ARCEBISPO

Mensagem de Natal de dom Dario Campos. 2020.

Dom Dario Campos, arcebispo de Vitória lembra na sua mensagem de Natal, os sofrimentos e dificuldades que as famílias estão passando neste tempo de pandemia e lembra que “no silêncio daquela noite em Belém, a palavra final não foi o sofrimento, a dor, a morte, mas, a esperança, a luz e a alegria da Salvação que veio do céu e inundou a terra inteira”. As privações e a falta de um lugar fortaleceram a família de Nazaré e nos inspiram diante de cada dificuldade.

O Arcebispo desejou Feliz Natal a todos e pediu que nos esforcemos por vivê-lo no cuidado uns para com os outros. Lei e assista a mensagem de Natal nos anexos.

No Dom Dario Campos transfere mais de 20 ordenados para 2021

A transferência de Padres é uma tarefa do bispo e é sempre uma missão exigente. Requer oração, reflexão, ponderações, caridade pastoral e muita compreensão e disponibilidade dos Padres e das Comunidades.  

Após conversar com todos os padres envolvidos e o Colégio dos Consultores, Dom Dario Campos, Arcebispo Metropolitanos de Vitória – ES, comunica as transferências de padres a serem realizadas em 2021. As posses serão combinadas entre os presbíteros, e as Paróquias em janeiro e fevereiro de 2021.

Confira as mudanças:

Entenda a diferença entre Pároco e Administrador Paroquial clicando aqui. E conheça também qual é a missão dos vigários na Igreja.

Entrevista com dom Dario Campos sobre o Dia da Consciência Negra.

O Arcebispo de Vitória, dom Dario Campos, conversou com o site da Arquidiocese sobre o Dia da Consciência Negra e falou sobre sua surpresa ao ser mencionado pela mídia capixaba como o 1º arcebispo negro da Arquidiocese de Vitória. Segundo dom Dario essa foi a 1ªvez que ele foi tratado dessa forma. Confira a entrevista abaixo.

O senhor acha que o Brasil precisa de um dia para pensar a consciência negra?

Quando iniciamos essa busca de ter um dia para a consciência negra significa que há uma necessidade, que isso não está assumido plenamente pela sociedade, pelos irmãos e pelas irmãs. Há uma necessidade do negro de se expressar, falar do seu modo de agir, da sua cultura, do seu modo de ser, na sua arte, na sua religiosidade. O Dia da Consciência Negra é para despertar algo em nós, para que não fique adormecido aquilo que cada um traz, principalmente, no Brasil.

Sabemos que racismo é resultado de um momento histórico não superado. Como ou o que fazer para que as pessoas mudem essa memória coletiva?

Penso que a primeira coisa que deve ser dita é que todo o estudante, a começar no primário, mas toda a sociedade, deve ter em mente que o Brasil tem uma grande dívida com a África. Enquanto isso não for assimilado por toda a nossa população brasileira fica difícil. Tudo que o Brasil tem de construções: as estradas de ferro, os prédios,  e até as antigas colheitas de café, tudo foi feito pelos nossos irmãos negros. Eu penso que há uma dívida do Brasil para com a África que nunca será paga, e isso não se fala. Então uma maneira de superar é fazer com que nossos irmãos negros e negras ascendam com os estudos. Sem estudo não há ascensão.

E a Igreja, tem racismo na Igreja Católica?

Tem ou não tem é muito categórico. A vida religiosa veio quase toda da Europa. Quando aqui no Estado surgiu a Congregação das Irmãs de Jesus na Eucaristia, a fundadora disse, ‘agora nasce uma congregação genuinamente brasileira’, porque até ali todas eram europeias e a Europa trazia isso de não receber ninguém negro. A gente poderia dizer que a Igreja não recebia negros, mas as dioceses recebiam, quantos padres e santos negros nós temos? São muitos. Esta semana mesmo um santo vai ser canonizado em Três Corações (MG), temos bispos negros. Então não podemos dizer tem ou não tem, a questão é muito mais profunda. Por exemplo, o 1º frade negro na minha província (Província Franciscana) veio a entrar em 1970, mas nessa época não se levantava essa questão. Então, querer julgar a história de hoje comparando com o passado também é ser um pouco injusto e comparar o passado com hoje também é um pouco injusto. É complexo.

