Notícias da Igreja

O Sínodo dos Bispos que acontece em 2023, começa agora com a etapa diocesana. O Papa Francisco incentivou a participação de todos e pediu

O Sínodo dos Bispos que acontece em 2023, começa agora com a etapa diocesana. O Papa Francisco incentivou a participação de todos e pediu que as Igrejas Particulares (dioceses) escutem: ““Encontrar, escutar, discernir”. Estas foram as três palavras expressas pelo Papa, quando abriu ontem, 10 de outubro de 2021, as etapas diocesanas. O Papa também deixou alguns questionamentos:  “Como estamos quanto à escuta? Como está «o ouvido» do nosso coração? Permitimos que as pessoas se expressem?. Na Arquidiocese de Vitória teremos informações a partir de 17 de outubro sobre como será o processo, na missa de abertura. Mas, para entender o que é Sínodo e como serão as etapas, a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil promove, através da Equipe de Animação do Sínodo 2023, uma live no próximo dia 14 de outubro, das 19h30 às 20h45. O tema é “Por uma Igreja Sinodal”  e o foco é organização da etapa diocesana, com início previsto para a primeira quinzena deste mês. A transmissão poderá ser acompanhada nas redes oficiais da CNBB: Youtube e Facebook.

A  16ª Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, com o tema “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão” acontece em outubro de 2023 como ponto culminante do processo de escutas diocesanas, nacionais e continentais.

De acordo  com o assessor da Comissão Episcopal Pastoral de Cultura e Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e membro da Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil, padre Júlio César Resende a live terá o objetivo de formar e capacitar os coordenadores e animadores nas diversas dioceses para que possam conduzir o processo de escuta sinodal em cada uma das Igrejas Particulares.

Confira a programação da live:

19h30 – Oração inicial (Oração de Santo Isidoro de Sevilha)
19h32 – Palavra de boas-vindas – Mariana Venâncio
19h35 – A que se propõe o Sínodo 2023? (Ver + Julgar) – Dom Ricardo Hoepers
19h50 – Respostas às cinco perguntas dos participantes – Mariana Venâncio e padre João da Silva Mendonça Filho
20h10 – Agir: dez núcleos temáticos, etapas até 2023, o que compete à equipe diocesana de animação e como fazer o lançamento em diocese – padre Júlio César Resende
20h25 – Interação com os participantes – Mariana Venâncio e padre Mendonça
20h45 – Encerramento – irmã Teresinha Del’Acqua

Sínodo dos Bispos 2023

Convocado pelo Papa Francisco, o próximo sínodo terá como tema “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. O processo inaugura uma nova metodologia de consulta que contará com diferentes fases, entre outubro de 2021 e outubro de 2023. A primeira é a fase diocesana, seguida de uma fase continental, as quais gerarão dois Instrumentum Laboris (instrumentos de trabalho) distintos, antes da fase definitiva em nível eclesial. Universal.

O Papa Francisco ressaltou durante a comemoração do 50º aniversário da instituição do Sínodo dos Bispos, em outubro de 2015, que “o Sínodo dos Bispos é o ponto de convergência do dinamismo da escuta recíproca no Espírito Santo, conduzida em todos os níveis da Igreja” Assim, a Secretaria do Sínodo pontua que a articulação das diferentes fases do processo sinodal possibilitará a escuta real do Povo de Deus e será garantida a participação de todos no processo sinodal: “Não é apenas um acontecimento, mas um processo que envolve em sinergia o Povo de Deus, o Colégio Episcopal e o Bispo de Roma, cada um segundo a sua função”.

A Jornada Mundial dos Pobres 2021 disponibilizou, ontem 7 de setembro, o primeiro episódio radiofônico, de uma série de cinco edições, sobre a realidade

A Jornada Mundial dos Pobres 2021 disponibilizou, ontem 7 de setembro, o primeiro episódio radiofônico, de uma série de cinco edições, sobre a realidade da pobreza no Brasil. Os episódios serão disponibilizados nas próximas quintas, até o dia 4 de novembro.

O tema do primeiro episódio trata sobre a principal origem da pobreza no Brasil. O técnico do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Pedro Herculano Guimarães Ferreira de Souza, aponta que as origens da pobreza no país estão localizadas em seu passado colonial e escravocrata.

