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“Desde o início da composição da equipe eu já tinha considerado este trabalho como de grande responsabilidade. Nós tínhamos um desafio mas também uma

“Desde o início da composição da equipe eu já tinha considerado este trabalho como de grande responsabilidade. Nós tínhamos um desafio mas também uma grande responsabilidade de acolher a voz de todo Brasil, de produzir uma síntese que de fato comunicasse o que as pessoas falaram na fase diocesana. Nesta semana que estivemos reunidos presencialmente essa sensação da responsabilidade se intensificou. Nós ouvimos muitos desafios, muitas opiniões diferentes e é sempre muito difícil colocar no papel isto tudo pensado que a voz da pessoa que participou da escuta diocesana chegará na Secretária Geral do Sínodo lá em Roma. Vejo primeiro como uma grande responsabilidade mas também como uma grande honra. Porque este ponto que eu analisei fala exatamente sobre as pessoas que querem ter voz. E  nosso papel, enquanto equipe nacional, é dar voz à estas pessoas”.

O relato acima é parte da entrevista que a leiga, assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e membro da Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil, Mariana Aparecida Venâncio, após o trabalho da Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil, que se encontrou na sede da CNBB, de 8 a 12 de agosto, com a tarefa de realizar a síntese das contribuições enviadas da fase de escuta realizada pelas Igrejas Particulares.

De acordo com ela, os relatórios revelaram uma grande profundidade de reflexão. “As respostas não foram generalizadas no sentido de dizer que os leigos não têm voz mas no sentido de mostrar que os leigos desejam ser uma voz mais ativa. De modo geral, os leigos e leigas consideram que há espaço dentro da estrutura eclesial para que eles se pronunciem e se expressem. Mas eles têm o desejo que sua voz seja mais levada em consideração nas tomadas de decisões. O grande problema que percebemos pelas sínteses recebidas é a sensação que as pessoas têm de poderem falar mas que as falas caiam no vazio e não sejam consideradas nas decisões”, disse.

O desejo das pessoas, segundo os relatos das dioceses, é o de sentir que nas decisões finais sua voz tenha sido ouvida e considerada, mesmo que as opiniões e decisões finais sejam diferentes de sua opinião.

Os conselhos eclesiais, de acordo com a assessora da Comissão Bíblico-Catequética da CNBB, foram apontados como instrumentos considerados como lugar de liberdade de expressão. “Achamos muito interessante isto, porque o assunto dos conselhos apareceu como transversal em vários dos aspectos perguntados e eles são entendidos como lugar de liberdade de expressão. Mas ainda no movimento de serem aperfeiçoados para que esta expressão não seja uma fala escutada mas, de fato, levada em consideração”, ponderou.

A Igreja no Brasil e a comunicação

Sobre o aspecto da comunicação, Mariana afirmou que os relatórios apontam, de um modo geral, que a Igreja se pronuncia na sociedade, entendem que ela ainda tem uma voz muito respeitada mas que esta voz precisa ser amadurecida principalmente pela capacitação dos leigos e leigas para se inserirem na sociedade e falarem de forma coerente com a Igreja.

“Um grande desafio apontado nesta linha foi o da formação para que as pessoas se insiram nos diferentes campos da sociedade, como a política e também nas redes sociais. As sínteses indicaram a presença mas a falta de formação para o uso destes meios. É interessante a avaliação de que a Igreja tem voz mas que precisa ser aperfeiçoada e potencializada”, disse.

As experiências de comunicação relatadas, especialmente a partir do início da pandemia, são vistas como muito positivas, tempo no qual muitas paróquias e dioceses criaram seus próprios meios de comunicação. De uma maneira geral, conforme informou a representante da Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil, aparece nos relatos que a Igreja tem uma relação muito positiva com os meios de comunicação, especialmente com os católicos mas uma relação crescente ainda com os não católicos.

“Foi visto de forma muito enfática a questão da inserção particular, paróquias e dioceses que criaram seus próprios meios, mas também se vê com muita maturidade a necessidade de ampliação, de formação e capacitação para que esses meios sejam usados em toda a sua potencialidade para a evangelização, não para autopromoção e para disseminação de discursos de ódio. Falou-se muito também da necessidade de capacitação sobre as fake news para que as pessoas saibam identificar e não passem para frente, o que seria um contratestemunho cristão”, concluiu.

