Notícias da Igreja

Por ocasião do 99º Dia Mundial das Missões, a Agência Fides apresenta, como de costume, algumas estatísticas compiladas para oferecer um panorama da Igreja

Por ocasião do 99º Dia Mundial das Missões, a Agência Fides apresenta, como de costume, algumas estatísticas compiladas para oferecer um panorama da Igreja missionária no mundo.

Todos os dados deste dossiê, e a posterior elaboração das tabelas, foram retirados do último “Anuário Estatístico da Igreja” publicado este ano e referem-se aos membros da Igreja, às suas estruturas pastorais, às atividades nos campos da saúde, assistência e educação. Os dados contidos no volume relativos à população mundial total e ao número de batizados católicos estão atualizados em 30 de junho de 2023. Os restantes dados estão atualizados em 31 de dezembro de 2023.

A Igreja Católica no mundo: síntese dos dados
Em 30 de junho de 2023, a população mundial era de 7,9 bilhões de pessoas, com um aumento de 75,6 milhões em relação ao ano anterior. A tendência positiva se confirma em todos os continentes, incluindo a Europa.

Também a 30 de junho de 2023, o número de católicos era de 1,4 bilhão de pessoas, com um aumento total de 15.881.000 (quinze milhões, oitocentos e oitenta e um mil) de católicos em relação ao ano anterior. Também neste caso, o aumento de católicos ocorre nos cinco continentes, incluindo a Europa, onde se inverte a tendência de queda observada na medição anterior, na qual foi registrada uma diminuição em 2022 em relação a 2021.

Tal como nos anos anteriores, o aumento é maior na África (+8,3 milhões) e na América (+5,6 milhões). Seguem-se a Ásia (+954 mil), a Europa (+740 mil) e a Oceania (+210 mil).

A percentagem de católicos na população mundial aumentou ligeiramente (+0,1) em relação ao ano anterior, e equivale a 17,8%.  No que diz respeito aos diferentes continentes, as variações deste dado em relação ao relatório anterior são mínimas.

O número de Bispos em todo o mundo aumentou para 5.430. Aumentam os bispos diocesanos (+84) e diminuem os bispos religiosos (-7). Os bispos diocesanos são 4.258, enquanto os religiosos são 1.172.

O número total de sacerdotes no mundo continua a diminuir, situando-se em 406.996 (-734 no último ano). Mais uma vez, é a Europa (-2.486) que apresenta um declínio consistente, seguida da América (-800) e da Oceania (-44). Tal como no ano passado, registam-se aumentos significativos na África (+1.451) e na Ásia (+1.145). O número de sacerdotes diocesanos no mundo diminuiu globalmente em 429, situando-se em 278.742. Diferentemente do ano passado, regista-se um declínio nos sacerdotes religiosos, que são atualmente 128.254 (-305).

De acordo com o último anuário, o número de diáconos permanentes no mundo continua a aumentar (+1.234), atingindo 51.433. O aumento é registado na América (+1.257) e na Oceania (+57). Registam-se ligeiras quedas na Ásia (-1), África (-3) e Europa (-27).

Os religiosos não sacerdotes diminuíram (-666) em relação ao ano anterior, totalizando 48.748. As diminuições são registadas na Europa (-308), América (-293), Ásia (-126) e Oceania (-46), enquanto aumentam apenas na África (+107).

Nas estatísticas deste ano, também se confirma a tendência de diminuição global das religiosas em curso há algum tempo: são 589.423 (-9.805). Os aumentos são registados novamente na África (+1.804) e na Ásia (+46), e as diminuições na Europa (-7.338), América (-4.066) e Oceania (-251).

O número de seminaristas maiores, tanto diocesanos como religiosos, também diminuiu na última contagem anual: em todo o mundo são 106.495 (eram 108.481 no ano anterior). Os aumentos são apenas na África (+383), enquanto diminuem na América (-362), Ásia (-1.331), Europa (-661) e também na Oceania (-15).

O número de seminaristas menores, diocesanos e religiosos, também diminuiu, situando-se em 95.021 (-140). Em detalhe, inverte-se a tendência na África, passando do aumento registado no inquérito anual anterior (+1.065) para a diminuição registada no último inquérito (-90); também se registam descidas na Europa (-169) e na Oceania (-31), mas um forte aumento na Ásia (+123) e um ligeiro aumento na América (+27).

No campo da instrução e da educação, a Igreja administra no mundo 74.550 escolas maternais frequentadas por 7.639.051 alunos; 102.455 escolas primárias com 36.199.844 alunos; 52.085 escolas secundárias com 20.724 alunos. Além disso, 2.688.615 estudantes frequentam institutos superiores e 4.468.875 institutos universitários ligados à Igreja Católica.

Os institutos de saúde, beneficência e assistência administrados no mundo pela Igreja englobam 103.951 e incluem: 5.377 hospitais e 13.895 postos de saúde; 504 leprosarias; 15.566 casas para idosos, doentes crónicos e deficientes; 10.858 creches; 10.827 consultórios matrimoniais; 3.147 centros de educação ou reeducação social e 35.184 instituições de outros tipos.

