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O Papa Francisco encerrou o Ano dedicado a São José visitando a Comunidade Cenáculo. Leia a matéria publicada no site Vatican News. Na tarde

O Papa Francisco encerrou o Ano dedicado a São José visitando a Comunidade Cenáculo. Leia a matéria publicada no site Vatican News.

Na tarde da quarta-feira, 8 de dezembro, o Papa Francisco foi à Comunidade Cenáculo, onde foi acolhido por cerca de 25 membros da fraternidade Bom Samaritano, presentes em Roma. Também estavam no local integrantes de fraternidades espalhadas por toda a Itália, juntamente a famílias nascidas na comunidade e pessoas que ali são regularmente assistidas.

Depois de assistir a uma peça sobre a vida de São José, realizada pelos jovens convidados das duas fraternidades de Medjugorje, e de ouvir algumas das histórias de acolhimento e renascimento vividas pelos membros da comunidade, o Papa tomou a palavra para agradecer-lhes e encorajar a viagem destes jovens:

“Não tenham medo da realidade, da verdade, das nossas misérias. Não tenham medo porque Jesus gosta da realidade tal como ela é, não inventada; o Senhor não gosta de pessoas que inventam as suas almas, que inventam os seus corações.”

E acrescentou: “Ajudem muitos jovens que se encontram em situações como a de vocês. Tenham a coragem de dizer: ‘Pensem que há um caminho melhor’”.

Ao visitar a sede da fraternidade, o Papa Francisco saudou pessoalmente os presentes e parou em particular para abençoar a capela, construída pelos próprios membros a partir de objetos reciclados, para significar também a renovação da vida de cada pessoa dentro da Comunidade Cenáculo. Depois, rezou com todos a oração dedicada a São José contida na Carta Apostólica “Patris Corde”, confiando o mundo e a Igreja à proteção do Santo, e assim concluindo o Ano que lhe foi dedicado.

 

Veja a matéria publicada no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sobre o rosto da Igreja na América Latina. A Assembleia

Veja a matéria publicada no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sobre o rosto da Igreja na América Latina.

A Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe revelou a diversidade de rostos e realidades, tanto eclesiais como sociais, presentes no continente. O conhecimento dos dados nos ajuda a elaborar análises mais precisas e, a partir daí, a discernir com maior precisão o caminho a seguir.

Este trabalho foi realizado pelo professor Fernando Altemeyer Junior, que fez uma análise detalhada da realidade eclesial da América Latina e do Caribe, levando em conta diferentes elementos: católicos romanos, a porcentagem que representam da população, circunscrições eclesiásticas, paróquias, centros pastorais, bispos, padres, diáconos, religiosos irmãos, religiosas, catequistas e a outra religião predominante em cada um dos países.

Com 108.796.000 católicos, de acordo com os dados coletados pelo professor Altemeyer Junior, o México é o país com o maior número de pessoas que se declaram católicas, com o Brasil, por muitos anos na liderança, passando para o segundo lugar com 106 milhões de católicos. A este respeito, é surpreendente que os dados mostrem que no Brasil a porcentagem de católicos atinge apenas 50%, uma seção na qual a Argentina, com 89,85%, está em primeiro lugar, praticamente empatada com o México, com 89,33%. A porcentagem mais baixa de católicos está em Barbados, com 3,4% da população.

Em termos de circunscrições eclesiásticas, o Brasil está em primeiro lugar com 278, muito à frente do México, que está em segundo lugar com 99. Em termos de paróquias, a ordem é a mesma, com 12.013 e 6.979, respectivamente. O mesmo vale para os centros de pastoral com 50.159 e 9.871. O número de bispos com 465 e 176 também é liderado pelo Brasil e México, o que contrasta com 8 países que têm apenas um bispo e 6 que não têm bispos residentes no país.

O Brasil lidera no número de sacerdotes com 24.598, diáconos com 4.770, irmãos religiosos com 111.816, irmãs religiosas com 2.7182, e está em segundo lugar no número de catequistas com 120.130. Nesta seção, o maior número corresponde ao México com 211.912, sendo o segundo em número de sacerdotes, com 15.921, irmãos religiosos, com 6.427, e irmãs religiosas, que chegam a 26.604. É surpreendente que o Chile seja o país com o segundo maior número de diáconos, que chegam a 1.032, se levarmos em conta que o número de sacerdotes é de apenas 2.395.

