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O Vaticano divulgou hoje o tema a ser tratado para o Dia Mundial das Comunicações Sociais: Preservar vozes e rostos humanos. Como diz o
O Vaticano divulgou hoje o tema a ser tratado para o Dia Mundial das Comunicações Sociais: Preservar vozes e rostos humanos. Como diz o comunicado de divulgação “o futuro da comunicação deve garantir que as máquinas sejam ferramentas a serviço e conexão da vida humana, e não forças que corroem a voz humana”. Leia abaixo a notícia divulgada hoje no site vaticannnews.va.
O texto do Dicastério para a Comunicação ressalta que “o futuro da comunicação deve garantir que as máquinas sejam ferramentas a serviço e conexão da vida humana, e não forças que corroem a voz humana”.

“Preservar vozes e rostos humanos” é o tema escolhido pelo Papa Leão XIV para o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais 2026 divulgado nesta segunda-feira (29/09).

O comunicado, publicado pelo Dicastério para a Comunicação, explica que “nos ecossistemas comunicativos de hoje, a tecnologia influencia as interações de maneira nunca antes conhecida – desde os algoritmos que selecionam conteúdo nos feeds de notícias até à inteligência artificial que redige inteiros textos e conversas”.

De acordo com o texto, “a humanidade hoje tem possibilidades impensáveis há apenas alguns anos. Contudo, embora essas ferramentas ofereçam eficiência e alcance, elas não podem substituir as capacidades unicamente humanas de empatia, ética e responsabilidade moral. A comunicação pública exige julgamento humano, não apenas esquemas de dados. O desafio é garantir que a humanidade continue sendo o agente orientador”.

O futuro da comunicação deve garantir que as máquinas sejam ferramentas a serviço e conexão da vida humana, e não forças que corroem a voz humana. 

“Temos grandes oportunidades. Ao mesmo tempo, os riscos são reais. A inteligência artificial pode gerar conteúdos envolventes, mas enganosos, manipulativos e prejudiciais, replicar preconceitos e estereótipos presentes nos dados de treinamento, e amplificar a desinformação ao simular vozes e rostos humanos”, ressalta ainda o comunicado divulgado pelo Dicastério para a Comunicação. “Também pode invadir a privacidade e a intimidade das pessoas sem o seu consentimento. Uma dependência excessiva da IA enfraquece o pensamento crítico e as habilidades criativas, enquanto o controle monopolista desses sistemas levanta preocupações sobre a centralização do poder e as desigualdades”, sublinha.

De acordo com o comunicado, “torna-se cada vez mais urgente introduzir a alfabetização mediática nos sistemas educacionais, ou até mesmo a alfabetização no campo da IA (MAIL, ou seja, Media and Artificial Intelligence Literacy) . “Como católicos, podemos e devemos dar a nossa contribuição, para que as pessoas – especialmente os jovens – adquiram a capacidade de pensar criticamente e cresçam na liberdade de espírito”, conclui o texto.

Acompanhando os conflitos pelo mundo, o Papa Leão XIV, propõe que as orações do mês de outubro sejam pela paz. No dia 11 de

Acompanhando os conflitos pelo mundo, o Papa Leão XIV, propõe que as orações do mês de outubro sejam pela paz.

No dia 11 de outubro às 18h, o Papa vai rezar junto com os peregrinos do Jubileu da Espiritualidade Mariana, na Praça São Pedro.

O Papa, porém pediu que todo o mês de outubro, que a Igreja dedica ao Santo Rosário, todos se empenhem, pessoalmente, em família ou em comunidade, rezando o terço pela paz no mundo. O apelo do Papa foi feito ao final da Audiência desta quarta-feira, 24 de setembro de 2025.

Veja abaixo a publicação no site vaticannnews.va:

Antes da saudação aos fiéis de língua italiana, no final da Audiência Geral desta quarta-feira (24/09), Leão XIV recordou que “o mês de outubro, que se aproxima, é particularmente dedicado ao Santo Rosário na Igreja”.

Por isso, convido todos, todos os dias do próximo mês, a rezar o Rosário pela paz, pessoalmente, em família e em comunidade. Além disso, convido aqueles que trabalham no Vaticano a rezarem esta oração na Basílica de São Pedro todos os dias, às 19h.