As circunscrições eclesiásticas (ou seja, Metropolitanas, Arquidioceses, Dioceses, Abadias territoriais, Vicariatos apostólicos, Prefeituras apostólicas, Missões sui iuris, Prelaturas territoriais, Administrações apostólicas e Ordinariatos militares) dependentes do Dicastério para a Evangelização, Seção para a Primeira Evangelização e as Novas Igrejas Particulares, são no total 1.130, de acordo com a última variação registada (+7). A maior parte das circunscrições eclesiásticas confiadas ao Dicastério com sede na Piazza di Spagna, em Roma, encontram-se na África (530) e na Ásia (483). Seguem-se a América (71) e a Oceania (46).

Fonte: Agência Fides

No próximo dia 04 de novembro de 18h30 às 21h, a Arquidiocese de Vitória promove um encontro de lideranças com dom Joaquim Hudson de

No próximo dia 04 de novembro de 18h30 às 21h, a Arquidiocese de Vitória promove um encontro de lideranças com dom Joaquim Hudson de Souza Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus para conversar sobre Ecologia Integral e a COP30, temas interconectados pelo grande tema que são as mudanças climáticas e a necessidade de cuidar do planeta, que o Papa Francisco chamou de Casa Comum.

Dom Hudson vai abordar o assunto sobre a Ecologia Integral no Magistério do Papa Francisco. O que a Igreja propõe e espera da COP-30 e também apresentará algumas iniciativas concretas em outras dioceses.

Dom Joaquim Hudson de Souza Ribeiro, é bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus – Diretor Geral da Faculdade Católica do Amazonas – Psicólogo, Doutor em Ciências (USP), Pós-Doutorado em Psicologia (Universidade do Porto) – Pesquisador em ciências da saúde da Universidade do Estado do Amazonas. e Membro Pesquisador da Comissão Pontifícia para a Tutela de Menores e Adultos Vulneráveis (Roma-IT).

O evento é aberto ao público.

04 de novembro de 2025

Colégio Agostiniano – Rua Thiers Velloso, 125 – Parque Moscoso – Centro, Vitória

Sobre a COP30

A COP30 é a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática e, este ano, acontece no Brasil, em Belém do Pará, entre os dias 10 e 21 de novembro. Até ao momento 162 países confirmaram presença no evento.

A COP reúne “líderes mundiais, cientistas, organizações não governamentais, representantes da sociedade civil, de governos, do setor privado, e de organizações internacionais para discutir ações para combater a mudança climática” (definição da Conferência), desde 1995 e reúne-se uma vez por ano. Diante da velocidade do Aquecimento Global, espera-se compromissos mais expressivos das nações participantes.

Desde a primeira COP outro evento é realizado paralelamente, A Cúpula dos Povos, que acontece entre os dias 11 e 16 de novembro. A Cúpula dos povos teve início em 1992 durante a Rio-92 (Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento) e passou a ser realizada sempre durante as COPs com o objetivo de incluir as diversas organizações sociais no debate sobre Aquecimento Global. A Cúpula pretende para este ano “ampliar as vozes dos povos tradicionais e promover uma mobilização autônoma e transformadora”.

No campo religioso a Cúpula dos Povos conta com participações ecumênicas, entre elas a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que publicou as informações abaixo no site cnbb.org.br

De 11 a 16 de novembro de 2025, a cidade de Belém (PA) sediará o Tapiri Ecumênico e Inter-religioso na Cúpula dos povos, um grande encontro que reunirá lideranças de diversas tradições religiosas, povos indígenas, comunidades quilombolas, tradicionais de terreiro, movimentos sociais e juventudes de todo o Brasil e do mundo. O evento, que acontecerá na Catedral Anglicana de Santa Maria, será um espaço de diálogo, formação de alianças e elaboração de propostas para influenciar as discussões da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).

Organizado por um coletivo de entidades ecumênicas, inter-religiosas e de defesa de direitos, o Tapiri é uma iniciativa itinerante que já percorreu, desde 2022, 9 estados da Amazônia Legal. A edição 2025 amplia o escopo para uma perspectiva global, trazendo vozes internacionais do Canadá, Austrália e outros países da América Latina para dialogar com as realidades brasileiras, tendo como pano de fundo a COP30 e suas implicações para um futuro menos desigual e ambientalmente sustentável para todas as pessoas e ecossistemas.

TAPIRI é uma palavra indígena, que significa ‘’ palhoça onde se abrigam caminheiros/as’’. O grupo de articulação ecumênica e inter-religiosa Tapiri tem denunciado, nos últimos anos, os impactos dos fundamentalismos e do racismo religioso na vida dos povos tradicionais. Por meio de reflexões e ações concretas, o Tapiri busca construir redes de resistência e cuidado.

Programação Estruturada em Eixos de Luta

A programação de seis dias está organizada em torno de quatro eixos centrais da Cúpula dos Povos: (1) Terra, Território e Soberania; (2) Justiça Climática, Democracia e Direitos; (3) Enfrentamento ao Racismo Religioso e Ambiental; (4) Protagonismo de juventudes, crianças, adolescentes, mulheres e diversidades LGBTQIAPN+. As atividades incluem mesas de debate, rodas de diálogo, intervenções culturais, lançamento de publicações; uma simbólica barqueata pelo Rio Guamá, vigília; celebrações e uma marcha.

Destaques da Programação

11/11 (Terça-feira): O evento inicia com o Seminário do PAD (Processo de Articulação e Diálogo), discutindo o panorama e as estratégias da cooperação internacional. Paralelamente, o Projeto Curupira (IEAB) promove a roda “Vozes da Terra”, com troca de saberes indígenas sobre clima e sustentabilidade entre povos do Brasil, América Latina, e Oceania.

