Notícias da Igreja

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, abriu inscrições para formação de missionários. Leia abaixo as informações publicadas no site cnbb.org.br Estão abertas

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, abriu inscrições para formação de missionários. Leia abaixo as informações publicadas no site cnbb.org.br

Estão abertas as inscrições para a 129ª edição do Centro de Formação Intercultural (Cenfi), o curso de iniciação à missão no Brasil voltado para missionários estrangeiros que chegam para atuar no país. Ofertado num período de três meses, o Cenfi é promovido pelo Centro Cultural Missionário (CCM) e ocorre de forma presencial, em Brasília (DF).

“A iniciação à missão no Brasil é um tempo muito especial. É tempo para aprender a língua portuguesa e para mergulhar e conhecer melhor os costumes e as aspirações do povo brasileiro; tempo para se despojar da própria cultura sem arrancá-la; tempo para revisar os critérios pastorais para melhor se colocar diante dos novos apelos missionários; tempo para uma verdadeira encarnação, embora carregando os valores da própria cultura como bagagem que acompanha sempre; tempo para valorizar as diversas culturas dos irmãos e irmãs do curso; tempo para aprender novamente o que Deus pede de cada um como parte de um novo povo”, explica o diretor do CCM, padre Tiago Ávila Camargo.

O curso integra a vida comunitária, a introdução à sociedade brasileira e à caminhada a Igreja no Brasil e o ensino sistemático da língua portuguesa. Durante três meses, os missionários vivenciarão a dimensão comunitária partilhando a rotina de orações, estudos e convivência no Centro Cultural Missionário.

Por meio de e exposições e debates, será proporcionada a inserção na sociedade e na cultura brasileiras, com o estudo e a reflexão sobre elementos históricos e antropológicos do Brasil, a diversidade cultural e suas expressões; questões sociais, tradições e fenômenos religiosos; a caminhada da Igreja no Brasil e sua ação evangelizadora.

A terceira área integrada – ensino sistemático da língua portuguesa – objetiva fornecer ao aluno a possibilidade de estudar e aprender a língua portuguesa brasileira em todos os seus aspectos – gramatical, contextual, comunicativo – para que o missionário e a missionária possam desenvolver as suas atividades no país, bem como um conhecimento da realidade brasileira, tudo interligado com a vida comunitária.

Além da duração de três meses, há a oferta da forma parcial do curso, para o caso de missionários com domínio da língua portuguesa.

Ontem, 8 de janeiro, o Dia Internacional contra o Tráfico de Pessoas, entrou nas orações do Papa. O site vaticannews.va publicou o texto abaixo.

Ontem, 8 de janeiro, o Dia Internacional contra o Tráfico de Pessoas, entrou nas orações do Papa. O site vaticannews.va publicou o texto abaixo. Um alerta para todos os católicos, convidados pelo Papa a rezar e ficar atentos a situações que possam estar acontecendo à nossa volta.

A paz começa com a dignidade!

Neste domingo, 8 de fevereiro, 12º Dia Internacional de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas, o Papa se uniu mais uma vez à mobilização contra o fenômeno e com a rede Talitha Kum que organizou a partir de Roma eventos em nível internacional para enfrentar esse “crime hediondo” que afeta cerca de 27 milhões de pessoas no mundo, sobretudo mulheres e crianças, migrantes e refugiados. Ao final do Angelus, Leão XIV reforçou a mensagem que divulgou na última sexta-feira (06/02) com o apelo ao respeito pela dignidade de todos:

“Hoje, memória de Santa Giuseppina Bakhita, celebra-se o Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas. Agradeço às religiosas e a todos aqueles que se empenham em combater e eliminar as formas atuais de escravidão. Junto com eles, digo: a paz começa com a dignidade!”

