Notícias da Arquidiocese

A Semana traz como tema Gentileza gera Gentileza – Resposta às Pendemias da Vida, tendo como base de aprofundamento o texto de At 28,2.

Inicia-se hoje, 24 de maio a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e o presidente da Comissão para o Ecumenismo da CNBB, Conferência dos Bispos do Brasil, Dom Manoel João Francisco lembrou que no Brasil a Semana acontece entre a Festa da Ascensão e a de Pentecostes e disse: “Com a vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos e Nossa Senhora reunidos no Cenáculo, na cidade de Jerusalém, nós rezamos pela unidade cristã. Ou seja, para que, conforme o desejo de Jesus, voltemos a ser um só rebanho, sob a égide de um só Pastor, o Cristo Senhor”.

A Semana traz como tema Gentileza gera Gentileza – Resposta às Pendemias da Vida, tendo como base de aprofundamento o texto de At 28,2.

A coordenação das iniciativas é do CONIC, Conselho de Igrejas Cristãs e em parceria com a CNBB, a Missão Somos Um e ENCRISTUS , decidiu que toda a programação pode ser acompanhada pelas redes sociais das referidas entidades. As celebrações presenciais foram adiadas para novembro de 2020.

Os subsídios elaborados para aprofundamento do tema podem ser comprados no endereço: https://cebi.org.br/produto/semana-de-oracao-pela-unidade-crista-2020

Os textos foram preparados pelas igrejas Cristãs em Malta que celebram todos os anos o naufrágio do Apóstolo Paulo.

Carlos José Fernandes cresceu envolvido pela fé católica de sua avó e tia que o criaram e educaram e sempre morou e mais tarde

Carlos José Fernandes cresceu envolvido pela fé católica de sua avó e tia que o criaram e educaram e sempre morou e mais tarde trabalhou nas proximidades do Convento da Penha. A fé herdada pela criação foi amadurecida e assumida fazendo dele um devoto de Nossa Senhora da Penha e um curioso sobre a história do Convento. Hoje é diácono permanente da Igreja na Arquidiocese de Vitória e atua na paróquia Santa Mãe de Deus em Vila Velha. Ele conta que ficava olhando o Convento e imaginando como teria acontecido a chegada de frei Pedro Palácios, como teria sido sua missão e relacionamento com os moradores, como seriam os diálogos e as missões, os encontros e como surgiu a devoção a Nossa Senhora.

Um dia ele uniu seus pensamentos e imaginação a alguns dados históricos e, construiu uma narrativa de ficção onde imaginou os diálogos entre os personagens da época, sobre os quais não existem registros e deles nasceu o texto, “O Eremita Missionário”, que foi publicado na Revista Vitória na edição de abril de 2020.

Como surgiu sua devoção Nossa Senhora da Penha?

Eu venho de uma família muito devota. Nasci em Vitória e com um ano de idade fui para Vila Velha morar com minha avó e tia. Minha devoção a Nossa Senhora sempre foi mística, de milagres, de lendas, de superstições, de histórias e minha visão de tudo isso era no Convento, sempre tendo a Virgem da Penha como referência.

A vida estudantil também me direcionou ainda mais para a devoção mariana, pois fui juvenista no Marista, onde mais tarde, atuei como professor de Educação Religiosa. Depois me especializei em Mariologia e atualmente dou aulas sobre essa parte da teologia. Bom, todas essas coisas me levaram a essa grande devoção.

Quando surgiu a vontade de escrever a história desse jeito que você contou?

Justamente quando eu trabalhava na Casa da Memória de Vila Velha, em 2008. Da minha janela eu olhava para a Prainha e para o Convento e pensava que essa parte da história era pouco explorada. Tínhamos um pouco da história religiosa, mas nada relativo à ficção. Muitos me incentivaram a escrever e veio-me a ideia de “O Eremita Missionário”, porque frei Pedro alternava o ‘ficar retirado’ na gruta e sair para catequizar e ajudar as pessoas, sendo o primeiro missionário naquelas imediações.

O objetivo dessa ficção, desse romance, é justamente suscitar uma nova pesquisa, mais aprofundada. Acredito que é assim que nascem novas pesquisas.

O senhor tem bastante material que era divulgado sobre o Convento da Penha e a Festa da Penha. Tem até cópia de um documento que reconhece a Festa da Penha como feriado municipal de Vila Velha, em 1949.

Esse material o ajudou a escrever a história?

Sim. Sempre me interessei pela documentação desde que iniciei a graduação em História e, isso me ajudou na escrita da ficção. Eu guardava esses recortes e cópias de documentos e ficava imaginando como aconteceram os fatos na época.

O que está escrito em “O Eremita Missionário” é a minha versão, é como eu imaginei que pudesse ter acontecido os fatos, os encontros e os diálogos. Aí a história foi adquirindo forma e se tornou prazerosa. Toda a pessoa que lê essa história me diz que quando retorna ao Convento, fica procurando os lugares que eu cito na história. Esse é o objetivo, amar o que temos; a história e a terra que nos abrigou e fazer algo por ela.

Os desenhos (ilustrações) são bastante fiéis à narrativa. Quem é o autor?

Esses desenhos eu costumo dizer que foi algo de Deus. Eu conheci um andarilho, o Joãozinho, que ficava muito nas imediações da Prainha. Ele tinha algum transtorno, dava para perceber, mas esse começou a frequentar a Casa da Memória. Lá dávamos café para ele, roupas e ele se tornou nosso conhecido.

Ele queria fazer algo para agradecer. Descobri que todo o mundo que entrava no local, Joãozinho desenhava. Um dia propus que ele imaginasse frei Pedro chegando. Eu ia falando os detalhes e ele, minuciosamente, desenhava a cena que eu descrevia.

Assim foram feitos os desenhos: eu descrevia e minutos depois ele me entregava, exatamente como eu havia dito. Era impressionante. Uma perfeição.

Infelizmente ele sumiu, não voltou naquelas imediações, perdemos completamente o contato com ele.

É coisa de Deus!

O lançamento é no Domingo das Comunicações na missa das 8h na Catedral de Vitória que será presidida por dom Dario Campos, arcebispo metropolitano.

Para contar a história, guardar memória e ao mesmo tempo acompanhar, utilizar e anunciar Jesus com as tecnologias e linguagem de hoje, a Arquidiocese de Vitória lança no próximo domingo, Festa da Ascensão e Dia Mundial das Comunicações um novo layout do site que se propõe apresentar notícias da Arquidiocese e da Igreja, eventos, ações pastorais e de evangelização, palavras do arcebispo, vídeos, podcasts e a vida das Áreas Pastorais.

Você pode acompanhar tudo no endereço www.aves.org.br

O lançamento é no Domingo das Comunicações na missa das 8h na Catedral de Vitória que será presidida por dom Dario Campos, arcebispo metropolitano. Participe pelas redes sociais da Catedral, Rádio América e TV Educativa.

Esta é a primeira ação do Vicariato para a Comunicação da Arquidiocese de Vitória. O pe. Anderson Gomes, Vigário nomeado por dom Dario, faz um convite: “Mais do que nunca estamos conectados, ainda mais nesse tempo de pandemia. Assim, a Igreja de Vitoria busca novas ferramentas para nos aproximarmos e nos unirmos para divulgarmos Boas Notícias. É o primeiro passo (bite) de muitos que virão. Contamos com você”!