12/11 (Quarta-feira): Mística inter-religiosa e a leitura de uma declaração conjunta. Duas mesas centrais debaterão “Diálogos Inter-religiosos para Enfrentar o Racismo Ambiental violações de Direitos e Fortalecer a Participação Popular” e “Justiça Climática, Democracia e Direito à Vida: Diálogos Inter-religiosos por Justiça ambiental“, com presenças confirmadas, Dom Vicente Ferreira, Moema Miranda (Igreja e Mineração) e o Procurador Felício Pontes. A tarde será marcada por uma Barqueata pelos rios da região, culminando com a abertura simbólica da Cúpula dos Povos.

13/11 (Quinta-feira): O dia é dedicado às lutas pela terra e à soberania, com a mesa “Água, Terra e Soberania: Como Grandes Projetos Ameaçam Povos Indígenas e Tradicionais – Resistência, Agroecologia e Reparação na Amazônia, América Latina e Oceania“. À tarde, o foco será o racismo religioso e a luta quilombola na mesa “Terra, Axé e Resistência: Racismo Religioso e Ambiental, Megaprojetos e a Luta por Soberania nos Terreiros e Territórios Quilombolas do Brasil“, com a participação de Mãe Nalva, Mameto Nangetu e lideranças quilombolas do MA e TO. O dia termina com uma Caminhada e Vigília do TAPIRI pela Terra, organizada pelo ISER.

14/11 (Sexta-feira): A manhã coloca no centro as vozes das juventudes, mulheres e população LGBTQIAPN+ na luta por justiça climática. À tarde, a mesa “Justiça Climática e Direitos na Amazônia: Como Organizações Podem contribuir para Enfrentar Violações, Racismo Ambiental e Garantir Participação Popular?” discutirá como organizações podem contribuir para enfrentar violações.

15/11 (Sábado): O último dia terá início com a Marcha da Cúpula dos Povos com concentração a partir das 8.30h. A tarde, retomamos as atividades do Tapiri com.a Mesa sobre “Fé, Justiça Climática e Democracia: Caminhos Ecumênicos para Enfrentar o Racismo Ambiental e Garantir Direitos”, mediado por Maíra Fernandes (URI), e contará com a leitura final do documento do Tapiri, que consolidará as demandas e propostas do encontro para a COP30.

O dia será encerrado com um coquetel de lançamentos de publicações de entidades participantes.

16/11 (Domingo): O encerramento será uma Celebração Inter-religiosa na Catedral Anglicana, conduzida pela Bispa Marinez Bassotto, primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, e pelo Rev. Ives Vergara, simbolizando a união das diferentes fés em prol de um objetivo comum.

 

 

 

 

A Igreja tem sete novos santos canonizados pelo Papa Leão, neste domingo, Dia Mundial das Missões. São eles: Inácio Maloyan, Pedro To Rot, Vincenza
A Igreja tem sete novos santos canonizados pelo Papa Leão, neste domingo, Dia Mundial das Missões. São eles: Inácio Maloyan, Pedro To Rot, Vincenza Maria Poloni, Maria Carmen Rendiles Martínez, Maria Troncatti, José Gregório Hernández Cisneros e Bartolo Longo. Os novos santos e santas “se tornaram lâmpadas capazes de difundir a luz de Cristo”, disse o Pontífice em sua homilia.

O Papa Leão XIV presidiu a missa de canonização de sete beatos, na Praça São Pedro, neste domingo, 19 de outubro, Dia Mundial das Missões. Os novos santos são: Inácio Maloyan, Pedro To Rot, Vincenza Maria Poloni, Maria Carmen Rendiles Martínez, Maria Troncatti, José Gregório Hernández Cisneros e Bartolo Longo. Participaram da celebração cerca de 70 mil fiéis.

Lâmpadas capazes de difundir a luz de Cristo

O Pontífice iniciou sua homilia com as palavras de Jesus extraídas do Evangelho de Lucas da liturgia deste domingo: “Quando o Filho do Homem voltar, encontrará a fé sobre a terra?” “Esta pergunta nos revela o que é mais precioso aos olhos do Senhor: a fé, ou seja, o vínculo de amor entre Deus e o ser humano”, destacou o Papa.

“Hoje, temos precisamente diante de nós sete testemunhas, os novos santos e as novas santas, que mantiveram acesa, com a graça de Deus, a lâmpada da fé, ou melhor, eles mesmos se tornaram lâmpadas capazes de difundir a luz de Cristo.”

“Em relação aos grandes bens materiais e culturais, científicos e artísticos, a fé sobressai não porque estes se devam desprezar, mas porque sem fé perdem sentido”, disse ainda o Papa, sublinhando que “a relação com Deus é da maior importância porque Ele, no início dos tempos, criou todas as coisas do nada e, no tempo, salva do nada tudo o que simplesmente acaba. Uma terra sem fé seria povoada por filhos que vivem sem Pai, ou seja, por criaturas sem salvação”.

A oração autêntica vive da fé

“Caríssimos, é precisamente por isso que Cristo fala aos seus discípulos «sobre a obrigação de orar sempre, sem desfalecer»: tal como não nos cansamos de respirar, também não nos cansemos de orar! Do mesmo modo que a respiração sustenta a vida do corpo, a oração sustenta a vida da alma: a fé, com efeito, expressa-se na oração e a oração autêntica vive da fé.”