Veja a entrevista na íntegra: https://youtu.be/mMEXPYa1Tp8?list=PLD-bgXwLtAG3BCtOFK_NK8JGMfL8i37pJ

 Entrevistas sobre a síntese das escutas das Igrejas Particulares

 A Assessoria de Comunicação da CNBB produziu uma série de entrevistas com os membros da Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil que estão sendo publicadas no portal e no canal do yotube da entidade. O documento com a síntese final, de 10 páginas, será apresentado ao episcopado brasileiro na 59ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, como parte do processo indicado pela Secretaria Geral do Sínodo 2023, antes de ser enviado à etapa continental.

A escuta do Papa Francisco foi destaque na síntese brasileira do Sínodo. Leia abaixo a matéria publicada no site da CNBB, Conferência Nacional dos

A escuta do Papa Francisco foi destaque na síntese brasileira do Sínodo. Leia abaixo a matéria publicada no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil:

O atual bispo de Camaçari, na Bahia, dom Dirceu de Oliveira Medeiros, membro da Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil, somou-se durante a semana, de 8 a 12 de agosto, ao trabalho de realizar a síntese das 251 contribuições enviadas da fase de escuta realizada pelas Igrejas Particulares e grupos da Igreja no Brasil. A ele, especificamente, coube a tarefa de sistematizar o tema da participação.

Um dos aspectos que mais se destacou nos relatórios, segundo dom Dirceu, foi o apreço pelo modo com o qual o Papa Francisco exerce autoridade. “A maneira como ele conduz a Igreja com seu esforço de escutar as massas, em promover a sinodalidade é algo que foi muito destacado como um ponto muito positivo e que pode e deve ser uma referência para a Igreja inteira”, disse dom Dirceu.

Dom Dirceu apontou ainda que as comunidades veem como desafio e ao mesmo tempo como algo muito positivo o fortalecimento dos conselhos nos diversos níveis, sejam eles de natureza administrativa, de natureza pastoral. “O fomento dessas instâncias no exercício da colegialidade também proporciona esse caminhar juntos e essa sinodalidade que é o novo jeito da Igreja caminhar no terceiro milênio, como aponta o Papa Francisco”, afirmou.

O bispo também salientou que nas contribuições enviadas ouviu-se muito falar em clericalismo. Segundo dom Dirceu os relatórios apontam que não trata-se de um desvirtuamento próprio dos clérigos.

“O clericalismo é uma possibilidade, uma tentação na vida de leigos e leigas que as vezes se fecham em grupos, que as vezes querem o poder para si, autoridade ou então em algumas hipóteses eles legitimam o autoritarismo de alguns padres, bispos, ministros ordenados e aí entra a necessidade de uma verdadeira e sincera conversão”, explicou

Por fim, dom Dirceu afirmou que ter participado da equipe de elaboração da síntese foi uma honra. “Me senti muito honrado, privilegiado de ter participado desse momento que é um momento fecundo. Eu dizia para o grupo que nós estamos participando da história eclesial. É um momento fecundo que foi suscitado pelo espírito que está sendo conduzido pelo Papa, pelos bispos, pela Igreja inteira para que nós nos coloquemos na escuta”, disse.

“Eu tenho a intuição de que a sabedoria do Papa é essa: em meio a uma sociedade extremamente polarizada ou mesmo fragmentada, onde cada um quer fazer valer a sua verdade, o Papa nos aponta um único antídoto que é o de nos colocarmos na escuta uns dos outros. Por mais que seja difícil e desafiador esse exercício é o único remédio capaz de curar os males do nosso tempo”.

Entrevistas sobre o processo de escuta

A Assessoria de Comunicação da CNBB produziu uma série de entrevistas com os membros da Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil que estão sendo publicadas no portal e no canal do yotube da entidade. O documento com a síntese final, de 10 páginas, será apresentado ao episcopado brasileiro na 59ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, como parte do processo indicado pela Secretaria Geral do Sínodo 2023, antes de ser enviado à etapa continental.

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, está publicando entrevistas com os membros que participaram da elaboração da síntese brasileira para o Sínodo.

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, está publicando entrevistas com os membros que participaram da elaboração da síntese brasileira para o Sínodo. Confira abaixo na publicação do site da CNBB.

A irmã Teresinha Mendonça Del’Acqua, da arquidiocese de Goiânia (GO), religiosa Franciscana Maria Imaculada, membro da Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil, somou-se durante a semana, de 8 a 12 de agosto, ao trabalho de realizar a síntese das 251 contribuições enviadas da fase de escuta realizada pelas Igrejas Particulares e grupos da Igreja no Brasil.

