Notícias da Arquidiocese

“Vida Religiosa Consagrada: Sentinela de esperança em tempos de travessia” é o tema que inspira a 27ª Assembleia Geral Eletiva da CRB Nacional, realizada

“Vida Religiosa Consagrada: Sentinela de esperança em tempos de travessia” é o tema que inspira a 27ª Assembleia Geral Eletiva da CRB Nacional, realizada de 7 a 11 de julho, em Brasília (DF). O encontro reúne religiosos e religiosas de todo o país em um tempo de escuta, discernimento e renovação da missão consagrada no Brasil.

Entre os participantes, destaca-se a presença de Dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ, arcebispo metropolitano de Vitória (ES), que representa a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, da qual é membro. Dom Ângelo reforça, com sua presença, a comunhão e o reconhecimento da Igreja no Brasil com a Vida Religiosa Consagrada, cuja presença profética e atuante marca profundamente a evangelização em diversas realidades do país.

Um dos momentos mais significativos da Assembleia é a participação da irmã Simona Brambilla, prefeita do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, do Vaticano. Em sua fala aos participantes, irmã Simona afirmou:

“Minha presença aqui expressa a proximidade do Dicastério com a vida consagrada no Brasil, com todas as suas expressões e carismas. Nossa missão é acompanhar e apoiar, com atenção e cuidado, as diversas formas de vida consagrada: contemplativa, apostólica, institutos seculares, eremitas, ordo virginum e novas comunidades. É uma alegria estar nesta Assembleia, escutar, aprender e caminhar junto com vocês.”

Dom Ângelo também destacou o caráter eclesial da Assembleia, que manifesta a riqueza da Igreja na diversidade de dons e carismas:

“Sabemos que a evangelização em nosso país começou com a presença da vida religiosa e continua até hoje sustentada por esse testemunho. A Vida Religiosa Consagrada está na vanguarda da missão, nas periferias geográficas e existenciais, sendo sinal do Reino, luz em meio às sombras, apontando para Jesus Cristo e seu Evangelho.”

A presença da CNBB e do Dicastério vaticano neste momento reafirma o valor e a relevância da Vida Religiosa Consagrada para a missão da Igreja no Brasil — uma presença marcada pela esperança, pelo serviço e pela fidelidade ao Evangelho.

Confira como foi a coletiva de imprensa.

 

Neste sábado, 5 de julho, a Arquidiocese de Vitória estará representada na tradicional Festa em Louvor ao Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), com

Neste sábado, 5 de julho, a Arquidiocese de Vitória estará representada na tradicional Festa em Louvor ao Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), com a participação especial de Dom Andherson Franklin, bispo auxiliar de Vitória (ES). Ele presidirá a Novena Solene no 9º dia da festividade, celebrada às 19h30, no altar externo do Santuário Basílica.

A celebração será transmitida ao vivo pelas TVs Pai Eterno, Aparecida, PUC TV e pela Rádio Difusora Goiânia, alcançando milhões de fiéis devotos do Pai Eterno em todo o país.

Com o tema “Pai Eterno, fazei-nos peregrinos de esperança”, a festa de 2025 marca os 185 anos de devoção e reúne peregrinos de diversas regiões do Brasil para vivenciar esse tempo de fé, oração e devoção.

  Na solenidade litúrgica de São Pedro e São Paulo, celebrada neste domingo, 29 de junho, o Papa Leão XIV a celebrou a Santa

 

Imagem: Vatican Media

Na solenidade litúrgica de São Pedro e São Paulo, celebrada neste domingo, 29 de junho, o Papa Leão XIV a celebrou a Santa Missa na qual impôs o Pálio aos arcebispos metropolitanos nomeados ao longo do último ano.

