Notícias da Igreja

A Diocese de Colatina que sedia o décimo segundo Encontro Estadual de Ceb,s já divulgou a programação. Os representantes escolhidos pelas Áreas Pastorais da

A Diocese de Colatina que sedia o décimo segundo Encontro Estadual de Ceb,s já divulgou a programação.

Os representantes escolhidos pelas Áreas Pastorais da Arquidiocese de Vitória, participam de todo o evento de 13 a 15. Mas o dia 15, domingo, a programação é aberta a todos  a partir das 8h. Leia a matéria feita pela diocese de Colatina, confira a programação e organize-se para participar do encerramento no domingo, dia 15, a partir das 8h.

O Regional Leste 3 da CNBB promoverá o 12º Encontro das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), que vai acontecer na Diocese de Colatina, de 13 a 15 de outubro. São esperados representantes de todas as quatro dioceses do Espírito Santo que juntas vão refletir o tema “CEBs: Igreja em saída na busca da vida plena para todos e todas” e o lema “Vejam! Eu vou criar um novo céu e uma nova terra”.

Haverá momentos celebrativos e orantes, reflexões em grupo e formação com o padre Benedito Ferraro, que é escritor e assessora encontros de CEBs pelo Brasil. A animação ficará por conta do cantor popular Zé Vicente.

CAMINHADA DAS CEBS

O ponto alto do Encontro Regional das CEBs será a caminhada no domingo, dia 15 de outubro. Esse momento é aberto à participação de todo o povo capixaba! A concentração será na Praça Sol Poente de onde o grupo sairá às 8h30. O cantor Zé Vicente fará a animação ao longo do trajeto de três quilômetros que inclui a travessia da tradicional Ponte Silvio Avidos em direção ao bairro Maria das Graças.

Será uma caminhada de cerca de 50 minutos movida pela fé e esperança em uma Igreja que se coloca em movimento e ao encontro dos mais fragilizados da sociedade. O percurso encerra no Ginásio de Esporte Castelo Branco, onde o bispo da Diocese de Colatina, dom Lauro Sérgio Versiani Barbosa, presidirá missa às 10 horas.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

O 12º Encontro Regional das CEBs será na Paróquia Divino Espírito Santo, que fica no bairro Maria das Graças, em Colatina. Cada diocese está organizando seus representantes.

Dia 13/10 (sexta-feira)

Local: Comunidade Matriz / Paróquia Divino Espírito Santo

16h – Credenciamento

18h – Acolhida: primeiras exposições

20h – Ofício Divino das Comunidades

Dia 14/10 (sábado)

Local: Ginásio de Esporte Castelo Branco (Castelão)

8h30 – Ofício Divino das Comunidades

9h – Ecos e ressonâncias do 15º Encontro Intereclesial das CEBs à eclesiologia capixaba

10h30 – Assessoria: estruturas bíblicas e teológicas das comunidades e perspectivas do 15º Intereclesial das CEBs

13h30 – Assessoria

16h – Plenário, fila do povo e assessoria

19h30 – Noite vivencial com Zé Vicente

15/10 (domingo) – ABERTA À PARTICIPAÇÃO DE TODOS

8h – Chegada das caravanas à Praça Sol Poente

8h30 – Início da caminhada para o Castelão com animação de Zé Vicente

10h – Celebração Eucarística com dom Lauro Sérgio

11h30 – Encerramento

Amizade Social é o tema da Campanha da Fraternidade 2024. Veja abaixo os materiais que estarão disponíveis. A matéria foi publicada no site da

Amizade Social é o tema da Campanha da Fraternidade 2024. Veja abaixo os materiais que estarão disponíveis. A matéria foi publicada no site da CNBB.

Já estão disponíveis para aquisição os materiais da Campanha da Fraternidade (CF) 2024, sobre a Amizade Social. Além do texto-base, são oferecidos diversos subsídios para aprofundamento e meditação do tema proposto para a Quaresma do próximo ano. O ano de 2024 marca os 60 anos de mobilização da Campanha da Fraternidade em todo o Brasil. O tema escolhido para a ocasião é “Fraternidade e amizade social” e o lema “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt 23,8).

O texto base é o principal material da campanha, a reflexão fundamental que sustenta o caminho da CF. De acordo com a editora, “ele propõe despertar, de acordo com o tema e o lema, a beleza da fraternidade humana aberta a todos, para além dos nossos gostos, afetos e preferências, em um caminho de verdadeira penitência e conversão”.

conjunto de lançamentos sobre a CF conta com subsídios que já fazem parte tradicionalmente das publicações oferecidas, como roteiros para círculos bíblicos, CF na Catequese e CF na Escola. Também são apresentadas novidades, como o roteiro com as meditações da Via Sacra e da Via Lucis, o Terço da Amizade Social e o subsídio com roteiros para Adoração Eucarística, Celebração Penitencial e Celebração Ecumênica. A editora também oferta impressos de divulgação como o cartaz, cartão-postal, banners e adesivos.

