A Assessoria de Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresentou um aplicativo de celular buscando criar uma comunicação de relacionamento. O
A Assessoria de Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresentou um aplicativo de celular buscando criar uma comunicação de relacionamento. O aplicativo está disponível gratuitamente para Android e iOS. O texto abaixo foi publicado no site cnbb.org.br
Padre Arnaldo Rodrigues, assessor de Comunicação da CNBB, apresenta o aplicativo. | Fotos: Victória Holzback – Comunicação 61ª AG CNBB
“Com este aplicativo, buscamos criar uma comunicação de relacionamento, proporcionando um ambiente digital mais humanizado. Não é um espaço a partir do qual o usuário apenas recebe informações, mas onde pode interagir com a Conferência”, afirmou o assessor de comunicação da CNBB, padre Arnaldo Rodrigues, durante a apresentação aos bispos.
O aplicativo, que foi pensado a partir da premissa de permitir ao usuário fazer uma experiência de fé no ambiente digital, dá acesso à palavra oficial da Conferência e aos destaques dos regionais e das comissões episcopais.
Será possível navegar pelas últimas notícias em destaque, dos eventos, podcasts, fotos, vídeos e os artigos dos bispos.
Além de notícias atualizadas por categorias, o usuário poderá facilmente acessar a liturgia diária e das horas e notícias das Comissões e Regionais da CNBB, divulgação de eventos e a palavra oficial da Conferência. O aplicativo oferece também a possiblidade ao usuário de criar sua conta e salvar os seus conteúdos preferidos.
Para o padre Arnaldo, em um mundo em constante transformação, onde a tecnologia nos conecta de maneiras nunca imaginadas, a CNBB dá este passo importante para acompanhar e ser presença neste novo tempo.
Os cristãos católicos no mundo todo foram convidados pelo Papa Francisco a se prepararem para o ano jubilar de 2025. O ano de 2023,
Os cristãos católicos no mundo todo foram convidados pelo Papa Francisco a se prepararem para o ano jubilar de 2025.
O ano de 2023, o Ano Conciliar, refletimos sobre quatro constituições conciliares: Lumen Gentium, Sacrosanctum Concilium, Dei Verbum e Gaudium et Spes.
Agora em 2024 somos convidados, pelo mesmo Papa Francisco, a vivermos o Ano da Oração.
O Ano Jubilar ou Ano Santo é uma ocasião que a Igreja nos oferece para, como diz o ditado popular, “acertarmos as contas com Deus”. É hora de reconhecermos nossas fraquezas e fragilidades e nos aproximarmos de Deus através das opções que a Igreja oferece: reconciliação e indulgências. Para nos prepararmos para o jubileu, temos este ano de 2024, como Ano da Oração.
o Papa considera a oração o melhor caminho para alimentar a esperança, por isso o lema desta caminhada é “Peregrinos de Esperança” . O modo como preparar o jubileu com a oração foi delegado pelo Papa quando disse: “os bispos, sacerdotes, diáconos e catequistas encontrarão neste Ano as formas mais adequadas para colocar a oração na base da proclamação de esperança que o Jubileu 2025 pretende fazer ressoar em um tempo conturbado”.
O Vaticano produziu uma coleção de livros que já foram traduzidos pela CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Eles estão à disposição para quem quiser adquirir nas publicações da CNBB.
E nós na Arquidiocese de Vitória como vamos vivenciar este Ano da Oração?
Teremos dois roteiros mensais para rezarmos em comunidade já desde este mês de abril até ao mês de novembro.
Cada roteiro foi produzido com os conteúdos dos livros traduzidos pela CNBB e certamente ajudarão a alimentar a espiritualidade em nossas comunidades.
Muito bonita a expressão que o Papa usou no lançamento do Ano da Oração: “Me alegra pensar que o ano que antecede o jubileu, 2024, pode ser dedicado a uma sinfonia de oração”.
Que assim seja na Arquidiocese de Vitória: todos rezando, seguindo a proposta do Papa para uma sinfonia de oração.
No sábado, 20 de abril, às 14h acesse o canal da Arquidiocese de Vitória no YouTube e acompanhe o projeto de oração desta nossa Arquidiocese. Vamos fazer com que nossa “sinfonia de oração” se estende por todas as nossas comunidades para assim atingirmos a sociedade onde vivemos.
