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CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil prepara comemorações para celebrar 30 anos do Catecismo da Igreja Católica. Leia a nota publicada no site

CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil prepara comemorações para celebrar 30 anos do Catecismo da Igreja Católica. Leia a nota publicada no site da CNBB e participe.

A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe uma série de lives por ocasião dos 30 anos do Catecismo da Igreja Católica com o objetivo de “celebrar a publicação deste texto, que se tornou uma grande referência para o caminho da Igreja, especialmente da Catequese, nos últimos anos”, informa a assessora da Comissão, Mariana Venâncio.

A primeira live será realizada no dia 24 de fevereiro, às 19h30, com transmissão ao vivo pelas redes sociais da CNBB (Youtube e Facebook) e Catequese do Brasil, no Youtube. Será apresentada pelos dois assessores da Comissão Bíblico-Catequética: padre Jânison de Sá e Mariana Venâncio. Contará com a participação do presidente da Comissão, dom José Antônio Peruzzo, e de outros convidados que recordarão a história do Catecismo da Igreja Católica e, especialmente, sua contribuição para a Catequese e para as comunidades do Brasil.

Mariana Venâncio informou que os eventos periódicos, propostos pela Comissão, ajudarão a retornar ao texto do Catecismo da Igreja Católica, revisitando suas principais temáticas e aprofundando seu sentido com a ajuda de assessores convidados para cada mês.

“Consideramos que esta seja uma forma catequética de celebrar seus 30 anos: destacando sua grande contribuição, aprofundando em seu conhecimento e percebendo como sua recepção vai se modificando e amadurecendo com o passar do tempo, sem que o brilho de suas páginas deixe de refletir a luz da Igreja, em sua fidelidade ao Evangelho”, salientou.

Ao menos duas lives por mês, até novembro, estão programadas. Em breve será divulgada a programação completa.

O Catecismo da Igreja Católica (CIC)

Catecismo da Igreja Católica é uma exposição sistemática da doutrina Católica publicada no ano de 1992. A apresentação do seu conteúdo está organizada em quatro partes, a saber, a fé professada (a explicação do Credo), a fé celebrada (a apresentação da liturgia da Igreja), a fé vivida (a moral ou exigências dos mandamentos) e a fé rezada (a vida de oração da Igreja).

As bases que fundamentam toda essa apresentação são: a Sagrada Escritura, a Tradição Apostólica e o Magistério da Igreja. Esse conteúdo constitui a riqueza do pensamento da Igreja sobre os mais variados assuntos e dimensões da vida da pessoa humana, da Igreja e da sociedade.

Saiba onde adquirir a publicação, pelas Edições CNBB, (AQUI).

O Papa Francisco que já tinha rezado pelos mortos nos deslizamentos de Petrópolis (https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2022-02/papa-francisco-telegrama-vitimas-temporal-petropolis.html), voltou a lembrá-los e pediu que Deus conforte as famílias.
O Papa Francisco que já tinha rezado pelos mortos nos deslizamentos de Petrópolis (https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2022-02/papa-francisco-telegrama-vitimas-temporal-petropolis.html), voltou a lembrá-los e pediu que Deus conforte as famílias. Leia a matéria publicada no site Vatican News:
Proximidade com a população de Petrópolis e o Dia dos Profissionais da Saúde, foram as saudações do Papa neste domingo (20) depois da oração do Angelus na Praça São Pedro
Neste domingo (20/02) depois da oração do Angelus o Papa Francisco manifestou mais uma vez sua proximidade às populações atingidas pelas calamidades naturais: do Brasil em Petrópolis e de Madagascar. Estas foram suas palavras:

“Exprimo minha proximidade às populações atingidas por desastres naturais nos últimos dias. Estou pensando especialmente no sudeste de Madagascar, flagelado por uma série de ciclones, e na área de Petrópolis no Brasil, devastada por enchentes e deslizamentos de terra. Que o Senhor receba os mortos em sua paz, conforte suas famílias e apoie aqueles que os estão ajudando”

Em seguida o Santo Padre recordou que hoje se comemora o Dia dos Profissionais da Saúde, o Papa agradeceu a todos recordando que seu heroísmo permanece todos os dias, não apenas no período da Covid.

“Hoje é o Dia Nacional dos Profissionais da Saúde e devemos lembrar de tantos médicos, enfermeiros e enfermeiras, voluntários, que ficam ao lado dos doentes, os tratam, os fazem sentir-se melhor, os ajudam. “Ninguém se salva sozinho”, foi o título do programa “A Sua Imagem”. Ninguém se salva sozinho. E na doença, precisamos de alguém que nos salve e nos ajude. Um médico estava me dizendo esta manhã que na época da Covid uma pessoa estava morrendo e disse-lhe: “Pegue na minha mão, estou morrendo e preciso de sua mão”. Os heroicos profissionais da  saúde mostraram este heroísmo no tempo da Covid, mas o heroísmo permanece todos os dias. Aos nossos médicos, enfermeiras, enfermeiros, voluntários um aplauso e um grande obrigado!”

Papa Francisco autorizou o decreto para a beatificação da mineira Irmã Benigna Vítima de Jesus e de outros cinco Servos de Deus: Maria Costanza
Papa Francisco autorizou o decreto para a beatificação da mineira Irmã Benigna Vítima de Jesus e de outros cinco Servos de Deus: Maria Costanza Panas, religiosa professa das Clarissas Capuchinhas do Mosteiro de Fabriano na Itália, o Cardeal Eduardo Pironio, Imaculado Brienza e Giovanna Méndez Romero
Durante a audiência concedida nesta sexta-feira (18/02) ao Cardeal Marcello Semeraro, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, o Papa autorizou a promulgação do decreto para a beatificação da brasileira Serva de Deus Irmã Benigna Vítima de Jesus e outros 4 Servos de Deus.
Uma vida dedicada aos últimos: Maria Conceição dos Santos

Com o decreto do Papa foram reconhecidas as virtudes heroicas da Serva de Deus Benigna Vítima de Jesus (nascida Maria Conceição dos Santos), professa religiosa da Congregação das Irmãs Auxiliadoras de Nossa Senhora da Misericórdia. O processo de beatificação iniciou na Arquidiocese de Belo Horizonte em 15 de outubro de 2011 com o início da fase diocesana. E o início da fase Romana no Vaticano em 15 de abril de 2013.