Entre os 54 arcebispos de diversas partes do mundo, havia cinco arcebispos brasileiros que receberam o pálio do Papa Leão XIV: Dom Ângelo Ademir Mezzari, da Arquidiocese de Vitória (ES); Dom Odelir José Magri, da Arquidiocese de Chapecó (SC); Dom Francisco Carlos Bach, da Arquidiocese de Joinville (SC); Dom Vítor Agnaldo de Menezes, da Arquidiocese de Vitória da Conquista (BA); e Dom João Santos Cardoso, da Arquidiocese de Natal (RN)), que receberam das mãos do Santo Padre este sinal visível de comunhão com o Sucessor de Pedro e de compromisso com a missão pastoral confiada pela Igreja.

O Pálio — faixa de lã branca adornada com cruzes negras, usada sobre os ombros — representa o cuidado do pastor que conduz o rebanho com amor e fidelidade. É símbolo da autoridade do arcebispo metropolitano e de sua união com o Papa, sendo também expressão da unidade da fé nas Igrejas particulares que ele serve.

Em sua homilia, o Papa Leão XIV destacou a missão dos novos arcebispos com estas palavras:
“O Pálio que recebereis hoje recorda a tarefa pastoral que vos foi confiada e exprime a vossa comunhão com o Bispo de Roma, para que, na unidade da fé católica, possais alimentar as Igrejas locais que vos foram confiadas.”

Imagem: Vatican Media

Dom Ângelo, que tomou posse na Arquidiocese de Vitória em 22 de fevereiro de 2025, manifestou gratidão e responsabilidade diante do gesto recebido:
“Receber o Pálio nesta data tão especial reforça o compromisso que assumi diante do povo capixaba: ser pastor com cheiro de ovelha, atento às dores, esperanças e alegrias do rebanho que me foi confiado.”

A solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo é tradicionalmente um momento de renovação da unidade e da missão da Igreja, fundamentada no testemunho desses dois grandes santos.

A Arquidiocese de Vitória une-se em oração por Dom Ângelo, pedindo a intercessão dos santos apóstolos para que seu ministério seja fecundo, iluminado pelo Espírito Santo e guiado pela fidelidade ao Evangelho.

 

Na manhã deste sábado (28), Dom Ângelo Mezzari, Arcebispo de Vitória, juntamente com Dom Andherson Franklin, bispo auxiliar, realizou a peregrinação jubilar pelas Basílicas

Na manhã deste sábado (28), Dom Ângelo Mezzari, Arcebispo de Vitória, juntamente com Dom Andherson Franklin, bispo auxiliar, realizou a peregrinação jubilar pelas Basílicas Maiores de Roma. A caminhada espiritual contemplou a passagem pelas Portas Santas das Basílicas de São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo, concluindo o percurso iniciado anteriormente na Basílica de São Pedro.

Na Basílica de Santa Maria Maior, os bispos também visitaram o túmulo do Papa Francisco, que se encontra de maneira simples e despojada. Ali, em oração, confiaram a Deus a Arquidiocese de Vitória e todo o seu povo fiel, recordando com carinho os rostos e intenções da Igreja particular do Espírito Santo.

Dom Ângelo destacou a profundidade espiritual da manhã vivida: “Foi uma manhã muito especial, onde também recordamos, nas visitas e orações, a nossa Arquidiocese de Vitória e o nosso querido povo de Deus”.

No próximo domingo, 29 de junho, os católicos de todos os continentes são convidados a ajudar o Papa nas suas iniciativas humanitárias, evangelizadoras e

No próximo domingo, 29 de junho, os católicos de todos os continentes são convidados a ajudar o Papa nas suas iniciativas humanitárias, evangelizadoras e pastorais, é o chamado Óbolo de São Pedro. Na Arquidiocese de Vitória todas as coletas que serão realizadas nas missas e celebrações nos dia 28 e 29 serão enviadas ao Papa (todas as instruções de como proceder estão no Regimento de Administração Paroquial nas pg. 69 e 70). Certamente você acompanha a divulgação das ações do Papa e ajuda precisa em momentos de sofrimento da população, motivados por guerras, fome, desastres naturais entre outros. Toda a vez que o Papa ajuda a humanidade em uma situação específica, todos os católicos que contribuem com o Óbolo de São Pedro, estão ajudando a humanidade. Entenda mais sobre esta coleta específica, assistindo o vídeo do Papa e lendo a matéria abaixo publicada no site vaticannews.va