A religiosa considera uma bênção “imedível” ter participado da consolidação da síntese das escutas do Brasil. “É um penetrar na sacralidade destas comunidades e dioceses. Perceber o pulsar, ora vibrante ora um tanto marcado por dores sociais, econômicas e eclesiais. Temos estes dois movimentos, o de expansão e o de questionamento. Me sinto privilegiada por integrar esta equipe. O nosso desafio foi o de não deixar escapar as ‘pepitas’ preciosas. Estamos colhendo tudo que pode ser inspirador para a Igreja no Brasil e para a Igreja universal”, compartilhou.

Irmã Terezinha disse estar sendo gratificante demais perceber a alegria dos fieis por serem cristãos, missionários, e poderem atuar como agentes de pastoral na Igreja e no mundo. ” Identificamos a participação de cristãos leigos e leigas nos vários grupos, movimentos, comissões eclesiais e as que visam o bem comum, comissões de caráter social e que é baixa ainda a participação em comissões que visam as mudanças político-sociais e nas políticas públicas”, disse.

Pandemia, clericalismo e protagonismo dos leigos

Segundo a irmã Teresinha, os relatórios registraram muitos impactos da pandemia na vivência da fé. “Muitos expressaram sentirem-se desaquecidos na fé por não poderem participar presencialmente das celebrações eucarísticas, dos encontros comunitários e formativos”. Contudo, a religiosa disse que a síntese apontou que, apesar do desânimo e até uma certa acomodação, a Igreja não parou e a participação foi garantida com os meios de comunicação organizados pelas comunidades.

A religiosa disse que os relatórios pontuaram um certo desconhecimento de Jesus Cristo, dos documentos do magistério da Igreja e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. “O desconhecimento dos documentos enfraquece o engajamento e o protagonismo dos cristãos e cristãs como leigos e missionários. Não é porque não querem mas porque não estão conscientes do seu protagonismo como leigos e leigas. Como respostas, sugestões e sinais de esperança, os relatórios apontam a necessidade de investir no aprofundamento da Doutrina Social da Igreja, de investir numa catequese de iniciação, mas também o reforço num processo catequético continuado”, aponta.

Outro elemento que apareceu, como bastante desmotivador da participação dos leigos, é a questão do clericalismo, apontou a religiosa. Do clericalismo dos cleros e também dos leigos, a religiosa disse que os relatórios apontaram que decorre a centralização de fala e das decisões. “Como antidoto contra o clericalismo, as escutas indicaram muitas sugestões. Por exemplo, promover a rotatividade das lideranças, decisões partilhadas em equipe e valorizar mais a participação das mulheres. Apontou-se também a necessidade de um diálogo mais acolhedor com a juventude”, indicou.

Íntegra da entrevista

A Assessoria de Comunicação da CNBB produziu uma série de entrevistas com os membros da Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil que estão sendo publicadas no portal e no canal do yotube da entidade. Abaixo, segue a íntegra da entrevista com a irmã Teresinha Mendonça Del’Acqua. O documento com a síntese final, de 10 páginas, será apresentado ao episcopado brasileiro na 59ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, como parte do processo indicado pela Secretaria Geral do Sínodo 2023, antes de ser enviado à etapa continental.

https://youtu.be/TRAx2xQ-wa8

 

 

O site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou sugestões de cantos para a solenidade da Assunção de Nossa Senhora preparadas pela

O site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou sugestões de cantos para a solenidade da Assunção de Nossa Senhora preparadas pela Comissão para a Liturgia. Para ouvir os cantos clique no link no final da matéria.

O Setor Música Litúrgica da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou um subsídio com sugestões de músicas para a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Aqui no Brasil, a celebração ocorre no domingo subsequente ao dia 15 de agosto quando este não cai em um domingo, conforme autorização da Santa Sé. Portanto, será no dia 21 de agosto.

Novamente o Setor busca contribuir com as equipes de canto litúrgico na escolha de músicas que contemplem a proposta da Igreja para a celebração da solenidade.

“Nas celebrações próprias dedicadas a Maria o canto de Abertura faz memória de sua
participação no mistério da salvação, por isso exalta as glórias do Filho. Especificamente o Missal Romano, na Missa do Dia da Assunção, traz na Antífona de Abertura um trecho do episódio da mulher do Apocalipse que aparece vestida de sol. Interpretada como figura da Igreja, Maria é a antecipação daquilo que a própria Igreja deseja ser e viver: participar das coisas do alto
“, explica Euri Ferreira, que é membro do Grupo de Reflexão em Música Litúrgica ligado à Comissão.

