Notícias da Igreja

A 58ª Assembleia Geral do Bispos do Brasil acontece de 12 a 16 de abril de forma virtual. A Assembleia Geral dos Bispos é

A 58ª Assembleia Geral do Bispos do Brasil acontece de 12 a 16 de abril de forma virtual. A Assembleia Geral dos Bispos é um momento anual especial quando a Igreja Católica no Brasil se une através de seus representes, os arcebispos e bispo, para avaliar a caminhada da Igreja e traçar diretrizes que orientem a ação evangelizadora da Igreja.
Nesta Assembleia está proposta a análise da criação de um novo regional, o Regional Leste 3 que será composto pela Arquidiocese de Vitória e as Dioceses de Cachoeiro de Itapemirim, São Mateus e Colatina.
Entre os motivos para a criação do regional está sendo levado em conta a distância entre Espírito Santo e a sede do Regional Leste 2, que é Belo Horizonte a “o modo peculiar de ser Igreja no Espírito Santo”, conforme diz o documento que será analisado na Assembleia. Veja o documento em anexo e aguardemos a decisão dos bispos.
CNBB_ Revista Leste 3 (1)

O Mutirão de Comunicação 2021 é o maior encontro de comunicação eclesial do país. Devido às restrições impostas pela pandemia e as orientações das autoridades sanitárias,

Mutirão de Comunicação 2021 é o maior encontro de comunicação eclesial do país. Devido às restrições impostas pela pandemia e as orientações das autoridades sanitárias, visando a segurança dos comunicadores, ele será 100% on-line e gratuitoAs inscrições para o novo formato estão abertas.

Comunicadores das mais diversas esferas – jornalistas, publicitários, relações públicas, agentes de pastoral, professores e estudantes, pesquisadores, profissionais de comunicação – poderão participar gratuitamente de grandes conferências e aprofundamentos do tema central.

Os eventos específicos previstos para acontecer juntamente com o Mutirão – 7º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação, 2º Congresso da Signis Brasil, 3º Congresso de Rádios Católicas e 10º Encontro de Jornalistas das Assessorias de Comunicação na Igreja – se darão posteriormente, organizados pelos próprios grupos.

Padre Tiago Sibula, coordenador geral do evento e assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação  da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ressalta que, “mesmo diante de tantos desafios a serem superados, desejamos que o Mutirão seja uma oportunidade de reflexão e formação para todos os comunicadores católicos”.

Programação

A programação terá início na sexta-feira, dia 23 de julho, às 16h45, com previsão de encerramento às 21h. No sábado, dia 24, o Mutirão se estende de 8h30 às 18h. Além das palestras, estão previstos momentos de espiritualidade, lançamentos de livros, tecnologias de comunicação e apresentações culturais. Durante todo o evento haverá interação com os participantes.

Inscrições efetuadas e reembolsos
Os comunicadores que já haviam realizado sua inscrição, permanecerão inscritos e serão reembolsados integralmente. As devoluções serão realizadas mediante depósito bancário e/ou estorno no cartão de crédito. Para solicitar o seu reembolso, basta acessar aqui o formulário. Dúvidas e esclarecimentos, poderão ser atendidas pelo e-mail [email protected] ou pelo whatsapp (41) 9568-8286.

 

Com informações do site da CNBB. 

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, representada pelo Conselho Permanente da instituição, comunica que por unanimidade os bispos se comprometem a incluir

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, representada pelo Conselho Permanente da instituição, comunica que por unanimidade os bispos se comprometem a incluir na oração universal da Sexta-feira Santa, 2 de abril de 2021, uma oração específica pelas vítimas da covid-19.

O arcebispo de Vitória, dom Dario Campos, recomenda a todos os padres da Arquidiocese que incluam nas celebrações uma oração nessa intenção.