“De lá para cá só reproduzimos as desigualdades. O Brasil é um país de renda média. Crescemos muito no século XX e não crescemos há bastante tempo. A gente nunca teve um conjunto de políticas públicas totalmente focado na redução da pobreza e das desigualdades”, afirma. Assista.

 

Anexos

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou o Hino da Campanha da Fraternidade de 2022. Leia a matéria divulgada no site da

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou o Hino da Campanha da Fraternidade de 2022. Leia a matéria divulgada no site da CNBB:

O hino oficial da Campanha da Fraternidade 2022 é a expressão musical da mensagem que se quer fazer ecoar por meio do tema da Campanha “Fraternidade e Educação” e o lema “Fala com sabedoria, ensina com amor” (Pr 31,26). 

De autoria de Eurivaldo Silva Ferreira, a letra do hino da Campanha da Fraternidade 2022 aborda a educação na formação integral da pessoa humana e destaca em seu refrão a imagem de Cristo que “fala com sabedoria e ensina com amor”, cuja vida em total maestria é pra nós luz, caminho, vigor”.

“E quem fala com sabedoria
É Aquele que ensina com amor,
Sua vida em total maestria
É pra nós luz, caminho, vigor” (Refrão do Hino da CF 2022).

Os materiais da CF 2022 podem ser acessados aqui: https://campanhas.cnbb.org.br/pastas/cf2022

A letra:

HINO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE – 2022
Tema: Fraternidade e Educação
Lema: “Fala com sabedoria, ensina com amor” (cf Pr 31, 26)

Letra: Eurivaldo Silva Ferreira

1.  É tarefa e missão da Igreja
Boa Nova no amor proclamar,
No diálogo com a cultura
Para a vida florir, fecundar
O que em redes se vai construir
E a pessoa humana formar.

Quando o anseio do conhecimento
Ultrapassa barreiras, fronteiras,
Se destaca o ensinamento
Oriundo da fé verdadeira
Que nos faz nesta ação solidários
Para o bem, condição que é certeira.

Refrão: E quem fala com sabedoria
É Aquele que ensina com amor,
Sua vida em total maestria
É pra nós luz, caminho, vigor.

2. Educar é a atitude sublime
Que prepara a vida futura
Compreendendo o presente, pensamos:
Ensinar é proposta segura
Para, enfim, destacar-se a atitude
Dos que em Cristo são nova criatura.

O convívio em níveis fraternos
Traz em nós o sentido discreto:
Na harmonia com os seres viventes
E no agir o equilíbrio completo
Consigamos também aprender
E educar para o amor e o afeto.

3. O caminho nos quer convertidos:
Mergulhar no mistério profundo
Para que em sua Páscoa busquemos
Compaixão no cuidado com o mundo.
Conformados em Cristo seremos
Aprendizes do dom tão fecundo.

Quando a plena mudança atingir
Relações tão humanas, libertas,
Novos rumos em redes seremos
Gerações solidárias e abertas
Na esperança de rostos surgirem
Assumindo missões tão concretas.

4. E na casa comum que sonhamos
Onde habitam cuidado e respeito
Educar é o verbo preciso
A cumprir neste chão grandes feitos
Para o mundo poder imitar
Quem na vida é o Mestre Perfeito.

Pedagogicamente é preciso
Escutar, meditar, compreender
Para que aprendamos com o Cristo
O caminho da cruz percorrer
E na escola da sua existência
O Evangelho seguir e viver

Conheça o autor da letra do hino da CF 2022

Eurivaldo Ferreira da Silva, “leigo que procura viver o espírito de batizado na Igreja que lhe deu a fé”, é graduado em Teologia pela PUC-SP, especialista em Liturgia pelo Instituto de Filosofia e Teologia de Goiânia (Ifiteg) e mestre em Teologia, com concentração em Liturgia pela PUC-SP. É agente pastoral do canto e da música na arquidiocese de São Paulo (SP). É membro da Rede Celebra de Animação Litúrgica; da Equipe de Reflexão do Setor de Música Litúrgica da CNBB; do Universa Laus, grupo internacional de pesquisadores e especialistas em canto e música litúrgica que se reúnem anualmente desde 1966. Participou, desde 2006, dos Encontros de Compositores da CNBB promovido pelo Setor de Música da CNBB (ocasião em que aprofundou a arte de compor canto e música litúrgica). Foi assessor do Setor Música Litúrgica da CNBB, em 2016.