Sábado 11 de outubro, é o dia em que a Igreja recorda São João XXIII, o Papa da Encíclica Pacem in Terris e da mensagem de rádio implorando aos líderes dos EUA e da URSS para “salvar a paz” no auge da Crise dos Mísseis de Cuba. É também o mesmo dia da abertura do Concílio Vaticano II, em 11 de outubro de 1962, com o famoso “discurso à lua”, do Papa Roncalli, ao final de um “grande dia de paz”.

Em particular, na noite de sábado, 11 de outubro, às 18h, rezaremos juntos aqui na Praça São Pedro, na vigília do Jubileu da Espiritualidade Mariana, comemorando também o aniversário da abertura do Concílio Vaticano II.

Pouco antes, dirigindo-se aos fiéis de língua portuguesa, Leão XIV disse:

Queridos irmãos e irmãs, neste nosso tempo, entre os escombros do ódio que mata, sejamos portadores do amor de Jesus que ilumina e reergue a humanidade.

Em sua saudação aos fiéis de língua árabe, dirigiu-se aos alunos — no início do novo ano letivo — exortando-os a “preservar a fé e a alimentar-se do conhecimento, para um futuro melhor, no qual a humanidade possa desfrutar de paz e tranquilidade”.

Participa da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o arcebispo dom Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados
Participa da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o arcebispo dom Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais da Santa Sé. A Assembleia vai até 30 de setembro na sede da ONU. Leia abaixo a matéria publicada no site vaticannews.va

Segundo informações das Nações Unidas, a Semana de Alto Nível representa o ponto alto das comemoração do aniversário de 80 anos da ONU. Em diversas reuniões, cerca de 150 chefes de Estado e de governo se unem a funcionários da organização para refletir sobre a história da ONU, abordando desafios e conquistas das últimas oito décadas, além da busca de soluções para conflitos, mudanças climáticas, igualdade de gênero e inteligência artificial que figuram entre temas mais salientes das sessões deste ano.

80 anos da Carta da ONU

O encontro, conhecido como UNGA80, como comentou o secretário-geral, António Guterres, é uma oportunidade de diálogo, mediação e soluções para os países participantes. Já a presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, disse que os países devem capitalizar as possibilidades para realçar a importância do momento histórico e o compromisso com a Carta da ONU e os princípios que ela representa há 80 anos da assinatura dos 50 países fundadores. Das nações em língua portuguesa, o Brasil foi o único a firmar o documento pela mão da diplomata e cientista Bertha Lutz, em 1945, durante a Conferência de São Francisco.

A agenda a partir de segunda-feira, 22 de setembro

Neste primeiro dia de encontro, a sede das Nações Unidas acolhe a reunião de alto nível da Assembleia Geral sobre o aniversário de 30 anos da Quarta Conferência Mundial sobre a Mulher. Durante a tarde, a Conferência Internacional de Alto Nível para a Solução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados. Já nesta terça-feira (23/09) começa o debate geral com pronunciamentos de representantes dos 193 Estados-membros e delegações de observadores no principal órgão deliberativo das Nações Unidas.

Durante a semana, a sala da Assembleia Geral e o complexo da organização irá abordar sobre os desafios globais mais urgentes, incluindo crises como guerras, mudanças climáticas, igualdade de gênero e inteligência artificial. Para as Nações Unidas, nesta Semana de Alto Nível, além de cumprir uma tradição, deve ser marcado um momento vital para a comunidade internacional refletir, renovar compromissos e reimaginar o futuro compartilhado.

A sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebeu, na manhã de quarta-feira, 17, a reunião mensal do Movimento de Combate à

A sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebeu, na manhã de quarta-feira, 17, a reunião mensal do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). Antes do encontro, representantes de algumas das entidades membro do grupo foram recebidos pelo bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers.

Durante a reunião, realizada no auditório Dom Helder Câmara e de forma híbrida, os participantes puderam analisar os riscos iminentes à Lei da Ficha Limpa, em razão da aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 192, de 2023, no Senado Federal. A matéria está em fase de sanção presidencial.