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nesta terça-feira, 9 de fevereiro, uma nota na qual esclarece pontos referentes à

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nesta terça-feira, 9 de fevereiro, uma nota na qual esclarece pontos referentes à realização da Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano, cujo tema é: “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema: “Cristo é a nossa paz. Do que era dividido fez uma unidade”, (Ef 2,14a).

O documento reafirma a Campanha da Fraternidade como uma marca e, ao mesmo tempo, uma riqueza da Igreja no Brasil que deve ser cuidada e melhorada sempre mais por meio do diálogo. Iluminado pela Encíclica Ut Unum Sint, de 1999, do Papa São João Paulo II, o texto aponta também ser necessário cuidar da causa ecumênica.

Sobre o texto-base da CFE deste ano, os bispos afirmam que a publicação seguiu a estrutura de pensamento e trabalho do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), conselho responsável pela preparação e coordenação da campanha da fraternidade em seu formato ecumênico. “Não se trata, portanto, de um texto ao estilo do que ocorreria caso fosse preparado apenas pela comissão da CNBB”, aponta a Nota.

No documento, a presidência da CNBB reafirma que a Igreja Católica tem sua doutrina estabelecida a respeito das questões de gênero e se mantém fiel a ela. “A doutrina católica sobre as questões de gênero afirma que ‘gênero é a dimensão transcendente da sexualidade humana, compatível com todos os níveis da pessoa humana, entre os quais o corpo, a mente, o espírito, a alma. O gênero é, portanto, maleável sujeito a influências internas e externas à pessoa humana, mas deve obedecer a ordem natural já predisposta pelo corpo” (Pontifício Conselho para a Família, Lexicon – Termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas., pág. 673).

A nota informa que os recursos do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) seguem rigorosa orientação, obedecendo não apenas a legislação civil vigente para o assunto, mas também a preocupação quanto à identidade dos projetos atendidos. “Os recursos só serão aplicados em situações que não agridam os princípios defendidos pela Igreja Católica”, reforça a nota.

A presidência da CNBB afirma, no parágrafo final, que apesar de nem sempre ser fácil cuidar das dificuldades levantadas pela realização de uma Campanha da Fraternidade e da caminhada ecumênica e de muitos outros aspectos da ação evangelizadora da Igreja, nem por isso se deve desanimar e romper a comunhão, o que segundo os bispos é uma das maiores marcas dos cristãos. “Não desanimemos. Não desistamos. Unamo-nos”, exorta a presidência da CNBB.

Conheça, na íntegra o documento, em anexo na versão em PDF.

Fonte: CNBB

 

O Papa Francisco promulgou um decreto da Congregação para o Culto Divino com o qual instituiu a celebração dos santos irmãos Marta, Maria e

O Papa Francisco promulgou um decreto da Congregação para o Culto Divino com o qual instituiu a celebração dos santos irmãos Marta, Maria e Lázaro no Calendário Romano Geral da Igreja.

 

Todos os anos no dia 29 de julho a Igreja Católica Universal celebrará a memória dos três irmãos de Betânia, no mesmo dia.

 

O decreto, recorda que “na casa de Betânia o Senhor Jesus experimentou o espírito de família e a amizade de Marta, de Maria e de Lázaro. Por isso, o Evangelho de São João afirma que Ele os amava”.

 

“Marta ofereceu-Lhe generosamente hospitalidade, Maria ouviu atentamente as suas palavras e Lázaro saiu de imediato do sepulcro a convite d’Aquele que aniquilou a morte”, descreve o texto.

Arquidiocese de Vitória seguirá a mesma orientação mantendo a “bênção da garganta” mas respeitando nos protocolos sanitários.

O mês de janeiro chegou ao fim e começando o mês de fevereiro – que tem a celebração da Memória Litúrgica de São Brás na próxima quarta-feira (03) – a Arquidiocese de Vitória informa que vai seguir as orientações da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) sobre a benção da saúde em memória do santo que é invocado contra os males da garganta.

