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O novo Secretário Geral da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, foi eleito na manhã desta terça-feira, 25 de abril. Leia a matéria

O novo Secretário Geral da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, foi eleito na manhã desta terça-feira, 25 de abril. Leia a matéria publicada no site da CNBB e conheça mais sobre dom Ricardo.

O bispo de Rio Grande (RS) e atual presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Ricardo Hoepers, foi eleito novo secretário-geral da entidade. A escolha foi realizada na manhã desta terça-feira, 25 de abril, no sétimo dia da 60ª Assembleia Geral da entidade. Dom Ricardo desempenhará a função nos próximos quatro anos.

Atendendo à recomendação estatutária, o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, perguntou se o bispo aceita a função confiada pela Assembleia. Dom Ricardo respondeu:

“Aceito, com muita honra. Muito obrigado!”

Biografia

Nascido em 16 de dezembro de 1970, dom Ricardo ingressou no Seminário Arquidiocesano São José, em Curitiba, aos 15 anos. Foi ordenado presbítero em 1999, após ter cursado Filosofia na Universidade Federal do Paraná e Teologia no Studium Theologicum, da Faculdade Claretiana de Teologia, ambas na capital paranaense. 

Tem especialização e mestrado em Bioética, respectivamente pela Faculdade São Camilo, de São Paulo (1999), e pela Academia Afonsiana, de Roma (2011). Também tem mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná e doutorado em Teologia Moral pela Academia Afonsiana.   

Acumulou experiências como docente e também diretor de instituição de ensino superior. Na arquidiocese de Curitiba, foi coordenador geral do clero, membro do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores. No Regional Sul 2 da CNBB, foi assistente eclesiástico da Pastoral da Pessoa com Deficiência.  

Em 2016, foi nomeado bispo de Rio Grande (RS) e recebeu a Ordenação Episcopal pelas mãos do arcebispo de Curitiba (PR), dom José Antonio Peruzzo, no dia 14 de maio daquele ano. Em 2018, dom Ricardo Hoepers representou a CNBB numa audiência pública que debateu a descriminalização do aborto no Supremo Tribunal Federal (STF), o que fez com que fosse eleito em primeiro escrutínio para a presidência da Comissão para a Vida e a Família, na 57ª Assembleia Geral da CNBB, em 2019. No Regional Sul 3 da CNBB, articulou o Observatório Regional de Bioética.  

À frente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB desde 2019, quando foi eleito pela 57ª Assembleia Geral da entidade, teve o mandato marcado pela oferta de diversos itinerários para as famílias, por meio da Comissão Nacional da Pastoral Familiar, e a reafirmação dos posicionamentos da Igreja na defesa da vida desde a concepção até o fim natural. Dom Ricardo e os demais membros e colaboradores da Comissão articularam ações pastorais com movimentos eclesiais que atuam com famílias; reuniram agentes para atuar nas dimensões do Serviço à Vida e da Comunicação; criaram o Portal Vida e Família e o Hora da Família com encontros mensais, animado pelas indicações das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE 2019 – 2023). 

Dom Ricardo Hoepers também faz parte da Equipe de Animação Nacional do Sínodo 2021-2024 e presidiu, neste quadriênio, a Comissão Especial de Bioética, articulando especialistas em iniciativas de formação e de embasamento para posições da Conferência na defesa, promoção e cuidado com a vida humana.

Eleito o 2º vice-presidente da CNBB. Leia a publicação do site da CNBB e conheça mais sobre dom Paulo Jackson. O bispo de Garanhuns

Eleito o 2º vice-presidente da CNBB. Leia a publicação do site da CNBB e conheça mais sobre dom Paulo Jackson.

O bispo de Garanhuns (PE) e atual presidente do Regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, foi eleito pela 60ª Assembleia Geral da CNBB como segundo vice-presidente da entidade. A eleição foi realizada na manhã desta terça-feira, 25 de abril. Ele ficará na função nos próximos quatro anos (2023-2027). 

Atendendo à recomendação estatutária, o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, perguntou se dom Paulo aceita a função confiada pela Assembleia. O eleito respondeu:

“Por amor a Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador, como serviço à Igreja, profundamente agradecido a todos os irmãos e também para garantir a presidência da região Nordeste a todos os irmãos, eu aceito!”

