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Os Prêmios de Comunicação da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que para esta edição (53ª) criou um novo prêmio  específico para a

Os Prêmios de Comunicação da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que para esta edição (53ª) criou um novo prêmio  específico para a PASCOM, Pastoral da Comunicação, irão acontecer de forma remota. Se você trabalha com Comunicação na Igreja Católica ainda dá tempo de se inscrever porque os prazos de inscrição foram prorrogados. Leia abaixo a matéria divulgada no site da CNBB:

As inscrições para os Prêmios de Comunicação da CNBB foram prorrogadas até o dia 10 de junho. Poderão ser inscritos os trabalhos realizados entre 1 de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2020. Uma das novidades deste ano é o Prêmio Pastoral Kerigma, exclusivo para trabalhos da Pastoral da Comunicação. Confira abaixo mais detalhes desta categoria.

Neste ano, segundo o coordenador dos Prêmios, Rafael Alberto, a iniciativa ainda acontece em meio a uma onda crescente de contaminações e mortes pelo novo coronavírus. “Nossa expectativa inicial era realizar a cerimônia de entrega dos prêmios presencialmente em Brasília, na nova sede da CNBB”, conta.

Para garantir a segurança de todos os envolvidos e reiterar a posição da Conferência de valorização da vida, o coordenador dos Prêmios explica que para a 53ª edição haverá uma festa remota. “A ideia é entregar os troféus nas cidades dos premiados, o que também dará uma perspectiva da diversidade das regiões do nosso país”, disse Rafael.

O que é o Prêmio Pastoral Kerigma?

Aprovada pelo Conselho Permanente da CNBB em 2019, esta categoria visa o reconhecimento e o incentivo de ações desenvolvidas pelas equipes de Pastoral da Comunicação das paróquias e dioceses, tendo como critério a implementação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da CNBB (2019-2023). São válidas para este prêmio todas e quaisquer iniciativas pastorais que destaquem ao menos dois dos seguintes critérios:

– a evangelização no mundo urbano;

– a formação de comunidades eclesiais missionárias;

– a opção preferencial pelos pobres;

– o cuidado da Casa Comum.

Segundo Rafael Alberto, a categoria para a Pascom foi decidida antes mesmo dos desafios impostos pelo novo coronavírus e o objetivo é fazer com que os trabalhos dos agentes da pastoral tenham a mesma oportunidade de outras produções maiores, que contam com recursos profissionais, de serem destacados como um serviço pertinente de propagação dos valores cristãos.

“É significativo que a primeira entrega dessa categoria seja realizada durante a pandemia, pois as restrições para a celebração da missa em nossas paróquias revelou-se um enorme desafio sobretudo para a Pascom, que tem respondido com ações criativas e muito bonitas. Será lindo poder destacar essas ações, para que outras paróquias possam seguir o exemplo”, afirmou.

Conheça as outras categorias dos Prêmios de Comunicação

Os Prêmios de Comunicação foram criados pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para explicitar o reconhecimento público da Igreja Católica Apostólica Romana ao trabalho meritório de profissionais da comunicação social nos diversos meios que apresentaram suas obras e se distinguiram pelo serviço à dignidade humana e aos valores do Evangelho. Além dos prêmios tradicionais, a CNBB estreia nesta 53ª edição duas novas categorias – Pesquisas de Pós-Graduação e práticas e experiências da Pastoral da Comunicação.

PRÊMIO DE CINEMA “MARGARIDA DE PRATA”

A CNBB instituiu, em 1967, o primeiro Prêmio de Comunicação Margarida de Prata para o Cinema, que representou um importante apoio à produção cultural livre. O prêmio é entregue em duas modalidades:

a) Longa-metragem: podem participar desta categoria os filmes, ficcionais ou documentários, com duração mínima de 70 minutos.

b) Curta-metragem: podem participar desta categoria os filmes, ficcionais ou documentários com menos de 70 minutos (incluindo créditos).

