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“É a caridade que nos torna quem somos”, disse o Papa Francisco na Abertura da 22ª Assembleia Geral da Cáritas. Notícia publicada no site

“É a caridade que nos torna quem somos”, disse o Papa Francisco na Abertura da 22ª Assembleia Geral da Cáritas. Notícia publicada no site vaticannews.

A audiência com o Papa Francisco na manhã desta quinta-feira (11) na Sala Clementina, no Vaticano, marcou a abertura da 22ª Assembleia Geral da Caritas Internationalis que termina em 16 de maio, em Roma, e reúne cerca de 400 delegados que trabalham em organizações humanitárias de 200 países – inclusive representantes provenientes do Brasil. Em discurso entregue aos presentes, o Pontífice saudou membros do Conselho e funcionários da confederação católica, criada para dar expressão à comunhão eclesial – uma vocação que a distingue de outras entidades que atuam no âmbito social – e um meio de mediação para se chegar às Igrejas particulares através do “exercício da caridade”.

Formar pessoas competentes

Francisco deu indicações para essa tarefa, tais como, “anunciar o Evangelho com as boas obras”, não apenas com estratégias que se mostrem bem-sucedidas, mas com projetos contínuos de conversão missionária: “quem trabalha na Caritas é chamado a testemunhar esse amor diante do mundo. Sejam discípulos missionários, sigam Cristo!”, disse o Papa. Ele recomendou também a unidade da confederação diante da diversidade de tantas identidades, promovendo o crescimento e não a divisão; assim como o acompanhamento de perto das Igrejas locais no “compromisso ativo com a caridade pastoral”:

Cuidem para formar pessoas competentes capazes de levar a mensagem da Igreja para a vida política e social. O desafio de um laicato consciente e maduro é mais relevante do que nunca, porque a presença delas se estende em todas as áreas que tocam diretamente a vida dos pobres. São elas que podem expressar, com liberdade criativa, o coração materno e a solicitude da Igreja pela justiça social, comprometendo-se com a árdua tarefa de mudar as estruturas sociais injustas e promover a felicidade da pessoa humana.”

O retorno às origens da caridade e da Caritas

As indicações do Papa, porém, foram precedidas por um retorno tanto às origens da confederação, quando citou Pio XII e João Paulo II, quanto às origens e à importância de uma atividade social e de caridade – onde sempre encontramos Cristo “que se oferece por nós, que ama por primeiro sem pedir nada em troca”. Francisco procurou encorajar esse compromisso, “com abertura de coração e esperança renovada”, ao sugerir a releitura da Exortação Apostólica Amoris Letitia e também o chamado “Hino à Caridade” do Apóstolo Paulo (cf. 1 Cor 12, 31-13, 13) para compreender que a caridade é “o caminho mais sublime” para conhecer Deus e comprender os fundamentos da vida cristã:

“Mesmo as ações mais extraordinárias, a generosidade mais heroica, até mesmo a distribuição de todos os bens para dá-los aos famintos (1 Cor 13,3), sem caridade não valem nada. Sem a confissão de fé em Deus Pai, que é o princípio de todo o bem; sem a experiência de amizade com Cristo, que mostrou ao mundo a face do amor trinitário; sem a orientação do Espírito, que dirige a história da humanidade para a posse da vida plena (Jo 10,10), nada mais resta do que a aparência. Não mais o bem, mas apenas uma aparência do bem.”

Francisco, assim, explorou a importância de escolher pelo amor a Deus, pelo nosso irmão que sofre, que precisa de cuidados e da nossa ajuda para recuperar sua dignidade. “Podemos retribuir o amor que Deus tem por nós ao nos tornarmos seu sinal e instrumento para os outros”, destacou o Pontífice: “não há melhor maneira de mostrar a Deus que entendemos o significado da Eucaristia do que entregando aos outros aquilo que nós recebemos”. “É a caridade que nos torna quem somos”, acolhendo o amor de Deus, continuou ele, ao acrescentar:

“O amor nos faz abrir os olhos, ampliar o olhar, permite-nos reconhecer no estranho que cruzamos em nosso caminho o rosto de um irmão, com um nome, uma história, um drama ao qual não podemos ficar indiferentes. À luz do amor de Deus, a fisionomia do outro emerge das sombras, sai da insignificância e adquire valor, relevância. As necessidades do próximo nos questionam, nos incomodam, nos provocam o desafio da responsabilidade. E é sempre à luz do amor que encontramos a força e a coragem para responder ao mal que oprime o outro, para responder em primeira pessoa, colocando a nossa cara, o nosso coração, arregaçando as mangas.”