Tradicionalmente acontece a bênção das velas que tocam os pescoços dos fiéis, mas por conta dos cuidados sanitários em decorrência da pandemia do novo coronavírus, o gesto ocorrerá de forma diferente neste ano. As orientações são inspiradas na Nota da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, de 12 de janeiro de 2021, a respeito da Quarta-feira de Cinzas.

A “bênção da garganta”, como é conhecida, deverá ser mantida, mas sob certos cuidados, destaca a Comissão para a Liturgia da CNBB. No documento, há as orientações de cuidados sanitários e o texto da oração de Bênção das Velas. Assim, a “bênção da garganta” será realizada da seguinte forma, sem tocar o pescoço das pessoas com a vela:

  • Terminada a homilia, procede-se à Bênção de duas grandes Velas, unidas por uma fita vermelha. Após a oração de Bênção (conforme texto disponível no documento abaixo) e de aspergir as velas sem nada dizer, quem preside, convida as pessoas a se ajoelharem (respeitando aquelas que não puderem realizar esse gesto).
  • Pode-se cantar o refrão: Eu vim para que todos tenham vida, que todos tenham vida plenamente.
  • Em seguida, quem preside ergue as velas em forma de cruz (ou cruzadas), unidas por uma fita vermelha, em direção à Assembleia, e diz uma única vez a oração: “Pela intercessão de São Brás, Bispo e Mártir, Deus vos livre dos males da garganta e de qualquer outra doença. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. E a Assembleia responde: “Amém.”
  • Este ano, portanto, não será realizado o gesto de tocar o pescoço das pessoas com as velas para a bênção.

O documento com orientações é assinado pelo bispo de Paranaguá (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB, dom Edmar Peron. Confira abaixo:

FONTE: CNBB

“indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel bem disposto obtém

O ano de 2021 foi dedicado a São José pelo Papa Francisco no dia 08 de dezembro de 2020. Nesse período os católicos terão a oportunidade de obter uma indulgência plenária especial de diversas formas.

 

O Catecismo da Igreja Católica n. 1471 afirma que  “indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel bem disposto obtém em certas condições determinadas, pela intervenção da Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações de Cristo e dos santos”.

 

As indulgências estão estreitamente ligadas a doutrina e a prática dos sacramentos da penitência. Através dela, a Igreja incita a obras de piedade, de penitência e de caridade. Nesse ano de 2021 em especial, os católicos poderão obter a indulgência.

 

Por ocasião do Ano de São José, os fiéis têm a possibilidade de obter a indulgência plenária realizando ao menos uma das seguintes obras:

 

1) Participar de um retiro espiritual de pelo menos um dia que inclua uma meditação sobre São José.

 

2) Pedir em oração a intercessão de São José para que os desempregados possam encontrar um emprego digno.

 

3) Rezar as Ladainhas de São José a favor dos cristãos perseguidos. Os católicos bizantinos têm a opção de rezar um Akathistos para São José.

 

4) Confiar o trabalho e as atividades diárias à proteção de São José Operário.

 

5) Seguir o exemplo de São José e realizar uma obra de misericórdia corporal como alimentar os famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, hospedar o peregrino, visitar os presos e os enfermos e enterrar os mortos.

 

6) Realizar uma das obras espirituais de misericórdia, como confortar os tristes, dar bons conselhos a quem precisa, ensinar a quem não sabe, corrigir quem se engana, sofrer pacientemente os defeitos dos outros, perdoar quem nos ofende e rezar pelos vivos e pelos mortos.

 

7) Rezar o Terço com a sua família para que “todas as famílias cristãs se sintam encorajadas a recriar a mesma atmosfera de comunhão íntima, de amor e oração que se vivia na Sagrada Família”.

 

8) Os casais de namorados também podem receber uma indulgência rezando o Terço juntos.

 

9) Meditar por pelo menos 30 minutos a oração do Pai-Nosso, porque São José “nos convida a redescobrir nossa relação filial com o Pai, a renovar a fidelidade à oração, a ouvir e corresponder com profundo discernimento à vontade de Deus”.