Para se ter uma ideia do que estes números representam em relação ao total do continente, temos que dizer que de acordo com os dados fornecidos pelo professor Altemeyer Jr., a população da América Latina e do Caribe é de 452.786.675 habitantes, 80,2% dos quais se consideram católicos. Existem 837 circunscrições eclesiásticas, 36.539 paróquias e 108.138 centros pastorais. Há 1.439 bispos, 77.140 sacerdotes e 10.181 diáconos. Há 23.670 irmãos religiosos, 113.444 irmãs religiosas e 956.792 catequistas.

São números que devem levar à reflexão e que, numa primeira análise, nos mostram a força da vida religiosa feminina e dos leigos, especialmente as mulheres, que constituem a grande maioria dos catequistas, ministério recentemente reconhecido pelo Papa Francisco, mas que não está sendo implementado com reconhecimento explícito em muitas igrejas particulares. Neste tempo sinodal, é hora de parar, pensar e, a partir dos dados, que são mais do que números frios, descobrir o que Deus espera da Igreja na América Latina e no Caribe neste momento da história.

No término da visita à Grécia, o Papa Francisco encontrou com os jovens e fez um alerta sobre redes sociais. Leia a matéria publicada
No término da visita à Grécia, o Papa Francisco encontrou com os jovens e fez um alerta sobre redes sociais. Leia a matéria publicada no site do Vatican News.
No encontro com os jovens, Francisco disse que “há tantos hoje que são muito “social”, mas pouco sociais: fechados em si mesmos, prisioneiros do celular que trazem na mão, mas no visor falta o outro, faltam os seus olhos, a sua respiração, as suas mãos. Ao invés, como é bom estar com os outros, descobrir as novidades do outro; cultivar a mística do todo, a alegria de compartilhar, o ardor de servir!”
O Papa Francisco encontrou-se com os jovens, na manhã desta segunda-feira (06/12), na Escola das Irmãs Ursulinas São Dionísio, em Maroussi, Atenas, último compromisso público do Santo Padre em terras gregas.
Francisco aproveitou a ocasião para agradecer o acolhimento recebido e o trabalho realizado na organização de sua visita ao país. Depois de ouvir os testemunhos dos jovens, o Papa fez um comentário sobre cada um.

A fé é um caminho quotidiano com Jesus

A jovem Katerina falou sobre suas frequentes dúvidas de fé. O Papa lhe disse para “não ter medo das dúvidas, porque não são faltas de fé. Pelo contrário, as dúvidas são «vitaminas da fé»: ajudam a robustecê-la, tornando-a mais forte, ou seja, mais consciente, mais livre, mais madura. Tornam-na mais disposta a pôr-se a caminho, a seguir em frente com humildade, dia após dia”.

A fé é precisamente isto: um caminho quotidiano com Jesus, que nos leva pela mão, acompanha, encoraja e, quando caímos, nos levanta. É como uma história de amor, onde se avança sempre juntos, a cada dia; e contudo sobrevêm, como numa história de amor, momentos em que há necessidade de se interrogar, de superar as dúvidas. E é útil, faz subir o nível do relacionamento.

“O âmago da fé não é uma ideia nem uma moral, mas uma realidade, uma realidade belíssima que não depende de nós e que nos deixa de boca aberta: somos filhos amados de Deus! Filhos amados: temos um Pai que olha por nós sem nunca cessar de nos amar. Não podemos deixar de nos maravilhar por sermos para ele, não obstante todas as nossas fraquezas e pecados, filhos amados desde sempre e para sempre”, frisou o Papa.

Os jovens “não valem pela marca da roupa que usam”

Francisco disse ainda que quando ficarmos desiludidos com o que fazemos, devemos ter a coragem de admirar o perdão. No perdão se encontram “o rosto do Pai e a paz do coração” que “nos derrama o seu amor num abraço que nos levanta, que desintegra o mal cometido e volta a fazer brilhar a beleza incancelável que há em nós: a de sermos seus filhos prediletos. Não permitamos que a preguiça, o medo ou a vergonha nos roubem o tesouro do perdão. Deixemo-nos maravilhar pelo amor de Deus”.