Como viver a caridade?

Assim, para saber se um cristão vive a caridade, aprofundou o Papa, basta perceber “se ele está disposto a ajudar de bom grado, com um sorriso nos lábios, sem resmungar e se irritar”. E Francisco vai além: para viver a caridade é preciso dar espaço ao outro, aceitando com flexibilidade o que é diferente e encontrando um ponto de encontro ou uma forma de mediação – sem alimentar a inveja. Enfim, o Pontífice dá o caminho para um cristão viver imerso na caridade e no amor de Deus:

“Ele não se vangloria nem se ensoberbece, porque tem o senso de proporção, e não sente prazer em se colocar acima do próximo, mas se aproxima do outro com respeito e bondade, com gentileza e ternura, levando em conta suas fragilidades. Ele cultiva a humildade em si mesmo, ‘porque para poder compreender, desculpar e servir os outros de coração, é indispensável curar o orgulho’ (AL 98). Ele não busca o próprio interesse, mas se compromete em promover o bem do outro e apoiá-lo em seus esforços para alcançá-lo. Não leva em conta o mal recebido, nem propaga por meio de fofocas o que foi cometido por outros, mas com discrição e no silêncio confia tudo a Deus, sem dar margem a julgamentos.”

No “Dia da amizade copta-católica”, o Patriarca Tawwadros participou da audiência com o Papa Francisco. Leia a matéria do site vaticannews.va: “Agradeço-lhe de coração
No “Dia da amizade copta-católica”, o Patriarca Tawwadros participou da audiência com o Papa Francisco. Leia a matéria do site vaticannews.va:

“Agradeço-lhe de coração o seu compromisso na crescente amizade entre a Igreja ortodoxa copta e a Igreja católica” e que sua visita possa “aproximar-nos mais rapidamente do dia abençoado em que seremos um só em Cristo!”

O “Dia da amizade copta-católica”, celebrado todo dia 10 de maio, coincidiu neste ano de 2023 com a Audiência Geral. A convite do Papa Francisco, o Patriarca da Igreja Copta-Ortodoxa do Egito, Tawadros II, veio ao Vaticano, acompanhado por uma delegação. Estão hospedados na Casa Santa Marta, como ocorreu há dez anos, e participaram do tradicional encontro das quartas-feiras. Com uma alteração na dinâmica da Audiência, o foco foi todo para este histórico encontro. E foi Tawadros o primeiro a falar, seguido então pelas palavras do Santo Padre, que destacou essa aproximação entre as duas Igrejas, que traz a esperança da proximidade do dia em que “seremos um só em Cristo”.

O Papa começou destacando, que Sua Santidade Tawadros aceitou o convite para vir a Roma “a fim de celebrar comigo o 50º aniversário do histórico encontro entre o Papa São Paulo VI e o Papa Shenouda III em 1973. Tratava-se – recordou Francisco – do primeiro encontro entre um Bispo de Roma e um Patriarca da Igreja Ortodoxa copta, que culminou com a assinatura de uma memorável declaração cristológica conjunta, exatamente a 10 de maio”.

E precisamente em memória deste acontecimento, que “Sua Santidade Tawadros veio encontrar-me pela primeira vez em 10 de maio de há dez anos, poucos meses depois da sua e da minha eleição, e propôs que se celebrasse todos os anos, a 10 de maio, o “Dia da amizade copto-católica”, que desde aquela época celebramos todos os anos.“

Dirigindo-se a Tawadros como “caro amigo e irmão”, Francisco reiterou sua gratidão pelo convite aceito “neste duplo aniversário”, assegurando rezar “para que a luz do Espírito Santo ilumine a sua visita a Roma, os importantes encontros que aqui terá e, em particular, os nossos diálogos pessoais. Agradeço-lhe de coração o seu compromisso na crescente amizade entre a Igreja ortodoxa copta e a Igreja católica.”