Ontem, 8 de janeiro, o Dia Internacional contra o Tráfico de Pessoas, entrou nas orações do Papa. O site vaticannews.va publicou o texto abaixo. Um alerta para todos convidados a rezar e agir mediante situações concretas nos locais onde se

No vídeo e no áudio com as intenções de oração para o mês de fevereiro — “Pelas crianças com doenças incuráveis” — Leão XIV
No vídeo e no áudio com as intenções de oração para o mês de fevereiro — “Pelas crianças com doenças incuráveis” — Leão XIV dá continuidade ao projeto “Reza com o Papa” e convida todos à oração pelos pequenos frágeis e sofredores, assim como por suas famílias e por aqueles que cuidam deles.

Todos os anos, cerca de 400 mil crianças e adolescentes entre zero e 19 anos recebem um diagnóstico de câncer, uma doença que em muitos contextos não dispõe de um tratamento simples e é uma das principais causas de mortalidade na infância e na adolescência. Além disso, mais de 2,1 bilhões de jovens com menos de 20 anos no mundo são afetados por doenças crônicas, como o diabetes tipo 1, ou por patologias cardiovasculares e respiratórias. A eles e a todas “as crianças com doenças incuráveis” é dedicada a intenção de Leão XIV para o mês de fevereiro, divulgada por meio da Rede Mundial de Oração do Papa, em colaboração com o Dicastério para a Comunicação.

A compaixão do samaritano

A escolha não é casual: em 11 de fevereiro, solenidade da Bem-Aventurada Virgem Maria de Lourdes, celebra-se o Dia Mundial do Enfermo. A edição deste ano, a 34ª, tem como tema “A compaixão do samaritano: amar levando a dor do outro”. As celebrações principais acontecerão em Chiclayo, no Peru, diocese da qual Robert Francis Prevost foi primeiro administrador e depois bispo.

Pelos pequenos sofredores, as famílias e os médicos

Assim, no áudio e no vídeo — que dão continuidade à iniciativa “Reza com o Papa”, já iniciada com Francisco, e estão disponíveis em italiano, inglês e espanhol — Leão XIV convida toda a Igreja e as pessoas de boa vontade a se unirem em oração pelos pequenos que vivem situações de sofrimento e extrema fragilidade, bem como por suas famílias e por aqueles que cuidam deles.

A ternura de Cristo

O bispo de Roma reza a oração na igreja de São Peregrino, no Vaticano. Em suas mãos, tem alguns desenhos feitos pelos pequenos pacientes do Hospital Pediátrico romano Bambino Gesù. No centro da oração do Pontífice está a ternura de Cristo que acolhe as crianças, reconhecendo em seus corpos frágeis um sinal de sua presença e, em seus sorrisos, um testemunho do Reino.

Pedimos-te, Senhor, que nunca lhes falte uma assistência médica adequada,
um cuidado humano e próximo,
e o apoio de uma comunidade que acompanha com amor.

A dignidade de cada doente

A Deus confia também as famílias, para que possam permanecer firmes “na esperança, em meio ao cansaço e à incerteza”, bem como os médicos, os enfermeiros e os profissionais da saúde:

Abençoa as mãos de médicos, enfermeiros e profissionais da saúde,
para que seu trabalho seja sempre expressão de compaixão ativa.
Que o teu Espírito os ilumine em cada decisão difícil
e lhes conceda paciência e ternura para servir com dignidade.

“Senhor, ensina-nos a reconhecer o teu rosto em cada criança que sofre — prossegue o Papa —. Que a vulnerabilidade delas desperte em nós a compaixão e nos impulsione a cuidar, acompanhar e amar com gestos concretos de solidariedade”.

Que a Igreja seja semente de esperança

Por fim, Leão XIV convida toda a Igreja a deixar-se transformar “pelos mesmos sentimentos” do coração de Cristo:

Faze de nós uma Igreja que,
animada pelos sentimentos do teu Coração
e movida pela oração e pelo serviço,
saiba sustentar a fragilidade
e, no meio da dor, seja fonte de consolação,
semente de esperança e anúncio de vida nova.