Para acessar o primeiro caderno de oração, clique aqui.
Seguindo a tradição das Assembleias Gerais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, quatro cardeais brasileiros durante a coletiva desta quarta-feira, 17 de abril,
Seguindo a tradição das Assembleias Gerais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, quatro cardeais brasileiros durante a coletiva desta quarta-feira, 17 de abril, tornaram conhecidos o processo de construção e o conteúdo das quatro mensagens aprovadas pelo episcopado brasileiro: ao Papa Francisco, ao prefeito do Dicastério para os Bispos, cardeal Robert Francis Prevost, ao povo brasileiro e aos cristãos católicos. Esta última, uma das novidades desta edição da assembleia.
Segundo o arcebispo de Brasília (DF), cardeal Paulo Cezar Costa, na carta ao Papa Francisco o episcopado brasileiro manifesta a comunhão com o Santo Padre, apresentou os temas gerais da assembleia e um agradecimento pela riqueza de seu pontificado, aquilo que ele propõe à Igreja nesse momento: a paz, a justiça, as migrações e das pessoas que morrem no mar.
Carta aos cristãos católicos do Brasil
Pela primeira vez se faz uma mensagem da Assembleia às comunidades católicas, enfatizou o arcebispo de São Paulo, cardeal Pedro Odilo Scherer, que trata da vida das comunidades. A mensagem inicia agradecendo “por tudo aquilo que de bom e belo existe para a missão”, por tudo o que é vivido e realizado nas comunidades. Igualmente o texto ressalta a santidade, com um número de “processos de beatificação e canonização como nunca houve antes”.
A carta dirige uma palavra de encorajamento sobre algumas questões, tendo como pano de fundo a sinodalidade: o diálogo, o respeito pelos outros, saber divergir sem brigar, insistindo em que “nossa fé não deve dividir, mas deve ser um elemento que ajuda a criar comunidade”.
A mensagem ressalta a necessária comunhão com o Papa e com os bispos e faz um convite a não desanimar diante das dificuldades presentes e à participação ativa na vida das comunidades e da sociedade. Finalmente, um chamado à preparação ao Jubileu 2025. De acordo com dom Odilo, trata-se de uma carta que pretende “encorajar, orientar, apoiar, respaldar a nosso povo católico”.
Carta ao Dicastério para os Bispos
Sobre a carta ao prefeito do Dicastério para os Bispos, o arcebispo de Rio de Janeiro, cardeal Orani Tempesta, disse que é reservada ao cardeal Prevost e trata sobre o que está sendo feito na 61ª Assembleia Geral da CNBB. A mensagem “coloca os problemas que nós estamos enfrentando enquanto Igreja no Brasil, coloca as soluções que a nossa assembleia está propondo e agradece ao prefeito pelas indicações ao Santo Padre para as 20 nomeações episcopais para a Igreja do Brasil desde a última assembleia”, enfatizou dom Orani.
Mensagem ao Povo Brasileiro
A Mensagem ao Povo Brasileiro, “um texto em certo sentido longo”, segundo o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Steiner, dada “a necessidade de abordarmos alguns elementos importantes”, pretende ser uma mensagem de esperança, de futuro, da realidade política e climática, que aborda as eleições que se aproximam, lembrando os 60 anos de início da Ditadura e incentivando a cuidar da Democracia e combater a violência no país e as guerras.
Dom Leonardo pediu a ajuda dos meios de comunicação para que essas mensagem cheguem e ajudem diante da situação de tensão, de conflitos e de muita violência que a sociedade brasileira vive, provocada pelas drogas, as facções e pelas as palavras. Trata, segundo dom Leonardo, de uma mensagem que faz um chamado à paz, também na floresta, para os povos indígenas, ameaçados pelo Marco Temporal.
No próximo sábado, 20 de abril, os coordenadores/animadores e vice-coordenadores/animadores dos Conselhos Paroquiais (CPP) encontram-se para mais uma reunião, para dar continuidade às conversas
No próximo sábado, 20 de abril, os coordenadores/animadores e vice-coordenadores/animadores dos Conselhos Paroquiais (CPP) encontram-se para mais uma reunião, para dar continuidade às conversas realizadas durante o ano de 2023. Na medida do possível mantenham-se os representantes que já participaram das reuniões anteriores.