O autor contou que acolheu “com grande alegria” a notícia de que seu “humilde texto poético foi escolhido para ser o Hino da CF 2022”. E ainda: “Agradeci a Deus por ter me dado forças e inspiração para continuar servindo a Igreja em meio a tantas dificuldades que estamos passando, mas que se torna como oferta para um serviço eclesial ainda maior”.

 

Campanhas da Fraternidade 2023 e 2024

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu  até o dia 30 de outubro deste ano um processo de consulta eletrônica ao Povo de Deus sobre o tema e o lema das Campanhas da Fraternidade (CF) 2023 e 2024, quando a campanha completará aniversário de 60 anos de existência.

Os interessados em participar poderão sugerir, por meio da plataforma eletrônica Microsoft Forms, o tema e lema para a CF 2023 e 2024, bem como um Texto Bíblico relacionado ao tema indicado. No formulário é possível apresentar outras sugestões para aprimorar a campanha. Os temas sugeridos serão analisados pelos bispos que integram o Conselho Pastoral Episcopal da CNBB em sua próxima reunião marcada para o dia 10 de novembro. Nesta data, será escolhido o tema da CF 2023.

O Papa Francisco criou a Fundação Católica para a Saúde. Leia a matéria publicada no site Vatican News: O Papa Francisco criou a “Fundação Católica para

O Papa Francisco criou a Fundação Católica para a Saúde. Leia a matéria publicada no site Vatican News:

Papa Francisco criou a “Fundação Católica para a Saúde”, um órgão que “oferecerá apoio econômico às estruturas de saúde da Igreja, para que o carisma dos fundadores possa ser preservado, a sua inclusão na rede de análogas e beneméritas estruturas da Igreja e com isso, o seu propósito exclusivamente benéfico segundo com os ditames da Doutrina Social”.

O contexto da decisão papal é o da crise que afeta várias estruturas de saúde administradas por ordens religiosas, que muitas vezes se encontram na impossibilidade de continuar a mantê-las e as colocam à venda.

A nova Fundação do Vaticano, escreve Francisco, é uma “Entidade ligada à Santa Sé” para que “possa operar sob sua autoridade soberana e como entidade instrumental da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica, que providenciará seu governo e tudo o que for necessário para seu funcionamento”. Com o Quirógrafo de hoje, o Papa também aprovou o Estatuto da Fundação, que será dirigida por Dom Nunzio Galantino, Presidente da APSA.

O objetivo estatutário é, portanto, apoiar e relançar estruturas de saúde de propriedade ou administradas por entidades canônicas, também encontrando recursos financeiros necessários de benfeitores privados e de instituições públicas e privadas. A Fundação poderá realizar qualquer tipo de operação permitida pela legislação do país onde operam as estruturas de saúde objeto de suas atividades, procurando assegurar o respeito à Doutrina Social e a sustentabilidade econômica. As estruturas católicas de saúde, que por várias razões encontram dificuldades para ir adiante, poderão assim evitar escolhas demasiado condicionadas pela urgência.

“Tentaremos evitar o risco”, explicou Dom Galantino ao Vatican News, “que, mesmo que não querendo, essas estruturas contribuem em transmitir uma ideia elitista da assistência à saúde, reduzindo os espaços dos cuidados oferecidos a todos e para todos”.

No dia 11 de julho passado, em sua primeira aparição pública após a cirurgia intestinal, durante o Angelus, o Papa Francisco, olhando da varanda do Hospital Gemelli, disse: “Nestes dias de hospitalização, experimentei mais uma vez como é importante dispor de um bom serviço de saúde, acessível a todos, como existe na Itália e em outros países. Um serviço de saúde gratuito que garante um bom serviço acessível a todos. Não se pode perder este bem precioso. É preciso preservá-lo! E por isso todos devemos comprometer-nos, pois serve a todos e requer a contribuição de todos”. E depois de ter dirigido um encorajamento aos médicos, a todos os profissionais da saúde, acrescentou: “Até na Igreja às vezes acontece que alguma instituição de saúde, devido a uma má gestão, não está bem economicamente, e o primeiro pensamento que nos vem é vendê-la. Mas na Igreja a vocação não consiste em ter dinheiro, mas em prestar serviço, e o serviço é sempre gratuito. Não vos esqueçais disto: salvar as instituições gratuitas!”.

