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Assista e Bênção do Papa neste Natal de 2021 e leia a matéria publicada no site Vatican News. Papa: a esperança é mais forte

Assista e Bênção do Papa neste Natal de 2021 e leia a matéria publicada no site Vatican News.

Papa: a esperança é mais forte que as dificuldades, pois um Menino nasceu para nós

Diante das tantas crises, tragédias esquecidas e sofrimentos ao redor do mundo, em sua Mensagem de de Natal Francisco diz que “a esperança é mais forte, porque «um menino nasceu para nós»”. Que a seu exemplo, aprendamos a escutar-nos e a dialogar, e a caminhar com Cristo pelas sendas da paz!

“O Verbo fez-Se carne para dialogar conosco. Deus não quer construir um monólogo, mas um diálogo. Pois o próprio Deus, Pai e Filho e Espírito Santo, é diálogo, comunhão eterna e infinita de amor e de vida.”

Diálogo é a palavra a partir da qual o Pontífice desenvolve sua Mensagem de Natal dirigida à cidade e ao mundo, pronunciada da sacada central da Basílica de São Pedro em um 25 de dezembro chuvoso, o que não impediu a presença de milhares de peregrinos e turistas de várias partes do mundo na Praça São Pedro, na observância das novas medidas, mais restritivas, para conter a propagação da Covid-19.

Depois da Mensagem de Natal o Papa rezou o Angelus, seguido pelo anúncio da concessão da Indulgência Plenária pelo cardeal protodiácono Renato Raffaele Martino, que então passou novamente a palavra ao Santo Padre para a Bênção, extensiva também a todos que acompanhavam pelos meios de comunicação.

O sinal da transmissão estava disponível em seis satélites e a Mensagem com a Bênção Urbi et Orbi foi transmitida em Mundovisão por cerca de 170 redes de televisão. A mídia vaticana também ofereceu serviço de tradução na língua dos sinais (LIS). Já o Vatican News ofereceu transmissões em sete línguas: português, espanhol, italiano, inglês, francês, alemão e árabe.

Diálogo, única solução para conflitos

“Quando veio ao mundo, na pessoa do Verbo encarnado, Deus mostrou-nos o caminho do encontro e do diálogo” e “como seria o mundo sem o diálogo paciente de tantas pessoas generosas, que mantiveram unidas famílias e comunidades?”, pergunta o Papa, observando que a pandemia deixou isso muito claro ao afetar as relações sociais, aumentar “a tendência para fechar-se, arranjar-se sozinho, renunciar a sair, a encontrar-se, a fazer as coisas juntos”. E a nível internacional, a complexidade da crise pode “induzir a optar por atalhos”, mas só o diálogo conduz “à solução dos conflitos e a benefícios partilhados e duradouros”.

As tragédias esquecidas

E ao lançar seu olhar para o panorama internacional, Francisco observou que contemporaneamente ao “anúncio do nascimento do Salvador, fonte da verdadeira paz, “vemos ainda tantos conflitos, crises e contradições. Parecem não ter fim, e já quase não os notamos”.

“De tal maneira nos habituamos, que há tragédias imensas das quais já nem se fala; corremos o risco de não ouvir o grito de dor e desespero de tantos irmãos e irmãs nossos.”

Oriente Médio e Afeganistão

E dentre as tragédias esquecidas por todos, o sofrimento das populações da Síria, Iraque, Iêmen, em particular das crianças. Mas também o conflito entre israelenses e palestinos, “com consequências sociais e políticas cada vez mais graves”.

“Menino Jesus, dai paz e concórdia ao Médio Oriente e ao mundo inteiro. Amparai a quantos se encontram empenhados em prestar assistência humanitária às populações forçadas a fugir da sua pátria; confortai o povo afegão que, há mais de quarenta anos, está submetido a dura prova por conflitos que impeliram muitos a deixar o país.”

Myanmar e Ucrânia

Ao Rei dos Povos, o Papa pede que ajude as autoridades políticas a  pacificar “as sociedades abaladas por tensões e contrastes”, em particular Myanmar, “onde intolerância e violência se abatem, não raro, também sobre a comunidade cristã e os locais de culto, e turbam o rosto pacífico daquela população.” Mas também “luz e amparo” para quem acredita e trabalha em prol do encontro e do diálogo na Ucrânia e não permitir que “metástases dum conflito gangrenado” se espalhem pelo país.

África

O Santo Padre volta então seu olhar para os países africanos atribulados por conflitos, divisões, desemprego, desigualdades econômicas, pedindo ao Príncipe da Paz pela Etiópia para que descubra o caminho da paz e da reconciliação e para que ouça o clamor “das populações da região do Sahel, que sofrem a violência do terrorismo internacional”, bem como pelas vítimas dos conflitos internos no Sudão e Sudão do Sul.

América

Para as populações do continente americano Francisco pede que “prevaleçam os valores da solidariedade, reconciliação e convivência pacífica, através do diálogo, do respeito mútuo e do reconhecimento dos direitos e valores culturais de todos os seres humanos.”

Vítimas de violência, abusos, abandono

O Papa também pede ao Filho de Deus conforto para as mulheres vítimas de violência, esperança para as crianças e adolescentes vítimas de bullying e abusos, consolação e carinho aos idosos, sobretudo os mais abandonados e serenidade e unidade às famílias, “lugar primário da educação e base do tecido social.”