No próximo dia 29 de junho, data em que a Igreja celebra a Solenidade de São Pedro e São Paulo, acontece em todo o mundo a Coleta do Óbolo de São Pedro — uma tradicional expressão de comunhão com o sucessor de Pedro e de apoio à sua missão à frente da Igreja universal.

Neste ano, a data coincide com o último domingo de junho, favorecendo a participação das comunidades paroquiais nesse gesto concreto de solidariedade. O Óbolo de São Pedro é uma oferta voluntária dos fiéis, que se une a muitas outras contribuições ao redor do mundo, com o objetivo de sustentar as obras de caridade do Papa e suas atividades pastorais, especialmente nas situações de maior urgência e necessidade.

Um gesto que expressa comunhão e solidariedade

Mais do que uma doação material, o Óbolo representa a participação ativa dos católicos na missão da Igreja, promovendo a evangelização, a paz e a caridade. Segundo a Santa Sé, essa iniciativa reforça o compromisso de cada fiel com a missão do Santo Padre de anunciar o Evangelho e cuidar dos mais necessitados, onde quer que estejam.

Diversas formas de contribuir

A principal ocasião para participar do Óbolo de São Pedro é a coleta anual realizada nas igrejas no dia 29 de junho ou no domingo mais próximo da Solenidade de São Pedro e São Paulo. Neste momento, todos são convidados a rezar de maneira especial pelo Papa e a realizar sua oferta durante a Missa em sua paróquia.

No entanto, é possível contribuir ao longo de todo o ano, por meio de diferentes formas:

  • Doações online com cartão de crédito, disponíveis no site oficial: www.obolodisanpietro.va;
  • Transferência bancária, ordem postal ou cheque, de acordo com as possibilidades de cada fiel;
  • Também é possível deixar um legado ou testamento em favor do Santo Padre. Para mais informações sobre essa forma de contribuição, os interessados podem entrar em contato com o Escritório do Óbolo de São Pedro pelo telefone: +39 06 6988 4851.

Materiais informativos e multimídia

A Secretaria para a Economia e o Dicastério para a Comunicação da Santa Sé disponibilizaram diversos materiais informativos para ajudar na divulgação da iniciativa. Na página oficial do Óbolo, é possível:

  • Visualizar e baixar o vídeo oficial da campanha, disponível em várias línguas;
  • Acessar folhetos e cartazes explicativos para uso nas paróquias e comunidades;
  • Realizar contribuições online com segurança e praticidade.

Uma missão que continua

Diante dos desafios do mundo atual, a Igreja continua comprometida com a promoção da dignidade humana, da paz e da caridade cristã. O Óbolo de São Pedro é um sinal de esperança e de unidade entre os fiéis e o Papa, fortalecendo o vínculo espiritual e missionário que une a Igreja em todo o mundo.

Cada contribuição — grande ou pequena — é acolhida com gratidão e se transforma em ajuda concreta aos mais necessitados.

Durante a Vigília do Jubileu dos Presbíteros, celebrada em Roma, Dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ, Arcebispo de Vitória do Espírito Santo, partilhou seu testemunho
Foto: Pe. Tarcio Siqueira

Durante a Vigília do Jubileu dos Presbíteros, celebrada em Roma, Dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ, Arcebispo de Vitória do Espírito Santo, partilhou seu testemunho vocacional com profunda emoção e gratidão. Em um momento marcado pela espiritualidade e pela comunhão entre os ministros ordenados, Dom Ângelo recordou sua caminhada vocacional, os desafios e as alegrias do sacerdócio, reafirmando a beleza e a grandeza da missão de ser sinal visível do amor de Deus no mundo. Sua partilha, feita no contexto do Jubileu, foi um convite à perseverança, à oração pelas vocações e ao compromisso renovado com a missão confiada por Cristo à Igreja.