E hoje?

Hoje o problema não existe mais na Igreja é só ver quantos padres negros e seminaristas temos aqui.

O senhor passou por alguma situação constrangedora fora ou dentro da Igreja que possa nos contar?

Não. É muito interessante, mesmo depois que fui nomeado bispo eu sempre participei na CNBB do grupo dos bispos, padres e diáconos negros, mas os meus irmãos bispos brancos achavam que eu não deveria participar e perguntavam o que eu estava fazendo lá. Com a minha nomeação para Vitória é que essa situação do 1º arcebispo negro, saiu. Eu nunca tinha passado por isso, nunca me perguntaram sobre isso em todo o meu percorrer religioso, sacerdotal e episcopal. Aqui em Vitória é que isso veio. como coisa do outro mundo.

Na sua prática como padre, bispo e agora arcebispo, negritude, consciência negra é uma pauta de seu governo?

Não, de jeito nenhum, porque eu acho que a primeira coisa é que nós somos todos e todas filhos e filhas de Deus, independente da cor. Se temos negros que não fazem coisas direitas, temos também brancos. Acho que cabe a nós evangelizar sem querer priorizar. Agora se algo acontece de errado a um branco eu tenho que denunciar, se acontece algo de errado a um negro eu tenho que denunciar. Ele é filho e filha de Deus e o sangue que Jesus derramou na cruz, Ele derramou por mim, por você, por todos. Eu acho que temos que ter sempre essa consciência primeira no Brasil: não podemos esquecer da nossa irmã e mãe África, como o Movimento da Negritude chama ‘mãe África’. Nós temos uma dívida e temos que tentar pagar essa dívida, não sei quando, mas vamos ter que pagar.

Qual a mensagem do senhor para o Dia da Consciência Negra?

Que eles tenham liberdade de celebrar o seu canto, a sua dança, o seu modo de ser. Que esse modo de ser não seja um modo estranho para nós, para os brancos e que o modo de ser dos brancos não seja um modo de estranheza para os negros. Mas que a gente possa conviver na paz. Acho profunda a dimensão que o Papa Francisco coloca, principalmente, na última encíclica: somos todos irmãos, filhos de Deus.

Nesta manhã, dia 11 de novembro de 2020, o senhor Arcebispo Dom Dario Campos se reuniu com os padre Renato Criste, Coordenador de Pastoral

Nesta manhã, dia 11 de novembro de 2020, o senhor Arcebispo Dom Dario Campos se reuniu com os padre Renato Criste, Coordenador de Pastoral da Arquidiocese, padre Kelder Brandão, Vigário Episcopal para Ação Social, Política e Ecumênica e padre Anderson Gomes, Vigário Episcopal para a Comunicação Social, para alinhar os projetos atuais e futuros no âmbito da pastoral, da comunicação e social. 

Na ocasião começou por definir estratégias que garantam a eficácia e unidade nas ações da Igreja. 

Dentre os assuntos tratados:

– Ir as reuniões das áreas pastorais com os padres para apresentar e conversar sobre os encaminhamentos da Igreja local; 

– O próximo COPAV (Conselho Pastoral da Arquidiocese de Vitória) que será no dia 28/11 estendido a todas as paróquias a participação e, que também, será transmitida a reunião pelas redes sociais da Arquidiocese; 

– A apresentação da Logomarca da Arquidiocese que será divulgada no COPAV; 

– A continuidade de campanhas permanentes contra a pobreza;

– A finalização da campanha CONDIVIDIR.

