Após o velório que aconteceu na Catedral de Vitória, ES, o corpo de dom Geraldo Lyrio Rocha, iniciou o início do translado para Mariana,
Após o velório que aconteceu na Catedral de Vitória, ES, o corpo de dom Geraldo Lyrio Rocha, iniciou o início do translado para Mariana, MG, fazendo uma parada em Colatina, diocese onde dom Geraldo foi o primeiro bispo.
Em Vitória, durante o dia foram celebradas missas presididas pelos bispos do Regional Leste 3 e pelo presidente da CNBB, dom Jaime Spengler. O Secretário Geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers concelebrou com dom Jaime.
Os parentes de dom Geraldo permaneceram na Catedral o dia todo e autoridades e amigos passaram para despedir e participar das celebrações.
Às 18h, o arcebispo de Vitória, dom Dario Campos presidiu a missa e ao final, emocionado, entregou o corpo aos cuidados de dom Lauro Sérgio Versiani Barbosa, bispo de Colatina, que acompanhou o cortejo fúnebre até sua diocese. Durante a homilia dom Dario lembrou algumas características de dom Geraldo e disse: ” dom Geraldo era dotado de grande carisma, inteligência, memória e amor pela Igreja de Deus. Tinha a história de nossa arquidiocese gravada em sua memória”. O Arcebispo de Vitória agradeceu pela vida de dom Geraldo que ele “deixou-se moldar pelo infinito amor de Deus, buscando viver como uma nova criatura, um homem novo. Assumindo, como caminho para a vida, em todas as suas escolhas, posturas e ações, a realização da obra de um evangelista, como ele mesmo propôs em seu lema episcopal: OPUS FAC EVANGELISTAE.
Continuemos rezando por dom Geraldo, lembremos de seu carinho para com a Arquidiocese de Vitória e sua escolha por ficar conosco os últimos anos de sua vida.
Nascido em 14 de março de 1942, em Fundão, Espírito Santo, filho de Leovegilda Lyrio Rocha e Chrysanho de Jesus Rocha, sendo o segundo
Nascido em 14 de março de 1942, em Fundão, Espírito Santo, filho de Leovegilda Lyrio Rocha e Chrysanho de Jesus Rocha, sendo o segundo entre os cinco filhos do casal (Ronaldo José, Geraldo, Rosa Maria, José Carlos e Luciano). Desde criança, alguns sinais já sinalizavam o despertar de sua vocação sacerdotal. Amava “brincar de Igreja”. Como ele mesmo costumava a dizer, “era uma das suas brincadeiras favoritas”.
Ronaldo, José Carlos, Rosa Maria e Geraldo
Ao 10 anos encontrou-se com um padre jesuíta que passava por Fundão e o convidou para ingressar no pré-seminário em Anchieta (ES). Ficou entusiasmado com esse convite. Ao concluir o curso primário, Pe. Francisco Marchi Aletti, pároco de Fundão, perguntou qual seminário queria ingressar, logo respondeu: “Seminário Capuchinho, em Santa Teresa”. Padre Francisco, então, apresentou outra opção: a de de ir para o Seminário Diocesano de Vitória. Geraldo aceitou e aos 12 anos ingressou no Seminário Menor de Nossa Senhora da Penha, em Vitória (ES).
Seminaristas e formadores no pátio do Seminário
Em fevereiro de 1960, Dom Geraldo foi cursar filosofia no Seminário Provincial Coração Eucarístico de Jesus, em Belo Horizonte (MG). No final de setembro de 1963, chegou em Gênova, na Itália, para cursar Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana. Concluído o curso de Teologia, Dom Geraldo retornou para o Brasil, em meados de 1967.