A Rede Mundial de Oração do Papa

Obra pontifícia confiada à Companhia de Jesus, a Rede Mundial de Oração do Papa está presente em mais de 90 países e reúne uma comunidade espiritual de mais de 22 milhões de pessoas, empenhadas em colaborar diariamente com a missão de Cristo. “Saber que milhões de pessoas em tantos países se unem a esta intenção de oração nos enche de esperança — afirma o sacerdote jesuíta Cristóbal Fones, diretor da Rede —. Dessa forma, ampliamos a solidariedade feita de pessoas concretas que, mesmo sem se conhecerem, acompanham as crianças, aproximam-se com respeito de sua realidade e ajudam a sustentar suas famílias.”

Para quem quer entender mais sobre diálogo inter-religioso, é só fazer inscrição no simpósio online da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Veja

Para quem quer entender mais sobre diálogo inter-religioso, é só fazer inscrição no simpósio online da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Veja como fazer na matéria publicada no site cnbb.org.br

A Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2026, o Simpósio de Formação Ecumênica, com o tema “Liberdade Religiosa: dom de Deus e direito humano”. O evento será realizado de forma on-line, pela plataforma Zoom, das 19h30 às 21h. As inscrições estão abertas e podem ser feitas (AQUI).

O simpósio tem como objetivo favorecer a reflexão conjunta entre Igrejas cristãs e diferentes tradições religiosas, diante dos desafios contemporâneos ao pleno exercício da liberdade religiosa no Brasil. A proposta é aprofundar o tema tanto sob a perspectiva da realidade social e jurídica quanto do pensamento teológico e da ação pastoral.

No dia 24 de fevereiro, a programação será dedicada à análise do contexto brasileiro. A abertura contará com a conferência “Atual panorama religioso no Brasil”, que abordará as transformações no cenário da fé e o crescente pluralismo religioso. Em seguida, especialistas tratarão da liberdade religiosa na legislação brasileira, destacando as garantias constitucionais, os avanços conquistados e os desafios ainda presentes.

Já no dia 25 de fevereiro, o enfoque será teológico e pastoral. Um dos destaques é a reflexão sobre a Declaração Dignitatis Humanae, do Concílio Vaticano II, que afirma a liberdade religiosa como expressão da dignidade da pessoa humana e orienta a relação da Igreja com o mundo contemporâneo. O Simpósio será concluído com um painel pastoral inter-religioso, promovendo o diálogo, o respeito mútuo e a convivência pacífica entre as diferentes tradições de fé.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected].

No domingo, após a oração do Angelus, o Papa Leão XIV pediu diálogo entre Estados Unidos e Cuba. Leia a matéria publicada no site

No domingo, após a oração do Angelus, o Papa Leão XIV pediu diálogo entre Estados Unidos e Cuba. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va

O Papa manifestou sua preocupação com as notícias acerca do aumento das tensões entre Cuba e Estados Unidos. Após a oração mariana do Angelus, o Pontífice fez um apelo convidando todos os responsáveis a promover um “diálogo sincero e eficaz, para evitar a violência e qualquer ação que possa aumentar os sofrimentos do querido povo cubano”. Unindo-se à mensagem dos bispos locais, Leão XIV pediu a intercessão de Nossa Senhora:

“Que a Virgem da Caridade do Cobre assista e proteja todos os filhos daquela amada terra!”

Em mensagem dirigida “a todos os cubanos de boa vontade”, os bispos da Conferência Episcopal expressam sua profunda preocupação com a deterioração da situação social e econômica do país. Os prelados alertam para o risco de um novo colapso social, especialmente após as recentes decisões que afetaram o abastecimento energético do país. O risco de caos social e violência entre os cidadãos da mesma nação é real, afirmam, esclarecendo que nenhum cubano de boa vontade pode se alegrar com tal cenário.

