Notícias da Igreja

O prazo para participar do Concurso do cartaz  para a Semana de Oração pela Unidade Cristã está chegando ao fim. Veja abaixo como participar

O prazo para participar do Concurso do cartaz  para a Semana de Oração pela Unidade Cristã está chegando ao fim. Veja abaixo como participar na publicação do site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil:

Termina no próximo dia 22 de fevereiro o prazo para o envio das propostas para o Concurso do Cartaz que ilustrará as peças de divulgação (virtuais e impressas, do CONIC e parceiros) da Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC) 2022, promovida pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), do qual a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) participa representando a Igreja Católica no país.

A SOUC, que será realizada de 29 de maio a 05 de junho, tem como tema: “Vimos o seu astro no oriente e viemos prestar-lhe homenagem”. O evento que ocorre em todo o Brasil e tem por objetivo propor a reflexão e o diálogo sobre a importância da unidade cristã (Jo 17:21).

O concurso convida pessoas de todo o país a enviarem propostas de arte para compor o Cartaz da SOUC. A coordenação estimula que “a proposta de arte se inspire na tradição artística nordestina”.  A arte precisa estar em formato vertical para melhor aplicação nas demais peças gráficas que o CONIC for desenvolver posteriormente. Desenhos na horizontal serão eliminados. A arte deve estar disponível em dois formatos: PNG (imagem sem fundo) e PDF (alta resolução).

Vale lembrar que é de inteira e total responsabilidade do(s) autor(es) ou autora(s) da obra inscrita garantir que tal obra, arte, desenho, não viole direitos autorais de terceiros.

O arquivo com a proposta e a respectiva autorização deverá ser enviado exclusivamente por e-mail para [email protected].

Premiação

A premiação será de R$ 1.000,00 (mil reais) para a arte escolhida.

Prazos

Envio das artes por e-mail: 26/11/2021 a 22/02/2022
Avaliação das artes enviadas: 24/02/2022
Divulgação do(a) ganhador(a): 24/02/2022
Entrega da premiação: 26/02/2022

Clique aqui para acessar o Edital e obter todas as informações necessárias para a participação

Estrela, um convite à unidade

Os subsídios da SOUC 2022 foram elaborados pelo Conselho das Igrejas do Oriente Médio (MECC), que tem sede no Líbano. A estrela, que em algumas traduções bíblicas consta como “astro”, seria uma espécie de chamado à unidade, pois foi a partir da visão da mesma que os magos teriam convergido seus caminhos até o nascedouro de Jesus.

Segundo explicou o Conselho das Igrejas do Oriente Médio, além do chamado à unidade, a SOUC é um “convite para trabalharmos juntos”, de modo que possamos construir um futuro “no qual todos os seres humanos possam experimentar a vida, a paz, a justiça e o amor”.

Na audiência desta quarta-feira o Papa Francisco falou sobre a morte e como pensar nela pode mudar nosso olhar sobre a vida. Leia a
Na audiência desta quarta-feira o Papa Francisco falou sobre a morte e como pensar nela pode mudar nosso olhar sobre a vida. Leia a matéria publicada no site Vatican News:

“São José, padroeiro da boa morte” foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (09/02).

Neste encontro semanal com os fiéis, Francisco “aprofundou a devoção especial que o povo cristão sempre teve por São José como padroeiro da boa morte“. Essa devoção nasceu “do pensamento de que José morreu com a ajuda da Virgem Maria e de Jesus, antes que ele deixasse a casa de Nazaré”. “Não há dados históricos”, ressaltou o Papa, “mas como não se vê mais José na vida publica se pensa que ele morreu em Nazaré com a família e que Maria e Jesus o acompanharam na morte”.

A pandemia de coronavírus colocou a morte em evidência

Amados irmãos e irmãs, talvez algumas pessoas pensem que esta linguagem e este tema sejam apenas uma herança do passado, mas na realidade a nossa relação com a morte nunca se relaciona com o passado, mas sempre com o presente. O Papa emérito Bento XVI disse nesses dias atrás, falando de si mesmo, que ele está diante da porta sombria da morte. É bonito agradecer ao Papa por ter essa lucidez aos 95 anos de dizer que está diante da porta sombria da morte. Um bom conselho ele nos dá! A chamada cultura do “bem-estar” procura remover a realidade da morte, mas de uma forma dramática a pandemia do coronavírus voltou a colocá-la em evidência. Foi triste, morte para todo lado. Muitos irmãos e irmãs perderam entes queridos sem poderem estar ao lado deles, e isto tornou a morte ainda mais difícil de aceitar e de elaborar. Uma enfermeira me disse que estava diante de uma senhora idosa que estava morrendo com Covid e ela disse que queria saudar os seus parentes antes de morrer. A enfermeira corajosa pegou o celular e ligou para os familiares. A ternura daquela despedida!

