O arcebispo de Vitória, dom Ângelo Ademir Mezzari, conversou com a imprensa, na tarde de hoje, 18 de fevereiro de 2026. Os assuntos abordados
O arcebispo de Vitória, dom Ângelo Ademir Mezzari, conversou com a imprensa, na tarde de hoje, 18 de fevereiro de 2026. Os assuntos abordados foram: Quaresma – Quarta-feira de cinzas – Abertura da Campanha da Fraternidade.
Entre os pontos abordados, o Arcebispo acentuou o significado do Tempo Quaresmal que agora iniciamos, mas lembrou também que este é um tempo de espiritualidade e de caridade, lembrando que a espiritualidade fortalece a ação da caridade e que o exercício da caridade fortalece a fé. Dom Ângelo lembrou que este é o tempo do arrependimento e da conversão e que todos nós devemos lembrar das fragilidades humanas, mas confiar no amor de Deus. Para dom Ângelo, a quaresma acontece dentro de um calendário litúrgico e a quarta-feira de cinzas marca um período que nos convida à conversão. Neste contexto a Igreja Católica no Brasil propõe a realização da Campanha da Fraternidade, um jeito de sensibilizar e mobilizar os católicos para o exercício da caridade.
Dom Ângelo lembrou os encontros de preparação para a Campanha que foram feitos nas Áreas Pastorais e elencou alguns dos problemas apontados, relacionados à moradia. Fraternidade e Moradia é o tema da Campanha da Fraternidade deste ano, que tem como texto bíblico: Ele habitou entre nós (Jo 1,14). Falta de moradia, moradias precárias e impróprias, construções em áreas de risco, falta de saneamento básico e especulação imobiliária foram apresentados por dom Ângelo como problemas que precisam de solução e o Arcebispo lembrou que precisamos lutar por políticas públicas que ajudem na solução desses problemas.
Dom Ângelo explicou que Quaresma é tempo de voltar o olhar para Deus, mas também para os irmãos. Por isso, a Igreja propõe a Campanha da Fraternidade;
ABERTURA DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE22 de fevereiro de 202615hGinásio Dom Bosco
A Arquidiocese de Vitória marcou presença na 1ª Assembleia do COMIRE Leste 3, realizada nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro de 2026,
A Arquidiocese de Vitória marcou presença na 1ª Assembleia do COMIRE Leste 3, realizada nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro de 2026, na Paróquia Santa Rita, na Praia do Canto, em Vitória. O encontro reuniu lideranças missionárias das dioceses do Regional Leste 3.
Iluminada pelo tema “Um em Cristo, unidos em missão”, a assembleia foi um espaço de discernimento, formação e partilha de experiências missionárias, contribuindo para o fortalecimento das ações evangelizadoras nas Igrejas locais.
O encontro contou com a assessoria da Irmã Eliane, secretária do Conselho Missionário Nacional (COMINA), de Brasília, que conduziu reflexões sobre os caminhos da missão no contexto atual, incentivando uma vivência mais profunda da fraternidade, da unidade e do serviço.
A Campanha da Fraternidade apresenta aos católicos, todo o ano, a possibilidade de, na prática, viver a experiência de unir fé e vida, propondo
A Campanha da Fraternidade apresenta aos católicos, todo o ano, a possibilidade de, na prática, viver a experiência de unir fé e vida, propondo temas de impacto social.
Para este ano de 2026, o tema é: Fraternidade e Moradia e a frase bíblica que dá sustentação a toda a Campanha é “Ele veio morar entre nós”, um versículo de Jo 1,14. A proposta da CNBB é que olhemos à nossa volta e, com olhar fraterno, tentemos entender a situação daqueles que sofrem por não ter moradia ou vivem em moradias precárias para habitação.
A Arquidiocese de Vitória iniciou a motivação e preparação para o tema da Campanha em dezembro de 2025. Foram treinados multiplicadores e depois realizados encontros em todas as seis áreas pastorais. No total 497 pessoas participaram, foram motivadas e incentivadas a discutir o tema e apontar os problemas reais de moradia em nossa realidade.
As constatações foram muitas e se assemelham à realidade nacional: deficit habitacional que se manifesta entre falta de moradia e moradias impróprias, improvisadas e construções em áreas de risco e sem saneamento.
A especulação imobiliária, que empurra as pessoas cada vez mais para periferias mais distantes e que já atingem as regiões rurais, também foram apontadas como problema real, assim como ameaças de despejo e a falta de apoio a população de rua.