Dom Geraldo no dia da sua ordenação episcopal, na Catedral de Vitória
A ordenação Sacerdotal aconteceu no dia 15 de agosto de 1967, Solenidade de Assunção de Nossa Senhora numa celebração na matriz São José, em Fundão. Presidiu e ordenou pe. Geraldo, o então arcebispo de Vitória, Dom João Batista da Mota e Albuquerque. Concelebraram o bispo auxiliar, Dom Luís Gonzaga Fernandes, padre Djalma Rodrigues Moreira, pároco de Fundão, entre muitos outros sacerdotes.
Destacando-se pelo seu amor pelo estudo e pela cultura, interesse histórico e jeito sereno de empenho em participar da vida da Igreja, padre Geraldo foi assumindo funções pastorais que o levaram a ser nomeado pelo Papa João Paulo II, bispo auxiliar de Vitória, no dia 14 de março de 1984. Exerceu sua primeira missão episcopal até 1990, destacando-se ao ministrar aulas de Filosofia na UFES, Universidade Federal do Espírito Santo e organização acadêmica do Seminário da Arquidiocese de Vitória. Nesta data foi nomeado primeiro bispo da Diocese de Colatina (ES), onde ficou até o ano de 2002. Em 2002, foi transferido para a Arquidiocese de Vitória da Conquista (BA) permanecendo até 2007, onde passou a ser Arcebispo.
Recepção do pálio de Arcebispo de Vitória da Conquista (BA), das mãos do Papa São João Paulo II, no dia 29 de junho de 2002
Em 2007, Dom Geraldo Lyrio Rocha foi nomeado Arcebispo de Mariana, em Minas Gerais, uma das Arquidioceses mais antigas e importantes do Brasil. Sua atuação como arcebispo foi marcada pela dedicação à evangelização, ao fortalecimento da vida paroquial e à preservação do patrimônio cultural e religioso da região. Pessoa de relacionamento fácil, dom Geraldo conseguia transitar por diversos espaços e ambientes, criando relacionamentos e demonstrando com seu testemunho a fé que professava.
Foi presidente da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil no período de 2007 a 2011, atuante na Dimensão da Liturgia e membro do Conselho Econômico e do Conselho Permanente. Fez parte da Comissão Episcopal para a Tradução dos Textos Litúrgicos (Cetel) e da Comissão Especial para a Causa dos Santos.
Núncio Apostólico Dom Carlo Furno e Dom Geraldo na sua posse como primeiro Bispo da Diocese de Colatina (ES)
Seu jeito firme, suave e flexível o levou ao Conselho Episcopal Latino Americano (Celam), onde foi membro do Departamento de Liturgia em duas ocasiões (1987-1991 e 1995-1999) e presidente deste mesmo organismo, entre 1999 e 2003. Foi segundo vice-presidente do conselho e delegado da CNBB junto ao colegiado latino-americano (2011-2015).
Participou da Conferência de Santo Domingo (1992), representando a CNBB, foi membro ex officio da Conferência de Aparecida (2007), e delegado nos Sínodos: para a América (1997), sobre a Eucaristia (2005), sobre a Palavra de Deus (2008) e sobre a Nova Evangelização (2012). Foi membro da Pontifícia Comissão para a América Latina (2009-2014).
Por onde passou deixou a marca da cordialidade, capacidade reflexiva e sempre se comportava como um professor que ensina com o testemunho, capacidade de análise, bondade e sabedoria. Por isso, foi sempre muito procurado para fazer palestras, pregar retiros e falar sobre Documentos da Igreja, o que fazia com muita propriedade.
Nunca se distanciou de sua Igreja de origem, a Arquidiocese de Vitória. Para ali vinha buscando um descanso e se fortalecer na convivência dos laços familiares e com os amigos. A cada visita presidia missas na Catedral, visitava as paróquias por onde passou e participava dos momentos eclesiais que aconteciam durante sua permanência.
