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Ao final da audiência de hoje, 28 de dezembro de 2022, o Papa Francisco falou brevemente sobre a fragilidade da saúde do Papa emérito

Ao final da audiência de hoje, 28 de dezembro de 2022, o Papa Francisco falou brevemente sobre a fragilidade da saúde do Papa emérito e pediu orações.

Bento XVI está com 95 anos  e apresenta saúde frágil. Francisco o visita desde sua nomeação em ocasiões especificas e sempre se refere ao Papa emérito como “pai” e “irmão”, diz a notícia divulgada pelo Vaticano.

Em meio às saudações aos fiéis italianos no final da Audiência Geral desta quarta-feira (28), destacando-se do texto escrito, Francisco, olhando para os presentes na Sala Paulo VI, confiou-lhes uma intenção muito precisa: “Uma oração especial pelo Papa emérito Bento XVI, que no silêncio está sustentando a Igreja”. “Recordemos, ele está muito doente, pedindo ao Senhor que o console e o sustente neste testemunho de amor à Igreja até o fim”.

O Papa Francisco, durante o ângelus no dia 16 de dezembro, deu algumas dicas para melhorarmos nossa oração a Deus. Leia abaixo o trecho

O Papa Francisco, durante o ângelus no dia 16 de dezembro, deu algumas dicas para melhorarmos nossa oração a Deus. Leia abaixo o trecho em que o Papa dá exemplos de orações curtas e constantes:

Por isso Jesus fala hoje aos seus discípulos – a todos, não apenas a alguns! – «sobre a obrigação de orar sempre, sem desfalecer» (v. 1). Mas pode-se objetar: “Mas como faço? Não vivo num convento, não tenho muito tempo para rezar”. Talvez uma prática espiritual sábia possa vir em auxílio desta dificuldade, que é verdadeira, que hoje está um pouco esquecida, que os nossos idosos, especialmente as nossas avós, conhecem bem: a das chamadas orações jaculatórias. O nome está um pouco desatualizado, mas a substância é boa. Do que se trata? Orações muito curtas, fáceis de memorizar, que podemos repetir frequentemente durante o dia, no decorrer de várias atividades, para ficarmos “sintonizados” com o Senhor. Tomemos alguns exemplos. Assim que acordamos, podemos dizer: “Senhor, agradeço-te e ofereço-te este dia”: esta é uma breve oração; depois, antes de uma atividade, podemos repetir: “Vem, Espírito Santo”; e entre uma coisa e outra podemos rezar assim: “Jesus, confio em ti, Jesus, amo-te”. Pequenas orações, mas que nos mantêm em contacto com o Senhor. Quantas vezes enviamos “pequenas mensagens” a pessoas que amamos! Façamo-lo também com o Senhor, para que o coração permaneça ligado a Ele. E não nos esqueçamos de ler as suas respostas. O Senhor responde, sempre. Onde as encontramos? No Evangelho, que   deve sempre estar à mão para ser aberto algumas vezes durante o dia, para receber uma Palavra de vida dirigida a nós.

E voltemos àquele conselho que tantas vezes dei: tende convosco um pequeno Evangelho, no bolso, na bolsa, e assim, quando tiverdes um minuto, abri-o e lede algo, e o Senhor responderá.

Que a Virgem Maria, fiel na escuta, nos ensine a arte de rezar sempre, sem nos cansar.

Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, bispo auxiliar de Vitória, em seu nome e de dom Dario Campos, arcebispo envia a todas as famílias

Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, bispo auxiliar de Vitória, em seu nome e de dom Dario Campos, arcebispo envia a todas as famílias os votos de um Natal de Paz e Bem! Dom Franklin lembrou as vítimas da covid, das enchentes e da violência e agradeceu pelos cristãos que são sinais de esperança para quem precisa. Assista a mensagem.