Teremos todo o tempo da Quaresma para olharmos fraternalmente para estas realidades, mas os participantes dos encontros, desenharam linhas de ação para serem executadas ao longo do ano:
Mapear todas as comunidades e identificar condições precárias e necessidades;
Organizar campanhas de arrecadação de materiais de construção e alimentos, entre outros bens;
Realizar mutirões para construções;
Buscar doação de terrenos;
Mobilizar voluntários e organizar cozinhas comunitárias;
Promover a realização de cursos profissionalizantes;
Discutir o tema da Campanha de maneira integrada com outras pastorais, e
Ocupar espaços nos Conselhos Estaduais e Municipais para discutir a questão da moradia.
A Abertura da Campanha é no dia 22 de fevereiro, a partir de 15h no Ginásio Dom Bosco em Vitória. Participe e dê uma chance à sua fé para que ela se expresse na ajuda a quem não tem ou tem moradia precária.
A Comissão Regional de Animação Vocacional, em parceria com o Regional Leste 3 da CNBB, realizou uma reunião preparatória voltada ao planejamento das atividades
A Comissão Regional de Animação Vocacional, em parceria com o Regional Leste 3 da CNBB, realizou uma reunião preparatória voltada ao planejamento das atividades vocacionais e à organização do Congresso Vocacional Regional, previsto para o dia 20 de junho.
O encontro teve como foco o fortalecimento da caminhada vocacional nas dioceses do Espírito Santo e a preparação para o Congresso Vocacional Nacional, programado para o primeiro final de semana de setembro.
Durante a reunião, Dom Ângelo Mezzari, arcebispo de Vitória, foi convidado a dirigir uma palavra aos participantes. Em sua fala, o arcebispo apresentou um relato histórico sobre os congressos vocacionais anteriores, destacando os caminhos percorridos, as motivações que impulsionaram cada edição, os desafios enfrentados e as riquezas colhidas no período pós-congresso.
A mensagem de Dom Ângelo foi de incentivo e motivação, estimulando os agentes vocacionais a fortalecerem o trabalho em suas respectivas dioceses e a promoverem uma articulação mais ampla em nível regional. Ele também reforçou a importância de estimular e acompanhar as vocações em seus diversos segmentos, como expressão do compromisso da Igreja com a cultura vocacional.
Após a colocação do arcebispo, os representantes das dioceses partilharam suas realidades locais, apresentando ações em andamento, estratégias de animação vocacional e os preparativos para a vivência do Congresso Vocacional, tanto no âmbito diocesano quanto regional.
O grupo também discutiu propostas concretas para a realização do congresso, à luz do Ano Vocacional proposto pela CNBB, buscando fortalecer a pastoral vocacional como caminho de escuta, discernimento e resposta ao chamado de Deus.
O Cecates sediou, na manhã desta sexta-feira (30), o Encontro da Associação Nacional de Educação Católica (ANEC), reunindo educadores, gestores e representantes de instituições
O Cecates sediou, na manhã desta sexta-feira (30), o Encontro da Associação Nacional de Educação Católica (ANEC), reunindo educadores, gestores e representantes de instituições de ensino para refletir sobre os desafios e as perspectivas da educação católica no contexto atual. O encontro contou com a presença do arcebispo de Vitória, Dom Ângelo Ademir Mezzari, que destacou o papel evangelizador da escola e sua contribuição na formação integral da pessoa humana.
Em sua reflexão, Dom Ângelo ressaltou que a educação católica é um espaço privilegiado de missão, especialmente em um tempo em que muitas crianças e jovens têm na escola o único contato com a Igreja. “As instituições educativas católicas estão frequentemente em contato com pessoas que não participam de outros ambientes eclesiais. Isso não é apenas um desafio, mas uma grande oportunidade missionária”, afirmou.
O arcebispo enfatizou que a evangelização ultrapassa os limites dos espaços paroquiais, alcançando diversos ambientes sociais, como escolas, universidades, iniciativas culturais, esportivas e sociais. Segundo ele, essa presença reforça a identidade missionária da Igreja e sua responsabilidade de dialogar com a sociedade e com as realidades contemporâneas.
Durante o encontro, foi ressaltado o papel da escola católica como um “laboratório de relações fraternas, participativas e sinodais”, em sintonia com o caminho da Igreja. As instituições educativas devem ser espaços de acolhida, fraternidade, diálogo e comunhão, envolvendo educadores, famílias e estudantes em um projeto comum de formação.
