Notícias da Igreja

O Papa Francisco dirigiu-se aos sacerdotes, hoje, 06 de abril, na missa do Crisma. Matéria publicada no site vaticannews. “O Espírito é o protagonista
O Papa Francisco dirigiu-se aos sacerdotes, hoje, 06 de abril, na missa do Crisma. Matéria publicada no site vaticannews.
“O Espírito é o protagonista e é bom hoje, no dia do nascimento do sacerdócio, reconhecer que Ele está na origem do nosso ministério, da vida e da vitalidade de cada Pastor. Sem Ele, nem sequer a Igreja seria a Esposa viva de Cristo, mas, no máximo, uma organização religiosa”, disse Francisco em sua homilia.
O Papa Francisco celebrou a Missa do Crisma, na manhã desta quinta-feira (06/04), na Basílica de São Pedro.
«O Espírito do Senhor está sobre mim». Com este versículo do Evangelho de Lucas, teve início a homilia do Pontífice. Francisco refletiu com os sacerdotes e fiéis, presentes na missa, sobre o Espírito do Senhor, “pois sem ele não há vida cristã e, sem a sua unção, não há santidade”.

“O Espírito é o protagonista e é bom hoje, no dia do nascimento do sacerdócio, reconhecer que Ele está na origem do nosso ministério, da vida e da vitalidade de cada Pastor.”

Sem Ele, nem sequer a Igreja seria a Esposa viva de Cristo, mas, no máximo, uma organização religiosa; não seria o Corpo de Cristo, mas um templo construído por mãos humanas. Então como edificar a Igreja senão a partir do fato de sermos «templos do Espírito Santo» que habita em nós? Não podemos deixá-Lo fora de casa ou arrumá-Lo em qualquer área devocional.

“Cada um de nós pode dizer: O Espírito do Senhor está sobre mim. Não é presunção, mas a realidade, já que cada cristão, e de modo particular cada sacerdote, pode fazer suas as palavras: «porque o Senhor me consagrou com a unção». Irmãos, sem mérito nosso, por pura graça, recebemos uma unção que nos fez pais e pastores no Povo santo de Deus”, sublinhou Francisco, detendo-se neste aspecto do Espírito: “A unção“.

“Depois da primeira «unção» que aconteceu no ventre de Maria, o Espírito desceu sobre Jesus no Jordão. Jesus e o Espírito trabalham sempre juntos, como se fossem as duas mãos do Pai que, estendidas para nós, nos abraçam e levantam. E, por elas, foram marcadas as nossas mãos, ungidas pelo Espírito de Cristo. Sim, meus irmãos, o Senhor não Se limitou a escolher-nos e chamar-nos, mas infundiu em nós a unção do seu Espírito, o mesmo que desceu sobre os Apóstolos”, disse o Pontífice.

Três tentações perigosas

“Fixemos então o nosso olhar nos Apóstolos”, disse o Papa. “Jesus sabia que eles, sozinhos, não conseguiriam e, por isso, prometeu-lhes o Paráclito. E foi aquela «segunda unção», no Pentecostes, que transformou os discípulos, levando-os a apascentar o rebanho de Deus, e não a si mesmos. Foi aquela unção de fogo que extinguiu uma religiosidade centrada neles mesmos e nas próprias capacidades: acolhido o Espírito, evaporam-se os medos e as hesitações de Pedro, Tiago e João, consumidos pelo anseio de dar a vida, deixam de procurar lugares de honra, o carreirismo, nosso, irmãos, os outros deixam de estar fechados e temerosos no Cenáculo, mas saem e tornam-se apóstolos pelo mundo inteiro”.

Irmãos, um itinerário semelhante abraça a nossa vida sacerdotal e apostólica. Também para nós houve uma primeira unção, com início num chamado cheio de amor que nos arrebatou o coração. Por ele, soltamos as amarras e, sobre um genuíno entusiasmo, desceu a força do Espírito que nos consagrou. Depois, segundo os tempos de Deus, havia de chegar para cada um a etapa pascal, que marca a hora da verdade. Trata-se de um momento de crise, que possui várias formas. A todos acontece, mais cedo ou mais tarde, experimentar desilusões, cansaços e fraquezas, com o ideal que parece diluir-se perante as exigências da realidade, substituído por uma certa rotina; e algumas provações – difíceis de imaginar antes – fazem aparecer a fidelidade mais incômoda do que outrora. Esta etapa, desta tentação, desta provação que todos nós tivemos, temos e teremos, esta etapa é, para quem recebeu a unção, um cume decisivo.