“Jesus nos mostra essa ligação com uma parábola: um juiz mantém-se surdo perante os pedidos insistentes de uma viúva, cuja persistência, por fim, o leva a agir. Tal tenacidade, à primeira vista, torna-se para nós um bonito exemplo de esperança, especialmente nos momentos de provação e tribulação. Porém, a perseverança da mulher e o comportamento do juiz, que age contra vontade, preparam uma provocante pergunta de Jesus: Deus, Pai bom, «não fará justiça aos seus eleitos, que a Ele clamam dia e noite?»”, disse ainda Leão XIV.

Tentações que põem à prova a nossa fé

O Papa convidou a deixar que “estas palavras ressoem em nossa consciência: o Senhor nos pergunta se acreditamos que Deus é um juiz justo para com todos. O Filho nos pergunta se acreditamos que o Pai quer sempre o nosso bem e a salvação de todas as pessoas”.

“A este propósito, duas tentações põem à prova a nossa fé: a primeira ganha força a partir do escândalo do mal, levando-nos a pensar que Deus não ouve o clamor dos oprimidos nem tem piedade do sofrimento dos inocentes. A segunda tentação é a pretensão de que Deus deve agir como nós desejamos: a oração cede então lugar a uma ordem dirigida a Deus, para lhe ensinar o modo de ser justo e eficaz.”

Quem não acolhe a paz como um dom, não saberá dar a paz

“Jesus, testemunha perfeita da confiança filial, nos liberta de ambas as tentações. Ele é o inocente que, sobretudo durante a sua Paixão, reza assim: «Pai, faça-se a tua vontade». São as mesmas palavras que o Mestre nos entrega na oração do Pai-Nosso. A oração da Igreja nos lembra que Deus, ao dar a sua vida por todos, faz justiça a todos. A cruz de Cristo revela a justiça de Deus e a justiça de Deus é o perdão: Ele vê o mal e redime-o, tomando-o sobre si”, disse ainda o Papa, acrescentando:

“Quando somos crucificados pela dor e pela violência, pelo ódio e pela guerra, Cristo já está ali, na cruz por nós e conosco. Não há choro que Deus não console, nem lágrima que esteja longe do seu coração. O Senhor escuta-nos, abraça-nos como somos, para nos transformar como Ele é. Quem, pelo contrário, recusa a misericórdia de Deus, permanece incapaz de misericórdia para com o próximo. Quem não acolhe a paz como um dom, não saberá dar a paz.”

Mártires pela sua fé

“As perguntas de Jesus são um vigoroso convite à esperança e à ação: quando o Filho do homem vier, encontrará fé na providência de Deus? Na verdade, é esta fé que sustenta o nosso compromisso com a justiça, precisamente porque acreditamos que Deus salva o mundo por amor, libertando-nos do fatalismo. Perguntemo-nos, então: quando ouvimos o apelo de quem está em dificuldade, somos testemunhas do amor do Pai, como Cristo o foi para com todos? Ele é o humilde que chama os prepotentes à conversão, o justo que nos torna justos, como atestam os novos santos de hoje: não são heróis, nem paladinos de um ideal qualquer, mas homens e mulheres autênticos”, destacou.

“Estes fiéis amigos de Cristo são mártires pela sua fé, como o Bispo Inácio Choukrallah Maloyan e o catequista Pedro To Rot; são evangelizadores e missionários, como a Irmã Maria Troncatti; são fundadoras carismáticas, como a Irmã Vincenza Maria Poloni e a Irmã Carmen Rendiles Martinez; são benfeitores da humanidade, com coração ardente de devoção, como Bartolo Longo e como José Gregório Hernández Cisneros.”

“Que a sua intercessão nos assista nas provações e o seu exemplo nos inspire na comum vocação à santidade. Enquanto peregrinamos rumo a esta meta, rezemos sem nos cansarmos, firmes naquilo que aprendemos e acreditamos resolutamente. A fé sobre a terra sustenta assim a esperança do céu”, concluiu o Papa.

Fonte: publicado no site vaticannews.va
Durante a Audiência Geral desta quarta-feira, 15/10, Leão XIV refletiu sobre a diferença entre otimismo e esperança. Diante de milhares de peregrinos reunidos na
Durante a Audiência Geral desta quarta-feira, 15/10, Leão XIV refletiu sobre a diferença entre otimismo e esperança. Diante de milhares de peregrinos reunidos na Praça São Pedro, o Santo Padre convidou todos a redescobrir na Ressurreição a fonte viva que sacia a sede mais profunda do coração humano.

A Praça São Pedro acolheu, nesta quarta-feira, 15 de outubro, cerca de 60 mil fiéis reunidos para participar da Audiência Geral com o Papa Leão XIV. Sob um céu outonal e um clima de alegria, o Santo Padre percorreu todo o recinto a bordo do papamóvel, saudando as famílias, as crianças e os grupos de peregrinos que o aclamavam com entusiasmo.

Ao iniciar sua catequese, inserida no ciclo dedicado ao Ano Jubilar, o Santo Padre recordou que “até este momento percorremos a vida de Jesus, seguindo os Evangelhos, desde o seu nascimento até sua morte e ressurreição. Ao fazê-lo, nossa peregrinação de esperança encontrou seu fundamento firme, seu caminho seguro”. Leão XIV explicou que, nesta etapa final do percurso, o olhar da fé se volta para a luz da Páscoa, “que derrama sua luz salvadora em contato com a realidade humana e histórica atual, com suas interrogações e desafios”.

