Notícias da Igreja

Veja as sugestões para o Dia dos avós e dos idosos que será celebrado no próximo Domingo. A notícia foi publicada no site da

Veja as sugestões para o Dia dos avós e dos idosos que será celebrado no próximo Domingo. A notícia foi publicada no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

No próximo dia 24 de julho, a Igreja irá celebrar o II Dia Mundial dos Avós e dos Idosos. O tema escolhido pelo Papa Francisco para a ocasião, “Dão fruto mesmo na velhice” (Sl 92, 15), pretende destacar o quanto os avós e idosos são um valor e um dom, tanto para a sociedade quanto para a comunidade eclesial.  O gesto, segundo o Pontífice, “é uma obra de misericórdia do nosso tempo”.

No dia 24, às 10h na Itália (5h no horário de Brasília), o Papa delegou o cardeal Angelo De Donatis para presidir a celebração eucarística na Basílica de São Pedro, mas todas as dioceses do mundo são convidadas a celebrar a data com uma liturgia dedicada aos idosos.

Conheça um vídeo divulgado pela Pastoral Familiar  com o incentivo à organização das iniciativas: https://youtu.be/QJ18HDR_VpU

O convite para visitar idosos sozinhos

Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida dá indicações de como participar do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos: celebrando uma missa ou visitando os idosos que vivem sozinhos, inclusive utilizando o material pastoral e litúrgico disponibilizado em modalidade on-line no site do próprio Dicastério. Quem visitar ou acompanhar os idosos sozinhos, por exemplo, a Igreja vai conceder uma indulgência plenária para quem o fizer perto do dia 24 de julho.

A ideia da Santa Sé com a celebração do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos é que esta seja uma tradição na prática pastoral comum das comunidades eclesiais. “A atenção para com os avós e idosos, com efeito, não pode ser algo extraordinário, dado que a presença deles não é excepcional, mas um fato consolidado na nossa sociedade”, afirma o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

Preparação na Igreja no Brasil

Na preparação para a data, pastorais e organismos ligados à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizam ações para motivar o envolvimento nas celebrações e iniciativas. Lives com partilhas de experiências, vídeos com testemunhos, sugestões de ações com os idosos são algumas das ações planejadas. O II Dia Mundial dos Avós e dos Idosos é iluminado neste ano pelo tema “Dão fruto mesmo na velhice” (Sl 92, 15). Confira a mensagem do Papa Francisco para a ocasião.

“Deste modo o Dia Mundial dos Avós e Idosos é uma oportunidade para dizer mais uma vez, com alegria, que a Igreja quer fazer festa juntamente com aqueles que o Senhor – como diz a Bíblia – «saciou com longos dias» (Sal 91, 16). Celebremo-la juntos! Convido-vos a anunciar este Dia nas vossas paróquias e comunidades, a visitar os idosos mais abandonados, em casa ou nas residências onde estão hospedados. Procuremos que ninguém viva este dia na solidão”. Trecho da Mensagem do Papa Francisco

Pastoral da Pessoa Idosa

Conheça as sugestões da Pastoral da Pessoa Idosa  para celebrar o II Dia Mundial dos Avós e Idosos. Conheça também o trabalho da Pastoral que organiza uma rede no Brasil de visitas e cuidados às pessoas idosas no site da organização: www.ppi.org.br

Lives

Entre os dias 18 e 22 de julho, serão transmitidas três lives – nos canais da CNBB, da Pastoral da Pessoa Idosa (PPI) e da Pastoral Familiar no Youtube – dedicadas a partilhas de experiências e de reflexões. Todas a partir das 20h.

No dia 18, a PPI comanda a live sobre “A importância dos Avós e das Pessoas Idosas para a Igreja e para a sociedade, com a participação do bispo de Patos (PB), dom Eraldo Bispo da Silva, e da especialista em envelhecimento doutora Aurea Barroso.

Terça-feira, dia 19 de julhoa live será conduzida pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM). O secretário nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé, padre Genilson Sousa, vai partilhar a experiência dos “Idosos e Enfermos Missionários”.