Segundo Francisco, “procuramos de todas as maneiras banir o pensamento da nossa finitude, iludindo-nos em pensar que podemos retirar o poder da morte e afastar o temor. A fé cristã não é uma forma de exorcizar o medo da morte, pelo contrário, nos ajuda a enfrentá-la. Antes ou depois todos nós passaremos por aquela porta”.

O sudário não tem bolso

A seguir, o Papa disse que “verdadeira luz que ilumina o mistério da morte provém da ressurreição de Cristo. Existe uma certeza, Cristo ressuscitou, Cristo está vivo entre nós e esta luz nos espera atrás daquela porta sombria da morte”.

“Prezados irmãos e irmãs, é apenas através da fé na ressurreição que podemos olhar para o abismo da morte sem nos deixarmos dominar pelo medo. Não só: mas também podemos atribuir à morte um papel positivo. De fato, pensar na morte, iluminada pelo mistério de Cristo, nos ajuda a olhar para a vida com novos olhos”, disse ainda o Papa, acrescentando:

Nunca vi atrás de um carro fúnebre um caminhão de mudanças! Iremos sozinhos, sem nada no bolso do sudário, porque o sudário não tem bolso. Não tem sentido acumular se um dia morreremos. O que precisamos acumular é caridade, a capacidade de partilhar, de não ficar indiferentes às necessidades dos outros. De que serve discutir com um irmão, uma irmã, um amigo, um membro da família, ou um irmão ou irmã na fé, se um dia morreremos? De que adiante ficar bravo, ficar bravo com os outros? Diante da morte, tantas questões são redimensionadas. É bom morrer reconciliado, sem deixar ressentimentos e sem arrependimentos! Todos nós caminhamos em direção àquela porta.

Não podemos evitar a morte

Segundo Francisco, “para nós cristãos permanecem firmes duas considerações. A primeira é que não podemos evitar a morte, e por esta razão, depois de ter feito tudo o que era humanamente possível para curar a pessoa doente, é imoral envolver-se numa obstinação terapêutica”. A segunda consideração diz respeito à qualidade da própria morte, da dor, do sofrimento. “Devemos ser gratos por toda a ajuda que a medicina procura dar, para que através das chamadas “curas paliativas”, cada pessoa que se está a preparar para viver a última parte da sua vida o possa fazer da forma mais humana possível. Contudo, devemos ter o cuidado de não confundir esta ajuda com desvios inaceitáveis que levam à morte. Devemos acompanhar as pessoas até à morte, mas não provocar a morte nem ajudar o suicídio. Saliento que o direito a cuidados e tratamentos para todos deve ser sempre uma prioridade, de modo a que os mais frágeis, particularmente os idosos e os doentes, nunca sejam descartados. A vida é um direito, não a morte, que deve ser acolhida, não administrada. E este princípio ético diz respeito a todos, e não apenas aos cristãos ou fiéis”.

Os idosos são o tesouro da humanidade

A seguir, o Papa sublinhou um problema social, mas real: “planejamento”. “Não sei se esta é a palavra certa”, disse ele, “mas acelerar a morte dos idosos. Muitas vezes vemos numa determinada classe social que os idosos, por não terem meios, recebem menos medicamentos do que precisariam, e isto é desumano: isto não os ajuda, isto é levá-los à morte mais rapidamente. Isso não é humano nem cristão”.

Os idosos devem ser tratados como um tesouro da humanidade: eles são a nossa sabedoria. Se eles não falam, e se são sem sentido, são o símbolo da sabedoria humana. São aqueles que nos precederam e nos deixaram muitas coisas bonitas, muitas lembranças, muita sabedoria. Por favor, não isole os idosos, não acelere a morte dos idosos. Cuidar de um idoso tem a mesma esperança que cuidar de uma criança, porque o início e o fim da vida é sempre um mistério, um mistério que deve ser respeitado, acompanhado e cuidado.

“Que São José nos ajude a viver o mistério da morte da melhor maneira possível. Para um cristão, a boa morte é uma experiência da misericórdia de Deus, que se aproxima de nós, até naquele último momento da nossa vida”, concluiu o Papa.