Segundo o Papa, desse cume decisivo “pode-se sair mal, deixando-se planar rumo a uma certa mediocridade, arrastando-se cansado numa «normalidade» cinzenta onde se insinuam três tentações perigosas : a da acomodação, em que a pessoa se contenta com o que pode fazer; a de substituição, em que se tenta «recarregar» o espírito com algo diferente da nossa unção; a do desânimo, em que, insatisfeitos, se avança por inércia”.

Aqui está o grande risco: permanecem intactas as aparências, enquanto a pessoa se fecha em si mesma e conduz a vida na apatia; a fragrância da unção deixou de perfumar a vida, e o coração, em vez de se dilatar, restringe-se, envolvido pelo desencanto. É um destilado, sabe? Quando o sacerdócio desliza lentamente para o clericalismo, e o sacerdote se esquece de ser pastor do povo, para se tornar um clérigo de Estado.

Crise, um ponto de virada no sacerdócio

A seguir, o Pontífice disse que a “crise pode tornar-se também um ponto de virada no sacerdócio, a «etapa decisiva da vida espiritual, em que se deve efetuar a última escolha entre Jesus e o mundo, entre a heroicidade da caridade e a mediocridade, entre a cruz e um certo bem-estar, entre a santidade e uma honesta fidelidade ao compromisso religioso»”. Francisco recomendou a leitura do livro “O segundo chamado”, um clássico do pe. Voillaume que aborda este problema. “Todos nós precisamos refletir sobre este momento do nosso sacerdócio”, sublinhou.

“Irmãos, a maturidade sacerdotal passa pelo Espírito Santo, realiza-se quando Ele se torna o protagonista da nossa vida. Então tudo muda de perspectiva, inclusive as desilusões e amarguras, porque já não se trata de procurar aperfeiçoar-se ajustando qualquer coisa, mas de nos entregarmos, sem nada reter para nós, Àquele que nos impregnou com a sua unção e quer descer até ao fundo de nós mesmos”, disse ainda o Papa.

Construir a harmonia

De acordo com Francisco, tudo o que o Espírito Santo deseja “é criar harmonia, principalmente através daqueles sobre quem derramou a sua unção. Irmãos, construir a harmonia entre nós não é tanto um método bom, para que a comunidade eclesial caminhe melhor, nem é questão de estratégia ou de cortesia, mas é sobretudo uma exigência interna na vida do Espírito. Peca-se contra o Espírito, que é comunhão, quando nos tornamos, mesmo por frivolidade, instrumentos de divisão, de fofoca, e faz-se o jogo do inimigo, que nunca sai a descoberto, mas gosta de boatos e insinuações, fomenta partidos e fações, alimenta a nostalgia do passado, a desconfiança, o pessimismo, o medo. Por favor, estejamos atentos a não manchar a unção do Espírito e o vestido da Mãe Igreja com a desunião, com as polarizações, com qualquer falta de caridade e comunhão. Recordemos que o Espírito, «o nós de Deus», prefere a forma comunitária: a disponibilidade acima das exigências próprias, a obediência acima dos próprios gostos, a humildade acima das próprias pretensões”.

Gentileza do sacerdote

“Penso também na gentileza do sacerdote“, disse o Papa, acrescentando que muitas vezes os sacerdotes são “mal-educados”: “Pensemos na gentileza do sacerdote, se encontram até em nós pessoas insatisfeitas e descontentes, solteirões, que criticam e apontam o dedo, onde verão a harmonia?

Por fim, o Papa agradeceu aos sacerdotes pelo “seu testemunho e serviço, pelo bem oculto que fazem, pelo perdão e a consolação que oferecem em nome de Deus: perdoar sempre, por favor, nunca negar o perdão“. Agradeceu também “pelo seu ministério, que muitas vezes se realiza no meio de tantas fadigas e pouco reconhecimento”. O Espírito de Deus, que não desilude quem coloca n’Ele a própria confiança, os encha de paz e leve a bom termo aquilo começou em vocês, para serem profetas da sua unção e apóstolos de harmonia”, concluiu.