Jovens, vocês “não valem pela marca da roupa ou pelos sapatos que usam, mas porque é único, é única”. Não se deixem encantar pelas mensagens sedutores e insistentes das sereias de hoje, “que apostam em lucros fáceis, nas ilusórias necessidades do consumismo, no culto do bem-estar físico, da diversão a todo o custo. São muitos fogos de artifício, que brilham por um momento, mas deixam apenas fumaça no ar”.

Há tantos hoje que são muito “social”, mas pouco sociais

O testemunho de Ioanna foi centrado nas duas mulheres mais importantes de sua vida: sua mãe e sua avó, que a «ensinaram a rezar, a agradecer a Deus todos os dias», assimilando “a fé de forma natural, genuína”. A jovem nos deu uma sugestão útil: “recorrer ao Senhor para qualquer coisa, falar com Ele, confessar-Lhe as nossas preocupações”. Ioanna falou também de uma terceira pessoa decisiva para ela, uma irmã que lhe mostrou a “alegria de olhar a vida como um serviço, pois servir os outros é o caminho para conquistar a alegria. É o caminho para se fazer algo de realmente novo na história. O serviço é a novidade de Jesus; o serviço, o dedicar-se aos outros é a novidade que torna a vida sempre jovem”.

O Papa convidou os jovens a não se contentarem com “encontros virtuais, mas a procurar os encontros reais”, a não procurarem “visibilidade, mas os invisíveis. Isto sim; é ser original, revolucionário.

Há tantos hoje que são muito “social”, mas pouco sociais: fechados em si mesmos, prisioneiros do celular que trazem na mão, mas no visor falta o outro, faltam os seus olhos, a sua respiração, as suas mãos. O visor torna-se facilmente num espelho, onde você julga ter diante de si o mundo, quando na realidade você está sozinho, num mundo virtual cheio de aparências, de fotografias maquiadas para parecer sempre bonito e em forma. Ao invés, como é bom estar com os outros, descobrir as novidades do outro; cultivar a mística do todo, a alegria de compartilhar, o ardor de servir!

Tenham a coragem da esperança

O último testemunho foi de Aboud que fugiu da Síria junto com seus parentes, depois de terem corrido várias vezes o risco de serem mortos pela guerra. “Depois de tantos «nãos» e mil dificuldades, vocês chegaram a este país da única maneira possível, de barco, permanecendo «num rochedo sem água nem comida, esperando o amanhecer e um navio da guarda costeira». Uma verdadeira e própria odisseia dos nossos dias”, disse o Papa.

O Papa convidou os jovens a alimentarem a coragem da esperança, como fez Aboud. “E como se faz? Através de suas opções”, respondeu Francisco.

Escolher é um desafio: é enfrentar o medo do desconhecido, sair do pântano da homogeneização, decidir tomar as rédeas da própria vida. Para fazer opções corretas, vocês devem se lembrar de uma coisa: as boas decisões têm a ver sempre com os outros, e não apenas conosco. Eis as opções pelas quais vale a pena arriscar, os sonhos que se devem realizar: aqueles que exigem coragem e envolvem os outros. É o que lhes desejo: com a ajuda de Deus, Pai que os ama, tenham a coragem da esperança.

Primeiros encontros do Papa na viagem à Grécia. Veja a matéria publicada no site Vatican News. Reunido na catedral maronita de Nossa Senhora das

Primeiros encontros do Papa na viagem à Grécia. Veja a matéria publicada no site Vatican News.

Reunido na catedral maronita de Nossa Senhora das Graças de Nicósia com bispos, sacerdotes, religiosos e catequistas, o Pontífice arriscou algumas palavras em grego para manifestar sua alegria e gratidão ao visitar a ilha do apóstolo Barnabé, filho daquela terra.

De modo especial, saudou as comunidades maronita e latina e, ao fazê-lo, manifestou novamente seu carinho e preocupação pelo Líbano:

“Quando penso no Líbano, sinto tanta preocupação com a crise em que o país se encontra e dou-me conta da grande tribulação dum povo cansado e provado pela violência e o sofrimento.”

Não há muros na Igreja

Já ao falar da rica composição da população local, o Papa mencionou o papel de Chipre no continente europeu: “Uma terra com os campos dourados, uma ilha acariciada pelas ondas do mar, mas sobretudo uma história que é entrelaçamento de povos e mosaico de encontros”.