Aos 75 anos, conforme estabelece a legislação eclesiástica, apresentou ao Papa a carta de renúncia ao governo pastoral da Diocese de Mariana. Ao ter a renúncia aceita pelo Papa retornou a Vitória e estabeleceu residência, ficando mais próximo de seus familiares, participando das atividades pastorais da Arquidiocese e continuando a prestar o serviço de ajuda à Igreja no Brasil, com formações e retiros em diversas arquidioceses e dioceses.
Presidência da CNBB em audiência com o Papa Bento XVI
Na última Assembleia Geral da CNBB, a 60ª, realizada em abril deste ano, dom Geraldo fez uma memória das sessenta edições da Assembleias da CNBB. Acentuou o clima de graças com que as assembleias marcaram a história, e disse referindo-se à 16ª: “Nesses anos, mudou a fisionomia da conferência, o modo de tratar as questões, os meios, que foram aperfeiçoados e facilitam o trabalho”. “[Mudaram] coisas acidentais. E o que permanece: o essencial. Há uma linha condutora que marca todas as assembleias, e que se chama comunhão eclesial”.
Durante a 60ª Assembleia, a última que participou, dom Geraldo foi eleito pelos bispos do Brasil, junto a outros quatro bispos, para representar o episcopado Brasileiro no Sínodo sobre sinodalidade, em outubro próximo, no Vaticano. Não participará com sua presença física discreta, mas que impunha respeito e admiração, mas, certamente sua intercessão ajudará a Igreja para que se abra à ação do Espírito Santo.
Lembranças da presença de dom Geraldo Lyrio Rocha em momentos diversos de sua atuação pastoral:
O velório Dom Geraldo Lyrio Rocha, em Vitória, acontecerá dia 27 de julho, a partir de 06h de amanhã, na Catedral Metropolitana de Vitória,
O velório Dom Geraldo Lyrio Rocha, em Vitória, acontecerá dia 27 de julho, a partir de 06h de amanhã, na Catedral Metropolitana de Vitória, com celebração de missas a cada duas horas.
Às 18h acontecerá a ultima missa e o translado do corpo para a diocese de Colatina, onde será velado até 12h de dia 28, sexta-feira.
Em seguida o corpo será transladado para Mariana. As exéquias seguidas de sepultamento será às 15h de sábado, 29 de julho.
A repentina morte de Dom Geraldo Lyrio Rocha me balançou profundamente, retirando-me do prumo, pois sua pessoa deixou marcas profundas em minha vida. Desde
A repentina morte de Dom Geraldo Lyrio Rocha me balançou profundamente, retirando-me do prumo, pois sua pessoa deixou marcas profundas em minha vida. Desde 1982 quando ele fez parte da banca de concurso onde fui aprovado como professor para a Universidade Federal do Espírito Santo até o último encontro, em uma viagem de carro, somente nós dois, até Linhares para o Fórum da Romaria das Águas e da Terra onde estivemos na mesma mesa falando ao povo de Deus. Nesse momento correm tantas memórias, tantos encontros, tantos dons. E sobre isso que gostaria de me ater nesse momento de dor e de saudade.
Sabemos que o termo “Dom” é abreviatura da palavra latina dominus. Indica a qualidade de senhor conferida a alguém ou a qualidade de mestre. Nada tem a ver com dominação, pois o senhorio divino coloca-se à frente de seu povo para o libertar da escravidão. Quando percorremos a linda homenagem feita a Dom Geral Lyrio Rocha pelos seus 80 anos de vida publicada em livro com 415 páginas, percebemos como toda a sua vida representou esse caminho pelo senhorio, pelo pastoreio que conduz, que está à frente, ao lado, ou mesmo acompanhando o povo. E foi nesse caminho percorrido ao longo da vida que o fez se deslocar até Altamira no Pará para pregar um retiro ao clero daquela diocese.
