Notícias da Igreja

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), perplexa com as graves e violentas ocorrências em Brasília (DF), manifestou-se neste domingo, 8 de janeiro,

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), perplexa com as graves e violentas ocorrências em Brasília (DF), manifestou-se neste domingo, 8 de janeiro, pelo seu canal no Twitter, sobre os atos antidemocráticos e de vândalos que invadiram e destruíram os prédios públicos, que simbolicamente representam o Estado brasileiro: a sedes do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto.

A presidência da CNBB pede serenidade, paz e o imediato cessar dos ataques criminosos ao Estado Democrático de Direito. “Estes ataques devem ser imediatamente contidos e seus organizadores e participantes responsabilizados com os rigores da lei. Os cidadãos e a democracia precisam ser protegidos”, disse a mensagem.

Fonte: CNBB

A Igreja do Brasil está vivendo seu terceiro Ano Vocacional. Em entrevista concedida ao padre Luiz Miguel Modino, assessor de comunicação do regional Norte

A Igreja do Brasil está vivendo seu terceiro Ano Vocacional. Em entrevista concedida ao padre Luiz Miguel Modino, assessor de comunicação do regional Norte 1 da CNBB, o bispo de Novo Hamburgo (RS) e presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, dom João Francisco Salm, faz uma reflexão sobre o tema vocação e sua particular importância na vida de todos os batizados.  

O 3º Ano Vocacional, de acordo com dom Salm, não é uma campanha para captar pessoas para os seminários e congregações religiosas, mas um tempo intenso de evangelização com o espírito da Iniciação a Vida Cristã (IVC), segundo a inspiração catecumenal que introduz a pessoa na relação com Deus, com a pessoa de Jesus e na comunidade que também é missionária.

Confira, a seguir, a íntegra da entrevista concedida ao padre Luiz Modino:

Por que um Ano Vocacional no Brasil? 

Havia um desejo de se fazer um trabalho mais intenso no campo da Pastoral Vocacional, mas existiram também algumas coincidências, como, por exemplo, já faz 40 anos desde o 1º Ano Vocacional e 20 desde o 2º. Há uma necessidade de se fazer um bom trabalho vocacional dentro de uma visão de quem evangeliza realmente. Não é uma campanha, usando uma expressão popular, de catar gente para seminário e convento, mas uma evangelização que tivesse o espírito da Iniciação à Vida Cristã (IVC), segundo a inspiração catecumenal que introduz a pessoa na relação com Deus, com a pessoa de Jesus e na comunidade que também é missionária. 

Quando se começou a trabalhar o Ano Vocacional, depois da aprovação pela CNBB, foram pedidas sugestões de comissões da CNBB e de outros grupos de Igreja, e veio muito desejo de um trabalho que levasse em conta o tempo que nós vivemos, o Concílio II, a Conferência de Aparecida, o magistério do Papa Francisco, a Igreja Sinodal, a Igreja em saída. É aquela compreensão de Igreja de um momento muito atual que precisaria ser trabalhada de um ponto de vista vocacional. 

No Congresso Vocacional de 2019, em Aparecida, dom Walmor dizia uma frase que se tornou meio lapidar:  sem consciência vocacional a Igreja não terá o vigor missionário que ela precisa ter. Num tempo em que se fala tanto da necessidade de uma Igreja missionária, de uma Igreja em saída, se não houver consciência vocacional não se tem vigor para isso. Consciência do que é a vocação, dessa relação com Deus, que toma a iniciativa, Ele responde, a gente se compromete com Ele numa resposta de amor a Deus, que a gente vai descobrindo que nos ama. E a partir daí fazer da vida uma ação generosa e gratuita em favor dos outros, em favor da vida. As motivações são muitas, mas estão ligadas a esse contexto para ter um Ano Vocacional. 

O senhor insiste muito numa animação vocacional que contempla todas as vocações, falando de não buscar/catar gente para seminário e convento. Poderíamos dizer que no subconsciente da Igreja a vocação ainda é vista como esse “catar gente” para o seminário e o convento? 

Sim, está muito, muito presente. Por isso esse é um ponto em que nós insistimos muito nas nossas reuniões de preparação do Ano Vocacional, que realmente abordássemos o tema vocação em seu sentido mais amplo possível, a vocação enquanto resposta a uma iniciativa de Deus. Eu gosto de lembrar isso para mim e digo que só o fato de a gente existir, mesmo sem ter consciência disso, a gente é uma resposta a uma iniciativa de Deus, que está antes de tudo. 