Nos próximos dias em Roma uma iniciativa da Congregação para os Bispos e do Centro de Pesquisa e Antropologia das Vocações retomará um assunto

Nos próximos dias em Roma uma iniciativa da Congregação para os Bispos e do Centro de Pesquisa e Antropologia das Vocações retomará um assunto abordado no Concílio Vaticano II: o sacerdócio dos batizados e do ministro ordenado. Como disse o cardeal Marc Ouellet “o que o Concílio fez não entrou na vida e na pastoral da Igreja”. O simpósio abordará três temas principais:  “Tradição e novos horizontes”, “Trindade, missão e sacramentalidade”, “Celibato, carisma e espiritualidade”. Leia a matéria publicada no site Vatican News:

De 17 a 19 de fevereiro, se realizará o simpósio “Por uma teologia fundamental do sacerdócio”, na Sala Paulo VI, no Vaticano. A iniciativa é promovida pela Congregação para os Bispos e pelo Centro de Pesquisa e Antropologia das Vocações e será aberta pelo Papa Francisco na manhã de quinta-feira, 17 de fevereiro, às 9h10. O simpósio pretende refletir sobre o tema do sacerdócio, lembrando carisma e tradição, mas também analisar os desvios como abuso ou clericalismo, e estudar as questões que emergiram nos últimos Sínodos ou nos percursos sinodais nacionais sobre questões como celibato e vocação.

Em nome da sinodalidade

A partir das palavras do Papa, “Deus chama a um estado particular de vida: doar-nos no caminho do matrimônio, do sacerdócio ou da vida consagrada”, se desenvolverão as palestras dos relatores convidados: bispos, teólogos, sacerdotes, leigos e religiosos. Todos reunidos em nome da “sinodalidade” desejada por Francisco para “aumentar a participação no povo de Deus, a comunhão e a missão”, como sublinha um comunicado.

“A iniciativa também visa despertar o entusiasmo pela nossa fé no dom de Deus e dar um novo impulso na promoção das vocações”, disse o prefeito da Congregação para os Bispos, cardeal Marc Ouellet. A reflexão se estenderá “sobre as relações entre ministérios ordenados, leigos e religiosos para harmonizar sua contribuição, articulada e unânime, segundo o chamado à santidade dirigido a cada um”.

Tradição, abuso, celibato e carisma

Os palestrantes abordarão três temas principais: “Tradição e novos horizontes”, “Trindade, missão e sacramentalidade”, “Celibato, carisma e espiritualidade”. Ao apresentar o Simpósio na Sala de Imprensa da Santa Sé, em 12 de abril de 2021, o cardeal Ouellet esclareceu que não se trataria de “um Simpósio sobre o celibato sacerdotal”, mas uma ocasião “para realizar uma reflexão profunda sobre o tema do sacerdócio” partindo da vocação e formação e terminando com a questão dos abusos, que “certamente será um tema para uma reflexão muito profunda”. Esta chaga na Igreja, destacou naquela ocasião a teóloga Michelina Tenace, professora da Pontifícia Universidade Gregoriana, na mesa dos relatores, “tornou ainda mais urgente repensar tanto o discernimento vocacional quanto a formação dos seminaristas”.

Um passo avante após o Concílio

O encontro quer se inserir na esteira do Concílio Vaticano II, que colocou em relação o sacerdócio dos batizados reavaliado pelos Padres e o sacerdócio dos ministros, bispos e sacerdotes, do qual a Igreja católica sempre afirmou a especificidade. Um trabalho, seguido de “polêmicas e divisões na Igreja”, observou Ouellet, acrescentando: “O que o Concílio fez não entrou na vida e na pastoral da Igreja”. Portanto, tornou-se necessário um “passo a mais” para “olhar as diferenças de forma mais profunda e harmoniosa” e também realizar “atualizações pastorais”, à luz das “questões ecumênicas” de hoje, dos desafios do multiculturalismo e da migração colocados por “movimentos culturais que questionam o papel da mulher na Igreja”. Temas, disse o cardeal Ouellet durante a apresentação, sobre os quais existem “tensões e visões pastorais divergentes”. A missão de todo o Simpósio, como delineou a professora Tenace, é “aprofundar a teologia do sacerdócio, reafirmar os traços essenciais da tradição católica sobre a identidade do sacerdote, talvez libertando-a de uma certa clericalização e algumas incrustações históricas”. “Ver o sacerdócio na estrutura global da Igreja pode trazer novas pistas”.

Sessões guiadas por chefes de Dicastério

As sessões de trabalho da manhã e da tarde dos três dias serão guiadas pelos chefes dos Dicastérios da Cúria Romana. Em ordem: o cardeal Ouellet e o prefeito da Congregação para o Clero, dom You Heung-sik (quinta-feira 17); o prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, dom Arthur Roche, e o prefeito da Congregação para a Educação Católica, cardeal Giuseppe Versaldi (sexta-feira 18); o arquivista e bibliotecário da Santa Igreja Romana, cardeal José Tolentino de Mendonça, e o prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, cardeal Kevin Joseph Farrell. O secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, presidirá a missa na manhã de sábado com todos os participantes na Basílica Vaticana.

O ano de 2022 apresenta perspectivas positivas para o setor do Turismo no Brasil que começa a reagir no pós-pandemia. Dados da pesquisa mensal

O ano de 2022 apresenta perspectivas positivas para o setor do Turismo no Brasil que começa a reagir no pós-pandemia. Dados da pesquisa mensal de Serviços, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que entre maio e agosto de 2021 o acúmulo já aponta uma alta de 49,1%.