Assim é também entre os católicos: “Não há – e oxalá nunca existam – muros na Igreja Católica: é uma casa comum, é o lugar das relações, é a convivência das diversidades”.

“E não esqueçam disto! Nenhum de nós foi chamado aqui para proselitismo de pregador, jamais. O proselitismo é estéril. Não dá vida. Todos nós fomos chamados pela misericórdia de Deus, que não se cansa de chamar, não se cansa de estar próximo, não se cansa de perdoar.”

Igreja de braços abertos

Mas foi inspirado em São Barnabé que Francisco dedicou grande parte do seu discurso, realçando dois aspectos de sua vida e missão.

O primeiro é paciência. Barnabé foi escolhido pela Igreja de Jerusalém como a pessoa mais idônea para visitar uma nova comunidade, a de Antioquia, formada por recém-convertidos do paganismo. Foi enviado quase como um “explorador”, encontrando pessoas de várias origens.

Em toda esta situação, o comportamento de Barnabé foi de grande paciência: “Queridos irmãos e irmãs, precisamos duma Igreja paciente: uma Igreja que não se deixa abalar e perturbar pelas mudanças, mas serenamente acolhe a novidade e discerne as situações à luz do Evangelho”.

“A Igreja não quer uniformizar, mas integrar todas as culturas, todas as psicologias das pessoas com paciência maternal, porque a Igreja é mãe.”

O Pontífice agradeceu a paciência dos membros da Igreja no acolhimento dos migrantes: “A Igreja em Chipre vive de braços abertos: acolhe, integra, acompanha. É uma mensagem importante também para a Igreja em toda a Europa, marcada pela crise da fé”.

Igreja, instrumento de fraternidade

O segundo aspecto é marcado pela amizade fraterna, como foi entre Barnabé e Paulo de Tarso. Depois da conversão de Paulo, ‘Barnabé tomou-o consigo’. “Isto chama-se fraternidade”, ressaltou Francisco.

Como irmãos, Barnabé e Paulo viajam juntos para anunciar o Evangelho, mesmo no meio das perseguições. Entre os dois houve discussões não por motivos pessoais, mas por uma divergência sobre como realizar a missão.

“Isto é a fraternidade na Igreja”, explicou o Papa. Pode-se discutir sobre as perspetivas, sensibilidades e ideias diferentes. Mas se discute não para se fazer guerra nem para se impor, mas para expressar e viver a vitalidade do Espírito.

“Queridos irmãos e irmãs, temos necessidade duma Igreja fraterna, que seja instrumento de fraternidade para o mundo.”

Que a fraternidade vivida em Chipre – este foi o augúrio do Santo Padre – possa recordar a todos, à Europa inteira que, para construir um futuro digno da humanidade, é preciso trabalhar juntos, superar as divisões, derrubar os muros e cultivar o sonho da unidade.

“Temos necessidade de nos acolhermos e integrarmos, de caminharmos juntos, de sermos todos irmãs e irmãos!”, conclui Francisco agradecendo em grego: Efcharistó [obrigado]!

“Ser catequista significa que a pessoa “é catequista”, não que “trabalha como catequista”. É todo um modo de ser, e são necessários bons catequistas,
“Ser catequista significa que a pessoa “é catequista”, não que “trabalha como catequista”. É todo um modo de ser, e são necessários bons catequistas, que sejam ao mesmo tempo companheiros e pedagogos”, diz Francisco.

No último vídeo 2021 com a intenção de oração para o mês de dezembro, o Papa Francisco dedica sua mensagem “aos catequistas e às catequistas”, agradecendo-lhes “pelo entusiasmo interior com que vivem esta missão a serviço da Igreja”.

Os catequistas têm uma missão insubstituível na transmissão e no aprofundamento da fé. O ministério laical do catequista é uma vocação, é uma missão. Ser catequista significa que a pessoa “é catequista”, não que “trabalha como catequista”. É todo um modo de ser, e são necessários bons catequistas, que sejam ao mesmo tempo companheiros e pedagogos.

Nestes tempos em que o mundo passa por tantas mudanças, Francisco agradece pelo entusiasmo dos batizados que, com esforço e alegria constantes, transmitem a fé, encorajando-os a continuar anunciando o Evangelho “com sua vida, com mansidão, com uma linguagem nova e abrindo novos caminhos”. “Em tantas dioceses, em tantos continentes, a evangelização está fundamentalmente nas mãos de um catequista”, diz ainda o Papa no vídeo.

