Trajetória do diácono Ruan

5 julho, 2021

Nascido no município de Cariacica o diácono transitório Ruan Coutinho da Cruz, 31 anos, será o último a ser ordenado padre – entre os cinco diáconos que serão elevados ao sacerdócio na Arquidiocese de Vitória – no final deste mês e em agosto. A cerimônia vai acontecer no Santuário Bom Pastor, em Campo Grande, no dia 28/08, às 17h.

Sobre sua trajetória de vida, o diácono – que é filho único – conta que sempre foi criado na Igreja pelos seus pais Ademar e Marlene e sua mãe é de uma família muito católica. Desde pequeno frequentou a catequese e por sua mãe ter na época um salão de beleza em Campo Grande, ele fez catequese e perseverança no bairro.

Quando completou 15 anos seus pais se separaram e diácono Ruan destaca que foi um momento muito importante em sua vida, apesar de ser também uma dificuldade: “eu estava na Crisma e eu costumo dizer que a Crisma foi o upgrade na minha vida cristã, eclesial e de Fé. Porque eu disse que acabaria a Crisma e eu queria servir a minha comunidade, São Judas Tadeu, da Paróquia Bom Pastor, em Campo Grande.

Com o fim da Crisma, o diácono conta que ficou um desejo de continuar e sua comunidade não tinha grupo de jovens. Então ele se propôs a ajudar a reorganizar o grupo de jovens. “Sempre fui muito dedicado, sempre fui entregue e fui me envolvendo cada vez mais. As pessoas diziam que eu ia ser padre e eu não gostava muito dessa opção. Não pensava de fato e aí eu fui cada vez mais vivendo essa entrega da doação”.

Ele passou a ser o coordenador paroquial da juventude e começou a faculdade de Ciências Econômicas na Universidade Federal do Espírito Santo e quando estava no segundo período ele sentiu o chamado ao sacerdócio: “eu lembro que o dia que me abri muito foi em 23 de agosto de 2009. Eu estava no encerramento do Sínodo Arquidiocesano na Praça do Papa e lembro que eram muitos padres, muito religiosos e eu falei ‘Senhor é isso que o senhor quer de mim? ’ E ali mesmo eu compreendi vendo toda aquela assembleia litúrgica reunida e falei ‘é isso que o senhor vai ter, eis me aqui’. É claro que o sim se renova e você vai colocando ele todo dia, mas é um marco temporal, um marco que eu lembro com muito afeto”.

Inicialmente Ruan Coutinho quis abandonar a faculdade, mas depois no processo de discernimento percebeu que Deus pedia que ele concluísse o curso superior: “então eu terminei, entrei para o Propedêutico no ano de 2013 e fui fazendo todo o processo formativo e estou aqui hoje”. Antes de entrar para o Seminário – ainda como leigo – diácono Ruan foi coordenador do Serviço de Animação Vocacional da Arquidiocese de Vitória e ele conta que teve uma dedicação muito grande e hoje tem amigos que se tornaram padres e que ele ajudou no discernimento da vocação.

Sobre a sua experiência de estágio enquanto seminarista nas paróquias, Ruan detalha que teve 3 vivências fantásticas: a primeira na Grande São Pedro, onde afirma que foi seu primeiro amor e eu tem um afeto muito grande, pois lhe ensinaram a ser um seminarista;  depois foi para o Bairro de Fátima onde teve um crescimento e um amadurecimento muito grande e na paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Praia da Costa, que ele considera um Kairós em sua vida, um tempo de muita graça, muito aprendizado com as famílias e com a paróquia em si.

“Apesar de ter sido no processo da pandemia, foi um tempo de um renovo cada vez mais e um impulso maior para o meu ministério. E eu gostaria de destacar que tive 3 padres muito diferentes nesta minha formação, que eu acho que foi um carinho de Jesus por mim. Foi o padre Kelder Brandão, padre Pedro Luchi e padre Anderson Gomes. São 3 padres extremamente diferentes, mas que me enriqueceram e eu tenho uma gratidão enorme por tudo que aprendi com eles”, enfatiza Ruan.

Recentemente os diáconos transitórios da Arquidiocese de Vitória retornaram do Pará após um período de experiência missionária. Diácono Ruan destaca que este foi um tempo de muita graça e que foi possível vivenciar a experiência de outra dinâmica. “A paróquia que atuei é a maior da Diocese são 60 comunidades e as distâncias são enormes. Foi uma experiência muito bacana, viver próximo também do bispo diocesano”.

O futuro presbítero também realizou um trabalho específico na Diocese da Santíssima Conceição do Araguaia coordenando o projeto Missão Diocesana. Por este motivo vai retornar ao Pará após sua ordenação sacerdotal para concluir o processo. A expectativa é que seja em setembro, após a Festa de Nossa Senhora da Vitória: “A minha Igreja com muito orgulho é a Arquidiocese de Vitória. Mas gosto sempre de falar a citação bíblica que está em II Coríntios 9, 6 ‘Convém lembrar: aquele que semeia pouco, pouco ceifará. Aquele que semeia em profusão, em profusão ceifará’ e este é o lema dessa minha experiência pastoral”.

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