É bonita aquela passagem de São Paulo que diz que desde antes do mundo ser criado e fundado, Deus nos escolheu para sermos santos. A iniciativa de Deus em nos criar e o fato de virmos à existência, já é uma resposta. Quando a gente toma consciência aos poucos, pela fé, de quem é Deus e do seu amor, a gente responde com amor. Essa iniciativa de Deus em busca de diálogo com o ser humano vai se completando e, na medida em que a gente responde a Ele amando, se traduz também em ações concretas, em dar a vida, em ir a campo, à luta, ser missionário, engajar-se nas várias atividades que se apresentam. Nisto se completa aquilo que é o diálogo vocacional. 

Na verdade, vocação é uma tensão dialética entre Deus que toma a iniciativa e a gente que vai respondendo. Disse o Documento Final do Sínodo sobre a Juventude que é o entrelaçamento da iniciativa de Deus e da liberdade humana. Tem um teólogo oriental que diz que ter fé é saber ser amado e responder ao amor amando. Então vocação é descobrir-se chamado, amado, e ir respondendo também. No casal, quando um descobre que é amado pelo outro começa a responder também com amor, e aí se estabelece uma comunhão entre eles. É muito parecido na nossa relação com Deus. 

Como isso vai se concretizando no processo vocacional e como pode ser aprofundado durante o Ano Vocacional? 

Esse é um processo, uma catequese, uma evangelização que tem que ser feita. Quando nós dizíamos na preparação que nós queríamos abordar a vocação em um sentido amplo, não é para não falar das vocações específicas, muito pelo contrário, é para entender melhor a identidade de cada vocação. É muito mais interessante saber o que são as notas da escala musical sabendo da escala musical para poder entender o tom de cada nota do que simplesmente falar de cada uma. Essa vocação fundamental que é a resposta à existência, a resposta ao amor de Deus, vai se explicitando, vai se particularizando, se individualizando e se personalizando em cada pessoa. 

Da minha parte começo entender que eu não sou único, existem outros que também respondem, cada um do seu jeito. O Papa dizia que toda a vida é vocação, a existência é vocação, cada um é único, não se repete, mas existem semelhanças. A gente fala das vocações leigas, tem muitas formas dos leigos responderem ao amor de Deus concretamente, na sua vida pessoal, na família, junto aos vizinhos, na comunidade, na sociedade, na política, sendo fermento, sal e luz.  

Existe também a Vida Consagrada, com uma variedade tão grande de formas, mas fundamentalmente são pessoas que descobriram que o amor de Deus basta e passam a doar-se totalmente. Por isso, os votos não são restrição de algumas liberdades, direito de se autodeterminar, direito de possuir alguma coisa, direito de ter afetos humanos, é dizer que eu acredito tanto no amor de Deus por mim que eu abro mão de tudo e me faço inteiramente como doação para os outros. E os ministros ordenados, que devem ter esse espírito também. 

Cada vocação, ela tem que ser valorizada, identificada, por cada pessoa. Eu só me entendo, me descubro na minha identidade diante de outras identidades. Quanto mais eu entendo das outras vocações, mais eu vou entender a minha. A identidade de cada vocação, ela fica mais clara quando a gente tem clareza da própria, quanto visibiliza as outras mais entende a própria vocação. É um trabalho a ser feito de começar de novo a entender que a vocação, ela não surge mais dentro de uma cristandade, um ambiente favorável em que se apresentam todas as coisas bonitas de cada vocação e aí vai surgindo. Se não houver na base cada vocação, encontro com Jesus, a coisa não acontece. 

Bento XVI disse em Aparecida que tudo começa a partir da experiência de um encontro, que é um ato de fé diante de alguém que impacta à gente, e a partir daí as coisas começam a se deduzir. Se não houver essa experiência pessoal, tudo fica ligado a gostos, a fazer coisas que o padre faz, que a irmã faz, que se fazem no casamento. E a vocação é mais fundamental, bem antes disso, e vai dar um colorido a todas essas coisas que a gente começa a fazer em função daquela vocação específica que a gente abraça. 

Nessa universalidade das vocações, nessa vocação vista a partir de um todo, poderíamos dizer que está nos conduzindo a uma Igreja sinodal. Como entender a vocação em vista da sinodalidade? 

Não dá para ser cristão sem viver a comunhão, a unidade. A sinodalidade é comunhão, é união, a qualquer preço, e isso por um compromisso com Deus, uma disciplina. É uma espiritualidade, um modo de pensar, de ser, de agir, que não elimina o debate, uma dialética. Mas isso sempre num caminho que não promove divisão. Hoje temos muitas pessoas que discordam e até se apresentam com bastante eloquência e acabam convencendo, mas acabam dividindo, e aí tem um tentáculo de algo que não é bom.  