PRÊMIO MICROFONE DE PRATA

Em 1989, a CNBB apoiou a criação do Prêmio Microfone de Prata para produções radiofônicas, promovido pela União de Rádio Difusão Católica (UNDA-Brasil). Em 2010, a promoção da categoria passou para a Rede Católica de Rádio (RCR). Para concorrer ao prêmio, poderão se inscrever conteúdos veiculados em emissoras de rádio, web rádio e em agregadores de podcast. Cada emissora poderá inscrever até 3 trabalhos por modalidade. A premiação será entregue nas seguintes modalidades:

a) Jornalístico Concorrem trabalhos com duração máxima de 30 minutos (no caso de programas, basta enviar uma versão editada com esse mesmo tempo).

b) Religioso Concorrem trabalhos com duração máxima de 30 minutos (no caso de programas mais extensos, basta enviar uma versão editada com esse mesmo tempo).

c) Entretenimento Concorrem trabalhos com duração máxima de 30 minutos (no caso de programas mais extensos, basta enviar uma versão editada com esse mesmo tempo).

PRÊMIO CLARA DE ASSIS

Em 2005, a CNBB instituiu o Prêmio Clara de Assis para a Televisão, concedido a programas televisivos nacionais produzidos e exibidos por emissoras comerciais, educativas e comunitárias. Mais recentemente, também são aceitos vídeos veiculados em plataformas digitais. Cada veículo pode inscrever até 3 trabalho por modalidade. As modalidades desta categoria são:

a) Reportagem Concorrem nesta modalidade reportagens televisivas com duração entre 1’30 a 5 minutos. Serão aceitas inscrições de séries de reportagens.

b) Documentário Podem se inscrever documentários produzidos e veiculados em canais de televisão que tenham duração entre 15 a 60 minutos.

PRÊMIO DOM HELDER CAMARA

Em comemoração aos 50 anos de fundação da CNBB, em 2002, a Assessoria de Comunicação da CNBB instituiu o Prêmio Dom Helder Câmara de Imprensa, com o objetivo de premiar reportagens e trabalhos jornalísticos voltados à promoção humana e social. Este prêmio inclui matérias, séries de matérias, reportagens ou outras formas do texto jornalístico. Cada veículo pode inscrever até 3 trabalhos nas seguintes modalidades:

a) Jornal: concorrem trabalhos publicados em jornal impresso (ainda que tenham versões eletrônicas).

b) Revista: concorrem trabalhos publicados em revista impressa (ainda que tenham versões eletrônicas).

PRÊMIO DOM LUCIANO MENDES DE ALMEIDA

Na celebração de 50 anos dos Prêmios de Comunicação, a CNBB lançou este prêmio para reconhecer o trabalho de convergência midiática realizado no ambiente virtual da internet. Este prêmio está dividido em três modalidades. Os trabalhos concorrentes devem colocar em evidência valores humanos e cristãos, com conteúdo no formato digital:

a) Sites/Portais/Blogs Local na Internet identificado por um nome de domínio, constituído por uma ou mais páginas de hipertexto, que podem conter textos, gráficos e informações em multimídia.

b) Iniciativas com Redes Sociais: projetos lançados em redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter, You Tube, etc) para criar laços entre pessoas em vista da apresentação, defesa e engajamento em uma causa religiosa ou social.

c) Aplicativos Aplicativo (app) é um software desenvolvido para ser instalado em um dispositivo eletrônico móvel.

PRÊMIO PAPA FRANCISCO

Aprovada pelo Conselho Permanente da CNBB em 2019, a categoria visa reconhecer e incentivar o trabalho dos pesquisadores em comunicação, que tanto colaboram com a reflexão, bem como no trabalho pastoral da Igreja no Brasil. Cada pessoa pode inscrever apenas um trabalho nesta categoria. Participam deste prêmio trabalhos acadêmicos, aprovados no período de validade do concurso, nas seguintes modalidades:

a) Mestrado: para esta modalidade, poderão se inscrever autores de dissertações de mestrado que desenvolvam temas ligados à articulação Igreja e comunicação. Serão aceitos trabalhos defendidos entre 1 de janeiro de 2015 e 31 de dezembro de 2020. Para a inscrição, será necessário um breve artigo sobre o trabalho, conforme as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas, entre oito e dez páginas de conteúdo textual, além das referências bibliográficas. A íntegra do trabalho também deverá ser anexada junto à inscrição.

b) Doutorado: para esta modalidade, poderão se inscrever autores de teses de doutorado que desenvolvam temas ligados à articulação Igreja e comunicação. Serão aceitos trabalhos defendidos entre 1 de janeiro de 2015 e 31 de dezembro de 2020. Para a inscrição, será necessário um breve artigo sobre o trabalho, conforme as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas, entre oito e dez páginas de conteúdo textual, além das referências bibliográficas. A íntegra do trabalho também deverá ser anexada junto à inscrição.