Já no dia 22 de julho, as partilhas serão sobre “A importância da troca de experiência entre as gerações”. Nesta live, estarão presentes agentes das pastorais Carcerária, Catequética, Familiar e Juvenil.

Esses encontros virtuais serão ainda oportunidade de incentivar as pessoas a realizarem as três ações propostas pela Pastoral da Pessoa Idosa para a data: a vista às pessoas idosas com a leitura da mensagem elaborada pelo Papa Francisco; a visita dos jovens e adolescentes aos seus avós; e a celebração de missas com a intenção da data em cada comunidade.

Para saber mais sobre a programação no Brasil:
Acesse: www.vidaefamilia.org.br
Acesse: www.ppi.org.br

Papa faz apelo pela conversão ecológica. Leia a matéria publicada no site Vatican News: Estamos chegando a um ponto de ruptura, por isso é
Papa faz apelo pela conversão ecológica. Leia a matéria publicada no site Vatican News:
Estamos chegando a um ponto de ruptura, por isso é necessária uma conversão ecológica individual e comunitária. Em vista do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, em 1º de setembro, Francisco renova seu apelo à consciência dos fiéis e à comunidade internacional, apostando em dois eventos programados para o segundo semestre: a COP 27 sobre o clima e a COP15 sobre a biodiversidade.

Foi divulgada esta quinta-feira a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, no dia 1º de setembro.

Este Dia inaugura o “Tempo da Criação”, que vai até 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis – uma iniciativa ecumênica inspirada pelo Patriarcado de Constantinopla que une os cristãos em torno da necessidade de uma conversão ecológica.

O tema deste ano é “Escuta a voz da criação”. Esta voz, lamenta o Papa na mensagem, se tornou um “grito amargo”, ou melhor, um coro de gritos em decorrência dos maus-tratos humanos: grita a Mãe Terra, gritam as criaturas, gritam os mais pobres e, entre eles, os povos indígenas, e grita a futura geração. Esses clamores provocados pelos nossos excessos consumistas, à mercê de um antropocentrismo despótico, que provocam, por sua vez, as mudanças climáticas.

Diante deste quadro, é preciso limitar o colapso dos ecossistemas e há uma única opção segundo Francisco: arrependimento e mudança dos estilos de vida e dos modelos de consumo e produção. Não só em âmbito individual, mas também comunitário. Esta catástrofe ecológica, afirma o Pontífice merece a mesma atenção que outros desafios globais, como as graves crises sanitárias e os conflitos bélicos.

Um pedido, “em nome de Deus”

Por isso, o Papa cita dois eventos de fundamental importância promovidos pelas Nações Unidas: a COP27 sobre o clima, programada para o mês de novembro no Egito, e a COP15 sobre a biodiversidade, que se realizará em dezembro no Canadá.

Francisco recorda a adesão da Santa Sé ao Acordo de Paris, que prevê limitar o aumento da temperatura a 1,5°C e para reduzir a zero, com a maior urgência possível, as emissões globais dos gases de efeito estufa. A finalidade é caminhar rumo à direção mais respeitadora da criação e do progresso humano integral de todos os povos presentes e futuros, um progresso fundado na responsabilidade, na prudência/precaução, na solidariedade e atenção aos pobres e às gerações futuras.

“Na base de tudo, deve estar a aliança entre o ser humano e o meio ambiente que, para nós fiéis, é espelho do amor criador de Deus.”

Eis então o apelo do Papa:

“Repito: Quero pedir, em nome de Deus, às grandes empresas extrativas – mineiras, petrolíferas, florestais, imobiliárias, agro-alimentares – que deixem de destruir florestas, zonas húmidas e montanhas, que deixem de poluir rios e mares, que deixem de intoxicar as pessoas e os alimentos.”

Dívida ecológica

Neste processo de conversão, aponta Francisco, não se pode negligenciar as exigências da justiça, especialmente para com os trabalhadores mais afetados pelo impacto das mudanças climáticas.

