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Participe das lives sobre o Catecismo da Igreja Católica. Leia mais na matéria publicada no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Participe das lives sobre o Catecismo da Igreja Católica. Leia mais na matéria publicada no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) volta neste mês de agosto a realizar a série de lives formativas sobre os 30 anos do Catecismo da Igreja Católica.

Desta vez a live formativa tem como objetivo refletir sobre a terceira parte do Catecismo: “A vida em Cristo”. Serão feitas duas seções que contarão com reflexões da professora e doutora em Teologia, Maria Inês Millen, nos dias 4 e 25 de agosto, às 19h30, com transmissão ao vivo pelas redes sociais da CNBB (Youtube e Facebook) e Catequese do Brasil, no Youtube.

A primeira seção, segundo o assessor da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, padre Jânison de Sá, desenvolve a moral fundamental: a vocação do homem; a Vida no Espírito (1699-2051). Já a segunda vai se dedicar à moral especial: Os 10 mandamentos (2052- 2557). “Elas serão formações importantes para revisitar os ensinamentos contidos no Catecismo, particularmente esta terceira parte que reflete sobre a teologia moral”, explica o padre.

O Catecismo da Igreja Católica começou a ser pensado a partir do Sínodo Extraordinário dos Bispos que celebrava o XXV aniversário do encerramento do Concílio Vaticano II. Padre Jânison salienta que o Documento é fruto de um longo processo colegial que, para além da participação dos bispos, contou com a contribuição de especialistas em catequese, Bíblia, teologia dogmática e demais, resultando assim como fruto do Concílio Vaticano II.

“O Catecismo da Igreja Católica não apresenta uma metodologia e pedagogia catequética, ou seja, a dinâmica usada para os encontros de catequese a serviço da Iniciação à vida Cristã em nossas paróquias e comunidades. Mas encontramos as grandes linhas e temas que devem ser alimento sólido para quem pretende conhecer os conteúdos da vida cristã e vivenciar no quotidiano como discípulos e missionários de Jesus Cristo. É também um instrumento importante para a formação teológica de nossos catequistas”, diz o padre Jânison.

Acompanhe a live:

As lives formativas sobre os 30 anos do Catecismo ocorrem desde o mês de março deste ano e têm ajudado a revisitar as principais temáticas do Documento, além de aprofundar o seu sentido com a ajuda de assessores convidados para cada mês.

Segundo Mariana Venâncio, assessora da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, as lives que aconteceram até agora foram importantes para que todos tivessem a consciência da riqueza do material contido no Catecismo da Igreja Católica.

“Muitos relatos que acompanhávamos pelos comentários do chat ao vivo, testemunhavam o quanto as pessoas ficavam, ao mesmo tempo, maravilhadas diante da profundidade e abrangência do conteúdo, mas também mais conscientes das razões da própria fé”, disse.

Para Mariana as lives estão sendo uma ferramenta importante para uma leitura mais consciente do Catecismo da Igreja Católica, que reconheça seu lugar e sua conexão com a Escritura, a Tradição e o Magistério.

“Além disso, elas também contribuíram para que, desde o início do ano, já marcássemos 2022 com a celebração dos 30 anos do CIgC, que vai se intensificar agora, que a data se aproxima”, afirmou.

Até o momento foram realizadas 9 lives, com diferentes temáticas como “A Profissão da Fé” e a “Celebração do Mistério Cristão”. Reveja cada uma delas nos links abaixo:

Mês    Tema    Assessor    Datas  
Fevereiro   Introdução    Assista (aqui) 24 de Fevereiro de 2022  
Março    PRIMEIRA PARTE – A PROFISSÃO DA FÉ
Primeira seção   
Padre Abimar    10 e 24 de Março de 2022  

Assista (aqui).

e  

Assista (aqui)   

Abril    PRIMEIRA PARTE – A PROFISSÃO DA FÉ
Segunda seção   
Irmã Sueli    07 e 21 de Abril de 2022  

Assista (aqui)

  

Assista (aqui)

  

Maio     SEGUNDA PARTE – A CELEBRAÇÃO DO MISTÉRIO CRISTÃO  

Primeira seção   

Pe. Patrick Brandão    05 e 19 de Maio de 2022   

Assista (aqui)

  

Assista (aqui) 

  

Junho    SEGUNDA PARTE – A CELEBRAÇÃO DO MISTÉRIO CRISTÃO  

Segunda seção   

Dom Armando Bucciol    23 e 30 de Junho de 2022  

Assista (aqui) 

e  

Assista (aqui)  

  

Julho   Seminário Nacional de Catequese      11 a 15 de Julho   

Assista (aqui) 

  

Agosto   TERCEIRA PARTE – A VIDA EM CRISTO  

Primeira seção   

Maria Inês de Castro Millen   

 

04 e 25 de Agosto de 2022  

Assista (aqui)

e

Assista (aqui)

O Catecismo da Igreja Católica (CIC)

O Catecismo da Igreja Católica é uma exposição sistemática da doutrina Católica publicada no ano de 1992. A apresentação do seu conteúdo está organizada em quatro partes, a saber, a fé professada (a explicação do Credo), a fé celebrada (a apresentação da liturgia da Igreja), a fé vivida (a moral ou exigências dos mandamentos) e a fé rezada (a vida de oração da Igreja).