A educação católica vai além da transmissão de conteúdos acadêmicos, sendo chamada a formar pessoas abertas ao bem, à verdade, à beleza e ao compromisso com o próximo, promovendo uma formação integral inspirada no Evangelho.
O arcebispo chamou atenção para o papel profético das instituições educativas católicas, que são convidadas a oferecer uma alternativa aos modelos educacionais marcados pelo individualismo, pela competitividade excessiva e pela lógica do mercado.
“A educação católica é chamada a formar pessoas comprometidas com o bem comum, com a solidariedade e com a transformação da sociedade, sem perder sua identidade cristã”, destacou.
A educação católica é um sinal de esperança para a Igreja e para a sociedade, confiada à missão de formar as atuais e futuras gerações.
“A nós foi confiada a educação e a formação de crianças e jovens. Educar é um ato de amor, um serviço ao Evangelho e um compromisso com a construção do Reino de Deus”, concluiu.
A Prefeitura de Vitória inaugurou, na noite desta quinta-feira (29), o novo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) “Padre Jonas Abib”, no
A Prefeitura de Vitória inaugurou, na noite desta quinta-feira (29), o novo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) “Padre Jonas Abib”, no bairro Bento Ferreira. A unidade amplia a rede de atendimento a pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade social e risco pessoal na capital.
O CREAS passa a atender moradores de 37 bairros, abrangendo toda a região continental de Vitória e parte das regionais Praia do Canto, Maruípe e Jucutuquara.
Entre os principais serviços oferecidos estão atendimentos a casos de violência física e psicológica, além de acompanhamento especializado para famílias e indivíduos em situação de risco social, com foco na proteção de direitos e no fortalecimento de vínculos.
O nome da unidade homenageia o Padre Jonas Abib, fundador da Comunidade Canção Nova, reconhecido pelo trabalho com a evangelização e a juventude. Ele faleceu em 12 de dezembro de 2022, aos 85 anos, deixando um legado de cuidado com as pessoas e compromisso social.
A solenidade de inauguração contou com a presença do padre Wagner Ferreira da Silva, presidente da Comunidade Canção Nova e da Fundação João Paulo II, mantenedora do Sistema Canção Nova de Comunicação e da Rede de Desenvolvimento Social Canção Nova. Em sua participação, ele destacou a importância de iniciativas que unem políticas públicas, ação social e promoção da dignidade humana.
“Dar o nome do Padre Jonas Abib a este CREAS é reafirmar que este espaço deve ser um lugar de esperança, acolhimento e restauração de vidas. Ele sempre acreditou que o amor precisa ser concreto, capaz de tocar as feridas mais profundas do ser humano”, declarou Pe. Wagner Ferreira
O evento contou com a presença do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, do deputado federal Evair de Melo, do vereador Aylton Dadalto, representantes do poder público, profissionais da rede de Assistência Social e do Pe. Osmar de Oliveira Braido, pároco da Paróquia São Pedro da Vila Rubim.
A nova unidade passa a desempenhar papel estratégico no atendimento especializado a pessoas em situação de vulnerabilidade, fortalecendo a política de assistência social no município.
“Mais do que um prédio, este CREAS é um espaço de cuidado, escuta e reconstrução. Um lugar onde a dignidade humana é prioridade”, reforçou padre Wagner.
Quem foi Pe. Jonas Abib?
Pe. Jonas Abib C.N., ou Monsenhor Jonas Abib foi um sacerdote católico, músico, pregador internacional, fundador da Comunidade Canção Nova e presidente da Fundação JPII.
Monsenhor Jonas Abib – Foto: Canção Nova
Nascido em Elias Fausto, interior de São Paulo, seus pais eram Sérgio Abib, de ascendência sírio-libanesa, e Josefa Pacheco, de ascendência italiana.
Aos sete anos de idade, iniciou o curso de primeiro grau no Colégio Padre Moye, dirigido pelas Irmãs da providência de Gap. Aos doze anos passou a estudar no Liceu Coração de Jesus e trabalhar nas oficina de artes gráficas – setor de encadernação. Aos treze anos foi transferido para o Ginásio São Manuel, de Lavrinhas (SP), com o objetivo de integrar-se no seminário salesiano, de onde, mais tarde, partiu para Pindamonhangaba (SP), para fazer o segundo grau, no Instituto do Coração Eucarístico, e em seguida para Lorena (SP), para estudar Filosofia, no Instituto Salesiano de Filosofia e Pedagogia.