 

10) Fazer uma oração aprovada a São José no Domingo de São José, que é o domingo depois do Natal na tradição católica bizantina.

 

11) Celebrar a festa de São José em 19 de março, realizando um ato de piedade em honra a São José.

 

12) Fazer uma oração aprovada a São José no dia 19 de qualquer mês.

 

13) Honrar São José realizando um ato de piedade ou fazendo uma oração aprovada em qualquer quarta-feira, dia tradicionalmente dedicado a São José.

 

14) Rezar a São José na festa da Sagrada Família celebrada em 27 de dezembro.

 

15) Celebrar a festa de São José Operário no dia 1º de maio, realizando um ato de piedade ou oferecendo sua oração.

 

Condições habituais obrigatórias

 

Além de realizar uma das obras enriquecidas de indulgência, o fiel deve, cumprir as condições habituais para se obter qualquer indulgência plenária:

 

  1. Confessar-se, porque, para receber a indulgência plenária, é necessário estar em graça e desapegado de todo pecado;
  2. Receber a Sagrada Comunhão;
  3. Rezar pelo Santo Padre e pelas suas intenções de oração.

 

Oração de São José

 

” São José, meu predileto,

Vinde a minha casa que eu Vos espero.

Vinde e vede, o que falta vós sabeis.

Vinde e vede, o que falta vós trazeis.

E se há algo de errado em minha casa, vinde e levai embora.”

 

“A vós, São José, recorremos em nossa tribulação e, depois de ter implorado o auxílio de Vossa Santíssima Esposa, cheios de confiança solicitamos o vosso patrocínio. Por esse laço sagrado de caridade, que os uniu à Virgem Imaculada, Mãe de Deus, pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente vos suplicamos que lanceis um olhar benigno para a herança que Jesus conquistou com seu sangue, e nos socorrais em nossas necessidades com o vosso auxílio e poder”.

 

 

 

O Vaticano divulgou neste sábado, 23 de janeiro, véspera da memória de São Francisco de Sales, patrono dos jornalistas, a mensagem do Papa Francisco

O Vaticano divulgou neste sábado, 23 de janeiro, véspera da memória de São Francisco de Sales, patrono dos jornalistas, a mensagem do Papa Francisco para o 55º Dia Mundial das Comunicações Sociais. No texto, o Santo Padre fala de temas da atualidade, como as vacinas contra a covid 19, convoca os comunicadores a irem e ver os fatos para contar a verdade da vida. No texto, o Pontífice também falou do risco das informações não verificadas e manipuladas que circulam facilmente nas redes sociais. Frente ao fenômeno, Francisco afirma ser importante “uma tal consciência crítica seja quando se difundem seja quando se recebem conteúdos”.

Um trecho da mensagem diz que a “a crise editorial corre o risco de levar a uma informação construída nas redações, diante do computador, nos terminais das agências, nas redes sociais, sem nunca sair à rua, sem ‘gastar a sola dos sapatos’, sem encontrar pessoas para procurar histórias ou verificar com os próprios olhos determinadas situações”.

Em outro trecho, o Papa agradece os jornalistas e fala sobre a importância de seu trabalho: “Temos que agradecer à coragem e determinação de tantos profissionais (jornalistas, operadores de câmeras, editores, cineastas que trabalham muitas vezes sob grandes riscos), se hoje conhecemos, por exemplo, a difícil condição das minorias perseguidas em várias partes do mundo, se muitos abusos e injustiças contra os pobres e contra a criação foram denunciados, se muitas guerras esquecidas foram noticiadas. Seria uma perda não só para a informação, mas também para toda a sociedade e para a democracia, se faltassem estas vozes: um empobrecimento para a nossa humanidade”, escreveu.

O 55º Dia Mundial das Comunicações será celebrado em 16 de maio. Conheça a mensagem na íntegra:

“Vem e verás” (Jo 1, 46). Comunicar encontrando as pessoas onde estão e como são

Queridos irmãos e irmãs!