Biografia 

Dom Paulo Jackson nasceu em São José de Espinharas, na Paraíba, no dia 17 de abril de 1969. Estudou Filosofia no Instituto de Teologia do Recife (1987-1989) e Teologia no Seminário Imaculada Conceição, em João Pessoa (1990-1992). Foi ordenado presbítero no dia 17 de dezembro de 1993. É mestre em Exegese Bíblica pelo Instituto Bíblico de Roma (1997-2000) e doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (2007-2010).  

Foi secretário nacional da Organização dos Seminários e Institutos Filosófico-Teológicos do Brasil (2004-2007); vigário paroquial da Paróquia São Geraldo, Belo Horizonte (2011-2012), e administrador paroquial da Paróquia Senhor Bom Jesus do Horto, Belo Horizonte (2012-2015). Foi professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia em Belo Horizonte (2012-2015). Foi também formador dos seminaristas estudantes de Teologia da diocese de Patos, em Belo Horizonte. 

No dia 20 de maio de 2015 foi nomeado pelo Papa Francisco como bispo da diocese de Garanhuns, no Pernambuco. Sua ordenação episcopal ocorreu no dia 18 de julho de 2015, no Largo Dom Gerardo Andrade Ponte, ao lado da Catedral de Nossa Senhora da Guia, diocese de Patos (PB). A ordenação foi presidida pelo arcebispo de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, e teve como bispos coordenantes dom Eraldo Bispo da Silva, bispo de Patos (PB), e dom Manoel dos Reis de Farias, bispo de Petrolina (PE). 

Sua posse canônica aconteceu no dia 23 de agosto de 2015, na Catedral de Santo Antônio, em Garanhuns. Seu lema episcopal é In Verbo tuo (Na tua Palavra). É inspirado em Lc 5,5, a partir do diálogo de Jesus com Pedro depois do episódio da pesca milagrosa. 

No mesmo ano de sua nomeação, foi escolhido membro da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB para o quadriênio entre 2015 e 2019. E em 2019, foi eleito presidente do Regional Nordeste 2 da CNBB, que compreende os estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, para o quadriênio de 2019 a 2023. No Regional, também desempenha a função de referencial para a Doutrina da Fé. 

Eleito o 1º vice-presidente da CNBB. Leia a matéria publicada no site da CNBB e saiba quem é dom João Justino. O episcopado brasileiro

Eleito o 1º vice-presidente da CNBB. Leia a matéria publicada no site da CNBB e saiba quem é dom João Justino.

O episcopado brasileiro elegeu, nesta terça-feira, 25 de abril, em segundo escrutínio, o novo primeiro vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O arcebispo de Goiânia (GO), dom João Justino de Medeiros Silva, irá desempenhar a função durante os próximos quatro anos, no quadriênio 2023 a 2027. A votação foi realizada na manhã deste que é o sétimo dia da 60ª Assembleia Geral da CNBB.

Perguntado pelo arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, segundo o estatuto, se aceita a função confiada pela Assembleia, dom João Justino respondeu:

“Agradeço a confiança dos senhores, conto com o apoio e orações. Aceito!”.

Biografia 

Dom João Justino de Medeiros Silva nasceu no dia 22 de dezembro de 1966, em Juiz de Fora (MG). Ingressou no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio, em Juiz de Fora, em 1984, onde cursou Filosofia e Teologia. Graduou-se em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Juiz de Fora e em Pedagogia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF). É doutor e mestre em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma. 

Foi ordenado padre em 13 de dezembro de 1992. Na arquidiocese de Juiz de Fora, atuou como pároco solidário nas paróquias Nossa Senhora da Conceição (Benfica) e Bom Pastor. Foi vigário paroquial da paróquia São Pedro e vigário episcopal para a Cultura, Educação e Juventude. Atuou como secretário do Colégio de Consultores e foi membro do Conselho Presbiteral por vários mandatos. Foi professor e coordenador do curso de Teologia do CES/JF. Foi vice-reitor do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio de 1998 a 2002 e reitor do mesmo Seminário de 2004 a 2011. 