O Papa volta à prisão juvenil para Celebrar a Quinta-feira Santa. Notícia publicada no vaticannews. Francisco celebrará a Missa da Santa Ceia de forma
O Papa volta à prisão juvenil para Celebrar a Quinta-feira Santa. Notícia publicada no vaticannews.
Francisco celebrará a Missa da Santa Ceia de forma restrita entre os reclusos do instituto na periferia de Roma, o mesmo onde presidiu a função do tríduo pascal quinze dias após ter sido eleito. Nos anos seguintes, o Pontífice argentino sempre escolheu lugares simbólicos de sofrimento entre prisões, centros para refugiados, centros de tratamento para doentes.

De volta depois de dez anos lá onde celebrou a primeira Missa da Ceia do Senhor de seu pontificado, o Papa Francisco presidirá a liturgia da Quinta-feira Santa no dia 6 de abril na prisão juvenil de Casal del Marmo, em Roma. Foi o que confirmou este sábado, poucas horas após o Papa ter recebido alta do Hospital Policlínico Gemelli, o diretor da Sala de Imprensa vaticana, Matteo Bruni. A missa será de forma restrita, não aberta ao público. Está prevista a transmissão ao vivo.

Celebrações da Semana Santa

Tendo acabado de receber alta, após a bronquite infecciosa, o Papa retoma, portanto, sua agenda da Semana Santa e, através de seu porta-voz, faz saber que presidirá os Ritos pascais: as modalidades das liturgias da Semana Santa “permanecem inalteradas”, confirmou Bruni, explicando que o Papa presidirá as celebrações com um cardeal no altar, inclusive no Domingo de Páscoa. Uma modalidade, aliás, já em vigor há algum tempo. Este domingo, a Missa do Domingo de Ramos, com o cardeal Leonardo Sandri, vice-decano do Colégio cardinalício, como celebrante. A partir de quinta-feira, as celebrações pascais, com a Missa Crismal na Basílica Vaticana e depois a Missa da Ceia do Senhor, com o rito antigo e sempre comovente do lava-pés. A partir deste sábado, o local é conhecido; o mesmo, como mencionado, escolhido pelo Papa argentino em 28 de março de 2013, quinze dias após sua eleição.

De volta após dez anos

No instituto da periferia de Roma, o Papa havia lavado naquele dia os pés de dez rapazes e duas moças de diferentes nacionalidades e confissões: “Lavar os pés significa que devemos nos ajudar uns aos outros”, ele lhes havia dito, explicando o gesto. “É meu dever como padre e como bispo estar a vosso serviço”, acrescentou. “Mas é um dever que vem do meu coração: eu o amo”. Adoro fazer isso porque o Senhor assim me ensinou”. Depois, expressou o convite que nos anos seguintes ele sempre dirigiu às novas gerações: “Não deixai que a esperança vos seja roubada”.

A coleta das Celebrações da Sexta-feira Santa é para manter os Lugares Santos.  Veja o apelo de frei Francesco Patton,  Custódio da Terra Santa.

A coleta das Celebrações da Sexta-feira Santa é para manter os Lugares Santos.  Veja o apelo de frei Francesco Patton,  Custódio da Terra Santa.

O apelo de Frei Francesco Patton ofm, para a Coleta da Sexta feira Santa que surge da vontade dos papas para manter o vínculo entre os cristãos do mundo com os lugares santos e as pedras vivas os cristãos da Terra Santa.

A Coleta da Sexta- feira Santa para manter os Lugares Santos

Dentro de poucos  dias celebraremos a Páscoa junto aos nossos cristãos da Terra Santa e aos peregrinos vindos de todo o mundo. Aqui, em Jerusalém, o Senhor morreu e ressuscitou por nós. É diante do seu túmulo vazio que sentimos fortalecer a nossa fé e renovar a nossa esperança.

O nosso principal compromisso como frades menores da Custódia da Terra Santa, é cuidar das pedras abençoadas e santas, que são os santuários e ao mesmo tempo, cuidar das “pedras vivas”, que são os cristãos locais e os peregrinos.