Outro assunto em pauta na reunião foi o PLP nº 112, de 2021 (Novo Código Eleitoral), que propõe alterações que afetam tanto a Lei da Ficha Limpa quanto a Lei nº 9.840, de 1999, além de outros pontos, como emendas parlamentares e demais questões relevantes ao processo eleitoral.

O assessor de Relações Institucionais e Governamentais da CNBB, frei Jorge Luiz Soares, destacou que a CNBB é uma das 70 entidades da sociedade civil que participa do movimento, cuja finalidade é acompanhar o processo eleitoral, e tudo aquilo que diz respeito às leis que, de alguma forma procuram conduzir de modo ético a vida política do país.

Recordando a atuação marcante no processo de elaboração e depois na coleta de assinaturas para o projeto que se tornou a Lei da Ficha Limpa, frei Jorge sinalizou o descontentamento com a aprovação do PLP 1922023 no Senado Federal. Segundo ele, o MCCE está na expectativa do veto presidencial ao projeto e disposto a buscar meios que possam garantir o conteúdo da Lei da Ficha Limpa.

Por outro lado, o movimento tem se empenhado “em diversas outras atividades sempre em vista do emprego da ética, não somente na questão do desenvolvimento das atividades políticas junto ao Congresso, mas também naquilo que é o processo eleitoral”, contou.

Abaixo-assinado

O MCCE disponibilizou um abaixo-assinado a ser enviado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para pedir o veto ao PLP e a preservação da Lei da Ficha Limpa. Segundo o movimento, “é indispensável para proteger a integridade do processo eleitoral, garantir eleições justas e fortalecer a confiança nas instituições públicas”. Este veto, então, “representa não apenas a defesa de um instrumento legal, mas também a proteção de um patrimônio coletivo construído pela sociedade brasileira em sua luta contra a impunidade e pela consolidação do Estado Democrático de Direito”.

Irmã Dorothy Stang foi lembrada pelo Papa Leão XIV na Festa da Exaltação da Santa Cruz. Leia abaixo a matéria publicada no site vaticannews.va

Irmã Dorothy Stang foi lembrada pelo Papa Leão XIV na Festa da Exaltação da Santa Cruz. Leia abaixo a matéria publicada no site vaticannews.va

Em memória dos novos mártires, Leão XIV recorda aqueles que testemunharam “a fé sem nunca usar as armas da força e da violência, mas abraçando a força fraca e mansa do Evangelho”. Assim como a Irmã Dorothy Stang, “empenhada na causa dos sem-terra na Amazônia: quando aqueles que se preparavam para matá-la lhe perguntaram se estava armada, ela mostrou-lhes a Bíblia, respondendo: «Esta é a minha única arma».

Neste domingo, 14 de setembro, Festa da Exaltação da Santa Cruz para muitos cristãos do Oriente e do Ocidente, o Papa Leão presidiu na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, uma celebração em memória dos novos mártires e testemunhas da fé do século XXI com a participação de representantes das Igrejas Ortodoxas, das Antigas Igrejas Orientais, das Comunhões cristãs e das Organizações ecumênicas que aceitaram o convite feito pelo Pontífice. “Aos pés da cruz de Cristo, nossa salvação, descrita como a ‘esperança dos cristãos’ e a ‘glória dos mártires’, o Papa recordou dos “audaciosos servos do Evangelho” justamente com “o olhar voltado para o Crucificado”, que ‘tomou sobre si as nossas doenças, carregou as nossas dores’:

“Muitos irmãos e irmãs, ainda hoje, por causa do seu testemunho de fé em situações difíceis e contextos hostis, carregam a mesma cruz do Senhor: como Ele, são perseguidos, condenados, mortos. […]. São mulheres e homens, religiosos e religiosas, leigos e sacerdotes, que pagam com a vida a fidelidade ao Evangelho, o compromisso com a justiça, a luta pela liberdade religiosa onde ela ainda é violada, a solidariedade com os mais pobres. Segundo os critérios do mundo, eles foram ‘derrotados’. Na realidade, como nos diz o Livro da Sabedoria: «Se aos olhos dos homens foram castigados, a sua esperança estava cheia de imortalidade». 