Confira abaixo a partilha completa feita por Dom Ângelo Mezzari durante a Vigília.

Jubileu da Esperança – 2025
Vigília Vocacional – 26 de Dezembro – Basílica de São Pedro
Testemunho Vocacional

Sou Dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ, religioso e sacerdote da Congregação dos Rogacionistas do Coração de Jesus, nascido no município de Forquilhinha, no Estado de Santa Catarina, sul do Brasil, e atualmente Arcebispo de Vitória do Espírito Santo, na região sudeste do Brasil. Na Conferência Episcopal do Brasil – CNBB – atualmente, exerço a função de Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada. Neste belo Jubileu da Esperança, somos chamados a ser peregrinos de esperança, como igreja sinodal, em caminho, na unidade, comunhão, participação, em vista da missão.

Foto: Pe. Tarcio Siqueira

Nesta Vigília Vocacional, no Jubileu dos Bispos, presbíteros e seminaristas, meu testemunho vocacional consiste em expressar minha alegria em ser sacerdote do Senhor. E por um motivo muito especial, em 22 de dezembro último, 2024, celebrei quarenta anos de minha ordenação presbiteral, justamente em 1984, e em janeiro deste ano, 45 anos de consagração religiosa, pelos votos de pobreza, castidade e obediência, e um quarto voto, de rezar pelas vocações. Hoje, ao celebrar o Jubileu aqui em Roma, quero agradecer ao Senhor Deus, Pai cheio de amor e bondade, que em Cristo Jesus, aquele que me chamou, e ao Espírito Santo, que me dá força e coragem a cada dia. Agradeço por este belo dom, a graça deste chamado tão sublime, que enche meu coração de tanto júbilo. Apesar de minhas fragilidades, e nas situações também de tribulações e incertezas, o Senhor me chamou, em mim tocou, tomou-me em amor, e respondeu com amor, para amá-lo infinitamente, e aos irmãos amar, com serviço e entrega generosa. Certamente a vocação sacerdotal, que nos faz amigos de Jesus e peregrinos de esperança, é dom em estado permanente. Configurados ao Cristo Bom Pastor, Mestre e Sacerdote, somos no mundo e para a humanidade, sinais visíveis da Pessoa de Jesus e seu Evangelho, na Igreja e com Igreja, para a salvação do mundo.

Na história vocacional de cada um de nós, o amor de Deus se manifesta na história, na família, onde nascemos. Entre tantas situações vividas no caminho vocacional, formativo e ministerial, queria destacar a missão tão bela da família, dos pais. Voltar às raízes, onde a vida brotou, do sacramento do matrimônio, do amor dos pais que formam uma família segundo o projeto de Deus, inserida em uma pequena comunidade eclesial, que até hoje continuam sendo uma referência significativa. E recordo então, com carinho e gratidão, de meus pais que, apesar de ser o mais velho e importante para a família com os demais irmãos, me levaram para o seminário, em tenra idade, com 11 anos. Segundo eles narram, desde cedo queria ser padre, mistério de vida que procuro compreender, e que ao longo destes anos foi se revelando verdadeiramente como graça e dom gratuito para o meu bem e a serviço da Igreja, dos irmãos. Em minha memória, e como farol, permanece aquele gesto tão belo, simples e despojado, de minha mãe, preparando as poucas roupas, e meu pai, me levando para o seminário, sendo realmente promotores vocacionais. Ao longo da minha vida, e até hoje, e para sempre, guardo com carinho o que meus pais, com vida de oração, simplicidade e fé, testemunharam os sinais concretos do amor de Deus, onde a vocação germinou, foi cultivada, e, continuam sendo, com amor e oração, promotores das vocações e graça de Deus. É claro que ao longo dos anos, na etapa de formação inicial, a vocação foi amadurecendo, e mesmo com os desafios do convívio e acompanhamento humano e espiritual, pude dar a resposta definitiva, na entrega total ao serviço do Reino de Deus.