O Turismo religioso, que também movimenta bastante a economia, sofreu os impactos da pandemia da Covid-19, principalmente, depois que os templos religiosos, como basílicas e santuários, tiveram de fechar as portas para evitar aglomerações.

Porém, a expectativa para o ano de 2022 é de crescimento e a Pastoral do Turismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), celebra essa retomada.  Para este ano, a pastoral preparou dois grandes momentos de atuação. O primeiro é a disseminação do Livro ‘Marco Histórico e Pastoral do Turismo (Pastur)’, publicado pela Edições CNBB no fim de 2021.

A obra apresenta a identidade, a história e a realidade da Pastoral do Turismo no Brasil, uma experiência que foi sendo elaborada no decurso de sua existência, até os dias atuais. O livro apresenta desde o perfil do agente e a espiritualidade da acolhida, até aos conceitos antropológicos e teológicos que permeiam toda atuação dessa importante pastoral que “prepara, defende e acolhe” irmãos e irmãs, em diversas regiões do Brasil.

“Nós pretendemos difundir este livro em 2022 para que possamos avançar na compreensão sobre a identidade, missão e metodologia da Pastur no Brasil”, explica o coordenador Nacional da Pastoral do Turismo, padre Manoel de Oliveira Filho.

Além desse trabalho de base, a pastoral prepara o 7º Encontro Nacional da Pastur, na cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte, que será realizado entre 22 e 24 de setembro. “O encontro será uma oportunidade para os agentes refletirem sobre a sua identidade enquanto pastoral da mobilidade”, diz.

Padre Manoel de Oliveira Filho. Foto: arquivo pessoal

A Pastur trabalha a partir de quatro eixos de ação: Turismo Religioso e Cultural, Turismo de Base Comunitária, Dimensão Profética e Formação de Agentes. Outro ponto importante que já vem sendo trabalhado com os agentes de pastoral é a formação e a espiritualidade, afinal são eles que atuam diretamente na missão de evangelizar o mundo do Turismo.

De acordo com a coordenação nacional da Pastur, ao longo de 2022, a meta é continuar implementando núcleos da pastoral nas dioceses brasileiras. “Esse é o mais importante para efetivar a evangelização no mundo do turismo”, ressalta o padre.

Turismo e o direito universal

O Concílio Vaticano II diz que tudo que tem relação com a pessoa humana não é indiferente ao coração da Igreja. Segundo a coordenação nacional da Pastur, o descanso, o passeio, a fruição da vida, o turismo portanto, de tão importante é considerado direito universal e divino.

De acordo com padre Manoel Filho, existe um universo de pessoas ligadas ao turismo. Profissionais das mais diversas áreas, comunidades acolhedoras e o turista em si. “A Igreja não pode e não deve negligenciar esse mundo.”

No entanto, a Pastur faz um alerta como tudo que é humano, o turismo carrega contradições. Segundo a pastoral, no entorno da atividade turista existe o trabalho infantil, a prostituição, a precarização das condições de trabalho e etc.

“Precisamos denunciar tudo que fere a dignidade humana no vasto mundo do turismo. O Evangelho sempre é notícia boa que resgata e aprimora. Por isso precisamos evangelizar o mundo do turismo”, ressalta padre Manoel Filho.

Padre Italiano visita o Brasil para trocar experiências sobre missão. Leia a matéria publicada no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Padre Italiano visita o Brasil para trocar experiências sobre missão. Leia a matéria publicada no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

A sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebeu, na manhã desta quinta-feira, 3, a visita do diretor do Centro Unitario per la Formazione Missionaria, padre Marco Testa. Organismo vinculado à Conferência Episcopal italiana, o centro é o responsável pela formação de missionários locais e estrangeiros, estrutura institucional equivalente ao Centro Cultural Missionário (CCM) aqui no Brasil.  

E foi justamente para trocar experiências sobre o funcionamento das casas de formação que o padre italiano esteve em Brasília. A principal visita na capital federal foi ao CCM, onde pôde fazer um “Intercâmbio de ideias e experiências” com o diretor da casa de formação, padre Djalma Antônio da Silva. Segundo Testa, os dois puderam perceber que “a situação é a mesma, as dificuldades e as alegrias se correspondem”.  

Pandemia 

Assim como aqui no Brasil, a pandemia da Covid-19 afetou o trabalho do centro de formação italiano, localizado em Verona. Anteriormente focado nas formações presenciais, o Centro Unitário per la Formazione Missionaria teve que se adaptar à realidade das formações on-line.  

Mesmo assim, no verão do ano passado, foi possível realizar praticamente todos os cursos de forma presencial, o que não aconteceu aqui no Brasil.  