Como se inscrever?

Para realizar a inscrição e obter mais informações sobre a 53ª edição dos Prêmios de Comunicação da CNBB basta entrar no seguinte endereço: www.premios.cnbb.org.br

Acesse a carta de lançamento do edital: Carta de lançamento da 53ª Edição

Acesse o edital: Edital da 53ª edição dos Prêmios de Comunicação

O próximo Sínodo dos Bispos que será encerrado em 2023, terá um formato totalmente novo que favorece e facilita o desejo do Papa Francisco

O próximo Sínodo dos Bispos que será encerrado em 2023, terá um formato totalmente novo que favorece e facilita o desejo do Papa Francisco de descentralizar e exercer a sinodalidade. Assim foi anunciado pelo Vaticano o processo que será iniciado pelo Papa nos dias 9 e 10 de outubro em Roma. Serão três fases: diocesana, continental e universal. Leia abaixo a matéria publicada no site vaticannews.va.

“Um à escuta dos outros; e todos à escuta do Espírito Santo.” Para tornar concreta e visível aquela sinodalidade desejada por Francisco desde o início de seu pontificado, o próximo Sínodo dos Bispos será celebrado não somente no Vaticano, mas em cada Igreja particular dos cinco continentes, seguindo um itinerário trienal articulado em três fases, feito de escuta, discernimento, consulta. Leigos, sacerdotes, missionários, consagrados, bispos, cardeais, mesmo antes de discutir, refletir e questionar-se sobre a sinodalidade na assembleia de outubro de 2023 no Vaticano, se encontrarão, portanto, vivendo-a em primeira pessoa. Cada um em sua diocese, cada um com seu papel, com as suas instâncias.

Um processo sinodal integral

O itinerário sinodal, que o Papa aprovou, é anunciado em um documento da Secretaria do Sínodo no qual são explicadas suas modalidades. “Um processo sinodal integral só será realizado de forma autêntica se as Igrejas particulares estiverem envolvidas nele”, diz o texto. Além disso, também será importante a participação dos “órgãos intermediários da sinodalidade, isto é, os Sínodos das Igrejas católicas orientais, os Conselhos e Assembleias das Igrejas sui iuris e as Conferências episcopais, com suas expressões nacionais, regionais e continentais”.

Pela primeira vez, um Sínodo descentralizado

Esta é a primeira vez, na história desta instituição querida por Paulo VI em resposta ao desejo dos padres conciliares de manter viva a experiência colegial do Concílio Vaticano II, que um Sínodo começa descentralizado. Em outubro de 2015, o Papa Francisco, comemorando o 50º aniversário desta instituição, expressou o desejo de um caminho comum de “leigos, pastores, Bispo de Roma” através do “fortalecimento” da assembleia dos bispos e “uma descentralização salutar”. O desejo agora se torna realidade.

Abertura solene no Vaticano com o Papa

Superando qualquer “tentação de uniformidade”, mas visando uma “unidade na pluralidade”, a abertura do Sínodo terá lugar tanto no Vaticano quanto em cada diocese. O caminho será inaugurado pelo Papa no Vaticano nos dias 9 e 10 de outubro. Seguir-se-ão três fases – diocesana, continental, universal – que visam tornar possível uma verdadeira escuta do povo de Deus e, ao mesmo tempo, envolver todos os bispos em diferentes níveis da vida eclesial.

Fase diocesana: consulta e participação do Povo de Deus

Seguindo o mesmo esquema, ou seja, com um momento de encontro/reflexão, oração e celebração eucarística, as Igrejas particulares começarão seu caminho no domingo 17 de outubro, sob a presidência do bispo diocesano. “O objetivo desta fase é a consulta do povo de Deus para que o processo sinodal se realize na escuta da totalidade dos batizados”, lê-se no documento. Para facilitar a participação de todos, a Secretaria do Sínodo enviará um texto preparatório acompanhado de um questionário e um vade-mécum com as propostas para a realização da consulta. O mesmo texto será enviado a Dicastérios da Cúria, Uniões dos Superiores e das Superioras Maiores, Uniões ou Federações de Vida Consagrada, Movimentos leigos internacionais, Universidades ou Faculdades de Teologia.