Neste ano no fim do mês de março viajamos juntos para Linhares para participarmos do Fórum da 6ª Romaria. Somente nós dois de carro, voltando bem tarde da noite, e conversando muito sobre tantas coisas. Ele me dizia entusiasmado que havia sido escolhido para participar do Sínodo dos Bispos em Roma no mês de outubro próximo. Aquela conversa ao longo de uma estrada perigosa, BR 101, era expressão do que ele sempre foi, a conversa do Ressuscitado com os discípulos de Emaús.
Quando ele foi homenageado pela Ufes com o título de Professor Emérito eu dizia aos Conselhos Superiores da Universidade: “Não há como separar a pessoa, o professor, o bispo e o presidente atual da CNBB. Todas essas funções ou ministérios só fazem engrandecer e orgulhar o chão por onde ele passou. Esses espaços são testemunhas de uma vida de absoluta coerência ética e de uma conduta sempre aberta ao diálogo e imbuída da responsabilidade social”. A grande marca de sua vida foi sempre de caminhar junto com as pessoas, nunca sozinho, sempre solidário e jamais solitário navegante de um ego inflamado pela arrogância e pelo orgulho.
Uma segunda dimensão significativa do termo “Dom” se refere a mestre, a ensinamento. E chega ao ponto final navegando no oceano do ensino para uma vida santa, pregando retiro. Dele aprendi tantas coisas. Podemos afirmar que toda a sua vida se constitui de um magistério que integrou de maneira harmoniosa as várias dimensões do ser humano: intelectual, social, política, cultural e religiosa. Ao ser elevado ao ministério episcopal ele incorporou outra dimensão apostólica, o ensino e a fidelidade ao ensino apostólico. Jamais suas palavras partiam de sua visão pessoal, subjetiva, mas da tradição apostólica que lhe era tão cara. Como Presidente da CNBB, nesse lugar exerceu com santidade o dom do magistério humilde, perseverante, santo.
Por fim, gostaria de incluir mais um significado ao termo “Dom” que nasce da minha fé, das minhas escolhas e da minha experiência. Dom Geraldo foi e é um Dom, uma graça para a Igreja. Uma graça muito especial para a Igreja do Brasil, especialmente do Espírito Santo. Por ser expressão da graça, seu pastoreio seguiu os caminhos da santidade, da peregrinação, da mística.
Sua família disse na homenagem publicada em livro que “Geraldo é um valioso presente que Deus nos Deus”. E todos os testemunhos publicados nessa obra remetem a essa grandeza de vida como “dom”, como presente de Deus, como graça.
Desta forma, nesse momento de dor e saudade, alegro-me com o presente recebido de Deus como “Geraldo Lyrio Rocha”. Momento de dor e também de grande alegria. Feliz o povo que pôde ter em seu meio um homem que conduz a vida num senhorio libertador, um homem que se faz mestre na caminhada com o povo, com as pessoas, em cada momento. Feliz é o povo que recebe um presente de Deus com essa grandeza!
Minha súplica é de um profundo agradecimento a Deus por ter colocado Dom Geraldo no meu caminho pessoal e eclesial. Por fim, um agradecimento a ele mesmo por tanto que nos deixou de bens, de dons, de graças, de ensinamentos, de testemunhos de vida. Se Deus o levou assim a partir do norte do país, numa missão apostólica de ensino conforme nos pedem as Escrituras, é para nos dar um sinal mais forte ainda tão solicitado pelo Papa Francisco: até o fim temos que ser uma Igreja em saída. Muito obrigado, Dom Geraldo Lyrio Rocha! Obrigado, Deus da misericórdia!
Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo emérito da Arquidiocese de Mariana, faleceu na madrugada deste quarta-feira, 26 de julho de 2023, às 00h15, na Diocese
Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo emérito da Arquidiocese de Mariana, faleceu na madrugada deste quarta-feira, 26 de julho de 2023, às 00h15, na Diocese de Xingu em Altamira no Pará, onde se encontrava para pregar um retiro aos padres. O corpo será transladado para Vitória e em seguida seguirá para Mariana, MG, conforme desejo expresso por dom Geraldo. I
Velório em Vitória a partir de 06h de amanhã, 27 de julho com celebração de missas a cada duas horas.