Sobre a modalidade virtual, padre Marco Testa pontuou ser uma boa ferramenta, mas não tanto “quanto a possibilidade de convivência”.  

“A gente acha que é fundamental a convivência dos cursistas para uma preparação boa: as amizades, a troca das motivações, das experiências de cada um. Nós temos sempre padres, leigas, leigos, religiosas, uma turma em situações diferentes e destinos missionários diferentes, o que faz a beleza também do curso”, partilhou. 

Diminuição de missionários 

Engajados na reflexão missionária, os diretores também partilharam sobre a conjuntura da missão. Padre Marco Testa aponta o desafio de “manter vivo o espírito missionário na Igreja como um todo e impedir que a Igreja se feche em si mesma, porque ser missionário é o que mantem a vitalidade da Igreja”. Na Itália, conta, tem diminuído o número de missionários que partem em missão, às vezes por resistências das próprias dioceses.  

Padre Marco Testa em visita à sede da CNBB | Foto: Luiz Lopes Jr/CNBB

Também os padres fidei donum, aqueles do clero diocesano que exercem o ministério por um determinado tempo em dioceses mais necessitadas do mundo, tem seu número reduzido.  

Muitos voltam para a Itália, tendo uma idade avançada, tendo completado os anos do seu compromisso missionário. Então, fica difícil achar padres que possam partir, porque, de forma geral, as vocações estão diminuindo muito. Por outro lado, aumentou um pouco a partida de leigas e leigos, às vezes são famílias, até com crianças, que partem para experiência missionária, quase sempre junto aos missionários padres que já estão trabalhando num país do exterior”, conta.  

Também permanece de forma mais viva o envio de religiosas missionárias, muitas delas são “irmãs não italianas, mas que pertencem a famílias religiosas italianas”.  

Segundo padre Testa, não há um foco de envio para determinado continente. Tanto a África, a Ásia e a América Latina, têm “números baixos” de missionários enviados.  

Formação missionária 

Neste contexto de diminuição de missionários ad gentes, o centro italiano alterou o formato de funcionamento. Num primeiro momento focado na preparação para a missão na América Latina, depois para África, e a Ásia e outros destinos missionários. 

Mais recentemente, nos últimos 20 anos, a “Casa de Verona” assumiu a tarefa específica de prover a formação dos missionários que partem e chegam à Itália. Assim, possuem uma formação parecida com o Curso de Iniciação à Missão no Brasil, o tradicional Centro de Formação Intercultural (Cenfi), oferecido pelo CCM.  

“São quase mil padres não italianos engajados nas paróquias italianas, provindo, sobretudo, da África, mas também da Ásia, também de alguns países europeus, aí adaptamos também o nosso centro para recebê-los, ensinar o idioma italiano e introduzi-los quanto à realidade tanto social, quanto eclesial e pastoral da Itália”, conta padre Marco. 

Migração e missão “inter gentes” 

Outra realidade citada por padre Marco, e que influencia na diminuição do número de missionários, é o direcionamento da realidade local como objeto da missão.  

“Dizem que não é época de enviar missionários para outros países, ‘a missão está aqui’. Isso vale para a Itália e vale para o Brasil. Ser missionários aqui, todos discípulos missionários em qualquer lugar, essa é a nova reflexão sobre a missão”.  

Nesse sentido, a realidade da migração tem clamado atenção da Igreja. “Na Europa, de forma geral, vivemos uma situação com a chegada de muitos migrantes, e com isso de muitas religiões, então é aquela missão chamada inter gentes, uma missão que te leva a ver a presença de várias culturas, de várias origens de países, de várias religiões, é um desafio muito grande que obriga a refletir missionariamente também”, descreve.  

Essa realidade, porém, “não pode impedir que a Igreja envie”. O padre recorda o ensinamento já cinquentenário, presente na reflexão eclesial da América Latina, de “doar desde a nossa pobreza”. 

“Não enviamos porque somos uma Igreja rica, sobretudo rica em pessoas, em padres ou em meios financeiros, enviamos a partir de nossa realidade, que às vezes é uma realidade de pobreza. É uma Igreja que está se tornando mais humilde, a Igreja italiana. Mesmo por isso não podemos parar essa atitude missionária de envio, porque isso enriquece muito a Igreja, não permite a Igreja se fechar em si mesma. O envio de alguém transforma de maneira missionária a realidade”, acredita. 

 

Padre Marco Testa foi padre fidei donum no Brasil por 15 anos, na diocese de Guarulhos (SP). No início da década de 1990 também foi aluno do CCM, tendo cursado a formação de aperfeiçoamento do Português. Na visita à CNBB, na manhã desta quinta-feira, foi acompanhado pelo secretário adjunto de Pastoral da Conferência, padre Marcus Barbosa Guimarães.  