Quanto ao canto de comunhão o material explica que o canto do Magnificat sempre será em primeiro plano, “valendo para todas as celebrações dedicadas a Maria”. Mas também há a sugestão do Salmo 34(33), “cuja letra relata os feitos do Senhor narrados por uma pessoa que se viu em perigo e foi salva, ou ao seu povo, que foi liberto das garras de quem o oprimia”. Euri Ferreira explica que o salmo em questão “traz forte ligação com  Magnificat, por isso já antecipa e anuncia as ações do Pai, por meio do Filho, que Maria já proclamara em seu canto”.

https://www.cnbb.org.br/sugestoes-de-musica-para-a-solenidade-da-assuncao-de-nossa-senhora/

O Papa Francisco manifestou na audiência de hoje, 10 de agosto, sua solidariedade com as vítimas do incêndio em Cuba e o povo da

O Papa Francisco manifestou na audiência de hoje, 10 de agosto, sua solidariedade com as vítimas do incêndio em Cuba e o povo da Ucrânia. Leia a matéria publicada no site do Vaticano:

O Papa Francisco expressou durante a sua saudação aos fiéis de língua espanhola presentes na Audiência geral sua proximidade aos atingidos pelo incêndio no depósito de combustível em Matanzas, Cuba, que causou a morte de uma pessoa e deixou vários desaparecidos.

“Quero expressar minha proximidade de maneira especial aos atingidos pela tragédia causada pelas explosões e o incêndio na base petrolífera de Matanzas, em Cuba”, disse o pontífice na Sala Paulo VI, no Vaticano.

“Peçamos à nossa mãe, Rainha do Céu, que cuide das vítimas desta tragédia e de suas famílias, e interceda por todos nós perante o Senhor para que saibamos dar testemunho de fé e esperança na vida do mundo que está por vir. Que Deus os abençoe”, concluiu o Papa.

O pontífice, que visitou a ilha em setembro de 2015, lamentou assim um dos piores desastres industriais da história do país, em Matanzas (Cuba ocidental), no qual também há catorze desaparecidos, 125 feridos e 22 hospitalizados.

Francisco, que entrou na sala caminhando sem a necessidade da cadeira de rodas que usa frequentemente por causa de seus problemas de joelhos, na sua saudação aos fiéis de língua espanhola se dirigiu aos fiéis dizendo:

“Chilenos, mexicanos, argentinos… há de todos os tipos”, disse, apontando para os fiéis na Sala Paulo VI suscitando aplausos dos presentes.

No final da audiência geral, o Papa Francisco dirigiu ainda seu “um pensamento ao povo da Ucrânia, que ainda sofre esta guerra cruel”. Pediu ainda que todos rezassem “pelos migrantes que estão chegando continuamente”.

Em português saudou, em particular os peregrinos da Diocese de Leiria-Fátima. “Irmãos e irmãs, o Espírito Santo aumente a nossa fé, para que possamos verdadeiramente crer que o melhor de nossa vida ainda está por vir. Que Deus vos abençoe!”, finalizou.

Leia abaixo como está sendo feita a síntese da escuta sinodal na publicação da CNBB: A Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil se encontra

Leia abaixo como está sendo feita a síntese da escuta sinodal na publicação da CNBB:

A Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil se encontra na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com a tarefa de realizar, entre os dias 8 a 12 de agosto, a síntese das contribuições enviadas da fase de escuta realizada pelas Igrejas Particulares. Até esta segunda-feira, 8 de agosto, chegaram cerca de 200 contribuições das Igrejas Particulares, o que representa 70% das dioceses brasileiras. A equipe tem o trabalho, a partir das orientações da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, de reunir em um único e breve arquivo as contribuições elaboradas por cada Igreja Particular em um documento de apenas 10 páginas.

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, membro da Equipe de Animação do Sínodo 2023 no país, definiu esse momento de síntese como a “escuta das escutas”, um trabalho, segundo ele, muito exigente.

O maior desafio, de acordo com o secretário-geral, é assegurar a fidelidade a tudo que, por meio das falas locais, o Espírito Santo falou à Igreja no Brasil. “Por isso, elaborar esta síntese exige uma atitude reverente, cheia de fé e compromisso”, descreve.

O secretário-executivo do regional Sul 2 da CNBB, padre Valdecir Badzinski, contou que a equipe está admirada com a diversidade de aspectos eclesiais contidos nas sínteses vindas das dioceses. Segundo ele, o material é um relevante raio X das múltiplas realidades do Brasil, onde as experiências se multiplicam a partir de cada realidade eclesial. “Estas sínteses servirão de base propulsora e inspiradora para novos projetos relacionados à Igreja no Brasil, aprimorando a bela e profícua caminhada eclesial já realizada”, afirmou.