As vocações precisam ser entendidas antes de tudo como uma relação pessoal com Deus, que se revelou em Jesus Cristo e tem a força do Espírito Santo, e que nos pede que vivamos juntos como Igreja, como povo, como assembleia daqueles que Deus convocou. Convocados por Deus todos participamos de uma mesma Igreja e aqui nós nos ajudamos, nós podemos até divergir no modo de pensar, mas enquanto vivência do Evangelho, exercício do amor, da fraternidade, isso deve estar acima de qualquer preço. 

A sinodalidade ela é muito grande. Quando o Papa veio com a proposta desse tema do Sínodo surgiram muitas reflexões sobre isso. Ele foi iluminando muito bem o que ele entendia por isso. Exercício da escuta não é coisa simples, não é só ouvir para matar a curiosidade em relação ao que o outro pensa, é, muito mais, um exercício, como ele dizia, de ouvir tanto o outro a ponto, de ouvir o que Deus tem a dizer. Ou procurar ouvir a Deus com tanta sinceridade que realmente começa a compreender o que se passa com o outro.  

É uma coisa grande, mas exige da gente humildade, fé, coragem, lucidez, uma espiritualidade saudável, verdadeira, uma abertura para o mundo, para a vida. Vocação numa Igreja sinodal é antes de tudo comunhão, não é para eu ter o meu lugar só, e eu ter os meus direitos, é uma doação dentro de uma comunidade de vida. Pode ser uma pequena comunidade a partir da família, comunidade religiosa, mas também comunidade de fé, de Igreja, junto com os irmãos e irmãs na fé. 

O tema do Ano Vocacional é “Vocação, Graça e Missão”. Existe o perigo de ver a vocação como uma graça pessoal que recebemos de Deus e deixar de lado também um chamado a assumir uma missão na Igreja? 

Em relação a tudo, também em relação às coisas da fé, existe sempre o risco de uma compreensão limitada, reducionista ou individualista das coisas, esse é um risco que todos corremos. Quando se diz que a vocação é graça, não dá para vê-la fora de algo que tem a ver com uma iniciativa de Deus para todos nós, tudo é graça, tudo é iniciativa de Deus em relação a nós, dele recebemos tudo. Chegar ao ponto de poder entender que é um dom, mas não é um dom porque eu sou um privilegiado, porque eu sou alguém colocado para ser alguém com méritos pessoais. 

Quando se entende que é dom, que é graça, é para si, mas é para a Igreja também, para todos, como os carismas. Os carismas são um dom para a própria pessoa, mas são na pessoa um dom para os demais, tudo na pessoa é um dom para os demais. A gente não pode viver fechado sobre si mesmo. Essa auto referencialidade que o Papa fala não é a nossa identidade, não é da nossa natureza humana e cristã, dentro daquilo que é o projeto de Deus respeito à pessoa humana, somos a imagem e semelhança de Deus, que é comunidade, que um é para o outro, se fechar sobre si não dá. 

Há um risco de achar que vocação é uma coisa que eu senti dentro de mim e pronto. Porque existe esse risco também, existe a necessidade do discernimento da vocação, tem que ter um acompanhamento vocacional, uma boa direção espiritual, a pessoa se instruir, a comunidade vai ajudando a pessoa a sentir-se confirmada naquilo, a Igreja, as pessoas que acompanham em nome da Igreja, dão seu parecer também. Mas o risco de se sentir alguém especial, um profeta, sempre existe. Quando mais vaidade humana, maior o risco. Tem que ser com muita oração, com retiros, com trabalho concreto de abrir-se aos outros, à necessidade dos outros, ir discernindo, é um caminho, um processo, descobrir realmente o que Deus quer da gente. 

Em relação ao lema “Corações ardentes, pés a caminho”. O que quer ser transmitido com esse chamado? 

O lema tem algo de especial quando se fala da vocação como encontro com Jesus. Esse “corações ardentes” aparece muito na experiência dos discípulos de Emaús. Os discípulos de Emaús diziam: “não ardia o nosso coração quando ele nos falava?” Essa experiência na oração, na fé, também com uma espiritualidade autêntica, leva ao encontro com Ele. E nesse encontro é que as pessoas começam a sentir dentro de si algo que estimula a se pôr a caminho. Ela parte em missão, para o trabalho junto aos outros e dá a vida pelos outros. 

A partir disso que a pessoa vai tendo um outro olhar para superar aquilo que o Papa chama de indiferença. Quando a pessoa se torna mais sensível, a partir desse encontro com Jesus, a gente começa a ver com outros olhos, a gente se compadece mais facilmente. Como dizia São Paulo: “ai de mim se não evangelizar”. Eu estou vendo agora, eu preciso fazer alguma coisa.  