Anexos

Neste tempo que nos aproxima do Natal, o Papa Francisco vem insistindo sobre solidariedade, fraternidade e atenção a todos aqueles que precisam. Na audiência
Neste tempo que nos aproxima do Natal, o Papa Francisco vem insistindo sobre solidariedade, fraternidade e atenção a todos aqueles que precisam. Na audiência de hoje, 21 de dezembro, o Papa pediu pelo povo ucraniano, principalmente as crianças. Leia a matéria publicada no site do Vaticano:
Na Audiência geral desta quarta-feira duplo pensamento do Papa Francisco para a Ucrânia devastada pela guerra. Primeiro Bergogli se dirige aos fiéis presentes na Sala Paulo VI provenientes da Polônia. “De acordo com sua tradição, vocês deixam um lugar vazio à mesa para o convidado inesperado”. Este ano o convidado será a multidão de refugiados da Ucrânia aos quais vocês abriram as portas de suas casas com grande generosidade”.
Depois, no momento da saudação em italiano, Francisco acrescentou: “é a festa de Deus feito criança, pensemos nas muitas crianças da Ucrânia que sofrem, e tanto, com esta guerra. Quando elas vêm aqui, a maioria delas não consegue sorrir, e quando se perde a capacidade de sorrir é grave. Elas carregam consigo a tragédia de uma guerra tão desumana e dura: pensemos no povo ucraniano sem luz e sem aquecimento, sem as coisas principais para sobreviver, e rezemos ao Senhor para lhes dê a paz o quanto antes”.
Em entrevista à rede de televisão Mediaset, o Papa Francisco falou sobre sua preocupação com as vítimas da guerra e pediu que não cultivemos
Em entrevista à rede de televisão Mediaset, o Papa Francisco falou sobre sua preocupação com as vítimas da guerra e pediu que não cultivemos a cultura da indiferença. Veja alguns trechos da entrevista publicados no site do Vaticano:

Santo Padre, para começar agradecemos por este presente a todos os telespectadores da rede Mediaset, mais uma vez, neste Natal. Falaremos sobre muitas questões de atualidade, começando pela guerra, a guerra da Ucrânia, com um povo e principalmente com crianças que sofrem. Por que esses dois países, os líderes desses dois países, não conseguem sentar-se à mesa para dialogar?

Há muito tempo eu venho falando, estamos vivendo a terceira guerra mundial em pedaços. A Ucrânia nos desperta um pouco mais porque está perto, mas a Síria está há 13 anos em uma guerra terrível. E o Iêmen? Mianmar, vários países da África. O mundo está em guerra. Dói muito, dói muito mesmo. Quando eu estava em Redipuglia, em 2014, chorei. Eu chorei! Comemorava-se o centenário da guerra. Eu não podia acreditar nisto: na idade dos mortos. Todos os anos, em Finados, no dia 2 de novembro, vou ao cemitério. Um ano fui visitar o cemitério de Anzio, onde estão enterrados soldados americanos. Eu vi a idade dos jovens e chorei. Mas como é possível? Como se pode destruir vidas naquela idade? A guerra é como uma mística da destruição. Então, quando houve a comemoração do 60º aniversário do desembarque na Normandia, vi, sim, os chefes de governo lembrando o que era o início da libertação da Europa, do nazismo, do fascismo. Mas naquela praia morreram 30 mil jovens. Eu não entendo, a guerra destrói. Às vezes penso nas mães que recebem o carteiro que bate à porta: “Uma carta para a senhora. Senhora, temos a honra de dizer que a senhora é a mãe de um herói”. Sim, tudo o que resta daquele filho é aquela carta para sua mãe. A guerra é uma loucura, sempre destrói. E dizemos agora há crueldade, porque uma agressão traz outra, e outra, e outra, e outra. Continua assim. E a destruição vira um jogo. Depois, também, a fome, o frio, tantas coisas que a guerra causa, destruições. O comércio das armas. A indústria das armas, é uma indústria que, em vez de fazer progredir a humanidade, produz a destruição. Nós somos loucos. Direi às pessoas, por favor, não tenhamos medo, mas choremos um pouco. Hoje sentimos falta de chorar por essas crueldades. Recebi aqui muitas crianças da Ucrânia por ocasião das audiências gerais. Nenhuma delas sorri, nenhuma, cumprimentam, mas não conseguem sorrir, sabe lá o que viu aquela criança…

Desde o início da guerra o senhor tem feito muitos apelos nos Angelus, nas Audiências Gerais, escreveu muito, falou, telefonou aos dois presidentes, perguntou a Putin se poderia encontrá-lo em Moscou para tentar parar a guerra, falou várias vezes com o presidente Zelensky, pediu aos dois que se sentassem à mesa de negociações. Escreveu muito, recolheu todos os seus discursos em livro que chamou de Uma Encíclica sobre a Paz na Ucrânia. Então eu me pergunto: existe um momento em que até mesmo o Papa, depois de tantos meses, diante desta situação, diz: “O que mais posso fazer”?