O Papa Francisco reuniu hoje, 4 de outubro de 2021, cientistas, especialistas e líderes religiosos no Vaticano para o encontro “Fé e Ciência”. O

O Papa Francisco reuniu hoje, 4 de outubro de 2021, cientistas, especialistas e líderes religiosos no Vaticano para o encontro “Fé e Ciência”. O objetivo é refletir e se preparar para a -cop26 – Conferência Climática Anual da ONU, (Organização das Nações Unidas), sobre Mudanças Climáticas, que acontece na Escócia (em Glasgow) de 31 de outubro a 12 de novembro.

O Papa entregou aos participantes seu discurso escrito. Segundo matéria publicada no site Vatican News, o pedido do Papa é que “adotemos comportamentos modelados na ‘interdependência’ e ‘corresponsabilidade’ para neutralizar as ‘sementes do conflito’ que prejudicam o meio ambiente e a pessoa humana.

Leia a matéria publicada no site do Vaticano:

“Tudo está interligado, tudo no mundo está intimamente conexo”: ciência e fé, homem e criação. Portanto, é necessário adotar comportamentos e ações modelados na “interdependência” e “corresponsabilidade” e, sobretudo, no “respeito” recíproco, a fim de combater aquelas “sementes de conflito” tais como ganância, indiferença, ignorância, medo e violência que causam feridas tanto no ser humano quanto no meio ambiente. No dia do primeiro aniversário da Encíclica Fratelli tutti, dedicada à fraternidade humana, o Papa Francisco reúne, esta segunda-feira (04/10), na Sala das Bênçãos, no Vaticano, cientistas, especialistas e líderes religiosos (dentre eles o Grão Imame de al-Azhar, Ahmad al-Tayyeb, e o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I) para o encontro “Fé e Ciência. Rumo à Cop 26”. Um evento que – como diz o título – olha para a conferência climática anual da ONU programada para se realizar, em Glasgow, na Escócia, de 31 de outubro a 12 de novembro.

Apelo conjunto

Em meio a música e momentos de silêncio, discursos e debates em vários idiomas, todos os presentes assinaram um apelo conjunto no qual ilustraram vários percursos educacionais e de formação a serem desenvolvidos em favor do cuidado da Casa comum. O Pontífice entregou o documento ao presidente da Cop26, Alok Sharma, e ao ministro das Relações Exteriores italiano, Luigi Di Maio; junto com ele, as três páginas de seu discurso: “Vocês têm a transcrição do que tenho a dizer agora e para não sair fora do tempo necessário para todos falarem, deixo o texto em suas mãos. Vocês podem lê-lo e assim continuamos esta celebração.”

Uma única família humana

No discurso entregue, o Pontífice recorda que “o encontro de hoje, que une muitas culturas e espiritualidades num espírito de fraternidade, reforça a consciência de que somos membros de uma única família humana: cada um de nós tem a sua própria fé e tradição espiritual, mas não existem fronteiras e barreiras culturais, políticas ou sociais que nos permitam isolar-nos”.

Francisco indica três conceitos-chave para refletir sobre esta colaboração recíproca:

“O olhar de interdependência e partilha, o motor do amor e a vocação ao respeito.”

Interdependência e partilha

O Papa parte do conceito de “harmonia divina” presente no mundo natural, o que demonstra que “nenhuma criatura é suficiente a si mesma. Cada uma existe apenas na dependência das outras, para se completarem mutuamente, a serviço umas das outras”. “Plantas, águas, seres vivos são guiados por uma lei nelas impressa por Deus para o bem de toda a criação”, enfatiza o Pontífice.

Reconhecer que o mundo está interconectado significa não apenas compreender as consequências nefastas de nossas ações, mas também identificar comportamentos e soluções que devem ser adotados com olhos abertos para a interdependência e a partilha. 