Segundo ele, os desafios que acompanham todo o processo sinodal também aparecem nas contribuições enviadas pelas dioceses, como: a questão geográfica, a multiplicidade cultural, a experiência eclesial, o fato do ouvir a todos, o tempo presente, os múltiplos meios de influência, a liberdade de expressão e o clericalismo. “Estes e outros desafios exigem da equipe de síntese aguçadas habilidades para não desconsiderar o que chegou e, ao mesmo tempo, conciliar uns com os outros em vista de uma igreja melhor”, destaca.

Metodologia de trabalho da síntese

De acordo com assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, Mariana Venâncio, a Equipe de Animação do Sínodo 2023 fez um trabalho prévio de preparação para a realização da síntese. Desde o fim de julho, cada um dos 14 integrantes da equipe, ficou responsável por analisar um dos horizontes indicados pelo Documento Preparatório para a escuta diocesana.

“À medida em que as sínteses diocesanas eram enviadas, iam sendo também compartilhadas com toda a equipe para a leitura. Hoje, no nosso primeiro dia presencial de trabalho, alinhamos detalhes como os horários da semana, a metodologia da redação da síntese e a linguagem que vamos adotar, por exemplo. No início desta semana, estamos concluindo essas leituras e preparando uma apresentação geral, que será feita por cada integrante do grupo, a toda equipe”, informou.

Ela explica que essa visão geral tem por objetivo fazer com que todos tenham ciência sobre as contribuições apresentadas, não só sobre o horizonte pelo qual ficou responsável. Assim todo o grupo poderá contribuir sobre os temas e as contribuições que precisam figurar na síntese final. “A partir do meio da semana, pretendemos que cada um já possa ir redigindo a síntese da parte que assumiu para que, até a sexta, possamos fechar o texto todo, fazendo as revisões, correções e adequações necessárias.

Segundo a assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB um dos maiores desafios é elaborar uma síntese que ofereça o panorama da escuta em um Brasil tão diversificado, incluindo a maior parte das contribuições e não apenas privilegiando o discurso da maioria. Ela destaca que o primeiro contato com as contribuições demonstra que elas serão um importante instrumento de estudo e aprofundamento, tanto no campo da pesquisa, quanto no âmbito pastoral, em benefício da caminhada da Igreja no Brasil e, até mesmo, em âmbito universal.

Após a oração do Angelus o Papa Francisco lembro da retomada do funcionamento dos portos na Ucrania e a peregrinação dos jovens  no Caminho
Após a oração do Angelus o Papa Francisco lembro da retomada do funcionamento dos portos na Ucrania e a peregrinação dos jovens  no Caminho de Santiago de Compostela. Leia o que disse o Papa em matéria publicada no site do Vaticano:

Depois da oração do Angelus, neste domingo, 7 de agosto, o Papa Francisco manifestou sua satisfação pela retomada das viagens de navios com grãos dos portos da Ucrânia, principalmente o de Odessa. Estas foram suas palavras:

“Gostaria de saudar a partida dos primeiros navios carregados com grãos dos portos da Ucrânia. Esta etapa mostra que é possível dialogar e alcançar resultados concretos, que beneficiam a todos. Portanto, este evento é também um sinal de esperança, e espero sinceramente que, seguindo este caminho, possamos pôr um fim aos combates e alcançar uma paz justa e duradoura”

Peregrinação Europeia dos Jovens

Em seguida o Papa recordou da Peregrinação dos Jovens Europeus que está sendo realizada no Caminho de Santiago de Compostela de 3 a 7 de agosto. Estão presentes cerca de 12 mil jovens de toda a Europa, particularmente da Espanha, Portugal e Itália. Francisco disse:

“Hoje é o dia culminante da Peregrinação da Juventude Europeia a Santiago de Compostela, adiada do Ano Santo de Compostela do ano passado. Com alegria, abençoo de coração cada um dos jovens que participaram e abençoo também todos os que trabalharam para organizar e acompanhar este evento. Que sua vida seja sempre um caminho: um caminho com Jesus Cristo, um caminho para Deus e para seus irmãos, um caminho no serviço e na alegria!”