O Papa Bento XVI o nomeou bispo auxiliar da arquidiocese de Belo Horizonte no dia 21 de dezembro de 2011. Na arquidiocese, foi o bispo referencial da região episcopal Nossa Senhora da Piedade (Rensp), que abrange oito municípios, coordenando a ação evangelizadora e pastoral, o funcionamento e a infraestrutura da Cúria Regional. Também supervisionou e orientou trabalhos no Tribunal Eclesiástico, na Secretaria Geral de Relações Sociais (SGRS) e na Secretaria Geral de Relações Eclesiais (SGRE). Acompanhou a vida, a administração e a ação evangelizadora dos santuários da arquidiocese, coordenando o Conselho Arquidiocesano de Reitores.  

Coordenou a administração da Mitra nos respectivos santuários, incentivando projetos evangelizadores e de infraestrutura. No Serviço de Animação Vocacional, orientou a equipe de coordenação, articulando o Conselho Arquidiocesano de Movimentos e Novas Comunidades (Camenc), além de outras instâncias para a promoção e a animação das vocações. 

Em 2015, foi eleito presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação da CNBB, integrando o Conselho Episcopal Pastoral (Consep). Em 2019, foi reeleito para a mesma função. Foi secretário das Edições CNBB, de 2015 a 2019. Também foi presidente da Comissão para a Educação do Regional Leste 2 da CNBB, de 2015 a 2019.  

Em março de 2016, dom João Justino foi nomeado membro da Comissão de Cultura e Educação do Setor Universidades do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam) e responsável pelas pastorais de Educação e Cultura no Cone Sul. 

Em 22 de fevereiro de 2017, o Papa Francisco o nomeou arcebispo coadjutor de Montes Claros, missão que assumiu no dia 13 de maio de 2017. Tornou-se arcebispo de Montes Claros em 21 de novembro de 2018.  

Em 2019, foi indicado pelo Conselho Permanente da CNBB como membro titular do Conselho para o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida e, também, membro titular do Conselho Econômico da CNBB. Em 9 de dezembro de 2021, recebeu nova missão, sendo transferido pelo Papa Francisco para a arquidiocese de Goiânia. A posse foi em 16 de fevereiro de 2022. 

No primeiro dia do processo eletivo para funções e serviços na CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a entidade elegeu o presidente para

No primeiro dia do processo eletivo para funções e serviços na CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a entidade elegeu o presidente para o próximo triênio. Leia a nota publicada no site da CNBB e saiba quem é o novo presidente.

O arcebispo de Porto Alegre (RS) e atual primeiro vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Jaime Spengler, foi eleito presidente da CNBB nesta segunda-feira, 24 de abril. Ele estará à frente da Presidência da entidade de 2023 a 2027.

A eleição foi realizada na segunda sessão na manhã desta segunda-feira. Dom Jaime foi eleito em terceiro escrutínio, o qual pede maioria simples dos votos. O anúncio foi feito no início da sessão reservada, no auditório Noé Sotillo, no período da tarde.

Perguntado pelo atual presidente, dom Walmor Oliveira de Azevedo, se aceita a função a ele confiada pelo episcopado brasileiro, conforme prevê o Estatuto, dom Jaime respondeu:

“Com humildade, simplicidade, temor e tremor, mas sobretudo na fé, em espírito de comunhão e colaboração, sim!”.

 

Biografia e trajetória eclesial

Dom Jaime Spengler nasceu em 6 de setembro de 1960, em Gaspar (SC). Ingressou na Ordem dos Frades Menores, também conhecida por Ordem de São Francisco (Franciscanos) em 20 de janeiro de 1982, pela admissão no Noviciado na cidade de Rodeio (SC). Cursou Filosofia no Instituto Filosófico São Boaventura, de Campo Largo (PR), e Teologia no Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis (RJ), concluindo-o no Instituto Teológico de Jerusalém, em Israel.

Foi ordenado sacerdote em 17 de novembro de 1990, na sua cidade natal. Fez doutorado em Filosofia na Pontifícia Universidade Antonianum, em Roma, e atuou dentro da Ordem dos Frades Menores em diversas missões e cidades do país até 2010, quando foi nomeado pelo Papa Bento XVI como bispo auxiliar da arquidiocese de Porto Alegre. A ordenação episcopal, presidida por dom Lorenzo Baldisseri, núncio apostólico no Brasil na ocasião, ocorreu dia 5 de fevereiro de 2011, na paróquia São Pedro Apóstolo, em Gaspar.

