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Confira os horários das Celebrações de Natal e Ano Novo presididas pelo Papa Francisco. Os horários foram disponibilizados pela Sala de Imprensa da Santa

Confira os horários das Celebrações de Natal e Ano Novo presididas pelo Papa Francisco. Os horários foram disponibilizados pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

Vigília de Natal

No domingo, 24 de dezembro, a Missa da noite de Natal será presidida pelo Papa Francisco na Basílica de São Pedro às 19h30min locais. O Pontífice manterá o horário antecipado que foi adotado em 2020, devido às restrições impostas pela Covid, depois confirmado também em 2021 e 2022.

Urbi et Orbi

No dia seguinte, segunda-feira, 25 de dezembro, Natal do Senhor, o Papa concederá a bênção Urbi et Orbi da sacada central da Basílica de São Pedro às 12 horas.

Final de ano

No domingo, 31 de dezembro, às 17 horas, na Basílica Vaticana, o Santo Padre presidirá a celebração das Primeiras Vésperas e do Te Deum em ação de graças pelo ano transcorrido.

Celebrações de janeiro

Na segunda-feira, 1º de janeiro, que também é o LVII Dia Mundial da Paz, Francisco celebrará a Missa na Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, novamente na Basílica Vaticana, às 10h. Também na Basílica de São Pedro, no dia 6 de janeiro, celebrará a Missa na Solenidade da Epifania, às 10h. Por fim, no dia 7 de janeiro, o Pontífice presidirá, às 9h30, uma celebração na Capela Sistina na festa do Batismo do Senhor, durante a qual batizará algumas crianças.

o Portal A12, do Santuário de Aparecida, produziu um documentário sobre a vida do Papa Francisco. O lançamento foi feito por ocasião do 87º

o Portal A12, do Santuário de Aparecida, produziu um documentário sobre a vida do Papa Francisco. O lançamento foi feito por ocasião do 87º aniversário de Francisco, em 17 de dezembro de 2023. Muitos testemunhos, histórico e pastoreio de seu pontificado

Na noite desta terça-feira (19), a Arquidiocese de Vitória, por meio da Pastoral do Povo da Rua, proporcionou um momento de calor humano e

Na noite desta terça-feira (19), a Arquidiocese de Vitória, por meio da Pastoral do Povo da Rua, proporcionou um momento de calor humano e espiritualidade na região de Jardim da Penha. O evento, marcado por gestos de compaixão, contou com a presença de Dom Dario Campos, Arcebispo de Vitória, e do Padre Celso Porto, pároco de Jardim da Penha, que conduziram uma celebração da palavra repleta de ensinamentos atemporais.

Dom Dario recordou o tempo de Jesus, onde os pastores, muitas vezes marginalizados, foram os primeiros a receber a notícia do nascimento do Menino Deus. E assim como esses pastores, todos ali presentes foram convidados a sentir o carinho de Jesus, independentemente das circunstâncias que os cercam. Em um mundo que frequentemente exclui, a mensagem de esperança e inclusão ecoou fortemente.

A noite culminou em uma grandiosa ceia, onde todos se reuniram para saborear um delicioso jantar preparado com extremo carinho pela Pastoral do Povo da Rua. Este gesto não apenas alimentou os corpos, mas também nutriu a alma, reforçando a importância da solidariedade.

Agradecemos a todos que contribuíram para tornar este evento especial, espalhando a luz do Natal em Jardim da Penha e, assim, construindo um caminho de solidariedade e esperança para todos.

Que o espírito natalino permaneça conosco ao longo de todo o ano, guiando-nos na jornada de construir um mundo mais justo e amoroso para todos.

Uma declaração sobre o significado pastoral das bênçãos, permite que casais em situação irregular, dentro dos parâmetros doutrinais da Igreja Católica, possam receber a

Uma declaração sobre o significado pastoral das bênçãos, permite que casais em situação irregular, dentro dos parâmetros doutrinais da Igreja Católica, possam receber a bênção, desde que não seja dentro de um ritual litúrgico. Isso significa que, em situações espontâneas, o sacerdote possa abençoar a quem pedir a bênção, independente se “vivem em acordo com as normas da doutrina moral cristã”. Leia abaixo a publicação do site vaticannews.va

