Notícias da Igreja

A pedido do Papa Francisco a Igreja Católica, em todos os Continentes, se une para rezar pela paz.  “para a próxima sexta-feira, 27 de
A pedido do Papa Francisco a Igreja Católica, em todos os Continentes, se une para rezar pela paz.
 “para a próxima sexta-feira, 27 de outubro, convoquei um dia de jejum, oração e penitência, e que naquela tarde, às 18 horas, em São Pedro, teremos uma hora de oração para implorar a paz no mundo”. Papa Francisco
O arcebispo de Vitória, dom Dario Campos, repetiu o pedido do Papa na missa de hoje em Ponta Formosa e sugeriu que ao longo do dia, cada um encontre um espaço para rezar pela paz. Escute o apelo de dom Dario.

 

Anexos

O Papa Francisco participou da Sessão Sinodal na tarde de ontem, 25 de outubro de 2023 e seu discurso foi divulgado no site vaticannews.va.
O Papa Francisco participou da Sessão Sinodal na tarde de ontem, 25 de outubro de 2023 e seu discurso foi divulgado no site vaticannews.va.
Na íntegra o discurso do Papa

Discurso do Santo Padre à 18ª Congregação Geral da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, 25.10.2023

Gosto de pensar na Igreja como o povo fiel de Deus, santo e pecador, um povo convocado e chamado com a força das bem-aventuranças e de Mateus 25.

Jesus, para sua Igreja, não assumiu nenhum dos esquemas políticos de sua época: nem fariseus, nem saduceus, nem essênios, nem zelotes. Nenhuma “corporação fechada”; ele simplesmente assume a tradição de Israel: “Vocês serão o meu povo e eu serei o seu Deus”.

Gosto de pensar na Igreja como esse povo simples e humilde que anda na presença do Senhor (o povo fiel de Deus). Esse é o significado religioso de nosso povo fiel. E digo povo fiel para não cair nas muitas abordagens e esquemas ideológicos com os quais a realidade do povo de Deus é “reduzida”. Simplesmente pessoas fiéis, ou também, “o santo povo fiel de Deus” no caminho, santo e pecador. E essa é a Igreja.

Uma das características desse povo fiel é sua infalibilidade; sim, é infalível in credendo (In credendo falli nequit, diz LG 9) Infabilitas in credendo. E eu explico assim: “quando você quiser saber o que a Santa Mãe Igreja crê, vá ao Magistério, porque ele é o encarregado de ensiná-lo a você, mas quando quiser saber como a Igreja crê, vá ao povo fiel”.

Uma imagem me vem à mente: o povo fiel reunido na entrada da Catedral de Éfeso. A história (ou lenda) diz que o povo ficou dos dois lados do caminho para a catedral enquanto os bispos entravam em procissão e, em coro, repetiam: “Mãe de Deus”, pedindo à hierarquia que declarasse dogma aquela verdade que eles já possuíam como povo de Deus. (Alguns dizem que eles tinham varas nas mãos e as mostravam aos bispos). Não sei se é história ou lenda, mas a imagem é válida.

O povo fiel, o santo povo fiel de Deus, tem uma alma e, como podemos falar da alma de um povo, podemos falar de uma hermenêutica, de uma maneira de ver a realidade, de uma consciência. Nosso povo fiel tem consciência de sua dignidade, batiza seus filhos, enterra seus mortos.

Nós, membros da Hierarquia, viemos desse povo e recebemos a fé desse povo, geralmente de nossas mães e avós, “tua mãe e tua avó”, diz Paulo a Timóteo, uma fé transmitida em um dialeto feminino, como a Mãe dos Macabeus que falava “em dialeto” com seus filhos. E aqui eu gostaria de enfatizar que, entre o povo santo e fiel de Deus, a fé é transmitida em um dialeto, e geralmente em um dialeto feminino. Isso não só porque a Igreja é Mãe e são precisamente as mulheres que melhor a refletem (a Igreja é mulher), mas também porque são as mulheres que sabem esperar, que sabem descobrir os recursos da Igreja, do povo fiel, que arriscam além do limite, talvez com medo, mas corajosas, e no crepúsculo de um dia que está começando, aproximam-se de um túmulo com a intuição (ainda não a esperança) de que possa haver alguma vida.