Neste sentido, escreve ainda o Papa, “é impossível não reconhecer a existência duma ‘dívida ecológica’ das nações economicamente mais ricas, que poluíram mais nos últimos dois séculos”. Por outro lado, os países menos ricos não estão isentos de suas responsabilidades. “É necessário agirem todos, com decisão. Estamos a chegar a um ponto de ruptura.”

A mensagem conclui-se com um convite de Francisco, para que neste “Tempo da Criação” as cúpulas COP27 e COP15 possam unir a família humana. “Choremos com o grito amargo da criação, escutemo-lo e respondamos com os fatos para que nós e as gerações futuras possamos ainda alegrar-nos com o canto doce de vida e de esperança das criaturas.”

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil oferece um curso sobre Fake News, Religião e Política. o curso é gratuito e online. Leia

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil oferece um curso sobre Fake News, Religião e Política. o curso é gratuito e online. Leia abaixo sobre a programação e como se inscrever conforme publicado no site da CNBB.

Estão abertas as inscrições ao curso on-line Fake News, Religião e Política. A formação, a ser realizada de 8 a 12 de agosto, das 19h30 às 21h30, é oferecida pela Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, a Assessoria de Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Pastoral da Comunicação (Pascom-Brasil), em parceria com os Jovens Conectados, com a Bereia – Informação e Checagem de Notícias e com a PUC Minas, por meios de seus núcleos Anima, Núcleo de Estudos Sociopolíticos (Nesp) e Núcleo de Estudos em Comunicação e Teologia (Nect).

A formação, gratuita, vai oferecer 300 vagas e será realizada pela plataforma Zoom com certificação pelo NESP da PUC Minas. As primeiras 300 pessoas que se inscreverem terão a participação garantida.

Tendo em vista o aumento substancial da disseminação de notícias falsas, o objetivo do curso é “oferecer uma formação aos agentes da Pascom, de outras pastorais, movimentos e organismos da Igreja para que desenvolvam a habilidade de checagem de notícias, exerçam a atitude cristã de propagação da verdade e formem uma rede de checadores de notícias no âmbito eclesial.

Compromisso com a verdade é uma exigência cristã

O bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, considera que “estamos assustados com diversas situações de nosso tempo, presentes no mundo e, é claro, também no Brasil. Dentre elas, a disseminação de notícias falsas, as chamadas fake news”. Segundo dom Joel, trata-se de um fenômeno assustador, que, visando a fragilização das pessoas e da sociedade, deve ser identificado, compreendido e rejeitado com toda veemência.

Para o secretário geral da CNBB, o compromisso com a verdade é uma exigência cristã, sem dúvida. “Diz respeito, entretanto, a todas as pessoas, independentemente da crença que possua, pois, quando abrimos mão da verdade, abrimos igualmente mão de nossa própria condição humana”, defende.

O bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, dom Joaquim Giovani Mol, aponta que há grupos sociais que hoje usam as fake news para produzir a desinformação e construir falsas narrativas sobre a história, sobre os seres humanos e sobre a verdade dos fatos com o objetivo claro de ferir pessoas e, inclusive, desestabilizar a democracia. “Como cristãos, nosso dever é buscar sempre a verdade e a correta informação baseada em dados reais. O nosso dever pastoral é de combater e evitar a disseminação da desinformação e fortalecer o compromisso com a verdade”, disse.

O coordenador da Pascom-Brasil, Marcus Tullius, informa que o desejo é avançar para o fortalecimento de uma rede de agentes pastorais católicos capacitados para checar e lidar com esse fenômeno complexo das fake news. “Os parceiros na realização desta iniciativa abraçaram a causa, pois estamos convencidos de que é necessário combater a desinformação e isso se faz com pessoas bem preparadas. É uma tarefa bem árdua, mas, retomando o Papa Francisco, reafirmamos que é preciso acreditar na força ‘contagiosa’ do bem. É um primeiro passo, mas significativo para o contexto em que vivemos”.

