Notícias da Igreja

“Estou escrevendo uma segunda parte da Laudato si’ para atualizar as questões”. disse o Papa Francisco na segunda-feira, 21 de agosto de 2023. O

“Estou escrevendo uma segunda parte da Laudato si’ para atualizar as questões”. disse o Papa Francisco na segunda-feira, 21 de agosto de 2023. O Papa justificou a nova escrita dizendo: “Nunca devemos esquecer que as gerações mais jovens têm o direito de receber de nós um mundo belo e habitável, e que isso nos investe de sérios deveres para com a criação que recebemos das mãos generosas de Deus. Obrigado por essa contribuição”.

Histórico:

Laudato si’ é a segunda Encíclica de Francisco: publicada em 18 de junho de 2015, tem a data de 24 de maio do mesmo ano, Solenidade de Pentecostes. O documento, dedicado ao “cuidado com a casa comum”, toma seu título do incipit do Cântico das Criaturas de São Francisco e se inicia da seguinte forma:

“Laudato si’, mi’ Signore”, cantava São Francisco de Assis. Nesse belo cântico, ele nos lembrou que nossa casa comum também é como uma irmã, com quem compartilhamos a existência, e como uma bela mãe que nos acolhe em seus braços: “Louvado sejas, meu Senhor, por nossa querida mãe Terra, que nos sustenta e governa, e produz diversos frutos com coloridas flores e relva”.

O próprio Papa quis esclarecer o significado dessa Encíclica, pouco depois de sua publicação, na audiência de 21 de julho de 2015 aos participantes do Workshop intitulado “Escravidão moderna e mudança climática: o compromisso das cidades”:

Esta cultura do cuidado do meio ambiente não é unicamente uma atitude — digo-o no bom sentido da palavra — «verde», não é uma atitude «verde», mas muito mais. Ou seja, cuidar do meio ambiente significa uma atitude de ecologia humana. Isto é, não podemos dizer: a pessoa está aqui e a Criação, o meio ambiente, está ali. A ecologia é total, é humana. Foi o que eu quis dizer na Encíclica Laudato si: que não se pode separar o homem do resto; há uma relação de incidência mútua, quer do ambiente sobre a pessoa, quer da pessoa sobre o modo como ele cuida do meio ambiente; e também o efeito de repercussão contra o homem quando o meio ambiente é maltratado. Por isso, a uma pergunta que me dirigiram, eu respondi: «Não é uma Encíclica “verde”, mas social», porque no contexto social, na vida social dos homens, não podemos separar o cuidado do meio ambiente. Ainda mais, o cuidado do meio ambiente é uma atitude social, que num certo sentido nos socializa — cada um pode atribuir-lhe o valor que quiser — e, além disso, nos leva a receber — gosto da expressão italiana, quando se fala do meio ambiente — da «Criação», daquilo que nos foi concedido como dom, ou seja, o meio ambiente.

Na Encíclica, ele recorda que escolheu o nome de Francisco como guia e inspiração para seu pontificado:

Acho que Francisco é o exemplo por excelência do cuidado pelo que é frágil e por uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade. É o santo padroeiro de todos os que estudam e trabalham no campo da ecologia, amado também por muitos que não são cristãos. Manifestou uma atenção particular pela criação de Deus e pelos mais pobres e abandonados. Amava e era amado pela sua alegria, a sua dedicação generosa, o seu coração universal. Era um místico e um peregrino que vivia com simplicidade e numa maravilhosa harmonia com Deus, com os outros, com a natureza e consigo mesmo. Nele se nota até que ponto são inseparáveis a preocupação pela natureza, a justiça para com os pobres, o empenhamento na sociedade e a paz interior.

E ele apela para o desafio urgente de proteger nossa casa comum a fim de construir um futuro melhor para toda a humanidade, sem excluir ninguém:

Lanço um convite urgente a renovar o diálogo sobre a maneira como estamos a construir o futuro do planeta. Precisamos de um debate que nos una a todos, porque o desafio ambiental, que vivemos, e as suas raízes humanas dizem respeito e têm impacto sobre todos nós. O movimento ecológico mundial já percorreu um longo e rico caminho, tendo gerado numerosas agregações de cidadãos que ajudaram na consciencialização. Infelizmente, muitos esforços na busca de soluções concretas para a crise ambiental acabam, com frequência, frustrados não só pela recusa dos poderosos, mas também pelo desinteresse dos outros. As atitudes que dificultam os caminhos de solução, mesmo entre os crentes, vão da negação do problema à indiferença, à resignação acomodada ou à confiança cega nas soluções técnicas. Precisamos de nova solidariedade universal. Como disseram os bispos da África do Sul, «são necessários os talentos e o envolvimento de todos para reparar o dano causado pelos humanos sobre a criação de Deus». Todos podemos colaborar, como instrumentos de Deus, no cuidado da criação, cada um a partir da sua cultura, experiência, iniciativas e capacidades.