As bases que fundamentam toda essa apresentação são: a Sagrada Escritura, a Tradição Apostólica e o Magistério da Igreja. Esse conteúdo constitui a riqueza do pensamento da Igreja sobre os mais variados assuntos e dimensões da vida da pessoa humana, da Igreja e da sociedade.

Saiba onde adquirir a publicação, pelas Edições CNBB, (AQUI).

No vídeo de intenção de oração que Francisco confia a toda a Igreja para este mês de agosto, o convite para rezar pelos pequenos
No vídeo de intenção de oração que Francisco confia a toda a Igreja para este mês de agosto, o convite para rezar pelos pequenos e médios empresários. Aqueles que, por exemplo, têm um comércio ou uma loja “investem na vida, gerando bem-estar, oportunidades e trabalho”. Sublinhando o impacto negativo que a crise tem nas pequenas e médias empresas. Esta matéria está publicada no site Vatican News.

Foi divulgado o Vídeo do Papa com as intenções de Oração para agosto, confiado por Francisco à Igreja Católica através da Rede Mundial de Oração do Papa. Este mês, o Santo Padre reza “para que os pequenos e médios empresários, duramente atingidos pela crise econômica e social, possam encontrar os meios necessários para continuar suas atividades a serviço das comunidades em que vivem”.

A crise que estamos a atravessar 

“Como resultado da pandemia e das guerras, o mundo enfrenta uma grave crise socioeconômica”, diz o Papa, salientando que os pequenos e médios empresários estão entre os mais atingidos. De acordo com dados do Banco Mundial de 2021, uma em cada quatro empresas perdeu metade do seu volume de negócios devido a pandemia. Além disso, o apoio público é fraco precisamente onde ele é mais necessário: nos países pobres e para as pequenas empresas.

Neste sentido, o Papa Francisco elogia aqueles que “com coragem, esforço e sacrifício, investem na vida, gerando bem-estar, oportunidades e trabalho”. Os pequenos e médios empresários incluem aqueles que gerenciam uma loja, um restaurante ou uma oficina. Mas também aqueles que trabalham na limpeza ou no transporte, artesãos, entre muitos outros. São “aqueles que não aparecem nas listas dos mais ricos e poderosos e, apesar das dificuldades, criam empregos, mantendo a sua responsabilidade social”.

O Pe. Frédéric Fornos S.J., Diretor Internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, comentou sobre esta intenção: “As crises que estamos vivendo são – como diz o Papa – um ‘momento Noé’, uma oportunidade para construir algo diferente. Neste sentido, os pequenos e médios empresários são de grande importância, a sua força criativa, a sua capacidade de fornecer soluções a partir de baixo. Sem eles não teria sido possível atravessar a crise da pandemia de Covid, e eles continuam mais necessários do que nunca. É por isso que é importante rezar por eles”.

Hoje é o Dia de Oração e Missão pelos Cristãos Perseguidos. Leia e assista as motivações publicadas no site da CNBB, Conferência Nacional dos

Hoje é o Dia de Oração e Missão pelos Cristãos Perseguidos. Leia e assista as motivações publicadas no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

No próximo dia 1º de agosto, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio de sua Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, em parceria com a Ajuda a Igreja que Sofre (ACN) no Brasil, promovem o  Dia de Oração e Missão pelos Cristãos Perseguidos.

A discriminação e a perseguição com base na crença religiosa são um fenômeno crescente em todo o mundo. A liberdade religiosa é violada em quase um terço dos países do mundo (31,6%), onde vivem dois terços (67%) da população mundial – aproximadamente 5,2 bilhões de pessoas. Por trás dos conflitos mais violentos do mundo estão aqueles que manipulam a religião na busca pelo poder, seja ele político, econômico ou social.

Não há somente uma religião que seja perseguida ou mesmo manipulada. Dependendo da localidade, uma se sobressai como alvo de ataques que vão desde frases discriminatórias a atos de violência gratuita e sem sentido. Mas, no geral, os cristãos ainda se mantém no topo das estatísticas como o grupo religioso mais perseguido e odiado do mundo.

Conheça o vídeo motivador do Dia de Oração e Missão:

Dia de Oração pelos Cristãos Perseguidos

O gesto de oração continua no próximo dia 6 de agosto, data na qual se celebra a 8ª edição do ‘Dia de Oração pelos Cristãos Perseguidos’. Com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a ACN, sigla em inglês para Ajuda à Igreja que Sofre, promove essa iniciativa convidando todas as paróquias e comunidades cristãs do país a participarem. Rezar é dizer que nos importamos e que estamos ao lado dos irmãos que pagam um alto preço por acreditarem em Jesus.