Programação:

8 de agosto – 19h30 às 21h30
Tema: Democracia e desinformação 
Conferencistas:
Democracia e desinformação – Professor emérito da Unb, Venício Lima
Fake news, pós-verdade e desinformação – Professora da PUC Minas, Fernanda Sanglard

9 de agosto 
Tema:  Verdade e religião: compromisso do cristão  (A verdade vos tornará livres” (Jo 8, 32). A paz é a verdadeira notícia. Magistério do Papa Francisco e combate às fake news e experiências de outras religiões no combate às notícias falsas).
Facilitadora:  Professora Magali Cunha, representante da Bereia

10 de agosto
Tema: Métodos de checagem (Critérios de seleção: o que é possível checar; Metodologia: o passo a passo do fact-checking; e a busca de referências para a verificação; Classificação de veracidade)
Facilitador: Professor Melillo Diniz, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral

11 de agosto
Tema: Ferramentas e técnicas de checagem (Procedimentos: ferramentas de busca, planilhas e Lei de Acesso à Informação; Classificação: o que há entre o verdadeiro e o falso; e a Formatação: como embalar o conteúdo)
Facilitadores: Juliana Dias e Marcos Lessa, da Bereia

12 de agosto
Tema: Propostas para combate à desinformação (Ecossistema da desinformação. Literacia – letramento digital e competência midiática crítica; Dinâmica das mídias sociais: lógica dos algoritmos, bolhas e engenharias digitais; Ferramentas de checagem. Contexto sociopolítico – complexidade da questão e impactos mundiais recentes; e Infodemia; Checklist de combate às notícias falsas).
Facilitador: Vinícius Borges, Núcleo de Estudos em Comunicação e Teologia (Nect)

Faça a sua inscrição aqui. 

Há dois anos o Papa instituiu no calendário católico o Dia dos avós e dos idosos. Leia abaixo o pedido do Papa para as

Há dois anos o Papa instituiu no calendário católico o Dia dos avós e dos idosos. Leia abaixo o pedido do Papa para as celebrações deste ano na matéria publicada no site do Vaticano:

O Dia Mundial dos Avós e dos Idosos será celebrado no mundo inteiro em 24 de julho. Todas as dioceses, paróquias e comunidades eclesiais são chamadas a celebrar a data cujo tema, indicado pelo Papa Francisco, é “Dão fruto mesmo na velhice” (Sl 92, 15). Desta forma, como sugere na mensagem preparada para a ocasião, o Pontífice deseja oferecer aos idosos um projeto existencial: ser “artífices da revolução da ternura”. No dia 24, às 10h na Itália (5h no Horário de Brasília), o Papa delegou o cardeal Angelo De Donatis para presidir a celebração eucarística na Basílica de São Pedro, mas todas as dioceses do mundo são convidadas a celebrar a data com uma liturgia dedicada aos idosos.

O convite para visitar idosos sozinhos

Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida dá indicações de como participar do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos: celebrando uma missa ou visitando os idosos que vivem sozinhos, inclusive utilizando o material pastoral e litúrgico disponibilizado em modalidade on-line no site do próprio Dicastério. Quem visitar ou acompanhar os idosos sozinhos, por exemplo, a Igreja vai conceder uma indulgência plenária para quem o fizer perto do dia 24 de julho. Segundo o Papa Francisco:

“A visita aos idosos abandonados é uma obra de misericórdia do nosso tempo.”

Por ocasião da data comemorativa, o cardeal De Donatis escreveu aos párocos da diocese e a todas as pessoas de idade avançada que moram em Roma. Durante o período de verão europeu, disse ele, muitas atividades são paralisadas e muitos idosos não saem de férias, mas permanecem na cidade “e às vezes se sentem ainda mais abandonados”. O convite do cardeal é justamente “pensar num momento simples e significativo para os idosos”. No ano passado, por exemplo, lembrou ele, algumas paróquias locais propuseram uma missa campal à noite, com a bênção dos idosos, seguida de animação musical e jantar:

“Exorto vocês a visitar os idosos em casa ou nas casas de repouso. Esses simples gestos de atenção, realizados com amor e caridade pastoral, dão coragem e luz a tantas pessoas sozinhas.”