O tema “Corações ardentes, pés a caminho”, mostra muito o dinamismo que há dentro da vocação. Vocação só é uma palavra, um conceito, mas vocação enquanto pessoa que está em diálogo com Deus tem um dinamismo muito grande, há uma dialética de algo que desperta um sonho, que faz perceber uma realidade, que se dá conta da iniciativa de Deus, da fé, mas ao mesmo tempo sente que há uma necessidade de responder a tudo isso, com suas limitações e qualidades. Esse lema é muito feliz, ele ajuda a tudo isso, e serve para todas as vocações, cada pessoa em sua realidade concreta, isso é importante. 

O grande objetivo geral deste Ano Vocacional é promover uma cultura vocacional nas comunidades eclesiais. Como concretizar isso? 

Cultura é uma palavra que nem sempre é tão popular, apesar de significar tudo o que é do povo, o que é da nossa vida, o modo de pensar, de ser, de agir, de se relacionar, como se vive na comunidade a fé, nas nossas catequeses, os movimentos, as pastorais, que haja ali um clima favorável a esse encontro com Deus, a essa compreensão de olhar o mundo ao redor, de responder aos desafios que existem, olhar o pobre, o necessitado, olhar esses ambientes de pessoas de onde sobe um clamor que Deus ouve e aqui Ele responde enviando pessoas que se sensibilizam e se põe a caminho. 

Isso é muito bonito quando se começa a compreender que não é que Deus pega alguém pelo cangote, pelo colarinho, e puxa para cá e para lá. Deus nos predispõe com sua graça, uma predisposição que Ele cria dentro da gente. Se a gente começa a perceber que Deus nos fez capazes de amar, capazes de dar a vida, e Ele nos deu inteligência de verdade, age através desses dons que nos concedeu, para a gente poder usar a própria liberdade e a gente ir tomando iniciativas, dando respostas a partir da vontade da gente. 

A vocação não é um fatalismo, não é uma coisa predeterminada, que está escrito nas estrelas, que é um escrito de teatro, porque o diálogo vocacional respeita sempre a liberdade humana. Essa compreensão de vocação assim vai ajudando a gente a sentir-se mais digno, mais corresponsável com Deus e colaboradores com Ele.  

Ele opera nossa vida, mas nós também operamos a nossa parte. Ele sabe que tudo depende dele, mas Ele nos deu inteligência de verdade para se colocar à disposição. Jesus diz: “se tu queres, e a gente também tem que querer”. Essa temática vocacional é muito bonita, biblicamente, antropologicamente e de fé profunda. A mim me ajuda muito em minha vida pessoal compreender assim essas coisas, cada vez mais, pois a gente sabe tão pouco. Mas isso me ajuda demais quando começo a pensar esse lado da fé vivida assim, nessa relação com Deus, que me ajuda a ver o mundo ao meu redor e me dá forças de inspiração para me colocar a caminho. 

O que o senhor espera que o Ano Vocacional aporte à Igreja do Brasil? 

Eu espero que de fato essa compreensão bonita, grande, ampla de vocação e das vocações específicas, isso se torne cada vez mais claro para todos, na família, na comunidade, nas pastorais, nos movimentos, na catequese, em todos os espaços onde se formam e se forjam cristãos. Que isso se torne uma coisa cada vez mais clara, consciente de que a minha vida é uma resposta à uma iniciativa de Deus. Quanto mais se fizer essa explicação, e não só a explicação, pois o fato de entender não resolve ainda, seja feito dentro de um olhar mistagógico, que realmente leve ao encontro com Deus.  

Que a pessoa faça seu ato de fé, e que nesse ato de fé ela consiga dar sua resposta generosa e uma forma concreta de amar, já que a vocação de todos nós é amar, um amor que se concretiza em cada vida particular, em cada pessoa. Quanto mais a pessoa vai amadurecendo e vai fazendo da sua vida uma oferta aos outros, mais ela consegue ser uma presença luminosa no meio dos outros, o fermento que Jesus nos pede. Nós vamos dar grandes passos em relação a isso, os tempos de hoje exigem isso para ter uma identidade cristã e católica, e acho que vamos dar muitos passos. 

Tenho notado que há muitos grupos animados nas dioceses, nas paróquias, nas congregações. Houve uma acolhida muito grande dessa proposta do Ano Vocacional e o pessoal está correspondendo bastante. É um momento de graça realmente, os frutos só Deus sabe, mas eles vão aparecer.  