Caridade e fortaleza são os traços distintivos da personalidade de Benigna Vítima de Jesus, nascida Maria Conceição dos Santos em 16 de agosto de 1907 em Diamantina, Minas Gerais. Foi sobretudo sua mãe que lhe deu uma sólida educação na fé. Ela entrou na Congregação das Irmãs Auxiliadoras de Nossa Senhora da Piedade e estava destinada a vários serviços, dedicando-se aos pobres, aos humildes, aos doentes e aos aflitos. Durante sua vida, ela foi discriminada por muito tempo por causa de preconceitos raciais por ser negra, mesmo por algumas de suas irmãs, também ligadas a sua aparência física e várias doenças, incluindo a obesidade e distúrbios hormonais que lhe causaram muito sofrimento. Ela escondeu suas mágoas através de seu peculiar senso de humor e autoironia e da Graça que foi de onde tirou forças para superar dificuldades e continuar a se doar aos outros fazendo o bem. No dia 16 de outubro de 1981, após uma vida de entrega, doação e partilha, o seu imenso coração parou. Ela se foi, silenciosa, em paz, lutando até o fim, terminando sua obra grandiosa. As flores que a cobriam no caixão foram levadas pelos devotos e amigos e em seu lugar colocados bilhetes com seus pedidos de graças. Sua obra aqui na terra havia terminado.

Cardeal Pironio: um pastor ameno e acolhedor

Também foi aprovado o decreto para beatificação do Servo de Deus o Cardeal Eduardo Pironio, argentino nascido em 3 de dezembro de 1920 em Nueve de Julio, em uma família de emigrantes italianos, que faleceu em Roma em 5 de fevereiro de 1998. Uma pessoa de grandes qualidades humanas e de profunda espiritualidade, foi sua mãe quem lhe transmitiu – através da oração constante – uma fé forte que depois foi fortalecida através do estudo, da leitura e da meditação. Sua personalidade era caracterizada pela esperança e alegria, ligada à espiritualidade mariana do Magnificat. Pastor paternal, gentil, acolhedor, firme, mas compreensivo, ele dava muita importância às relações pessoais. Para ele, era tudo uma questão de relacionamentos: construir amizades e fazer os outros crescerem através de encontros. Nutria um amor especial pela pobreza, de tal forma que vivia desligado dos bens materiais e da riqueza, exercendo sempre a virtude da humildade. Sua capacidade de mediação, fruto da confiança na Providência e de uma vida marcada pela imitatio Christi, revelou-se inestimável durante os trabalhos da Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano em Medellín, em 1968.

Dedicação aos jovens

Ordenado sacerdote em 5 de dezembro de 1943, ocupou vários cargos em seu país. Em 1962 participou como Observador na Sessão Inaugural do Concílio Vaticano II, e no ano seguinte foi nomeado como um dos “especialistas”. A partir de 1984, como Presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, escolheu três prioridades: formação, comunhão e participação. Em harmonia com o Papa João Paulo II, ele se comprometeu com a promoção e o discernimento dos novos Movimentos Eclesiais, mas seu coração estava voltado sobretudo para os jovens. Seu nome está ligado às Jornadas Mundiais da Juventude e aos encontros, foi um dos fundadores dessas Jornadas. Os últimos anos de sua vida foram marcados pela doença, assumindo o fardo de seus sofrimentos cada vez mais agudos com esperança confiante, oferecendo-os, como ele escreveu, “para a Igreja, os sacerdotes, a vida consagrada, os leigos, o Papa, a redenção do mundo”.

Fonte: Vatican News
Foto da capa: Vatican News

Leia abaixo o resumo do discurso do Papa durante o Simpósio sobre o sacerdócio, publicado no site Vatican News. Não “discursos intermináveis” e teorias

Leia abaixo o resumo do discurso do Papa durante o Simpósio sobre o sacerdócio, publicado no site Vatican News.

Não “discursos intermináveis” e teorias “sobre o que deve ser a teologia do sacerdócio”, mas quatro “proximidades”, a Deus, ao bispo, entre os presbíteros e ao povo, que “podem ajudar de forma prática, concreta e esperançosa a reavivar o dom e a fecundidade que um dia nos foram prometidos” como presbíteros. O discurso do Papa Francisco na manhã desta quinta-feira no Simpósio “Por uma teologia fundamental do sacerdócio”, promovido pela Congregação para os Bispos, na Sala Paulo VI, visa “compartilhar as atitudes que dão solidez à pessoa do sacerdote, os quatro pilares constitutivos de nossa vida sacerdotal” e que chama “as quatro proximidades”, “porque seguem o estilo de Deus, que é fundamentalmente um estilo de proximidade”.

Instrumentos concretos para os sacerdotes

Num articulado discurso, o Papa Francisco se refere a conceitos já expressos, especialmente na Evangelii Gaudium, sua primeira exortação apostólica, mas nos quais ele se detém “mais amplamente”, pois o sacerdote “mais do que receitas ou teorias, precisa de instrumentos concretos para enfrentar seu ministério, sua missão e sua vida cotidiana”. Suas palavras, esclarece, são “fruto do exercício de reflexão” sobre o testemunho “que recebi de tantos sacerdotes ao longo dos anos”, contemplando “quais eram as características que os distinguiam e lhes davam uma força, uma alegria e uma esperança singulares em sua missão pastoral”.