É a loucura da guerra e sempre acontece assim, em relação às outras partes, é assim. A guerra começou com Caim. O espírito de Caim. Aquele que mata por ciúmes, mata por interesse, sabe? É algo muito feio. Agora as consequências sociais, as consequências em toda a Europa. Prepare-se, prepare-se.

Há uma coisa que me preocupa muito: é a atitude de indiferença. Há aqui uma fotografia tirada por um de nossos fotógrafos, que é a saída de um restaurante de uma senhora no inverno, usando um casaco de pele, ela é idosa, usa luvas e um chapéu. Pode-se ver que estava frio. Ela sai do restaurante e, à porta, está uma mulher pedindo esmola. Percebe-se que é uma mulher humilde moradora de rua, talvez. A senhora olha para o outro lado. O pior que pode nos acontecer é olhar para o outro lado. Por favor, meçam os gastos de Natal, meçam-no. Este é um Natal triste, um Natal de guerra. Há pessoas morrendo de fome. Por favor, tenham um grande coração e não gastem como se nada estivesse acontecendo. A indiferença é uma das coisas que temos que lutar muito e vocês jornalistas têm um pouco da missão de despertar os corações para não cair nesta cultura de indiferença. “Eu olho para o outro lado, lavo minhas mãos, não é problema meu”. O problema é de todos. O desperdício. Devemos tomar consciência deste momento histórico, da pobreza. Que há crianças brincando com um míssil russo, que estão com fome. Há pessoas morrendo de fome. Pelo menos celebramos a Natividade porque a Natividade é uma coisa linda, é uma bela mensagem. Queremos festejar, mas vamos festejar com moderação.

Falando de crianças, que são um fio condutor nesta nossa entrevista, é preciso muito pouco para fazê-las sorrir: uma bola para jogar na rua, para jogar em um campinho. O senhor trouxe uma bola de trapos. Esta bola nos demonstra que precisa muito pouco para fazer uma criança sorrir, para que ela se divirta.

O esporte é nobre. O esporte traz nobreza. Há um filme argentino chamado Pelota de trapo, Bola de Trapos, e o autor é Enrique Mueňo. Estou falando de 1945, eu o vi quando era criança. É um belo filme da época, é um pouco da mística dos meninos que brincam com o que têm em mãos. Foi Dom Bosco quem dizia “se você quiser reunir os meninos, ponha uma bola na rua e eles vêm imediatamente, como moscas para o doce”. As crianças brincam. E aí passamos a uma coisa muito bonita que é o valor do jogo, do esporte, até mesmo do próprio jogo. Brincar e fazer esportes. É uma bênção poder fazê-lo bem, porque o esporte é uma coisa nobre. Todos nós precisamos desta gratuidade do esporte. É por isso que fico feliz quando vejo que as pessoas estão entusiasmadas com o mundo do esporte e quando o esporte não perde essa dimensão de ‘amadorismo’, amador, não? O esporte é gratuito, é amador, não? Existem, agora, aspectos mais comerciais, mas não é ruim se eles forem moderados. Desde que o esporte não perca esse “amadorismo”. O verdadeiro esporte deve ser livre, amador.

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Quando fui eleito, tomei como programa todas as coisas que dissemos com os cardeais nas reuniões pré-conclave para o próximo Papa que estava presente, mas ninguém sabia quem seria. Tomei isto como um caminho a seguir. Também há coisas a serem feitas, mas está avançando. É bom porque os cardeais que estiveram lá me ajudaram muito a fazer esta mudança. Uma das coisas que mais se vê, que não é a mais importante, mas a que mais vê, é a limpeza econômica, evitar que ocorram coisas ruins economicamente. Agora aquela Instituição é forte. Nestes dias reuniu-se o Conselho de Economia, está funcionando muito bem. Eles deram instruções para levar isto adiante. Comecei a fazer, com a ajuda de todos, o que os cardeais haviam pedido. Mas, acima de tudo, a missionariedade, o espírito missionário, o anúncio do Evangelho. Isto é importante: podemos ter uma cúria muito organizada, uma paróquia muito organizada, uma diocese muito organizada, mas se não há espírito de missão, se não se reza lá dentro, não funciona. A oração é importante.