O Dia Internacional da Fraternidade Humana que é celebrado no dia 4 de fevereiro coincide com a celebração da assinatura de um documento sobre
O Dia Internacional da Fraternidade Humana que é celebrado no dia 4 de fevereiro coincide com a celebração da assinatura de um documento sobre o mesmo tema assinado pelo Papa Francisco e o Imame Ahmad Al-Tayyeb em Abu Dhabi. Leia a matéria publicada no site Vatican News após três anos dessa assinatura histórica:
Três anos após o Documento sobre a Fraternidade assinado em Abu Dhabi pelo Papa Francisco e o Imame Ahmad Al-Tayyeb, o Cardeal Michael Czerny prefeito interino do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral sublinha a necessidade de promover, em todos os níveis, uma cultura centrada na dignidade das pessoas. “Todos podem fazer alguma coisa” é seu convite, e sobre o fenômeno da migração o cardeal denuncia: é minado por ideologias e retóricas negativas

Em 4 de fevereiro de 2019, o Papa Francisco e o Imame Ahmad al-Tayyeb assinaram em Abu Dhabi o Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e a Convivência Comum. Uma Declaração de intenção conjunta que fez parte de um caminho marcado por outros documentos produzidos neste campo, como as declarações finais dos quatro seminários do “Fórum Católico-Islâmico” realizados em 2008, 2011, 2014 e 2017. A peculiaridade do que aconteceu há três anos – no contexto da viagem apostólica de Francisco aos Emirados Árabes Unidos – reside no fato de que a declaração não foi assinada pelas delegações, mas pelo próprio Pontífice e por um líder islâmico, o grão imame da mesquita-universidade al-Azhar, uma instituição muito influente tanto do ponto de vista religioso como acadêmico.

Celebrações na Expo Dubai

Ao aproximar-se o terceiro aniversário da assinatura do documento, que coincide com o Dia Mundial da Fraternidade Humana proclamado pela ONU, Dubai sediará, no pavilhão da Santa Sé na Expo, o evento comemorativo organizado por todos os componentes que assinaram o texto. O programa inclui uma conferência com o Cardeal Miguel Ángel Ayuso Guixot, Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, Dom Tomasz Trafny, delegado do Cardeal Gianfranco Ravasi, com o vice do Grão Imame e o Presidente da Universidade al-Azhar. Também estarão presentes os membros do Alto Comitê da Fraternidade Humana. Vários representantes e autoridades dos Emirados Árabes Unidos, juntamente com representantes dos países representados na Expo, participarão de uma marcha no mesmo dia, concebida como um momento de lembrança da responsabilidade de todos de implementar ações concretas de fraternidade. Entre as iniciativas, no final do mês retornará a cerimônia de entrega do Prêmio Zayed para a Fraternidade Humana, que no ano passado foi entregue a Latifa Ibn Ziaten, fundadora da Associação “Imad para a Juventude e Paz”, e Antonio Guterres, Secretário Geral da ONU.

A base da promoção da dignidade humana

O caminho para construir uma autêntica fraternidade entre povos de diferentes religiões tem suas raízes na Gaudium et spes, onde o trabalho das instituições internacionais é apreciado como um instrumento de desenvolvimento e reconciliação e se expressa ajuda, tanto aos que acreditam em Deus quanto aos que explicitamente não o reconhecem, para que “possam tornar o mundo mais conforme à dignidade eminente do homem, aspirar a uma fraternidade universal apoiada em bases mais profundas, e responder, sob o impulso do amor, com um esforço generoso e unido aos apelos mais urgentes de nosso tempo”. O conceito da dignidade dada por Deus a toda a criação, em virtude e por causa da qual somos chamados a proteger e promover nossos semelhantes, é o fundamento sobre o qual também se apoia o Documento sobre a Fraternidade Humana. Enquanto as experiências desumanas de pobreza e guerra – geradas por um terreno fértil para a degradação social, ética e política onde se alastra o terrorismo – assolam o tempo presente, através do Documento da Fraternidade assinado em Abu Dhabi, os dois líderes convidam todos os fiéis a trabalharem juntos em prol de uma cultura do respeito.

O Cardeal Michael Czerny, Prefeito interino do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, sublinha ao Vaticano News o apecto do Documento que tem a ver precisamente com a promoção de uma cultura, em todos os níveis, focalizada na dignidade dos indivíduos, comunidades e povos.

Entrevista

No Documento, os dois principais signatários fazem um forte apelo conjunto contra a injustiça, a falta de distribuição justa dos recursos naturais e pelo fim dos conflitos, da degradação ambiental e do declínio cultural e moral. Como o Dicastério, que o senhor dirige atualmente, está trabalhando para colocar em prática estas indicações, que estão no coração da sua própria missão?