A esperança desarmada dos mártires da fé

Durante o Ano Jubilar, continuou o Papa às cerca de 4 mil pessoas presentes na basílica, celebramos “a esperança destes corajosos testemunhos de fé”:

“É uma esperança cheia de imortalidade, porque o seu martírio continua a difundir o Evangelho num mundo marcado pelo ódio, pela violência e pela guerra; é uma esperança cheia de imortalidade, porque, apesar de terem sido mortos no corpo, ninguém poderá silenciar a sua voz ou apagar o amor que deram; é uma esperança cheia de imortalidade, porque o seu testemunho permanece como profecia da vitória do bem sobre o mal. Sim, a deles é uma ‘esperança desarmada’. Eles testemunharam a fé sem nunca usar as armas da força e da violência, mas abraçando a força frágil e mansa do Evangelho.” 

Leão XIV recorda Irmã Dorothy Stang morta no Pará

O Papa Leão, então, procurou dar alguns exemplos dos mártires, porque seriam muitos, já que, “infelizmente, apesar do fim das grandes ditaduras do século XX, ainda hoje não acabou a perseguição aos cristãos; pelo contrário, em algumas partes do mundo, aumentou”. Ele citou o Padre Ragheed Ganni, sacerdote caldeu de Mossul, no Iraque, que renunciou à luta para testemunhar como se comporta um verdadeiro cristão; o Irmão Francis Tofi, anglicano e membro da Melanesian Brotherhood, que deu a vida pela paz nas Ilhas Salomão; e também foi ao Brasil para recordar a religiosa americana que lutou durante décadas na região amazônica contra o desmatamento e pelos direitos dos pequenos agricultores e trabalhadores:

“Penso na força evangélica da Irmã Dorothy Stang, empenhada na causa dos sem-terra na Amazônia: quando aqueles que se preparavam para matá-la lhe perguntaram se estava armada, ela mostrou-lhes a Bíblia, respondendo: «Esta é a minha única arma».”

Dorothy Stang tinha 73 anos quando foi assassinada em 12 de fevereiro de 2005. A religiosa em missão no Brasil por quase 40 anos, morreu com a Bíblia na mão. E essas mortes, disse o Papa, “não podemos, não queremos esquecer. Queremos recordar”. E Leão XIV acrescentou: e “queremos preservar a memória juntamente com os nossos irmãos e irmãs das outras Igrejas e Comunidades cristãs. Desejo, portanto, reiterar o compromisso da Igreja Católica em guardar a memória dos testemunhos da fé de todas as tradições cristãs”.

A Comissão para os Novos Mártires no Vaticano

O Pontífice enalteceu, assim, o trabalho desenvolvido pela Comissão para os Novos Mártires instituído pelo Papa Francisco em 2023, junto ao Dicastério para as Causas dos Santos, que colabora com o Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos. Desde então, mais de 1600 mártires do século XXI foram reconhecidos pelo Vaticano, num testemunho que “é mais eloquente do que quaisquer palavras: a unidade vem da Cruz do Senhor”.

Queridos irmãos, um pequeno paquistanês, Abish Masih, morto num atentado contra a Igreja Católica, tinha escrito no seu caderno: «Making the world a better place», «tornar o mundo um lugar melhor». Que o sonho desta criança nos incentive a testemunhar com coragem a nossa fé, para sermos juntos fermento de uma humanidade pacífica e fraterna.

No próximo mês de outubro, a Igreja celebra o Dia do Nascituro (dia 08). Para comemorar a Comissão Episcopal para a Vida e a

No próximo mês de outubro, a Igreja celebra o Dia do Nascituro (dia 08). Para comemorar a Comissão Episcopal para a Vida e a família propôs uma semana de comemorações. Leia abaixo a publicação do site cnbb.org.br e acompanhe as programações.

A Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propôs para a Semana Nacional da Vida, celebrada entre os dias 1º e 8 de outubro, o tema “Cuidar de si, do próximo e da casa comum” e o lema “Lançai sobre ele toda a vossa preocupação, pois ele cuida de vós (1Pd 5,7)”. O subsídio Hora da Vida está no mesmo livreto utilizado para a Semana Nacional da Família.

O material é um convite a refletir sobre os cuidados da vida, desde sua concepção até seu fim natural, e um espaço de oração por aqueles que estão chegando e por aqueles que já cumpriram sua missão.