Então, o pedido para que cresça a comunhão:

Santidade, amados Bispos e prezados amigos, imploro convosco a Deus Todo-Poderoso, por intercessão dos Santos e Mártires da Igreja copta, a fim de que nos ajude a crescer na comunhão, num único e santo vínculo de fé, de esperança e de amor cristão.

O Santo Padre concluiu pedindo a todos os presentes para que orem a Deus “para que abençoe a visita do Papa Tawadros a Roma e ampare toda a Igreja Copta-Ortodoxa. Possa esta visita aproximar-nos mais rapidamente do dia abençoado em que seremos um só em Cristo!”

O site vaticannews.va divulgou a agenda do Patriarca Tawadros em Roma. Confira abaixo: O Patriarca Tawadros II, Papa de Alexandria e chefe da Igreja

O site vaticannews.va divulgou a agenda do Patriarca Tawadros em Roma. Confira abaixo:

O Patriarca Tawadros II, Papa de Alexandria e chefe da Igreja copta ortodoxa do Egito, chega na terça-feira, 9 de maio, a Roma para uma visita de seis dias. Nos dias 10 e 11 de maio, conforme o twíte da Secretaria de Estado, o Patriarca comemorará junto com o Papa Francisco o quinquagésimo aniversário do encontro histórico de seus predecessores, São Paulo VI e Papa Shenouda III, ocorrido em maio de 1973.

Nesta ocasião, o Patriarca Tawadros participará da audiência geral na quarta-feira, 10 de maio. Na quinta-feira, 11 de maio, terá um encontro privado com o Papa Francisco, com quem fará um momento de oração, e depois irá ao Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos. O Patriarca também se encontrará com os fiéis da comunidade copta residentes em Roma, para os quais celebrará uma Liturgia Eucarística no domingo, 14 de maio, na Basílica Papal de São João de Latrão.

Numa entrevista à mídia vaticana em abril passado, o padre Hyacinthe Destivelle, membro do Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos, ilustrou esta importante visita, definida como “um marco” no caminho ecumênico. Padre Destivelle recordou a Declaração Conjunta assinada pelo Papa Montini e pelo Patriarca Shenouda em 10 de maio de 1973, que serviu “de modelo para acordos semelhantes com as outras Igrejas Ortodoxas Orientais, que reconhecem os três primeiros Concílios”. Ele sublinhou que esta visita também se realiza 10 anos após o primeiro encontro entre Francisco e Tawadros.

No centro do encontro de oração do dia 11 de maio estará o tema do ecumenismo do sangue, em memória dos tantos mártires das diversas confissões cristãs: “Para o Papa Francisco – disse Padre Destivelle – o sangue dos mártires é semente de unidade. Os mártires já estão reunidos no céu, diz sempre o Papa, não são mortos porque são católicos, ortodoxos ou protestantes, mas porque são cristãos. Então eles já estão reunidos na glória de Deus porque sofreram pelo nome de Cristo. O sangue dos mártires grita mais alto que as nossas divisões”.

A Igreja copta ortodoxa do Egito, informa o tuíte da Secretaria de Estado, é uma das realidades mais importantes no panorama eclesial do Oriente Médio, onde, nos últimos tempos, as comunidades cristãs enfrentam situações de grande dificuldade.

Para esta ocasião, o Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos publica um livro comemorativo intitulado “A Igreja Católica e a Igreja Copta Ortodoxa. 50º Aniversário do Encontro entre o Papa Paulo VI e o Papa Shenouda III (1973-2023)”. O livro, lê-se no site do Dicastério, contém os principais documentos que testemunham a aproximação entre a Igreja Católica e a Igreja Copta Ortodoxa a partir do Concílio Vaticano II, precedidos por um prefácio comum do Papa Francisco e do Papa Tawadros II. Publicado pela Livraria Editora Vaticana, é o terceiro volume da nova série “Ut Unum Sint” do Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

Na última sexta-feira, 5 de maio, o Papa Francisco se reuniu com a Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores, onde deu as boas-vindas
Na última sexta-feira, 5 de maio, o Papa Francisco se reuniu com a Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores, onde deu as boas-vindas aos novos membros, bem como àqueles que continuam seu serviço e ao grupo de consultores de todo o mundo.
O Papa Francisco durante a audiência na última sexta-feira, dia 5 de maio, incentivou a Comissão a continuar com seus esforços para aprimorar as diretrizes e os padrões de conduta daqueles que estão a serviço da Igreja, para proteger a Igreja dos abusos sexuais.