 

Fonte: CNBB

A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu nesta quarta-feira, 4 de janeiro, as inscrições

A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu nesta quarta-feira, 4 de janeiro, as inscrições para o encontro “Catequese Renovada – 40 anos” que acontecerá de 1º a 3 de setembro de 2023, em Aparecida (SP), no Santuário Nacional de Aparecida.

O encontro tem o objetivo de revisitar o documento “Catequese renovada: orientações e conteúdo” aprovado na 21ª Assembleia Geral da CNBB, em abril de 1983 e reimpulsionar sua recepção na Igreja no Brasil. De acordo com a assessora da Comissão, Maria Aparecida Venâncio, trata-se do documento mais importante para a Igreja do Brasil em termos de catequese, até a publicação do novo Diretório Nacional de Catequese (DNC). O documento, que impulsionou a renovação da catequese nestes últimos 40 anos, CR permanece como uma grande referência para a catequese no Brasil.

Para garantir a inscrição, com R$ 250,00 até dia 2 de abril e R$ 280,00 até 10 de agosto deste ano, é necessário entrar no hot site do evento (link) e preencher, se cadastrar na página de serviços da CNBB e preencher o formulário. A inscrição inclui a participação nas atividades, os lanches entre as atividades do dia e o kit do evento (que será entregue no primeiro dia no credenciamento).

Garanta a sua inscrição:
Para se inscrever, basta acessar o hot site do  evento.

Na primeira Audiência Geral de 2023, o Papa encerrou o ciclo sobre o discernimento, mas antes de sua catequese falou de Bento XVI: “O
Na primeira Audiência Geral de 2023, o Papa encerrou o ciclo sobre o discernimento, mas antes de sua catequese falou de Bento XVI: “O seu pensamento perspicaz e gentil não foi autorreferencial, mas eclesial, pois sempre quis acompanhar-nos ao encontro com Jesus”.
Uma homenagem ao “grande mestre de catequese”: antes de se dirigir aos fiéis e peregrinos presentes na Sala Paulo VI para a Audiência Geral, o Papa Francisco voltou seu pensamento ao Papa emérito:

“Antes de começar esta catequese, gostaria que nos uníssemos a quantos, aqui ao lado, prestam homenagem a Bento XVI e dirigir o meu pensamento a ele, que foi um grande mestre de catequese. O seu pensamento perspicaz e gentil não foi autorreferencial, mas eclesial, pois sempre quis acompanhar-nos ao encontro com Jesus. Jesus, o Crucificado Ressuscitado, o Vivente e o Senhor, foi a meta para a qual o Papa Bento nos conduziu, levando-nos pela mão. Que ele nos ajude a redescobrir em Cristo a alegria de acreditar e a esperança de viver.”

Brasileiros na Audiência Geral

Na primeira catequese do ano de 2023, Francisco encerrou o ciclo sobre o discernimento completando o discurso sobre as ajudas que podem e devem sustentá-lo. Uma delas é o acompanhamento espiritual, importante sobretudo para o conhecimento de si que é uma condição indispensável para boas escolhas. “Olhar-se no espelho sozinho nem sempre ajuda, porque alguém pode fantasiar a imagem. Ao invés, olhar-se no espelho com a ajuda de outra pessoa, se verdadeira, isto ajuda.”

Em primeiro lugar, é importante dar-se a conhecer, sem ter medo de compartilhar os aspectos mais frágeis. O orientador não deve decidir por nós, mas nos acompanhar no caminho da vida. “A fragilidade é, na realidade, a nossa verdadeira riqueza”, disse Francisco, que devemos aprender a respeitar e a aceitar; é o que nos torna humanos.

Se for dócil ao Espírito Santo, o acompanhamento espiritual ajuda a desmascarar equívocos até graves na consideração de nós mesmos e na relação com o Senhor.

Narrar diante de outra pessoa o que vivemos ou o que procuramos, em primeiro lugar, ajuda a fazer clareza em nós próprios, trazendo à luz os numerosos pensamentos que habitam em nós.

A pessoa que acompanha não se substitui ao Senhor, não faz o trabalho no lugar da pessoa acompanhada, mas caminha ao seu lado, encoraja-a a ler o que se move no seu coração, o lugar por excelência onde o Senhor fala.

Sempre acompanhado, jamais só

O Papa diz preferir o termo “acompanhador espiritual” e não “diretor espiritual” e a propósito de não caminhar só, repetiu um dito africano, que diz “Se quiser chegar depressa, vá sozinho. Se quiser chegar seguro, vá com os outros”.

“Vá acompanhado, com o seu povo. É importante. Na vida espiritual, é melhor fazer-se acompanhar por alguém que conheça nossas coisas e nos ajude. E isto é o acompanhamento espiritual.”