“Propomos uma reflexão sobre a cultura do encontro para promover mais interação e vida entre as pessoas e o meio ambiente. Uma reflexão importante na educação dos filhos em tempos de profundos desafios na formação para valorizar a vida e do cuidado com a saúde”, salienta o bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Bruno Elizeu Versari.

Confira os temas para cada dia da Semana Nacional da Vida:

1º Encontro – NÃO NOS DESCUIDEMOS DE NOSSA PRÓPRIA SAÚDE INTEGRAL: DO CORPO, DA ALMA, DA MENTE E DAS NOSSAS RELAÇÕES

2º Encontro – FAMÍLIAS QUE PROTEGEM E NÃO DESPREZAM OS ANCIÃOS

3º Encontro – PRINCÍPIO DA VIDA, DOM DE DEUS: MARIA SAÚDA ISABEL

4º Encontro – CUIDADO COM A EDUCAÇÃO DOS FILHOS: MISSÃO DOS PAIS E DOM DE DEUS

5º Encontro – CUIDADO FORMAL: GRATIDÃO AOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE

6º Encontro – CUIDAR DO PRÓXIMO, VERDADEIRO ATO DE AMOR

7º Encontro – ASPECTOS BÍBLICOS DOS CUIDADOS COM A CASA COMUM

 

Além dos sete encontros para cada dia da semana, é oferecido o roteiro da “Celebração da vida”, para o Dia do Nascituro, em 8 de outubro.

O Papa Leão XIV enviou mensagem pelo cardeal prefeito do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso, aos participantes do Encontro “Promovendo uma Cultura de Harmonia”
O Papa Leão XIV enviou mensagem pelo cardeal prefeito do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso, aos participantes do Encontro “Promovendo uma Cultura de Harmonia” que acontece em Bangladesh. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va:
Numa mensagem aos participantes do encontro inter-religioso “Promovendo uma Cultura de Harmonia”, atualmente em andamento em Bangladesh, Leão XIV os exorta a serem “como jardineiros” que cuidam do campo da fraternidade, extirpando “as ervas daninhas do preconceito”. Presente no encontro, organizado pela Nunciatura Apostólica e pela Conferência Episcopal de Bangladesh, o cardeal Koovakad, prefeito do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso, que discursou na Krishibid Institution Bangladesh.

O diálogo encontra sua expressão mais tangível em “nosso sonho mais querido”: a paz. Construí-la é um caminho que se percorre juntos, como “uma família”, mas também com a dedicação de “jardineiros” que cuidam do “campo da fraternidade”, alimentando a partilha e extirpando “as ervas daninhas do preconceito”. Este é o cerne da mensagem que o Papa Leão XIV dirige aos participantes do encontro inter-religioso “Promovendo uma Cultura de Harmonia” que se realiza, em Bangladesh, de 6 a 12 de setembro, organizado pela Nunciatura Apostólica e pela Conferência Episcopal do país. A mensagem do Papa foi lida pelo prefeito do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso, cardeal George Jacob Koovakad, presente em Bangladesh para participar da conferência.

“Uma única” comunidade

“Desejo a todos vocês a paz que só pode vir de Deus, uma paz desarmada e desarmante, humilde e perseverante, que busca sempre a caridade, estando próxima sobretudo de quem sofre”, ressalta o Pontífice, elogiando os organizadores do encontro por terem escolhido um tema que reflete “o espírito de abertura fraterna que as pessoas de boa vontade procuram cultivar com os membros de outras tradições religiosas”. Uma escolha que tem suas raízes na convicção de que a humanidade é “uma única” comunidade, unida na origem e no destino sob Deus, como lembrado pela Nostra Aetate, a Declaração do Concílio Vaticano II sobre as relações da Igreja com as religiões não cristãs.

“Como uma única família, partilhamos a oportunidade e a responsabilidade de continuar nutrindo uma cultura de harmonia e paz.”