Proximidade que impede ao padre de levar uma vida de “solteiro”

A lógica da proximidade, esclarece Francisco, permite ao sacerdote “quebrar todas as tentações de fechamento, de autojustificação e de fazer uma vida de ‘solteiro'”, porque o convida a apelar para os outros “para encontrar o caminho que leva à verdade e à vida”. São quatro dimensões que nos permitem, conclui, “administrar as tensões e desequilíbrios com que temos que lidar todos os dias”, uma “boa escola para ‘jogar em campo aberto’, onde o sacerdote é chamado, sem medo, sem rigidez, sem reduzir ou empobrecer a missão”. Não são “uma tarefa a mais”, mas “um dom” que o Senhor nos dá “para manter viva e frutífera a vocação”.

O Pontífice começa enfatizando que a “pequena coleta” que ele quer compartilhar, o Senhor lhe fez conhecer pouco a pouco, “durante estes mais de 50 anos de sacerdócio”. Ao encontrar sacerdotes que “me mostraram o que dá forma ao rosto do Bom Pastor”, mas também ao acompanhar irmãos sacerdotes que “haviam perdido o fogo do primeiro amor e seu ministério tinha se tornado estéril, repetitivo e sem sentido”. Ele confessa que em algumas situações, “incluindo momentos de provação, dificuldade e desolação, quando eu vivia e compartilhava a vida de uma certa maneira tinha paz”.

A atitude correta para acolher a mudança

A premissa do Papa Francisco é dedicada à atitude correta para acolher a mudança de época que a Covid “tornou mais do que evidente”. Não a fuga “em direção ao passado”, buscando “formas codificadas” que “nos garantam” “uma espécie de proteção contra riscos”, mas nem “em direção ao futuro” com “um otimismo exasperado” que “consagra” a última novidade “como o que é verdadeiramente real, desprezando assim a sabedoria dos anos”.

Em vez disso, eu gosto da atitude que vem de assumir com confiança o controle da realidade, ancorada na sábia e viva Tradição da Igreja, que pode se permitir de sair mar adentro, sem medo. Sinto que Jesus, neste momento da história, está nos convidando mais uma vez a “sair mar adentro” com a confiança de que Ele é o Senhor da história e que, guiados por Ele, seremos capazes de discernir o horizonte a ser percorrido.

As vocações genuínas em comunidades vivas e fraternas

“Discernir a vontade de Deus”, explica o Papa, “significa aprender a interpretar a realidade com os olhos do Senhor, sem a necessidade de fugir do que acontece com nosso povo onde ele vive, sem a ansiedade que nos leva a buscar uma saída rápida e tranquilizadora, guiada pela ideologia do momento ou por uma resposta pré-fabricada”. Um desafio a ser enfrentado também na vida sacerdotal. A crise vocacional, segundo Francisco, deve-se muitas vezes “à ausência nas comunidades de um fervor apostólico contagiante, por isso não entusiasmam e não despertam atração”. Onde há vida, “o desejo de levar Cristo aos outros”, surgem vocações genuínas.

Mesmo em paróquias onde os sacerdotes não são muito comprometidos e alegres, é a vida fraterna e fervorosa da comunidade que suscita o desejo de consagrar-se inteiramente a Deus e à evangelização, especialmente se esta comunidade vivaz reza insistentemente pelas vocações e tem a coragem de propor aos seus jovens um caminho de especial consagração.

O Senhor nos encontrou como éramos

O Pontífice convida então a ter cuidado com a tentação de “viver um sacerdócio sem Batismo, sem a memória de que o nosso primeiro chamado é à santidade”. A fonte da esperança é Deus que sempre nos ama primeiro, e que “mesmo em meio à crise”, não cessa de amar “e, portanto, de chamar”. E disso, continua, dirigindo-se aos irmãos no sacerdócio presentes na Sala Paulo VI, “cada um de nós é testemunha: um dia o Senhor nos encontrou onde estávamos e como estávamos, em ambientes contraditórios ou com situações familiares complexas; mas isso não o distraiu de querer escrever, através de cada um de nós, a história da salvação”.

Cada um, olhando para sua própria humanidade, sua própria história, seu próprio caráter, não deve se perguntar se uma escolha vocacional é conveniente ou não, mas se em consciência essa vocação revela nele aquele potencial de Amor que recebemos no dia de nosso Batismo.

A proximidade a Deus

Por esta razão, o Papa Francisco mergulha nas quatro “proximidades”, que ele chama de “fundamentos sólidos” para a vida de um sacerdote hoje, começando com a proximidade de Deus, “proximidade ao Senhor das proximidades”. Sem “um relacionamento significativo com o Senhor”, reitera, “nosso ministério está destinado a se tornar estéril”.

A proximidade com Jesus, o contato com sua Palavra, nos permite confrontar a nossa vida com a sua e aprender a não nos escandalizarmos de nada do que nos acontece, a nos defendermos dos “escândalos”.

Sem a oração, um padre está sozinho um “trabalhador cansado”

Muitas crises sacerdotais, continua o Papa, “têm sua origem precisamente em uma vida pobre de oração, uma falta de intimidade com o Senhor, uma redução da vida espiritual à mera prática religiosa”. Em momentos importantes “de minha vida”, confessa, “esta proximidade com o Senhor foi decisiva para me sustentar”. Sem a proximidade concreta “na escuta da Palavra, na celebração eucarística, no silêncio da adoração, na entrega a Maria, no acompanhamento sábio de um guia, no sacramento da Reconciliação”, um sacerdote é “somente um trabalhador cansado que não desfruta dos benefícios dos amigos do Senhor”.