“Rezemos juntos pelos catequistas, chamados a anunciar a Palavra de Deus, para que a testemunhem com coragem, com criatividade, com a força do Espírito Santo, com alegria e com muita paz”.

Em maio deste ano, Francisco deu grande importância aos catequistas, ao instituir seu ministério laical por meio do Motu Proprio Antiquum ministerium. Agora, no final de 2021, o Santo Padre ratifica esta forma de serviço que se manteve ao longo da história da Igreja.

O Papa Francisco ao final da audiência de hoje, 1 de dezembro de 2021, lembrou que se celebra o Dia Mundial contra a Aids
O Papa Francisco ao final da audiência de hoje, 1 de dezembro de 2021, lembrou que se celebra o Dia Mundial contra a Aids e sua próxima viagem. Para os aidéticos pediu tratamento para todos. Leia a matéria publicada no site Vatican News.
“Faço votos por um renovado empenho solidário para garantir tratamentos de saúde équos e eficazes”, disse o Papa ao final da Audiência Geral. O Pontífice também pediu a oração dos fiéis por sua 35a Viagem Apostólica internacional, que o levará a Chipre e Grécia.

Ao final da Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco citou a celebração neste dia 1° de dezembro do Dia Mundial de combate à Aids.

“É uma importante ocasião para recordar as muitas pessoas acometidas por este vírus, para muitas das quais, em algumas regiões do mundo, não está disponível o acesso aos tratamentos essenciais. Faço votos por um renovado empenho solidário para garantir tratamentos de saúde équos e eficazes.”

Viagem Apostólica

O Pontífice mencionou ainda a sua iminente viagem apostólica a Chipre e Grécia, que tem início esta quinta-feira. Dois países, disse o Papa, ricos de história e de espiritualidade:

“Será uma viagem às fontes da fé apostólica e da fraternidade entre os cristãos de várias confissões. Terei também a oportunidade de visitar uma humanidade ferida na carne de tantos migrantes em busca de esperança. Irei a Lesbos. Eu lhes peço, por favor, que me acompanhem com a oração.”

O Papa Francisco no Angelus do 1° Domingo do Advento disse aos fiéis: “Erguei-vos e levantai a cabeça porque é justamente nos momentos em
O Papa Francisco no Angelus do 1° Domingo do Advento disse aos fiéis: “Erguei-vos e levantai a cabeça porque é justamente nos momentos em que tudo parece estar acabado que o Senhor vem para nos salvar; esperá-lo com alegria mesmo em meio às tribulações, nas crises da vida e nos dramas da história”. Leia a matéria publicada no site Vartican News.
O Papa Francisco conduziu a oração do Angelus ao meio-dia deste domingo – o I Domingo do Advento – com os fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro. Na alocução que precedeu a oração mariana, comentando o Evangelho da liturgia do dia ressaltou-nos que o mesmo nos fala da vinda do Senhor no final dos tempos.

“Jesus anuncia eventos desoladores e tribulações, mas justamente neste ponto nos convida a não ter medo. Por quê? Porque tudo vai correr bem? Não, mas porque Ele virá, disse Francisco destacando uma passagem do Evangelho:

Ele diz: “Erguei-vos e levantai a cabeça, pois está próxima a vossa libertação” (Lc 21,28). É bom ouvir esta palavra de encorajamento: erguei-vos e levantai a cabeça porque é justamente nos momentos em que tudo parece estar acabado que o Senhor vem para nos salvar; esperá-lo com alegria mesmo em meio às tribulações, nas crises da vida e nos dramas da história.

Jesus nos mostra o caminho

Mas como levantar a cabeça, como não nos deixarmos absorver por dificuldades, pelos sofrimentos, pelas derrotas? – perguntou o Santo Padre.

Jesus nos mostra o caminho com um forte apelo: “Cuidado para que vossos corações não fiquem pesados. Ficai acordados, portanto, orando em todo momento”. “Ficai acordados”: a vigilância. Detenhamo-nos sobre este importante aspecto da vida cristã, convidou o Pontífice.