Já o cardeal Kevin Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, observou que, “com o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, o Santo Padre nos convida a tomar consciência da importância dos idosos na vida da sociedade e das nossas comunidades e a fazê-lo, não de modo pontual, mas estrutural”. De fato, em 2021, o Papa Francisco estabeleceu que o Dia Mundial seria celebrado todos os anos, no quarto domingo de julho, em proximidade da festa de São Joaquim e Sant’Ana, avós de Jesus.

Neste ano, que cai em 24 de julho, também inicia a viagem apostólica ao Canadá, durante a qual está prevista uma visita ao Santuário de Sant’Ana e um encontro com jovens e idosos numa escola primária de Iqaluit. O cuidado dos idosos e o diálogo entre eles e as novas gerações é uma preocupação constante do Pontífice que dedicou boa parte da Audiência Geral das quartas-feiras deste ano a catequeses sobre a velhice. Além disso, a intenção de oração que Francisco confiou a toda a Igreja através da Rede Mundial de Oração do Papa para este mês de julho é também pelos idosos.

Suspensa nos últimos dois anos por conta da pandemia da covid-19, a Missão Jovem na Amazonia, na versão 2022, já está acontecendo. Leia a

Suspensa nos últimos dois anos por conta da pandemia da covid-19, a Missão Jovem na Amazonia, na versão 2022, já está acontecendo. Leia a matéria publicada no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil:

O bispo de Valença (RJ), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Nelson Francelino Ferreira, acolheu a juventude do Brasil na prelazia do Alto Xingu-Tucumã, no Pará, onde dezenas de jovens de todo o país participam até  25 de julho da Missão Jovem na Amazônia 2022.

O projeto é promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB com apoio da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) e teve início na última sexta-feira (15). Iniciada em 2014, como fruto da Jornada Mundial da Juventude de 2013, a ação está em sua quinta edição. A última edição da Missão Jovem foi realizada em 2019 na região do Bico do Papagaio, na diocese de Tocantinópolis (TO).

“A Juventude não pode ser marcada por uma passividade, mas sim, pelo esforço tenaz a fim de alcançar as metas importantes, não fechando os olhos para as dificuldades, mas rejeitando toda e qualquer forma de mediocridade. A evangelização juvenil é um compromisso de solidariedade com todos, sobretudo com os mais frágeis”, destaca dom Nelson em carta aos jovens.

Leia a íntegra da carta:

Que alegria ver, após a interrupção das programações missionárias nesses dois anos de Pandemia, os nossos jovens mobilizados a construir, em atenção aos apelos do Santo Padre, o Papa Francisco, a Igreja juvenil em saída, inspirados na atitude do Bom Samaritano, ou seja numa atitude de compaixão e misericórdia, sem moralismos exacerbados…

Os jovens estão chegando, literalmente, “do Sul e do Norte, do leste oeste e de todo lugar”, trazendo consigo a pluralidade do nosso Brasil, com a clara constatação de que a libertação que suas vozes e atitudes proclamam não pode ser limitada à simples e restrita dimensão econômica, política, social e cultural; mas deve ter em vista, o homem todo, com todas as suas dimensões, incluindo o seu projeto de vida e a sua abertura para o absoluto. Isso exige de cada jovem evangelizador uma atenção prioritária ao seu testemunho, antes de expor seu discurso. O Papa Paulo VI, na Exortação “Evangeli Nunciandi“, dizia: “O homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres”.

O missionário jovem sendo portador de tantas fragilidades, sabe também, que nunca será possível haver evangelização fecunda sem a ação do Espírito Santo. Realmente, não foi senão depois da vinda do Espírito Santo, no dia do Pentecostes, que os apóstolos partiram para todas as partes do mundo a fim de começarem a grande obra da evangelização da Igreja; As técnicas da evangelização são boas, bem como, as retóricas… Porém, nunca conseguiriam substituir a experiência mística-orante. A ação discreta do Espírito Santo, que se apresenta como co-protagonista da ação missionária, gerando e alimentando todo esse dinamismo.