Outro aspecto importante do acompanhamento espiritual é estar inserido numa comunidade, ou seja, o aspecto da filiação e da fraternidade espiritual, pois “não vamos ao encontro do Senhor sozinhos”. “Não estamos sós, somos gente de um povo, de uma nação, de uma cidade que caminha, de uma igreja, de uma paróquia, deste grupo… uma comunidade em caminho.”

Nossa Senhora, mestra de discernimento

Francisco propôs como “mestra de discernimento” a Virgem Maria, que “fala pouco, ouve muito e conserva no coração”. E contou algo “curioso” que ouviu de uma senhora “muito simples”, que não tinha estudado teologia.

Ela perguntou a Francisco se ele conhecia o gesto que faz Nossa Senhora. Ao não entender, ela respondeu apontandoNossa Senhora aponta sempre para Jesus. “Isto é belo: Nossa Senhora não toma nada para si, aponta para Jesus.”

O discernimento é uma arte

“Caros irmãos e irmãs, o discernimento é uma arte, uma arte que se pode aprender e que tem as suas próprias regras. Se for bem aprendido, ele permite viver a experiência espiritual de forma cada vez mais bonita e ordenada. O discernimento é sobretudo um dom de Deus, que deve ser sempre pedido, sem jamais presumir ser perito e autossuficiente.”

O Papa conclui com uma exortação repetida várias vezes no Evangelho: Não tenha medo! “Se confiarmos na Sua palavra, desempenharemos bem o jogo da vida, e poderemos ajudar outros.”

Ao final da Audiência, Papa saudou os fiéis

Fonte: Bianca Fraccalvieri – Vatican News

Fiéis em fila para prestar homenagem ao Papa emérito Bento XVI  (Vatican Media) Pelo segundo dia consecutivo continuam as homenagens de fiéis e peregrinos
Fiéis em fila para prestar homenagem ao Papa emérito Bento XVIFiéis em fila para prestar homenagem ao Papa emérito Bento XVI  (Vatican Media)
Pouco depois das 5 da manhã desta terça-feira os primeiros fiéis chegaram à Via di Porta Angelica, a poucos passos da Praça São Pedro, para se alinharem para entrar na Basílica de São Pedro e poder homenagear o Papa emérito Bento XVI. Tantos jovens presentes e para muitos deles, foi o primeiro Papa.
O corpo de Bento XVI em exposição em São Pedro

Após um rito particular, os restos mortais do Papa Emérito foram transferidos na manhã de ontem, segunda-feira, do Mosteiro Mater Ecclesiae, para a Basílica de São Pedro, junto ao Altar da Confissão. O corpo do Papa emérito permanecerá no interior da Basílica por três dias, até o funeral no dia 5 de janeiro, na Praça São Pedro. Após a primeira entrada do presidente italiano Mattarella no dia de ontem cerca de 65.000 pessoas prestaram sua última homenagem a Joseph Ratzinger, que será enterrado nas Grutas do Vaticano, no local onde se encontrava o túmulo de João Paulo II.

Imediatamente após o presidente italiano Mattarella, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, chegou a São Pedro, assim como Alfredo Mantovano, Subsecretário da Presidência do Conselho, e o Ministro da Agricultura, Francesco Lollobrigida.

O rito presidido por Gambetti

Na pequena capela, no Mosteiro Mater Ecclesiae onde o corpo de Bento descansou todo o dia de domingo ao lado de um grande crucifixo, de um presépio e de uma árvore de Natal, estava o fiel secretário dom Gänswein, e as Memores Domini que ajudaram Ratzinger diariamente ao longo dos anos. Presentes também os antigos ajudantes de câmara e um pequeno grupo da Mater Ecclesiae que recitaram uma breve oração. Os restos mortais do Papa Emérito foram então transportados para a Basílica em procissão através da Porta de Oração. Um percurso de apenas alguns metros por uma estrada de curvas e árvores que durante todo o dia de domingo, começando com as primeiras visitas privadas de bispos e cardeais, foi ocupada por centenas de pessoas que não queriam esperar pela abertura nesta segunda-feira da Basílica e foram cumprimentar o Papa Emérito. Um fluxo que durou até o final da tarde de domingo.

A homenagem de milhares de fiéis ao Papa emérito Bento XVI
65 mil pessoas em São Pedro

Muitos retornaram à Praça de São Pedro nesta segunda-feira, esperando em fila dupla desde as primeiras horas da manhã. Estimativas iniciais falaram de 40 mil pessoas que foram prestar suas últimas homenagens ao Pontífice Emérito após cinco horas da abertura, tornando-se 65 mil no final do dia. Um grande afluxo é esperado também hoje e  amanhã nos dias da exposição do corpo de Bento XVI. No dia 5 de janeiro, quinta-feira, dia do funeral presidido pelo Papa Francisco, são esperadas aproximadamente 50-60 mil pessoas.