Dia de Oração pelos Cristãos Perseguidos ocorre anualmente no dia 6 de agosto em referência à mesma noite de agosto de 2014, quando milhares de cristãos fugiram do norte do Iraque, expulsos pelos extremistas do grupo Estado Islâmico. A região concentrava 25% dos cristãos do país e também reunia algumas minorias muçulmanas ameaçadas. A fuga ocorreu à noite, com milhares de pessoas caminhando pelas estradas em direção às cidades curdas de Erbil e Dohuk. “Cerca de 100 mil cristãos, aterrorizados e em pânico, fugiram de suas casas sem nada, somente com as roupas do corpo, a pé, rumo às cidades curdas. Entre eles havia doentes, idosos, crianças e mulheres grávidas, precisando de água, comida, medicamentos e um lugar para ficar”, declarou na ocasião o Patriarca Louis Raphael Sako, chefe da Igreja Católica Caldeia.

Saiba mais: 
CNBB e Ajuda à Igreja que sofre (ACN) promovem, dia 6 de agosto, a 8ª edição do “Dia de Oração pelos Cristãos Perseguidos” – CNBB

No último dia da viagem ao Canadá, o Papa Francisco encontra jovens e idosos. Leia a matéria publicada no site do Vaticano: Sexto e

No último dia da viagem ao Canadá, o Papa Francisco encontra jovens e idosos. Leia a matéria publicada no site do Vaticano:

Sexto e último dia de Francisco em terras canadenses. A intensa “peregrinação penitencial” chega à sua conclusão nesta sexta-feira com o encontro com os jovens e com os idosos em uma escola primária na cidade de Iqaluit, capital do território canadense de Nunavut, localizada a sudeste da ilha de Baffin, cerca de 300 quilômetros ao sul do círculo polar ártico. A localidade, que tem 7.740 habitantes, hospeda a maior comunidade Inuit (cerca de 3.900 pessoas), uma população indígena das Costas da América, distruibuida entre a Groelândia e o Alaska e presente também na Ásia.

O dia de Francisco tem início com a missa em privado no arcebispado de Quebec onde pernoitou nos últimos dois dias. Na mesma sede do arcebispado o Santo Padre se encontra, em privado, com membros da Companhia de Jesus presentes no Canadá. Em seguida o encontro com uma delegação de indígenas de Quebec.

Depois de se despedir da Cidade de Quebec e de seus habitantes Francisco se dirigirá para Iqaluit, um voo de 3 horas e 5 minutos. No aeroporto da cidade o Papa será acolhido pelo bispo de Churchill-Hudson Bay, dom Antonhy Wieslaw Krotki e por cinco autoridades locais. A diocese tem 2.300.000 quilômetros quadrados com uma população de somente 39.353 habitantes, dos quais 11.270 são católicos. Possui 19 paróquias, 8 igrejas, 9 sacerdotes.

O primeiro compromisso nesta terra próxima do Ártico será o encontro privado com alguns alunos das ex-escolas residenciais em uma escola primária.

Mas o que são as ex-escolas residenciais, ou internatos? Com a chegada dos europeus, os povos indígenas, desde o início sofreram humilhações e hostilização por parte dos recém-chegados que os confinaram dentro de reservas em áreas geográficas pré-determinadas, iniciando assim um processo de assimilação forçada, com a aplicação de leis, tais como a Lei indígena de 1876, e a criação pelo governo canadense de escolas residenciais, confiadas às igrejas cristãs locais, incluindo a Igreja Católica, com escassos recursos financeiros. O objetivo dessas instituições, de acordo com as políticas da época, era remover as crianças da influência cultural de suas comunidades indígenas e assimilá-las à nova cultura ocidental. As crianças, muitas vezes punidas severamente, eram proibidas de falar em sua língua de nascimento e seguir sua fé religiosa. Elas viviam nestas escolas, na maioria das vezes retiradas à força de suas casas, sofrendo abusos, em superlotação, em condições sanitárias precárias e sem cuidados médicos. De acordo com o Relatório da Comissão para a Verdade e a Reconciliação, publicado em 2015, mais de três mil crianças morreram de doenças, desnutrição e maus-tratos durante um período de cerca de cem anos, desde a criação destas escolas em 1883. Outras fontes ampliam o número de vítimas.

O Papa encontra de forma privada alguns alunos dessas ex-escolas residenciais. Alguns dirigirão algumas palavras ao Santo Padre e a oração em conjunto do Pai Nosso.