Diante do pedido de duas pessoas para serem abençoadas, mesmo que sua condição de casal seja “irregular”, será possível para o ministro ordenado consentir. Mas sem que esse gesto de proximidade pastoral contenha elementos minimamente semelhantes a um rito matrimonial. Isso é o que diz a declaração “Fiducia supplicans” sobre o significado pastoral das bênçãos, publicada pelo Dicastério para a Doutrina da Fé e aprovada pelo Papa. Um documento que aprofunda o tema das bênçãos, distinguindo entre as bênçãos rituais e litúrgicas e as bênçãos espontâneas, que se assemelham mais a gestos de devoção popular: é precisamente nessa segunda categoria que agora contemplamos a possibilidade de acolher também aqueles que não vivem de acordo com as normas da doutrina moral cristã, mas pedem humildemente para serem abençoados. Desde agosto, de 23 anos atrás, o antigo Santo Ofício não publicava uma declaração (a última foi em 2000, “Dominus Jesus”), um documento de alto valor doutrinário.

“Fiducia supplicans” começa com uma introdução do prefeito, cardeal Victor Fernandez, que explica que a declaração aprofunda o “significado pastoral das bênçãos”, permitindo que “sua compreensão clássica seja ampliada e enriquecida” por meio de uma reflexão teológica “baseada na visão pastoral do Papa Francisco”. Uma reflexão que “implica um verdadeiro desenvolvimento em relação ao que foi dito sobre as bênçãos” até agora, chegando a incluir a possibilidade “de abençoar casais em situação irregular e casais do mesmo sexo, sem validar oficialmente seu status ou modificar de qualquer forma o ensino perene da Igreja sobre o casamento”.

Após os primeiros parágrafos (1-3), em que o pronunciamento anterior de 2021 é lembrado e agora ampliado, a declaração apresenta a bênção no sacramento do matrimônio (parágrafos 4-6), declarando “inadmissíveis ritos e orações que possam criar confusão entre o que é constitutivo do matrimônio” e “o que o contradiz”, a fim de evitar reconhecer de alguma forma “como matrimônio algo que não é”. Reitera-se que, de acordo com a “doutrina católica perene”, somente as relações sexuais dentro do casamento entre um homem e uma mulher são consideradas lícitas.

Um segundo grande capítulo do documento (parágrafos 7-30) analisa o significado das várias bênçãos, que têm como destino pessoas, objetos de devoção, lugares de vida. O documento lembra que, “de um ponto de vista estritamente litúrgico”, a bênção exige que o que é abençoado “esteja em conformidade com a vontade de Deus expressa nos ensinamentos da Igreja”. Quando, com um rito litúrgico específico, “se invoca uma bênção sobre certas relações humanas”, é necessário que “o que é abençoado possa corresponder aos desígnios de Deus inscritos na Criação” (11). Portanto, a Igreja não tem o poder de conferir uma bênção litúrgica a casais irregulares ou do mesmo sexo. Mas é preciso evitar o risco de reduzir o significado das bênçãos apenas a esse ponto de vista, exigindo para uma simples bênção “as mesmas condições morais que são exigidas para a recepção dos sacramentos” (12).

Depois de analisar as bênçãos nas Escrituras, a declaração oferece um entendimento teológico-pastoral. Quem pede uma bênção “se mostra necessitado da presença salvadora de Deus em sua história”, porque expressa “um pedido de ajuda de Deus, uma súplica por uma vida melhor” (21). Esse pedido deve ser acolhido e valorizado “fora de uma estrutura litúrgica”, quando se encontra “em uma esfera de maior espontaneidade e liberdade” (23). Olhando para elas da perspectiva da piedade popular, “as bênçãos devem ser valorizadas como atos de devoção”. Para conferi-las, portanto, não há necessidade de exigir “perfeição moral prévia” como pré-condição.

Aprofundando essa distinção, com base na resposta do Papa Francisco às dubia dos cardeais publicada em outubro passado, que pedia um discernimento sobre a possibilidade de “formas de bênção, solicitadas por uma ou mais pessoas, que não transmitam uma concepção errônea do matrimônio” (26), o documento afirma que esse tipo de bênção “é oferecido a todos, sem pedir nada, fazendo com que as pessoas sintam que continuam abençoadas apesar de seus erros e que “o Pai celeste continua a querer o seu bem e a esperar que elas finalmente se abram ao bem” (27).