No texto publicado no sábado, 31 de janeiro de 2026, os bispos refletem o sentimento generalizado em toda a ilha: “Aqueles que estão atentos e respeitam o sofrimento alheio ouvem constantemente que as coisas não estão bem, que não podemos continuar assim”. Trata-se de um apelo, sublinham, que interpela toda a sociedade, mas “fundamentalmente aqueles que têm as maiores responsabilidades quando tomam decisões para o bem da nação”.

Reiterando o apelo lançado em junho passado por ocasião do Ano Jubilar, eles enfatizam que a realidade “dolorosa e premente” não só não melhorou, mas “piorou, e a angústia e o desespero se intensificaram”.

Tensões externas e risco social

“As notícias recentes, que anunciam, entre outras coisas, a eliminação de qualquer possibilidade de entrada de petróleo no país, fazem soar o alarme, especialmente para os mais vulneráveis. O risco de caos social e violência entre os filhos de um mesmo povo é real. Nenhum cubano de boa vontade se alegraria com tal cenário”, afirmaram os bispos.

Nesse contexto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nos últimos dias uma ordem executiva que declara estado de emergência nacional em relação ao que considera uma ameaça por parte de Cuba à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos. De acordo com o decreto, o governo estadunidense pode impor tarifas adicionais aos países que fornecem direta ou indiretamente petróleo a Cuba, com o objetivo de interromper o acesso de produtos petrolíferos à ilha e exercer pressão sobre o governo de Havana. A Casa Branca afirma que o governo cubano colabora com países e grupos hostis aos Estados Unidos e representa um risco extraordinário.

Daí o apelo dos bispos: Cuba precisa de mudanças, “e elas são cada vez mais urgentes”, mas não pode suportar “mais angústia e dor”. Em termos diretos, eles pedem que sejam evitadas mais mortes e sofrimentos, especialmente em detrimento dos pobres, idosos, doentes e crianças. Nesse contexto, eles lembram as palavras pronunciadas por São João Paulo II durante sua visita à ilha em 1998, quando alertou que o isolamento tem “repercussões indiscriminadas sobre a população, aumentando as dificuldades dos mais vulneráveis”.

Diálogo, dignidade e bem comum

Em linha com o ensinamento constante da Santa Sé, o Episcopado reitera que os conflitos devem ser resolvidos através do diálogo e da diplomacia, nunca com coerção. “Porque as pessoas, conversando, se entendem”, afirmam, convencidos de que, com boa vontade, é sempre possível encontrar caminhos para a verdade, a justiça e a paz.

Ao mesmo tempo, eles enfatizam que a dignidade e a liberdade das pessoas dentro do país não podem ser condicionadas por conflitos externos. Um clima de respeito, pluralismo e participação – reiteram – não enfraquece uma nação, mas pode até favorecer a distensão internacional. Portanto, parafraseando São João Paulo II, pedem “que o mundo se abra a Cuba”, mas também que “Cuba se abra ao seu povo, a todos os cubanos, sem exclusão”.

A Igreja, a serviço da esperança

Os bispos enfatizam, então, que a Igreja Católica continuará a acompanhar o povo cubano através de sua missão: rezar, anunciar o Evangelho e servir, sobretudo, os mais vulneráveis. Reiteram, além disso, sua disponibilidade para colaborar, se solicitado, na criação de espaços de encontro e cooperação para o bem comum.

Por fim, em comunhão com o Papa Leão XIV, recordam as suas palavras no início do pontificado: “Esta é a hora do amor!” E, confiando Cuba à intercessão da Virgem da Caridade, Mãe do povo cubano, lançam um último apelo: que prevaleçam a razão e o bom senso e que todos os filhos desta terra possam viver “aqui em paz, dignos e felizes”.

A Igreja celebra, na próxima segunda-feira, 2 de fevereiro, o 30º Dia Mundial da Vida Consagrada. Para a data, o Dicastério para os Institutos
Foto: CNBB

A Igreja celebra, na próxima segunda-feira, 2 de fevereiro, o 30º Dia Mundial da Vida Consagrada. Para a data, o Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica do Vaticano divulgou uma carta na qual expressa “gratidão pela fidelidade ao Evangelho e pelo dom de uma vida que se torna semente espalhada nas dobras da história”.