Na saúde, generosidade dos corações

Para os doentes o Papa pede saúde, bem como inspiração às pessoas de boa vontade para que encontrem “as soluções mais adequadas para superar a crise sanitária e as suas consequências”:

“Tornai generosos os corações, para fazerem chegar os tratamentos necessários, especialmente as vacinas, às populações mais necessitadas. Recompensai todos aqueles que mostram solicitude e dedicação no cuidado dos familiares, dos doentes e dos mais fragilizados.”

Não renegar a humanidade que nos une

Mas não só: o olhar de Francisco também abarca civis e militares prisioneiros de guerras, migrantes, deslocados e refugiados, cujos olhos “pedem-nos para não voltarmos o rosto para o outro lado, para não renegarmos a humanidade que nos une, para assumirmos as suas histórias e não nos esquecermos dos seus dramas.”

O ambiente que deixaremos para gerações futuras

E para que as gerações futuras possam viver num ambiente respeitoso da vida, o Papa exorta as autoridades políticas a encontrarem acordos eficazes e assim sermos mais solícitos pela nossa Casa Comum, “também ela enferma pelo descuido com que frequentemente a tratamos”.

Caminhar pelas sendas da paz

“Queridos irmãos e irmãs, muitas são as dificuldades do nosso tempo, mas a esperança é mais forte, porque «um menino nasceu para nós». Ele é a Palavra de Deus que Se fez “in-fante”, capaz apenas de chorar e necessitado de tudo. Quis aprender a falar, como qualquer criança, para que nós aprendêssemos a escutar Deus, nosso Pai, a escutar-nos uns aos outros e a dialogar como irmãos e irmãs. Ó Cristo, nascido para nós, ensinai-nos a caminhar convosco pelas sendas da paz. Feliz Natal para todos!”

O apelo do Papa Francisco na audiência de hoje, 22 de dezembro de 2021 foi sobre os migrantes. Leia abaixo a matéria publicada no
O apelo do Papa Francisco na audiência de hoje, 22 de dezembro de 2021 foi sobre os migrantes. Leia abaixo a matéria publicada no site Vatican News.
Na audiência geral, o Papa exortou com força, uma vez mais, a uma ação partilhada para aliviar o drama dos migrantes na área do Mediterrâneo. Na Sala Paulo VI, algumas das pessoas recebidas na Itália após a última viagem apostólica a Chipre e Grécia: “Assumiremos a responsabilidade como Igreja nos próximos meses”.

O Papa Francisco reiterou no final da Audiência geral desta quarta-feira a necessidade de um compromisso concreto e geral para enfrentar o fenômeno migratório, especialmente na área do Mar Mediterrâneo, que mais uma vez testemunhou uma nova tragédia no silêncio geral. Em uma semana, mais de 160 refugiados perderam a vida na faixa de mar entre a Líbia e a ilha italiana de Lampedusa. O Pontífice faz um novo e sentido apelo a toda a comunidade internacional.

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É necessário uma responsabilidade partilhada

“Durante a minha viagem a Chipre e Grécia”, disse o Papa, “pude tocar com a mão, mais uma vez, a humanidade ferida dos refugiados e migrantes. Também constatei como apenas alguns países europeus estão suportando a maioria das consequências do fenômeno migratório na área mediterrânica, quando na realidade exige uma responsabilidade partilhada, da qual nenhum país se pode isentar”.

O Papa recordou então como, “graças à generosa abertura das autoridades italianas”, pôde trazer a Roma um grupo de pessoas que conheceu durante a sua última viagem.

“Hoje, alguns deles estão aqui entre nós. Sejam bem-vindos! Trataremos deles, como Igreja, nos próximos meses. É um pequeno sinal,” salientou, “que espero que sirva de estímulo para outros países europeus, para que permitam às realidades eclesiais locais de se encarregar de outros irmãos e irmãs que precisam urgentemente de serem recolocados”.

Abrir uma porta aos migrantes

Outra necessidade salientada pelo Papa Francisco é, após a acolhida, a da integração dos migrantes.

“Há muitas Igrejas locais, congregações religiosas e organizações católicas”, disse o Santo Padre, “que estão prontas para acolhê-los e a acompanhá-los na direção de uma integração frutuosa. Serve somente abrir uma porta, a porta do coração!”

O Papa Francisco conversou com pessoas que passam por problemas de violência, pobreza e outras realidades e a entrevista foi transmitida pela rede de

O Papa Francisco conversou com pessoas que passam por problemas de violência, pobreza e outras realidades e a entrevista foi transmitida pela rede de TV italiana. Mediaset. Leia a matéria publicada no site Vatican News.

O Papa sobre as mulheres abusadas em casa: “problema quase satânico”

No diálogo de Francisco com quatro “invisíveis” transmitido pela rede de televisão italiana Mediaset, o Pontífice fala de abusos: “É aproveitar-se da fraqueza de alguém que não pode se defender”.
“O número de mulheres que são espancadas, abusadas em casa, também pelos seus maridos, é tão grande. Para mim, o problema é quase satânico”. Na Casa Santa Marta, o Papa Francisco conversou com quatro “invisíveis” e abordou – diante das câmaras da rede italiana Mediaset – os problemas ligados à violência, à pobreza, às consequências da pandemia, e à vida dos prisioneiros. O encontro, coordenado pelo vaticanista Fabio Marchese Ragona, contou com a presença de Giovanna, uma mãe que perdeu o seu emprego e cuja vida familiar é feita de violência; Maria, uma mulher sem casa; Maristella, uma escoteria de 18 anos a quem a pandemia tirou a alegria; Pierdonato, ex-condenado à prisão perpétua e que cumpriu 25 anos de cárcere.