Existem “várias ocasiões em que as pessoas vêm espontaneamente pedir uma bênção, seja em peregrinações, em santuários, ou mesmo na rua quando encontram um sacerdote”, e tais bênçãos “são dirigidas a todos, ninguém pode ser excluído” (28). Portanto, permanecendo proibido de ativar “procedimentos ou ritos” para esses casos, o ministro ordenado pode unir-se à oração daquelas pessoas que “embora em uma união que de modo algum pode ser comparada ao matrimônio, desejam confiar-se ao Senhor e à sua misericórdia, invocar a sua ajuda, ser guiados a uma maior compreensão do seu plano de amor e de verdade” (30).

O terceiro capítulo da declaração (parágrafos 31-41), portanto, abre a possibilidade dessas bênçãos, que representam um gesto para aqueles que “reconhecendo-se indigentes e necessitados de sua ajuda, não reivindicam a legitimidade de seu próprio status, mas imploram que tudo o que é verdadeiro, bom e humanamente válido em suas vidas e relacionamentos seja investido, curado e elevado pela presença do Espírito Santo” (31). Essas bênçãos não devem ser normalizadas, mas confiadas ao “discernimento prático em uma situação particular” (37). Embora o casal seja abençoado, mas não a união, a declaração inclui entre o que é abençoado o relacionamento legítimo entre as duas pessoas: na “breve oração que pode preceder essa bênção espontânea, o ministro ordenado pode pedir paz, saúde, espírito de paciência, diálogo e ajuda mútua, bem como a luz e a força de Deus para poder cumprir plenamente a sua vontade” (38). Também é esclarecido que, para evitar “qualquer forma de confusão e escândalo”, quando um casal irregular ou do mesmo sexo pede uma bênção, “ela nunca será realizada ao mesmo tempo que os ritos civis de união ou mesmo em conexão com eles. Nem mesmo com as roupas, os gestos ou as palavras próprias de um casamento” (39). Esse tipo de bênção “pode encontrar seu lugar em outros contextos, como uma visita a um santuário, um encontro com um sacerdote, uma oração recitada em um grupo ou durante uma peregrinação” (40).

Por fim, o quarto capítulo (parágrafos 42-45) nos lembra que “mesmo quando o relacionamento com Deus está obscurecido pelo pecado, sempre é possível pedir uma bênção, estendendo a mão a Ele” e desejá-la “pode ser o melhor possível em algumas situações” (43).

Dizem que “um cafezinho aproxima as pessoas”. Baseado nesta sabedoria popular a CAD – Comissão Arquidiocesana dos Diáconos de Vitória – promoveu na manhã

Dizem que “um cafezinho aproxima as pessoas”. Baseado nesta sabedoria popular a CAD – Comissão Arquidiocesana dos Diáconos de Vitória – promoveu na manhã desse último sábado (16) um encontro dos Diáconos Permanentes e suas esposas com D. Andherson Franklin, Bispo Auxiliar da nossa Arquidiocese.

O encontro teve início com a Santa Missa presidida por D. Andherson e concelebrada por Pe. Márcio Ferreira, Diretor da Escola Diaconal São Lourenço, e contou também com a participação de membros da CRD – Comissão Regional de Diáconos CNBB Leste 3, de membros da Escola Diaconal e dos Aspirantes ao Diaconato e suas esposas.

O encontro foi carinhosamente intitulado “Café com o Pastor”, e seu propósito foi de promover um momento de convivência fraterna entre nós e de promover um espaço de diálogo aberto entre os Diáconos Permanentes com nosso Bispo Auxiliar, que aliás exerce um cuidadoso acompanhamento à esse mesmo Corpo Diaconal Arquidiocesano.

Nosso Bispo Auxiliar iniciou falando rapidamente sobre a tradução da 3ª Edição do Missal Romano, lembrando aos presentes de que esse é um livro de Oração da Igreja, que está repleto de elevada teologia, e por isso merece ser lido e estudado pelos fiéis, e de modo especial pelos Diáconos. Em seguida D. Andherson abriu espaço para perguntas, comentários e reflexões, e muitos aproveitaram essa oportunidade e falaram diretamente ao Bispo aquilo que trouxeram consigo, e ouvimos todos dele sua resposta e sua catequese.

Por fim a CAD apresentou nossa agenda de retiros e formações para 2024 enfatizando a necessidade e importância de mantermos em estado de formação permanente e fez suas considerações finais.