Renunciar ao ativismo, crescer na oração

Francisco lamenta que “demasiadas vezes, na vida sacerdotal, a oração é praticada apenas como um dever”, enquanto “um padre que reza é um filho que se faz próximo do Senhor”. É necessário, entretanto, acostumar-se a “ter espaços de silêncio durante o dia”. Devemos conseguir “renunciar ao ativismo”, aceitando “a desolação que vem do silêncio, do jejum das atividades e das palavras, da coragem de nos examinarmos com sinceridade”. Perseverar na oração, para o Pontífice, significa “não fugir quando a própria oração nos conduz ao deserto”. O caminho do deserto é o caminho que leva à intimidade com Deus, com a condição, porém, de não fugirmos, de não encontrarmos meios para escapar deste encontro”.

Um sacerdote deve ter um coração “largo” o suficiente para dar lugar à dor do povo a ele confiado e, ao mesmo tempo, como sentinela, anunciar a aurora da graça de Deus que se manifesta precisamente nessa dor.

Aceitar a própria miséria para abrir espaço a dos fiéis

De fato, explica o Papa Francisco, “abraçar, aceitar e apresentar a própria miséria na proximidade ao Senhor” para o sacerdote “será a melhor escola para poder, pouco a pouco, dar lugar a toda a miséria e dor que encontrará diariamente em seu ministério, a ponto de tornar-se ele mesmo como o coração de Cristo”.

Proximidade ao bispo

Falando então da proximidade ao bispo, o Papa lamenta que “durante muito tempo foi lida apenas de forma unilateral”, dando à obediência “uma interpretação longe do sentimento do Evangelho”. De fato, obediência significa “aprender a ouvir e lembrar que ninguém pode afirmar ser detentor da vontade de Deus, e que ela deve ser entendida somente através do discernimento”. E a relação de bondade com o bispo, como as outras três “proximidades”, torna possível quebrar toda tentação de fechar-se em si mesmo e ajuda todo sacerdote e toda Igreja particular “a discernir a vontade de Deus”.

Mas não devemos esquecer que o próprio bispo só pode ser um instrumento deste discernimento se ele também escutar a realidade de seus presbíteros e do povo santo de Deus a ele confiado.

A oração dos sacerdotes, a escuta dos bispos

Francisco lembra que na Evangelii gaudium recomendava de “praticar a arte de escutar, que é mais do que ouvir”. A primeira coisa, na comunicação com o outro, é a capacidade do coração que torna possível a proximidade, sem a qual não há um verdadeiro encontro espiritual”. Portanto, a obediência “também pode ser confronto, escuta e, em alguns casos, tensão”.

Isto exige necessariamente que os sacerdotes rezem pelos bispos e saibam expressar sua opinião com respeito e sinceridade. Requer também humildade por parte dos bispos, a capacidade de ouvir, de ser autocrítico e de se deixar ajudar. Se defendermos este elo, prosseguiremos com segurança em nosso caminho.

A proximidade entre os sacerdotes

A terceira proximidade, aquela entre os sacerdotes, para o Pontífice é expressa na fraternidade, que é “escolher deliberadamente procurar ser santo com os outros e não em solidão”. Para explicar suas características “que são as do amor”, pede ajuda ao “mapa” do capítulo 13 da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios. Fraternidade, portanto, significa paciência, “a capacidade de sentir-se responsável pelos outros, de carregar seus fardos”, longe da inveja, a incapacidade de alegrar-se “quando vejo o bem na vida dos outros”, que ” tanto atormenta os nossos ambientes e que é uma fadiga na pedagogia do amor, e não simplesmente um pecado a ser confessado”. Na fraternidade, “não precisamos nos vangloriar”, nem faltar “respeito para com aqueles que nos circundam”. O amor fraterno, lembra o Papa Francisco, “não busca seu próprio interesse, não deixa espaço para a raiva, para o ressentimento”, não se lembra “para sempre do mal recebido” a ponto de talvez “gozar da injustiça quando se trata da pessoa que me fez sofrer”, e “considera um pecado grave atacar a verdade e a dignidade dos irmãos através de calúnias, maledicências, fofocas”.

A fraternidade não é utopia, mas um campo de treinamento para o espírito

Não é uma utopia, assegura Francisco, mesmo que “todos saibamos como pode ser difícil viver em comunidade, compartilhar a vida cotidiana com aqueles que quisemos reconhecer como irmãos”.

O amor fraterno, se não queremos adoçá-lo, acomodá-lo ou menosprezá-lo, é a “grande profecia” de que, nesta sociedade de desperdício, somos chamados a viver. Eu gosto de pensar no amor fraterno como uma academia do espírito, onde dia após dia nos confrontamos e temos o termômetro de nossa vida espiritual.

Fraternidade que ajuda a viver serenamente o celibato

Somente “quem procura amar está seguro”, resume o Pontífice, porque “quem vive com a síndrome de Caim”, convencido “de que não pode amar porque sente sempre de não ter sido amado”, justamente por causa disso “é mais expostos ao mal: a se machucar e a fazer o mal”.

Eu diria até mesmo que onde a fraternidade sacerdotal funciona e existem laços de verdadeira amizade, também é possível viver a escolha celibatária com maior serenidade.

O celibato, de fato, “é um dom que, para ser vivido como santificação, requer relações saudáveis, relações de verdadeira estima e verdadeira bondade que encontram sua raiz em Cristo”. Sem amigos e sem oração, recorda o Papa Francisco, “pode tornar-se um fardo insuportável e um contra-testemunho da própria beleza do sacerdócio”.

Proximidade ao povo

A quarta proximidade, “o relacionamento com o Povo Santo de Deus”, sublinha o Papa, “não é para cada um de nós um dever, mas uma graça”, o que favorece “o encontro em plenitude com Deus”, como já está escrito na Evangelii gaudium. O lugar de todo sacerdote “é no meio do povo”, para descobrir que Jesus crucificado “quer nos usar para nos aproximar cada vez mais de seu amado povo”. Ele “quer que toquemos a miséria humana”, e que conheçamos “o poder da ternura”. Esta proximidade, como os outros, convida o Papa, de fato “exige, continuar o estilo do Senhor”, feito “de compaixão e ternura, porque ele é capaz de caminhar não como um juiz, mas como o Bom Samaritano”. Como aquele que “reconhece as feridas de seu povo”, os sacrifícios “de tantos pais e mães para manter suas famílias, e também as consequências da violência, corrupção e indiferença”.