Dom Jaime Spengler é arcebispo metropolitano de Porto Alegre desde 18 de setembro de 2013, quando foi nomeado pelo Papa Francisco que, concomitantemente, recebeu o pedido de renúncia de dom Dadeus Grings. Escolheu como seu lema episcopal “Gloriar-se na Cruz” (Cl 6,14) – In Cruce Gloriari.

No quadriênio de 2011 a 2015, foi membro da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenado e a Vida Consagrada da CNBB. Em 2015, foi eleito presidente desta comissão. Entre os destaques de sua atuação à frente do colegiado, consta a aprovação das novas Diretrizes para a Formação de Presbíteros da Igreja no Brasil, em 2018.

Em maio de 2019, foi eleito primeiro vice-presidente da CNBB. Também é o bispo referencial da CNBB para o Colégio Pio Brasileiro, em Roma. Exerce ainda as funções de vice-presidente da Comissão Especial para o Acordo Brasil-Santa Sé da CNBB e bispo referencial CNBB – Regional Sul 3 para Vida Consagrada e Ministérios Ordenados.

A 60ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil que acontece em Aparecida desde 19 de abril  tem como propósitos o aprofundamento de alguns temas

A 60ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil que acontece em Aparecida desde 19 de abril  tem como propósitos o aprofundamento de alguns temas ((Avaliação Global da Caminhada da CNBB (Art. 141 do Regimento em vigor), 6 temas prioritários -Doutrina da Fé, Liturgia, Regimento da CNBB, Relatório do Quadriênio, Relatório Econômico, Textos Litúrgicos – CETEL) e a votação para os serviços. Hoje, 24 de abril começa o processo de votação. Leia abaixo a explicação do site da CNBB sobre as funções e como se dará a eleição:

O sexto dia da 60ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) será marcado, no período da manhã, pelo início do processo de votação daqueles que desempenharão funções e serviços na Conferência pelos próximos quatros anos. Nesta segunda-feira, 24 de abril, os bispos vão às urnas eletrônicas para começar a definir quem serão os próximos membros da presidência da entidade.

A expectativa para as votações, que se iniciam por volta de 12h desta segunda-feira, é que sejam eleitos o presidente, o primeiro e segundo vice-presidentes da entidade.

A sessão da manhã contará também com um balanço sobre a Campanha da Fraternidade 2023, que tem como temática a questão da fome no país; o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS); e informes das Comissões para a Amazônia e a de Mineração e Ecologia Integral.

Como será o processo de votação

Serão realizadas, inicialmente, eleições para 20 funções/serviços à CNBB: os 4 membros da Presidência; 12 presidentes das Comissões Episcopais permanentes; 2 representantes da CNBB no Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), um titular e suplente; e 2 bispos que participarão do processo do Sínodo sobre a Sinodalidade, em Roma.

Escrutínios

Essas escolhas devem ser realizadas em até três escrutínios para cada cargo, ou seja, a previsão é de até 60 votações durante o processo eleitoral da Assembleia, o qual será realizado na segunda semana do encontro, após o retiro dos bispos. Os votos são secretos.

A previsão da quantidade de votações é feita a partir do que está estabelecido no artigo 28 do Estatuto Canônico da CNBB. A norma prevê a realização de votações separadas para cada um dos cargos.

Essa escolha em separado é uma escolha da conferência para que não haja a formação de chapas, com definições prévias de candidatos para todos os cargos. Dessa forma, os escolhidos, em votações separadas, fazem em seu mandato uma experiência de comunhão e fraternidade, na diversidade de olhares e de pensamento.

É considerado eleito aquele que atingir a maioria de 2/3 dos votos no primeiro ou no segundo escrutínio.  Caso o mais bem votado não alcance esse número nas duas primeiras votações, o terceiro escrutínio é feito entre os dois candidatos mais votados no segundo, elegendo aquele que obtiver maioria absoluta. Havendo empate, será considerado eleito o mais antigo por tempo de ordenação episcopal.