Os textos do histórico são do site Vativannews.va
Aproximam-nos da data em que as juventudes católicas brasileiras celebram o dia dedicado a elas: DNJ, Dia Nacional da Juventude. A celebração acontece no

Aproximam-nos da data em que as juventudes católicas brasileiras celebram o dia dedicado a elas: DNJ, Dia Nacional da Juventude. A celebração acontece no 3º domingo de outubro, este ano dia 29 de outubro de 2023.

Nesse dia, os jovens aprofundam o tema da Campanha da Fraternidade. Dom Vilsom Basso, presidente da Comissão Episcopal para a Juventude disse que “o DNJ é uma celebração da festa das juventudes católica brasileira que pode impulsionar ações de transformação da realidade, sobretudo da fome que fere o corpo e a dignidade das pessoas”.

O cartaz e subsídio já podem ser baixados:

Cartaz do DNJ 2023 (Faça o download aqui)

Com inspiração na identidade da Campanha da Fraternidade, o cartaz do DNJ foi desenvolvido pelo artista gráfico e ilustrador Jason Bacchi. Ele mora em Montes Claros (MG) e faz parte da Comunidade Filhos de Maria, o jovem falou da alegria de fazer parte de um marco na história das juventudes do Brasil:

“Foi uma grande alegria receber o convite para participar do desenvolvimento da identidade visual do Dia Nacional da Juventude deste ano. A inspiração partiu do lema “Todos ficaram saciados” (Lc 9, 17) que nos remete a esse cuidado de Deus que por nós, oferecendo o Pão da Palavra e da Eucaristia para fortalecer nossos vínculos de comunhão e fraternidade. As juventudes têm fome dessa comunhão e partilha. A unidade e fraternidade são testemunho da presença e ação de Deus em nossas vidas”, concluiu Jason.

Subsídio preparatório


Em sintonia com o plano trienal de evangelização “ao seu lado”, o subsídio traz três encontros preparatórios, todos eles com orações, leitura bíblica, propostas de reflexões e divulgação de ações concretas da Igreja e sociedade civil no combate à desigualdade, em especial a fome, sendo “Igreja em Saída”.  O material conta ainda com uma proposta de Lectio Divina, com o objetivo de promover aos jovens uma profunda experiência com a palavra de Deus, tornando-a viva em suas vidas e fazendo ressoar em seus corações o compromisso do amor ao próximo, exercendo a missão deixada por Jesus: “Dai-lhes vós mesmos de comer”.

Como ter acesso ao subsídio:
Faça o download aqui

Informações: site da CNBB
Todos os anos no terceiro domingo do advento, a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, organiza a Campanha da Evangelização. O objetivo é

Todos os anos no terceiro domingo do advento, a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, organiza a Campanha da Evangelização. O objetivo é envolver os fiéis católicos de todas as paróquias e comunidades, numa coleta solidária para manter as iniciativas de evangelização.

Conheça o vídeo de apresentação da Campanha para a Evangelização 2023:

Dom Ricardo também falou sobre o tema “Em Belém, casa do Pão, Deus nos faz irmãos” e enfatizou que a Campanha para a Evangelização deste ano é uma ponte que conduz da Campanha da Fraternidade 2023, sobre a fome, à Campanha da Fraternidade 2024, sobre a amizade social.

A CNBB disponibiliza materiais de divulgação da Campanha que podem ser acessados no link: (campanhas.cnbb.org.br).

Sobre o cartaz, dom Ricardo explicou:

“O cartaz nos recorda os 800 anos do presépio e nos convida a caminhar rumo a Belém, que é caminhar no seguimento de Jesus, que ali nasce. Ele é o Verbo que se fez carne, saciando a fome mais profunda do ser humano e fazendo-nos todos irmãos e irmãs”, apontou.