O prefeito da Secretaria para a Economia em entrevista à mídia do Vaticano examina o Balanço 2021: 3 milhões de euros de déficit em
O prefeito da Secretaria para a Economia em entrevista à mídia do Vaticano examina o Balanço 2021: 3 milhões de euros de déficit em comparação com os 33 milhões previstos. O tempo dos sacrifícios ainda não acabou. Apesar dos resultados positivos, a Santa Sé se descapitaliza. A matéria foi publicada no site Vatican News:

“Demos muitos passos na direção certa da transparência, da tutela econômica da Santa Sé e da sustentabilidade”: assim comenta o padre Juan Antonio Guerrero Alves, prefeito da Secretaria para a Economia, sobre a publicação do Balanço da Santa Sé 2021. Os resultados – diz ele – são melhores do que se esperava, mas “para o futuro se prevê um período muito incerto” e ainda temos que enfrentar alguns problemas estruturais. Guerrero define um problema eclesial o subfinanciamento da Missão do Papa e olha com satisfação à venda do prédio de Londres “de forma transparente”.

Padre Guerrero, o que há de novo neste Balanço?

A primeira novidade é a mudança de perímetro do Balanço consolidado. Aqui está o Balanço de toda a Santa Sé. Somente o Governatorato e o IOR não estão incluídos.  Isto significa um passo adiante em termos de transparência e visibilidade da situação econômica complexiva da Santa Sé; o caminho percorrido continua e se aprofunda. Em julho de 2021, o Conselho para a Economia introduziu importantes mudanças que fazem com que o Balanço agora espelhe melhor a realidade econômica da Santa Sé. No perímetro anterior, que considerava apenas a Cúria, tínhamos visibilidade de apenas 35% do total. Aumentamos significativamente a dimensão: de 60 entidades no perímetro anterior para 92 no perímetro atual; de um total ativo de 2,2 bilhões de euros em 2020 a 3,9 bilhões de euros em 2021; do passivo de 0,8 bilhões de euros a 2,3; de um patrimônio líquido de1,4 bilhões de euros a 1,6; as receitas passaram de 248 milhões de euros a 1 bilhão e 93 milhões de euros; os custos de 315 milhões de euros a 1 bilhão e 96 milhões de euros; o déficit complexivo foi de 3 milhões de euros.

Como foi o andamento ao longo do último ano?

A primeira boa notícia é que os resultados são melhores do que o esperado. Tanto no novo como no antigo perímetro. No novo perímetro era esperado um déficit de 33,4 milhões de euros, e na realidade foi de 3,3 milhões de euros. O déficit operacional projetado era de 56 milhões de euros e foi de 77,7 (é maior porque no orçamento, por problemas técnicos, não estava incluída a Fundação Casa Sollievo della Sofferenza, que acrescenta um déficit de 30 milhões de euros).  Também neste caso, os bons resultados financeiros mitigaram os resultados operacionais. Se compararmos a conta econômica da Cúria – o antigo perímetro – com o orçamento, com um déficit esperado de 49,6 milhões de euros, resulta ao invés um superávit de 28,8 milhões de euros (78,4 milhões de euros melhor do que o esperado).

A que se deve este superávit da Cúria?

O superávit do antigo perímetro é totalmente devido aos resultados financeiros (44,6 milhões de euros), mas em comparação com o orçamento, as receitas foram de 21,8 milhões de euros superior ao orçado, as despesas e 26,4 milhões de euros inferiores ao orçado e os resultados financeiros de 30,2 milhões de euros melhores do que o previsto. É importante considerar que os resultados financeiros são principalmente não-realizados, ou seja, não-materializados e sujeitos à volatilidade dos mercados financeiros e aos movimentos das taxas de câmbio.

Então, como o senhor avalia os números deste Balanço?

Não estamos procurando superávits, mas a sustentabilidade do serviço da Santa Sé. Um déficit de 3 milhões de euros em um orçamento de 1 bilhão e 100 milhões não é tanto, é praticamente equilibrado, e não parece ser um número que cause preocupação. Mas se fizermos uma análise mais detalhada, há algumas áreas a serem melhoradas. A primeira análise é que existe um déficit operacional de 62 milhões de euros, que os bons resultados financeiros de 2021 mitigaram para deixar um déficit de 3 milhões de euros. Quando os resultados financeiros não são tão bons quanto em 2020, emerge o déficit operacional.

O senhor insistiu muito nos anos anteriores sobre “balanço de missão”. Esta consciência está crescendo?