Frei Francesco Patton, ofm – Custódio da Terra Santa

É nosso dever dar a todos a oportunidade de ver e tocar os lugares onde Jesus viveu, morreu e ressuscitou por nós. São os lugares que nos recordam que é verdade o que os Apóstolos nos anunciaram e o que a Igreja nos transmitiu ao longo dos séculos para dar sentido e plenitude à nossa vida.

Tornar os santuários mais acolhedores, realizar atividades pastorais e sociais é um serviço que fazemos com o coração e em nome de toda a Igreja. Estamos também a serviço de uma Igreja ferida por tantos anos de conflitos e guerras e agora também pela devastação do terremoto.

Certamente que tudo isto tem um custo e grande parte desse custo, é coberto anualmente pela Coleta da Sexta-Feira Santa e pela generosidade dos fiéis de todo o mundo, pela vossa generosidade. Nessa ocasião, nós frades da Custódia da Terra Santa nos fazemos mendicantes e recorremos à vossa generosidade, para que a Sexta-Feira Santa seja um dia de solidariedade universal, um dia em que os cristãos de todo o mundo abracem concretamente a Igreja mãe de Jerusalém.

Por favor, abra o vosso  coração à generosidade e as vossas mãos à solidariedade. Graças à tua ajuda, também nós poderemos continuar cuidando desta Terra Santa e de seus filhos.

Fr. Francesco Patton OFM

Custódio da Terra Santa

As notícias do vaticannews apontam a previsão de que o Papa Francisco sairá do hospital amanhã, sábado, 1 de abril. As notícias também preveem

As notícias do vaticannews apontam a previsão de que o Papa Francisco sairá do hospital amanhã, sábado, 1 de abril. As notícias também preveem a participação do santo padre nas cerimônias de Domingo de Ramos.

O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, comunicou aos jornalistas na manhã desta sexta-feira sobre o estado de saúde do Papa Francisco. Eis o que disse:

“O dia de ontem transcorreu bem, com um normal decurso clínico. À noite, o Papa Francisco jantou, comendo pizza, na companhia das pessoas que o assistem nesses dias de internamento hospitalar. Com o Santo Padre, estavam presentes médicos, enfermeiros, assistentes e membros da Gendarmaria.

Hoje, depois do café da manhã, leu alguns jornais e retomou o trabalho. A volta para a Casa Santa Marta está prevista para amanhã, quando saírem os resultados dos últimos exames efetuados esta manhã.”

Domingo de Ramos: presença confirmada

O porta-voz vaticano confirmou que está prevista a presença Pontífice na Praça São Pedro no dia 2 de abril, para a celebração eucarística do Domingo de Ramos.

 

A Arquidiocese de Vitória une-se em oração a todas pessoas que rezam pela saúde do Papa Francisco e junto com a CNBB, Conferência Nacional

A Arquidiocese de Vitória une-se em oração a todas pessoas que rezam pela saúde do Papa Francisco e junto com a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, pede orações a todos. A Santa Sé divulgou hoje que o Papa continua internamento, mas apresenta melhoras.

Leia abaixo a nota divulgada pela CNBB.

REZEMOS PELA SAÚDE DO SANTO PADRE

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil se une a todas as pessoas que, nestes
dias, se encontram em oração pela saúde do Papa Francisco. Que a Virgem Mãe
Aparecida interceda junto ao Bom Deus para que fortaleça sempre mais o Santo
Padre na condução da Igreja.

Brasília, 29 de março de 2023

D. Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte
Presidente da CNBB

D. Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre
1º Vice-Presidente

D. Mário Antônio da Silva
Arcebispo de Cuiabá
2º Vice-Presidente

D. Joel Portella Amado
Bispo auxiliar de S. Sebastião do Rio de Janeiro
Secretário Gera

Na manhã desta quarta-feira o Papa presidiu normalmente a audiência geral com os fiéis reunidos na Praça São Pedro. O diretor da Sala de
Foto: Vaticano News

Na manhã desta quarta-feira o Papa presidiu normalmente a audiência geral com os fiéis reunidos na Praça São Pedro.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, comunica que:

“O Santo Padre se encontra desde a tarde de hoje no Gemelli para alguns controles previamente programados”.