Fonte: Silvonei José – Vatican News

 

Centenas de fiéis chegaram à Praça São Pedro no Vaticano quando ainda era madrugada nesta segunda-feira, 2 de janeiro, para prestar suas últimas homenagens
Centenas de fiéis chegaram à Praça São Pedro no Vaticano quando ainda era madrugada nesta segunda-feira, 2 de janeiro, para prestar suas últimas homenagens ao Papa emérito Bento XVI. O corpo do Papa Ratzinger, que faleceu no último dia de 2022, 31 de dezembro, aos 95 anos de idade no mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano, foi trazido para a Basílica de São Pedro pouco depois das 7 da manhã desta segunda-feira e permanecerá em exposição até quarta-feira. Na quinta-feira, dia 5, o funeral às 9h30 da manhã “solene, mas sóbrio”, presidido pelo Papa Francisco.

O corpo do Papa emérito Bento XVI está no interior da Basílica enquanto milhares de pessoas fazem fila para prestar suas homenagens. As portas da Basílica de São Pedro foram abertas ao público pouco depois das 9 horas da manhã. A exibição pública do corpo de Bento XVI dura 10 horas nesta segunda-feira. Doze horas de exibição estão programadas para terça-feira e quarta-feira antes do funeral da manhã de quinta-feira. Os oficiais de segurança dizem que pelo menos 25.000 pessoas passarão diante do corpo de Bento XVI neste primeiro dia de visita.

O afeto dos fiéis ao Papa emérito

Amigos, ex-colaboradores, estudantes, famílias, religiosos e religiosas. É a procissão daqueles que quiseram prestar suas homenagens a Bento XVI. A nossa colega Antonella Palermo esteve presente e conversou com alguns dos fiéis.

“Eu o conhecia desde criança. Ele era como uma segunda família para mim”: disse uma mulher, mãe de dois filhos pequenos, junto com o seu marido. Uma família inteira, entre muitas, que nas últimas horas da tarde deste domingo visitou a câmara-ardente com o corpo de Bento XVI instalada na capela do mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano.

Fiéis prestam homenagem ao Papa emérito na Basílica de São Pedro

A doçura e a sua fé inabalável

Uma procissão de poucas pessoas, que gradualmente se tornou mais espessa, que em estrito silêncio prestaram homenagem ao Papa emérito que no último dia do ano subiu à Casa do Pai. Uma data muito impressa em uma das mulheres da Família Espiritual “A obra” que, com um sorriso e uma gentileza muito semelhante aos do Papa emérito, abraça e saúda continuamente conhecidos e amigos: “Seu maior legado permanece para mim sua doçura”, diz ela, superando a timidez e a discrição, “e sua fé inabalável”. O fato que tenha falecido no 31 de dezembro foi como uma coroação de uma vida inteira, porque depois se cantou o Te Deum”.

A câmara-ardente com o corpo de Bento XVI instalada na capela do mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano.

Uma inteligência que expressava a simplicidade da fé

Monsenhor Georg Gänswein, secretário de Ratzinger, está na porta de entrada do Mosteiro. Ele aperta a mão, consola, acolhe palavras de emoção e condolências de antigos colaboradores, religiosos e religiosas, estudantes, pessoas ligadas às atividades do Papa emérito, mas também pessoas comuns, fora da esfera estritamente vaticana. Uma mulher idosa se esforça para entrar apoiada em duas muletas, é um avanço lento de um microcosmo internacional, que procede de forma composta, ajoelha-se, chora. “Lembro-me dele acima de tudo por sua inteligência distinta e fascinante porque, por trás da elaboração conceitual de seus discursos, no final, a simplicidade veio à tona. Aqui”, diz outro casal, “esta simplicidade de fé é o que sempre permaneceu em meu coração e ainda permanece dentro de mim”.

Ela apoiou a Igreja, a nave de Pedro

Dois escritores poloneses tinham vindo a Roma para completar um livro sobre Maria. E eles se encontravam ali, jamais teriam pensado: “Sua fé, sua perseverança”, dizem-nos. Da “doce firmeza” fala outra religiosa estrangeira. Enquanto isso, passam alguns prelados, funcionários do Vaticano, e entre eles há um membro da banda de gendarmaria mostrando uma foto do último espetáculo com a presença de Ratzinger. “Estávamos todos aqui juntos. Ele se alegrou”. Na capela do antigo mosteiro há uma estátua de Santo Agostinho, inspirador da teologia do Papa emérito. Fiel à tradição, mas não um tradicionalista”, recorda um jornalista, “tanto que Francisco não é sua antítese”. Só temos que expressar muita gratidão porque ambos apoiam a Igreja, a nave de Pedro”.