Saiba quais são os materiais oferecidos neste ano:

 

Texto-base da CF 2024

O Texto-Base da Campanha da Fraternidade 2024 é a reflexão fundamental que sustenta o caminho da CF.

 

CF 2024 - CF na Escola - Ensino MédioCF na Escola

São três subsídios voltados para os educadores católicos que querem semear em seus alunos o espírito da CF 2024 com o tema “Fraternidade e amizade social”. Sendo um para cada etapa do ensino (Fundamental I e II e Ensino Médio), o material oferece cinco planos de aula sobre a CF contendo atividades a serem desenvolvidas nas aulas de ensino religioso ou outras.

 

CF 2024 - Círculos BíblicosCírculos Bíblicos

O subsídio Círculos Bíblicos é ideal para que as pessoas possam se reunir em pequenos grupos e, assim, inspiradas nas Sagradas Escrituras, fazerem estudos e reflexões quaresmais sobre a Campanha da Fraternidade 2024, por meio de cinco roteiros.

 

CF 2024 - CF na Catequese com Crianças e as Dores de MariaCF na Catequese com Crianças e as Dores de Maria

Este subsídio oferece 3 roteiros catequéticos para desenvolver o tema da CF 2024 “Fraternidade e amizade social” com crianças e uma celebração adaptada das 7 Dores de Maria em sua participação na Paixão de Jesus. Também é oferecido o material para catequese com adolescentes.

 

CF 2024 - Adoração Eucarística, Celebração Penitencial e Celebração EcumênicaAdoração Eucarística, Celebração Penitencial e Celebração Ecumênica

Novo subsídio para a CF 2024! São três roteiros em um único volume. O roteiro para a Adoração Eucarística visa oferecer a todas as pessoas e grupos que desejam passar uma hora em adoração ao Santíssimo Sacramento. O roteiro para a Celebração Penitencial oferece uma celebração que pode ser realizada como celebração da penitência presidida por ministro leigo em qualquer comunidade urbana ou rural, em um dia da Quaresma; pode ser presidida por um presbítero tornando-se oportunamente um ato penitencial com absolvição geral ou pode ser uma celebração que precede e prepara para o início do mutirão, com diversos padres dispostos a atender confissões individuais. O roteiro para a Celebração Ecumênica, por sua vez, pode ser utilizado quando duas ou mais comunidades cristãs de distintas confissões desejam rezar juntas ou mesmo para um tempo de oração em uma escola, empresa, ou grupo de amigos em que nem todos professam a fé cristã da mesma forma.

 

CF 2024 - Terço da Amizade SocialTerço da Amizade Social

Novo subsídio para a CF 2024. Trata-se de um roteiro de meditações para os Mistérios do Rosário baseadas no tema da CF, a fim de subsidiar os grupos que se unem para rezar o terço.

 

Via-Sacra e Via Lucis

[Disponível em breve] Novo subsídio para a CF 2024. Este subsídio apresenta um roteiro com a meditação das 14 estações da Via-Sacra para a Quaresma e das 14 estações da Via-Lucis para o Tempo Pascal, a partir do tema da CF 2024: “Fraternidade e Amizade Social”, que deseja ajudar as comunidades na meditação desses piedosos exercícios.

 

Retiro Popular Quaresmal

[Disponível em breve] O Retiro Popular Quaresmal auxilia os cristãos a transformarem toda a sua Quaresma em um grande retiro, com sugestões de orações e ações pessoais diárias, bem como encontros comunitários semanais de oração e reflexão. Todas as meditações são guiadas pelo tema e pelo lema da CF: “Fraternidade e Amizade Social” e “Vós sois todos irmãos e irmãs” (cf. Mt 23,8).

 

Jovens na CF

[Disponível em breve] O subsídio “Jovens na CF” apresenta um roteiro destinado aos diversos Grupos de Jovens de nossas comunidades, a fim de caminharem em sintonia com a CF 2024 e seu tema: “Fraternidade e Amizade Social”. Ele oferece roteiros para a Leitura Orante da Palavra, roda de conversa e encontros de jovens.

 

CF na Universidade

[Disponível em breve] Este subsídio oferece um roteiro para professores e alunos das universidades se encontrarem e refletirem sobre o tema da CF no ambiente universitário. Tem o objetivo de ser um facilitador para as reuniões propostas aos jovens e adultos de todas as idades, com sugestões de planejamento para atividades a serem realizadas com foco no tema da CF 2024: “Fraternidade e Amizade Social”.