A sede de plenitude que habita o coração humano

O Papa deteve-se sobre a tensão paradoxal presente na experiência humana: “Nossas vidas são marcadas por inúmeros acontecimentos, repletos de nuances e experiências diversas. Às vezes nos sentimos alegres, outras vezes tristes… Vivemos vidas ocupadas, alcançamos objetivos elevados e prestigiados, mas continuamos suspensos, inseguros, à espera de sucessos e reconhecimentos que demoram a chegar, ou nunca chegam.” E acrescentou: “Gostaríamos de ser felizes, mas é muito difícil alcançar isso de forma constante e sem sombras… Sentimos, no fundo, que sempre nos falta algo.”

Nesse contexto, o Papa recordou que “não fomos criados para a falta, mas para a plenitude, para viver a vida e a vida em abundância”. Esse desejo de plenitude, explicou o Pontífice, só pode ser plenamente satisfeito em Cristo:

“Esse desejo profundo do nosso coração pode encontrar sua resposta final não em cargos, nem no poder, nem nas posses, mas na certeza de que há Alguém que garante esse impulso constitutivo da nossa humanidade; na certeza de que essa expectativa não será desiludida nem frustrada. Essa certeza coincide com a esperança. Isso não significa pensar com otimismo: o otimismo muitas vezes nos decepciona, quando vemos nossas expectativas ruírem, enquanto a esperança promete e cumpre.”

Cristo, fonte viva que jamais seca

“O Ressuscitado é a fonte viva que nunca seca nem sofre alterações. Ela permanece sempre pura e pronta para quem tem sede”, declarou Leão XIV, ao ilustrar a ação transformadora da Ressurreição de Cristo: “Pensemos em uma fonte de água. Quais são suas características? Ela sacia e refresca as criaturas, irriga a terra e as plantas e torna fértil e vivo o que, de outra forma, permaneceria árido. Refresca o viajante cansado, oferecendo-lhe a alegria de um oásis de frescor. Sem água, não podemos viver.” E, partindo dessa comparação, Leão XIV exortou:

“Irmãs e irmãos, Jesus Ressuscitado é a garantia dessa chegada! Ele é a fonte que sacia nossa sede ardente, a sede infinita de plenitude que o Espírito Santo infunde em nossos corações. A Ressurreição de Cristo, de fato, não é um simples acontecimento na história humana, mas o acontecimento que a transformou desde o seu interior.” 

Companheiro de caminho e meta final

O Papa sublinhou ainda que “Jesus Ressuscitado não lança uma resposta ‘do alto’, mas torna-se nosso companheiro nessa viagem, muitas vezes cansativa, dolorosa e misteriosa. Só Ele pode encher de água nossa garrafa vazia quando a sede se torna insuportável.”

“Sem o seu amor, a viagem da vida tornar-se-ia uma peregrinação sem destino”, afirmou. “O Ressuscitado garante nossa chegada, conduz-nos para casa, onde somos esperados, amados e salvos.”

A esperança que nasce da Ressurreição

Ao concluir sua catequese, o Santo Padre convidou os fiéis a deixarem-se transformar pela esperança pascal, pois caminhar com Jesus ao nosso lado “significa experimentar ser sustentados apesar de tudo, saciados e fortalecidos nas provações e nas dificuldades que, como pedras pesadas, ameaçam bloquear ou descarrilar nossa história”. E completou:

“Caríssimos, que da Ressurreição de Cristo brote a esperança que nos faz saborear, apesar das fadigas da vida, uma profunda e alegre serenidade, aquela paz que só Ele poderá nos dar no fim, sem fim.”

Divulgada hoje, 09 de outubro, a primeira Exortação Apostólico do Papa Leão XIV. LEIA AQUI O TEXTO INTEGRAL DA EXORTAÇÃO APOSTÓLICA DO PAPA LEÃO
Divulgada hoje, 09 de outubro, a primeira Exortação Apostólico do Papa Leão XIV.

LEIA AQUI O TEXTO INTEGRAL DA EXORTAÇÃO APOSTÓLICA DO PAPA LEÃO XIV

Abaixo a matéria sobre a Exortação divulgada no site vaticannews.va

Seguindo os passos dos seus antecessores

Com este documento assinado a 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis, o Pontífice agostiniano segue assim os passos dos seus antecessores: João XXIII com o apelo aos países ricos na Mater et Magistra para que não permaneçam indiferentes perante os países oprimidos pela fome e pela miséria (83); Paulo VI, com a Populorum progressio e o discurso na ONU “como advogado dos povos pobres”; João Paulo II, que consolidou doutrinariamente “a relação preferencial da Igreja com os pobres”; Bento XIV e a Caritas in Veritate, com sua leitura “mais marcadamente política” das crises do terceiro milênio. Por fim, Francisco, que fez do cuidado “pelos pobres” e “com os pobres” um dos pilares do seu pontificado.