A campanha

O coordenador do Setor de Campanhas da CNBB, padre Jean Poul Hansen, reforça que a Campanha para a Evangelização foi criada pelos bispos do Brasil em 1998. “Ela busca mobilizar os católicos para assumirem a corresponsabilidade na sustentação das atividades evangelizadoras da Igreja no Brasil”, disse.

Muitas iniciativas foram realizadas graças a essa coparticipação dos fiéis. São exemplos, o apoio em todo o trabalho feito da tradução brasileira da 3ª edição típica do Missal Romano, o Estudo nº 114 da CNBB, publicado em 2021: “E a palavra habitou entre nós” (Jo 1,14) – Animação bíblica da Pastoral a partir das comunidades eclesiais missionárias” e o “Celebrar em Família”, subsídio ofertado pela Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB.

A distribuição dos recursos arrecadados na Coleta do 3º Domingo do Advento é feita da seguinte forma:

  • 45% ficam na própria diocese, para subsidiar a ação missionária, evangelizadora e pastoral da própria Igreja Local.
  • 20% são destinados ao respectivo regional da CNBB para a sua sustentação e de suas estruturas de evangelização e formação.
  • 35% são enviados à sede nacional da CNBB, em Brasília, de forma a garantir iniciativas e estruturas evangelizadoras em todo o Brasil, especialmente nas regiões mais carentes.
Informações: site da CNBB

 

O Papa Francisco, após a oração do Angelus no domingo 13 de agosto de 2023, pediu orações pela paz em Camarões. O Papa lembrou
O Papa Francisco, após a oração do Angelus no domingo 13 de agosto de 2023, pediu orações pela paz em Camarões. O Papa lembrou que hoje, 14 de agosto, haverá uma peregrinação em Bafoussam para pedir paz para o país. O Papa disse: “unamo-nos em oração aos nossos irmãos de Camarões para que, por intercessão da Virgem, Deus sustente a esperança do povo que sofre há anos e abra caminhos de diálogo para alcançar concórdia e paz”.
Desde 2017 a República de Camarões é assolada por uma guerra civil, até agora confinada às regiões ocidentais, e que teve início devido a disputas socioculturais. O medo é de uma possível escalada.

Também conhecido como “crise anglófona”, o conflito teve origem na insurreição realizada por separatistas de língua inglesa contra as forças armadas regulares. Em resposta, o governo enviou o exército às regiões de língua inglesa conhecidas como “Southern Cameroons” para reprimir a dissidência.

Nos primeiros seis meses de 2023, a violência e a repressão aumentaram com o assassinato de jornalistas e a prisão de importantes empresários locais. No fundo, as lacerações políticas estão ligadas à sucessão do presidente Paul Biya, 90 anos, no cargo desde 1982.

Fonte: vaticannews.va
CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, aprova 73 projetos sociais para receberam ajuda do Fundo Nacional de Solidariedade. Leia a matéria publicada no

CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, aprova 73 projetos sociais para receberam ajuda do Fundo Nacional de Solidariedade. Leia a matéria publicada no site da CNBB.

Dando continuidade à avaliação dos projetos sociais, de entidades sem fins lucrativos, o Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade, o FNS, se reuniu na sexta-feira, 4 de agosto, para decidir quais dos 113 projetos que atenderam os requisitos constantes no edital de 2023, cadastrados para a segunda fase, irão receber os recursos provenientes do Fundo.

O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e membro do Conselho Gestor, dom Ricardo Hoepers, salientou que a reunião foi um momento importante para que possam dar continuidade na distribuição dos recursos do Fundo para a realização de grandes e importantes projetos que acontecem no Brasil todo.

De acordo com dom Ricardo, a reunião é mais um passo a ser dado e espera que o Conselho possa ajudar muitas comunidades e entidades que pedem recursos.

“Cada vez mais o Fundo Nacional de Solidariedade se torna um sinal concreto de comunhão solidária, economia solidária e partilha solidária dos bens em prol daqueles que mais necessitam”, considerou dom Ricardo.