O nome de nosso Dicastério – “Desenvolvimento Humano Integral” – é em certo sentido uma tradução ou uma re-formulação da expressão “fraternidade humana”. Isso significa que nosso Dicastério trata de todos aqueles fatores sociais, públicos, econômicos e políticos que podem ser um obstáculo ou uma ajuda ao desenvolvimento humano integral; e esse desenvolvimento humano integral é o que queremos, cada um para si e depois para os outros. Isso significa criar as condições para uma vida digna, uma vida rica em esperança, com um horizonte de esperança. Assim, o Documento sobre a Fraternidade Humana nos explica, como fazemos no Dicastério, o que precisa ser feito: não podemos fazer tudo, mas todos podem fazer alguma coisa. E sim, há muitas áreas da vida humana nas quais se deve progredir: tanto na fraternidade humana quanto no desenvolvimento humano integral. Assim, este se torna um dia de festa, um aniversário e para o nosso Dicastério se torna uma oportunidade para celebrar e rezar por aquilo que trabalhamos.

Este documento defende a plena cidadania de todos em nossas sociedades e o fim do uso discriminatório do termo “minorias”, e fala da importância da assistência aos refugiados. Questões com as quais o Dicastério está comprometido. Por que é tão fundamental hoje em dia este desafio para nossos irmãos e irmãs refugiados?

O desafio é importante porque o movimento humano é um fator na vida desde o início, e graças aos sistemas de comunicação estamos mais conscientes desses movimentos, mas também mais conscientes de que todos podem fazer algo para acolher esses irmãos e irmãs que estão chegando. É uma pena que este fenômeno, esta realidade humana tenha sido minada pela retórica e ideologia negativa, quando na realidade é uma oportunidade, uma chance de crescer como pessoa e como povo. E assim vivermos esta fraternidade humana em nosso relacionamento com migrantes e refugiados, com as vítimas do tráfico, como uma oportunidade de abrir nossos corações, mãos e vidas para acolher alguém que precisa. Jesus deixou muito claro que se fizermos isso com eles é como se estivéssemos fazendo com Ele.

O senhor é membro da comissão internacional independente que entregará no final deste mês o Prêmio Zayed 2022 da Fraternidade Humana em Abu Dhabi. O que pode nos dizer sobre as candidaturas apresentadas e a importância desta edição, que ainda se encontra em meio à pandemia? Vocês encontraram, entre os candidatos, aquelas luzes de esperança para a humanidade que procuravam?

Certamente, e espero muito que o fato de termos concedido o Prêmio também abra nossos olhos para as muitas outras pessoas ao nosso redor, mesmo em outras partes do mundo, que são uma fonte de esperança. A falta de esperança é talvez o efeito mais terrível desta Covid: esperamos que a celebração e o Prêmio sejam uma oportunidade para reabrir nossos corações e mentes e ver que o futuro nos espera com grande promessa.

As paraolimpíadas de Inverno 2022 acontecem em Pequim de 4 a 13 de março e o Papa Francisco no final da audiência de hoje,

O Papa aos atletas: o esporte inclusivo é a verdadeira medalha de ouro

O verdadeiro sucesso do esporte é quando cria uma sociedade mais aberta e inclusiva, tornando os atletas, sobretudo os atletas paraolímpicos e refugiados, verdadeiros construtores da paz. Este foi o desejo expresso pelo Papa Francisco no final da Audiência Geral, desta quarta-feira (02/02), ao saudar os participantes dos próximos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Inverno, que se realizarão em Pequim a partir de 4 de fevereiro e 4 de março, respectivamente.

Construir pontes de amizade e solidariedade

“Desejo aos organizadores o melhor sucesso e aos atletas que deem o melhor de si”, disse o Pontífice, destacando que “o esporte, com sua linguagem universal, pode construir pontes de amizade e solidariedade entre pessoas e povos de todas as culturas e religiões”. “Juntos” é a palavra-chave para interpretar este evento e neste sentido Francisco aprecia a decisão do Comitê Olímpico Internacional de acrescentar ao lema tradicional “Citius, Altius, Fortius” (mais veloz, mais alto, mais forte) a palavra “Communiter”, “juntos”. Este é o objetivo: fazer “crescer um mundo mais fraterno. Juntos”, reiterou o Papa.

A medalha de ouro da hospitalidade

O olhar de Francisco se volta para todo o mundo paraolímpico. “O exemplo dos atletas com deficiência ajudará a todos a superar preconceitos e medos e a tornar nossas comunidades mais acolhedoras e inclusivas: esta é a verdadeira medalha de ouro.” Atenção e emoção também são reservadas às histórias pessoais dos atletas refugiados. “Que seus testemunhos ajudem a encorajar as sociedades civis a se abrirem com mais confiança a todos, não deixando ninguém para trás”, recordou o Papa, desejando que todos vivam “uma experiência única de fraternidade humana e de paz”

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é contra a legalização dos jogos de azar no Brasil. Em nota divulgada nesta terça-feira, 1º

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é contra a legalização dos jogos de azar no Brasil. Em nota divulgada nesta terça-feira, 1º de fevereiro, a Presidência da entidade reitera sua “inegociável posição” em desacordo com a mobilização feita nas últimas sessões de 2021 na Câmara dos Deputados que favorece a regulamentação, logo nas primeiras sessões deste ano 2022, da exploração de jogos de azar no país.