Na ocasião será apresentado o projeto de oração para este ano que, a pedido do Papa Francisco, será o Ano da Oração.
Estão convidados a participar deste encontro todos os membros do COPAV, Conselho Pastoral da Arquidiocese de Vitória. Para quem ainda não se inscreveu, só clicar aqui para realizar a inscrição.
Sábado, 20 de abril
De 14h às 18h
Centro Católico de Estudos Dom Silvestre Luiz Scandian
Av. João Batista Parra, 525 – Praia do Suá – Vitória.
O sétimo dia da 61ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizado em 16 de abril, destacou em sua décima
O sétimo dia da 61ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizado em 16 de abril, destacou em sua décima quinta sessão as questões relacionadas à formação acadêmica e pastoral de sacerdotes diocesanos, as Campanhas da Fraternidade, e o papel da Igreja na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30).
Colégio Pio Brasileiro comemora 90 anos
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) anunciou a nova diretoria que assumirá o comando do Colégio Pio Brasileiro a partir de outubro de 2024. A instituição, que completou 90 anos de fundação em abril de 2024, é responsável pela formação acadêmica e pastoral de sacerdotes diocesanos do Brasil.
O Colégio Pio Brasileiro foi fundado com a proposta de ampliar o trabalho iniciado pelo Pontifício Colégio Pio Latino-americano, instituição eclesiástica criada em 1858 para a formação do clero da América Latina, em Roma. Desde sua criação, o colégio tem sido um importante centro de formação para sacerdotes brasileiros.
Atualmente, o colégio conta com 91 alunos e está sob a direção do padre José Otácio Oliveira Guedes, do clero arquidiocesano de Niterói (RJ), que assumiu a função em junho de 2020. A equipe atual inclui também o diretor de estudos padre Geraldo Hackmann, da arquidiocese de Porto Alegre (RS) e o diretor espiritual padre Wellistony Carvalho, da arquidiocese de Teresina (PI).
A nova equipe, que começará a atuar em outubro de 2024, será coordenada pelo reitor Pe. Valdir Cândido, da Arquidiocese de Natal (RN). Ele será acompanhado pelo diretor de estudos Pe. Antônio Depizzoli, que atualmente está em missão na Inglaterra, e pelo diretor espiritual Dom Armando Bucciol, bispo emérito de Livramento (BA).
Monsenhor Valdir Cândido é pároco da catedral metropolitana de Nossa Senhora da Apresentação, em Natal, além de exercer funções administrativas na arquidiocese. De 2011 a 2012, foi aluno e morador do Pontifício Colégio Pio Brasileiro.
Dom Paulo Jackson, segundo vice-presidente da CNBB, ressaltou a importância da aprovação do Dicastério para o Clero e da anuência da presidência da CNBB para a nomeação dos novos membros da equipe do colégio. A nova diretoria tem a missão de continuar o trabalho de formação acadêmica e pastoral, visando ao desenvolvimento de sacerdotes capazes de responder aos desafios contemporâneos da Igreja Católica no Brasil.
Campanha da Fraternidade
Padre Jean Poul, assessor do Setor de Campanhas da CNBB, apresentou um panorama da história da Campanha da Fraternidade, que em 2024 comemora 60 anos. Destacou a trajetória da Campanha da Fraternidade de 2024, cujo tema é “Fraternidade e Amizade Social”.
Segundo padre Poul, todos os 19 regionais realizaram seminários cruciais para a formação e motivação das comunidades em todo o território nacional. Mencionou um documentário produzido pela TV Aparecida sobre a história da campanha, intitulado “Arquivo A,” que está disponível nas redes sociais.
Sobre a Campanha de 2025, informou aos bispos brasileiros que o tema será “Fraternidade e Ecologia Integral” com o lema “Deus viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31). Recordou que esta proposta foi feita pela Comissão Especial para a Mineração e Ecologia Integral e acolhida pelo Conselho Permanente da CNBB.
O assessor da CNBB convidou os bispos e o povo de Deus para o Seminário Nacional, que ocorrerá entre 26 e 29 de setembro de 2024, em Brasília (DF). Ele também destacou a importância de valorizar e incentivar a aquisição e o uso dos subsídios formativos preparados pelas comissões episcopais da CNBB, essenciais para a conscientização da fraternidade.