Um trabalho iniciado por Francisco e relançado por Leão

Foi o próprio Francisco que, nos meses que antecederam sua morte, iniciou o trabalho sobre a exortação apostólica. Assim como aconteceu com a Lumen Fidei, de Bento XVI, recolhida em 2013 por Jorge Mario Bergoglio, também desta vez é o sucessor que completa a obra, que representa uma continuação da Dilexit Nos, a última encíclica do Papa argentino sobre o Coração de Jesus. Porque é forte a “ligação” entre o amor de Deus e o amor pelos pobres: através deles, Deus “ainda tem algo a nos dizer”, afirma o Papa Leão. E ele retoma o tema da “opção preferencial” pelos pobres, expressão nascida na América Latina (16) não para indicar “um exclusivismo ou uma discriminação em relação a outros grupos”, mas “a ação de Deus” que se move por compaixão pela fraqueza da humanidade.

Os “rostos” da pobreza

São numerosos os pontos para reflexão, numerosas as motivações para a ação na exortação de Robert Francis Prevost, na qual são analisados os “rostos” da pobreza. A pobreza daqueles que “não têm meios de subsistência material”, de “quem é marginalizado socialmente e não possui instrumentos para dar voz à sua dignidade e suas capacidades”; a pobreza “moral”, “espiritual”, “cultural”; a pobreza “de quem não tem direitos, nem lugar, nem liberdade” (9).

Novas formas de pobreza e falta de equidade

Diante desse cenário, o Papa considera “insuficiente” o compromisso de eliminar as causas estruturais da pobreza em sociedades marcadas por “numerosas desigualdades”, pelo surgimento de novas formas de pobreza “mais sutis e perigosas” (10) e por regras econômicas que aumentaram a riqueza, “mas sem equidade”.

A falta de equidade é a raiz dos males sociais (94)

A ditadura de uma economia que mata

“Quando dizem que o mundo moderno reduziu a pobreza, fazem-no medindo-a com critérios doutros tempos não comparáveis à realidade atual”, afirma Leão XIV (13). Deste ponto de vista, ele saúda “com satisfação” o fato de que “as Nações Unidas tenham colocado a erradicação da pobreza como um dos objetivos do Milênio”. No entanto, o caminho é longo, especialmente numa época em que continua a vigorar a “ditadura de uma economia que mata”, em que os ganhos de poucos “crescem exponencialmente”, enquanto os da maioria estão “cada vez mais longe do bem-estar daquela minoria feliz” e em que se difundem “ideologias que defendem a autonomia absoluta dos mercados e a especulação financeira” (92).

Cultura do descarte, liberdade de mercado, pastoral das elites

Tudo isso é sinal de que ainda persiste – “por vezes bem disfarçada” – uma cultura do descarte que “tolera com indiferença que milhões de pessoas morram de fome ou sobrevivam em condições indignas do ser humano” (11). O Papa condena então os “critérios pseudocientíficos” segundo os quais será “a liberdade do mercado” a levar à “solução” do problema da pobreza, bem como a “pastoral das chamadas elites”, segundo a qual “em vez de perder tempo com os pobres, é melhor cuidar dos ricos, dos poderosos e dos profissionais” (114).

Realmente, os direitos humanos não são iguais para todos (94)

Mudar a mentalidade

O que o Papa invoca é, portanto, uma “mudança de mentalidade”, libertando-se antes de tudo da “ilusão de uma felicidade que deriva de uma vida confortável”. Isso leva muitas pessoas a uma visão da existência centrada na riqueza e no sucesso “a todo custo”, mesmo em detrimento dos outros e por meio de “sistemas político-econômicos injustos” (11).

A dignidade de cada pessoa humana deve ser respeitada já agora, não só amanhã (92)

Em cada migrante rejeitado está Cristo batendo à porta

Leão XIV dedica um amplo espaço ao tema das migrações. Para ilustrar suas palavras, ele usa a imagem do pequeno Alan Kurdi, o menino sírio de 3 anos que se tornou, em 2015, símbolo da crise europeia dos migrantes com a foto de seu corpinho sem vida em uma praia. “Infelizmente, à parte de alguma momentânea comoção, acontecimentos semelhantes estão a tornar-se cada vez mais irrelevantes, como notícias secundárias” (11), constata o Pontífice.

Ao mesmo tempo, ele lembra a obra secular da Igreja em favor daqueles que são forçados a abandonar suas terras, expressa em centros de acolhimento, missões de fronteira, esforços da Caritas Internacional e outras instituições (75).

A Igreja, como mãe, caminha com os que caminham. Onde o mundo vê ameaça, ela vê filhos; onde se erguem muros, ela constrói pontes. Pois sabe que o Evangelho só é crível quando se traduz em gestos de proximidade e de acolhimento; e que em cada migrante rejeitado, é o próprio Cristo que bate às portas da comunidade (75)

Ainda sobre o tema das migrações, Robert Prevost faz seus os famosos “quatro verbos” do Papa Francisco: “Acolher, proteger, promover e integrar”. E do Papa Francisco ele também toma emprestada a definição dos pobres não apenas como objeto de nossa compaixão, mas como “mestres do Evangelho”.

Servir aos pobres não é um gesto a ser feito “de cima para baixo”, mas um encontro entre iguais… A Igreja, portanto, quando se curva para cuidar dos pobres, assume sua postura mais elevada (79)

Mulheres vítimas de violência e exclusão

O Sucessor de Pedro olha então para a atualidade marcada por milhares de pessoas que morrem todos os dias “por causas relacionadas com a desnutrição” (12). “Duplamente pobres”, acrescenta, são “as mulheres que padecem situações de exclusão, maus-tratos e violência, porque frequentemente têm menos possibilidades de defender os seus direitos” (12).