Às 18h missa e translado do corpo para a diocese de Colatina, onde será velado até 12h de dia 28, sexta-feira.
Em seguida o corpo será transladado para Mariana. As exéquias seguidas de sepultamento será às 15h de sábado, 29 de julho.
Os últimos momentos surpreenderam pela forma rápida como aconteceram. Dom Geraldo viajou para Altamira no Pará para pregar um retiro e, de maneira repentina, enquanto caminhava, caiu e fraturou o fêmur. Foi internado para o primeiro atendimento, enquanto se tentava transferência para Vitória no Espírito Santo, mas sofreu uma parada cardíaca e faleceu.
Dom Geraldo morava atualmente em Ponta Formosa na Praia do Canto e atendia pedidos de dioceses para palestras formativas e retiros.
Foi bispo auxiliar na Arquidiocese de Vitória, 1° bispo de Colatina, Arcebispo de Vitória da Conquista e Arcebispo de Mariana, onde se tornou emérito e foi presidente da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Teve grande destaque na Igreja do Brasil e na América Latina, contribuindo com seus conhecimentos, especialmente sobre Liturgia.
A Arquidiocese de Vitória, nas pessoas de dom Dario Campos, arcebispo e dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, bispo auxiliar, une-se em oração aos familiares e amigos de dom Geraldo sofrendo com a perda deste arcebispo que sempre manteve uma relação com sua arquidiocese de origem e participou dos momentos importantes de sua história.
Na certeza de que Deus acolhe dom Geraldo em seu Reino, rezemos por ele e por todos que sofrem com sua partida.
“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vos teria dito. Vou preparar-vos lugar”. (Jo 14,1-2).
No último domingo (23/07) Dom Geraldo Lyrio Rocha, bispo Emérito de Mariana (MG), estando em Altamira no Pará para pregar um retiro sofreu uma
No último domingo (23/07) Dom Geraldo Lyrio Rocha, bispo Emérito de Mariana (MG), estando em Altamira no Pará para pregar um retiro sofreu uma queda e fraturou o fêmur, por isso, encontra-se internado e aguardando transferência para Vitória – ES.
Dom Geraldo Lyrio tem 81 anos, é natural do Espírito Santo, e após se tornar emérito reside me Vitória.
Acompanhemos a recuperação de Dom Geraldo com nossas orações.
A Comissão Regional dos Diáconos do Leste 3 (CRD Leste 3) realizou o seu Primeiro Encontro de Diáconos e Esposas, em Ponta Formosa (Vitória-ES),
A Comissão Regional dos Diáconos do Leste 3 (CRD Leste 3) realizou o seu Primeiro Encontro de Diáconos e Esposas, em Ponta Formosa (Vitória-ES), na manhã do último sábado (22/07). O evento contou com a presença de representantes das Dioceses de Cachoeiro de Itapemirim e Colatina, e da Arquidiocese de Vitória .
A acolhida foi feita durante o café, que foi também uma boa oportunidade para reencontros, abraços e sorrisos. Em seguida, todos se reuniram para a Oração das Laudes em memória de Santa Maria Madalena. Em seguida, os trabalhos iniciaram com a fala do presidente da Comissão Regional dos Diáconos do Leste 3, Diác Marcos Rezende. Na oportunidade o Diác Marcos falou sobre as notícias do Regional, lembrando a todos do belíssimo serviço de assistência psicológica gratuita que a CRD Leste 3 oferece aos Diáconos e seus familiares.