É decisivo lembrar que o Povo de Deus espera encontrar pastores no estilo de Jesus – e não “clérigos de estado” ou “profissionais do sagrado” -; pastores que conhecem a compaixão e a oportunidade; homens corajosos, capazes de parar diante dos feridos e estender a mão; homens contemplativos que, em sua proximidade ao seu povo, podem proclamar a força operante da Ressurreição sobre as feridas do mundo.

A proximidade do pastor encoraja a pertença

Em uma sociedade onde estamos “conectados a tudo e a todos, nos falta a experiência de pertencer, que é muito mais do que uma conexão”. Mas, lembra Francisco, “com a proximidade de pastor podemos convocar a comunidade e fomentar o crescimento de um sentimento de pertença”. Um antídoto “contra uma deformação da vocação”, esquecer “que a vida sacerdotal é para os outros, para o Senhor e para o povo por Ele confiado”. Um esquecimento que “está na raiz do clericalismo e de suas consequências”.

O clericalismo é uma perversão porque é construído sobre o “distanciamento”. Quando penso no clericalismo, penso também na clericalização dos leigos: a promoção de uma pequena elite em torno do padre que também acaba distorcendo sua missão fundamental.

Como é minha proximidade?

Em conclusão, o Pontífice relaciona “esta proximidade com o Povo de Deus com a proximidade de Deus”, pois quando reza “o pastor traz as marcas das feridas e alegrias de seu povo, que ele apresenta em silêncio ao Senhor para ungi-las com o dom do Espírito Santo”.

Bispos e padres fariam bem em se perguntar “como vão as minhas proximidades”, como estou vivendo estas quatro dimensões que moldam meu ser sacerdotal de forma transversal e me permitem administrar as tensões e desequilíbrios com os quais temos que lidar todos os dias. Estas quatro proximidades são uma boa escola para “jogar em campo aberto”, onde o sacerdote é chamado, sem medo, sem rigidez, sem reduzir ou empobrecer a missão.

Proximidade com o estilo de Deus: compaixão e ternura

Estas proximidades do Senhor, resume novamente o Papa Francisco, “não são uma tarefa a mais: são um dom que Ele dá para manter viva e fecunda a vocação”. Para evitar a tentação de “fechar-nos em discursos e discussões intermináveis sobre a teologia do sacerdócio ou sobre teorias do que deveria ser”, o Senhor, com ternura e compaixão, “oferece aos sacerdotes as coordenadas para reconhecer e manter vivo o ardor pela missão: proximidade, proximidade a Deus, ao bispo, aos irmãos sacerdotes e ao povo a eles confiado”. A proximidade no estilo de Deus, que está próximo com compaixão e ternura”.

Na catequese de hoje, o Papa Francisco afirmou que é papel do cristão proteger a própria vida, a dos outros e a da Igreja.
Na catequese de hoje, o Papa Francisco afirmou que é papel do cristão proteger a própria vida, a dos outros e a da Igreja. Leia abaixo a matéria publicada no site Vatican News.

“São José, padroeiro da Igreja Universal” foi o tema da última catequese do Papa Francisco sobre São José, na Audiência Geral desta quarta-feira (16/02), realizada na Sala Paulo VI.

Segundo o Papa, “estas catequeses são complementares à Carta apostólica Patris corde, escrita por ocasião dos 150 anos da proclamação de São José como Padroeiro da Igreja católica pelo Beato Pio IX”. “Mas o que significa este título? O que significa que São José é padroeiro da Igreja?”, perguntou Francisco.

No final de cada história em que José é o protagonista, o Evangelho observa que ele toma consigo o Menino e a sua mãe e faz o que Deus lhe ordenou. A tarefa de José é proteger Jesus e Maria. Jesus, Maria e José são o núcleo primordial da Igreja. Citando ainda a Patris Corde, o Papa disse que «sempre nos devemos interrogar se estamos protegendo com todas as nossas forças Jesus e Maria, que misteriosamente estão confiados à nossa responsabilidade, à nossa guarda». Aqui há “um traço muito bonito da vocação cristã: proteger. Proteger a vida, proteger o desenvolvimento humano, proteger a mente humana, proteger o coração humano, proteger o trabalho humano… O cristão é – podemos dizer – como São José: ele deve proteger. Ser cristão não é apenas receber a fé, confessar a fé, mas proteger a vida, a própria vida, a vida dos outros, a vida da Igreja”.

“O Filho do Altíssimo veio ao mundo numa condição de grande fragilidade. Ele quis precisar ser defendido, protegido e cuidado”, frisou Francisco, acrescentando:

Deus confiou em José, como fez Maria, que encontrou nele o esposo que a amava e respeitava e sempre cuidou dela e do Menino.  «Neste sentido, São José não pode deixar de ser o Guardião da Igreja, porque a Igreja é o prolongamento do Corpo de Cristo na história e ao mesmo tempo, na maternidade da Igreja, espelha-se a maternidade de Maria. José, continuando a proteger a Igreja, continua a proteger o Menino e sua mãe; e também nós, amando a Igreja, continuamos a amar o Menino e sua mãe.

Segundo o Papa, “nós devemos aprender com José a “guardar” estes bens: amar o Menino e a sua mãe; amar os sacramentos e o povo de Deus; amar os pobres e a nossa paróquia. Cada uma destas realidades é sempre o Menino e a sua mãe”.