Eixos do edital

O coordenador do Departamento Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Franklin Ribeiro, explicou que dos 113 projetos aptos a serem avaliados, nesta ocasião, 68 deles fazem parte do eixo 1 do edital, ou seja, são voltados para o enfrentamento da insegurança alimentar; 26 são projetos produtivos voltados para geração de emprego e renda (que fazem parte do eixo 2) e 19 são voltados para formação para a ação sociotransformadora (eixo 3).

Dos 113 projetos avaliados foram aprovados, pelo Conselho Gestor, 73 projetos que estavam em sintonia com o objetivo geral e os objetivos específicos da Campanha da Fraternidade 2023, de cunho essencialmente social, de defesa incondicional da vida e dos princípios cristãos.

O valor total distribuído entre os 73 projetos será de R$ 1.974.936,90, sendo 57 voltados ao eixo 1 (enfrentamento da insegurança alimentar); 10 são do eixo 2 (geração de emprego e renda) e 6 do eixo 3 (formação para a ação sociotransformadora).

A próxima e última reunião do Conselho Gestor será realizada no dia 29 de setembro. As entidades que queiram cadastrar novos projetos deverão apresentar seus pedidos, através do site do FNS, no período de 5 de agosto a 11 de setembro, até às 17h.

Novidades

Diferentemente da primeira reunião, para essa segunda fase de avaliação, o Conselho Gestor recebeu, em sua maioria, projetos de entidades que se cadastraram pela primeira vez no sistema do FNS. Franklin Ribeiro, do Departamento Social da CNBB, apontou que 70% das entidades cadastradas são novas e considerou estar havendo uma maior divulgação do edital do FNS nas dioceses.

Além disso, de acordo com ele, as arquidioceses estão se empenhando mais localmente, principalmente em lançar editais próprios para que entidades que tenham interesse recebam apoio do Fundo Diocesano de Solidariedade, como é o caso das arquidioceses de Curitiba e a de Cuiabá, que retornou com o processo recentemente.

“Ter mais de 70 % de entidades que se cadastraram pela primeira vez na plataforma do Fundo Nacional de Solidariedade significa para nós que a Campanha da Fraternidade está chegando a lugares onde ela ainda nunca chegou e isso é muito positivo, é sinal de que o evangelho está indo longe, é sinal de que a Boa Bova está indo longe e que essas entidades estão encontrando na nossa partilha, na Coleta Nacional de Solidariedade, que gera o Fundo Nacional de Solidariedade, um apoio, uma expectativa do bem que a fé cristã realiza no mundo”, considerou o padre Jean Poul Hansen, assessor do Setor de Campanhas da CNBB.

Termina hoje, 10 de agosto, o Simpósio de Liberdade Religiosa. Dom Ricardo Hoepers, bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, Conferência Nacional

Termina hoje, 10 de agosto, o Simpósio de Liberdade Religiosa. Dom Ricardo Hoepers, bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, participou da Abertura e falou sobre desengajamento religioso, afirmando que “nosso grande desafio está no fato de que a sociedade atual vem desligando sua consciência sobre a sua história, sobre si mesmo, e consequentemente sobre Deus”.

Leia o discurso completo clicando aqui.

Fonte: cnbb..org.br

Os países que compõem o bioma da Amazônia, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, estão reunidos para a IV Cúpula, em

Os países que compõem o bioma da Amazônia, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, estão reunidos para a IV Cúpula, em Belém e já no primeiro dia assinaram a Declaração da Cúpula com propostas para garantir a sobrevivência da maior floresta tropical do planeta. O Papa Francisco rezou pelo encontro na Audiência Geral, hoje. A nota é do site vaticannews.va

Ao saudar e abençoar os peregrinos de língua portuguesa na Audiência Geral, o Papa Francisco assegurou sua oração ao encontro que se realiza nestes dias em Belém, e que reúne presidentes dos países da região amazônica:

Queridos peregrinos de língua portuguesa, abraço-vos a todos e de coração vos abençoo a vós e às vossas famílias. Que Nossa Senhora vos acompanhe e sempre vos proteja. Aproveito esta ocasião para enviar uma saudação particular aos Presidentes dos países da região amazônica que, nestes dias, estão reunidos em Belém do Pará, no Brasil. Asseguro a minha oração pelo bom êxito do seu encontro, desejando que se renove o compromisso de todos em prol da criação e dum progresso sustentável.