Foto: Arquivo pessoal

Não posso deixar de dar este testemunho na perspectiva do nosso carisma rogacionista, que em minha vida e missão, sempre iluminou e conduziu meu ministério, nos diversos serviços que ao longo destes anos fui chamado a exercer. A vida sacerdotal não pode jamais prescindir da obediência, como prometido no dia da ordenação. De fato, sem a entrega total e disponibilidade generosa, fundada em uma fé profunda e intimidade com o Senhor, na autêntica mística que move o coração, não haverá a alegria daquele que vive e serve o Senhor no amor aos irmãos. Desde aquela eleição, chamado tão misterioso, de estar com Ele, e com Ele caminhar, mistério de amor que contemplamos maravilhados, pelo que fez a cada um de nós. E neste contexto, poderíamos recordar então quando Jesus (expresso nos Evangelhos de Lucas 10, e Mateus 9), vendo as multidões cansadas e abatidas como ovelhas sem Pastor, disse: rogai, pois, ao Senhor da Messe para que mande operários para a sua messe. Pois a messe é grande e os trabalhadores são poucos. Podemos dizer, não há evangelização sem evangelizadores. Participantes do múnus de Cristo, somos hoje chamados a olhar para a história e a humanidade com olhos de compaixão, de misericórdia. Como é desafiador para nós, sacerdotes, compreender a realidade onde o Evangelho deve ser encarnado, e onde devemos estar inseridos, não apenas pessoalmente, mas como corpo eclesial e presbiteral. A realidade humana e social nos desafia imensamente, mas nela, e como povo de Deus amado, vivemos nosso ministério e damos nosso testemunho com generosidade e fé. Eis o apelo e mandamento de Jesus: rogai, pois ao Senhor, ele é a vinha, somos os seus ministros, chamados e enviados a servir. Uma sincera e profunda espiritualidade vocacional nos convida a rezar com fé, por mais operários e por todas as vocações. Como é bela esta messe do Senhor, onde há tantos talentos, carismas e serviços, graças do Espírito Santo, para o bem de todos da Igreja. Esta causa das vocações, e de todas as vocações, é verdadeiramente uma causa do Evangelho, é a razão da missão da Igreja, missão que se vive em discipulado, da missão que me foi confiada na Igreja. E ao comando do adorável Senhor, que rezava ao Senhor, Jesus os enviou, pois não há outro meio de vencer a indiferença vocacional, o desânimo vocacional, a ausência vocacional, o medo vocacional além da decepção, do pecado e do erro. É a esperança que nos move, e dela vem a nossa esperança, ela não decepciona, pois o amor de Deus foi verdadeiramente derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

Foto: Daniela Gomide

Com olhar e coração compassivo, orantes e suplicantes pelo dom dos bons operários, somos chamados a ser, nós mesmos, os primeiros nesta messe do Senhor, com os mais pequenos e pobres, com aqueles que têm fome e sede de Deus, nas periferias geográficas e existenciais de hoje, autênticas testemunhas de esperança, pois Cristo é nossa única esperança. A vós, irmãos no sacerdócio, e aos que estão no caminho vocacional e formativo, digo de coração sincero: amemos nossa vocação, agradeçamos ao Senhor pelo nosso ministério, animemos todos os dias as vocações na Igreja, também a vocação sacerdotal, amemos nossa Igreja, sendo promotores da comunhão, sejamos fiéis à graça que recebemos construindo a fraternidade presbiteral, edifiquemos cada dia o Corpo do Senhor, a sua Igreja, o seu Povo. Sejamos sempre pedras vivas e vivificantes, santos e santificadores, bons e santos sacerdotes, mestres e testemunhas da Palavra de Deus, bons pastores do rebanho, fiéis administradores do tesouro que nos foi confiado, na entrega plena e total de nossa vida ao Senhor.