Mudança de rumo

O conceito é o mesmo que foi expresso pelo Papa durante estes longos e difíceis meses de pandemia: “Não podemos agir sozinhos”. O Pontífice enfatiza que “o compromisso de cada pessoa de cuidar dos outros e do meio ambiente é fundamental”. Um compromisso “que leva a uma mudança urgente de rumo e que também deve ser alimentado pela própria fé e espiritualidade”; um compromisso que deve ser continuamente incentivado pelo motor do amor. “Do fundo de cada coração, o amor cria laços e amplia a existência quando faz a pessoa sair de si mesma em direção ao outro”, diz o Papa. Esta “força propulsora do amor” não é “posta em movimento” de uma vez por todas, “deve ser reavivada a cada dia”. As religiões e tradições espirituais podem oferecer uma grande contribuição neste sentido.

O amor é o espelho de uma vida espiritual intensamente vivida. Um amor que se estende a todos, além das fronteiras culturais, políticas e sociais; um amor que se integra também e sobretudo em benefício dos últimos, que são muitas vezes aqueles que nos ensinam a superar as barreiras do egoísmo e a derrubar as paredes do eu.

Sementes de conflito

“Este é um desafio”, aponta o Papa Francisco, “que enfrenta a necessidade de combater essa cultura do descarte, que parece prevalecer em nossa sociedade e que se acomoda no que o nosso Apelo Conjunto chama de sementes de conflito: ganância, indiferença, ignorância, medo, injustiça, insegurança e violência”. As mesmas sementes de conflito que causam “as feridas graves” que infligimos ao meio ambiente: mudanças climáticas, desertificação, poluição, perda de biodiversidade. São feridas que, diz o Papa, citando a Caritas in Veritate, levam à “ruptura daquela aliança entre o ser humano e o ambiente que deve espelhar o amor criativo de Deus, do qual viemos e para o qual caminhamos”.

 

Respeito pela criação, pelo próximo, por Deus

O Papa indica “exemplo e ação”, por um lado, e “educação”, por outro, como os dois “planos” para enfrentar este desafio que tem “o sabor da esperança”, já que “não há dúvida de que a humanidade nunca teve tantos meios para atingir este objetivo como hoje”. Ele recorda a “vocação ao respeito”:

Respeito pela criação, respeito pelo próximo, respeito por si e respeito pelo Criador. Mas também respeito recíproco entre fé e ciência, a fim de entrar num diálogo entre elas orientado para o cuidado com a natureza, a defesa dos pobres, a construção de uma rede de respeito e fraternidade.

Respostas eficazes da Cop 26

“O respeito”, sublinha o Pontífice, “não é um mero reconhecimento abstrato e passivo do outro”, mas uma ação “empática e ativa” destinada a “querer conhecer o outro e entrar em diálogo com ele a fim de caminhar juntos neste caminho comum”. “Uma viagem que levará à Cop 26 em Glasgow que”, conclui o Papa, “é urgentemente chamada a oferecer respostas eficazes à crise ecológica sem precedentes e à crise de valores em que vivemos, e assim oferecer esperança concreta às gerações futuras”.

O Papa Francisco divulgou hoje, 1º de outubro, mês dedicado às missões, um vídeo explicando o que é ser missionário e interpelando sobre este

O Papa Francisco divulgou hoje, 1º de outubro, mês dedicado às missões, um vídeo explicando o que é ser missionário e interpelando sobre este tema. Entre outras definições o Papa diz: “ser missionário não é proselitismo, é dar testemunho de vida”. Assista o vídeo.

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Na sexta-feira, 1 de outubro, somos convidados a uma jornada de oração pelo Madagascar. Leia abaixo a convocação da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos

Na sexta-feira, 1 de outubro, somos convidados a uma jornada de oração pelo Madagascar. Leia abaixo a convocação da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e participe organizando a jornada em seu grupo .

A Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que sofre (ACN), convidam a Igreja no Brasil à  Jornada de Oração e Missão dedicada ao Madagascar, no dia 1º de outubro.

O Estado independente localizado na ilha de Madagascar, no sul da África, próximo a Moçambique, sofre a pior seca em quatro décadas. Esta catástrofe devastou comunidades agrícolas isoladas no sul do país, onde as famílias recorrem a insetos para sobreviver.