O Santo Padre falou sobre o mandato ampliado da Comissão, que representa uma visão abrangente de como a Igreja pode se tornar um lugar cada vez mais seguro para todos. A Comissão sustenta que a visão e as promessas devem ser acompanhadas de mudanças verificáveis dentro da Igreja que possam demonstrar como os jovens e as pessoas vulneráveis não corram risco e que é necessário se empenhar para esta ao lado das pessoas atingidas pelos abusos sexuais.

Em seu discurso, o Papa Francisco reafirmou mais uma vez que a crise de abuso sexual é “particularmente grave para a Igreja”, porque “prejudica sua capacidade de abraçar e testemunhar plenamente a presença libertadora de Deus”.  “A incapacidade de agir adequadamente para deter esse mal e ajudar suas vítimas manchou o nosso testemunho de amor a Deus “, disse ele. Ele também enfatizou que os “pecados de omissão”, embora pareçam “menos reais”, não são menos graves do que os pecados reais cometidos pelos abusadores. A Comissão acolheu as palavras do Santo Padre e sua confirmação do Motu Proprio Vos estis lux mundi como lei permanente.

Duarante a Assembleia plenária foram tomadas as seguintes decisões;

– Atualização das Diretrizes globais da Igreja, publicadas pela primeira vez em 2011 pela então Congregação para a Doutrina da Fé que necessitam de uma atenção às políticas de proteção em toda a Igreja (cfr. Praedicate Evangelium, artigo 78.2). A Estrutura de Diretrizes Universais da Comissão agora será submetida aos líderes da Igreja, aos grupos de vítimas e às outras partes interessadas por um período de comentários públicos antes da aprovação fina no curso do ano. (A esturutura universal das Diretrizes estára disponível no dia 31 de maio de 2023).

– Com base na Estrutura das Diretrizes Universais, a Comissão começou a trabalhar em uma Ferramenta de Verificação, solicitada pelo Papa Francisco em abril de 2022 durante audiência à Comissão. Esse instrumento servirá para avaliar a adequação das diretrizes de proteção das igrejas locais.

– Em consonância com as indicações do Papa Francisco sobre como enfrentar as desigualdades de proteção dentro da Igreja, a Comissão estabeleceu um Fundo composto pelas contribuições das Conferências Episcopais para oferecer programas de desenvolvimento de capacidade para para garantir maior acesso à formação e assistência às vítimas, seus familiares e às comunidades nas regiões mais pobres do mundo. (Acordo de Cooperação com a Conferência Episcopal Italiana). A Comissão aprovou um protocolo que protege esse Fundo e regulamenta o uso dos fundos doados como parte de um programa de capacitação chamado Memorare. [Protocolo de Desembolso Financeiro]. O primeiro acordo para um programa piloto foi assinado com a Igreja em Ruanda [Memorando de entendimento com Ruanda].

– A plenária examinou o acordo de parceria com a Fundação GHR, compartilhado pela primeira vez com a Comissão em dezembro de 2022, que administra um programa para fornecer consultores regionais especializados em proteção. Uma parceria semelhante foi estabelecida em 2020 entre a GHR e o Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, para auxiliar a resposta da Igreja à pandemia da COVID-19. Com a Comissão, a GHR supervisiona o recrutamento, a contratação e o pagamento direto dessa equipe regional. Todos os consultores estavam presentes na Plenária e na audiência com o Santo Padre [Lista do pessoal e dos consultores].

– A Comissão revisou o quadro de referências do Relatório Anual sobre as políticas e procedimentos de proteção na Igreja, solicitado pelo Papa Francisco em abril de 2022 e reiterado em sua última audiência. O plano adota uma metodologia de planejamento centrado no ser humano que se centraliza no modo com o qual as necessidades das vítimas e sobreviventes podem ser priorizadas e enfrentadas nos mecanismos de prestação de contas da Igreja, com o objetivo de oferecer propostas ao Santo Padre sobre como resolver as lacunas.

– A Comissão discutiu o modo como responder prontamente à solicitação do Santo Padre, em seu discurso à Comissão, de guiar a Igreja no combate aos males do abuso infantil on-line.