Padre revelou aos bispos aos mais de 400 bispos reunidos o tema e lema da Campanha da Fraternidade de 2026: “Fraternidade e Moradia” com o lema “E veio morar entre nós” (Jo 1,14). Segundo ele, a campanha visa propor uma reflexão aprofundada sobre o tema da moradia digna.
A respeito da Campanha da Fraternidade de 2023, com o tema “Fraternidade e Fome” e o lema “Dai-lhes vós mesmos de comer!” (Mt 14,16), Padre Poul mencionou que foram recebidos 804 projetos, dos quais 240 foram atendidos.
Foram realizadas três reuniões ordinárias e uma extraordinária para validar os investimentos, totalizando quase R$7 milhões em recursos enviados pelas dioceses de todo o Brasil para subsidiar os projetos. Ele ressaltou a importância das dioceses utilizarem meios de comunicação para informar com transparência sobre os investimentos realizados com 60% da coleta da fraternidade que permanece nas dioceses.
Mobilizando a Igreja para a COP 30
A campanha Laudato Si’ + COP 30 é uma iniciativa que busca definir diretrizes, promover mobilização e preparar a Igreja e a sociedade em geral para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que será realizada em Belém do Pará em 2030.
Os bispos dom Silvio Guterres Dutra, de Vacaria (RS), dom Vicente de Paula Ferreira, de Livramento de Nossa Senhora (BA) e dom Paulo Andreolli, auxiliar da arquidiocese de Belém (PA), estão envolvidos nesta iniciativa, ao lado de organizações como Laudato Si’, REPAM, Comissão Socio Transformadora e Comissão Especial para a Amazônia.
Desde a Rio 92, os países discutem questões ambientais, e a COP 30 continuará essa abordagem. A campanha incentiva o engajamento nas etapas estabelecidas, alinhadas à Doutrina Social da Igreja e à Encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco, que aborda as mudanças climáticas.
Padre Dario Bossi, assessor da Comissão Ação Socio Transformadora (Cepast) da CNBB, destacou a importância da participação ativa, ressaltando os fundamentos na Doutrina Social da Igreja. A recente carta encíclica “Laudate Deum” do Papa Francisco, publicada em 4 de outubro de 2023, é uma continuação da encíclica Laudato Si’ de 2015, que trata dos cuidados com a casa comum.
O Papa Francisco faz um apelo à corresponsabilidade diante da emergência climática, observando que o mundo está “desmoronando” e se aproximando de um “ponto de ruptura”. Padre Dario destacou que é a “primeira vez que o mundo volta seus olhos para a Amazônia.”
Eduardo Nischespois Scorsatto, coordenador de Campanhas de Difusão para o Brasil do Movimento Laudato Si’, enfatiza a importância da participação ativa para garantir que a Igreja esteja presente e envolvida no enfrentamento das mudanças climáticas e na preservação do meio ambiente.
A campanha oferece uma oportunidade para a Igreja desempenhar um papel ativo na definição de diretrizes e na preparação para a COP 30, com foco no cuidado do meio ambiente e na promoção da justiça socioambiental.
Ontem, em Aparecida, a Assembleia Geral dos Bispos refletiu sobre IA, Inteligência Artificial, um desafio que a tecnologia traz para a Igreja no seu
Ontem, em Aparecida, a Assembleia Geral dos Bispos refletiu sobre IA, Inteligência Artificial, um desafio que a tecnologia traz para a Igreja no seu processo pastoral de evangelização. Participam da 61ª Assembleia, dom Dario Campos, arcebispo de Vitória, dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, bispo auxiliar de Vitória, dom Luiz Fernando Lisboa de Cachoeiro de Itapemirim, dom Lauro Versiani, bispo de Colatina e dom Paulo Dal’Bó, bispo de São Mateus, representando todas as dioceses que compõem o Regional Leste 3 da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Leia abaixo a matéria publicada em cnbb.org.br:
Após um dia de descanso das sessões de trabalho, a 61ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), retoma as reflexões com o tema da Inteligência Artificial na segunda-feira, 15 de abril. O evento segue até o dia 19 deste mês. A apresentação foi feita pelo presidente da Sociedade Brasileira de Cientistas Católicos (SBCC), doutor Everthon de Souza Oliveira, e pelo secretário do Instituto Nacional de Pastoral Pe. Alberto Antoniazzi (Inapaz) da CNBB e sócio-fundador da SBCC, Pe. Danilo Pinto dos Santos.
