Na tarde de hoje, encerrou-se o Seminário sobre a Doutrina Social da Igreja. Os encontros ocorreram entre os dias 25 e 27 de fevereiro, reunindo assessores para aprofundar a reflexão sobre temas centrais da missão evangelizadora da Igreja à luz dos principais documentos do Magistério Social. Inserido na Dimensão Pastoral Missionária e articulado nas etapas do Discipulado e Configuração, o Seminário proporcionou um espaço formativo de estudo, diálogo e compromisso com a realidade social.
No primeiro dia, o tema “Fraternidade e Moradia – ‘Ele veio morar entre nós’ (Jo 1,14)” foi desenvolvido pelo professor Júlio Pagotto, da SEDU. A reflexão partiu do mistério da Encarnação, fundamento teológico da proximidade de Deus com a humanidade, para iluminar a questão do direito à moradia digna. A partir do versículo do Evangelho de João, destacou-se que o próprio Cristo assumiu a condição humana e habitou entre nós, o que interpela a busca por promover condições justas de vida, especialmente para os mais vulneráveis. O tema foi trabalhado nas etapas de Discipulado e Configuração, ressaltando que seguir Jesus implica assumir gestos concretos e o verdadeiro compromisso com iniciativas que assegurem dignidade humana a luz da Palavra de Deus.
Ainda no contexto da DSI, o professor Edebrande Cavallieri, da UFES, abordou a encíclica Caritas in Veritate, do Papa Bento XVI. Publicado em 2009, o documento atualiza a tradição da Doutrina Social da Igreja ao reafirmar que o desenvolvimento humano integral só é possível quando fundamentado na caridade vivida na verdade. A síntese apresentada evidenciou que a economia, a política e as relações sociais precisam estar orientadas pelo bem comum e pela centralidade da pessoa humana. Assim, os Seminaristas da Etapa do Discipulado (Filosofia), foram convidados a compreender que a fé cristã não se limita à esfera privada, mas exige coerência ética e responsabilidade social.
Também foi refletido o tema “Família e Questão Social”, para a Etapa da Configuração (Teologia), assessorado pelo professor Edivaldo José Bortelo, da UFES. A partir dos princípios da Doutrina Social da Igreja, destacou-se a família como célula fundamental da sociedade e sujeito social ativo, e não apenas destinatária de políticas públicas. A abordagem evidenciou que as fragilidades enfrentadas pelas famílias, como desemprego, precarização do trabalho e desigualdades, possuem impacto direto na organização social. Nessa ótica, ressaltou-se a necessidade de formar cristãos comprometidos com a defesa e promoção da família como espaço de dignidade, solidariedade e educação para a cidadania.
No dia seguinte, último dia de formação, o mesmo assessor conduziu a reflexão sobre a encíclica Fratelli Tutti, do Papa Francisco. Publicada em 2020, a carta encíclica propõe a fraternidade e a amizade social como caminhos para enfrentar a cultura do descarte, a polarização e as desigualdades globais. A síntese destacou que o documento convida a superar barreiras ideológicas e a construir uma sociedade baseada no diálogo, na cultura do encontro e na promoção da paz. Na etapa do Discipulado, os participantes foram convidados a assumir uma postura de abertura e compromisso com a construção de pontes, conforme o chamado à comunhão presente nas Escrituras.
Por fim, o professor Bruno Toledo, da EMESCAM, abordou o tema dos Direitos Humanos à luz da Doutrina Social da Igreja. A reflexão ressaltou que a defesa da dignidade humana é um princípio inegociável da tradição cristã, fundamentado na convicção de que toda pessoa é criada à imagem e semelhança de Deus. Foram destacados princípios como a dignidade da pessoa humana, o bem comum, a subsidiariedade e a solidariedade, que sustentam a atuação da Igreja no campo social. Com a Etapa da Configuração, o professor reforçou a necessidade do compromisso com os Direitos Humanos é expressão concreta da fé e da missão evangelizadora.
Confira alguns registros a seguir:

FOTOS: Comunicação Seminário Nossa Senhora da Penha












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