A Giovanna, que perguntou como recuperar a sua dignidade, o Papa, depois de descrever o problema da violência como “quase satânico”, respondeu: “É humilhante, muito humilhante. É humilhante quando um pai ou uma mãe bate no rosto de uma criança, é muito humilhante e eu digo sempre, nunca bata no rosto de uma criança. Por quê? Porque a dignidade é o rosto. Esta é a palavra que eu gostaria de retomar porque por detrás dela está a sua pergunta: há dignidade em mim? Qual é a minha dignidade depois de tudo isto, qual é a dignidade das mulheres espancadas e maltratadas? Uma imagem vem-me à mente ao entrar na Basílica à direita, a piedade de Nossa Senhora, Nossa Senhora humilhada diante do seu filho nu, crucificado, malfeitor aos olhos de todos, ela é a mãe que o criou, totalmente humilhada. Mas ela não perdeu a sua dignidade e olhar para esta imagem em momentos difíceis como o seu de humilhação e quando se sente perder a dignidade, olhar para aquela imagem dá-nos força… Olhe para Nossa Senhora, fique com essa imagem de coragem”.

A cultura da indiferença

A Maria, que pergunta por que razão a sociedade é tão cruel para com os pobres, Francisco disse: “você fala de crueldade, é assim, esta é a bofetada mais dura da sociedade, ignorar o problema dos outros… Estamos entrando numa cultura da indiferença onde tentamos distanciar-nos dos problemas reais, da dor dos sem-teto, da falta de trabalho. Pelo contrário, com esta pandemia os problemas aumentaram porque batem à porta aqueles que oferecem dinheiro emprestado: os agiotas. Uma pessoa pobre, uma pessoa em necessidade, cai nas mãos dos agiotas e perde tudo, porque eles não perdoam. É crueldade e mais crueldade, digo isto para chamar a atenção das pessoas para não serem ingênuas; o agiota não é uma saída para o problema, o agiota traz novos problemas”. O Papa perguntou então à mulher se, quando encontra uma pessoa que está em uma situação pior, vai dar-lhe uma mão. E depois da resposta afirmativa de Maria, ele acrescentou: “Quando se sofre, compreende-se a profundidade da dor. Tente sempre olhar de frente para os problemas porque haverá alguém que estará pior do que você e que precisa do seu olhar para seguir em frente”.

Deus próximo aos encarcerados

Pierdonato perguntou ao Papa se há esperança para quem deseja uma mudança. Francisco respondeu com a frase da Bíblia: “a esperança nunca desilude”. E acrescentou: “Há uma ópera de que gosto muito, que diz o contrário: na Turandot sobre a esperança, se diz que a esperança desilude sempre. Mas eu digo a você: a esperança nunca desilude. Há Deus, não em órbita, mas Deus ao seu lado, porque o estilo de Deus é proximidade, compaixão e ternura… Deus está com cada um dos encarcerados, com qualquer pessoa que passe por dificuldades… Você não diz, mas você sabe no fundo do coração que foi perdoado e que tem a esperança que não desilude… É por isso que eu posso lhe dizer uma coisa: Deus perdoa sempre, Deus perdoa sempre… A nossa força reside na esperança deste Deus que é próximo, compassivo e terno, terno como uma mãe. Ele próprio o diz, e é por isso que você tem a esperança. Obrigado pelo seu testemunho”.

Papa Francisco durante a entrevista
Papa Francisco durante a entrevista

A necessidade do contato face a face

Maristella abordou a questão das consequências da Covid para os jovens e perguntou como criar uma relação saudável feita de contatos e experiências. O Papa disse: “no lockdown faltou o contato com amigos e amigas, com a família porque não se podia sair e talvez a escola não funcionava. Precisamos de contato, contato face a face, mas temos a tentação de nos isolarmos com outros métodos, por exemplo, entrar em contato apenas por celular, as amizades do celular, a falta de diálogo concreto. Você aprendeu com esta situação que o diálogo concreto não pode ser substituído pelo diálogo on-line, que há algo mais”. Falando do hábito dos jovens terem sempre de usar os seus smartphones, Francisco acrescentou: “Se você quiser usar o celular, use-o, mas isso não cancele o contato com as pessoas, contato direto, contato de ir juntos à escola, de passear, ir tomar um café juntos, contato real e não contato virtual. Porque se deixarmos de lado o contato real, também nós acabaremos líquidos ou gasosos, sem consistência, sempre on-line, e à pessoa on-line falta ternura”.

Crise, conflito e esperança

Giovanna tomou novamente a palavra, e depois de contar como tinha perdido tudo devido à pandemia, perguntou como é possível ter esperança. “A Covid colocou todos nós em crise”, respondeu o Papa. “Uma maneira de sair da crise é amargurar-se, e uma amargura é muitas vezes acabar com tudo. O número de suicídios tem aumentado muito com a crise…. A crise está aberta, o conflito fecha você, e você não vê uma saída para o conflito, com a sua luta vejo que você está lutando para sair melhor da crise, não desistiu e isto é ótimo, está dando uma lição de resistência, uma lição de resistência às calamidades… Está fazendo uma aposta, para a vida e para a vida dos seus entes queridos de seguir em frente. Não sabe para onde, porque não tem casa nem emprego, não sabe o que fazer. Mas está olhando para a frente, está saindo melhor do que antes, mas não sozinha. Isto é importante: procure alguém, pessoas que a acompanhem”.