O ponto central do encontro se deu com a fala de Dom Anderson Franklin, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Vitória. Ele abriu sua participação fazendo uma breve lembrança da recente história de criação do Regional Leste 3, suas características e peculiaridades, como por exemplo a presença marcante própria das CEB’s no Espírito Santo. Lembrou-nos que a “sinodalidade” tão evocada ultimamente na Igreja do mundo inteiro, sempre esteve presente no nosso jeito de ser, com a atuação dos inúmeros Conselhos das Comunidades e Paróquias, e portanto ser uma igreja sinodal está no nosso ‘DNA’. Dando sequência, Dom Anderson dirige-se diretamente aos Diáconos e suas respectivas Esposas presentes, refletindo sobre o o Diaconato Permanente a partir de três dimensões: identidade, comunhão e missão.
Tomando sempre como base e ponto de partida as Sagradas Escrituras, Dom Anderson recorda que a identidade mais profunda do Diácono está no servir, sobretudo aos mais desprovidos e desamparados. Nasce como uma resposta amorosa da Igreja àqueles que não tinham quem olhasse por eles. Portanto, a identidade do Diácono já nasce em missão, num gesto de saída para encontrar aqueles que sofrem. Um segundo aspecto marcante da identidade do Diácono é a escuta da Palavra, e em obediência à mesma, ir ao encontro do próximo e ser sinal desta Palavra no mundo. Ainda alicerçado na Palavra de Deus, Dom Anderson falou da comunhão como um reflexo e sinal profundo da Eucaristia. De uma forma recursiva, a Eucaristia, ao mesmo tempo que requer comunhão, ela alimenta e revigora essa mesma ‘comum união’, recordando-nos que a comunhão se faz na caridade, numa experiência comum no amor. Por fim, Dom Anderson falou acerca da missão do diácono, fazendo para isso uma ligação com a sua propria identidade, uma vez que a missão é resposta a uma urgência, e que a compaixão é fonte geradora do agir missionário. É ela quem impulsiona sempre na direção do outro e aí se realiza a missão. E ele encerra dizendo: “não há missão sem compaixão!”
O Primeiro Encontro de Diáconos e Esposas do Regional Leste 3 chega ao seu ápice na Celebração Eucarística presidida por Dom Anderson, e depois foi concluído com um farto e fraterno almoço.
Sob a bênção e proteção da Virgem da Penha todos voltaram para seus lares e paróquias, mais conscientes de sua própria identidade, comunhão e missão.
Colaboração:
Diác José Adilson (Diocese de Cachoeiro de Itapemirim)
Diác Wander (Arquidiocese de Vitória)
Após 48 anos, o Espírito Santo se candidatou e foi escolhido para sediar o 16º Intereclesial que acontecerá em 2027. A escolha foi divulgada
Após 48 anos, o Espírito Santo se candidatou e foi escolhido para sediar o 16º Intereclesial que acontecerá em 2027. A escolha foi divulgada hoje, na missa de encerramento do Encontro que aconteceu em Rondonópolis, MT de 18 a 22 de julho. A delegação do Espírito Santo acolheu a escolha com entusiasmo e animação.
O primeiro Intereclesial aconteceu em Vitória em 1975, fruto de uma inspiração de dom Luís Gonzaga Fernandes, então bispo auxiliar na Arquidiocese de Vitória, durante caminhada na praia enquanto descansava em Guarapari. O Encontro respondia às propostas do Concilio Vaticano II que deixara abertura para uma Igreja com maior participação dos leigos e mais engajada na vida do povo e teve como preocupação discutir os assuntos que mais importavam no momento: ministérios dos leigos – organização das comunidades e participação social. O tema foi “Uma Igreja que nasce do povo pelo Espírito de Deus”.
O primeiro intereclesial tornou-se um evento muito importante para o Brasil e para o mundo, o que levou à realização do segundo, logo no ano seguinte, em 1976, desta vez com participação, além dos regionais no Brasil, de representantes do Chile, Peru, México, Alemanha, Áustria e Bélgica. A partir deste Intereclesial tomou-se a decisão de realizá-lo a cada 4 anos.