 

CF em Família

[Disponível em breve] CF em Família é um subsídio que contém roteiros de encontros a serem realizados pelas famílias ou em grupos, visando à reflexão sobre o tema e o lema da Campanha da Fraternidade 2024. Os 6 encontros são elaborados de forma orante, com cantos, leitura da Palavra de Deus e perguntas que orientam um debate contemplativo sobre a relação entre “Fraternidade e Amizade Social”.

 

Fraternidade e Amizade Social na Economia de Francisco e Clara

[Disponível em breve] Novidade na CF 2024! Este subsídio virá em forma de 6 episódios de podcasts durante a Quaresma, oferecendo reflexões comuns entre a CF e a Economia de Francisco e Clara.

 

Fraternidade e Amizade Social na Amazônia

[Disponível em breve] Neste subsídio são oferecidas reflexões comuns entre a CF e a Amazônia, este bioma tão importante para o Brasil e o mundo. Nele encontramos formas próprias e enriquecedoras de se tratar e aprofundar o tema da CF. Pode ser utilizado para enriquecimento pessoal ou em grupos, que leem cada um dos textos e partilham suas respostas às questões propostas.

Manual

[Disponível em breve] Essa publicação é o conjunto de todos os subsídios em um único volume para facilitar o acesso ao material completo produzido para a CF 2024.

A Comissão Especial de Bioética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma nota qual afirma condenar e acompanhar “atentamente” a tramitação

A Comissão Especial de Bioética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma nota qual afirma condenar e acompanhar “atentamente” a tramitação da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 442 (ADPF 442). A ação pede a descriminalização do aborto no Brasil até a 12ª semana de gestação. Para o grupo, a eliminação voluntária e consciente de uma criança, fere o princípio da inviolabilidade da vida humana garantido pela Constituição Federal de 1988. O texto é assinado pelo bispo auxiliar de Curitiba (PR) e presidente da Comissão, dom Reginei José Modolo, e pelos assessores e especialistas colaboradores.

No texto, recordam que a sociedade brasileira tem como base o entendimento de que “toda vida humana é preciosa, tem seu valor intrínseco irrenunciável e inviolável”. Por isso, reforçam: “deve ser protegida com o máximo cuidado, desde a concepção”.

Frente ao argumento que baseia o processo no Supremo Tribunal Federal, de que o feto de 12 semanas não é um ser de direitos, a comissão ressalta que “o ser humano deve ser respeitado e tratado como pessoa desde a sua concepção” e desde esse mesmo momento lhe devem ser reconhecidos os direitos da pessoa, “entre os quais e antes de tudo, o direito inviolável de cada ser humano inocente à vida”.

Confira a nota clicando aqui.

Há sete anos o Papa Francisco instituiu o Dia Mundial dos Pobres a ser realizado no 33º Domingo do Tempo Comum. Este ano de

Há sete anos o Papa Francisco instituiu o Dia Mundial dos Pobres a ser realizado no 33º Domingo do Tempo Comum. Este ano de 2023 será no dia 19 de novembro.

“Não desvies o rosto de nenhum pobre” (Tb 4,7), é o tema proposto e a Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (Cepast-CNBB), propõe a VII Jornada Mundial dos Pobres em preparação ao Dia Mundial dos Pobres, que neste ano será realizada de 12 a 19 de novembro. Os materiais já estão disponíveis e podem ser baixados clicando  aqui. Leia a matéria publicada no site da CNBB.

Seguindo a convocação do Papa Francisco, a Cepast-CNBB reafirma: “O Dia Mundial dos Pobres, sinal fecundo da misericórdia do Pai, vem pela sétima vez alentar o caminho das nossas comunidades. Trata-se duma ocorrência que se está a radicar progressivamente na pastoral da Igreja, fazendo-a descobrir cada vez mais o conteúdo central do Evangelho. Empenhamo-nos todos os dias no acolhimento dos pobres, mas não basta; a pobreza permeia as nossas cidades como um rio que engrossa sempre mais até extravasar; e parece submergir-nos, pois o grito dos irmãos e irmãs que pedem ajuda, apoio e solidariedade ergue-se cada vez mais forte. Por isso, no domingo que antecede a festa de Jesus Cristo, Rei do Universo, reunimo-nos ao redor da sua Mesa para voltar a receber d’Ele o dom e o compromisso de viver a pobreza e servir os pobres”.