O convite a “ir e ver”, que acompanha os primeiros e comovedores encontros de Jesus com os discípulos, é também o método de toda a comunicação humana autêntica. Para poder contar a verdade da vida que se faz história (cf. Mensagem para o 54º Dia Mundial das Comunicações Sociais, 24 de janeiro de 2020), é necessário sair da presunção cômoda do “já sabido” e mover-se, ir ver, estar com as pessoas, ouvi-las, recolher as sugestões da realidade, que nunca deixará de nos surpreender em algum dos seus aspetos. “Abre, maravilhado, os olhos ao que vires e deixa as tuas mãos cumular-se do vigor da seiva, de tal modo que os outros possam, ao ler-te, tocar com as mãos o milagre palpitante da vida”: aconselhava o Beato Manuel Lozano Garrido[1] aos seus colegas jornalistas. Por isso, este ano, desejo dedicar a Mensagem à chamada a “ir e ver”, como sugestão para toda a expressão comunicativa que queira ser transparente e honesta: tanto na redação dum jornal como no mundo da web, tanto na pregação comum da Igreja como na comunicação política ou social. “Vem e verás” foi o modo como a fé cristã se comunicou a partir dos primeiros encontros nas margens do rio Jordão e do lago da Galileia.

Gastar as solas dos sapatos

 

Pensemos no grande tema da informação. Há já algum tempo que vozes atentas se queixam do risco dum nivelamento em “jornais fotocópia” ou em noticiários de televisão, rádio e websites que são substancialmente iguais, onde os géneros da entrevista e da reportagem perdem espaço e qualidade em troca duma informação pré-fabricada, “de palácio”, autorreferencial, que cada vez menos consegue interceptar a verdade das coisas e a vida concreta das pessoas, e já não é capaz de individuar os fenômenos sociais mais graves nem as energias positivas que se libertam da base da sociedade.

A crise editorial corre o risco de levar a uma informação construída nas redações, diante do computador, nos terminais das agências, nas redes sociais, sem nunca sair à rua, sem “gastar a sola dos sapatos”, sem encontrar pessoas para procurar histórias ou verificar com os próprios olhos determinadas situações. Mas, se não nos abrimos ao encontro, permanecemos espectadores externos, apesar das inovações tecnológicas com a capacidade que têm de nos apresentar uma realidade engrandecida onde nos parece estar imersos. Todo o instrumento só é útil e válido, se nos impele a ir e ver coisas que de contrário não chegaríamos a saber, se coloca em rede conhecimentos que de contrário não circulariam, se consente encontro que de contrário não teriam lugar.

Aqueles detalhes de crônica no Evangelho

 

Aos primeiros discípulos que querem conhecer Jesus, depois do seu Batismo no rio Jordão, Ele responde: “Vinde e vereis” (Jo 1, 39), convidando-os a permanecer em relação com Ele. Passado mais de meio século, quando João, já muito idoso, escreve o seu Evangelho, recorda alguns detalhes “de crônica” que revelam a sua presença no local e o impacto que teve na sua vida aquela experiência: “era cerca da hora décima”, observa ele! Isto é, as quatro horas da tarde (cf. 1, 39). No dia seguinte (narra ainda João), Filipe informa Natanael do encontro com o Messias. O seu amigo, porém, mostra-se cético: “De Nazaré pode vir alguma coisa boa?” Filipe não procura convencê-lo com raciocínios, mas diz-lhe: “vem e verás” (cf. 1, 45-46).

Natanael vai e vê, e a partir daquele momento a sua vida muda. A fé cristã começa assim; e comunica-se assim: com um conhecimento direto, nascido da experiência, e não por ouvir dizer. “Já não é pelas tuas palavras que acreditamos; nós próprios ouvimos…”: dizem as pessoas à Samaritana, depois de Jesus Se ter demorado na sua aldeia (cf. Jo 4, 39-42). O método “vem e verás” é o mais simples para se conhecer uma realidade; é a verificação mais honesta de qualquer anúncio, porque, para conhecer, é preciso encontrar, permitir à pessoa que tenho à minha frente que me fale, deixar que o seu testemunho chegue até mim.