“Cabe-nos, por razões éticas e evangélicas, alertar que o jogo de azar traz consigo irreparáveis prejuízos morais, sociais e, particularmente, familiares. Além disso, o jogo compulsivo é considerado uma patologia no Código Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde. O sistema altamente lucrativo dos jogos de azar tem sua face mais perversa na pessoa que sofre dessa compulsão”, afirmam os bispos.

A Conferência também denuncia os “falsos argumentos” em favor da aprovação do Projeto de Lei 442/91, os quais “não consideram a possibilidade de associação dos jogos de azar com a lavagem de dinheiro e o crime organizado”.

“A CNBB conclama o Congresso Nacional a rejeitar este projeto e qualquer outra iniciativa que pretenda regularizar os jogos de azar no Brasil. O voto favorável ao jogo será, na prática, um voto de desprezo pela vida, pela família e seus valores fundamentais”, exorta a Conferência.

No contexto do ano eleitoral, “a CNBB assume o compromisso de acompanhar atentamente essa tramitação e divulgar amplamente o nome dos parlamentares que escolherem deixar suas digitais nessa delituosa afronta ao povo brasileiro”.

Confira o texto na íntegra:

Brasília-DF, 01 de fevereiro de 2022.
P – Nº. 012/22

NOTA DA CNBB CONTRA A LEGALIZAÇÃO DOS JOGOS DE AZAR NO BRASIL

Uma árvore má não pode dar frutos bons (cf. Mt 7,18)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, através de sua Presidência, acompanhou perplexa, no apagar das luzes do ano de 2021, a aprovação na Câmara de Deputados do requerimento nº 5.358/16, que assinala como urgente a apreciação do Projeto de Lei 442/91. Esse nefasto ato acelerou o caminho para regulamentar, logo nas primeiras sessões do ano 2022, a exploração de jogos de azar no país. Nesse período os parlamentares ainda estarão deliberando de maneira virtual, o que na prática limita o debate, camufla as posições e facilita as artimanhas regimentais. Diante desse lamentável fato, a CNBB reitera a sua inegociável posição contra a legalização dos jogos de azar no Brasil.

Os argumentos de que esta liberação aumentará a arrecadação de impostos, favorecerá a criação de postos de trabalho e contribuirá para tirar o Brasil da atual crise econômica, seguem a repudiante tese de que os fins justificam os meios. Esses falsos argumentos não consideram a possibilidade de associação dos jogos de azar com a lavagem de dinheiro e o crime organizado. Diversas instituições de Estado têm alertado que os cassinos podem facilmente transformar-se em instrumentos para que recursos provenientes de atividades criminosas assumam o aspecto de lucros e receitas legítimas.

Cabe-nos, por razões éticas e evangélicas, alertar que o jogo de azar traz consigo irreparáveis prejuízos morais, sociais e, particularmente, familiares. Além disso, o jogo compulsivo é considerado uma patologia no Código Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde. O sistema altamente lucrativo dos jogos de azar tem sua face mais perversa na pessoa que sofre dessa compulsão. Por motivos patológicos, esta pessoa acaba por desprezar a própria vida, desperdiçar seus bens e de seus familiares, destruindo assim sua família. Enquanto isso, as organizações que têm o jogo como negócio prosperam e seus proprietários se tornam cada vez mais ricos. A autorização do jogo não o tornará bom e honesto. Nosso país não precisa disso!

A CNBB conclama o Congresso Nacional a rejeitar este projeto e qualquer outra iniciativa que pretenda regularizar os jogos de azar no Brasil. O voto favorável ao jogo será, na prática, um voto de desprezo pela vida, pela família e seus valores fundamentais. Particularmente neste ano eleitoral, a CNBB assume o compromisso de acompanhar atentamente essa tramitação e divulgar amplamente o nome dos parlamentares que escolherem deixar suas digitais nessa delituosa afronta ao povo brasileiro.

Inspirados pela voz profética de Maria, Mãe de Jesus, Nossa Senhora Aparecida, e sob sua proteção, se continuará a labuta da construção do Brasil justo, honesto e honrado!

D. Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte, MG
Presidente

D. Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre, RS
1º Vice-Presidente

D. Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima, RR
2º Vice-Presidente

D. Joel Portella Amado
Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ
Secretário-Geral

Fonte: CNBB