Um responsável diocesano

Cada bispo, antes de outubro de 2021, nomeará um responsável diocesano como ponto de referência e conexão com a Conferência episcopal, que acompanhará a consulta na Igreja particular a cada passo. Por sua vez, a Conferência episcopal nomeará um responsável ou uma equipe como ponto de referência junto aos responsáveis diocesanos e à Secretaria Geral do Sínodo. O discernimento diocesano culminará em uma “Reunião pré-sinodal” no final da consulta. As contribuições serão enviadas a sua própria Conferência episcopal, até uma data determinada por esta última.

O discernimento dos pastores

Caberá então aos bispos reunidos em assembleia abrir um período de discernimento para “escutar o que o Espírito suscitou nas Igrejas a eles confiadas” e fazer uma síntese das contribuições. A síntese será enviada para a Secretaria do Sínodo, assim como as contribuições de cada Igreja em particular. Tudo isso será feito antes de abril de 2022. Da mesma forma, também serão recebidas contribuições enviadas por Dicastérios, Universidades, União de Superiores Gerais, Federações de Vida Consagrada, Movimentos. Uma vez obtido o material, a Secretaria Geral do Sínodo elaborará o primeiro Instrumentum laboris, que servirá de esboço de trabalho para os participantes da assembleia no Vaticano e que será publicado em setembro de 2022 e enviado às Igrejas particulares.

Fase continental: diálogo e discernimento

Assim tem início a segunda fase do caminho sinodal, o caminho “continental”, programado para durar até março de 2023. O objetivo é dialogar a nível continental sobre o texto do Instrumentum laboris e realizar, em seguida, “um ato ulterior de discernimento à luz das particularidades culturais específicas de cada continente”. Cada reunião continental dos episcopados nomeará, por sua vez, antes de setembro de 2022, um responsável que atuará como referência junto aos próprios episcopados e à Secretaria do Sínodo. Nas Assembleias continentais será elaborado um documento final, a ser enviado em março de 2023 para a Secretaria do Sínodo. Ao mesmo tempo das reuniões continentais, também se deverão realizar assembleias internacionais de especialistas, que poderão enviar suas contribuições. Por fim, será elaborado um segundo Instrumentum laboris, cuja publicação está prevista para junho de 2023.

Fase universal: os bispos do mundo em Roma

Este longo percurso, que quer configurar “um exercício da colegialidade dentro do exercício da sinodalidade”, culminará em outubro de 2023 com a celebração do Sínodo em Roma, de acordo com os procedimentos estabelecidos na Constituição promulgada em 2018 pelo Papa Francisco Episcopalis Communio.

Em 2020, o Fundo Mundial de Solidariedade distribuiu mais de R$ 680 milhões nos cinco continentes. A contribuição do Brasil para este fundo foi

Em 2020, o Fundo Mundial de Solidariedade distribuiu mais de R$ 680 milhões nos cinco continentes. A contribuição do Brasil para este fundo foi de R$ 5.005.994,86. As POM são uma rede mundial de oração e solidariedade a serviço do Papa e colaboram com 1.050 dioceses pobres que dependem da Congregação para a Evangelização dos Povos. São Igrejas jovens nos “territórios de missão”.

O material faz o detalhamento dos valores destinados pela Pontifícia Obra da Propagação da Fé, Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária e Pontifícia Obra de São Pedro Apóstolo. Através de gráficos, pode-se ter conhecimento das áreas que receberam recursos, colaborando com educação, obras sociais, proteção das crianças, catequese, entre outros.

No anexo encontram-se a distribuição dos recursos no mundo e a mensagem do Papa.

Acesse a Mensagem do Papa e a distribuição da coleta missionária no mundo

O Fundo Mundial de Solidariedade tem origem no fervor missionário expresso por Pauline Jaricot que, na França, em 1822, instituiu a Obra da Propagação da Fé. Ela descobriu uma forma concreta para envolver os fiéis na missão universal da Igreja, através da oração e da arrecadação de fundos. A iniciativa começou com um pequeno círculo de operárias que rezavam pela missão ad gentes e faziam uma pequena doação para sustentar os missionários franceses que estavam na China.

Hoje essa rede de oração e solidariedade se espalhou por todo o mundo, sendo fonte inspiradora para as obras pontifícias. As doações dos cristãos compõem o Fundo Mundial de Solidariedade, que existe para financiar diversos projetos ordinários e extraordinários aprovados durante a Assembleia Geral em Roma, formada por diretores das POM de diversos países.