Diante de tudo, foi abraçada a proposta de se reunir quinzenalmente para tratar sobre todas as questões que abrange a pastoral e as devidas áreas episcopais.

O Advento é tempo de alegre expectativa. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do

A espiritualidade do Advento é marcada por algumas atitudes básicas: a preparação para receber o Cristo; a oração e a vivência da esperança cristã. A preparação para receber o Senhor se dá na vivência da conversão e da ascese. Precisamos ter um olhar atento sobre nós e a realidade que nos cerca e nos empenharmos para correspondermos com a ação do Espírito de Deus que quer restaurar todas as coisas. 

A palavra “advento” tem origem latina e significa “chegada”, “aproximação”, “vinda”. No Ano Litúrgico, o Advento é um tempo de preparação para a segunda maior festa cristã: o Natal do Senhor. Neste tempo, celebramos duas verdades de nossa fé: a primeira vinda (o nascimento de Jesus em Belém) e a segunda vinda de Jesus (a Parresia). Assim, a Igreja comemora a vinda do Filho de Deus entre os homens (aspecto histórico) e vive a alegre expectativa da segunda vinda d’Ele, em poder e glória, em dia e hora desconhecidos (aspecto escatológico). 

O senhor Arcebispo Dom Dario Campos através do coordenador de Pastoral, padre Renato Criste, enviou algumas orientações aos párocos, administradores paroquiais e vigários para que promovam no período do Advento em sua paróquia ou comunidades eclesiais, além das missas ou atividades ordinárias, um tempo forte para mergulhar na liturgia e na mística cristã do Advento. Este tempo é marcado por uma vivência mais profunda da vida de oração. O Advento nos propõe entendermos todas as coisas na sua relação com Deus e usarmos elas como meios de estarmos com Ele, colocando nossa esperança nas realidades que não passam.

Segue a carta em anexo.

O que muitos agora se perguntam é: como a Igreja estará no pós-pandemia? Para dialogar sobre essa pergunta e outros questionamentos, o Arcebispo de

A Igreja Particular de Vitória vive novos tempos em sua caminhada pastoral. Tendo realizado no início deste ano uma Assembleia Arquidiocesana do Povo de Deus, o arcebispo de Vitória, juntamente com os padres e leigos, puderam avaliar e projetar um plano pastoral para os próximos anos. Devido a pandemia do novo coronavírus, muitas ações não foram realizadas e outras foram adaptadas a nova configuração com as plataformas digitais.

 

“A Igreja não ficou à parte desta realidade e, mesmo com o isolamento social, buscou novos meios para estar próxima dos fiéis, acalentando seus corações, levando a esperança de Cristo, vencedor da morte”, destaca padre Renato Criste, coordenador de Pastoral.

O que muitos agora se perguntam é: como a Igreja estará no pós-pandemia? Para dialogar sobre essa pergunta e outros questionamentos, o Arcebispo de Vitória Dom Dario Campos convocou o Conselho Pastoral Arquidiocesano, o “COPAV Ampliado” para o próximo dia 28 de novembro. O Conselho Pastoral da Arquidiocese de Vitória será um momento de renovação do vigor pastoral, de esperança e abertura às novidades na missão evangelizadora sempre dóceis às inspirações do Espírito Santo. 

Este é o primeiro evento híbrido realizado pela Arquidiocese de Vitória. O COPAV vai reunir no formato digital assessores e também participantes que poderão acompanhar pelas redes sociais. A programação disponibilizada nas plataformas, será composta por palestras, meditações e apresentação de novos coordenadores de comissões pastorais. Sem sair de casa, as pessoas poderão participar das palestras e também fazer perguntas aos assessores.

 

Segundo o padre Renato Criste, coordenador de pastoral os assessores convidados irão provocar esse diálogo da Igreja no pós-pandemia, contribuindo para uma reflexão mais ampla das Comissões Pastorais e Vicariatos. “A pandemia provocou algumas adaptações também no curso da vida pastoral da Igreja Particular de Vitória e, ainda, tem levantando muitas reflexões”, disse.