As pastorais, organismos e iniciativas que articulam e animam a VII Jornada Mundial dos Pobres, são: 6ª Semana Social Brasileira, Cáritas Brasileira, Assessoria de Comunicação da CNBB, Conselho Nacional do Laicato do Brasil, Conselho Pastoral dos Pescadores, Instituto Migrações e Direitos Humanos, Pastoral da Comunicação, Pastoral da Criança, Pastoral do Povo de Rua, Pastoral Operária, Serviço a Pastoral do Migrante, Setor de Mobilidade Humana da CNBB e Tv Evangelizar e Signis Brasil.

Confira o convite feito presidente da Comissão Episcopal para Ação Sociotransformadora:

Identidade visual

Para esta sétima Jornada Mundial dos Pobres, a equipe propôs como tema: Olhe para mim!” e o lema “Não desvies o rosto de nenhum pobre” (Tb 4,7). A identidade visual para esta jornada, em forma de mosaico indica a necessidade de conectar os povos dos campos, das cidades, das florestas, das águas na interligação com a Casa Comum.

Os cenários, da identidade visual, foram construídos e organizados a partir de infográficos que se conectam à medida que as figuras ultrapassam as bordas. As cores quentes provocam a sensação de alegria, comunhão, refeição, acolhimento, com os elementos da cultura popular trazendo a dimensão artística, cultural, religiosa, documental, estética. Tudo isso, junto com presença humana e de toda natureza, no convite: “Olhe para mim”.

Materiais de apoio

Para contribuir na realização e mobilização da Jornada, junto com as pessoas em situação pobreza, os materiais disponibilizados são: o subsídio para reflexão e celebração, cartaz, banner, camisete, material para as redes sociais, Tvs e rádio: você pode acessar aqui.

Para acessar os subsídios, clique aqui.

O Papa Francisco publicou hoje, 04 de outubro de 2023, a Carta Laudate Deum, um texto que dá continuidade à encíclica Laudato Si, publicada

O Papa Francisco publicou hoje, 04 de outubro de 2023, a Carta Laudate Deum, um texto que dá continuidade à encíclica Laudato Si, publicada em 2015.  Leia abaixo as preocupações do Papa sobre as mudanças climáticas na publicação do site vaticannews.va.

Laudate Deum” é o título desta carta. Porque um ser humano que pretenda tomar o lugar de Deus torna-se o pior perigo para si mesmo”. Com essas palavras, conclui-se a exortação apostólica do Papa Francisco, publicada em 4 de outubro. Um texto em continuidade com a encíclica Laudato si’ de 2015. Em 6 capítulos e 73 parágrafos, olhando para a COP28 em Dubai daqui a dois meses, o Sucessor de Pedro pretende fazer um apelo à corresponsabilidade diante da emergência das mudanças climáticas, porque o mundo “está desmoronando e talvez se aproximando de um ponto de ruptura”. É um dos “maiores desafios que a sociedade e a comunidade global enfrentam”, “os efeitos das alterações climáticas recaem sobre as pessoas mais vulneráveis” (3).

Os sinais da mudança climática cada vez mais evidentes

No primeiro capítulo, o Papa explica que, por mais que tentemos negá-los, “os sinais da mudança climática estão aí, cada vez mais evidentes”. Ele cita “fenômenos extremos, períodos frequentes de calor anormal, seca e outros gemidos da terra”. Afirma: “é possível verificar que certas mudanças climáticas, induzidas pelo homem, aumentam significativamente a probabilidade de fenômenos extremos mais frequentes e mais intensos”. E para aqueles que minimizam, responde: “aquilo que agora estamos a assistir é uma aceleração insólita do aquecimento”. “Provavelmente, dentro de poucos anos, muitas populações terão de deslocar as suas casas por causa destes fenômenos” (6).

A culpa não é dos pobres

Para aqueles que culpam os pobres por terem muitos filhos e talvez tentem resolver o problema “mutilando as mulheres nos países menos desenvolvidos”, Francisco lembra “que uma reduzida percentagem mais rica do planeta polui mais do que o 50% mais pobre”. A África, que “alberga mais da metade das pessoas mais pobres do mundo, é responsável apenas por uma mínima parte das emissões no passado” (9). Em seguida, o Papa desafia aqueles que afirmam que o menor uso de combustíveis fósseis levará “à diminuição dos postos de trabalho”. Na realidade, “milhões de pessoas perdem o emprego” devido às diversas consequências da mudança climática. Enquanto a transição para as energias renováveis, “bem administrada”, é capaz de “gerar inúmeros postos de trabalho em diferentes setores. Por isso é necessário que os políticos e os empresários se ocupem disso imediatamente” (10).