Em seguida Francisco se dirigirá para o pátio da escola para o encontro com os jovens e com os idosos. Último compromisso de sua intensa peregrinação penitencial que o levou primeiramente a Edmonton e Quebec.

Foram dias de memória, de encontros, de pedidos de perdão misturados com a vergonha, como disse várias vezes Francisco. Mas também de esperança em um novo caminho, de um caminhar juntos para construir um novo horizonte, um novo futuro, todos juntos, sem distinções, sem opressões, tendo como base o respeito por cada ser humano.

Sementes lançadas por Francisco que hoje retorna a Roma, esperando que o futuro dê frutos de perdão, misericórdia e reconciliação.

O Papa Francisco em visita ao Canadá, celebra missa, hoje, 5ª feira, 28 de julho de 2022 no Santuário Santa Ana na cidade de

O Papa Francisco em visita ao Canadá, celebra missa, hoje, 5ª feira, 28 de julho de 2022 no Santuário Santa Ana na cidade de Quebec. Leia a matéria publicada no site do Vaticano e acompanhe a viagem do Papa:

Quinto dia de Francisco em terras canadenses. O Santo Padre chegou na tarde de ontem, quarta-feira, a Cidade de Quebec, proveniente de Edmonton, primeira parte de sua “peregrinação penitencial” como definiu a sua viagem ao Canadá. A cerimônia de boas-vindas teve lugar na “Cidadela de Quebec”. O primeiro encontro foi com a governadora geral do Canadá, senhora Mary May Simon. Após a visita de cortesia no mesmo local o encontro com o primeiro-ministro canadense senhor Justin Trudeau e com as autoridades civis, representantes das populações indígenas e com o corpo diplomático. Francisco fez então o seu primeiro discurso em Quebec recordando, entre outras coisas, as “políticas de assimilação e alforria, incluindo também o sistema escolar residencial, que prejudicou muitas famílias indígenas, minando a sua língua, cultura e visão de mundo. Naquele deplorável sistema – disse Francisco – promovido pelas autoridades governamentais da época, que separou tantas crianças das suas famílias, estiveram envolvidas várias instituições católicas locais. O Papa então exprimiu vergonha e pesar por isso e, juntamente com os Bispos deste país, renovou o seu pedido de perdão pelo mal cometido por tantos cristãos contra as populações indígenas. É trágico – afirmou – quando crentes, como sucedeu naquele período histórico, se adequam mais às conveniências do mundo do que ao Evangelho”.

Francisco na primeira parte da sua “peregrinação penitencial”, em Edmonton, já no seu primeiro discurso disse: “estou aqui porque o primeiro passo desta peregrinação penitencial entre vós é renovar meu pedido de perdão e dizer-vos, de todo o coração, que estou profundamente entristecido: peço perdão pelas formas como, infelizmente, muitos cristãos apoiaram a mentalidade colonizadora das potências que oprimiram os povos indígenas”.

A Cidade de Quebec (531.902 habitantes), que recebe o Papa é a capital da província de mesmo nome. É a segunda cidade mais populosa do leste do Canadá, depois de Montreal. Foi declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1985.

Nesta quinta-feira, o primeiro compromisso de Francisco é a celebração da Santa Missa no Santuário de Santa Ana de Beaupré. Cerca de 70% dos fiéis que participarão da celebração no interior da Basílica, e fora dela, são indígenas. A celebração será em francês e latim.

O Santuário se encontra a cerca de 30 Km da Cidade de Quebec, e é o mais antigo lugar de peregrinação da América do Norte. A igreja, declarada Santuário nacional, acolhe quase um milhão de visitantes todos os anos. Dedicada a Santa Ana, patrona da província canadense, a primeira igreja foi construída em 1658 para acolher uma estatua milagrosa da Santa, e depois ampliada e reconstruida várias vezes.

Em 1922, o edifício foi destruído por um incêndio e a construção da atual estrutura teve início nos anos 20 do século passado seguindo um projeto do arquiteto francês Maxime Roisin. Foi oficialmente consagrdo em 1976 pelo cardeal Maurice Roy.

Segundo narra a história, um dos primeiros construtores da igreja, no século 17, ficou gravemente doente. Ao final da construção ficou curado e voltou a caminhar sem muletas. Imeditamente, para os agricultores locais e os indígenas convertidos, a Basílica tornou-se meta de peregrinação  e lugar de curas milagrosas. Muitos visitantes hoje comemoram este milagre deixando uma muleta na porta de entrada da igreja.

Segundo o reitor do Santuário o padre redentorista Scott Katzemberger, falando à Rádio Vaticano – Vatican News, foram feitos muitos preparativos nas últimas semanas, acrescantando que tiveram cerca de dois meses para preparar a visita.  Estamos muito felizes por acolher o Santo Padre aqui no Santuário, – disse ele -, será uma bênção para nós. A última vez que o Santuário recebeu a visita do Sucessor de Pedro foi em 1984 com o Papa João Paulo II, mas esta será a primeira vez que o Papa celebrará a Missa na Basílica. Quando João Paulo II visitou a Basílica em 1984 ele foi rezar diante da estátua milagrosa de Santa Ana, mas desta vez o Papa Francisco celebrará a missa, e trará uma mensagem de reconciliação para oferecer aos povos indígenas.