Para saber sobre a Campanha 2021 acesse https://www.pom.org.br/campanha-missionaria-2021/

Nas audiências da quarta- feira, agora com presença de fiéis, o Papa Francisco continua falando sobre a oração. Hoje uma frase está estampada no

Nas audiências da quarta- feira, agora com presença de fiéis, o Papa Francisco continua falando sobre a oração. Hoje uma frase está estampada no site do Vaticano: “o perigo é ter um coração cinzento, quando o estar pra baixo chega ao coração e o adoece. Existem pessoas que vivem com o coração cinzento. Isso é terrível”. Para evitar o ‘acinzentamento’ do coração, o Papa sugere a oração. Francisco abordou ainda a questão das distrações e dificuldade de se concentrar: “Você começa a rezar e a mente gira, gira o mundo inteiro. A oração convive frequentemente com a distração. De fato, a mente humana tem dificuldade de se concentrar por muito tempo num único pensamento. Todos nós experimentamos este turbilhão contínuo de imagens e ilusões em movimento perpétuo, que nos acompanha até durante o sono. E todos sabemos que não é bom dar seguimento a esta inclinação fragmentada. A luta para alcançar e manter a concentração não se limita à oração. Se não se atinge um grau de concentração suficiente, não se pode estudar com proveito, nem se pode trabalhar bem.

“As distrações não são culpáveis, mas devem ser combatidas. No patrimônio da nossa fé há uma virtude que é frequentemente esquecida, mas que está muito presente no Evangelho. Chama-se “vigilância”. Jesus chama frequentemente os discípulos ao dever de uma vida sóbria, guiada pelo pensamento de que mais cedo ou mais tarde ele voltará, como um noivo volta das bodas ou um senhor da viagem. A distração é a imaginação que gira, gira, gira. Santa Teresa chama essa imaginação que gira, gira na oração de “a louca da casa”. É como uma louca que te faz girar, girar. Temos que pará-la e engaiolá-la com atenção”. Assista o vídeo da audiência clicando aqui.

O edital para o Fundo Nacional da Solidariedade 2021 é lançado hoje pela CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Os projetos e ações
O edital para o Fundo Nacional da Solidariedade 2021 é lançado hoje pela CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Os projetos e ações que se inscreverem serão analisados e aprovados pelo Conselho Gestor, composto por três representantes da CNBB, três representantes do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (CONIC) e sob a presidência do Secretário-Geral da CNBB.

As propostas podem ser enviadas de 19 de maio a 31 de outubro de 2021e é necessário fazer o cadastro no site do Fundo Nacional https://fns.cnbb.org.br/fundo/informativo/index. Para cadastrar é necessário enviar também o projeto detalhado e a documentação: CNPJ, conta corrente jurídica e carta de recomendação. Veja o edital na íntegra clicando aqui: (AQUI)

Para inscrever os projetos e ações precisam atender a alguns critérios. Veja quais os critérios no texto divulgado no site da CNBB:

Neste ano, considerando-se a pandemia causada pelo novo coronavírus e as sequelas econômicas, os três eixos determinantes para o atendimento dos projetos ligam-se diretamente a questões emergenciais ligadas à segurança alimentar, geração de renda e à prevenção da pandemia, não sendo, portanto, atendidos projetos que não se enquadrem em um dos três:

1º eixo: auxílio a situações de insegurança alimentar: oferta de alimentos in natura e prontos a consumir, equipar cozinhas comunitárias e similares, apoios a hortas comunitárias, apoio à agricultura familiar, produção de material orgânico e aproveitamento de alimentação;

2º eixo: insumos para cuidados sanitários ligados à pandemia: aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs), equipamentos para usinas de produção de oxigênio, equipamentos para instituições de saúde e acolhimento a idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade, centros de escuta e grupos de apoio psicológico a vítimas da pandemia, bem como apoio a situações de calamidades provocadas por incidentes climáticos como enchentes e ciclones, entre outros;

3º eixo: captação para a geração de renda: projetos voltados à inclusão produtiva e educacional, cooperativas de reciclagem, associações comunitárias para produção de artesanato, aquisição de utensílios e ferramentas para qualificação profissional e inclusão digital.

Princípios orientadores

Conforme o edital de 2021, podem enviar projetos para o FNS somente entidades sem fins lucrativos, tais como dioceses, paróquias, comunidades e outras organizações sociais que tenham finalidade essencialmente humanitária e social, com atenção para a proteção da vida, em especial das pessoas mais vulnerabilizadas. As entidades deverão estar com situação fiscal regular e plenamente adequadas ao ordenamento legislativo brasileiro.