Indubitável origem humana

“A origem humana – ‘antrópica’ – da mudança climática já não se pode pôr em dúvida”, diz Francisco. “A concentração na atmosfera dos gases com efeito estufa… nos últimos cinquenta anos, o aumento sofreu uma forte aceleração” (11). Ao mesmo tempo, a temperatura “aumentou a uma velocidade inédita, sem precedentes nos últimos dois mil anos” (12). Isso resultou na acidificação dos mares e no derretimento dos glaciares. A coincidência entre esses eventos e o crescimento das emissões de gases de efeito estufa “não pode ser escondida. A esmagadora maioria dos estudiosos do clima defende esta correlação, sendo mínima a percentagem daqueles que tentam negar esta evidência”. Infelizmente, a crise climática não é propriamente uma questão que “interesse às grandes potências econômicas, preocupadas em obter o maior lucro ao menor custo e no mais curto espaço de tempo possíveis” (13).

Em tempo para evitar danos mais dramáticos

” Vejo-me obrigado – continua Francisco – a fazer estas especificações, que podem parecer óbvias, por causa de certas opiniões ridicularizadoras e pouco racionais que encontro mesmo dentro da Igreja Católica. Mas não podemos continuar a duvidar que a razão da insólita velocidade de mudanças tão perigosas esteja neste facto inegável: os enormes progressos conexos com a desenfreada intervenção humana sobre a natureza” (14). Infelizmente, algumas manifestações dessa crise climática já são irreversíveis por pelo menos centenas de anos. É “urgente uma visão mais alargada… tudo o que se nos pede é uma certa responsabilidade pela herança que deixaremos atrás de nós depois da nossa passagem por este mundo” (18).

O paradigma tecnocrático: a ideia de um ser humano sem limites

No segundo capítulo, Francisco fala do paradigma tecnocrático que “consiste, substancialmente, em pensar como se a realidade, o bem e a verdade desabrochassem espontaneamente do próprio poder da tecnologia e da economia” (20) com base na ideia de um ser humano sem limites. “Nunca a humanidade teve tanto poder sobre si mesma, e nada garante que o utilizará bem, sobretudo se se considera a maneira como o está a fazer…É tremendamente arriscado que resida numa pequena parte da humanidade” (23). O Papa reitera que “o mundo que nos rodeia não é um objeto de exploração, utilização desenfreada, ambição sem limites” (25). Ele também lembra que estamos incluídos na natureza, e “isso exclui a ideia de que o ser humano seja um estranho, um fator externo capaz apenas de danificar o ambiente” (26).

Decadência ética do poder: marketing e informações falsas

“Realizamos progressos tecnológicos impressionantes e surpreendentes, sem nos darmos conta, ao mesmo tempo, que nos tornámos altamente perigosos, capazes de pôr em perigo a vida de muitos seres e a nossa própria sobrevivência” (28). “A decadência ética do poder real é disfarçada pelo marketing e pela informação falsa, mecanismos úteis nas mãos de quem tem maiores recursos para influenciar a opinião pública através deles” (29). “Podemos notar como às vezes os próprios pobres, confundidos e encantados perante as promessas de tantos falsos profetas, caem no engano dum mundo que não é construído para eles” (31). Há “um domínio daqueles que nasceram com melhores condições de progresso” (32).

Política internacional fraca

No capítulo seguinte da exortação, o Papa aborda o tema da fraqueza da política internacional, insistindo na necessidade de favorecer “acordos multilaterais entre Estados” (34). Ele pede “organizações mundiais mais eficazes, dotadas de autoridade para assegurar o bem comum mundial”. Essas organizações que “devem dotadas duma real autoridade que possa «assegurar» a realização de alguns objetivos irrenunciáveis” (35). Francisco lamenta “que as crises globais sejam desperdiçadas, assim como sucedeu na crise financeira de 2007-2008 e com a pandemia, que trouxeram “maior individualismo, menor integração, maior liberdade para os que são verdadeiramente poderosos e sempre encontram maneira de escapar ilesos” (36). O desafio atual é recriar um novo multilateralismo “à luz da nova situação global” (37), reconhecendo que tantas agregações e organizações da sociedade civil ajudam a compensar as fraquezas da Comunidade internacional.

Inúteis as instituições que preservam os mais fortes

Francisco propõe ” um multilateralismo «a partir de baixo» e não meramente decidido pelas elites do poder” (38). Ele lembra que é necessário um “quadro diferente para uma cooperação eficaz” (42). Portanto, precisamos de “uma espécie de maior «democratização» na esfera global… Deixará de ser útil apoiar instituições que preservem os direitos dos mais fortes, sem cuidar dos direitos de todos”. (43)

O que se espera da COP de Dubai?

No capítulo seguinte, analisando a COP28, Francisco escreve: “Não podemos renunciar ao sonho de que a COP28 leve a uma decidida aceleração da transição energética, com compromissos eficazes que possam ser monitorizados de forma permanente. Esta Conferência pode ser um ponto de viragem” (54). Infelizmente, “a necessária transição para energias limpas…, não avança de forma suficientemente rápida” (55).