A mulher do povo santo e fiel de Deus é um reflexo da Igreja. A Igreja é feminina, ela é esposa, ela é mãe.

Quando os ministros vão longe demais em seu serviço e maltratam o povo de Deus, eles desfiguram a face da Igreja com atitudes machistas e ditatoriais (basta lembrar a intervenção da Ir. Liliana Franco). É doloroso encontrar em alguns escritórios paroquiais a “lista de preços” dos serviços sacramentais à maneira de um supermercado. Ou a Igreja é o povo fiel de Deus a caminho, santo e pecador, ou acaba sendo uma empresa de serviços diversos. E quando os agentes pastorais seguem esse segundo caminho, a Igreja se torna o supermercado da salvação e os sacerdotes meros funcionários de uma multinacional. Essa é a grande derrota a que o clericalismo nos conduz. E isso é muito triste e escandaloso (basta ir às alfaiatarias eclesiásticas de Roma para ver o escândalo dos jovens padres experimentando batinas e chapéus ou alvas e vestes de renda).

O clericalismo é um chicote, é um flagelo, é uma forma de mundanismo que contamina e danifica a face da noiva do Senhor; ele escraviza o povo santo e fiel de Deus.

E o povo de Deus, o santo povo fiel de Deus, segue em frente com paciência e humildade, suportando o desprezo, os maus-tratos e a marginalização do clericalismo institucionalizado. E com que naturalidade falamos dos príncipes da Igreja, ou das promoções episcopais como avanço na carreira! Os horrores do mundo, o mundanismo que maltrata o povo santo e fiel de Deus.

Publicação do site vaticannews.va:

Francisco falou no início da Congregação do Sínodo na tarde desta quarta-feira e reiterou a importância das mulheres na Igreja: “Elas sabem esperar, descobrir o caminho, além do limite, com medo e coragem”. Em seguida, lamentou o “escândalo” dos padres que experimentam em alfaiatarias batinas de renda. Finalmente, ele lembra a importância do povo de Deus: “quando você quiser saber o que a Igreja diz, leia o magistério, mas para pensar como a Igreja se dirigja ao povo”.
A mulher, “reflexo” de uma Igreja que tem um rosto feminino. Os sacerdotes e o “escândalo” das roupas eclesiásticas de alfaiataria e, às vezes, das atitudes “machistas e autoritárias”. A Igreja às vezes reduzida a um “supermercado da salvação” com uma lista de preços para os sacramentos. Depois, o clericalismo, que é como um “chicote” e que “arruína” o povo santo de Deus. O povo de Deus, de fato, “santo e pecador”, “infalível na crença”, com tanta “paciência”, deve suportar “maus-tratos e a marginalização do clericalismo institucionalizado”.

Estas são algumas das reflexões que o Papa ofereceu na tarde desta quarta-feira aos participantes do Sínodo reunidos na Sala Paulo VI para a 17ª Congregação Geral, durante a qual se seguiram os discursos com as “impressões gerais” sobre o Relatório Síntese que será publicado no sábado, 28 de outubro. Antes, porém, a palavra do Pontífice que, sentado à mesa central, em espanhol, quis chamar a atenção para a “Igreja como povo de Deus”. Aquele povo ao qual os membros do Sínodo dirigiram uma Carta nesta quarta, e na qual reiteraram a vontade de ouvir “todos”.

A Igreja como o povo fiel de Deus

“Gosto de pensar na Igreja como o povo fiel de Deus, santo e pecador, um povo chamado e convocado com a força das bem-aventuranças e de Mateus 25”, começou Francisco.

Jesus, para sua Igreja, não adotou nenhum dos esquemas políticos de seu tempo: nem fariseus, nem saduceus, nem essênios, nem zelotes. Nenhuma “corporação fechada”; ele simplesmente assumiu a tradição de Israel: “Vocês serão o meu povo e eu serei o seu Deus”.

“Gosto”, confessa o Papa, “de pensar na Igreja como um povo simples e humilde que caminha na presença do Senhor. E é “ainda mais belo” falar do povo santo de Deus”. “Santo e pecador, todos”, mas um povo “fiel”.

Digo povo fiel para evitar cair nas muitas abordagens e esquemas ideológicos com os quais a realidade do povo de Deus é “reduzida”. 