A ONU estima que 30 mil pessoas estejam atualmente sofrendo o nível cinco de insegurança alimentar – o mais alto reconhecido internacionalmente – e há o temor de que o número de afetados possa aumentar muito quando Madagascar entrar no tradicional “período de escassez” antes da colheita.

O impacto da seca atual também está sendo sentido em cidades maiores do sul de Madagascar, com muitas crianças forçadas a pedir esmolas nas ruas para conseguir comida.

A Jornada de Oração e Missão faz parte de uma série de jornadas desenvolvidas pela Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária  CNBB e ACN que coloca o valor da oração como “agir missionário” e propõe que cada cristão católico dedique um tempo do dia para rezar pelo país. Faça parte desta corrente de oração e nas redes sociais utilize a hashtag #rezepelomadagascar.

Conheça um pouco a historia do país

A República de Madagascar (Repoblikan’i Madagasikara em malgache; République de Madagascar em francês) é um estado independente localizado na ilha de Madagascar, no sul da África, próximo a Moçambique. Madagascar possui uma área total de 587.041 km², equivalente à área do estado de Minas Gerais e uma população de cerca de 21,3 milhões de habitantes, na grande maioria seguidores de religiões tradicionais (52%), além de 41% de cristãos e 7% de muçulmanos. Sua capital é Antananarivo, e a moeda local é o ariary. As línguas oficiais do país são o malgaxe e o francês.

A população de Madagascar é de origem mista asiática e africana. Pesquisas sugerem que a ilha era desabitada até navegantes vindos da Indonésia chegaram por volta do primeiro século. Migrações posteriores, tanto do Pacífico quanto da África consolidaram esta mistura original, e 18 diferentes grupos tribais surgiram.

A história escrita de Madagascar começa no século VII com os árabes, responsáveis por instalar feitorias ao longo da costa noroeste. O contato europeu começa em 1500, quando o capitão português Diogo Dias avistou a ilha depois que seu navio se separou de uma frota com destino à Índia. Começando na década de 1790, o reino Merina conseguiu estabelecer a hegemonia sobre a maior parte da ilha. Em 1817, o governante merina e o governador britânico de Maurício concluem um tratado de abolição do comércio de escravos, e em troca, a ilha recebeu assistência militar e financeira britânica.

Os britânicos aceitaram a imposição de um protetorado francês sobre Madagáscar em 1885, em troca de eventual controle sobre Zanzibar (atualmente parte da Tanzânia) e como parte de uma definição geral de esferas de influência na área. O controle francês absoluto sobre Madagascar foi estabelecida pela força militar e a monarquia merina foi abolida.

Em 1947, com o prestígio francês em baixa, um levante nacionalista foi suprimido após vários meses de luta violenta. A partir daí, a França adotou uma política de reforma das instituições, pacificação da população e preparou a ilha em direção à independência. Um período de governo provisório terminou com a adoção de uma constituição em 1959 e independência total a 26 de junho de 1960, com Philibert Tsiranana como presidente.

De 1975 a 1993 o tenente da marinha Didier Ratsiraka assume o poder através de um golpe militar, mas, três anos depois, está de volta, governando até 2002, quando, em meio a disputas pelo poder, busca exílio na França. Seu rival, Marc Ravalomanana assume a presidência, mas em 2009 é obrigado a entregar o cargo aos militares. Atualmente, continua a indecisão sobre o futuro do país, mergulhado em uma disputa política envolvendo grupos políticos rivais e as forças militares.

Os dois tuites divulgados pelo Papa Francisco podem ser uma boa ocasião para nos perguntarmos como anda nossa relação com os bens materiais e
Os dois tuites divulgados pelo Papa Francisco podem ser uma boa ocasião para nos perguntarmos como anda nossa relação com os bens materiais e a Terra. Leia a matéria publicada no site Vatican News.
O Papa lançou hoje dois tuítes, em sua conta @Pontifex, sobre a questão da ecologia integral. Um convite a refletir sobre o uso dos bens materiais em relação ao ambiente e a apreciar as coisas pequenas. As mensagens são inspiradas no “Tempo da Criação”, iniciativa anual em andamento até 4 de outubro e que visa conscientizar os cristãos sobre o compromisso com a defesa da Terra, nossa Casa comum.