Hoje é comum, é de todos os dias criticar a Igreja, para apontar as suas incoerências, os seus pecados, que na realidade são as nossas incoerências, os nossos pecados, porque a Igreja sempre foi um povo de pecadores que encontra a misericórdia de Deus. Perguntemo-nos se, no fundo do coração, amamos a Igreja. De fato, só o amor nos torna capazes de falar plenamente a verdade, de uma forma não partidária; de dizer o que está errado, mas também de reconhecer toda a bondade e santidade que estão presentes na Igreja, começando precisamente por Jesus e Maria. Amar a Igreja, proteger a Igreja e caminhar com a Igreja. Mas a Igreja não é aquele pequeno grupo que está perto do padre e manda em todos, não. A Igreja somos todos, todos nós. A caminho. Guardar um ao outro, guardar reciprocamente. Esta é uma boa pergunta: quando tenho um problema com alguém, tento protegê-lo ou condená-lo imediatamente, falo mal dele, o destruo? Proteger. Proteger

O Papa encorajou os fiéis a pedirem a intercessão de São José nos momentos mais difíceis de suas vidas e de suas comunidades. “Onde os nossos erros se tornam um escândalo, peçamos a São José que nos dê coragem para dizer a verdade, pedir perdão e recomeçar humildemente”.

Onde a perseguição impede que o Evangelho seja proclamado, peçamos a São José a força e a paciência para suportar abusos e sofrimentos por amor ao Evangelho. Onde quer que os meios materiais e humanos sejam escassos e nos façam experimentar a pobreza, especialmente quando somos chamados a servir os últimos, os indefesos, os órfãos, os doentes, os descartados da sociedade, rezemos a São José para que seja Providência para nós.

Por iniciativa do próprio pontífice, o Papa Francisco, conhecido como “motu proprio”, foi divulgado um documento que modifica algumas atribuições de competência das Conferências

Por iniciativa do próprio pontífice, o Papa Francisco, conhecido como “motu proprio”, foi divulgado um documento que modifica algumas atribuições de competência das Conferências Episcopais e bispos diocesanos. Veja abaixo a matéria publicada no site Vatican News.

Não mais uma “aprovação”, mas uma “confirmação”. Essa é a novidade essencial do motu proprio com o qual o Papa decidiu modificar a atribuição de algumas competências previstas pelo Código de Direito Canônico, tanto da Igreja latina como das Igrejas orientais. Estas incluem a competência das Conferências Episcopais para publicar catecismos. Uma das primeiras novidades diz respeito à transferência da Santa Sé para o bispo diocesano da faculdade de criar um seminário em seu território, sem ter que esperar pela aprovação de Roma, mas simplesmente pela sua confirmação. O objetivo, como definido na introdução ao motu proprio, é favorecer uma “descentralização salutar” que torna as decisões no campo eclesial mais dinâmicas.

Uma possibilidade análoga é concedida aos bispos em relação à formação sacerdotal (os bispos podem adaptá-la “às necessidades pastorais de cada região ou província”) e à incardinação dos sacerdotes, que a partir de agora podem ser incardinados – para além de em uma Igreja particular ou um em um Instituto religioso – também em uma “associação  pública clerical”, reconhecida pela Santa Sé, a fim de evitar “clérigos acéfalos e vagantes”. O critério de descentralização, mas também de “proximidade”, também se reflete no alongamento de 3 para 5 anos do período de “exclaustração”, ou seja, a possibilidade que autoriza um religioso a viver fora de seu próprio Instituto por razões sérias. O motu proprio, assim como sobre a competência das Conferências episcopais para publicar catecismos, intervém transferindo da Santa Sé para a responsabilidade das Igrejas locais as decisões sobre possíveis reduções no número de Missas a serem celebradas com relação às intenções e recebimentos.

bispo dom Marco Mellino, secretário do Conselho de Cardeais e membro do Pontifício Conselho dos Textos Legislativos, explica os princípios gerais que inspiraram o motu proprio do Papa:

O Motu proprio, com o qual algumas normas dos dois Códigos da Igreja católica – o Código de Direito Canônico para a Igreja latina e o Código dos Cânones das Igrejas Orientais para a Igreja oriental – são alteradas, é mais uma peça que se une ao trabalho de reforma que o Papa Francisco começou desde o início de seu pontificado e está prosseguindo.

Responde ao espírito de “descentralização salutar” indicado na Exortação apostólica Evangelii Gaudium, n. 32, com o objetivo de favorecer e valorizar a dinâmica de proximidade na Igreja, sem com isso comprometer a comunhão hierárquica.

A intenção que o anima é profundamente pastoral e está bem delineada no proêmio introdutório do texto, no qual se diz que, tendo em conta a cultura eclesial e a mentalidade jurídica própria de cada Código, certas competências até então atribuídas à Santa Sé, e portanto exercidas pelo governo central, estão sendo “descentralizadas”, ou seja, designadas aos Bispos (diocesanos/eparquiais ou unidos em Conferências episcopais ou segundo Estruturas hierárquicas orientais) e aos Superiores Maiores dos Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica com a intenção precisa de fomentar sobretudo o sentido da colegialidade e da responsabilidade pastoral, bem como de satisfazer os princípios da racionalidade, da eficácia e da eficiência.

É evidente, de fato, que quando a autoridade tem um conhecimento direto e mais próximo das pessoas e dos casos que exigem uma ação pastoral de governo, esta ação, em virtude da própria proximidade, pode ser de mais rápida eficácia.

Neste sentido, portanto, as mudanças normativas que estão sendo feitas com este Motu Proprio refletem ainda mais a universalidade compartilhada e plural da Igreja, que inclui as diferenças sem homologá-las, garantida, no que diz respeito à sua unidade, pelo ministério petrino próprio do Bispo de Roma.

Ontem o Papa Francisco rezou pela paz entre a Ucrânia e a Rússia e hoje o site Vatican News publicou uma entrevista com o
Ontem o Papa Francisco rezou pela paz entre a Ucrânia e a Rússia e hoje o site Vatican News publicou uma entrevista com o núncio apostólico de Kiev, na Ucrânia, dom Visvaldas Kulbokas. Leia abaixo:

No dia seguinte à oração do Papa Francisco no Angelus para que se faça “todo esforço pela paz” na Ucrânia, onde os ventos da guerra sopram, o núncio apostólico, dom Visvaldas Kulbokas, relançou o apelo do Pontífice e exortou a não frear o diálogo entre as partes.

