caminhada, foi entoado o canto que diz “Senhor quem entrará, no Santuário pra louvar”.

Na chegada à Catedral Metropolitana, a Cruz que foi conduzida durante toda a procissão e que ficará exposta durante todo o ano de 2025 na igreja, foi colocada em local próprio e visível para os fiéis enquanto tocava o hino do Jubileu 2025. Após, o Arcebispo abençoou a água que foi aspergida na assembleia.

No momento da homilia, o Arcebispo, Dom Dario Campos, comentou que, como disse Paulo, a esperança não decepciona e que devemos viver a alegria de ir ao encontro do Senhor. No final da sua fala, o Arcebispo esejou que a Virgem da Vitória seja nossa companhia na nossa caminhada.

Este Jubileu, a pedido do Papa Francisco é dedicado ao tema da esperança, e vai até 6 de janeiro de 2026.

Portas Santas na Arquidiocese de Vitória:

Área Pastoral Vitória

Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Vitória– Centro.

Santuário Basílica Santo Antônio de Pádua– Santo Antônio.

Matriz São Francisco de Assis– Jardim da Penha.

Área Pastoral Vila Velha

Convento da Penha– Prainha.

Igreja Nossa Senhora dos Navegantes– Ponta da Fruta.

Matriz Santa Teresinha do Menino Jesus– Paul.

Área Pastoral Cariacica/Viana

Matriz São João Batista– Cariacica-Sede.

Matriz Nossa Senhora da Conceição– Viana-Sede.

Santuário Bom Pastor– Campo Grande.

Igreja Nossa Senhora da Ajuda– Araçatiba -Viana

Área Pastoral Serra/Fundão

Matriz Nossa Senhora da Conceição– Serra-Sede.

Matriz São Francisco de Assis– Laranjeiras.

Santuário Nossa Senhora do Rosário de Fátima– Bairro de Fátima.

Igreja Três Reis Magos– Nova Almeida

Área Pastoral Benevente

Matriz Antiga Nossa Senhora da Conceição– Centro, Guarapari.

Santuário Nacional de São José de Anchieta– Centro, Anchieta-ES.

Matriz Nossa Senhora da Conceição– Centro, Alfredo Chaves-ES.

Área Pastoral Serrana

Matriz São Sebastião– Centro, Afonso Cláudio.

Matriz Santa Isabel– Santa Isabel, Domingos Martins.

Matriz Sagrada Família– Santa Leopoldina.