Quem pode votar

O voto deliberativo compete apenas aos bispos diocesanos, aos equiparados a eles no direito e aos bispos coadjutores (cf. cân. 454, § 2). Assim, os administradores diocesanos têm direito a voto, mas não podem ser votados.

Segundo o artigo 27 do Estatuto da CNBB, a Assembleia Geral só pode deliberar ou eleger se estiverem presentes 2/3 dos membros com voto deliberativo, salvo quórum diferente exigido pelo direito. O parágrafo primeiro reza que “as deliberações decisórias e as eleições serão feitas de acordo com este Estatuto e o Regimento Interno”.

 

Quem pode ser votado

Segundo o Estatuto da CNBB, apenas bispo diocesano, com idade inferior a 71 anos, pode ser eleito presidente, 1º vice-presidente e 2º vice-presidente da CNBB (cf. Congregação para os Bispos. Carta aos Bispos, de 3 de março de 2022, Prot. N. 42/2022). Para o cargo de secretário-geral, somente bispo pode ser eleito.

Aqueles que já estiveram na Presidência da CNBB por dois mandatos consecutivos não podem ser votados para um terceiro mandato imediatamente subsequente em qualquer um dos cargos. Assim, os membros da atual Presidência da CNBB estão elegíveis para um segundo mandato no mesmo cargo ou para outra função no mesmo órgão constitutivo.

Como será a votação

Os escrutínios da 60ª Assembleia Geral serão realizados com votações secretas em urnas eletrônicas cujo sistema foi desenvolvido pelo Departamento de Tecnologia de Informação da CNBB. Serão 17 urnas instaladas no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, cada uma com dois bispos responsáveis, um presidente e um secretário. Eles vão garantir o sigilo e a privacidade dos eleitores no processo de votação.

Só será liberado o registro do voto após apresentação da carteira eclesial e a assinatura na lista de presença. Após a aproximação da carteira do bispo no leitor, o sistema será aberto para que seja registrado o voto.

Após cada escrutínio, o sistema de gerenciamento das urnas fará a apuração dos votos e emitirá um relatório com o nome dos candidatos votados, por ordem decrescente. Este relatório indicará se o candidato mais votado alcançou o percentual de votos exigido para aquele escrutínio, segundo as normas do estatuto.

As votações vão ocorrer na seguinte ordem:

  1. Presidente
  2. 1º Vice-Presidente
  3. 2º Vice-Presidente
  4. Secretário-Geral
  5. 12 (doze) Presidentes das Comissões Episcopais
  6. Delegado junto ao CELAM
  7. Suplente junto ao CELAM
  8. Delegados para o Sínodo 2023 (2 bispos)
Começa hoje, 19 de abril e vai até 28 de abril a 60ª Assembleia Geral. A atual presidência completa 4 anos e, portanto a

Começa hoje, 19 de abril e vai até 28 de abril a 60ª Assembleia Geral. A atual presidência completa 4 anos e, portanto a Assembleia elegerá a nova presidência e também os presidentes das Comissões. Acompanhemos com nossas orações, o nosso arcebispo, dom Dario Campos e dom Andherson Franklin, bispo auxiliar.

Assista o vídeo do Secretário Geral e fique por dentro de como será a Assembleia, clicando no link https://youtu.be/awbeASZDAUc

Já está publicado o hot site para divulgar a 60ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil. O hot site tem como objetivo levar a

Já está publicado o hot site para divulgar a 60ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil.

O hot site tem como objetivo levar a todos os temas que serão discutidos, as votações e as perspectivas para a Igreja no Brasil.

A Assembleia acontece em Aparecida de 19 a 28 de abril.

Para entrar no hot site  Acesse aqui

 

O Papa Francisco deixou uma pergunta para os cristãos do mundo todo se façam neste período pascal: “quando foi a última vez que testemunhei
O Papa Francisco deixou uma pergunta para os cristãos do mundo todo se façam neste período pascal: “quando foi a última vez que testemunhei Jesus”? A matéria está publicada no site vaticanews.va
O Papa Francisco, nesta “Segunda-feira do Anjo” (10) após a Páscoa que recorda a aparição do anjo às mulheres que foram ao túmulo de Jesus, rezou a oração mariana do Regina Coeli para os fiéis reunidos na Praça São Pedro. Da janela do seu escritório no Palácio Apostólico neste dia de feriado no Vaticano e na Itália, o Pontífice recordou que foram as discípulas as primeiras a testemunhar o Cristo Ressuscitado, motivadas pelo anjo do Senhor a não terem medo de encontrá-Lo e testemunhá-Lo com alegria.