Na manhã desta quarta-feira o Papa presidiu normalmente a audiência geral com os fiéis reunidos na Praça São Pedro.

No início da noite (horário de Roma),  Matteo Bruni acrescentou que “nos dias passados, o Papa Francisco se lamentou de algumas dificuldades respiratórias e esta tarde foi até ao Policlínico A. Gemelli para efetuar alguns controles médicos. O resultado evidenciou uma infecção respiratória (exclui-se a infecção de Covid 19), que exigirá alguns dias de adequada terapia médica hospitalar. O Papa Francisco ficou comovido com as muitas mensagens recebidas e expressa sua gratidão pela proximidade e a oração.”

Atualizado às 20h50 (horário de Roma) de 29 de março de 2023.

Fonte: Vatican News

Mensagem da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, publicada no site cnbb.org.br O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional

Mensagem da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, publicada no site cnbb.org.br

O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos dos Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, manifestou nesta segunda-feira, 27 de março, em suas redes sociais, uma mensagem sobre os atos violentos na escola estadual Thomazia Montoro em SP protagonizados por um adolescente de 13 anos, na manhã desta segunda-feira.

Dom Walmor, na mensagem, considera que o assassinato da professora Elizabeth Tenreiro em uma escola pública na capital paulista, por um jovem de 13 anos, é sintoma de uma sociedade adoecida, mergulhada na violência que a todos ameaça. “Até mesmo as escolas, ambientes dedicados ao aprendizado, à convivialidade e ao desenvolvimento humano, padecem com violentos ataques”, ressente-se dom Walmor. Confira, abaixo, a íntegra da manifestação do presidente da CNBB.

Mensagem do Presidente da CNBB sobre violência
na escola estadual Thomazia Montoro em SP

 

O assassinato da professora Elizabeth Tenreiro em uma escola pública na capital paulista, por um jovem de 13 anos, é sintoma de uma sociedade adoecida, mergulhada na violência que a todos ameaça. Até mesmo as escolas, ambientes dedicados ao aprendizado, à convivialidade e ao desenvolvimento humano, padecem com violentos ataques.

Ao nos solidarizarmos com os familiares da professora Elizabeth, já idosa, morta enquanto exercia a nobre missão de ensinar, precisamos reagir a esse cenário de desolação que enlouquece a sociedade: não se enfrenta a violência com armas, mas estabelecendo um contraponto à banalização da vida. Isto significa testemunhar, com atitudes e por políticas públicas, o precioso dom da paz.

Em preces, suplico a Deus que acolha a professora Elizabeth, ampare e auxilie na recuperação de todas as vítimas, inclusive de suas feridas emocionais. Peço a Deus, que é amor, o seu auxílio para que todos juntos possamos semear a paz, por atitudes alicerçadas no amor fraterno.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Convocado pela Dicastério para a Cultura e Educação, estão reunidos em Roma os participantes do Minerva Dialogues. O Papa Francisco, recebeu-os em audiência e
Convocado pela Dicastério para a Cultura e Educação, estão reunidos em Roma os participantes do Minerva Dialogues. O Papa Francisco, recebeu-os em audiência e mais uma vez explicitou com clareza seu pensamento sobre a Comunicação e disse: “O imenso crescimento tecnológico não foi acompanhado por um desenvolvimento do ser humano em termos de responsabilidade, valores e consciência”. A matéria está publicada no site vaticannews.
Pensemos nos inúmeros avanços nos campos da medicina, engenharia e comunicações. E enquanto reconhecemos os benefícios da ciência e da tecnologia, vemos neles uma prova da criatividade do ser humano e da nobreza de sua vocação para participar responsavelmente da ação criativa de Deus: disse o Papa Francisco ao receber em audiência esta segunda-feira, 27 de março, os participantes dos Minerva Dialogues, promovidos pelo Dicastério para a Cultura e a Educação
O valor fundamental que devemos reconhecer e promover é o da dignidade da pessoa humana. Convido-vos, portanto, em vossas deliberações, a fazer da dignidade intrínseca de cada homem e de cada mulher o critério-chave na avaliação das tecnologias emergentes, que revelam sua positividade ética na medida em que ajudam a manifestar essa dignidade e aumentam sua expressão, em todos os níveis da vida humana.