– A Comissão aprovou um plano estratégico de cinco anos que identifica objetivos, metas e indicadores de desempenho para medir os progressos e prestar contas às partes interessadas. [Resumo do Plano Estratégico].

– Em conformidade ao acordo de cooperação recentemente assinado, a Comissão se reuniu com o Dicastério para a Evangelização dos Povos para promover os objetivos de proteção através do trabalho do escritório do Vaticano que supervisiona a vida da Igreja em mais da metade do território mundial.

[Memorandum de troca de informações]. A Plenária encomendou um estudo aprofundado sobre a questão da vulnerabilidade em suas várias formas, a fim de dotar as entidades da Igreja com medidas sólidas para combater esse setor emergente dos abusos.

O Presidente da Comissão, cardeal Sean O’ Malley, OFM, declarou: “Esses desenvolvimentos representam uma importante mudança para uma direção mais focada no impacto para a Comissão. Às vezes, essa nova direção foi ao mesmo tempo íngreme e veloz para todos nós, refletindo a urgência dos desafios. Esse ritmo acelerado nos últimos seis meses causou dores crescentes, pois tentamos responder às necessidades de curto e longo prazo. Em nossa plenária, fizemos alguns ajustes em função da nossa metodologia de trabalho, a fim de esclarecer nossas diferentes funções e criar um sentido de pertença comum ao nosso mandato e à nossa responsabilidade coletiva para a sua implementação. O Santo Padre nos pediu muito e estamos todos comprometidos em realizá-lo. Buscamos os recursos necessários para responder adequadamente e estamos confiantes no plano que definimos e nas pessoas que trabalham conosco”.

* A publicação dos documentos indicados entre parênteses foi aprovada para a distribuição pela Assembleia e, salvo indicação em contrário, serão publicados no site da Comissão nos próximos dias.

Fonte: notícia publicada no site vaticannews.va
Nas intenções de oração para este mês de maio, o Papa Francisco pede que rezemos pelos grupos e movimentos eclesiais e fez algumas afirmações:

Nas intenções de oração para este mês de maio, o Papa Francisco pede que rezemos pelos grupos e movimentos eclesiais e fez algumas afirmações: “Os movimentos eclesiais são um dom, são a riqueza da Igreja! Isto é o que vocês são! Os movimentos renovam a Igreja com a sua capacidade de diálogo a serviço da missão evangelizadora” / “Mantenham-se sempre em movimento, respondendo ao impulso do Espírito Santo, aos desafios, às mudanças do mundo de hoje. Mantenham-se na harmonia da Igreja, pois a harmonia é um dom do Espírito Santo. Rezemos para que os movimentos e grupos eclesiais redescubram cada dia a sua missão, uma missão evangelizadora, e que possam colocar os seus próprios carismas a serviço das necessidades do mundo: a serviço”.

Leia a matéria publicada no site vaticannews.va

Neste mês de maio, a intenção de oração é pelos movimentos e grupos eclesiais. Na mensagem divulgada em vídeo, Francisco afirma que “os movimentos renovam a Igreja com a sua capacidade de diálogo a serviço da missão evangelizadora”.

A intenção convida a rezar para que “os movimentos e grupos eclesiais redescubram cada a sua missão evangelizadora, pondo os próprios carismas a serviço das necessidades do mundo”.

Afirma o Papa na mensagem:

“Os movimentos eclesiais são um dom, são a riqueza da Igreja! Isto é o que vocês são! Os movimentos renovam a Igreja com a sua capacidade de diálogo a serviço da missão evangelizadora”.

Os movimentos eclesiais são grupos de pessoas comprometidas com o apostolado, com seu próprio carisma, que o Espírito Santo distribui para o bem comum da Igreja. Formados principalmente por fiéis leigos, a busca de um encontro pessoal com Cristo os une e, ao mesmo tempo, são encorajados a entrar em diálogo com as mulheres e os homens de hoje, onde quer que estejam, a serviço do anúncio do Evangelho.

Eles redescobrem cada dia, no seu carisma, novas maneiras de mostrar a atratividade e a novidade do Evangelho. Como fazem isto? Ao falar línguas diferentes, parecem diferentes, mas é a criatividade que cria essas diferenças. Mas sempre se entendem e se fazem entender.