Terminada esta etapa, cursou teologia em São Paulo no Instituto Teológico Salesiano Pio XI do Alto da Lapa, e foi ordenado sacerdote pela ordem Salesiana pela imposição das mãos de Dom Antônio Barbosa, S.D.B., então arcebispo de Campo Grande, em 8 de dezembro de 1964, tendo escolhido o seguinte lema: “Feito tudo para todos”. Recém ordenado padre começou, em São Paulo, a trabalhar com os jovens dando aulas na Faculdade de Ciências e Letras de Lorena/SP e promovendo encontros e retiros, principalmente na região do Vale da Paraíba, São Paulo.
Em 1971, Jonas Abib teve uma experiência de oração num retiro promovido pela Renovação Carismática, marcando sua vida e ministério, tendo se tornado, desde o inicio, uma das principais lideranças desse movimento eclesial.
Sua vida também foi marcada pela música, sendo um dos pioneiros da música católica popular brasileira, atuando como compositor e cantor católico.
Em 1978, Jonas Abib, junto com um pequeno grupo de jovens, fundou a Comunidade Canção Nova. Por essa época, desligou-se da Congregação Salesiana e foi incardinado à Diocese de Lorena. Em 1980, a Canção Nova passou a atuar nos meios de comunicação com a Rádio Canção Nova, no município de Cachoeira Paulista, hoje com potência que abrange todo o Brasil. A partir de 1989, a Comunidade Canção Nova começou a atuar com uma retransmissora de TV, a Canção Nova pela TVE do Rio de Janeiro.
Em 2004, juntamente a Comunidade Canção Nova, inaugurou o Centro de Evangelização Dom João Hipólito de Moraes, um local para mais de 80 mil pessoas.
Pe. Jonas Abib foi presidente da Fundação João Paulo II e membro do Conselho da Renovação Carismática Católica do Brasil, além de outras funções.
No ano de 2008, a Comunidade Canção Nova recebeu o Reconhecimento Pontifício da Igreja, que atesta que ela é, a partir de então, uma Associação Internacional de Fiéis.
Monsenhor Jonas Abib faleceu aos 85 anos, às 22h14 do dia 12 de dezembro de 2022, em Cachoeira Paulista (SP). O comunicado oficial acerca de seu falecimento foi emitido pela Comunidade Canção Nova na madrugada de 13 de dezembro. A causa de sua morte foi insuficiência respiratória por broncoaspiração e disfagia motora. Seu sepultamento ocorreu no dia 15 de dezembro, após ser velado por três dias.
Atualmente, o antigo Convento São Francisco, localizado na Cidade Alta, em Vitória, é a sede da Cúria Metropolitana de Vitória. É nesse espaço histórico
Foto: Arquidiocese de Vitória
Atualmente, o antigo Convento São Francisco, localizado na Cidade Alta, em Vitória, é a sede da Cúria Metropolitana de Vitória. É nesse espaço histórico que funciona o centro administrativo e pastoral da Igreja Católica na capital capixaba, de onde partem as principais decisões que orientam a vida religiosa, social e missionária da Arquidiocese. O restauro recente de seu frontispício, não é apenas para preservar um patrimônio arquitetônico, mas valorizar um edifício que continua em pleno uso e permanece no coração da vida eclesial do Espírito Santo.
A obra representa a recuperação de um dos mais antigos marcos históricos, religiosos e culturais do Estado, símbolo da presença franciscana e da própria formação urbana de Vitória. Preservar sua fachada é preservar a memória de mais de quatro séculos de fé, missão, assistência social e construção da identidade cultural do povo capixaba.
História do Convento São Francisco
Arquivo da Arquidiocese de Vitória
A origem do Convento São Francisco remonta a 1587, quando Vasco Fernandes Coutinho Filho, então governador da Capitania do Espírito Santo, convidou os frades franciscanos a se estabelecerem em Vitória. No mesmo ano, foi-lhes doado um terreno coberto por mata virgem, na parte alta da então Vila de Vitória, para a edificação do convento. Em novembro de 1591 foi lançada a pedra fundamental, marco oficial do início da construção daquele que se tornaria o primeiro convento da Província Franciscana da Imaculada Conceição no Brasil.