Infalível na crença

Uma das características desse povo é sua “infalibilidade”: “Sim, é preciso dizer: é infalível na fé…”. “Infallibilitas in credendo”, como diz a Lumen Gentium.

Quando você quiser saber o que a Santa Mãe Igreja quer dizer, leia o Magistério, mas se quiser pensar como crê a Igreja, dirija-se ao povo.

Esse povo fiel “tem uma alma”, diz o Papa Francisco, e “porque podemos falar da alma de um povo, podemos falar de uma hermenêutica, de um modo de ver a realidade, de uma consciência”. Uma “consciência da dignidade”, como demonstram o batismo dos filhos, o sepultamento dos mortos.

A fé transmitida pelas mães e avós

Desse povo também vêm “os membros da hierarquia”, desse povo eles receberam a fé, enfatiza o Papa. Como em tantas outras ocasiões, recorda as mães, as avós: “Tua mãe e tua avó, diz Paulo a Timóteo”. “A fé é transmitida em um dialeto feminino. Como a mãe dos Macabeus que falava em dialeto com seus filhos”, enfatiza Francisco: “gosto muito de pensar que, no santo povo de Deus, a fé é sempre transmitida em dialeto e, geralmente, em dialeto feminino. Isso não se deve apenas ao fato de que a Igreja é mãe e são precisamente as mulheres que melhor a refletem”. Daí um aparte sobre a importância das mulheres na Igreja.

A Igreja é mulher, mas porque são as mulheres que sabem esperar, que sabem descobrir os recursos da Igreja, do povo fiel, que vão além do limite, talvez com medo, mas corajosas, e no claro-escuro de um dia que inicia, aproximam-se de um túmulo com a intuição (ainda não esperançosa) de que pode haver algo vivo. A mulher é um reflexo da Igreja, a Igreja é feminina, é uma esposa e mãe. 

A lista de preços dos sacramentos

Portanto, “quando os ministros “excedem em seu serviço e maltratam o povo de Deus, desfiguram o rosto da Igreja, arruínam-na com atitudes machistas e ditatoriais”, lamenta o Pontífice. “É doloroso”, acrescenta, “encontrar em alguns escritórios paroquiais a ‘lista de preços’ dos serviços sacramentais como em um supermercado. Ou a Igreja é o povo fiel de Deus em caminho, santo e pecador, ou acaba sendo uma empresa de vários serviços, e quando os agentes pastorais tomam esse segundo caminho, a Igreja se torna o supermercado da salvação e os sacerdotes simples funcionários de uma multinacional”.

Clericalismo “chicote” e “flagelo

Esse é o “grande fracasso” ao qual o clericalismo leva. Igual amargura, ou melhor, “dor”, o Papa expressa por aqueles “jovens sacerdotes” que se veem nas lojas de alfaiataria eclesiástica “experimentando batinas e chapéus ou vestidos com rendas”. “Chega”, diz ele, “isso é realmente um escândalo.

O clericalismo é um chicote, é um flagelo, uma forma de mundanismo que suja e danifica a face da esposa do Senhor, escraviza o santo povo fiel de Deus”.

O mundanismo maltrata o povo de Deus

Povo que, no entanto, “continua a avançar com paciência e humildade”: “com quanta paciência devem tolerar o desperdício, os maus-tratos, as exclusões por parte do clericalismo institucionalizado”, exclama o Papa Francisco. “E com que naturalidade falamos dos ‘príncipes da Igreja’, ou das promoções episcopais como promoções de carreira! Os horrores do mundo, o mundanismo que maltrata o povo santo e fiel de Deus.”

A Campanha “SOS AMAZÔNIA: APOIE A VIDA, DOE AGORA”, foi lançada pela Cáritas Brasileira e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em

A Campanha “SOS AMAZÔNIA: APOIE A VIDA, DOE AGORA”, foi lançada pela Cáritas Brasileira e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil), para ajudar as vítimas da estiagem na Amazônia.