O texto é assinado pela prefeita do dicastério, irmã Simona Brambilla; pelo pró-prefeito, cardeal Ángel Fernández Artime; e pela secretária, irmã Tiziana Merletti.

O título “Profecia da presença: vida consagrada onde a dignidade é ferida e a fé é provada” resume a reflexão motivadora enviada aos consagrados de todo o mundo, numa “presença que permanece” ao lado dos povos e das pessoas feridas, nos lugares onde o Evangelho é vivido muitas vezes em condições de fragilidade e de provação. São recordados contextos marcados por conflitos, instabilidade social e política, pobreza, marginalização, migrações forçadas, minorias religiosas, violências e tensões que põem à prova a dignidade das pessoas, a liberdade e, por vezes, a própria fé.

O 30º Dia Mundial da Vida Consagrada será celebrado na próxima segunda-feira, 2 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor, e culminará com a Missa presidida pelo Papa Leão XIV na Basílica de São Pedro às 17h no horário de Roma (13h no horário de Brasília), com transmissão em português pelos canais de Vatican Media.

 

Confira a carta na íntegra:

Cidade do Vaticano, 28 de janeiro de 2026

Profecia da presença:
vida consagrada onde a dignidade é ferida e a fé é provada

Queridas consagradas, queridos consagrados,

com esta carta desejamos chegar idealmente até vocês em todas as partes do mundo, nos lugares da vida e da missão de cada um de vocês, para expressar gratidão pela fidelidade ao Evangelho e pelo dom de uma vida que se torna semente espalhada nas dobras da história. Uma vida às vezes marcada pela provação, mas sempre vivida como sinal de esperança.

Ao longo do último ano, durante as viagens e visitas pastorais do Dicastério, tivemos o dom de tocar e de nos deixar alcançar por esta vida, encontrando os rostos de tantas pessoas consagradas chamadas a partilhar situações complexas: contextos marcados por conflitos, instabilidade social e política, pobreza, marginalização, migrações forçadas, minorias religiosas, violências e tensões que põem à prova a dignidade das pessoas, a liberdade e, por vezes, a própria fé. Experiências que revelam o quão forte é a dimensão profética da vida consagrada como «presença que permanece»: ao lado dos povos e das pessoas feridas, nos lugares onde o Evangelho é vivido muitas vezes em condições de fragilidade e de provação.

Este «permanecer» assume diferentes formas e esforços, porque diferentes são as complexidades das nossas sociedades: onde a vida quotidiana é marcada por fragilidades Institucionais e insegurança, onde as minorias religiosas vivem pressões e restrições; onde o bem-estar coexiste com solidões, polarizações, novas pobrezas e indiferença; onde as migrações, as desigualdades e a violência generalizada desafiam a convivência civil. Em muitas partes do mundo, a situação política e social põe à prova a confiança e desgasta a esperança: e é precisamente por isso que a presença fiel de vocês, humilde, criativa e discreta se torna um sinal de que Deus não abandona o seu povo.

O «permanecer» evangélico nunca é imobilidade nem resignação: é esperança ativa que gera atitudes e gestos de paz: palavras que desarmam precisamente onde as feridas dos conflitos parecem apagar a fraternidade; relações que testemunham o desejo de diálogo entre culturas e religiões; escolhas que protegem os pequenos, mesmo quando ficar do lado deles exige um preço a pagar; paciência nos processos, mesmo dentro da comunidade eclesial; perseverança na busca de caminhos de reconciliação a construir na escuta e na oração; coragem na denúncia de situações e estruturas que negam a justiça e a dignidade das pessoas. Precisamente por isso, este permanecer não é apenas uma escolha pessoal ou comunitária, mas torna-se uma palavra profética para toda a Igreja e para o mundo.