Caríssimos jovens: A Juventude não pode ser marcada por uma passividade, mas sim, pelo esforço tenaz a fim de alcançar as metas importantes, não fechando os olhos para as dificuldades, mas rejeitando toda e qualquer forma de mediocridade. A evangelização juvenil é um compromisso de solidariedade com todos, sobretudo com os mais frágeis. “A Igreja conta com vocês, que são generosos e capazes de melhores impulsos e de sacrifícios mais nobres” (Papa Francisco).

Que, sob a intercessão da Virgem de Nazaré, Deus abençoe mais essa missão, na edição 2022 na prelazia de Xingu-Tucumã (PA)

Acompanhe a cobertura, ao vivo, no Instagram da Pastoral Juvenil do Brasil: @jconectados

30 de julho é Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Laia abaixo a proposta da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

30 de julho é Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Laia abaixo a proposta da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil para esta data. A Notícia está publicada no site da CNBB:

A data de 30 de julho foi instituída, em 2013, pela na Assembleia Geral da Nações Unidas, como Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.  O objetivo da Resolução A/RES/68/192, da ONU, ao estabelecer um marco para o dia foi “criar maior consciência da situação das vítimas do tráfico de seres humanos e promover e proteger seus direitos”.

Tráfico de pessoas, segundo o Protocolo de Palermo, “significa o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso da força ou a outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de exploração. A exploração incluirá, no mínimo, a exploração da prostituição de outrem ou outras formas de exploração sexual, o trabalho ou serviços forçados, escravatura ou práticas similares à escravatura, a servidão ou a remoção de órgãos.”

Segundo estimativas globais da ONU, cerca de 2 milhões de pessoas são vítimas do tráfico humano a cada ano, sendo os alvos preferenciais dos traficantes as pessoas vulneráveis. De acordo com relatório Global Report on Trafficking in Persons, do Escritório das Nações Unidas Contra a Droga e o Crime (UNODC), mulheres são as mais afetadas: em 2018, para cada 10 vítimas detectadas globalmente, cinco eram mulheres adultas e duas eram meninas. Migrantes, em especial aqueles que não têm permissão para trabalhar ou permanecer no país de exploração, constituem grupo particularmente vulnerável e são parcela significativa das vítimas encontradas globalmente. Estudos recentes apontam também para a vulnerabilidade de crianças e jovens LGBTQI+ ao tráfico de pessoas para trabalho forçado e exploração sexual.

Tráfico humano no Brasil

O bispo auxiliar de Porto Alegre (RS) e membro Comissão Episcopal Pastoral Especial para o  Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEPEETH) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Adilson Pedro Busin, em vídeo, afirma que o tráfico humano parece estar longe da realidade brasileira mas está presente na realidade do país manifestado no trabalho escravo, na mendicância, no tráfico para a exploração sexual e de órgãos.

Ele reforça que o papel da Igreja, em resposta ao pedido do Papa Francisco, é trabalhar no alerta, na conscientização e no enfrentamento ao tráfico, considerado com uma chaga pelo Santo Padre.

Ações na Igreja no Brasil

Para marcar esta data, a Igreja no Brasil, aliada com parceiros e organizações, têm realizado a prevenção com capacitações das redes de enfrentamento pelo país. Para este mês, a Comissão para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB produziu um cartaz para marcar o dia.

Dom Adilson Pedro Busin convida as comunidades para ficarem atentas às TVs católicas e redes sociais e a se somarem nesta corrente de enfrentamento ao tráfico. A ideia é que as comunidades, paróquias e organizações imprimam o cartaz e o fixem em seus murais.

Além do cartaz lembrar a data, os representantes da Comissão convidam às comunidades a organizarem um momento de reflexão no dia 30 de julho, Dia mundial de enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. O cartaz está disponível em formato PDF nos tamanhos A3 e A4. Divulgue o cartaz, convide sua comunidade, organização e amigos para refletir sobre o enfrentamento ao tráfico de pessoas.