Um coração aberto aos pobres

A Maria, que perguntou o que pode ser feito para abrir o coração das pessoas aos pobres, Francisco respondeu: “quando você olha para o rosto de uma pessoa pobre, o seu coração muda porque chegou ao ‘sacramento do pobre’, digamos ‘sacramental’… porque o olhar de uma pessoa pobre muda você. Esta cultura do descarte não é só com os pobres, com as pessoas que têm necessidades: quantas vezes numa família temos a realidade de descartar os velhos, descartar os avós… quando automaticamente numa certa idade se procura uma casa de repouso para colocar no depósito, não repouso, no despósito, o seu velho, os avós, faz-se algo impiedoso…. Enviamos para fora o que não gostamos, e também isto acontece por vezes desde o início da vida: muitas vezes aparece uma criança (e se diz, ndr): ‘Mas não…, vamos mandá-la de volta porque ela é um problema para nós’. E assim, quando a sociedade adoece, começa a descartar os pobres. Mas temos de lutar contra isto”.

Superlotação nas prisões

Pierdonato perguntou como curar as feridas dos detentos que estão ainda mais sozinhos em tempos de pandemia, e Francisco explicou: “a pandemia faz isto, deixa você sozinho… E depois o problema da superlotação das prisões: a superlotação é certamente um muro, não é humano! Qualquer condenação por um crime cometido deve ter uma esperança, uma janela. Um cárcere sem janela não é bom, é um muro. Uma cela sem janela não é bom. Não necessariamente uma janela física, uma janela existencial, uma janela espiritual. Para poder dizer: ‘Sei que vou sair, sei que poderia fazer isto ou aquilo’. É por isso que a Igreja é contra a pena de morte, porque na morte não há janela, não há esperança, se fecha uma vida. Há esperança do outro lado, mas não há nenhuma aqui. É por isso que a prisão deve ter uma janela”. O Papa relatou então a experiência de um prisioneiro não crente que trabalhava com madeira. Um visitante aconselhou-o a ler o Evangelho. “Recebeu o Evangelho, começou a ler alguns trechos. No meu coração (disse, ndr) algo aconteceu, aquele muro que eu tinha à minha frente caiu, abriu-se’ e como ele era um bom carpinteiro fez isto (o Papa mostra a escultura de madeira feita pelo prisioneiro, ed.), e disse-me: ‘Esta é a minha experiência desde que conheci Jesus’. Isto foi feito por um carcerado que viu que com Jesus o muro caiu e que havia uma janela de vida”.

Relação com Deus colocada à prova

Mariastella perguntou então como poderia, na sua idade, ter uma relação com Deus e mantê-la. “No lockdown tudo vai à prova, também a relação com Deus… a relação com Deus não é uma coisa linear que corre sempre bem, a relação com Deus tem crises como qualquer relacionamento de amor numa família…. Pegue o Evangelho, no Evangelho está a palavra de Deus que lhe ajustará mais uma vez: tenho medo dos pregadores que querem curar a vida em crise com palavras, palavras, palavras. A vida em crise é curada com proximidade, compaixão, ternura. O estilo de Deus. O Evangelho lhe dá isto. Parecerá um pouco estranho para alguns, mas se você me dissesse: “Padre, zangar-se com Deus é pecado? Dizer: ‘Senhor, eu não te entendo…’. É uma forma de rezar! Muitas vezes ficamos zangados com o pai, com a mãe. As crianças irritam-se com os seus pais porque pedem mais atenção. Não tenha medo de se zangar com Deus, você deve ter a liberdade de uma criança perante Deus. Quando você se zanga com o seu pai e a sua mãe não é bom, mas saiba que o seu pai e a sua mãe amam você; você se zanga com Deus porque isto ou aquilo não está bem, mas você sabe que Ele o ama e Ele não se assusta, porque Ele é pai e sabe como podemos reagir, nós que somos todas crianças perante Deus. Deve ter a coragem de dizer ao Senhor todos os sentimentos que você tem. Evangelho na mão e o coração pacificado”.

As felicitações de Francisco

Em conclusão, o Papa dirigiu-se diretamente aos telespectadores e perguntou: O que você pensa do Natal? Que tenho de sair e comprar isto ou aquilo… OK, mas o que é o Natal? É uma árvore? Uma estátua de um menino com uma mulher e um homem ao seu lado? Sim, é Jesus, é o nascimento de Jesus, pare um pouco e pense no Natal como uma mensagem de paz. Desejo-lhes um Natal com Jesus, um verdadeiro Natal. Será que isto significa que não podemos comer? Que não podemos festejar? Não, façam festa, comam de tudo, mas o façam com Jesus, isto é, com paz no coração. E a todos vocês que estão me ouvindo, desejo-lhes um Feliz Natal. Façam festa, dêem presentes, mas não se esqueçam de Jesus. O Natal é Jesus que vem, Jesus que vem tocar o seu coração, Jesus que vem tocar a sua família, que vem até você, à sua casa, ao seu coração, à sua vida. É fácil conviver com Jesus, ele é muito respeitoso, mas não se esqueça d’Ele. Feliz e Santo Natal a todos. E rezem por mim”!

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, divulgou nota sobre os novos esquemas de tráfico humano. Leia a matéria publicada no site da

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, divulgou nota sobre os novos esquemas de tráfico humano. Leia a matéria publicada no site da CNBB e lei a nota na íntegra.