Neste «permanecer» como semente que aceita morrer para que a vida floresça, em formas diferentes e complementares, expressa-se a profecia de toda a vida consagrada. A vida apostólica torna visível uma proximidade operosa que sustenta a dignidade ferida; a vida contemplativa guarda, na intercessão e na fidelidade, a esperança quando a fé é provada; os Institutos seculares testemunham o Evangelho como fermento discreto nas realidades sociais e profissionais; o Ordo virginum manifesta a força da gratuidade e da fidelidade que abre para o futuro; a vida eremítica recorda o primado de Deus e o essencial que desarma o coração. Na diversidade das formas, uma única profecia toma corpo: permanecer com amor, sem abandonar, sem calar, fazendo da própria vida a Palavra para este tempo e para esta história.

É precisamente dentro desta profecia de permanência que amadurece um testemunho de paz. O Papa Leão XIV insistiu nisso nas suas intervenções, indicando a paz não como uma utopia abstrata, mas como um caminho exigente e quotidiano que requer escuta, diálogo, paciência, conversão da mente e do coração, rejeição da lógica da prevaricação do mais forte. A paz não nasce da oposição, mas do encontro, da responsabilidade partilhada, da capacidade de escuta e do caminho sinodal, do amor por todos na linha do Evangelho, segundo o qual todos são irmãos. Por isso, a vida consagrada, quando permanece ao lado das feridas da humanidade sem ceder à lógica do confronto, mas sem renunciar a dizer a verdade de Deus sobre o homem e sobre a história, torna-se — muitas vezes sem alarde — artífice da paz. Caríssimas e caríssimos, agradecemos-vos pela vossa perseverança quando os frutos parecem distantes, pela paz que semeais mesmo quando não é reconhecida.

Continuemos a guardar com gratidão na memória a experiência do Jubileu da Vida Consagrada, que nos chamou a ser peregrinos de esperança no caminho da paz: não é um slogan ou uma fórmula. Vivemos essa experiência concretamente também no caminho que nos preparou para nos encontrarmos em Roma. É, ao invés, um estilo evangélico a ser encarnado, todos os dias, onde a dignidade é ferida e a fé é provada.

Confiamos cada um e cada uma de vocês ao Senhor, para que vos torne firmes na esperança e mansos no coração, capazes de permanecer, de consolar, de recomeçar: e assim de ser, na Igreja e no mundo, profecia da presença e semente da paz.

Ir. Simona Brambilla, M.C.
Prefeita

Ángel F. Card. Artime, S.D.B.
Pró-Prefeito

Ir. Tiziana Merletti, S.F.P.

Matéria: Luiz Lopes Jr

Foto capa: CNBB

Ao final da Audiência Geral, desta quarta-feira (28/01), realizada na Sala Paulo VI, o Papa Leão XIV recordou, na saudação aos fiéis de língua
Campo de Concentração em Auschwitz, Polônia – @vaticanmedia

Ao final da Audiência Geral, desta quarta-feira (28/01), realizada na Sala Paulo VI, o Papa Leão XIV recordou, na saudação aos fiéis de língua italiana, o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, celebrado na quarta-feira, 27 de janeiro, “que ceifou a vida de milhões de judeus e várias outras pessoas”.

“Nesta ocasião anual de dolorosa lembrança, peço ao Todo-Poderoso a dádiva de um mundo sem antissemitismo e sem preconceito, opressão e perseguição para qualquer ser humano. Renovo meu apelo à comunidade das nações para que esteja sempre vigilante, para que o horror do genocídio não se abata mais sobre nenhum povo e para que se construa uma sociedade baseada no respeito recíproco e no bem comum.”

Santo Tomás de Aquino

Em sua saudação em alemão, o Papa recordou a memória litúrgica de Santo Tomás de Aquino, celebrada nesta quarta-feira. “Com suas obras, ele nos ajuda a compreender cada vez melhor a Revelação divina” e nos exorta a olhar para o seu exemplo para “buscar o rosto de Deus, experimentando a beleza da fé”.