A temática adquire relevância para o atual contexto, uma vez que as inteligências artificiais (IAs) configuram-se como um paradigma tecnológico em desenvolvimento, com potencial para gerar mudanças socioculturais significativas.
Desenvolvimento com ética
O professor Everthon explicou brevemente o desenvolvimento da IA e a sua capacidade de gerar conteúdos sem a intervenção humana. “A Inteligência artificial é capaz de executar múltiplas tarefas de forma autônoma e coordenada, adaptando-se a diferentes cenários e contextos em tempo real”, destacou.
Conforme abordou o especialista, o algoritmo vai construindo algo com sentido e contexto, resultando em uma pseudosemântica da máquina, com a construção de conceitos próprios, interpretando autonomamente a realidade de modo oculto aos operadores da ferramenta.
Everthon alertou que há possibilidades de cognição equivalente ou maior que a humana e questiona se a IA será capaz de nos desumanizar. “O risco que a gente corre agora é de não haver a formação moral, a base ética, num potencial tão grande que está distribuído”
Alguns dos pontos de atenção destacados pelo presidente dos cientistas católicos é a necessidade de uma regulação orientadora que não limite o desenvolvimento, mas que coloque os limites éticos em todas as etapas, desde o desenvolvimento até a comercialização. Outra necessidade no processo de evolução das Ias é a transparência na coleta de dados, na informação e na computação.
Perspectiva pastoral
Padre Danilo Pinto contribuiu na reflexão abordando as questões pastorais. Evocando a mitologia grega, o sacerdote questionou os limites da técnica recorrendo à tragédia do Prometeu Acorrentado. “É permitido para nós fazer o fogo?”
O texto de apoio apresentado aos bispos, aborda, a partir da categoria do regime da informação apresentada pelo filósofo Byung-Chul Han, o impacto das inteligências artificiais em âmbitos pastorais específicos, a partir de alterações no ethos religioso católico.
A personalização da experiência social foi um dos destaques feitos pelo secretário do Inapaz. “Quanto mais geramos dados, mais são consolidadas as informações acerca dos gostos e experiências pessoais sobre nós. A lógica algorítmica exclui o outro, fragmenta a percepção da realidade, determinando decisivamente processos pastorais.”
Realidades como as bolhas de informação, radicalização das ideias, polarização e desinformação também foram apresentadas como alertas para a realidade cada vez mais avançada da IA.
Na conclusão, o professor Everthon afirmou que a IA vai permear nossos âmbitos cada vez mais, inclusive o pastoral. “É a possibilidade termos uma pastoral mais inteligente, mas não corrermos o risco de ter uma evangelização artificial.”
Comunhão e partilha
Ao fim da sessão, um tempo foi reservado para os informes da Comissão Episcopal para a Comunhão e Partilha, projeto que contribui com a formação de seminaristas nas dioceses mais pobres do país.
A apresentação do relato foi feita pelo bispo de Primavera do Leste – Paranatinga (MT) e presidente da Comissão, dom João Aparecido Bergamasco (no meio na foto), pelo bispo de Formosa (GO), dom Adair José Guimarães e pelo bispo de São José dos Campos (SP), dom José Walmor Cesar Teixeira (à direita, na foto).
Em 2023, foram atendidos 323 seminaristas de 42 dioceses em 2023, com total mensal de R$ 381.096,25 por mês. O valor é obtido por meio da oferta de 1% da renda ordinária fixa por parte de todas as arquidioceses, dioceses e prelazias do Brasil. O projeto assumido pelo episcopado em Assembleia prevê reajuste de 20% no percentual de arrecadação em 2024.
Ao final da exposição, o bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers agradeceu a Dom Cesar que desde o início participa da comissão, seja como presidente ou membro, e está deixando a função nesta assembleia. O prelado classificou sua participação como trabalho evangélico e de testemunho.
A 61ª Assembleia Geral dos Bispos que acontece em Aparecida até 19 de abril teve dois eventos inéditos: Catequista representantes de cada Regional da
A 61ª Assembleia Geral dos Bispos que acontece em Aparecida até 19 de abril teve dois eventos inéditos: Catequista representantes de cada Regional da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil receberam o ministério do catequista e representantes da juventude falaram para os bispos sobre os desafios e expectativas.