A IV Cúpula dos presidentes que compõem o bioma Amazônia, que teve início na terça-feira, em Belém, é realizada no âmbito da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), criada em 1995 e integrada por Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Os presidentes dos países que abrigam a floresta amazônica não se reuniam há 14 anos (não estão em Belém os presidentes do Equador, Suriname e Venezuela).

Os líderes dos oito países assinaram a Declaração da Cúpula da Amazônia no primeiro dia do encontro, com propostas para garantir a sobrevivência da maior floresta tropical do planeta e soluções conjuntas para os graves desafios do bioma, como desmatamento, garimpo ilegal e narcotráfico.

Paralelamente à cúpula oficial, cerca de 20 mil indígenas e outros grupos de diferentes países amazônicos movimentam 400 eventos paralelos. Em sessões de uma hora, eles apresentaram demandas a ministros principalmente do Brasil, mas também da Colômbia, Peru e outros países.

O encontro de dois dias em Belém também prepara a conferência global do clima (COP) em novembro em Dubai.

O arcebispo de Seul dom Peter Chung Soon Taek, que vai acolher a Jornada Mundial da Juventude em 2027, disse neste domingo que a

O arcebispo de Seul dom Peter Chung Soon Taek, que vai acolher a Jornada Mundial da Juventude em 2027, disse neste domingo que a realização do evento naquele país vai ser uma oportunidade para “construir a unidade na Ásia”.

“A Coreia do Sul é um país que precisa de evangelização. Entre a população, de cerca de 60 milhões, temos 10% de católicos e esta é uma oportunidade para amadurecerem a sua fé, mas será também uma oportunidade importante para mostrar a cultura”, explicou aos jornalistas, durante uma coletiva de imprensa, que se realizou no Media Center.

“Não é apenas um evento católico, mas um evento global que convida todos as pessoas de boa vontade. É um evento que beneficia todos, para caminhar na fraternidade. Durante a JMJ Seul 2027 queremos elevar o espírito que foi plantado antes, queremos construir relações frutuosas entre todos os jovens do mundo”, acrescentou dom Peter.

Sem antecipar “número de participação”, o arcebispo de Seul falou da importância e vontade de “partilhar a experiência de uma fé universal”.

“Não antecipamos milhões – temos a esperança de receber muitos – mas nos últimos anos temos sido procurados por muitos jovens que querem conhecer a cultura”, indica dom Peter Chung Soon Taek.

Sendo a terceira participação numa JMJ, o arcebispo valorizou a forma como se percebe que os jovens se envolvem e se aproximam de Deus.

Aumentar a participação

“Ter milhares de jovens reunidos vai ser uma oportunidade para nutrir a fé e a partilhar com todos. Devido à pandemia percebemos uma diminuição dos jovens mas espertamos que a JMJ seja uma forma de aumentar a sua participação”, indicou.

O jovem Raphael, participante na JMJ Lisboa 2023, reconhece que a pandemia fez “diminuir o número de jovens” na Igreja, mas indica que a pastoral juvenil está a recuperar.

Um sinal dessa mesma recuperação “é a participação na JMJ Lisboa 2023”.

Foi uma experiência única para mim. Conheci pessoas diferentes, culturas diferentes, encontramos uma unidade em Cristo, vou tentar o mais possível envolver outros jovens”.

Outra jovem participante na edição em Lisboa, Bernardette, diz que nunca disse tantas vezes “olá” como nestes dias.

“Disse «olá» a tantos jovens que perdi a conta e isso é único. Não sei nada sobre eles, mas partilhamos a mesma fé e isso eu vou recordar para sempre”, explicou.

Agradecimento ao Papa

Dom Peter Chung Soon Taek quis ainda agradecer ao Papa Francisco a escolha da Coreia do Sul como país anfitrião e manifestar o “orgulho” e “honra” pela escolha.

“Agradecemos a esta organização por criar um evento que promove fraternidade, dinamismo e amizade. Agradecemos ao governo e autoridades portuguesas por acolheram pessoas de todo o mundo”, afirmou.

“Entretanto, agradecemos humildemente à organização de Lisboa, porque vai ser necessária a sua sabedoria na preparação para a Coreia do Sul. Vamos fazer uma colaboração próxima com a Santa Sé, com as autoridades locais no pais, e tratar da segurança para que seja um evento seguro”, acrescentou.

O arcebispo terminou com um “obrigado” em português.

Fonte: Ecclesia