Para fazer doação é muito fácil:

Doe para a Campanha SOS AMAZÔNIA através das seguintes contas:
Banco do Brasil 
Agência – 0452-9 
Conta Corrente: n° 52.755-6
Pix: 33.654.419.0001-16 (CNPJ)

Caixa Econômica Federal
Agência – 1041
Op 003
Conta Corrente: 3573-5

Assessoria de Imprensa
Ana Caroline Lira
Celular – (61) 98595-5278
E-mail  [email protected]  

A estiagem nos territórios amazônidas atingiu um nível alarmante neste ano. As consequências afetam o volume dos rios e estão atingindo diretamente diversas comunidades que sobrevivem diretamente da biodiversidade dos rios. São territórios rurais que, com a intensidade das secas deste ano, ficam isoladas e necessitam de auxílio para se alimentar e ter acesso a água potável.

“Estamos enfrentando uma estiagem como nunca vista antes por aqui. Dependemos do rio, somos um povo da água. Os rios são tudo para nós, e a nossa sobrevivência está na dependência dos rios. A situação ambiental está cada dia mais agravante, e as populações vulneráveis são as que mais sofrem. Nosso coração sofre quando vemos essa situação, e precisamos de ajuda urgente.” diz Márcia Miranda, agente da Cáritas Brasileira Articulação Norte 1, em Manaus.

Dados divulgados pelo Governo do Amazonas no início de outubro indicam que já são mais de 50 mil famílias afetadas pela estiagem, em um total de 200 mil pessoas que estão com dificuldades em todo o estado. São 24 municípios em estado de emergência em todo o Rio Solimões.

Frente a esse contexto preocupante, a Cáritas Brasileira e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil), lançam a campanha “SOS AMAZÔNIA: APOIE A VIDA, DOE AGORA”, com o objetivo de auxiliar as famílias que estão passando por dificuldades neste período emergencial na Amazônia. Os recursos arrecadados pela campanha serão utilizados para aquisição de produtos de primeira necessidade, que serão distribuídos para as famílias atendidas pela rede de solidariedade da igreja católica nas regiões impactadas pela estiagem.

Faça sua doação agora e integre essa rede de solidariedade em defesa da vida do povo da Amazônia! 

 

Foi divulgado pela Agência Fides alguns dados sobre membros da Igreja, estruturas pastorais e atividades no campo da saúde, bem-estar e educação. Os dados

Foi divulgado pela Agência Fides alguns dados sobre membros da Igreja, estruturas pastorais e atividades no campo da saúde, bem-estar e educação. Os dados são do Anuário Estatístico da Igreja, publicado em 31 de dezembro de 2021. A notícias está publicada no site vaticannews.va

A porcentagem mundial de católicos

Em 31 de dezembro de 2021, a população mundial era de 7.785.769.000, um aumento de 118.633.000 em relação ao ano anterior. O aumento global também afetou todos os continentes, exceto a Europa. Na mesma data o número de católicos era de 1.375.852.000, um aumento global de 16.240.000 em relação ao ano anterior. O aumento afeta todos os continentes, exceto a Europa (-244.000). Como no passado, é mais acentuado na África (+8.312.000) e na América (+6.629.000), seguido pela Ásia (+1.488.000) e Oceania (+55.000). A porcentagem mundial de católicos diminuiu ligeiramente (-0,06) em relação ao ano anterior, e é de 17,67%. Com relação aos continentes, as variações são mínimas.

Os dados sobre ministérios ordenados

O número total de bispos em todo o mundo diminuiu em 23, chegando a 5.340. O número de bispos diocesanos (-1) e de bispos religiosos (-22) diminuiu. Atualmente, há 4.155 bispos diocesanos e 1.185 bispos religiosos.

Já o número de sacerdotes diminuiu para 407.872 (-2.347). Mais uma vez, a Europa (-3.632) e a América (-963) registraram uma redução consistente. Aumentos foram registrados na África (+1.518), Ásia (+719) e Oceania (+11). Os padres diocesanos em todo o mundo diminuíram em 911, totalizando 279.610. Os sacerdotes religiosos diminuíram em um total de 1.436, registrando 128.262.

Os diáconos permanentes em todo o mundo continuam a crescer, 541 foram ordenados, atingindo o total de 49.176. Os aumentos ocorreram em todos os continentes: África (+59), América (+147), Ásia (+58), Europa (+268) e Oceania (+9).