Na saudação em francês, Leão XIV convidou a olhar para a figura do santo para que “nos guie na compreensão das Escrituras, que ele comentou com tanta sabedoria, para que possamos entender o quanto Deus nos ama e deseja a nossa salvação”.

Por fim, na saudação em língua italiana, o Papa definiu Santo Tomás de Aquino “um autêntico mestre de vida e santidade”.

“Que a intercessão deste Santo Doutor da Igreja obtenha para vocês, queridos doentes, a serenidade e a paz que provêm do mistério da Cruz, e para vocês, queridos recém-casados, sabedoria de coração, para que possam cumprir generosamente a sua missão na sociedade.”

Matéria: Vatican News

Fotocapa: Vatican Media

O Papa Leão XIV recebeu, na manhã desta segunda-feira (26/01), a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), composta pelo presidente, cardeal

O Papa Leão XIV recebeu, na manhã desta segunda-feira (26/01), a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), composta pelo presidente, cardeal Jaime Spengler, O.F.M., arcebispo de Porto Alegre; por dom João Justino de Medeiros Silva, arcebispo de Goiânia e primeiro vice-presidente; por dom Paulo Jáckson Nóbrega de Sousa, arcebispo de Olinda e Recife e segundo vice-presidente; e por dom Ricardo Hoepers, bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral.

A audiência insere-se na visita anual que a CNBB realiza ao Vaticano, durante a qual são promovidos encontros com os diversos dicastérios que compõem a Santa Sé. Segundo dom Jaime, o encontro com o Sucessor de Pedro foi “um momento especial para aprofundar o espírito de comunhão e de colaboração entre a Conferência Episcopal do Brasil e o Santo Padre”.

Papa Leão XIV e dom Jaime Spengler   (@Vatican Media)

Espontaneidade e proximidade

Na ocasião, afirmou o cardeal Spengler, foi possível partilhar com o Papa as experiências vividas recentemente pela Igreja no Brasil, bem como as repercussões de importantes eventos eclesiais realizados no país, como a COP30. Também foi apresentado um relatório das atividades desenvolvidas pela CNBB ao longo do último ano.

De forma fraterna e descontraída, recordou-se ainda que a última Assembleia Geral da Conferência precisou ser suspensa, uma vez que o pregador convidado para a abertura do encontro foi chamado a assumir o ministério como Sucessor de Pedro. O Papa reagiu com espontaneidade, em um clima de proximidade e cordialidade. O presidente da CNBB destacou que se tratou de um encontro respeitoso e fecundo, no qual foi reafirmada a disposição de colaboração da Igreja no Brasil com o Pontífice, que, por sua vez, manifestou sua proximidade pastoral para com o povo brasileiro.

Presidência da CNBB com o prefeito do Dicastério para a Comunicação, Paolo Ruffini

Visitas aos Dicastérios da Santa Sé

A visita da presidência da CNBB a Roma ocorre em um contexto significativo, marcado pela celebração dos 200 anos das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé, realizada na semana passada, e também pelos 15 anos do Acordo Brasil–Santa Sé. Soma-se a isso a memória dos 400 anos das missões no sul do Brasil, que tiveram papel decisivo na formação histórica e territorial do país, tanto na região amazônica quanto no Sul.

Durante esta semana, a presidência da Conferência cumpre ainda a tradição de visitar os diversos organismos da Cúria Romana, promovendo um diálogo fraterno sobre a vida e a missão da Igreja. Nesta segunda-feira, a agenda incluiu também uma visita ao Dicastério para a Comunicação e uma reunião com o prefeito Paolo Ruffini, para dialogar sobre os desafios da comunicação e a missão evangelizadora da Igreja nos meios contemporâneos.

Visita à Radio Vaticano – Vatican News
Matéria: Thulio Fonseca – Vatican News
Fotos: Vatican Media
Foto de capa: Vatican Media