Creio que cada instituição curial está muito consciente de sua missão de ajudar a Missão do Santo Padre, a realiza com dedicação e, nestes tempos de dificuldade econômica, tenta fazê-lo com austeridade, cuidando do essencial da missão. A Cúria, que é a que consente um confronto melhor com os anos anteriores – o antigo perímetro de balanço consolidado – continua mostrando uma cobertura insuficiente, o que eu definiria como um problema eclesial. A missão do Papa não é suficientemente financiada. Em 2021 a Cúria (excluindo os resultados do Óbolo, que foram incluídos no orçamento) teve um déficit de 10 milhões de euros, 56 milhões de déficit a menos do que teve realmente em 2020, o que é uma boa notícia. É também uma boa notícia que a Cúria fez sacrifícios ao reduzir as despesas, controlando a parte que ela pode controlar melhor, enquanto as entradas ordinárias continuam a cair.

A Cúria recebeu 14 milhões de euros a mais e gastou 42 milhões de euros menos; mas devemos reconhecer, para não nos iludirmos, que o déficit ordinário permaneceu inalterado, as despesas ordinárias diminuíram de 15 milhões de euros, atingindo um novo mínimo este ano, mas isso não é suficiente, também as entradas ordinárias diminuíram em 14 milhões de euros, outro novo mínimo. O déficit de 56 milhões de euros a menos é devido a 33 milhões de euros de melhores resultados financeiros e a 23 milhões de euros de melhores resultados extraordinários em relação ao ano passado. Não há dúvida de que não podemos agir somente sobre as despesas reduzindo-as, chegará um momento em que elas não poderão ser reduzidas ainda mais sem comprometer a missão, por isso também estamos trabalhando em formas de aumentar as entradas. O fato é que a Santa Sé reduz o patrimônio a cada ano para cobrir os serviços curiais.

Por que, com um déficit menor e até mesmo com um superávit de quase 29 milhões de euros na Cúria, o senhor insiste que a Santa Sé se descapitaliza?

Naturalmente, é mais difícil explicar por que, embora tenhamos um déficit de 3 milhões de euros no total das entidades que fazem referência à Santa Sé, ou um superávit de 28,8 milhões de euros na Santa Sé ou na Cúria, Óbolo e outros fundos papais incluídos, na realidade a Santa Sé se descapitaliza em média de 20-25 milhões de euros a cada ano. E nisto é bastante constante. A razão, além do fato de que os resultados financeiros não são realizados, é que muitas doações que recebemos são finalizadas, são para uma coisa e não para outra. Uma grande parte dos ativos alocados a algumas instituições está finalizada e não pode ser dedicada a outra coisa. Ou seja, não podemos compensar as despesas de algumas entidades com as receitas de todas as outras. Há muitos dicastérios que realizam um serviço para o qual não recebem compensação econômica, são simplesmente centros de custos e praticamente não têm receita, seu serviço é sempre realizado com déficits. E tem que ser assim. Não estamos administrando uma empresa, os critérios econômicos desempenham um papel relativo, a economia deve servir, não governar, como insiste o Santo Padre.  Um caso recente interessante é o Tribunal da Rota, que passou do autofinanciamento a ser deficitário, uma vez que o Papa decidiu, justamente, que para evitar que a justiça fosse apenas para aqueles que podem pagar por ela, ele a tornou gratuita. A renda sobre o patrimônio e as contribuições internas não cobrem os custos da missão. É por isso que a ajuda do Óbolo de São Pedro, que financia as obras de caridade e a missão do Papa, e a contribuição das dioceses são fundamentais. As doações a cada ano e o que a Santa Sé pode gerar não conseguem financiar todas as despesas das entidades que não têm renda, e a Santa Sé acaba tendo que sofrer uma erosão de 20-25 milhões em ativos a cada ano.

O novo balanço inclui dois hospitais italianos, em um momento de crise para a saúde católica: como eles estão se saindo?

Sim, a saúde católica também está passando por um momento difícil na Itália. Temos dois hospitais incluídos no balanço consolidado. Um deles é o Bambin Gesù (Hospital Menino Jesus). Com um orçamento maior que o da Cúria, está indo na direção certa e é um hospital economicamente em boa saúde; nos últimos anos tem lidado bem com a crise devido à Covid; o outro, a Casa Sollievo della Sofferenza (Hospital Casa Alívio do Sofrimento), deve enfrentar sua crise econômica e tomar medidas urgentes para não comprometer sua sustentabilidade. As novas entidades incluídas no balanço nos permitiram registrar todos os ativos e passivos e obter um balanço mais realista; ou seja, conseguimos reconhecer todas as obrigações contraídas pela Santa Sé. Temos um mapa melhor dos pontos fortes e fracos.

Outro tema que emerge deste balanço é o do Fundo de pensão e do passivo representado pelas prestações pós-trabalho. Como estão as contas?