O número de seminaristas maiores, diocesanos e religiosos, diminuiu em 1.960 este ano, para 109.895. Houve aumentos apenas na África (+187) e diminuições na América (-744), Ásia (-514), Europa (-888) e Oceania (-1). O total de seminaristas menores, diocesanos e religiosos, aumentou em 316, chegando a 95.714. As reduções foram registradas na América (-372), Ásia (-1.216), Europa (-144) e Oceania (-5), enquanto o único aumento consistente foi na África (+2.053).

Os percentuais de religiosos e religiosas no mundo

A contagem de religiosos que não são sacerdotes diminuiu em 795, chegando a 49.774. As reduções foram registradas na América (-311), Europa (-599) e Oceania (-115). Houve aumento na África (+205) e na Ásia (+25).

A tendência de longa data, de uma diminuição global no número de religiosas foi confirmada, dessa vez atingindo um número de 10.588 em comparação com a pesquisa anual anterior. O número total de religiosas é de 608.958. Os aumentos são novamente registrados na África (+2.275) e na Ásia (+366), e as diminuições na Europa (-7.804), América (-5.185) e Oceania (-240).

A atuação da Igreja na educação e assistência social

No campo da educação e da formação, a Igreja administra 74.368 jardins de infância em todo o mundo, frequentados por 7.565.095 alunos; 100.939 escolas primárias para 34.699.835 alunos; 49.868 escolas secundárias para 19.485.023 alunos. Além disso, acompanha 2.483.406 alunos de ensino médio e 3.925.325 estudantes universitários.

As instituições de saúde, caridade e assistência administradas pela Igreja Católica no mundo incluem: 5.405 hospitais, 14.205 ambulatórios, 567 hospitais de hanseníase, 15.276 lares para idosos, doentes crônicos e deficientes, 9.703 orfanatos, 10.567 creches, 10.604 centros de aconselhamento matrimonial, 3.287 centros de educação ou reeducação social e totalizam 35.529 outros tipos de institutos sociais.

Com informações VaticanNews – fonte: Agência Fides

As coletas do final de semana 21 e 22 de outubro são destinadas às missões. Foram distribuídos envelopes específicos, porém, na Arquidiocese de Vitória

As coletas do final de semana 21 e 22 de outubro são destinadas às missões. Foram distribuídos envelopes específicos, porém, na Arquidiocese de Vitória e em todas as dioceses e arquidioceses no mundo enviarão as coletas para o Fundo Mundial da Solidariedade, que mantém centenas de projetos de evangelização nos países mais pobres do mundo.

Como doar

Você pode fazer sua doação para as missões de três formas: 1. colocando a sua doação no envelope e entregando na comunidade ou paróquia. 2. participando de celebração ou missa e fazendo sua doação na hora da coleta. 3. Fazendo transferência por PIX direto para Pontifícias Obras Missionárias (POM). A chave PIX é: e-mail [email protected]. Pode usar também o QR Code ou que se encontra no envelope especifico da coleta.

Por que doar?

Os projetos de evangelização e pastorais nos países pobres precisam da ajuda de todos para serem mantidos. Por isso o Papa Pio XI, estabeleceu em 1926 o Dia Mundial das Missões. Os recursos arrecadados são administrados pela POM. Esta iniciativa chama a atenção dos cristãos católicos para a responsabilidade de todos com as missões e também para despertar um olhar de carinho para com os mais necessitados.

Os principais projetos foram elencados no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil: trabalhos de promoção humana, catequese e evangelização; formação dos futuros sacerdotes e religiosos(as); manutenção de missionários e igrejas em terras de missão; meios de comunicação social e de transportes; apoio e ajuda a centros de educação e saúde, casas de pessoas com deficiências físicas; construções de capelas, igrejas, seminários e hospitais; Casas para idosos, orfanatos, creches, centros de reeducação social e dependentes químicos; e subsídios de urgências em situações de desastres e calamidades públicas.

Como as doações chegam a quem precisa

As comunidades e paróquias recebem as ofertas para as missões nas coletas dos dias 21 e 22 de outubro. As paróquias enviam para a Arquidiocese todo o valor arrecadado nessas coletas. A Arquidiocese envia o valor recebido para as Pontifícias Obras Missionárias em Brasília, que  comunica e informa sobre o valor arrecadado ao Dicastério (Secretaria) para a Evangelização em Roma e repassa os valores de 80% para o Fundo Mundial de Solidariedade. Os outros 20% são para a ação missionária no Brasil.