A Comissão Episcopal Pastoral Especial de Enfrentamento ao Tráfico Humano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta quarta-feira, 15 de dezembro, uma nota na qual manifesta preocupação com a realidade apresentada pela reportagem apresentada no Fantástico, no último domingo (12), sobre a megaoperação internacional que descobriu um novo esquema para entrar ilegalmente nos EUA: “as famílias de mentira”. De acordo com a matéria, este novo esquema está a serviço do tráfico de pessoas, e só neste ano, movimentou R$ 8 bilhões no Brasil, segundo a estimativa da Polícia Federal.

“A Comissão vê com preocupação e indignação as realidades de exploração associadas ao tráfico de pessoas no Brasil e no mundo. Os criminosos assumem estratégias cada vez mais ousadas para burlar as leis, manipulando os laços afetivos e transformando pessoas em mercadoria. Dentre essas estratégias criam-se “famílias de mentira” para possibilitar a entrada ilegal de imigrantes nos Estados Unidos e por consequência em outros países. O chamado “Rei dos Coiotes”, que faz parte de uma quadrilha internacional e o esquema para criação dessas famílias, deflagra outras questões estruturais como a violação e exploração de crianças e adolescentes, mulheres e trabalhadores, atingindo especialmente as cidades próximas às fronteiras”.

No documento, a Comissão de Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB reconhece e valoriza o trabalho dos órgãos de fiscalização e denuncia, como a Polícia Federal e da imprensa e exige do Estado Brasileiro uma maior atuação na responsabilização dos agentes destes crimes, na implantação das políticas públicas, celeridade nos canais responsáveis pelo cumprimento da legislação e medidas de proteção aos migrantes e refugiados e às vítimas do tráfico de pessoas.

A Comissão conclama todas as pessoas comprometidas com a dignidade humana, para não fecharem os olhos e os ouvidos diante dessas situações, denunciando, por meio do Disque 100, situações suspeitas de serem criminosas e associadas ao tráfico de pessoas.

Link para a nota: https://www.cnbb.org.br/wp-content/uploads/2021/12/Nota-contra-trafico-de-Pessoas.pdf

Na audiência de hoje o Papa pediu que aprendamos com São José a cultivar espaços de silêncio. Leia a matéria publicada no site Vatican

Na audiência de hoje o Papa pediu que aprendamos com São José a cultivar espaços de silêncio. Leia a matéria publicada no site Vatican News.

O Papa Francisco deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre São José na Audiência Geral desta quarta-feira (15/12).

Depois de ilustrar o ambiente em que ele viveu, o seu papel na história da salvação e o seu ser justo e esposo de Maria, o Papa examinou outro aspecto importante da pessoa de José: o silêncio. “Deus se manifestou no momento de maior silêncio. É importante pensar no silêncio nesta época em que parece não ter muito valor”, sublinhou Francisco.

“Os Evangelhos não registram palavras de José de Nazaré. Isto não significa que ele fosse taciturno, não, há uma razão mais profunda. Com este silêncio, José confirma o que Santo Agostinho escreveu: «Na medida em que cresce em nós a Palavra, o Verbo que se fez homem, diminuem as palavras». José com o seu silêncio nos convida a deixar espaço à Presença da Palavra feita carne, ou seja, a Jesus”, disse ainda o Papa.

O silêncio de José é cheio de escuta

Francisco sublinhou que “o silêncio de José não é mutismo; é um silêncio cheio de escuta, um silêncio laborioso, um silêncio que faz emergir a sua grande interioridade. Jesus cresceu nesta “escola”, na casa de Nazaré, com o exemplo diário de Maria e José”.

Como seria bom se cada um de nós, seguindo o exemplo de São José, conseguisse recuperar esta dimensão contemplativa da vida aberta pelo silêncio. Mas todos sabemos por experiência que não é fácil: o silêncio nos assusta um pouco, porque nos pede para entrarmos em nós mesmos e encontrarmos a parte mais verdadeira de nós. Tanta gente tem medo do silêncio e precisa falar, falar ou ouvir rádio, ver televisão, mas não pode aceitar o silêncio porque tem medo. O filósofo Pascal observou que «toda a infelicidade dos homens provém de uma só coisa: não saber ficar tranquilo num quarto». 

Sem a prática do silêncio o nosso falar adoece

O Papa nos convidou a aprendermos “de São José a cultivar espaços de silêncio, nos quais possa surgir outra Palavra: a do Espírito Santo que habita em nós. Não é fácil reconhecer esta Voz, que muitas vezes se confunde com as milhares de vozes de preocupações, tentações, desejos e esperanças que nos habitam; mas sem este treino que provém da prática do silêncio, até a nossa fala pode adoecer“.

Sem a prática do silêncio o nosso falar adoece. Ele, em vez de fazer resplandecer a verdade, pode se tornar uma arma perigosa. De fato, as nossas palavras podem tornar-se adulação, soberbia, mentira, maledicência, calúnia. É um dado da experiência que, como nos lembra o Eclesiástico, «a língua mata mais do que a espada». Jesus disse-o claramente: quem fala mal do irmão ou da irmã, quem calunia o próximo, é homicida.  Mata com a língua. Nós não acreditamos nisso, mas é verdade. Pensemos um pouco nas vezes em que matamos com a língua, sentiríamos vergonha!

A profundidade do coração cresce com o silêncio

Segundo o Papa, “devemos aprender de José a cultivar o silêncio: aquele espaço de interioridade nos nossos dias nos quais damos ao Espírito a oportunidade de nos regenerar, de nos consolar, de nos corrigir”.