Após a celebração da Missa no Santuário de Santa Ana de Beaupré, o Papa Francisco, no final da tarde, às 17h15 (hora local), presidirá a oração das Vésperas junto com os bispos, padres, diáconos, consagrados e consagradas, seminaristas e agentes pastorais reunidos na Catedral de Quebec. Ali o Pontífice fará uma homilia e se deterá em oração diante do túmulo de São Francisco de Laval, o primeiro bispo da cidade.

Notre-Dame de Quebec situa-se onde se encontrava a primeira capela construída por Champlain em 1633. Foi edificada em 1647, com o nome de “Notre-Dame de la Paix”. Em 1664 tornou-se a primeira igreja paroquial ao norte do México, dedicada a Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Assumiu o título de catedral após a nomeação de São Francisco de Laval como primeiro bispo da nova diocese da Cidade de Quebec. Duzentos anos depois, Pio IX elevou-a a basílica, devido à importância que tinha adquirido nesse território.

Foi aqui que São João Paulo II iniciou a sua visita pastoral ao país em 1984. Na igreja há também um grande relicário de santos e beatos canadenses e uma cripta onde descansam a maioria dos bispos, arcebispos e cardeais da diocese e quatro governadores da Nova França.

Nós conversamos com o reitor da Catedral padre Jimmy Rodrigue que também afirmou que se preparam muito para ouvir o Papa Francisco, “porque a sua presença – disse ele – é um momento forte. Será um passo de comunhão com as Primeiras Nações, maior, mais profundo”.

“Nós queremos ouvi-lo para saber os passos a dar no futuro, a criatividade que podemos colocar nas nossas igrejas, no nosso acolhimento. Pode ser realmente um momento forte para nós estarmos presentes ao seu lado. Um momento forte para adquirir a consciência de ser um corpo visível de acolhimento dessa cultura que tem uma bela dignidade e uma oportunidade para uma busca cada vez maior da verdade. Isto eu vejo, afirmou.

Falando da Igreja em Quebec, disse que é uma Igreja um pouco cansada. Vemos que os jovens estão cada vez menos presentes na Igreja. Vemos pessoas mais idosas… É uma Igreja que necessita de uma profunda renovação. Isto pode vir da escuta da Palavra e das forças para uma nova evangelização. Penso que a visita do Papa – concluiu – irá ajudar-nos a criar mais espaço para acolher a Palavra de Deus.

A Missão Jovem na Amazônia 2022 aconteceu entre 15 e 25 de julho, Veja abaixo o relato publicado no site da CNBB,  Conferência Nacional

A Missão Jovem na Amazônia 2022 aconteceu entre 15 e 25 de julho, Veja abaixo o relato publicado no site da CNBB,  Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

De 15 a 25 de julho, a prelazia do Alto Xingu-Tucumã  (PA) recebeu um grupo de jovens missionários, seminaristas, religiosos e bispos que integraram a “Missão Jovem na Amazônia 2022”. Trata-se de um projeto promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB (CEPJ) com apoio da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam). O bispo de Valença (RJ), dom Nelson Francelino Ferreira, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB escreveu um relato sobre a experiência.

“A juventude vinda do Sul e do Norte, Leste-Oeste e de todo lugar ficou feliz ao sentir o entusiasmo dos missionários locais, convencidos de que a missão começou e não pode mais parar, tem que se tornar uma missão permanente, como nos apontava os bispos no documento de Aparecida”, descreveu o bispo.

Aos jovens da prelazia, o bispo deixou um recado: “Você, jovem dessa Prelazia, (…) Organize os encontros, reuniões paroquiais com seus amigos jovens. Você carrega em suas mãos o tesouro da fé que vale mais do que a própria vida; a fé que é luz e fogo. Você é aquela luz que tem que brilhar nessas terras. Você é fogo que deve queimar, sal que está destinado a preservar o mundo da corrupção do mal. Vocês, jovens, são as mãos pelas quais Cristo quer curar e salvar, a boca pela qual Cristo anunciará o Evangelho ao mundo. A tocha da fé que vocês receberam dos jovens do Brasil como um tesouro inestimável chegou até vocês, através de uma corrente que remonta aos apóstolos e ao próprio Cristo. Com esta tocha vocês podem iluminar uma, cem, milhares de pessoas. É uma corrente de salvação da qual vocês são um elo insubstituível. Se a corrente for quebrada, muitos jovens, submersos nesse vazio existencial, serão deixados na escuridão eterna”.