Em nova entrevista com a transparência e liberdade comuns ao Papa Francisco, o Santo Padre concedeu entrevista ao diário espanhol ABC. O Papa fala
Em nova entrevista com a transparência e liberdade comuns ao Papa Francisco, o Santo Padre concedeu entrevista ao diário espanhol ABC. O Papa fala sobre diversos assuntos, inclusive sobre uma carta onde renuncia ao cargo, caso seja impedido por questões de saúde, de exercer seu ministério. O Papa Francisco segue uma atitude tomada pelo Papa Paulo VI. Leia abaixo a entrevista publicada no site do Vaticano:
Quase dez anos atrás, no início de seu pontificado em 2013 (era então secretário de Estado o cardeal Tarcisio Bertone), o Papa Francisco entregou uma carta de renúncia “em caso de impedimento por razões médicas”. A revelar esta decisão, que Paulo VI já havia tomado, é o próprio Papa Francisco na ampla entrevista concedida ao jornal espanhol ABC, que neste sábado divulgou uma breve antecipação. O Papa, em conversa com o editor Julián Quirós e o correspondente no Vaticano, Javier Martínez-Brocal, aborda numerosos tópicos sobre os acontecimentos atuais na Igreja e no mundo. Estes incluem a guerra na Ucrânia, da qual o Pontífice diz não ver “um fim a curto prazo porque é uma guerra mundial”, depois os casos de abusos, o papel das mulheres na Cúria Romana, Lula e Catalunha, a renúncia de Bento XVI em 2013 e sua eventual renúncia.

A carta de renúncia

Sobre este assunto, o Papa revela a existência desta carta. “Eu já assinei a minha renúncia. Foi quando Tarcisio Bertone era secretário de Estado. Assinei a renúncia e lhe disse: “em caso de impedimento médico ou o que quer que seja, aqui está a minha renúncia”. O senhor a tem”. Não sei a quem Bertone deu, mas eu dei a ele quando ele era secretário de Estado”. “O senhor quer que isto seja conhecido?” perguntam os dois entrevistadores. “É por isso que estou lhes dizendo”, responde Francisco, lembrando que Paulo VI também deixou sua demissão por escrito no caso de um impedimento e que provavelmente Pio XII também o tenha feito. “Esta é a primeira vez que digo isto”, acrescenta o Pontífice. “Agora talvez alguém vai e pergunte a Bertone: ‘Dê-me essa carta’…. (Risos). Certamente ele o terá dado ao novo secretário de Estado. Eu entreguei a ele enquanto secretário de Estado”.

A guerra na Ucrânia: uma enorme crueldade

Naturalmente, à entrevista não falta uma reflexão sobre o conflito em curso na Ucrânia, contra o qual o Papa já se pronunciou mais de cem vezes. Também na entrevista ao jornal ABC ele afirma sem meios termos: “o que está acontecendo na Ucrânia é aterrorizante. Há uma enorme crueldade. É muito sério…”. Para Francisco não se vê “um fim a curto prazo”. “Trata-se”, diz ele, “de uma guerra mundial. Não nos esqueçamos disso. Já há várias mãos envolvidas na guerra. É global. Penso que uma guerra é travada quando um império começa a se enfraquecer, e quando há armas para usar, vender e testar. Parece-me que há muitos interesses envolvidos”. O Pontífice é lembrado que já falou mais de cem vezes contra a guerra: “Eu faço o que posso. Eles não ouvem”, responde. E acrescenta: “O que está acontecendo na Ucrânia é aterrorizante”. Há uma enorme crueldade. É muito sério. E isto é o que eu denuncio continuamente”. O Papa confirma que recebe e escuta a todos: “agora Volodymir Zelensky me enviou um de seus conselheiros religiosos pela terceira vez. Eu estou em contato, eu recebo, eu ajudo…”.

A diplomacia do Vaticano: sua arma é o diálogo

O trabalho do Papa se move em sincronia com o trabalho diplomático da Santa Sé. A este respeito, os entrevistadores perguntam por que o Vaticano é tão cauteloso ao falar contra regimes totalitários como o de Ortega na Nicarágua ou o de Maduro na Venezuela. “A Santa Sé sempre procura salvar os povos. Sua arma é o diálogo e a diplomacia”, responde o Papa Francisco. “A Santa Sé nunca sai por conta própria. É expulsa. Ela sempre procura salvar as relações diplomáticas e salvar o que pode ser salvo com paciência e diálogo”.