Não estou dizendo para cair no mutismo, não. Silêncio. Cada um de nós olhe para dentro, muitas vezes estamos fazendo uma coisa e quando terminamos procuramos imediatamente o telefone celular para fazer outra. Estamos sempre assim. E isto não ajuda, isto nos faz escorregar para a superficialidade. A profundidade do coração cresce com o silêncio, silêncio que não é mutismo como eu disse, mas que deixa espaço para a sabedoria, a reflexão e o Espírito Santo. Não tenhamos medo dos momentos de silêncio, não tenhamos medo! Isso nos fará muito bem.

Segundo o Papa, “o benefício para os nossos corações curará também a nossa língua, as nossas palavras e, sobretudo, as nossas escolhas. Com efeito, José uniu ao silêncio à ação. Ele não falou, mas fez, e assim nos mostrou o que Jesus disse uma vez aos seus discípulos: «Nem todo o que me diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos Céus, mas sim aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos Céus»”. “Silêncio. Palavras fecundas quando falamos. Silêncio, falar direito, morder um pouco a língua, o que às vezes é bom, em vez de dizer bobagem”, concluiu o Papa.

A  Arquidiocese de Vitória agradece pelo ministério sacerdotal do Papa Francisco que comemora hoje 52 de ordenação. Leia a matéria publicada no site Vatican

A  Arquidiocese de Vitória agradece pelo ministério sacerdotal do Papa Francisco que comemora hoje 52 de ordenação. Leia a matéria publicada no site Vatican News.

Misericórdia, sonho, sorriso e gratidão: os 52 anos de ordenação sacerdotal que o Papa Francisco completa neste 13 de dezembro têm esses fundamentos que o próprio Pontífice várias vezes indicou aos presbíteros como instrumentos para viver melhor o seu ministério. A sua vocação nasceu muito jovem, aos 17 anos, durante uma confissão com um sacerdote que o futuro Pontífice nem conhecia. É 21 de setembro de 1953, memória litúrgica de São Mateus, o publicano convertido por Jesus, e nesse ato penitencial o jovem Jorge experimenta a misericórdia de Deus. “Depois da confissão”, disse Francisco em 18 de maio de 2013 na Vigília de Pentecostes na Praça de São Pedro com movimentos, novas comunidades, associações e agregações de leigos, “senti que algo mudou. Eu não era o mesmo. Tinha ouvido como uma voz, um chamado: estava convencido de que devia ser sacerdote”. Não é de surpreender que seu lema episcopal e depois pontifício seja precisamente “Miserando atque eligendo” (“Olhou para ele com misericórdia e o escolheu”), ou seja, um trecho de uma homilia de São Beda, o Venerável, que comenta o episódio evangélico da vocação de São Mateus. Portanto, em 13 de dezembro de 1969, Jorge Mario Bergoglio foi ordenado sacerdote pelo arcebispo Ramón José Castellano.

O apostolado do “ouvido” e a cura das feridas

O apelo à misericórdia, tema também de um Jubileu especial vivido entre 2015 e 2016, ressoa frequentemente nos discursos de Francisco e nas suas exortações aos sacerdotes: “O sacerdote é um homem de misericórdia e compaixão, próximo do seu povo e servidor de todos”, disse aos párocos de Roma em 6 de março de 2014. “Quem está ferido na própria vida, de qualquer forma, pode encontrar nele atenção e escuta (…) São tantos os feridos, por problemas materiais, por escândalos, até na Igreja. Pessoas feridas pelas ilusões do mundo… Nós, padres, devemos estar ali, perto dessas pessoas. Misericórdia significa curar feridas”, disse o Papa. É sobretudo no confessionário que os sacerdotes podem dispensar a misericórdia de Deus. Por isso, o Papa exorta os confessores a exercer “o apostolado do ouvido”, não a estar “com o chicote na mão”, mas a “receber, ouvir e dizer que Deus é bom e que Deus sempre perdoa, que Deus nunca se cansa de perdoar” (Angelus, 14 de fevereiro de 2021).

Oração, Palavra e Pão

Arraigado na oração e na caridade, nunca desligado dos fiéis, nunca um mero funcionário, mas uma pessoa despojada de si mesmo e desprovida de “ideias pré-constituídas”, o sacerdote é “um homem de Deus 24 horas por dia, não um homem do sagrado quando usa os paramentos”. Em 15 de setembro de 2018, em Palermo, durante o encontro com o clero, religiosos e seminaristas, o Papa enfatizou que para o presbítero “a liturgia deve ser vida, não permanecer rito”. Por isso, é fundamental rezar a Ele de quem falamos, alimentar-nos da Palavra que pregamos, adorar o Pão que consagramos, e fazê-lo todos os dias. Oração, Palavra e Pão, essenciais para cada sacerdote todos os dias, essenciais para todos os consagrados e consagradas todos os dias.

Olhar além para reconhecer Deus

Nas palavras de Francisco, todo sacerdote deve ser também um sonhador, como São José: “Não ‘sonhador’ no sentido de quem tem a cabeça nas nuvens, desligado da realidade”, explicou à Comunidade do Pontifício Colégio Belga, recebida em audiência a 18 de março de 202, “mas um homem que sabe olhar para além do que vê: com um olhar profético, capaz de reconhecer o desígnio de Deus onde os outros nada veem e, portanto, com um objetivo claro pelo qual se empenhar”. Na prática, os sacerdotes devem “saber sonhar a comunidade que ama, não se limitar a querer preservar o que existe, conservar e proteger não são sinônimos! Estarem antes dispostos a partir da história concreta das pessoas para promover a conversão e a renovação no sentido missionário e para fazer crescer uma comunidade em caminho, composta por discípulos guiados pelo Espírito e movidos pelo amor de Deus”. Os sacerdotes, reiterou o Pontífice, não devem ser “super-homens com sonhos de grandeza”, mas “pastores com cheiro das ovelhas”, isto é, capazes de sonhar “uma Igreja inteira ao serviço” e “um mundo mais fraterno e solidário”, abandonando a “autoafirmação” para colocar “Deus e as pessoas” no centro da vida.