Por volta de 1596, o convento já estava concluído e em pleno funcionamento. Dali, os frades partiam, inclusive por via marítima, para atender espiritualmente a população local e auxiliar nas atividades da Capela de Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, fundada por Frei Pedro Palácios. O complexo conventual incluía igreja, claustro, capelas, jardim, cemitério, horta e pomar, além de um importante acervo de imagens sacras em madeira, tornando-se um centro religioso e cultural de grande relevância.
A atuação franciscana sempre foi marcada pela simplicidade evangélica e pelo compromisso com os mais pobres. Os frades dedicavam-se à catequese, às missões populares e à evangelização indígena por meio das chamadas missões volantes, deslocando-se até as comunidades em seus próprios territórios, em vez de impor aldeamentos fixos. Essa prática era considerada mais respeitosa às culturas locais e reforçava a proximidade entre missionários e povo.
O convento também manteve forte vínculo com a Irmandade de São Benedito, criada inicialmente para acolher pessoas negras escravizadas e depois aberta a todos. A utilização de espaços do convento pela irmandade revela seu caráter inclusivo e sua função social, tornando-o um ponto de encontro de diferentes grupos sociais.
Em 1774 foi construída a torre do convento, que posteriormente recebeu os sinos que permanecem até hoje. Em 1775, o espaço acolheu visitantes apostólicos, como Frei José do Amor Divino e Frei Salvador, que utilizaram o convento como base para missões em diversas localidades do Espírito Santo.
No século XIX, as restrições impostas pelo Império, especialmente a proibição da entrada de novos noviços, provocaram o esvaziamento de muitos conventos. Em Vitória, o Convento São Francisco chegou a um estado de semiabandono no final do século, correndo inclusive o risco de ser confiscado pelo poder público.
Arquivo da Arquidiocese de Vitória
A criação da Diocese do Espírito Santo, em 1895, marcou um ponto de virada. Seu primeiro bispo, Dom João Batista Corrêa Néri, buscou garantir a preservação e a continuidade do uso do edifício. Em 1899, com autorização do Papa Leão XIII, o Convento São Francisco foi oficialmente transferido à Diocese, passando a integrar a estrutura administrativa da Igreja local.
No século XX, o prédio ganhou nova função social com a criação do Orfanato Cristo Rei, em 1924, idealizado pelo Padre Leandro dell’Uomo e aprovado por Dom Benedito Paulo Alves de Souza. O orfanato acolheu crianças pobres, órfãs e abandonadas, muitas delas descendentes de indígenas e ex-escravizados, tornando o antigo convento um centro de promoção humana, educação e assistência social.
Para atender a essa nova missão, reformas profundas foram realizadas, modificando quase totalmente a estrutura original do edifício. Embora vistas como progresso na época, essas intervenções implicaram a perda de importantes elementos arquitetônicos coloniais, hoje reconhecidos como parte do patrimônio histórico irrecuperável do Espírito Santo.
Em 1925, Padre Leandro promoveu a reorganização do antigo cemitério do convento, reunindo os restos mortais em um ossuário comum no pátio central, onde foi erguido um monumento encimado pela imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição. O local tornou-se símbolo de respeito à memória e de continuidade entre o passado franciscano e a nova função social do espaço.
Ao longo das décadas seguintes, o edifício continuou servindo à Igreja e à sociedade, abrigando seminários, a Rádio Capixaba, a Cáritas, a Secretaria de Pastoral, a Comissão Justiça e Paz e outros órgãos da Arquidiocese de Vitória. Hoje, como sede da Cúria Metropolitana, o antigo convento mantém-se como centro de articulação pastoral, administrativa e social da Igreja Católica no Espírito Santo.
Nesse contexto, o restauro do frontispício assume um valor simbólico ainda maior. A fachada representa a identidade histórica do edifício e guarda vestígios da arquitetura colonial que resistiram às transformações do século XX. Sua recuperação expressa o compromisso com a preservação da memória, com a valorização do patrimônio cultural e com a continuidade da missão da Igreja.
As celebrações de posse acontecerão no final do mês de janeiro e no início de fevereiro, contarão com a presença dos bispos e seguirão o Ritual Litúrgico para a tomada de posse.
Dom Ângelo convida todos os fiéis a participarem das celebrações, a acolherem com carinho seus novos pastores e a permanecerem unidos na oração, fortalecendo a comunhão e a missão da Igreja no anúncio do Evangelho.
Segue a nota com as datas das posses e em seguida o Ritual Litúrgico para a tomada de posse