Ainda segundo o edital, os projetos deverão apresentar caráter inovador e potencial multiplicador. Executar as ações no ano de 2021 ou, ao menos, iniciá-las, necessariamente, terminando em 31 de julho de 2022. Para participar do certame, é necessário o projeto contar com uma recomendação do bispo diocesano, pastor sinodal, presbitério, paróquia, ou igreja local que seja vinculada com a Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE 2021), entre outras recomendações.

 

 

O enviado especial do presidente dos Estados Unidos à Europa para encontrar os líderes europeus sobre o clima, John Forbes Kerry, também foi recebido

O enviado especial do presidente dos Estados Unidos à Europa para encontrar os líderes europeus sobre o clima, John Forbes Kerry, também foi recebido pelo Papa Francisco em audiência no sábado, 15 de maio 2021. Após a audiência Kerry  afirmou que “o Papa é uma das grandes vozes da razão e uma autoridade moral convincente na questão da crise climática”.

O site do Vaticano (Vatican News) entrevistou Kerry sobre a importância de encontrar com o Papa para falar sobre crise climática. Leia a entrevista abaixo ou acesse https://r.spclists.va/r.html?uid=D.P2.DOl.QIS.yqy.A.xof5BgtsH3OHblYoYQK76iui37GQNR0bTQSj2fBNBxONKKDBGdih3vvm37GC5VtA2zAmheHjUuNQ4ImumKUgPg

O senhor está aqui para falar com os líderes europeus sobre a crise climática. Por que foi importante incluir uma visita ao Papa nesta viagem à Europa?

O Papa é uma das grandes vozes da razão e uma convincente autoridade moral no tema da crise climática. Ele foi um precursor, antecipando os tempos. A sua Encíclica Laudato si ‘é, de fato, um documento muito, muito poderoso, eloquente e muito persuasivo do ponto de vista moral. E penso que a sua será uma voz muito importante que nos acompanhará até a Conferência de Glasgow, da qual creio que ele pretenda participar. Precisamos de todos nesta batalha. Todos os líderes do mundo devem se unir e cada país deve fazer sua parte. E acho que o Santo Padre fala com uma autoridade moral que é única.

 

O Papa Francisco falou da importância de levar todos à mesa do diálogo, para chegar a um consenso sobre ações concretas. Há interesses muito diferentes em jogo: há países economicamente muito poderosos – como os Estados Unidos – mas também países em desenvolvimento que de uma forma ou outra têm interesse no assunto. Em termos práticos, como se faz para levar em frente o diálogo? E o que os Estados Unidos estão dispostos a fazer em termos de oferta, mas também de pedidos aos outros países.

Você tem razão. Existem diferenças entre os países, entre o que eles podem fazer e o que estão fazendo hoje. E essas diferenças foram acolhidas no Acordo de Paris no conceito de ‘responsabilidade comum, mas diferenciada’. Todos temos uma responsabilidade comum, esta é a chave. Nenhum país está isento da necessidade de tomar medidas para enfrentar a crise. Por outro lado, não esperamos que uma economia muito pequena, um país muito pequeno que emite pequenas quantidades de gases de efeito estufa, faça o mesmo que nós. Nós sabemos, somos o segundo país em emissões de gases de efeito estufa no mundo. A China é o primeiro; depois dos Estados Unidos, há a Índia e, em seguida, a Rússia e outros países. Mas a linha a seguir é esta: nenhum país pode resolver esse problema sozinho. Todos devemos dar passos em frente. Portanto, os EUA precisam aplicar sua quota justa de financiamento e fazer o possível para contribuir para a redução das emissões, e estamos fazendo isso! O presidente Biden fixou uma meta de reduzir nossas emissões na próxima década em 50-52%. Mas temos necessidade que outros grandes países emissores façam sua parte, realizando reduções. Não se pode continuar a usar uma central de carvão e realmente fazer parte da solução de que precisamos. Partilhamos todos o mesmo dever. Nenhum país pode levar a cabo este trabalho sozinho. Se amanhã os Estados Unidos tivessem emissões zero, ainda estaríamos em crise. Representamos apenas 11% de todas as emissões do mundo. Portanto, 89% referem-se a outros países. 20 países são responsáveis ​​por cerca de 73-75% das emissões. Portanto, esses 20 países, que são os mais desenvolvidos do mundo, têm uma responsabilidade particular. Mas todos têm a responsabilidade de ser parte da solução. E eu acho que Sua Santidade, o Papa Francisco, fala com uma autoridade única, uma autoridade moral irresistível. Esperamos que isso ajude as pessoas a chegar ao objetivo.