Conheça a íntegra do relato abaixo:

A Juventude termina a Missão na Região Amazônica com a consciência de dever cumprido

 

Dom Nelson na missão. | Foto: arquivo Comissão para a Juventude CNBB.

É humano pensar que, depois de tanto esforço e trabalho, canseira na missão realizada na Prelazia de Tucumã, de 15 a 25 de Julho, também se deseje ver o fruto do nosso empenho missionário nas comunidades e vilas visitadas pela nossa juventude; no entanto, o Evangelho aponta para uma outra direção. De fato, aos seus discípulos, Jesus falou da exigência da radicalidade em segui-lo, como escrito em São Lucas: “Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: Somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer”.

Mas “se nosso esforço em anunciar o Evangelho foi total, então a perspectiva muda e se transforma em paciência… Se somos fiéis e vigilantes, Deus nos permite ver também os frutos iniciais do nosso trabalho, embora esse não seja a intenção maior no trabalho de Evangelização. Porém, a juventude vinda do Sul e do Norte, Leste-Oeste e de todo lugar ficou feliz ao sentir o entusiasmo dos missionários locais, convencidos de que a missão começou e não pode mais parar, tem que se tornar uma missão permanente, como nos apontava os bispos no documento de Aparecida.

Quem é que não conhece aquele canto que diz: “põe a semente na terra não será em vão; não te preocupes, a colheita plantas para o irmão.” Foi com essa consciência que a Pastoral juvenil do Brasil, destemida e atualizando o apelo do Papa Francisco, sendo protagonista de uma Igreja em saída, encarou o sol quente, poeira persistente (poaca), as distâncias, estradas para levar a Palavra de Deus…

Os Jovens perceberam que a melhor maneira de garantir os frutos da evangelização é tornar-se evangelizador do seu próprio ambiente. Ser evangelizador onde quer que esteja, faça o que fizer; evangelizador de sua própria família, em sua escola, em seu trabalho, entre seus próprios amigos, em seu ambiente social, na viagem ou no resto… A nossa vida, daqui pra frente, será uma missão contínua, porque Cristo nos pediu para o fazer com o seu mandato, porque a situação atual da Igreja o exige, porque as delicadas circunstâncias históricas e a vocação evangelizadora o exigem.

Jovens da Prelazia de Tucumã, deixaram conosco o compromisso de dar prosseguimento a essa iniciativa da Comissão episcopal pastoral para a juventude: Para sair e pregar a Cristo é preciso levantar, deixar de lado o pecado, a mediocridade, a indiferença. Ela sabe qual é a dificuldade que a impede de se levantar, mas Cristo pode intervir e dissipar completamente todas as dificuldades. Basta-nos abrir o coração às suas palavras e obedecê-lo, levantando-se das próprias misérias e superando as atitudes de preguiça e comodismo. Para pregar o Evangelho é preciso levantar-se, como Cristo pediu a São Paulo no caminho de Damasco (cf. At 26, 16).
Diante de seus olhos se estende o grande campo do mundo, pronto para a colheita. Outros a plantaram e a regaram com seu sangue. Agora cabe a nós ir e colher os frutos da semente que Deus semeou nas almas.

A realidade indígena, rural espera por você, porque espera por Cristo

Aguarda a boa notícia de seus lábios. Você não pode se fechar à voz de Cristo que o envia a realidade distante desse belo estado do Pará. Você, jovem dessa Prelazia, não pode ficar ocioso sem fazer nada, olhando para o céu, como os apóstolos no dia da Ascensão (Atos 1, 10). O Reino pede a você uma ação urgente. Não há tempo a perder. Você precisa organizar a juventude e partir com ousadia, como disse o Santo Padre: “Hoje não é hora de esconder o Evangelho, mas de pregá-lo nos telhados” (homilia em Foligno, 20 de junho de 1993).

Organize os encontros, reuniões paroquiais com seus amigos jovens. Você carrega em suas mãos o tesouro da fé que vale mais do que a própria vida; a fé que é luz e fogo. Você é aquela luz que tem que brilhar nessas terras. Você é fogo que deve queimar, sal que está destinado a preservar o mundo da corrupção do mal. Vocês, jovens, são as mãos pelas quais Cristo quer curar e salvar, a boca pela qual Cristo anunciará o Evangelho ao mundo. A tocha da fé que vocês receberam dos jovens do Brasil como um tesouro inestimável chegou até vocês, através de uma corrente que remonta aos apóstolos e ao próprio Cristo.

Com esta tocha vocês podem iluminar uma, cem, milhares de pessoas. É uma corrente de salvação da qual vocês são um elo insubstituível. Se a corrente for quebrada, muitos jovens, submersos nesse vazio existencial, serão deixados na escuridão eterna.