Cultivar o diálogo “como jardineiros”

O conceito de cultura, escreve Leão XIV, deve ser entendido de forma ampla: não apenas como um “patrimônio de artes, ideias e instituições”, mas também como um “ambiente” que promove o crescimento. Assim como um ecossistema saudável permite que diversas plantas prosperem lado a lado, uma cultura social saudável permite que diversas comunidades convivam em harmonia. Cultivar essa cultura significa fornecer “a luz da verdade, a água da caridade e o solo da liberdade e da justiça”. Quando a harmonia é negligenciada, as suspeitas se enraízam, os estereótipos se consolidam e os extremistas exploram o medo para semear a divisão.

“Juntos, como companheiros no diálogo inter-religioso, somos como jardineiros que cuidam deste campo de fraternidade, ajudando a manter fértil o diálogo e a extirpar as ervas daninhas do preconceito.”

Semear confiança, trabalhar pela compreensão

O Pontífice sublinha que as diferenças de credo ou de origem nunca devem dividir as pessoas. Pelo contrário, o encontro entre amigos e a prática do diálogo são instrumentos concretos para combater as forças da divisão, do ódio e da violência.

“Onde outros semearam desconfiança, escolhemos a confiança; onde outros poderiam alimentar o medo, nós trabalhamos pela compreensão; onde outros veem as diferenças como obstáculos, nós as reconhecemos como caminhos de enriquecimento recíproco.”

Construir a paz juntos

Construir uma cultura de harmonia significa partilhar experiências concretas, além de ideias. Como lembra São Tiago, “a religião pura e imaculada diante de Deus… consiste em visitar os órfãos e as viúvas em suas aflições”. Bangladesh, observa o Pontífice, já viu exemplos concretos de unidade: pessoas de diferentes credos colaboraram e rezaram juntas durante calamidades e tragédias, construindo pontes entre comunidades, entre teoria e prática, entre diferentes credos. Esses gestos ajudam a vencer a desconfiança e a reforçar a resiliência contra as “vozes da divisão”.

“Quando nosso diálogo se traduz em ações concretas, uma mensagem poderosa ressoa: a paz, não o conflito, é nosso maior sonho, e construí-la é uma tarefa que enfrentamos juntos.”

Tijolos da “civilização do amor”

O Papa conclui, reiterando o compromisso da Igreja Católica em percorrer este caminho em junto com as comunidades locais. Cada gesto de diálogo — desde debates em grupo a projetos de serviço comum, passando por pequenos atos de cortesia para com o próximo de outra religião — são “tijolos” daquela que São João Paulo II chamava de “civilização do amor”. Leão XIV conclui, assegurando seu afeto fraterno e orações, desejando a todos paz, harmonia e fraternidade, não apenas para Bangladesh, mas para o mundo inteiro.

Discurso do cardeal Koovakad

Em seu discurso, o cardeal Koovakad citou o Documento sobre a Fraternidade Humana assinado, em Abu Dhabi, em 4 de fevereiro de 2019 pelo Papa Francisco e pelo Grão Imame de al-Azhar, Ahmad al-Tayyeb. Na Instituição Krishibid, em Bangladesh, o cardeal destacou como este Documento convida a humanidade a unir forças para construir uma cultura de respeito recíproco, denunciando a perda de empatia e compaixão, a difusão da corrupção e da desonestidade e o consequente enfraquecimento da confiança pública. Um terreno que leva ao “desespero” e à adesão a extremismos religiosos alimentados pelo “medo, insegurança e fanatismo cego”. Eles muitas vezes resultam em uma “espiral descendente em direção ao fundamentalismo, que pode levar tanto à autodestruição pessoal quanto à social”, afirmou. É possível combatê-los através da promoção de uma “cultura da tolerância”, na convicção de que as religiões “nunca devem ser fonte de guerra, ódio, hostilidade e extremismo”. Koovakad também destacou que o diálogo não significa “mudar a religião de alguém”, mas ouvir, respeitar e aprender com os outros, incentivando especialmente os jovens a equilibrar tradição e modernidade e a combater as tensões entre comunidades.

A rede de oração pelas intenções do Papa no mês de setembro tem como tema A interdependência com todas as criaturas. A inspiração vem

A rede de oração pelas intenções do Papa no mês de setembro tem como tema A interdependência com todas as criaturas. A inspiração vem de São Francisco de Assis. Rezemos junto com o Papa para que a humanidade aprenda a se relacionar com toda a criação e a respeitar os limites da natureza.