Como disse também o Papa São João Paulo II: “Cada Movimento é diferente do outro, mas todos estão unidos na mesma comunhão e para a mesma missão”, sem esquecer que “os verdadeiros carismas não podem deixar de apontar para um encontro com Cristo”.

O Pontífice convida os movimentos a trabalharem sempre a serviço dos bispos e das paróquias “para evitar qualquer tentação de fechar-se em si mesmos, que pode ser um perigo”.

“Mantenham-se sempre em movimento, respondendo ao impulso do Espírito Santo, aos desafios, às mudanças do mundo de hoje. Mantenham-se na harmonia da Igreja, pois a harmonia é um dom do Espírito Santo. Rezemos para que os movimentos e grupos eclesiais redescubram cada dia a sua missão, uma missão evangelizadora, e que possam colocar os seus próprios carismas a serviço das necessidades do mundo: a serviço”.

Muitos carismas, uma missão

O vídeo, feito em colaboração com o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, que acompanha o nascimento e o desenvolvimento de associações de fiéis e movimentos eclesiais, narra episódios de suas vidas, em contextos muito diferentes. Há, por exemplo, os escoteiros portugueses em peregrinação com a cruz da Jornada Mundial da Juventude; os Neocatecumenais engajados na evangelização nas ruas das cidades americanas; os missionários Shalom em Madagascar e os de Comunhão e Libertação nas Filipinas; Novos Horizontes com as famílias das favelas brasileiras e a Comunidade Papa João XXIII com as famílias do Quênia; Santo Egídio acolhendo os refugiados da Líbia que chegam através dos corredores humanitários; os Focolares limpando as praias poluídas do sudeste asiático; os jovens do Movimento Eucarístico Jovem, em seu congresso internacional, em adoração antes da Eucaristia. Tantos carismas diferentes, uma única missão: proclamar o Evangelho em diferentes ambientes e de diferentes maneiras.

 

O Papa Francisco  escreveu o prefácio do livro “Um longo caminho até Lisboa”, que narra o percurso das Jornadas Mundiais da Juventude, como instrumento
O Papa Francisco  escreveu o prefácio do livro “Um longo caminho até Lisboa”, que narra o percurso das Jornadas Mundiais da Juventude, como instrumento de recordações  que preparam a próxima JMJ, que acontece em Lisboa no mês de agosto deste ano, 2023. O livro é de autoria da jornalista portuguesa Aura Miguel e foi publicado pela Editora Bertrand. Leia a matéria publicada no site do Vaticano.

Papa Francisco

Ainda tenho nos olhos e no coração a imensa multidão de jovens que me acolheu no Rio de Janeiro, em julho, dez anos atrás. Aqueles percursos no papamóvel, desde a fortaleza militar onde pousava o helicóptero até o local dos encontros e celebrações em Copacabana, ficarão para sempre gravados em minha memória: o grande entusiasmo dos jovens que me jogavam bandeiras, bonés, camisetas, que me ofereciam um pouco de mate, que abraçavam o novo Bispo de Roma que vinha honrar um compromisso assumido pelo seu predecessor. Uma experiência inesquecível.

Para mim, como para Bento XVI, foi o mesmo: a primeira viagem internacional do nosso pontificado aconteceu por ocasião da Jornada Mundial da Juventude – no Rio de Janeiro no meu caso, e no caso do Papa Ratzinger, em 2005, em Colônia, ou seja, em sua terra natal. Ele também tinha apenas subido à cátedra de Pedro. Ambos fomos, por assim dizer, “colocados” na esteira daquilo que São João Paulo II havia inaugurado, seguindo uma intuição que lhe foi sugerida pelo Espírito Santo.

As JMJ foram e continuam sendo momentos fortes para a experiência de muitos adolescentes, de muitos jovens, e a inspiração inicial que moveu nosso amado Papa Wojtyla não falhou. Com efeito, a mudança de época que estamos vivendo de forma mais ou menos consciente representa um desafio, sobretudo para as novas gerações.

Os chamados “nativos digitais”, os jovens do nosso tempo, correm diariamente o risco de se isolarem, de viverem grande parte da sua existência no ambiente virtual, sendo vítimas de um mercado agressivo que induz a falsas necessidades. Com a pandemia de Covid e a experiência do confinamento, esses riscos aumentaram ainda mais. Sair de casa, viajar com os companheiros, viver fortes experiências de escuta e oração junto com momentos de festa, e fazer isso juntos, torna esses momentos preciosos para a vida de cada um.