No primeiro, o Papa escreve: “Nestes tempos de crise – na saúde, social e ambiental – vamos refletir sobre como nosso uso de tantos bens materiais é muitas vezes prejudicial à Terra. Optemos por mudar e caminhemos rumo a estilos de vida mais simples que respeitem a criação. ”

E no segundo: “A espiritualidade cristã propõe a sobriedade e a simplicidade que nos permitem parar e saborear as pequenas coisas, agradecer as possibilidades que a vida nos oferece sem nos apegarmos ao que temos nem entristecermos por aquilo que não possuímos.”

O grito da Terra e dos pobres se torna cada vez mais sério

O convite para celebrar o Tempo da Criação deste ano com ações concretas e iniciativas de conscientização que contribuem para a mudança urgente e indispensável de nossos comportamentos para o futuro do planeta e da humanidade foi lançado por Francisco no domingo 29 de agosto. Durante o Angelus ele disse que “o grito da Terra e o grito dos pobres estão se tornando cada vez mais sérios e alarmantes” e que agora é o momento de trabalhar para proteger a criação. E a necessidade de refletir sobre os nossos estilos de vida, para torná-los mais sóbrios e compatíveis com o meio ambiente, foi a intenção de oração escolhida pelo Papa para este mês de setembro.

Tempo da Criação, um evento ecumênico

O Tempo da Criação é a celebração ecumênica anual de oração e ação para a proteção da Terra. Começou em 1° de setembro, o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, e termina em 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis, que é reconhecido como o santo padroeiro da ecologia por seu amor à natureza e a todas as criaturas do Senhor. Os cristãos de todo o mundo durante este período se unem num compromisso comum de defesa do ambiente. O Movimento Laudato Si’ apoia o Tempo da Criação. O Papa saudou e agradeceu o organismo no Angelus de 29 de agosto: “Obrigado por seu compromisso com nossa Casa comum”, disse ele, “especialmente por ocasião do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação e do próximo Tempo da Criação”.

Católicos, ortodoxos e anglicanos juntos pela Terra

Esta é a sexta edição do Tempo da Criação, evento oficializado pela Igreja católica pelo Papa Francisco em 2015, ano da encíclica “Laudato si”, que chamou a atenção internacional para o tema da ecologia integral. Já em 1989, o Patriarca Ecumênico Dimitrios I proclamou o 1º de setembro como o Dia de Oração pela Criação para os Ortodoxos e mais tarde o Conselho Ecumênico de Igrejas prorrogou a celebração até 4 de outubro. Ao longo dos anos, o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, enviou várias mensagens aos fiéis: “A luta para proteger a criação é uma dimensão central de nossa fé. (…) A destruição da criação é uma ofensa ao Criador, completamente inconciliável com os princípios fundamentais da teologia cristã”, escreveu o Patriarca em 2020. O arcebispo anglicano de Cantuária, Justin Welby, também convidou consistentemente as comunidades para celebrar o Tempo da Criação. Em 2019, ele descreveu a crise climática como “o maior desafio para nós e para as gerações futuras”.

Uma declaração histórica conjunta

Este ano, para marcar o início do Tempo da Criação, o Papa Francisco, o Patriarca Bartolomeu e o Arcebispo Welby emitiram pela primeira vez uma declaração conjunta exortando os cristãos a enfrentar a “ameaça das mudanças climáticas e da degradação ambiental”. Recordando que está próxima a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em novembro, em Glasgow, na Escócia, eles indicaram aos cristãos a oportunidade nessas semanas de apoiarem e criarem uma verdadeira mudança para nossa Casa comum. “Oremos”, escreveram eles, “pelos líderes mundiais e reflitamos sobre as escolhas que todos devemos fazer”. “Como líderes de nossas Igrejas”, afirma a declaração conjunta, “exortamos a todos, qualquer que seja sua fé ou visão do mundo, a procurarem ouvir o grito da Terra e das pessoas pobres, examinando seu próprio comportamento e comprometendo-se a fazer sacrifícios significativos para o bem da Terra que Deus nos doou”.