Foi o que disse o Papa ao receber em audiência na manhã desta segunda-feira, 27 de março, na Sala do Consistório, no Vaticano, os participantes dos Minerva Dialogues, promovidos pelo Dicastério para a Cultura e a Educação.

Que a tecnologia seja centrada no homem

Ao dar as boas-vindas aos participantes dos Minerva Dialogues, um grupo de cerca de 30 pessoas, reunidos em Roma para seu encontro anual, Francisco ressaltou que este  convoca especialistas do mundo da tecnologia – cientistas, engenheiros, empresários, juristas e filósofos – juntamente com representantes da Igreja – oficiais de Cúria, teólogos e moralistas -, com o objetivo de promover uma maior consciência e consideração do impacto social e cultural das tecnologias digitais, em particular da inteligência artificial.

Estou convencido de que o diálogo entre crentes e não crentes sobre as questões fundamentais da ética, ciência e da arte, e sobre a busca do sentido da vida, é um caminho para a construção da paz e do desenvolvimento humano integral.

Nesta perspectiva, continuou o Santo Padre, considero que o desenvolvimento da inteligência artificial e da aprendizagem da máquina tem o potencial de dar uma contribuição benéfica para o futuro da humanidade. Estou certo, entretanto, de que este potencial só será realizado se houver uma vontade coerente por parte daqueles que desenvolvem as tecnologias para agir de forma ética e responsável. Conforta, nesse sentido, prosseguiu o Pontífice, o compromisso de tantos que trabalham nestes campos para garantir que a tecnologia seja centrada no homem, fundamentada em bases éticas na progetação e orientada para o bem.

Tecnologias contribuam para deixar um mundo melhor

Francisco disse saudar os esforços das organizações internacionais para regular essas tecnologias de modo que elas promovam um progresso genuíno, ou seja, contribuam para deixar um mundo melhor e uma qualidade de vida integralmente superior.

O imenso crescimento tecnológico não foi acompanhado por um desenvolvimento do ser humano em termos de responsabilidade, valores e consciência”, observou Francisco. Além disso, “o mundo de hoje é caracterizado por uma grande pluralidade de sistemas políticos, culturas, tradições, concepções filosóficas e éticas e crenças religiosas. As discussões são cada vez mais polarizadas e, na ausência de confiança e de uma visão compartilhada do que torna a vida digna, os debates públicos correm o risco de ser polêmicos e inconclusivos”.

Tecnologias digitais e aumento das desigualdades no mundo

Preocupa-me o fato que os dados até agora levantados pareçam sugerir que as tecnologias digitais têm servido para aumentar as desigualdades no mundo. Não apenas diferenças na riqueza material, que são importantes, mas também diferenças no acesso à influência política e social. Perguntamos: nossas instituições nacionais e internacionais são capazes de responsabilizar as empresas de tecnologia pelo impacto social e cultural de seus produtos? Existe o risco de que a crescente desigualdade possa minar nosso senso de solidariedade humana e social? Poderíamos perder nosso senso de destino compartilhado? Na realidade, nosso objetivo é que o crescimento da inovação científica e tecnológica seja acompanhado por uma maior igualdade e inclusão social.

Francisco continuou sua abordagem ressaltando que este problema da desigualdade pode ser agravado por uma falsa concepção de meritocracia que mina a noção de dignidade humana. O reconhecimento e a recompensa do mérito e do esforço humanos têm uma base, mas existe o risco de conceber a vantagem econômica de uns poucos como conquistada ou merecida, enquanto a pobreza de muitos é vista, em certo sentido, como culpa deles. Esta abordagem subestima as desigualdades iniciais entre as pessoas em termos de riqueza, oportunidades educacionais e laços sociais, e trata o privilégio e a vantagem como conquistas pessoais. Consequentemente – em termos esquemáticos – se a pobreza é culpa dos pobres, os ricos estão isentos de fazer algo a respeito.

Inteligência artificial e tecnologias a serviço do homem

Francisco concluiu reafirmando a convicção de que somente formas verdadeiramente inclusivas de diálogo podem permitir discernir sabiamente como colocar a inteligência artificial e as tecnologias digitais a serviço da família humana.