Agradecimento pela coragem de muitos jornalistas

 

O próprio jornalismo, como exposição da realidade, requer a capacidade de ir aonde mais ninguém vai: mover-se com desejo de ver. Uma curiosidade, uma abertura, uma paixão. Temos que agradecer à coragem e determinação de tantos profissionais (jornalistas, operadores de câmeras, editores, cineastas que trabalham muitas vezes sob grandes riscos), se hoje conhecemos, por exemplo, a difícil condição das minorias perseguidas em várias partes do mundo, se muitos abusos e injustiças contra os pobres e contra a criação foram denunciados, se muitas guerras esquecidas foram noticiadas. Seria uma perda não só para a informação, mas também para toda a sociedade e para a democracia, se faltassem estas vozes: um empobrecimento para a nossa humanidade.

Numerosas realidades do planeta – e mais ainda neste tempo de pandemia – dirigem ao mundo da comunicação um convite a “ir e ver”. Há o risco de narrar a pandemia ou qualquer outra crise só com os olhos do mundo mais rico, de manter uma “dupla contabilidade”. Por exemplo, na questão das vacinas e dos cuidados médicos em geral, pensemos no risco de exclusão que correm as pessoas mais indigentes. Quem nos contará a expetativa de cura nas aldeias mais pobres da Ásia, América Latina e África? Deste modo as diferenças sociais e econômicas a nível planetário correm o risco de marcar a ordem da distribuição das vacinas anti-Covid, com os pobres sempre em último lugar; e o direito à saúde para todos, afirmado em linha de princípio, acaba esvaziado da sua valência real. Mas, também no mundo dos mais afortunados, permanece oculto em grande parte o drama social das famílias decaídas rapidamente na pobreza: causam impressão, mas sem merecer grande espaço nas notícias, as pessoas que, vencendo a vergonha, fazem a fila à porta dos centros da Cáritas para receber uma ração de víveres.

Oportunidades e insídias na web

 

A rede, com as suas inumeráveis expressões nos social, pode multiplicar a capacidade de relato e partilha: muitos mais olhos abertos sobre o mundo, um fluxo contínuo de imagens e testemunhos. A tecnologia digital dá-nos a possibilidade duma informação em primeira mão e rápida, por vezes muito útil; pensemos nas emergências em que as primeiras notícias e mesmo as primeiras informações de serviço às populações viajam precisamente na web. É um instrumento formidável, que nos responsabiliza a todos como utentes e desfrutadores. Potencialmente, todos podemos tornar-nos testemunhas de acontecimentos que de contrário seriam negligenciados pelos meios de comunicação tradicionais, oferecer a nossa contribuição civil, fazer ressaltar mais histórias, mesmo positivas. Graças à rede, temos a possibilidade de contar o que vemos, o que acontece diante dos nossos olhos, de partilhar testemunhos.

Entretanto foram-se tornando evidentes, para todos, os riscos duma comunicação social não verificável. Há tempo que nos demos conta de como as notícias e até as imagens sejam facilmente manipuláveis, por infinitos motivos, às vezes por um banal narcisismo. Uma tal consciência crítica impele-nos, não a demonizar o instrumento, mas a uma maior capacidade de discernimento e a um sentido de responsabilidade mais maduro, seja quando se difundem seja quando se recebem conteúdos. Todos somos responsáveis pela comunicação que fazemos, pelas informações que damos, pelo controlo que podemos conjuntamente exercer sobre as notícias falsas, desmascarando-as. Todos estamos chamados a ser testemunhas da verdade: a ir, ver e partilhar.