Transmitir esperança aos corações inquietos

“O sacerdote é um homem que, à luz do Evangelho, difunde o gosto de Deus ao seu redor e transmite esperança aos corações inquietos”, acrescentou Francisco. Uma esperança que vem acompanhada de um sorriso, aquele que vem da alegria do Evangelho: só junto com o Senhor, de fato, os sacerdotes podem ser “apóstolos da alegria, cultivando a gratidão de estar a serviço dos irmãos e da Igreja”. A alegria indicada pelo Pontífice se difunde também pelo senso de humor: “Um sacerdote que não tem senso de humor, ninguém gosta, algo está errado”, disse ele em 7 de junho de 2021, encontrando-se com a comunidade do Colégio de São Luís dos Franceses em Roma. “Esses grandes sacerdotes que riem dos outros, de si mesmos e até da própria sombra: o senso de humor é uma das características da santidade.” Ele, “te levanta, te faz ver o provisório da vida e tomar as coisas com o espírito de uma alma redimida. É uma atitude humana, mas é a que mais se aproxima da graça de Deus” (Entrevista com s TV2000 e RadioInBlu, novembro de 2016).

A poderosa arma da gratidão

Por fim, Francisco convida frequentemente os sacerdotes ao exercício da gratidão e do agradecimento: “A gratidão é sempre ‘uma arma poderosa'”, escreve ele em sua Carta aos Sacerdotes por ocasião dos 160 anos da morte do Santo Cura d’Ars. “Somente se formos capazes de contemplar e agradecer concretamente por todos os gestos de amor, generosidade, solidariedade e confiança, assim como perdão, paciência, suportação e compaixão com os quais fomos tratados, permitiremos que o Espírito nos dê aquele ar fresco capaz de renovar, e não remendar, a nossa vida e missão”, mantendo acesa “a chama da esperança”.

O texto do ritual para instituição do ministério do catequista foi publicado. Leia a matéria publicada no site Vatican News. Accipe hoc fídei nostræ
O texto do ritual para instituição do ministério do catequista foi publicado. Leia a matéria publicada no site Vatican News.
Accipe hoc fídei nostræ signum, cáthedra veritátis et caritátis Christi, eúmque vita, móribus et verbo annúntia – (Acolhe este sinal da nossa fé, cátedra da verdade e do amor de Cristo, e proclama-o com a vida, com os comportamentos e com a palavra)

A partir de 1º de janeiro de 2022, esta será uma das fórmulas latinas com que um homem ou uma mulher – leigos de profunda fé e maturidade humana e com a devida formação bíblica e pastoral – serão instituídos como catequistas pelo seu bispo durante uma celebração litúrgica. Depois de instituir formalmente o ministério do catequista com o motu proprio Antiquum ministerium de 10 de maio passado, o Papa aprovou e publicou um Editio typica que introduz um Rito específico de Instituição dos Catequistas. Este é um texto básico que será depois traduzido e adaptado pelas várias Conferências Episcopais de todo o mundo.

O rito pode ter lugar durante uma Missa ou uma celebração da Palavra de Deus e seguirá um esquema preciso: exortação, convite à oração, texto de bênção e entrega do crucifixo.

O Arcebispo Arthur Roche, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, numa carta que acompanha a publicação da Editio typica, dirigida aos presidentes das Conferências Episcopais, propõe algumas notas sobre o ministério do catequista. Antes de mais, é esclarecida a natureza deste ministério, como um “serviço estável prestado à Igreja local” e sobretudo como um “ministério laico que tem como fundamento a condição comum de ser batizado”, portanto “essencialmente distinto” do ministério ordenado. “Em virtude do Batismo”, os catequistas são chamados a ser “corresponsáveis na Igreja local no anúncio e transmissão da fé, desempenhando este papel em colaboração com os ministros ordenados e sob a sua orientação”.

Na grande variedade de formas”, afirma dom Roche, “podem distinguir-se duas tipologias principais: catequistas com a tarefa específica da catequese, outros que participam nas várias formas de apostolado, como a guia da oração comunitária; assistências aos doentes; as celebrações de funerais; a formação de outros catequistas; a coordenação de iniciativas pastorais; ajuda aos pobres.

A carta do prefeito especifica que, uma vez que este ministério tem “um forte valor vocacional que requer o devido discernimento por parte do bispo”, nem todos aqueles que são chamados “catequistas” ou que realizam um serviço de colaboração pastoral devem ser instituídos. Em particular, não devem ser instituídos: candidatos ao diaconato e ao presbiterado; religiosos e religiosas, independentemente de pertencerem a institutos cujo carisma é a catequese; professores de religião nas escolas e aqueles que realizam um serviço destinado exclusivamente aos membros de um movimento eclesial, aos quais esta função “preciosa” é confiada pelos responsáveis dos movimentos e não pelo bispo.