Há três semanas fizemos uma entrevista com o senhor, o que mudou desde então, qual é a situação na Ucrânia?

É claro que a situação já estava tensa há três semanas, mas tornou-se ainda mais tensa. O que estou percebendo é que há um nível muito alto de preocupação entre as pessoas, há também o medo. Entretanto, devo dizer que, em geral, os ucranianos também estão mostrando grande resiliência. Isto porque o conflito nos territórios orientais já vem ocorrendo há quase oito anos, de modo que existe também uma certa capacidade humana para lidar com situações de emergência. O medo é grande, a tensão é alta, mas mesmo assim as pessoas estão resistindo bastante bem.

Não sei se o senhor notou que na mídia ocidental se fala da grande tensão na Ucrânia. O senhor acha que isso realmente reflete o clima em que as pessoas vivem?

Claro que se pode dizer que há muita atenção porque é como se se pudesse sentir o cheiro da guerra, o que preocupa a todos. Isso preocupa aqueles que têm filhos, aqueles que vivem com idosos, mulheres grávidas, mas aqui o governo está tentando acalmar a população. E, na minha opinião, isto também faz parte da missão da Igreja Católica e, em geral, das igrejas e comunidades religiosas, de incutir pelo menos uma calma relativa mesmo em situações de emergência.

Como a Igreja Católica na Ucrânia interpreta a situação atual?

Fiquei muito contente de ouvir tantas homilias encorajadoras. O que se tem notado é que a oração pela paz tem sido cheia de fervor nestes dias. Você pode sentir a preocupação dos fiéis que vêm às paróquias, mas também se pode sentir uma oração profunda porque sabemos muito bem que a oração não é uma coisa qualquer, a oração tem um enorme poder de mudar os corações, de mudar o curso da história.

A impressão é que o diálogo neste momento está parado e que as partes não estão se ouvindo…

O diálogo está encontrando obstáculos agora. O que ocorre é o que acontece nas famílias quando surge um conflito, que não surge naquele momento, mas existem causas anteriores que deram origem a esses mal-entendidos. Este é um aspecto… Quando o diálogo se rompe, a culpa é de muitos, em minha opinião, e não apenas de alguns diretamente envolvidos. O segundo aspecto, que é muito positivo, é que a Igreja redescobre a beleza de sua própria vocação porque, no diálogo político, escolher o caminho da paz significa ter muita coragem. Assim, quando rezamos pela paz, rezamos também pela coragem dos políticos.

A missão da Igreja é olhar para todos como irmãos, portanto, quando falamos de diálogo e quando rezamos pelo diálogo, como Igreja sabemos que temos a missão de iluminar o diálogo. Quando rezo pessoalmente pela paz, sei muito bem que a qualquer momento Nosso Senhor Jesus é capaz de iluminar um ou outro político, um ou outro soldado, e mudar diametralmente as decisões. É preciso muito pouco, apenas uma mudança de perspectiva de um lado para o outro, como um irmão, e as decisões mudam. Portanto, mesmo que a situação seja muito tensa, muito difícil, humanamente falando, é uma maneira de a Igreja redescobrir sua missão. Também podemos acrescentar que, como comunidade de crentes, somos convidados a contribuir para a construção da sociedade, das nações, dos países, mas esta construção nunca significa ir contra alguém, significa acima de tudo construir nós mesmos, a unidade, a compreensão. Também significa construir um maior entendimento entre as igrejas, porque quanto mais unidos estivermos, mais fortes estaremos dentro e mais capazes de dar um testemunho do Evangelho aos outros.

A Pascom, Pastoral da Comunicação, está com inscrições abertas para o curso de comunicação destinado a agentes de pastoral. Leia a matéria publicada no

A Pascom, Pastoral da Comunicação, está com inscrições abertas para o curso de comunicação destinado a agentes de pastoral. Leia a matéria publicada no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e veja como se inscrever:

Fundamentos da Pastoral da Comunicação é o primeiro curso da Escola Nacional de Comunicação, uma iniciativa da Pascom Brasil e da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC Minas. A previsão de início da escola é no dia 12 de março, com a aula inaugural, e as inscrições já estão abertas pelo portal da PUC Minas. Serão ofertadas 150 vagas.

Para o coordenador do GT Formação da Pascom Brasil e assessor eclesiástico do regional Sul 1, padre Tiago Barbosa, a Escola Nacional de Comunicação é uma oportunidade de formação conjunta que a Pascom Brasil proporciona aos agentes de pastoral dos quatro cantos de nosso país.

“Com aulas 100% on-line, conseguiremos juntos aprimorar nosso conhecimento a fim de que comuniquemos cada vez mais com convicção e com o coração!”

Como surgiu a Escola Nacional de Comunicação?

O coordenador-geral da Pascom Brasil, Marcus Tullius, recorda que a Escola de Comunicação é um dos primeiros anseios da coordenação nacional.

“Em novembro de 2018, quando realizamos uma primeira reunião com coordenadores regionais, após a nossa eleição, já sabíamos da necessidade de um espaço de formação comum para os nossos agentes. Inspirados por experiências exitosas em dioceses e regionais do nosso Brasil, começamos a partilhar e a sonhar. Era o que podíamos naquele momento e nem pensávamos que atravessaríamos uma pandemia.”

A partir do momento em que a Pascom Brasil começou a se organizar por grupos de trabalho, novamente o tema da Escola apareceu e coube ao eixo da Formação a realização desta ação. Segundo padre Tiago, a organização da Escola se deu por meio do esforço e contribuição de lideranças da Pascom de todos os estados brasileiros. Os coordenadores regionais puderam opinar e sugerir os conteúdos que seriam trabalhados, a partir das necessidades sentidas em suas realidades. “Assim, com nossas aulas, poderemos crescer em nossa técnica, aperfeiçoar nossa formação, estimular nossa articulação e fortalecer a nossa fé. Tudo isso para que Jesus Cristo seja mais amado e conhecido por meio do trabalho da Pascom!”, afirmou.