Nada substitui o ver pessoalmente

 

Na comunicação, nada pode jamais substituir, de todo, o ver pessoalmente. Algumas coisas só se podem aprender, experimentando-as. Na verdade, não se comunica só com as palavras, mas também com os olhos, o tom da voz, os gestos. O intenso fascínio de Jesus sobre quem O encontrava dependia da verdade da sua pregação, mas a eficácia daquilo que dizia era inseparável do seu olhar, das suas atitudes e até dos seus silêncios. Os discípulos não só ouviam as suas palavras, mas viam-No falar. Com efeito, n’Ele – Logos encarnado – a Palavra ganhou rosto, o Deus invisível deixou-Se ver, ouvir e tocar, como escreve o próprio João (cf. 1 Jo 1, 1-3). A palavra só é eficaz, se se “vê”, se te envolve numa experiência, num diálogo. Por esta razão, o “vem e verás” era e continua a ser essencial.

Pensemos na quantidade de eloquência vazia que abunda no nosso tempo, em todas as esferas da vida pública, tanto no comércio como na política. “Fala muito, diz uma infinidade de nadas. As suas razões são dois grãos de trigo perdidos em dois feixes de palha. Têm-se de procurar o dia todo para os achar, e, quando se encontram, não valem a procura”.[2] Estas palavras ríspidas do dramaturgo inglês aplicam-se também a nós, comunicadores cristãos. A boa nova do Evangelho difundiu-se pelo mundo, graças a encontros pessoa a pessoa, coração a coração: homens e mulheres que aceitaram o mesmo convite – “vem e verás” –, conquistados por um “extra” de humanidade que transparecia brilhou no olhar, na palavra e nos gestos de pessoas que testemunhavam Jesus Cristo.

Todos os instrumentos são importantes, e aquele grande comunicador que se chamava Paulo de Tarso ter-se-ia certamente servido do e-mail e das mensagens eletrônicas; mas foram a sua fé, esperança e caridade que impressionaram os contemporâneos que o ouviram pregar e tiveram a sorte de passar algum tempo com ele, de o ver durante uma assembleia ou numa conversa pessoal. Ao vê-lo agir nos lugares onde se encontrava, verificavam como era verdadeiro e frutuoso para a vida aquele anúncio da salvação de que ele era portador por graça de Deus. E mesmo onde não se podia encontrar pessoalmente este colaborador de Deus, o seu modo de viver em Cristo era testemunhado pelos discípulos que enviava (cf. 1 Cor 4, 17).

“Nas nossas mãos, temos os livros; nos nossos olhos, os acontecimentos”: afirmava Santo Agostinho,[3] exortando-nos a verificar na realidade o cumprimento das profecias que se encontram na Sagrada Escritura. Assim, o Evangelho volta a acontecer hoje, sempre que recebemos o testemunho transparente de pessoas cuja vida foi mudada pelo encontro com Jesus. Há mais de dois mil anos que uma corrente de encontros comunica o fascínio da aventura cristã. Por isso, o desafio que nos espera é o de comunicar, encontrando as pessoas onde estão e como são.

Senhor, ensinai-nos a sair de nós mesmos,

e partir à procura da verdade.

Ensinai-nos a ir e ver,

ensinai-nos a ouvir,

a não cultivar preconceitos,

a não tirar conclusões precipitadas.

Ensinai-nos a ir aonde não vai ninguém,

a reservar tempo para compreender,

a prestar atenção ao essencial,

a não nos distrairmos com o supérfluo,

a distinguir entre a aparência enganadora e a verdade.

Concedei-nos a graça de reconhecer as vossas moradas no mundo

e a honestidade de contar o que vimos.

Roma, em São João de Latrão,
véspera da memória de São Francisco de Sales,
23 de janeiro de 2021.
FRANCISCUS

_______________________

[1] Jornalista espanhol, nascido em 1920, falecido em 1971 e beatificado em 2010.

[2] W. Shakespeare, O mercador de

Veneza, Ato I, Cena I.

[3] Sermão 360/B, 20.

 

Fonte: CNBB / Vaticano News