Várias vezes convidei os jovens a não “balconar”, isto é, a não ficarem na sacada vendo a vida passar como observadores que não se misturam, que não sujam as mãos, que colocam a tela de um celular ou de um computador entre eles e o resto do mundo. Já lhes disse várias vezes para não serem “jovens de sofá”, para não se deixarem anestesiar por aqueles que têm todo o interesse em deixá-los atordoados e estonteados. A juventude é sonho, é abertura à realidade, é descoberta do que realmente vale na vida, é luta para conquistá-lo, é abertura a relações intensas e verdadeiras, é compromisso com os outros e pelos outros.

Padre Lorenzo Milani em sua experiência de educador repetia aquelas belas palavras: “Eu cuido”, “eu me interesso, eu me importo com…”. Hoje, depois da terrível experiência da pandemia, que dramaticamente nos confrontou com o fato de que não somos os donos de nossas vidas e de nosso destino, e que só podemos nos salvar juntos, o mundo mergulhou no vórtice da guerra e do rearmamento. Uma corrida pelo rearmamento que parece irrefreável e que corre o risco de nos levar à autodestruição. A guerra travada contra a martirizada Ucrânia, uma guerra sangrenta no coração da Europa cristã, é apenas uma das muitas peças daquela Terceira Guerra Mundial que infelizmente começou anos atrás. Muitas guerras continuam esquecidas, muitos conflitos, muitas violências indescritíveis continuam sendo perpetradas.

Como tudo isso questiona os jovens? A que são chamados, com as suas energias, as suas visões de futuro, o seu entusiasmo? São chamados a dizer “nós cuidamos”, nos interessamos, nos importamos com o que acontece no mundo, com o sofrimento de quem sai de casa e corre o risco de nunca mais voltar, com o destino de muitos coetâneos que nasceram e cresceram em campos de refugiados, com a vida de muitos jovens que, para fugir de guerras e perseguições ou mesmo para tentar ganhar a vida, enfrentam a travessia do Mediterrâneo e morrem engolidos pelo abismo.

Interessamo-nos, importamo-nos com o destino de milhões de pessoas, de muitas crianças, que não têm água, comida, cuidados médicos, enquanto os governantes parecem competir para ver quem gasta mais em armamentos altamente sofisticados. Nos interessamos e nos importamos por quem sofre no silêncio de nossas cidades e precisa ser acolhido e escutado. Interessamo-nos​​ e nos importamos com o destino do planeta em que vivemos e que somos chamados a proteger para entregá-lo a quem virá depois de nós. Interessamo-nos ​​e nos importamos também com o ambiente digital em que vivemos imersos, e que somos desafiados a mudar e a tornar cada vez mais humano.

As Jornadas Mundiais da Juventude foram um antídoto ao “balconar”, à anestesia que faz preferir o sofá, à indiferença. Elas envolveram, moveram, comoveram, desafiaram gerações de mulheres e homens. Claro, não basta viver uma experiência “forte” se depois ela não for cultivada, se não encontrar um terreno fértil para ser sustentada e acompanhada. A JMJ é um evento de graça que desperta, alarga o horizonte, fortalece as aspirações do coração, ajuda a sonhar, a olhar além. É uma semente plantada que pode dar bons frutos. Portanto, hoje precisamos de jovens atentos, desejosos de responder ao sonho de Deus, interessados ​​aos outros. Jovens que descobrem a alegria e a beleza de uma vida dedicada a Cristo no serviço aos outros, aos mais pobres, aos que sofrem.

Tudo isto me passava pela cabeça enquanto folheava as páginas  deste livro escrito por Aura Miguel, jornalista da Rádio Renascença, que viveu como repórter as Jornadas Mundiais da Juventude. Aliás, não, não todas. Como ela mesma me disse no avião que nos levava ao Rio de Janeiro em julho de 2013, ela tinha vivido todas menos a primeira, a realizada na Argentina, em Buenos Aires, em 1987. Respondi que aquela era a única da qual eu tinha participado.