Chega de ridicularizar a questão ambiental

Francisco pede o fim da “atitude irresponsável” daqueles que ridicularizam a questão ambiental por interesses econômicos: em vez disso, trata-se de “dum problema humano e social em sentido amplo e a diversos níveis. Por isso requer-se o envolvimento de todos”. Com relação aos protestos de grupos radicalizados, o Papa afirma que “eles preenchem um vazio da sociedade”, pois caberia “a cada família pensar que está em jogo o futuro dos seus filhos” (58) e exercer uma pressão saudável. O Pontífice espera que da COP28 surjam “formas vinculantes de transição energética” que sejam eficientes e “facilmente monitoráveis” (59). ” Oxalá que, a intervir na COP28, sejam estrategas capazes de pensar mais no bem comum e no futuro dos seus filhos, do que nos interesses contingentes de algum país ou empresa. Possam assim mostrar a nobreza da política, e não a sua vergonha” (60).

Um compromisso que brota da fé cristã

Por fim, o Papa recorda as razões desse compromisso que brota da fé cristã, incentivando “os irmãos e irmãs de outras religiões a fazerem o mesmo” (61). “A cosmovisão judaico-cristã defende o valor peculiar e central do ser humano no meio do maravilhoso concerto de todos os seres… formamos uma espécie de família universal, uma comunhão sublime que nos impele a um respeito sagrado, amoroso e humilde” (67). ” Isto não é um produto da nossa vontade… pois Deus uniu-nos tão estreitamente ao mundo que nos rodeia” (68). O que é importante, escreve Francisco, é lembrar que “não há mudanças duradouras sem mudanças culturais… e não há mudanças culturais sem mudança nas pessoas” (70). “Os esforços das famílias para poluir menos, reduzir os esbanjamentos, consumir de forma sensata estão a criar uma nova cultura” (71). O pontífice conclui lembrando “que as emissões pro capite nos Estados Unidos são cerca do dobro das dum habitante da China e cerca de sete vezes superiores à média dos países mais pobres”. E afirma “que uma mudança generalizada do estilo de vida irresponsável ligado ao modelo ocidental teria um impacto significativo a longo prazo. Assim, juntamente com as indispensáveis decisões políticas, estaríamos no caminho do cuidado mútuo” (72).

Na oração do Angelus de 01 de outubro, o Papa Francisco falou sobre a diferença entre pecado e corrupção e disse: “Para o pecador
Na oração do Angelus de 01 de outubro, o Papa Francisco falou sobre a diferença entre pecado e corrupção e disse: “Para o pecador há sempre esperança de redenção; para o corrupto, porém, é muito mais difícil”. Leia a matéria publicada no site vaticannews.
Neste domingo, 1º de outubro, o Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, com milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

O Pontífice refletiu a passagem do evangelho que fala de dois filhos, aos quais o pai pede que vão trabalhar na vinha. Um deles responde imediatamente “sim”, mas depois não vai. O outro, recusa no momento, mas depois reconsidera e vai.

“O que dizer sobre esses dois comportamentos?”, questionou o Papa, “imediatamente vem à mente que ir trabalhar na vinha exige sacrifício e que sacrificar custa, não acontece espontaneamente, apesar da beleza de reconhecer-se filhos e herdeiros”.

Segundo Francisco, o dilema contado não é tanto a resistência em ir trabalhar na vinha, mas a sinceridade, ou a falta dela, diante do pai e diante de si mesmo: “na verdade, nenhum dos dois filhos se comporta de maneira impecável, um deles mente, enquanto o outro erra, mas permanece sincero”.

O comportamento corrupto

Ao deter-se sobre o filho que diz sim, mas depois não vai, o Papa destacou que ele “não quer fazer a vontade do pai, mas também não quer discutir ou falar sobre isso”. E por este motivo ele se esconde atrás de um “sim”, atrás de um consentimento falso, que encobre sua preguiça somente para salvar salva sua pele. E deste modo, consegue sobreviver sem conflitos, mas engana e decepciona o pai, desrespeitando-o de uma forma pior do que teria feito com um “não” direto.

“O problema com um homem que se comporta dessa maneira é que ele não é apenas um pecador, mas um corrupto, porque mente suavemente para cobrir e disfarçar sua desobediência, sem aceitar qualquer diálogo ou confronto honesto.”

Para o pecador há sempre esperança

“O outro filho”, continuou Francisco, “aquele que diz não, mas depois vai, é sincero. Não é perfeito, mas é sincero”, e ao manifestar sua relutância corajosa, “ele assume a responsabilidade por seu comportamento e age abertamente”.