 

É uma meta realmente alcançável?

Podemos alcançá-la. Essa é a coisa importante. As pessoas devem saber que isso é viável. E, ao fazer isso, podemos criar milhões de empregos. Podemos ter um ar mais limpo. Podemos ter uma saúde melhor. Podemos ter menos casos de câncer. Podemos ter menos problemas relacionados ao ar poluído, em que as pessoas se sentem sufocadas e as crianças vão para o hospital no verão devido à asma provocada pelo ambiente. E podemos estar mais seguros porque podemos depender de energia renovável, energia alternativa, energia sustentável. E na criação dessas energias alternativas, há uma enorme riqueza a ser criada. Devemos fazer isso todos juntos.

 

De que forma os Estados Unidos – uma superpotência econômica e política – e a Santa Sé – um Estado muito pequeno, mas com autoridade moral e espiritual – podem colaborar na luta por uma economia global positiva e na luta contra as mudanças climáticas?

O Santo Padre é uma das vozes mais poderosas do planeta, senão a mais poderosa. O seu apelo às pessoas para darem um passo à frente, a serem razoáveis ​​e a viverem nossa responsabilidade como seres humanos no cuidado da criação de Deus, foi extraordinariamente eloquente. E todos nós devemos ser responsáveis ​​pelo cuidado da criação: esta é a sua mensagem. Mas porque ele está acima da política e fora dos conflitos nacionais, acho que ele pode sacudir um pouco as pessoas e levá-las para a mesa de diálogo com um melhor senso de nosso dever comum. Sim, o Vaticano é uma pequena entidade, mas o “rebanho” é enorme em uma base global e Sua Santidade o Papa Francisco tem a capacidade de galvanizar a ação dos países. Tem a capacidade de motivar os cidadãos de muitos países a pedirem a seus governos que prestem contas e façam o que for necessário para preservar o planeta. Penso que o mundo tem um respeito especial pelo Papa Francisco e não há dúvida de que ele é um líder significativo. Esperamos que continue a nos guiar ainda mais em direção ao alcance da meta. Hoje chegamos ao dia do acerto de contas em relação àquelas que são as consequências de nossa maneira de crescer. E creio que o Santo Padre fala com particular autoridade ao nosso senso de dever e à necessidade de dar um passo em frente todos juntos, não obstante as divisões do mundo. Sua voz é mais importante do que nunca.

Foto: ANSA Brasil, publicada em https://ansabrasil.com.br/brasil/noticias/vaticano/noticias/2021/05/15/papa-e-kerry-debatem-crise-climatica-e-sustentabilidade_01db4217-2302-4871-9927-c5b3cf6e9c60.html

Na primeira audiência com presença de fiéis, o Papa Francisco que vem falando sobre a oração, antes de entrar no tema disse “Estou feliz
Na primeira audiência com presença de fiéis, o Papa Francisco que vem falando sobre a oração, antes de entrar no tema disse “Estou feliz em retomar estes encontros face a face, pois lhes digo uma coisa: não é bom falar diante do nada, diante de uma câmera. Encontrar as pessoas, encontrar vocês, cada um com sua história, ver cada um de vocês, para mim é uma alegria. Obrigado por sua presença e por sua visita. Levem a mensagem do Papa a todos. A mensagem do Papa é que rezo por todos, e peço que rezem por mim unidos em oração”.
Depois o Papa falou sobre o combate da oração. Leia mais em https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2021-05/papa-francisco-audiencia-geral-combate-oracao-crista.html

 

Publicado nesta terça-feira (11) o Papa Francisco publicou a carta Apóstólica sob forma de Motu proprio “Antiquum ministerium” com o qual institui o ministério

Publicado nesta terça-feira (11) o Papa Francisco publicou a carta Apóstólica sob forma de Motu proprio “Antiquum ministerium” com o qual institui o ministério de catequista: uma necessidade urgente para a evangelização no mundo contemporâneo, a ser realizada sob forma secular, sem cair na clericalização. Através dela o Papa cria o ministério laical de catequista e estabelece algumas diretrizes para o exercício do mesmo.

Leia a carta Apostólica na íntegra