Além da presença do Arcebispo Metropolitano, o COPAV ampliado contará com a assessoria do Bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, Dom Joaquim Giovani Mol e o jornalista, mestre e doutor em Ciências da Comunicação, Moisés Sbardelotto. 

O que é o COPAV?

O Conselho Pastoral da Arquidiocese de Vitória do Espírito santo, em comunhão com o Arcebispo Metropolitano, é o órgão dinamizador da Ação Evangelizadora e da unidade pastoral da Arquidiocese. Por ser representação do Povo de Deus, ele é expressão de comunhão e participação da Igreja Arquidiocesana. 

Existem muitas finalidades para o COPAV, entre elas estão:

– Assessorar o Arcebispo Metropolitano na condução pastoral da Arquidiocese, examinando as atividades pastorais e propondo encaminhamentos. 

– Abrir caminhos e descobrir pistas para melhor anunciar o Evangelho e servir na edificação da Igreja, colaborando na transformação da sociedade em vista do Reino de Deus. 

– Refletir sobre as necessidades e experiências pastorais na Arquidiocese; 

Mais informações:

Departamento de Pastoral

e-mail: [email protected]

Telefone: (27) 3025-6288 / (27) 99727-2637

A Ordenação Episcopal, aconteceu em 26 de setembro de 2000, em Araçuaí, Minas Gerais.

Neste sábado (26) Dom Dario Campos, Arcebispo Metropolitano de Vitória, completa 20 anos desde sua Ordenação Episcopal, ocorrida em 26 de setembro de 2000, em Araçuaí, Minas Gerais. 

Com o lema “Nas tuas mãos” ao longo desses anos Dom Dario, franciscano da Ordem dos Frades Menores, serviu a Igreja em dioceses no estado mineiro e aqui no Espírito Santo foi bispo na Diocese de Cachoeiro de Itapemirim antes de ser nomeado arcebispo de Vitória.  

Hoje o dia é de celebração pela entrega do nosso pastor, que se dedica a cada dia ao cuidado dos que necessitam e inspira a Igreja particular de Vitória a seguir os passos de Jesus Ressuscitado. 

Agradecemos a Deus por sua vida e rogamos copiosas bênçãos sobre seu ministério. Parabéns, Dom Dario! 

Em carta dirigida aos Conselheiros das Comunidades Eclesiais de Base, lideranças, agentes de pastorais e membros dos Movimentos da Arquidiocese de Vitória do Espírito

Em carta dirigida aos Conselheiros das Comunidades Eclesiais de Base, lideranças, agentes de pastorais e membros dos Movimentos da Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, o Arcebispo de Vitória, Dom Dario Campos, fala do tempo atual e do desejo do povo de que o sofrimento causado pela pandemia termine logo. Dom Dario faz uma reflexão sobre o salmo 121 (120) e convida a todos a nos unirmos ao salmista “depositando nas mãos do Senhor, que fez o céu e a terra, tudo o que temos em nossas vidas, e em nossos corações.”

O Arcebispo estimula as pessoas a terem um olhar confiante neste tempo de grandes desafios e dores humanas “em que por vezes não podemos sequer nos despedir dos nossos entes queridos.”

Dom Dario explica que ao se perguntar de onde vem o socorro, o salmista “obtém de si mesmo uma resposta capaz de tranquilizar o seu coração: ‘Meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra.’” Ele diz que é o Senhor que nos conduz e guarda as nossas vidas e que Ele nunca dorme ou cochila.

Com os olhos fixos na esperança e nos movendo pela caridade “sintamos confortados e acompanhados pelo Senhor, mas nos tornemos, por sua graça, sinais do seu Reino, principalmente junto aos pequenos e pobres, aos excluídos e marginalizados, junto a todos aqueles que mais sofrem.”

Abaixo está a carta na íntegra.