No livro de Aura gosto da escolha de apresentar as JMJ inseridas em seu tempo, com a cronologia dos principais fatos que aconteceram no mundo e na Igreja. Também gosto muito que o cerne da história seja o que ela, como jornalista, como observadora e como fiel, permaneceu daquelas experiências: ter participado pessoalmente é incomparável com ter acompanhado à distância, mesmo lendo ou olhando tudo pela televisão.

Na mensagem para o Dia das Comunicações Sociais de 2021, convidei os jornalistas a gastarem as solas dos sapatos, porque toda boa comunicação, toda informação verdadeira se baseia no encontro pessoal com a realidade, com as situações, com as pessoas. Aura o fez, e a maneira como ela nos retribui essas experiências é inestimável. A função do jornalista não é a de quem observa de fora o que acontece e apenas analisa assepticamente. Quem comunica e informa deixa-se impressionar pela realidade que encontra e por isso consegue contá-la, apaixonando os seus ouvintes e leitores. Só quem se deixou apaixonar e emocionar faz apaixonar e comover quem escuta e quem lê.

Desejo a todos os leitores do livro que descubram ou redescubram através destas páginas a beleza e a riqueza da experiência das Jornadas Mundiais da Juventude, e vivam com alegria e gratidão ao Senhor a de 2023 que se realizará em Lisboa. A primeira que Aura Miguel poderá acompanhar sem ter de viajar pelo mundo, porque passadas tantas décadas, terá lugar no seu país e na sua cidade.

2023 é o ano para redescobrir as quatro Constituições do Concílio Vaticano II: Lumen Gentium – Sacrosanctum Concilium – Dei Verbum – Gaudium et

2023 é o ano para redescobrir as quatro Constituições do Concílio Vaticano II: Lumen Gentium – Sacrosanctum Concilium – Dei Verbum – Gaudium et Spes. O pedido foi feito pelo Papa Francisco para comemorar o jubileu de 60 anos do Concílio, que acontece em 2025.

Para tornar acessível e compreensível a proposta das Constituições conciliares, o Dicastério  para a Evangelização coordenou a publicação da coletânea composta de 34 cadernos, escritos de maneira simples, fácil e “linguagem cativante” para “suscitar interesse para que o Concílio Vaticano II se torne atual na vida das pessoas”, disse arcebispo dom Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério.  Para dom Fisichella, os cadernos são, também, “fonte de inspiração para as homilias e catequeses dos sacerdotes, já que são temas fundamentais para a Igreja hoje”. Os cadernos foram escritos por teólogos, estudiosos da Bíblia e jornalistas.

Foi realizada uma competição para composição do hino e já chegaram ao Dicastério dezenas de partituras de todas as partes do mundo.

Os cadernos foram escritos em Italiano, mas serão traduzidos para outras línguas.

A Arquidiocese de Vitória também escolheu para aprofundamento, oração e reflexão as quatro Constituições, dando continuidade ao Projeto Formando Discípulos  Missionários de Jesus. O primeiro caderno já foi enviado às paróquias e deve ser utilizado pelos Conselhos e grupos de pastoral e de serviço até final do mês de maio. Na sequência, a cada dois meses serão enviados os novos cadernos: junho e julho: Sacrosanctum Concilium – agosto e setembro: Dei Verbum – novembro e dezembro: Gaudium et Spes.

A explicação para o primeiro material foi gravada com dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, bispo auxiliar de Vitória e está disponível no you tube da Arquidiocese. Acesse aqui.

 

Finalizando a 60ª Assembleia Geral da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e mantendo a tradição, cardeais, arcebispos e bispos divulgaram uma mensagem

Finalizando a 60ª Assembleia Geral da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e mantendo a tradição, cardeais, arcebispos e bispos divulgaram uma mensagem ao povo de Deus. A defesa dos pobres, dos povos indígenas, ambiente e um apelo pela paz são explicitados, juntamente com a constatação de que vivemos “certa cultura da insensibilidade nos conduz a essas situações extremas”. Clique aqui para ler a mensagem na íntegra.

A 60ª Assembleia também escolheu o arcebispo de Brasília (DF), cardeal Paulo Cezar Costa,  como o representante brasileiro no Conselho Episcopal Latino Americano e Caribenho (Celam).

Confira como ficou a presidência da CNBB e as presidências das Comissões Episcopais para o próximo triênio, clicando aqui.