Que a alegria do Senhor, na esperança, seja a nossa força. Assim seja.

Na tarde desta quinta-feira, 26 de junho, os presbíteros do mundo inteiro, reunidos em Roma, participaram de um momento especial do Jubileu dos Presbíteros,
Foto: Vaticano Mídea

Na tarde desta quinta-feira, 26 de junho, os presbíteros do mundo inteiro, reunidos em Roma, participaram de um momento especial do Jubileu dos Presbíteros, que terá seu ponto alto nesta sexta-feira (27), com a celebração da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus e ordenações presbiterais.

A programação incluiu um encontro com o Cardeal Lázaro, Prefeito para os Dicastérios do Clero e do Castelo, que destacou, em sua fala, que “Sacerdote feliz não é um slogan, mas um modo de vida, um estilo de vida”, ressaltando a importância da alegria autêntica na vocação sacerdotal.

Logo em seguida, os presbíteros foram recebidos pelo Papa Leão XIV, que os exortou à santidade, inspirando-se nos discípulos de Emaús. O Santo Padre reforçou o convite a um encontro diário com o Senhor, à constante renovação do “sim” sacerdotal vivido no amor, na caridade, na fraternidade e, sobretudo, na acolhida entre os irmãos, para que o Evangelho seja anunciado com verdade e chegue aos corações.

“O Jubileu dos Presbíteros tem sido um momento profundo de comunhão e reafirmação da missão de sermos presença viva de Cristo no mundo”, afirmou o padre Tarcio Siqueira, da Arquidiocese de Vitória, que se encontra em Roma para estudos.

Assista como foi esse encontro do Papa com os Presbíteros

O arcebispo de Vitória, Dom Ângelo Mezzari, juntamente com o bispo auxiliar Dom Andherson Franklin, participaram na manhã de hoje (25) do Jubileu dos

O arcebispo de Vitória, Dom Ângelo Mezzari, juntamente com o bispo auxiliar Dom Andherson Franklin, participaram na manhã de hoje (25) do Jubileu dos Bispos, celebrado em Roma, como parte do Ano Jubilar convocado pelo Papa Leão XIV. O encontro reuniu bispos de diversas partes do mundo para momentos intensos de espiritualidade, comunhão e escuta do sucessor de Pedro.

Foto: Pe. Tarcio Siqueira

Segundo Dom Ângelo, a programação teve início com uma peregrinação até a Porta Santa, seguida pela oração, canto da Ladainha e celebração da Santa Eucaristia. Após a missa, os bispos rezaram o Terço enquanto aguardavam a chegada do Papa. Às 12h20, o Santo Padre foi recebido com entusiasmo pelos presentes.

Durante a audiência, o Papa dirigiu palavras profundas ao episcopado, exortando-os a serem “peregrinos de esperança”, configurando-se ao Cristo Bom Pastor. “Somos pastores, mas também ovelhas”, recordou Dom Ângelo, destacando o apelo do Papa à conversão pessoal e à vivência do ministério com autenticidade.

O Papa Leão XIV orientou os bispos a viverem a prudência pastoral, acompanhando com amor e discernimento o povo de Deus, especialmente o clero e as lideranças. Ele também ressaltou a importância da pobreza evangélica, como sinal de serviço e desapego ao poder, e da castidade vivida com profundidade, como expressão do celibato e da entrega total a Deus.

Outro ponto enfatizado foi a necessidade de uma Igreja sinodal, marcada pela comunhão, unidade e serviço. Dom Ângelo resumiu o momento como um “dia especial, cheio de graças e esperanças, que renova em nós a força para continuarmos sendo, como bispos, peregrinos de esperança”.