Outras Informações:

  1. Atualmente 1.118 dioceses pobres na África, Ásia, Oceania e América Latina recebem auxilio da Coleta Missionária.
  2. Em 2022, a Igreja no Brasil contribuiu com o Fundo Mundial de Solidariedade com o valor de R$ 7.614.867,96.

 

A pedido do Papa Francisco, hoje, 17 de outubro de 2023 é o dia de oração e jejum pela paz, especialmente entre palestinos e
A pedido do Papa Francisco, hoje, 17 de outubro de 2023 é o dia de oração e jejum pela paz, especialmente entre palestinos e israelenses. Ontem o Patriarca Latino, Cardeal Pierbattista Pizzaballa, se ofereceu em troca das crianças mantidas como reféns pelo Hamas. Leia abaixo trechos da entrevista concedida a Antonella Palermo do site vaticannews.va

“Um sinal muito bonito de unidade de toda a comunidade cristã”: é assim que o Cardeal, Patriarca Latino de Jerusalém, considera o Dia de Oração e Jejum pela Paz na Terra Santa que será realizado amanhã, 17 de outubro. Em uma reunião on-line organizada com jornalistas pela associação Iscom, o cardeal foi confortado pelo apoio mundial à iniciativa.

A barbárie do Hamas é injustificável e inaceitável

“Os contatos com outros líderes religiosos existem, mas este não é o momento de tomar iniciativas em conjunto”, admite o cardeal. “Nós conversamos uns com os outros, tentamos nos apoiar mutuamente, entender as razões uns dos outros. Porque é importante, em um momento de grande dureza de almas, tentar ouvir uns aos outros. É isso que estou tentando fazer no momento, não sem esforço”. Lamentando a “barbaridade cometida no último sábado pelo Hamas”, o Patriarca de Jerusalém descreveu a situação em Gaza, expressou seu temor por um possível ataque terrestre de Israel à Faixa de Gaza e manifestou preocupação com um conflito que poderia se espalhar e se tornar “regional”.

Não há vítimas na comunidade cristã de Gaza

Reiterando em termos inequívocos que o que o Hamas fez em 7 de outubro é “injustificável, incompreensível e inaceitável”, o Cardeal Pizzaballa se concentra no que poderia acontecer em Gaza, com “dois milhões de pessoas trancadas dentro de casa” e relata que a comunidade de cerca de mil pessoas está totalmente reunida nos complexos das igrejas: 500 estão na Igreja Latina, outras 400 encontraram abrigo na Igreja Ortodoxa Grega. Cerca de 300, tanto cristãos quanto muçulmanos, estão abrigados na organização ecumênica cristã YMCA, que tem o compromisso de apoiar principalmente os jovens. Todos eles estão na parte norte da Faixa, de onde devem sair, de acordo com o exército israelense. “Deixamos a eles total liberdade para decidirem o que querem fazer, se vão se mudar ou ficar”, ressalta o cardeal. “A escolha é deles. Praticamente todos decidiram ficar porque é mais seguro, em outros lugares a situação é ainda pior. Além disso, eles não sabem para onde ir. Até mesmo se locomover é perigoso. A fronteira com Rafah está fechada”.

Grande sofrimento e medo de que o conflito se amplie

O relato de Pizzaballa é “seco e amargo”. A comida está começando a se esgotar. “Estamos tentando, por meio de nossos contatos, conseguir o máximo de material possível: alimentos, remédios, água, diesel para os geradores. Estamos vendo com as várias associações humanitárias como podemos tentar ajudar, estamos tentando insistir para que pelo menos um corredor humanitário seja aberto para trazer as necessidades básicas”, diz ele. Ele declara abertamente sua consternação com os eventos de 7 de outubro, bem como com a velocidade das mudanças que estão ocorrendo. Estamos chocados”, diz ele, “é difícil encontrar espaço para uma discussão, não vou dizer calmamente, mas pelo menos em uma base razoável. Os territórios são hermeticamente fechados. O que eu temo é que esse conflito se espalhe. É uma situação de grande incerteza. É um grande sofrimento”. Ele também atualiza sobre a ausência de vítimas entre os cristãos em Gaza. “Há alguns feridos, mas nada sério. Todos eles estão muito abalados, como vocês podem imaginar”. Caso o exército israelense entre em Gaza por terra, o maior temor expresso pelo Cardeal Pizzaballa diz respeito à grave crise humanitária que será criada.