As pensões são um problema em quase todos os Estados, e nosso Fundo de pensão não é exceção. Aliás, eu diria que – em sua pequena proporção – as pensões vaticanas são melhores e mais seguras do que em muitos países vizinhos. Esta é uma das questões para as quais se tem chamado a atenção há anos, com maior ou menor alarmismo, para traçar um cenário econômico sombrio no futuro. Incluímos pela primeira vez no balanço o passivo líquido do Fundo de pensão para as prestações pós-trabalho de acordo com a avaliação atuarial de 2019: 631,4 milhões de euros de acordo com o IPSAS 39 (que é a forma correta de avaliá-lo, embora menos favorável).  Esta é a parte que corresponde à Santa Sé de um passivo líquido total de 1 bilhão de euros, que inclui também o pessoal do Vicariato e do Governatorato. Não há dúvida de que não estamos dotando o Fundo de pensão o suficiente para permitir que ele cumpra suas obrigações futuras, ou que estamos prometendo mais do que realmente podemos pagar. A boa notícia é que ainda estamos a tempo para introduzir medidas corretivas e não-traumáticas, mas devemos fazê-lo em breve.

O passivo líquido do Fundo de Assistência de Saúde em 2021 para as prestações pós-trabalho, que de acordo com a avaliação atuarial é de 171,2 milhões de euros em patrimônio líquido, também foi incluído no balanço patrimonial do primeiro ano.

Como pretendem agir?

Quando falamos de passivos, não estamos nos referindo a um déficit atual, mas estamos reconhecendo que assumimos certas obrigações que, avaliadas hoje, talvez não sejamos capazes de lidar em algum momento no futuro com a alocação atual. Ou seja, ou alocamos mais dinheiro para que esta situação futura previsível não ocorra, ou ajustamos as prestações às possibilidades. Ou alocar mais dinheiro ou prometer menos prestações. As duas últimas vezes que a Santa Sé tomou consciência do problema no Fundo de pensão, ela alocou mais dinheiro. Entretanto, este é apenas um paliativo de curto prazo, que não resolve o problema estrutural pelo qual, no longo prazo, as contribuições não serão suficientes para compensar as prestações prometidas.

Quais são suas previsões para o futuro?

Para o futuro nos é prospectado um tempo muito incerto. Não temos muitas variáveis sobre as quais trabalhar enfrentar a crise, não temos política fiscal ou monetária, e não temos controle sobre uma grande parcela das receitas. Além de nossos problemas estruturais, a situação mundial – guerra, inflação, falta de abastecimentos, incerteza financeira, etc. – cria novos desafios e oportunidades para nós. Não podemos dizer que o tempo dos sacrifícios terminou, 2022 será um ano particularmente difícil e o mesmo acontecerá em 2023. Agora temos que lidar com o orçamento para 2023, o que não nos permite estar muito animados, embora a pressão da Covid tenha diminuído.

O que o senhor pode nos dizer sobre a nova Diretoria de Recursos Humanos?

No que diz respeito aos recursos humanos, estamos atualmente dando continuidade ao que fizemos até agora. Temos um plano de trabalho para os próximos anos, o novo diretor tomará posse em setembro, e esperamos que ele possa introduzir melhorias que, no entanto, levarão tempo: melhorar o clima de trabalho onde for necessário, a motivação, o percurso de carreira, a identificação com o serviço que a Cúria presta à Igreja; a nova Constituição Apostólica está cheia de indicações e sugestões sobre o que significa servir à Igreja, a começar pela Cúria Romana. Servir na Cúria não é simplesmente um trabalho, é uma missão. Ainda há muito a ser feito.

Como o senhor avalia os resultados no caminho para a transparência?

Neste tempo, demos muitos passos na direção certa da transparência, da tutela econômica da Santa Sé e da sustentabilidade. Os dicastérios e instituições curiais estão implementando procedimentos e dando passos adiante na direção certa. Publicamos recentemente as contas do Óbolo de São Pedro, o que recebemos e como o utilizamos; iniciamos também o projeto de centralização dos investimentos financeiros solicitados pelo Papa anos atrás, aprovamos uma política de investimentos e foi nomeado um Comitê para os investimentos.  Mas ainda caminhamos lentamente. Foram introduzidos procedimentos para nos proteger; realizamos a venda do prédio de Londres de forma transparente e sem problemas, seguindo os procedimentos corretos; a aprovação dos atos administrativos extraordinários, por sua vez, introduziu um mecanismo de controle que nos convida a seguir os procedimentos; o levantamento do sigilo sobre questões econômicas nos tornou mais transparentes…. Estamos a caminho.