O Santo Padre sublinhou, que através da sua atitude honesta como filho, aquele homem “acaba se questionando, chegando à conclusão de que estava errado e refazendo seus passos”.

“Ele é, poderíamos dizer, um pecador, mas não um corrupto. E para o pecador há sempre esperança de redenção; para o corrupto, porém, é muito mais difícil. Na verdade, o seu falso “sim”, suas aparências elegantes, mas hipócritas, e suas ficções que se tornaram hábitos são como uma espessa “parede de borracha”, atrás da qual ele se protege dos apelos da consciência.”

“Esses hipócritas fazem muilto mal”, enfatizou o Papa, pedindo aos fiéis para não se esquecerem deste ensinamento: “pecadores sim, corruptos não”.

Sinceridade diante de Deus

Francisco conclui sua alocução antes da oração mariana com algumas perguntas, convidando os fiéis, à luz destes ensinamentos, a olharem para si mesmos e questionarem:

“Diante do esforço de viver uma vida honesta e generosa, de me comprometer de acordo com a vontade do Pai, estou disposto a dizer “sim” todos os dias, mesmo que isso custe? E quando falho, sou sincero ao confrontar Deus sobre minhas dificuldades, minhas quedas, minhas fragilidades? E quando eu digo “não”, eu volto atrás? Devemos conversar com o Senhor sobre isso. Quando cometo um erro, estou disposto a me arrepender e refazer meus passos? Ou faço vista grossa e vivo usando uma máscara, preocupando-me apenas em parecer bom e decente? No final das contas, sou um pecador, como todo mundo, ou há algo corrupto em mim? Não se esqueça: pecadores sim, corruptos não.”

“Maria, espelho de santidade, ajude-nos a ser cristãos sinceros”, finalizou o Papa.

 

“Inteligência artificial e sabedoria do coração: por uma comunicação plenamente humana”. Este é o tema escolhido pelo Papa Francisco para a celebração do 58º Dia

“Inteligência artificial e sabedoria do coração: por uma comunicação plenamente humana”.

Este é o tema escolhido pelo Papa Francisco para a celebração do 58º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que será celebrado em 12 de maio de 2024. Tradicionalmente, o tema é divulgado em 29 de setembro, festa litúrgica dos Santos Arcanjos, na qual se celebra o padroeiro dos comunicadores, São Gabriel. A mensagem será conhecida no próximo 24 de janeiro, memória de São Francisco de Sales.

A justificativa da escolha, segundo o Boletim de Imprensa da Santa Sé, é que a evolução dos sistemas de inteligência artificial torna cada vez mais natural a comunicação através e com as máquinas, de tal modo que se tornou cada vez mais difícil distinguir o cálculo do pensamento, a linguagem produzida por uma máquina daquela gerada pelos seres humanos.

“Como todas as revoluções, também esta baseada na inteligência artificial coloca novos desafios para que as máquinas não contribuam para espalhar um sistema de desinformação em larga escala e não aumentem a solidão daqueles que já estão sós, privando-nos do calor que só a comunicação entre pessoas pode dar”, contextualiza o comunicado.

“É importante orientar a inteligência artificial e os algoritmos, de modo que haja em todos nós uma consciência responsável no uso e no desenvolvimento dessas diferentes formas de comunicação, que acompanham as das redes sociais e da internet. A comunicação deve ser orientada para uma vida mais plena da pessoa humana”, conclui.

 

Inteligências artificiais e paz 

Na mesma linha da reflexão para o Dia Mundial das Comunicações Sociais será o Dia Mundial da Paz de 2024, celebrado em 1º de janeiro. O tema escolhido foi “Inteligências Artificiais e Paz”. O argumento foi divulgado em 8 de agosto pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. O notável progresso feito no campo da inteligência artificial tem um impacto cada vez mais profundo na atividade humana, na vida pessoal e social, na política e na economia.

Segundo o Dicastério, o Papa Francisco pede “um diálogo aberto sobre o significado dessas novas tecnologias, dotadas de potencial disruptivo e de efeitos ambivalentes”. O Pontífice ainda lembra a necessidade de se estar vigilante e de se trabalhar para garantir que “uma lógica de violência e de discriminação” não estejam vinculadas ao se produzir e se usar esses dispositivos, em detrimento dos mais frágeis e excluídos:

“Injustiça e desigualdades alimentam conflitos e antagonismos. A urgência de orientar a concepção e o uso das inteligências artificiais de forma responsável, para que estejam a serviço da humanidade e da proteção da nossa casa comum, exige que a reflexão ética seja estendida no âmbito da educação e do direito.”