O ministério do catequista foi uma atitude do Papa em 2020, que deixou a cargo das Conferências Episcopais decidirem a forma e os critérios para a instituição. A representante do Leste 3 (Espírito Santo) é de Cachoeiro de Itapemirim.
Os jovens Wanessa Freire Almeida, secretária nacional da Pastoral da Juventude (PJ), e Patrik Soares de Carvalho, membro da Comunidade da Aliança de Misericórdia e representante das Novas Comunidades, dirigiram-se aos bispos e falaram sobre o papel da juventude e suas expectativas na Igreja e, em sua fala conjunta, destacaram a presença e importância dos jovens na Igreja e suas expectativas para o futuro. Abordaram tópicos como a presença dos jovens na Iniciação à Vida Cristã; preocupação com as causas sociais, sobretudo com a Casa Comum; desejo e necessidade de formar novas lideranças jovens; desafios de proximidade com as lideranças e assessores eclesiásticos nas dioceses; dificuldades dos jovens em participarem nas instâncias decisórias da Igreja; aumento dos jovens “desigrejados”.
Reforçaram ainda a falta de unidade entre os carismas, movimentos, congregações religiosas e as pastorais das juventudes. Os jovens lembraram que “unidade não é uniformidade”; destacaram a necessidade de estratégias para uma saúde integral dos jovens e a proximidade com os influenciadores nas redes sociais.
Os debates também envolveram bispos com experiências em juventudes, como Dom Eduardo, bispo de Jaboticabal (SP), dom Gilson, bispo de Nova Iguaçu (RJ) e Dom Darley José Kummer, bispo auxiliar de Porto Alegre (RS). Eles compartilharam histórias e percepções sobre processos de evangelização e pontos de destaque nas discussões sobre as juventudes, pautadas pelo caminho recente percorrido pela Igreja tanto universalmente quanto no contexto brasileiro.
Wanessa e Patrick expressaram seus sentimentos por participarem da Assembleia Geral dos Bispos.
Ao falar aos mais de 400 bispos presentes, Patrik, de 24 anos, expressou sua honra em representar as juventudes brasileiras na assembleia dos bispos, ressaltando o privilégio e a responsabilidade que essa posição lhe confere. “É uma alegria muito grande poder estar aqui, alegria que é acompanhada de um grande sentimento de responsabilidade, por estar em nome da juventude do nosso Brasil. Sem dúvidas, é um momento profético para a juventude da nossa Igreja, e que possamos colher juntos os frutos desse momento”, declarou Patrik.
Wanessa, de 27 anos, compartilhou seu sentimento de alegria e gratidão por poder trazer à tona o tema da evangelização da juventude na assembleia dos bispos. Enfatizou a importância de ouvir os jovens para desenvolver estratégias de evangelização que partam da realidade juvenil. “Ouvir a juventude é essencial para pensar a evangelização, com base na realidade juvenil, entendendo as diversas realidades e construindo juntos a partir das vivências, e não a partir de concepções pré-definidas sobre as juventudes”, afirmou Wanessa.
Em 2021 o Papa Francisco publicou o Motu Próprio Antiguum Ministerium, no qual estabeleceu o ministério do Catequista. Aos poucos a CNBB, Conferência Nacional
Em 2021 o Papa Francisco publicou o Motu Próprio Antiguum Ministerium, no qual estabeleceu o ministério do Catequista. Aos poucos a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, vem definindo os critérios para a concessão do ministério, conforme disse Maria Venâncio, assessora da Comissão Episcopal Bíblico-catequética: “O grupo de reflexão começou a pensar critérios e itinerários, que são a definição de quem pode ser instituído, quem ingressará para uma instituição futura e quais os itinerários formativos para ambos os grupos”.
Três catequistas brasileiros já receberam o ministério ministrado pelo Papa Francisco e hoje, 13 de abril de 2024, durante a Assembleia Geral da CNBB, 19 catequistas receberam o ministério. Estes catequistas representam os 19 Regionais da CNBB.
O Regional Leste 3, composto pelas dioceses de Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, São Mateus e a arquidiocese de Vitória foi representado por Maria de Lourdes Fiorido, da diocese de Cachoeiro de Itapemirim (ES).