Faça download do cartaz no link abaixo:
Cartazes do Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas

 

O Papa Francisco nomeou na manhã de hoje três mulheres para o Dicastério para os Bispos. Leia a notícia publicada no site do Vaticano.
O Papa Francisco nomeou na manhã de hoje três mulheres para o Dicastério para os Bispos. Leia a notícia publicada no site do Vaticano.
“Estou aberto para que seja dada a oportunidade”, havia antecipado o Papa Francisco na entrevista à Phil Pullella, da Agência Reuters, ao dizer que seriam nomeadas duas mulheres para o Dicastério para os Bispos.

Não duas, como havia anunciado na entrevista à Agência Reuters, mas três. Nesta quarta-feira, 13, entre os novos membros para o Dicastério para os bispos nomeados pelo Santo Padre, estão as Irmãs Raffaella Petrini F.S.E., secretária geral do Governorato do Estado da Cidade do Vaticano, e Yvonne Reungoat, F.M.A., ex superiora geral das Filhas de Maria Auxiliadora; além da doutora Maria Lia Zervino, presidente da União Mundial das Organizações de Mulheres Católicas.

Na entrevista à Reuters, em que havia antecipado que nomearia duas mulheres para o Dicastério para os Bispos, o Papa também anunciou que vislumbrava no futuro a possibilidade da nomeação de leigos à frente de Dicastérios como Leigos, Família e Vida, para a Cultura e para a Educação, “ou a Biblioteca, que é quase um dicastério”.

Francisco recordou ainda ao jornalista que em 2021, pela primeira vez, havia sido nomeada uma mulher para o cargo número dois do Governatorato da Cidade do Vaticano, a Irmã Raffaella Petrini, hoje membro do Dicastério para os Bispos. Mas também a Irmã Nathalie Becquart, religiosa francesa das Irmãs Missionárias Xavierianas, subsecretária do Sínodo dos Bispos, e irmã Alessandra Smerilli, das Filhas de Maria Auxiliadora, número dois do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. Enquanto no Dicastério para os religiosos é subsecretária a irmã Carmen Ros Norten.

Entre as mulheres leigas que já ocupam cargos de alto nível no Vaticano, além da Irmã  Petrini,  estão Barbara Jatta, a primeira diretora dos Museus Vaticanos, Linda Ghisoni e Gabriella Gambino, ambas subsecretárias no Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida; a professora Emilce Cuda, secretária da Pontifícia Comissão para a América Latina, Nataša Govekar, diretora da Direção teológica-pastoral do Dicastério para a Comunicação, e Cristiane Murray, vice-diretora da Sala de Imprensa da Santa Sé. E em janeiro de 2020, uma mulher foi nomeada pela primeira vez subsecretária da Seção da Secretaria de Estado para as Relações com os Estados e as organizações internacionais, Francesca di Giovanni, responsável pelo setor multilateral. Todas foram nomeadas pelo atual Pontífice.

Cardeal José Tolentino de Mendonça

Os outros membros nomeados são: Anders Arborelius, O.C.D., bispo de Estocolmo (Suécia); José F. Advincula, arcebispo de Manila (Filipinas); José Tolentino de Mendonça, arquivista e bibliotecário da Santa Igreja Romana; Mario Grech, secretário geral do Sínodo dos Bispos; os bispos cuja nomeação como cardeal foi anunciada recentemente: Arthur Roche, prefeito do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos; Lazzaro You Heung-sik, prefeito do Dicastério para o Clero; Jean-Marc Aveline, arcebispo de Marselha (França); Oscar Cantoni, bispo de Como (Itália);  Dom Dražen Kutleša, arcebispo de Split-Makarska (Croácia), e Dom Paul Desmond Tighe, secretário do antigo Pontifício Conselho para a Cultura; padre Dom Donato Ogliari, O.S.B., abade da Abadia de São Paulo fora-dos-muros e administrador apostólico da Abadia Territorial de Montecassino (Itália).

Acontece hoje, 13 de julho de 2022 e amanhã em Roma a Conferência sobre o tema Resiliência de Pessoas e Ecossistemas sob Estresse Climático.
Acontece hoje, 13 de julho de 2022 e amanhã em Roma a Conferência sobre o tema Resiliência de Pessoas e Ecossistemas sob Estresse Climático. Leia a mensagem do Papa aos participantes na matéria publicada no site do Vaticano:
Mensagem do Pontífice aos participantes da Conferência “Resiliência de Pessoas e Ecossistemas sob Estresse Climático”, organizada no Vaticano pela Pontifícia Academia das Ciências para analisar o impacto das mudanças climáticas e buscar soluções práticas que possam ser implementadas com o objetivo de aumentar a resiliência das pessoas e dos ecossistemas.