“Os pobres não existem por acaso…”

O Papa Leão XIV traça uma reflexão profunda sobre as causas da pobreza: “Os pobres não existem por acaso ou por um cego e amargo destino. Muito menos a pobreza é uma escolha, para a maioria deles. No entanto, ainda há quem ouse afirmá-lo, demonstrando cegueira e crueldade”, sublinha (14). “Obviamente, entre os pobres há também aqueles que não querem trabalhar”, mas há também muitos homens e mulheres que, por exemplo, recolhem papelão de manhã à noite apenas para “sobreviver” e nunca para “melhorar” a vida. Em suma, lê-se em um dos pontos centrais da Dilexi te, não se pode dizer “que a maioria dos pobres estão nessa situação porque não obtiveram méritos, de acordo com a falsa visão da meritocracia, segundo a qual parece que só têm méritos aqueles que tiveram sucesso na vida” (14).

Ideologias e orientações políticas

Em muitas ocasiões, observa o Papa Leão, são os próprios cristãos que se deixam “contagiar por atitudes marcadas por ideologias mundanas ou por orientações políticas e econômicas que levam a injustas generalizações e conclusões enganosas” (15).

Há quem continue a dizer: “O nosso dever é rezar e ensinar a verdadeira doutrina”. Mas, desvinculando este aspecto religioso da promoção integral, acrescentam que só o Governo deveria cuidar deles, ou que seria melhor deixá-los na miséria, ensinando-lhes antes a trabalhar (114)

A esmola frequentemente desprezada

Sintoma dessa mentalidade é o fato de que o exercício da caridade às vezes é “desprezado ou ridicularizado, como se fosse uma fixação somente de alguns e não o núcleo incandescente da missão eclesial” (15). O Papa detém-se longamente na esmola, raramente praticada e frequentemente desprezada (115).

Como cristãos, não renunciemos à esmola. Um gesto que pode ser feito de várias maneiras, e podemos tentar fazer da forma mais eficaz, mas que deve ser feito. E será sempre melhor fazer alguma coisa do que não fazer nada. Em todo o caso, tocar-nos-á o coração. Não será a solução para a pobreza no mundo, que deve ser procurada com inteligência, tenacidade e compromisso social. Mas precisamos praticar a esmola para tocar a carne sofredora dos pobres (119)

Indiferença por parte dos cristãos

Na mesma linha, o Papa destaca “a falta ou mesmo a ausência de compromisso” com a defesa e a promoção dos mais desfavorecidos em alguns grupos cristãos (112). Se uma comunidade da Igreja não coopera para a inclusão de todos, adverte ele, “correrá também o risco da sua dissolução, mesmo que fale de temas sociais ou critique os Governos. Facilmente acabará submersa pelo mundanismo espiritual, dissimulado em práticas religiosas, reuniões infecundas ou discursos vazios” (113).

Há que afirmar sem rodeios que existe um vínculo indissolúvel entre a nossa fé e os pobres (36)

O testemunho dos santos, beatos e ordens religiosas

Para contrabalançar essa atitude de indiferença, há um mundo de santos, beatos e missionários que, ao longo dos séculos, encarnaram a imagem de “uma Igreja pobre e para os pobres” (35). De Francisco de Assis e seu gesto de abraçar um leproso (7) a Madre Teresa, ícone universal da caridade dedicada aos moribundos da Índia “com uma ternura que era oração” (77). E ainda São Lourenço, São Justino, Santo Ambrósio, São João Crisóstomo, seu Santo Agostinho, que afirmava:

“Aquele que diz amar a Deus e não se compadece dos necessitados, mente” (45).

Leão ainda lembra o trabalho dos Camilianos pelos doentes (49), das congregações femininas em hospitais e casas de repouso (51). Ele lembra o acolhimento nos mosteiros beneditinos a viúvas, crianças abandonadas, peregrinos e mendigos (55). E lembra também os franciscanos, dominicanos, carmelitas e agostinianos que iniciaram “uma revolução evangélica” através de um “estilo de vida simples e pobre” (63), juntamente com os trinitários e mercedários que, lutando pela libertação dos prisioneiros, expressaram o amor de “um Deus que liberta não só da escravidão espiritual, mas também da opressão concreta” (60).

A tradição destas Ordens não cessou. Pelo contrário, inspirou novas formas de ação diante das escravidões modernas: o tráfico de pessoas, o trabalho forçado, a exploração sexual, as diversas formas de dependência. A caridade cristã, quando encarnada, torna-se libertadora (61)

O direito à educação

O Pontífice recorda também o exemplo de São José de Calasanz, que fundou a primeira escola popular gratuita da Europa (69), para salientar a importância da educação dos pobres: “Não é um favor, mas um dever”.

Os pequenos têm direito à sabedoria, como exigência básica do reconhecimento da dignidade humana (72)

A luta dos movimentos populares

Na exortação, o Papa também menciona a luta contra os “efeitos destrutivos do império do dinheiro” por parte dos movimentos populares, conduzidos por líderes “colocados muitas vezes sob suspeita e até perseguidos” (80). Eles, escreve, “convidam a superar aquela ideia das políticas sociais concebidas como uma política para os pobres, mas nunca com os pobres, nunca dos pobres” (81).