A Campanha da Fraternidade 2023 já tem identidade visual e oração que podem ser baixados. Leia na matéria publicada pela CNBB, Conferência Nacional dos

A Campanha da Fraternidade 2023 já tem identidade visual e oração que podem ser baixados. Leia na matéria publicada pela CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta a identidade visual da Campanha da Fraternidade 2023, que tem como tema “Fraternidade e fome”, e o lema “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16). O concurso seguiu as orientações do edital e o parecer final para a escolha coube ao Conselho Permanente da CNBB. O cartaz escolhido foi produzido por Luiz Lopes Jr., de Brasília (DF).

“Vemos no cartaz o mapa do Brasil, país considerado o celeiro do mundo, mas que carrega uma grande contradição: a fome é real e atinge hoje cerca de 33,1 milhões de Brasileiros. Em destaque contemplamos as mãos que repartem e dão vida a solidariedade guiada pela fé. O arroz e o feijão, alimento do povo, passam pelas mãos de homens e mulheres que sabem que a solução do problema da miséria e da fome não está somente nos recursos financeiros mas na vida fraterna. Ninguém deve sofrer com a fome quando realmente vivemos como irmãos e irmãs. Eis o convite: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16)”.

Baixe (aqui) o cartaz.

Oração da CF 2023

Também foi aprovada pelos bispos do Conselho Permanente a oração da Campanha da Fraternidade 2023:

Pai de bondade,
ao ver a multidão faminta,
vosso Filho encheu-se de compaixão,
abençoou, repartiu os cinco pães e dois peixes
e nos ensinou: “dai-lhes vós mesmos de comer”.
Confiantes na ação do Espírito Santo,
vos pedimos:
inspirai-nos o sonho de um mundo novo,
de diálogo, justiça, igualdade e paz;
ajudai-nos a promover uma sociedade mais solidária,
sem fome, pobreza, violência e guerra;
livrai-nos do pecado da indiferença com a vida.
Que Maria, nossa mãe, interceda por nós
para acolhermos Jesus Cristo em cada pessoa,
sobretudo nos abandonados, esquecidos e famintos.
Amém

A CF 2023

Pela terceira vez a fome é tratada pela Igreja no Brasil, na Campanha da Fraternidade. A primeira foi em 1975, com o tema ‘Fraternidade é repartir’ e o lema Repartir o pão’, no clima do Ano Eucarístico que precedeu o Congresso Eucarístico Nacional de Manaus, que trazia o mesmo tema e lema e desejava intensificar a vivência da Eucaristia em nosso povo. A segunda foi em 1985, outro Ano Eucarístico, desta vez em preparação para o Congresso Eucarístico de Aparecida, com o lema ‘Pão para quem tem fome’.

Agora, em 2023, logo depois do 18º Congresso Eucarístico Nacional, que se realizará em Recife, de 11 a 15 de novembro de 2022, sob o tema ‘Pão em todas as mesas’, a Igreja no Brasil enfrenta pela terceira vez o flagelo da fome. Com o lema que é uma ordem de Jesus aos seus discípulos: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16).

“É vocação, graça e missão da Igreja responder ao chamado e cumprir a ordem de Jesus, afirmamos no contexto do 3º Ano Vocacional que viveremos a partir de novembro deste ano. A fome é um instinto natural de sobrevivência presente em todos os seres vivos. Contudo, na sociedade humana, a fome é uma tragédia, um escândalo, é a negação da própria existência”.

O Papa Francisco iniciou ontem, 24 de julho de 2022 uma visita ao Canadá que vai até dia 30. Esta visita, segundo o Papa

O Papa Francisco iniciou ontem, 24 de julho de 2022 uma visita ao Canadá que vai até dia 30. Esta visita, segundo o Papa é uma visita penitencial. Leia abaixo a notícia da chegada e como será este primeiro dia em matéria divulgada no site do Vaticano:

Foi uma longa viagem até o Canadá. Não obstante a distância percorrida e os deslocamentos necessariamente em cadeira de rodas, pelo problema no joelho direito, o Papa mostrou boa disposição ao ser acolhido no final da manhã de domingo no Aeroporto Internacional de Edmonton pelo primeiro ministro canadense Justin Trudeau, pela governadora-geral Mary Mai e pelas tantas lideranças dos povos indígenas. Francisco, sentado no hangar do aeroporto entre as duas altas autoridades civis, acompanhou atentamente a música tocada por nativos, e sorriu muito ao saudar, em particular, os tantos indígenas presentes, com pedido de perdão e trocas de presentes. O Papa até mesmo beijou a mão de alguns deles. Afinal, esta era uma visita muito desejada, sua “peregrinação penitencial”, como fez questão de frisar no Angelus do outro domingo.

Do aeroporto, o Santo Padre dirigiu-se imediatamente ao Seminário São José, onde estará hospedado nesta primeira etapa da visita. Passava do meio-dia no Canadá, mas com a diferença de fuso horário, já era mais de 20 horas pelo horário italiano. Assim, a atividade pública de Francisco limitou-se no domingo à cerimônia de boas-vindas no aeroporto. Depois, o repouso e a oração.