Nenhuma diplomacia, porém, por parte do Papa para estigmatizar casos de abusos do clero: “é muito doloroso, muito doloroso”, diz ele em referência aos encontros com as vítimas que pontilharam seu pontificado. “Estas são pessoas que foram destruídas por aqueles que deveriam tê-las ajudado a amadurecer e crescer. Isto é muito difícil. Mesmo que fosse apenas um caso, é monstruoso que a pessoa que deveria levá-la a Deus a destrua ao longo do caminho. E nenhuma negociação é possível sobre isso”.

O papel das mulheres

O foco da entrevista com o jornal ABC muda para temas de natureza mais “eclesial”, começando com um possível papel de ápice para uma mulher na Cúria Romana. “Haverá”, assegura Francisco. “Tenho em mente uma para um Dicastério que ficará vago dentro de dois anos. Não há obstáculo para uma mulher liderar um Dicastério onde um leigo possa ser prefeito”. “Se for um Dicastério de natureza sacramental, deve ser presidido por um sacerdote ou um bispo”, esclarece o Papa.

Os futuros Conclaves

Ele então amortece as polêmicas de que os trabalhos dos futuros Conclaves poderiam ser dificultados pela falta de conhecimento entre os cardeais que ele criou, que vêm todos de lugares diferentes e distantes. É verdade, poderia haver problemas “do ponto de vista humano”, mas “é o Espírito Santo que trabalha no Conclave”, explica o Papa. E ele lembra a proposta de um cardeal alemão nos encontros de agosto sobre a Praedicate Evangelium “que na eleição do novo Papa só participem os cardeais que vivem em Roma”. “É esta a universalidade da Igreja?”, pergunta-se o bispo de Roma.

Bento XVI: um santo, um grande homem

Ele então volta ao assunto de sua relação com seu predecessor Bento XVI, “um santo” e “um homem de alta vida espiritual”, como o Papa reinante o descreve, revelando que ele o visita com frequência e sempre se sente “edificado” por seu olhar transparente. “Ele tem um bom senso de humor, está lúcido, muito vivo, fala suavemente, mas segue a conversa. Admiro sua lucidez. Ele é um grande homem”. O Papa Francisco, por outro lado, diz não ter intenção de definir o status jurídico do Papa emérito: “tenho a sensação de que o Espírito Santo não tem interesse em que eu me ocupe dessas coisas”.

A Igreja na Alemanha

Sobre a Igreja na Alemanha, lidando com o processo sinodal que tinha despertado e ainda desperta várias reações, inclusive negativas, Francisco recorda a carta “muito clara” que escreveu em junho de 2019: “Eu a escrevi sozinho. Levei um mês. Era uma carta como que para dizer: “Irmãos, reflitam sobre isto”.

A questão da Catalunha

En passant Papa Bergoglio explica na entrevista que uma viagem a Marselha para o Encontro Mediterrâneo está nos planos, especificando que não é, no entanto, uma viagem à França e que a prioridadedas suas viagens apostólicas é visitar os países menores da Europa. Perguntado sobre a questão da Catalunha, o Papa disse que “cada país deve encontrar seu próprio caminho histórico para resolver estes problemas”. Não há uma solução única”. Ele então cita o caso da Macedônia do Norte ou do Alto Adige, na Itália, com seu próprio status. Quanto ao papel que a Igreja deve manter neste assunto, enfatiza: “o que a Igreja não pode fazer é fazer propaganda para um ou outro lado, mas sim acompanhar o povo para que ele possa encontrar uma solução definitiva”. Na mesma linha, o Papa reitera isso: “quando um sacerdote se intromete na política, não é bom…. O padre é um pastor. Ele deve ajudar as pessoas a fazerem boas escolhas. Acompanhá-las. Mas não ser um político. Se você quer fazer política, deixe o sacerdócio e se torne um político”.