“Eu me ofereço em troca das crianças reféns do Hamas”

“Há, ou haverá algum dia, espaço para a mediação da Santa Sé?” é a pergunta de um jornalista. “Nós nos dispusemos, pelo menos, a recuperar os reféns, ou parte deles. Uma tentativa está sendo feita… É muito difícil”, responde o cardeal, “porque para haver mediação é preciso ter interlocutores que são muito difíceis de encontrar. Não se pode falar com o Hamas”, acrescenta. E, falando de reféns, o cardeal Pizzaballa não hesita em declarar que está pronto para se oferecer pessoalmente em troca das crianças que estão atualmente nas mãos do Hamas: “Se isso puder trazer liberdade, trazer essas crianças de volta para casa, não há problema. De minha parte, disponibilidade absoluta”. Ele reitera que é “necessário encontrar uma saída, encontrar uma maneira de libertar os reféns. Temos que fazer isso. Caso contrário, será muito difícil interromper esses acontecimentos. Estamos disponíveis, também podemos nos comprometer, estamos prontos, tudo o que puder restaurar um mínimo de calma e desescalada, estamos prontos”.

Indignado com a rapidez dos acontecimentos

“Existe o risco de transformar esse conflito em um conflito de civilizações. Muitos estão falando sobre isso. Obviamente, é importante evitar esse apelo às armas para um choque de civilizações, porque nada de bom resultará disso. A Terra Santa sempre foi um lugar onde o Oriente e o Ocidente se encontram e se chocam, um lugar de atrito”, observa o cardeal. Pizzaballa adverte sobre o perigo de que a devastação se espalhe também para a Cisjordânia: “É real”, conclui, “porque já antes desta crise, as tensões eram muito altas, especialmente na área de Nablus e Jenin”. E, ao recordar que nos últimos dias houve confrontos, inclusive com mortes, o cardeal está ciente de que tudo é muito fluido e que não é fácil entender que rumo tomará a Cisjordânia: “talvez daqui alguns dias conseguiremos esclarecer”.

Após a oração do Angelus, neste domingo, 15 de outubro, o Papa Francisco convidou a todos para um dia de oração e jejum pela
Após a oração do Angelus, neste domingo, 15 de outubro, o Papa Francisco convidou a todos para um dia de oração e jejum pela paz.
O convite é para terça-feira, 17 de outubro em todo o mundo. Cada um é convidado a unir-se às intenções do Papa e rezar pela paz. O Papa falou consternado: “os mortos já são muitos”.  Leia a publicação do site vaticannews.va
“As guerras são sempre uma derrota. Sempre”. No final do Angelus este domingo (15), Francisco expressou tristeza pelo “que está acontecendo em Israel e na Palestina” e convidou todos os fiéis a se unirem à Igreja na Terra Santa e dedicarem a próxima terça-feira, 17 de outubro, à oração e ao jejum”. “A oração – explicou – é uma força mansa e santa para se opor à força diabólica do ódio, do terrorismo e da guerra”.

O Papa renovou “o apelo pela libertação dos reféns”, depois pediu “veementemente” que “as crianças, os doentes, os idosos, as mulheres e todos os civis não sejam vítimas do conflito”, que o direito humanitário seja respeitado: “sobretudo em Gaza, onde é urgente e necessário garantir corredores humanitários e ajudar toda a população”.

Irmãos e irmãs, muitos já morreram. Por favor, não deixem que mais sangue inocente seja derramado, nem na Terra Santa, nem na Ucrânia, nem em nenhum outro lugar! Basta!

Hospital anglicano em Gaza é atingido

O número de mortos em Gaza subiu para 2.329, e o número de feridos chega a 9.714. Na manhã deste domingo, chegou notícias de que o hospital anglicano Arab Ahli, em Gaza, foi atingido por ataques israelenses.  Nas mídias sociais, o arcebispo anglicano de Jerusalém, Hosam Naoum, pede que as pessoas orem pela paz e explica que “dois andares do hospital foram danificados e quatro pessoas ficaram feridas. A sala de ultrassom e mamografia foi danificada”.