Encontrar Jesus, testemunhando-O

“Poderíamos nos perguntar: por que elas?”, questiona o Papa no Regina Coeli que, durante o período pascal substitui o Angelus: “por uma razão muito simples”, afirma ele, “porque são as primeiras a ir ao sepulcro”. Ao contrário de todos os discípulos, elas não ficaram em casa tristes pela história de Jesus que parecia ter terminado. Enfrentando o medo e com muita alegria, descreve o Evangelho (Mt 28,8) ao encontrarem o sepulcro vazio, as mulheres correm para dar aos discípulos o anúncio da Ressureição de Jesus:

“No momento em que vão fazer esse anúncio, Jesus vem ao seu encontro. Observemos bem isto: Jesus as encontra enquanto vão anunciá-Lo. É bonito isto: Jesus as encontra, enquanto vão anunciá-Lo. Quando nós proclamamos o Senhor, o Senhor vem a nós.”

“Às vezes pensamos que a maneira para estar perto de Deus seja aquela de mantê-Lo bem perto de nós; porque então, se nos expomos e falamos sobre isso, chegam os julgamentos, as críticas, talvez não saibamos responder a certas perguntas ou provocações, e então é melhor não falar sobre isso e se fechar: não, isso não é bom. Em vez disso, o Senhor vem enquanto O proclamamos. Você sempre encontra o Senhor no caminho do anúncio. Anuncia o Senhor e O encontrará. Busca o Senhor e O encontrará. Sempre em caminho, isso que as mulheres nos ensinam: encontra-se Jesus, testemunhando-O. Vamos colocar isso no coração: Jesus se encontra testemunhando-O.” 

Proclamar Jesus como o mais belo presente

O Papa, então, dá um exemplo prático de quando se recebe a notícia de que uma criança nasceu: a primeira intenção é compartilhar com alegria entre os amigos já que, ao contá-la, tornamos a novidade ainda mais viva para nós mesmos:

“Se isso acontece por uma boa notícia, de todos os dias, ou de alguns dias importantes, acontece infinitamente mais por Jesus, que não é apenas uma boa notícia, e nem mesmo a melhor notícia da vida, não, mas Ele é a própria vida, Ele é ‘a ressurreição e a vida’ (Jo 11,25). Sempre que O proclamamos, não fazendo por propaganda ou proselitismo, aquilo não: anunciar é uma coisa, fazer propaganda e proselitismo é outra. O cristão anuncia, aquele que tem outro objetivo faz proselitismo e isso não é bom. Cada vez que O anunciamos, o Senhor vem ao nosso encontro com respeito e amor, como o mais belo presente para se compartilhar. Jesus habita ainda mais em nós cada vez que nós O anunciamos.” 

“Quando se encontra Jesus”, continua Francisco, “nenhum obstáculo pode nos impedir de proclamá-Lo”. Basta pensar nas mulheres do Evangelho que, apesar dos medos e angústias, não guardaram a alegria da Páscoa e foram anunciá-la. Se, ao invés disso, guardamos para nós, alerta o Papa, “talvez é porque ainda não O encontramos verdadeiramente”. E o Pontífice finaliza a oração mariana do Regina Coeli tocando a consciência de todos aos questionar:

“Irmãos, irmãs, diante da experiência das mulheres, nos perguntamos: me diz, quando foi a última vez que você testemunhou Jesus? Quando foi a última vez que eu testemunhei Jesus? Hoje, o que eu faço para que as pessoas que encontro recebam a alegria do seu anúncio? E ainda: alguém pode dizer: essa pessoa é serena, é feliz, é boa porque encontrou Jesus? Da cada um de nós, pode-se dizer isso? Peçamos a Nossa Senhora que nos ajude a sermos alegres anunciadores do Evangelho.”