Fonte: Vaticano News
Jornalista: Silvonei José – Antonella Palermo

Faleceu hoje, sábado, 31 de dezembro às 9h34 de Roma o Bento XVI, Papa emérito desde 2013. O Papa estava em sua residência no

Faleceu hoje, sábado, 31 de dezembro às 9h34 de Roma o Bento XVI, Papa emérito desde 2013. O Papa estava em sua residência no mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano, onde morava desde sua renúncia.

O corpo do Papa emérito estará na Basílica de São Pedro para a saudação dos fiéis a partir da segunda-feira, 2 de janeiro. O funeral será na quinta-feira, 5 de janeiro, às 9h30, horário de Roma na Praça de São Pedro.

A Arquidiocese de Vitória, nas pessoas de seu arcebispo, dom Dario Campos e do bispo auxiliar, dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, une-se à Igreja Católica em todo o mundo, principalmente ao Papa Francisco e reza pelo Papa falecido, na esperança da vida eterna. O Arcebispo e o Bispo Auxiliar convidam a todos a rezar pelo Papa e pela Igreja.

O Papa emérito vinha sendo acompanhado e monitorado pelos médicos devido ao estado de saúde frágil e pela idade avançada. Bento XVI completou 95 anos em 16 de abril deste ano.

Breve histórico:

Joseph Ratzinger nasceu na Alemanha (Marktl am Inn) em 16 de abril de 1927 numa família de agricultores. Teve uma infância e adolescência marcadas pelo regime nazista e a juventude pela Segunda Guerra Mundial.

Sua fé cresceu e se fortaleceu neste contexto.

Estudou Filosofia e Teologia em Munique e foi ordenado padre em 29 de junho de 1951. Destacou-se como professor de Teologia Fundamental e Dogmática. Por seu desempenho no estudo e escritos teve destaque na Conferência Episcopal Alemã.

Participou do Concílio Vaticano II e em 1977 foi nomeado pelo Papa Paulo VI arcebispo de Frisinga. Foi criado cardeal também em 1977.

A partir dali foram imensas participações em Assembleias pastorais e escritos teológicos.

Em 1981, o então Papa João Paulo II, nomeou-o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Foi eleito Papa em 2005 e renunciou em 2013, surpreendendo por sua decisão, gesto “humilde e inesperado”, como foi dito pela comunicação do Vaticano, alegando motivos de saúde e idade avançada. Na ocasião o Papa tinha 86 anos.

Bento XVI era músico e pianista e escreveu também sobre música sacra. Por ocasião do lançamento disse ao jornal italiano La Stampa:

“Há uma profunda relação entre a música e a esperança, entre o canto e a vida eterna: não em vão a tradição cristã mostra os espíritos beatos enquanto cantam em coro, tomados e extasiados da beleza de Deus. A arte autêntica, como a oração, não nos afasta da realidade de cada dia, mas sim devolve a ela para ‘regá-la’ e fazê-la germinar para que dê frutos de bem e de paz”.

A Festa da Sagrada Família, normalmente celebrada no domingo após o Natal, está sendo comemorada hoje, 30 de dezembro de 2022, devido à coincidência

A Festa da Sagrada Família, normalmente celebrada no domingo após o Natal, está sendo comemorada hoje, 30 de dezembro de 2022, devido à coincidência de que o dia de Natal e de ano novo caíram no domingo.

A Sagrada Família é uma ocasião para rezarmos pelas famílias de hoje e o Papa Francisco compôs uma oração que pode ser rezado em algum momento deste dia.

Oração do Papa Francisco à Sagrada Família

Jesus, Maria e José,
em Vós contemplamos
o esplendor do verdadeiro amor,
confiantes, a Vós nos consagramos.
Sagrada Família de Nazaré,
tornai também as nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
autênticas escolas do Evangelho
e pequenas igrejas domésticas.
Sagrada Família de Nazaré,
que nunca mais haja nas famílias
episódios de violência, de fechamento e divisão;
e quem tiver sido ferido ou escandalizado
seja rapidamente consolado e curado.
Sagrada Família de Nazaré,
fazei que todos nos tornemos conscientes
do carácter sagrado e inviolável da família,
da sua beleza no projeto de Deus.
Jesus, Maria e José,
ouvi-nos e acolhei a nossa súplica.
Amem!

(Papa Francisco, Amoris Laetitia, 325)