A Escola quer constituir-se como um espaço de formação de agentes da Pastoral da Comunicação e também de outras pastorais, movimentos, organismos e serviços para que sejam, em suas realidades eclesiais, protagonistas da evangelização e respondam, com vigor, ao mandato missionário de Cristo (cf. Mt 28,19).

Durante a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), a ampliação do uso de novas mídias e as urgências da ação evangelizadora provocaram o reconhecimento e o fortalecimento dos trabalhos da Pastoral da Comunicação nas mais diversas instâncias eclesiais, oportunizando a chegada de novos agentes, muitos sem a adequada formação técnica ou pastoral. É neste contexto que nasce a Escola Nacional de Comunicação, como resposta aos anseios do tempo presente. Ela é mais um espaço para qualificar leigos e leigas para o pleno exercício do sacerdócio batismal, radicados em comunidades eclesiais missionárias, comprometidos com o Evangelho. Para o Papa Francisco, “toda a formação cristã é, primariamente, o aprofundamento do querigma que se vai, cada vez mais e melhor, fazendo carne” (cf. Exortação Apostólica Evangelli Gaudium, 165)

Quem pode fazer o Curso?

​O curso Fundamentos da Pastoral da Comunicação, da Escola Nacional de Comunicação, é destinado aos agentes da Pastoral da Comunicação, profissionais que atuam na comunicação eclesial, bem como dos agentes de outras pastorais que desejam aprimorar o conhecimento de comunicação para a evangelização. A expectativa é que o curso possa ser ofertado regularmente, possibilitando a formação do maior número de agentes. Mesmo sendo on-line, a limitação de vagas visa o melhor aproveitamento dos cursistas, garantindo interação com os professores e demais colegas.

“Com a realização deste primeiro curso, esperamos que em breve possamos ter outras opções para aprofundamento dos agentes, especialmente no campo da pastoral. Já temos muitas iniciativas duradouras no campo da formação, mas considerando as diversas necessidades pastorais e a extensão continental do nosso país, sempre há espaço para surgimento de outras opções”, afirmou o coordenador-geral da Pascom.

Qual a duração e como será organizado?

O curso terá carga horária total de 112 h/a e está dividido em 3 módulos, com aulas síncronas (on-line) e aulas assíncronas (gravadas). O primeiro e o segundo módulos terão a duração de 40h, sendo 24h de aulas síncronas e 16h de aulas gravadas, em formato de oficina, para serem assistidas pelo aluno no período do curso. O terceiro módulo terá a duração de 32h, sendo 24h de aulas síncronas e 8h de aulas gravadas, em formato de oficina, para serem assistidas pelo aluno no período do curso.

O primeiro módulo contém as seguintes disciplinas: Comunicação no mundo e na Igreja; Comunicação e Eclesiologia. Também serão ofertadas as oficinas História da Comunicação na Igreja; Produção audiovisual 1 – podcast; Comunicação e Espiritualidade; Produção audiovisual 2 – vídeo.

No segundo módulo, os cursistas terão as disciplinas de Comunicação e Evangelização e Comunicação a serviço da Pastoral. Já as oficinas para esta etapa são: Lidando com as redes sociais; Criação e design gráfico; Técnicas de Comunicação Pastoral; Transmissões ao vivo.

O último módulo apresenta três disciplinas: Cultura Digital; Planejamento em Comunicação e Projetos em Comunicação. As últimas oficinas são Comunicação e Relacionamento; Trabalho de Conclusão de Curso.

Quando acontecerão as aulas?

As aulas on-line serão ministradas quinzenalmente, aos sábados, conforme o cronograma abaixo:

12/03/2022 – (8h às 12h) – Aula inaugural
26/03/2022 – (8h às 12h; 13h às 17h) – Aula disciplina 1
09/04/2022 – (8h às 12h; 13h às 17h) – Aula disciplina 1 | Aula disciplina 2
23/04/2022 – (8h às 12h; 13h às 17h) – Aula disciplina 2
07/05/2022 – (8h às 12h; 13h às 17h) – Aula disciplina 3
21/05/2022 – (8h às 12h; 13h às 17h) – Aula disciplina 3 | Aula disciplina 4
04/06/2022 – (8h às 12h; 13h às 17h) – Aula disciplina 4
18/06/2022 – (8h às 12h; 13h às 17h) – Aula disciplina 5
02/07/2022 – (8h às 12h; 13h às 17h) – Aula disciplina 6
16/07/2022 – (8h às 12h; 13h às 17h) – Aula disciplina 7
24/07/2022 – (11h) – Celebração de Encerramento da 1ª turma durante o 7º Encontro Nacional da Pascom

Quem são os professores?

O corpo docente da Escola Nacional de Comunicação é composto por pessoas que possuem conhecimento técnico e vivência de fé, tornando-se um diferencial para a formação dos agentes da Pastoral da Comunicação. Estão confirmados os professores Moisés Sbardelotto, Aline Amaro, Alzirinha Rocha, Patrícia Luz, Pe. Tiago José Sibula Silva, Adielson Agrelos, Andréia Gripp, Pe. Tiago Barbosa, Rafael Alberto, Ricardo Alvarenga e Marcus Tullius.

Quanto custa?

Para cobrir os custos da Escola, será cobrada uma taxa única. O valor do investimento é R$ 215,00 para pagamento à vista, como possibilidade de parcelamento em até 4 vezes.

​Ao finalizar todo o conteúdo do curso, o aluno estará habilitado para gerar o seu certificado digital de participação, emitido pela PUC Minas.

Inscreva-se já!