Estar vigilantes

Pelas palavras de Cristo, vemos que a vigilância está ligada à atenção: cuidado, não se distraiam, ou seja, fiquem acordados! Vigilar significa isto: não permitir que o coração se torne preguiçoso e que a vida espiritual se enfraqueça na mediocridade. Ter cuidado porque se pode ser “cristãos adormecidos”, sem impulso espiritual, sem ardor na oração, sem entusiasmo pela missão, sem paixão pelo Evangelho. E isto leva a “adormecer”: a continuar com as coisas por inércia, a cair na apatia, indiferentes a tudo, exceto ao que nos convém.

Precisamos estar vigilantes para não arrastar nossos dias para o hábito, para não nos fazer ficar pesados – diz Jesus – pelas preocupações da vida. Hoje, então – prosseguiu -, é uma boa oportunidade para nos perguntarmos: o que pesa no meu espírito? O que me faz acomodar na poltrona da preguiça? Quais são as mediocridades que me paralisam, os vícios que me esmagam até o chão e me impedem de levantar a cabeça? E com relação aos fardos que pesam sobre os ombros dos irmãos, estou atento ou indiferente?

Estas perguntas nos fazem bem, porque ajudam a proteger o coração da preguiça, que é um grande inimigo da vida espiritual. Ela é aquela preguiça que nos mergulha na tristeza, que nos tira o gosto de viver e o desejo de fazer. É um espírito negativo, maligno que aprisiona a alma no torpor, roubando-lhe a alegria. O Livro dos Provérbios diz: “Guarda teu coração, porque dele brota a vida” (Pr 4,23). Custodiar o coração: isso significa vigilar!

O segredo para estar vigilante é a oração

A oração do coração pode nos ajudar, repetindo frequentemente pequenas invocações. No Advento, acostumemo-nos a dizer, por exemplo: “Vem, Senhor Jesus”. Repitamos esta oração ao longo do dia: a alma permanecerá vigilante!

O Papa Francisco recebeu hoje o presidente francês, Emmanuel Macron. Leia a matéria publicada no site Vatican News. O presidente francês recebido em audiência
O Papa Francisco recebeu hoje o presidente francês, Emmanuel Macron. Leia a matéria publicada no site Vatican News.
O presidente francês recebido em audiência no Palácio Apostólico: uma hora em diálogo com o Papa Francisco. Em seguida, o encontro com o secretário de Estado vaticano, cardeal Pietro Parolin, e o secretário das Relações com os Estados, dom Paul Richard Gallagher. Ressaltadas as boas relações bilaterais existentes
O Papa Francisco recebeu em audiência na manhã desta sexta-feira, 26 de novembro, o Presidente da República Francesa, Emmanuel Macron, o qual em seguida se encontrou com o secretário de Estado vaticano, cardeal Pietro Parolin, acompanhado do secretário das Relações com os Estados, dom Paul Richard Gallagher.

Durante as cordiais conversações na Secretaria de Estado foram ressaltadas as boas relações bilaterais, cujo centenário foi celebrado recentemente, informa um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé.

No decorrer das conversações, foram discutidas algumas questões internacionais, incluindo a proteção ambiental à luz dos resultados da recente COP26 em Glasgow, na Escócia. Houve também uma troca de opiniões sobre as perspectivas da próxima presidência francesa da União Europeia e sobre o compromisso da França no Líbano, no Oriente Médio e na África, destaca ainda o referido comunicado.

Troca de presentes

Na tradicional troca de presentes, Macron ofereceu ao Papa duas biografias de Inácio de Loyola: a primeira é uma versão muito rara de 1585 escrita por Giovanni Pietro Maffei, que foi uma referência por vários séculos e pode ser comparada e colocada em perspectiva com uma segunda obra, Inigo, de François Sureau, membro da Academia Francesa, que oferece um breve retrato do fundador da Companhia de Jesus. Uma obra a meio caminho entre um ensaio e uma biografia, que presta uma nova e moderna homenagem ao santo basco. Francisco retribuiu com uma pintura em cerâmica representando a Basílica de São Pedro vista dos Jardins Vaticanos, juntamente com uma série de documentos do pontificado, incluindo a Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2021, o Documento sobre a Fraternidade Humana assinado em Abu Dhabi e o livro que reúne as mais belas imagens da Statio Orbis, a oração do Pontífice na Praça São Pedro em 27 de março de 2020, no ápice da pandemia.