Nesta segunda-feira, por sua vez, o Papa rezou a Missa de forma privada às 6h30, horário de Edmonton. Já às 8h45, se desloca para Maskwacis, distante 100 km, para o encontro com os povos indígenas First NationsMétis Inuit (o Vatican News transmitirá com comentários em português, a partir das 13 horas, horário de Brasília). Logo ao chegar, ele será recebido na entrada da igreja dedicada a Nossa Senhora das Sete Dores pelo pároco e alguns anciãos das populações indígenas, seguindo depois num carro de golfe até o cemitério, acompanhado pelo sons de tambores. Tendo entrado no cemitério, de forma estritamente privada, o Santo Padre faz uma pausa em oração silenciosa. No final, ele se desloca a bordo do carro de golfe para o Bear Park Pow-Wow Grounds, onde na entrada é recebido por uma delegação de lideranças indígenas de todo o país.

Depois das palavras de boas-vindas de uma liderança indígena, o Papa profere seu primeiro discurso em terras canadenses. Farão parte deste momento orações, cânticos, saudações e a bênção do Santo Padre aos presentes.

First Nation, comunidade predominante no Canadá

Os povos aborígenes, que habitam o território do Canadá há milhares de anos, incluem três grandes grupos: as Primeiras Nações, os Métis e os Inuit, dentro dos quais existe uma grande variedade de populações, com diferentes costumes, tradições e línguas. As Primeiras Nações representam a comunidade indígena predominante do Canadá na parte sul do território do país; os inuits fazem parte de um dos principais grupos que habitam a zona ártica; e os Métis, localizados no extremo oeste do Canadá, são os mestiços descendentes da união entre indígenas e europeus.

Maskwacis

A área de Maskwacis (7.663 hab.), (“Colina do Urso”, na língua cree), chamada de 1891 a 2013 Hobbema, do nome da primeira estação ferroviária construída no território, está localizada na região central de Alberta, cerca de 70 quilômetros ao sul da cidade de Edmonton. Abriga as reservas do grupo das Tribos Indígenas do oeste do Canadá, as Quatro Nações de Maskwacis: a Nação Ermineskin Cree; Tribo Louis Bull; Montana First Nation e Samson Cree Nation. As Primeiras Nações são signatárias do Tratado 6, um dos 11 Tratados Numerados assinados pelos povos indígenas – Primeiras Nações -, e pela Coroa canadense, entre 1871 e 1921. Antigamente, essa vasta área era coberta por arbustos de mirtilo que atraíam a área uma grande população de ursos, daí o nome Maskwacis ou Bear Hills.

Após o encontro com as populações indígenas em Maskwacis, o Papa retorna ao Seminário São José, aonde deverá chegar por volta das 13 horas, para o almoço privado e um breve descanso.

Em Edmonton, encontro com Populações Indígenas e comunidade paroquial

Mas suas atividades nesta segunda-feira não encerram aí. Às 16h30, o Papa se desloca até a Igreja do Sagrado Coração, distante 4,4 km, para outro encontro com as populações indígenas e com membros da comunidade paroquial (o Vatican News transmitirá com comentários em português, a partir das 19h45, horário de Brasília). Francisco será saudado pelo pároco, por dois paroquianos, ouvirá uma canção indígena e então proferirá seu segundo discurso, seguido pela oração do Pai Nosso e pela bênção. Antes de retornar ao Seminário São José, Francisco saúda alguns fiéis da paróquia e, ao sair, abençoa a imagem de Santa Kateri Tekakwitha (1656-1680), primeira Santa nativa da América do Norte, da aldeia Mohawk de Ossernenon, no Estado de Nova York.

A Igreja do Sagrado Coração

A Igreja do Sagrado Coração dos Primeiros Povos, construída em 1913, é uma das igrejas católicas mais antigas da cidade. É frequentada pelos moradores do bairro central de McCauley, tendo um foco especial nos pobres e marginalizados. Em 1991, o arcebispo Joseph MacNeil a designou paróquia nacional das Primeiras Nações, Métis e Inuit, a primeira desse tipo no Canadá. Lá, a fé católica é expressa no contexto da cultura aborígine. O prédio abriga muitas peças únicas de arte sacra criadas por artesãos indígenas. Ao longo dos anos, muitos imigrantes e refugiados que vieram de todo o mundo para se estabelecer em Edmonton fizeram da Igreja do Sagrado Coração seu lar espiritual. A igreja foi danificada por um incêndio em agosto de 2020 e fechada por dois anos para restauração. As obras foram concluídas bem a tempo para a visita do Papa. A igreja foi aberta para a bênção e para a primeira Missa no domingo anterior à chegada do Papa.