Israel abre novo corredor humanitário

Alta tensão na fronteira com o Líbano

Enquanto isso, em resposta ao lançamento de mísseis antitanque pelo Hezbollah a partir do Líbano, um dos quais resultou na morte de um civil israelense e deixou vários feridos, Israel isolou “uma área de até quatro quilômetros da fronteira norte” com o País dos cedros e começou a atacar posições militares da organização islâmica xiita em território libanês.

 

No Dia do Educador, a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, através da Comissão Episcopal para a Cultura e Educação disponibilizou um subsídio

No Dia do Educador, a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, através da Comissão Episcopal para a Cultura e Educação disponibilizou um subsídio de oração. Baixe o roteiro no link a seguir: Roteiro para a Bênção dos educadores

A matéria é do site da CNBB.

No Dia do Educador, celebrado em 15 de outubro, a Comissão Episcopal para Cultura e Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Associação Nacional de Educação Católica (ANEC) estão lançando um roteiro de bênção especial para os educadores. Com o tema deste ano, “Educar com o coração: testemunhar, formar, inspirar”, a iniciativa tem como objetivo reconhecer e valorizar o papel fundamental dos educadores na formação da sociedade.

O assessor do Setor Educação, da Comissão para a Cultura e a Educação da CNBB, padre Júlio César R. Resende, informa que a ANEC e a CNBB uniram esforços para disponibilizar um subsídio que permitirá que paróquias, comunidades, escolas e universidades dediquem um tempo para a oração em conjunto com os educadores, homenageando-os e agradecendo pelo seu trabalho incansável na promoção do conhecimento e no desenvolvimento integral dos alunos.

Aprimoramento das futuras gerações

O Dia do Educador é uma data de grande importância para celebrar aqueles que dedicam suas vidas à educação e ao aprimoramento das futuras gerações. Neste ano, o tema escolhido, “Educar com o coração: testemunhar, formar, inspirar”, ressalta a importância de não apenas transmitir conhecimento, mas também de inspirar os estudantes, formando cidadãos comprometidos com valores éticos e morais.

O subsídio disponibilizado pela ANEC e CNBB é uma ferramenta l para que as comunidades educativas e paroquiais organizem celebrações especiais em homenagem aos educadores. Este roteiro de bênção é flexível e adaptável a diferentes contextos e necessidades, permitindo que a celebração do Dia do Educador se torne verdadeiramente significativa e personalizada.

O coordenador do Setor de Animação Pastoral da ANEC, Gregory Rial, afirmou que “neste Dia do Educador, queremos expressar nossa profunda gratidão a todos os educadores que, com amor e dedicação, formam as mentes e os corações de nossos jovens. Que a bênção especial oferecida neste subsídio seja um símbolo do nosso reconhecimento pelo trabalho extraordinário que realizam.”

A ANEC e a CNBB estendem um convite a todas as instituições educacionais, paróquias e comunidades para adotarem este subsídio e dedicarem um momento especial à valorização e reconhecimento dos educadores. O profissional docente, muitas vezes subestimado na sociedade brasileira, desempenha um papel crucial, pois todos os demais profissionais dependem da educação que eles proporcionam. A bênção do educador é uma oportunidade de despertar a consciência coletiva e promover o devido reconhecimento e valorização dos professores, que contribuem significativamente para o desenvolvimento do país.

Para acessar o subsídio e obter mais informações sobre a celebração do Dia do Educador, visite o site da ANEC e da CNBB: anec.org.br ou cnbb.org.br.

Missa do dia do Educador

Além do subsídio de bênção disponibilizado pela ANEC e CNBB, uma Missa especial em celebração ao Dia do Educador será realizada no dia 18 de outubro, quarta-feira, às 19h, na Catedral Metropolitana. A celebração será presidida pelo bispo auxiliar de Brasília, dom Denilson Geraldo, e transmitida ao vivo pelas redes sociais da arquidiocese de Brasília e da ANEC.

Esta Missa proporcionará um momento de reflexão e gratidão pela dedicação dos educadores, unindo a comunidade educativa e religiosa em uma ocasião única de reconhecimento a esses profissionais que desempenham um papel fundamental na sociedade. Para participar da Missa online ou obter mais informações, acesse as redes sociais da arquidiocese de Brasília e da ANEC.