Que tipo de mundo queremos para nós mesmos e para aqueles que virão depois de nós? Esta é a pergunta crucial que acompanha a mensagem do Papa Francisco feita aos participantes da Conferência organizada pela Pontifícia Academia das Ciências, programada no Vaticano nos dias 13 e 14 de julho, focada no tema “Resiliência de Pessoas e Ecossistemas sob Estresse Climático”. No documento, o Pontífice ressalta que “o fenômeno das mudanças climáticas se tornou uma emergência que não permanece mais à margem da sociedade” e assumiu um papel central afetando a família humana, “especialmente os pobres e aqueles que vivem nas periferias econômicas do mundo”.

Reduzir as emissões

Na mensagem, o Papa lembra que hoje enfrentamos dois desafios: o de “diminuir os riscos climáticos reduzindo as emissões” e o de ajudar as pessoas a “se adaptarem às mudanças climáticas”. Depois de recordar alguns ensinamentos bíblicos, Francisco enfatiza que o cuidado de nossa Casa comum, independentemente das considerações sobre os efeitos das mudanças climáticas, “não é simplesmente um esforço utilitário, mas uma obrigação moral para todos os homens e mulheres como filhos de Deus”. Esses desafios exigem que pensemos numa abordagem multidimensional para proteger tanto os indivíduos quanto nosso planeta.

O caminho da conversão ecológica

Francisco indica, em particular, uma estrada para cuidar da Casa comum: a da “conversão ecológica” que requer uma mudança de mentalidade e um compromisso de trabalhar pela resiliência das pessoas e dos ecossistemas. Esta conversão requer, acima de tudo, um sentimento de “gratidão” pelo amor e generoso dom da criação de Deus. Também requer reconhecer que estamos unidos “numa comunhão universal” entre nós e com o resto das criaturas do mundo. E também implica uma exigência: a de “enfrentar problemas ambientais não como indivíduos isolados, mas em solidariedade como comunidade”.

Que as nações mais desenvolvidas deem o exemplo

Encontrar soluções concretas para os problemas atuais requer “esforços corajosos, cooperativos e prospectivos entre líderes religiosos, políticos, sociais e culturais nos âmbitos local, nacional e internacional”. O Papa pensa, em particular, no papel que “as nações economicamente favorecidas podem desempenhar na redução de suas emissões” e na prestação de assistência financeira e tecnológica, para que as áreas menos prósperas do mundo possam seguir seu exemplo. Na mensagem Francisco também ressalta que é fundamental “o acesso à energia limpa e à água potável, apoio aos agricultores de todo o mundo, para que passem para uma agricultura resiliente”. Também é crucial o compromisso com “percursos de desenvolvimento sustentáveis e estilos de vida sóbrios” voltados para a preservação dos recursos naturais do mundo e para os cuidados de saúde dos mais pobres e vulneráveis.

Tudo está conectado

O Pontífice expressa então duas preocupações: “a perda da biodiversidade e numerosas guerras em andamento em várias regiões do mundo”, que implicam consequências prejudiciais para a sobrevivência e o bem-estar do ser humano, incluindo problemas de segurança alimentar e poluição crescente. Essas crises, aliadas à do clima, mostram que “tudo está conectado” e que promover o bem comum é “essencial para uma autêntica conversão ecológica”. O Papa lembra que, por essas razões, aprovou a adesão da Santa Sé à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas e ao Acordo de Paris. Retomando um trecho da Encíclica Laudato si’, Francisco escreve: “Enquanto a humanidade do período pós-industrial talvez seja lembrada como uma das mais irresponsáveis da história, espera-se que a humanidade do início do século XXI possa ser lembrada por ter assumido generosamente suas responsabilidades”.