Ao divulgar a inteligência artificial como tema de reflexão para o Dia Mundial da Paz de 2024, o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral ainda destaca a importância de se “proteger a dignidade da pessoa e o cuidado de uma fraternidade verdadeiramente aberta a toda a família humana” como condições indispensáveis para que o desenvolvimento tecnológico contribua para a promoção da justiça e da paz no mundo.

Pascom Brasil
Foto de capa: koyu de Getty Images/Canva Pro
Na manhã desta quarta-feira, 27 de setembro, o Papa dedicou a reflexão da catequese para contar aos fiéis e peregrinos presentes na Praça São

Na manhã desta quarta-feira, 27 de setembro, o Papa dedicou a reflexão da catequese para contar aos fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro sobre a experiência que viveu no final da semana passada, em sua viagem a Marselha, onde foi participar da conclusão dos “Encontros Mediterrâneos”.

O Santo Padre disse que, junto com bispos e prefeitos da região mediterrânea, e com numerosos jovens, dedicou-se ao diálogo aberto sobre o futuro. Ao relembrar o tema do evento em Marselha, “Mosaico da Esperança”, Francisco afirmou que “este é o sonho, este é o desafio: que o Mediterrâneo recupere sua vocação de ser um laboratório de civilização e paz”.

Um lugar de encontro e não de conflito

“O Mediterrâneo é o berço da civilização, e o berço é para a vida! Não é tolerável que se torne um túmulo, nem mesmo um lugar de conflito. Não. O Mar Mediterrâneo é o oposto de choques entre civilizações, guerra ou tráfico de seres humanos”, disse o Pontífice, sublinhando que o Mediterrâneo conecta a África, a Ásia e a Europa; o norte e o sul, o oriente e o ocidente; povos e culturas, línguas e religiões diferentes.

O Santo Padre ressaltou que o mar é sempre, de alguma forma, um abismo a ser superado e pode se tornar perigoso. Suas águas abrigam tesouros de vida, suas ondas e ventos conduzem embarcações de todos os tipos, e destacou: o mar “é um lugar de encontro e não de conflito, de vida e não de morte”.

Francisco enfatizou que o encontro em Marselha aconteceu após eventos semelhantes realizados em Bari em 2020 e em Florença no ano passado, e completou: “Não foi um evento isolado, mas sim um passo à frente em um itinerário para responder, hoje, ao apelo lançado por São Paulo VI em sua Encíclica Populorum Progressio, para promover “um mundo mais humano para todos, um mundo em que todos tenham algo para dar e receber, sem que o progresso de alguns constitua um obstáculo ao desenvolvimento dos outros”.

Conversão pessoal, solidariedade social e esforços concretos

Ao falar sobre os resultados do evento em Marselha, o Papa afirmou que “surgiu um olhar sobre o Mediterrâneo simplesmente humano, não ideológico, não estratégico, não politicamente correto, nem instrumental, mas humano, ou seja, capaz de relacionar cada coisa com o valor primordial da pessoa humana e sua dignidade inviolável”.

Para Francisco, este olhar de esperança despertou principalmente através dos testemunhos compartilhados: “Esta obra sempre passa pela fraternidade, através dos olhos, mãos, pés e corações de homens e mulheres que, em seus respectivos papéis de responsabilidade eclesiástica e civil, buscam construir relações fraternas e de amizade social”, sublinhou o Pontífice.

Esperança no futuro

O Papa disse que há outro aspecto complementar: “é preciso devolver esperança às nossas sociedades europeias, especialmente às novas gerações”. E apresentou algumas questões:

“De fato, como podemos acolher os outros se não tivermos nós mesmos um horizonte aberto para o futuro? Os jovens, pobres de esperança, fechados no privado, preocupados em gerir sua precariedade, como podem se abrir ao encontro e à partilha?”

Segundo o Pontífice, nossas sociedades doentes de individualismo, consumismo e vazios precisam se abrir, oxigenar a alma e o espírito, e então poderão encarar a crise como uma oportunidade e enfrentá-la de forma positiva.

Ao recordar que a Europa precisa redescobrir a paixão e o entusiasmo, Francisco disse que em Marselha encontrou no Cardeal Aveline, nos sacerdotes e nos consagrados, nos fiéis leigos empenhados na caridade e educação, no povo de Deus, uma grande cordialidade. O Papa também agradeceu ao Presidente da República, Emmanuel Macron, que, com sua presença, demonstrou a atenção de toda a França ao evento em Marselha.

No final da catequese, Francisco recordou Nossa Senhora da Guarda, venerada pelo povo de Marselha, e disse confiar a Ela o caminho dos povos do Mediterrâneo, “para que esta região se torne aquilo que sempre foi chamada a ser: um mosaico de civilização e esperança”.

Fonte: Vaticano News