Uma voz que desperte e denuncie

Nas últimas páginas do documento, Leão XIV apela a todo o Povo de Deus para “fazer ouvir, ainda que de maneiras diferentes, uma voz que desperte, denuncie e se exponha mesmo correndo o risco de parecer estúpidos”.

As estruturas de injustiça devem ser reconhecidas e destruídas com a força do bem, através da mudança de mentalidades e também, com a ajuda da ciência e da técnica, através do desenvolvimento de políticas eficazes na transformação da sociedade (97)

Os pobres, não um problema social, mas o centro da Igreja

É necessário que “todos nos deixemos evangelizar pelos pobres”, exorta o Papa (102). “O cristão não pode considerar os pobres apenas como um problema social: eles são uma questão familiar. Pertencem aos nossos”. Portanto, “a relação com eles não pode ser reduzida a uma atividade ou departamento da Igreja” (104).

Os pobres ocupam um lugar central na Igreja (111)

A juventude católica está convidada a participar da COP30, a 30ª Conferência da ONU sobre mudanças climáticas, que acontece em Belém (PA) de 13

A juventude católica está convidada a participar da COP30, a 30ª Conferência da ONU sobre mudanças climáticas, que acontece em Belém (PA) de 13 1 16 de novembro de 2025.  A ação é realizada em conjunto com o Setor Juventude da Arquidiocese de Belém e a Pastoral Juvenil do Regional Norte 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil *CNBB Norte 2). O objetivo é articular a presença de jovens católicos na 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas e discutir respostas aos desafios socioambientais.

As atividades ocorrerão no Santuário São João Batista e Nossa Senhora das Graças, em Icoaraci. Bispos, padres, religiosos e jovens líderes de todos os regionais estão convidados. A programação prevê momentos de formação, espiritualidade e mobilização, com foco no cuidado com a “Casa Comum” (defesa do meio ambiente).

Como participar

Inscrição para o Encontro Nacional (acesso a toda a programação)

Inscrição gratuita para a programação aberta

“As juventudes do Brasil se preparam para viver um momento histórico de fé e protagonismo, participando da COP30, em Belém do Pará. Queremos ser uma presença que testemunha esperança, compromisso e cuidado com a vida, como discípulos e missionários de Cristo”, disse Dom Vilsom Basso, presidente da Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB.

 

Estamos no mês dedicado às missões e a Arquidiocese de Vitória convida os fiéis para celebrar o Dia Mundial das Missões. A missa será

Estamos no mês dedicado às missões e a Arquidiocese de Vitória convida os fiéis para celebrar o Dia Mundial das Missões. A missa será na Catedral de Vitória, dia 19 de outubro, às 8h.

O tema, Missionários da esperança entre os povos, inspira e fortalece os cristãos que concretizam a missão da Igreja com sua participação e ajuda das diversas formas e conforme a condição de cada um.

Neste dia acontece também a Campanha Missionário 2025. As doações e ofertas realizadas nos dias 18 e 19 são destinadas ao Fundo Mundial de Solidariedade. Este Fundo solidário garante o apoio a projetos de evangelização, educação, saúde e desenvolvimento comunitário nas regiões mais necessitadas do mundo. “A Igreja, por sua natureza, é missionária. Através do Dia Mundial das Missões, temos a oportunidade de apoiar concretamente a presença da Igreja em tantas regiões onde ela é a única presença de esperança, levando assistência e dignidade aos mais vulneráveis. É a solidariedade dos fiéis brasileiros que possibilita a continuidade desses projetos, que são a expressão mais genuína do nosso amor ao próximo”, disse dom Maurício da Silva Jardim, presidente da Comissão para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, ao site cnbb.org.br

Participe da missa e faça sua oferta para as missões da Igreja.

 

 

 

O hino para a Campanha da Fraternidade 2026 já pode ser conhecido. A letra e melodia aprovadas são de autoria de Crisógono Sabino, de

O hino para a Campanha da Fraternidade 2026 já pode ser conhecido. A letra e melodia aprovadas são de autoria de Crisógono Sabino, de Vitória (ES) (LETRA), Carlos Alberto Santos, de Lagoa Seca (PB) (MELODIA), que fizeram a composição a partir do tema Fraternidade e Moradia. O arranjo instrumental é do maestro Antônio Karam.

 

Confira a letra do hino da CF 2026:

 

1. No caminho da vida sofrida,
há irmãos sem abrigo, sem chão.
Na calçada, no bairro, na espera,
brota o grito, o clamor do irmão.
Mas o Verbo se fez moradia
no presépio da simplicidade:
vem morar com o pobre sofrido,
transformando a dor em bondade!

“Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14),
Deus conosco em cada irmão!
Por um lar de amor e justiça,
nosso canto as nações ouvirão.

2. Onde falta direito e cuidado,
sobra medo, abandono e dor.
Mas a fé, que se faz compromisso,
ergue a voz com firmeza e ardor!
Quando o amor for tijolo e telhado,
e a justiça a nossa missão,
cada casa será testemunho
do Evangelho de Cristo em ação!

3. Se o profeta levanta sua voz,
é o Cristo que clama também:
“Dai morada ao pequeno e ao fraco,
sede os braços que acolhem o bem!”.
Nossa fé não se finda no altar:
partilhar brota em nós comunhão.
Espalhando as sementes do amor,
nossa fé faz de nós mais irmãos!

Fonte: cnbb.org.br