No que diz respeito àqueles que acompanham a iniciação de crianças e adultos, também eles não precisam necessariamente serem instituídos no ministério específico, mas devem receber no início de cada ano catequético “um mandato eclesial público com o qual é confiada a eles esta função indispensável”.

A carta especifica que é tarefa de cada Conferência Episcopal esclarecer o perfil, o papel e as formas mais coerentes para o exercício do ministério dos catequistas. É citado, enfim, o caso de uma “não estável presença de ministros ordenados”: o Direito Canônico prevê a possibilidade de confiar a um leigo “uma participação no exercício do cuidado pastoral de uma paróquia”, mas é necessário “formar a comunidade para que não veja no catequista um substituto” para o padre ou diácono, mas sim um fiel leigo que colabora com os ministros ordenados “para que a sua assistência pastoral possa chegar a todos”.

Francisco recebe no Vaticano as delegações que doaram neste ano a Árvore de Natal e o Presépio montados na Praça São Pedro e o

Francisco recebe no Vaticano as delegações que doaram neste ano a Árvore de Natal e o Presépio montados na Praça São Pedro e o Presépio montado no interior da mesma Sala Paulo VI.

Logo após ao meio-dia o Papa Francisco recebeu na Sala Paulo VI as delegações que doaram neste ano a Árvore de Natal e o Presépio montados na Praça São Pedro e o Presépio montado no interior da mesma Sala Paulo VI

Francisco então dirigiu a sua saudação à Delegação Peruana de Huancavelica, o departamento em que se localiza o vilarejo de Chopoca, de onde vem o grande presépio montado na Praça São Pedro.

O Papa agradeceu ao Bispo Carlos Salcedo Ojeda pelas suas palavras, e estendeu a sua gratidão às autoridades civis e eclesiásticas, especialmente ao Ministro do Exterior peruano, e a todos aqueles que colaboraram.
Os personagens do presépio, – recordou o Papa – feitos com materiais e vestuário característicos desses territórios, representam os povos dos Andes e simbolizam o apelo universal à salvação.

“Jesus, de fato, veio à terra na concretude de um povo para salvar todos os homens e mulheres, de todas as culturas e nacionalidades. Ele fez-se pequeno para que possamos acolhê-Lo e receber o dom da ternura de Deus”.

Ao lado do presépio encontra-se o majestoso abeto dos bosques de Andalo, no Trentino. Francisco então saudou a delegação que veio daquela localidade: as autoridades, os sacerdotes, os fiéis acompanhados pelo arcebispo Lauro Tisi, a quem agradeceu pelas suas palavras.

Papa Francisco com fiéis na Sala Paulo VI

No final da tarde desta sexta-feira, na conclusão da cerimônia oficial de entrega, as luzes que decoram a árvore serão ligadas.

Permanecerá junto ao presépio até ao final das festividades natalinas e será admirado por peregrinos de muitos lugares.

“O abeto – disse o Papa – é sinal de Cristo, a árvore da vida, árvore à qual o homem não teve acesso por causa do pecado. Mas com o Natal, a vida divina se uniu à vida humana. A árvore de Natal, então, evoca o renascimento, o dom de Deus que se une ao homem para sempre, que nos dá a sua vida. As luzes do abeto recordam a luz de Jesus, a luz do amor que continua a brilhar nas noites do mundo”.

Francisco afirmou que o Natal é isto, não deixemos que seja poluído pelo consumismo e pela indiferença. Os seus símbolos, especialmente o presépio e a árvore decorada, trazem-nos de volta à certeza que enche os nossos corações de paz, à alegria da Encarnação, a Deus que se torna familiar: ele vive conosco, ele dá um ritmo de esperança aos nossos dias.

“A árvore e o presépio apresentam-nos a atmosfera típica de Natal que faz parte do patrimônio das nossas comunidades: uma atmosfera de ternura, partilha e intimidade familiar. Não vamos viver um Natal falso e comercial! Deixemo-nos envolver pela proximidade de Deus, pela atmosfera natalícia que a arte, a música, as canções e as tradições trazem aos nossos corações”.

Papa Francisco diante do Presépio na Sala Paulo VI

Todos aqueles que vierem aqui à Sala Paulo VI nos próximos dias – afirmou o Papa – poderão saborear esta atmosfera, graças também ao presépio que será inaugurado. Foi feito por jovens da paróquia de São Bartolomeu em Gallio, na diocese de Pádua, que estavam presentes com o bispo Claudio Cipolla, a quem Francisco agradeceu pelas palavras.

“Estou grato por este presente, fruto do compromisso e da reflexão sobre o Natal, a festa da confiança e da esperança. A razão da nossa esperança é que Deus está conosco, Ele confia em nós e nunca se cansa de nós! Ele vem habitar com os homens, escolhe a terra como sua morada para estar conosco e assumir as realidades onde transcorremos os nossos dias. Isto é o que o nos ensina o presépio”.

O Papa concluiu dizendo “que no Natal, Deus revela-se não como aquele que está nas alturas para dominar, mas como Aquele que se inclina, pequeno e pobre, para servir: isto significa que a forma de se assemelhar a Ele é a de se rebaixar, de servir. Para que seja verdadeiramente Natal, não esqueçamos isto: Deus vem para estar conosco e pede-nos para cuidarmos dos nossos irmãos e irmãs, especialmente os mais pobres, mais fracos e mais frágeis, a quem a pandemia ameaça marginalizar ainda mais. Pois foi assim que Jesus veio ao mundo, e o presépio lembra-nos disso”. “Que Nossa Senhora e São José nos ajudem a viver o Natal desta forma”.