Reler a história com a hermenêutica do tempo

A uma pergunta sobre a releitura negativa do descobrimento da América, Francisco nos convida a interpretar um acontecimento histórico com a hermenêutica do tempo e não do momento atual. “É óbvio que pessoas foram mortas lá”, diz ele, “é óbvio que houve exploração, mas os índios também se mataram uns aos outros”. A atmosfera de guerra não foi exportada pelos espanhóis. E a conquista pertencia a todos. Faço a distinção entre colonização e conquista. Eu não gosto de dizer que a Espanha simplesmente “conquistou”. É discutível, quanto quiserem, mas colonizou”.

O “caso Lula”

Outro caso “paradigmático” que chamou a atenção do Papa é o do recém-eleito presidente do Brasil, Inácio Lula. Paradigmático porque o julgamento do líder político – condenado por corrupção passiva, durante 580 dias na prisão, impedido de concorrer nas eleições presidenciais de 2018, até 2021, quando a Suprema Corte anulou todas as sentenças – começou com “fake news”. Estas, diz o Papa, “criaram uma atmosfera que favoreceram seu julgamento…. O problema das notícias falsas sobre líderes políticos e sociais é muito sério. Elas podem destruir uma pessoa”. No caso específico de Lula, segundo o Papa Francisco, não foi “um julgamento à altura”. “Cuidado”, adverte, “com aqueles que criam a atmosfera para um julgamento, seja ele qual for. Eles fazem isso através da mídia de forma a influenciar aqueles que devem julgar e decidir. Um julgamento deve ser o mais limpo possível, com tribunais de primeira classe que não tenham outro interesse que manter limpa a justiça”.

O Motu Proprio sobre o Opus Dei

Finalmente, uma menção ao Motu Proprio Ad Charisma tuendum do mês de julho passado sobre o Opus Dei. “Alguns”, comenta o Papa Francisco, “disseram: ‘Finalmente o Papa bateu no Opus Dei…! Eu não bati em ninguém. E outros, em vez disso, disseram: “Ah, o Papa está nos invadindo! Nada disso. A medida é uma recolocação que teve que ser resolvida. Não é correto exagerar, nem os fazer vítimas, nem os culpar por terem recebido uma punição. Por favor. Sou um grande amigo do Opus Dei, amo muito o povo do Opus Dei e eles trabalham bem na Igreja. O bem que eles fazem é muito grande”.

O Papa Francisco destacou na mensagem para o Dia Mundial da Paz, que é celebrado em 1º de janeiro, as lições que nos deixam

O Papa Francisco destacou na mensagem para o Dia Mundial da Paz, que é celebrado em 1º de janeiro, as lições que nos deixam a pandemia e a guerra na Ucrânia. Para o Papa o caminho para a paz é caminharmos juntos na fraternidade e solidariedade. Escute a mensagem divulgada no site do Vaticano.

 

Na Audiência Geral desta quarta-feira (14/12) o Papa Francisco fez um apelo por um Natal sem ostentações. Leia a matéria publicada no site do

Na Audiência Geral desta quarta-feira (14/12) o Papa Francisco fez um apelo por um Natal sem ostentações. Leia a matéria publicada no site do Vaticano: Depois da catequese para que sejamos mais humildes também neste Natal. “Um Natal, sim; em paz com o Senhor, sim, mas com os ucranianos em nossos corações. E façamos um gesto concreto por eles”

Nas saudações finais depois da catequese o Papa Francisco recordou a festa do Natal e o sofrimento da Ucrânia e pedindo a todos, um Natal sem ostentação, sem gastos excessivos, mais humano e com os ucranianos em nossos corações. Estas foram as suas palavras:

“Irmãos e irmãs eu lhes digo: há tanto sofrimento na Ucrânia, tanto! E eu gostaria de chamar um pouco a atenção para o próximo Natal, até mesmo para as festividades. É bom celebrar o Natal, fazer festas… mas vamos baixar o nível das despesas de Natal – é assim que se diz. Façamos um Natal mais humilde, com presentes mais humildes. Enviemos o que economizamos ao povo ucraniano, que está em necessidade, eles sofrem tanto, passam fome, sentem o frio e muitos morrem porque não há médicos, não há enfermeiras à disposição. Não esqueçamos: um Natal, sim; em paz com o Senhor, sim, mas com os ucranianos em nossos corações. E façamos algum gesto concreto por eles”.

E concluiu : “Convido todos vocês a intensificar sua preparação espiritual para o Natal que agora está próximo”.