O próximo 1º de janeiro é o 57º Dia Mundial da Paz. O Papa Francisco divulgou mensagem para esta data e chama a atenção

O próximo 1º de janeiro é o 57º Dia Mundial da Paz. O Papa Francisco divulgou mensagem para esta data e chama a atenção para o uso da IA, Inteligência Artificial. Clique aqui para ler a mensagem completa.

“A inteligência é expressão da dignidade que nos foi dada pelo Criador, que nos fez à sua imagem e semelhança e nos tornou capazes, através da liberdade e do conhecimento, de responder ao seu amor. Esta qualidade fundamentalmente relacional da inteligência humana manifesta-se de modo particular na ciência e na tecnologia, que são produtos extraordinários do seu potencial criativo”, escreve Francisco na mensagem.

Segundo o Papa, “o progresso da ciência e da técnica – na medida em que contribui para uma melhor organização da sociedade humana, para o aumento da liberdade e da comunhão fraterna – leva ao aperfeiçoamento do homem e à transformação do mundo”.

Francisco ressalta que “os progressos técnico-científicos, que permitem exercer um controle – até agora inédito – sobre a realidade, colocam nas mãos do homem um vasto leque de possibilidades, algumas das quais podem constituir um risco para a sobrevivência humana e um perigo para a Casa comum”.

Prossecução da paz e do bem comum

“Os progressos da informática e o desenvolvimento das tecnologias digitais, nas últimas décadas, começaram já a produzir profundas transformações na sociedade global e nas suas dinâmicas. Os novos instrumentos digitais estão mudando a fisionomia das comunicações, da administração pública, da instrução, do consumo, dos intercâmbios pessoais e de inúmeros outros aspectos da vida diária”, escreve ainda o Papa.

Segundo Francisco, “a imensa expansão da tecnologia deve ser acompanhada por uma adequada formação da responsabilidade pelo seu desenvolvimento. A liberdade e a convivência pacífica ficam ameaçadas, quando os seres humanos cedem à tentação do egoísmo, do interesse próprio, da ânsia de lucro e da sede de poder”.

“Por isso, temos o dever de alargar o olhar e orientar a pesquisa técnico-científica para a prossecução da paz e do bem comum, ao serviço do desenvolvimento integral do homem e da comunidade”, ressalta o Santo Padre.

Progresso digital, respeito pela justiça e pela causa da paz

“A dignidade intrínseca de cada pessoa e a fraternidade que nos une como membros da única família humana devem estar na base do desenvolvimento de novas tecnologias e servir como critérios indiscutíveis para as avaliar antes da sua utilização, para que o progresso digital possa verificar-se no respeito pela justiça e contribuir para a causa da pazOs avanços tecnológicos que não conduzem a uma melhoria da qualidade de vida da humanidade inteira, mas pelo contrário agravam as desigualdades e os conflitos, nunca poderão ser considerados um verdadeiro progresso“, destaca o Papa.

Francisco chama a atenção para quando “a inteligência artificial é utilizada em campanhas de desinformação que espalham notícias falsas e levam a uma desconfiança crescente relativamente aos meios de comunicação”.

Segundo a mensagem do Papa, “a grande quantidade de dados analisados pelas inteligências artificiais não é, por si só, garantia de imparcialidade. Quando os algoritmos extrapolam informações, correm sempre o risco de as distorcer, replicando as injustiças e os preconceitos dos ambientes onde têm origem. Quanto mais rápidos e complexos eles se tornam, mais difícil é compreender por que produziram um determinado resultado”.

A propósito das máquinas inteligentes, elas “podem desempenhar as tarefas que lhes são atribuídas com uma eficiência cada vez maior, mas a finalidade e o significado das suas operações continuarão sendo determinados ou capacitados por seres humanos com o seu próprio universo de valores”.

De acordo com o Papa, “não se deve permitir que os algoritmos determinem o modo como entendemos os direitos humanos, ponham de lado os valores essenciais da compaixão, da misericórdia e do perdão, ou eliminem a possibilidade de um indivíduo mudar e deixar para trás o passado”.

Inteligência Artificial e desenvolvimento humano integral

No texto, Francisco considera “o impacto das novas tecnologias no âmbito do trabalho: trabalhos, que outrora eram prerrogativa exclusiva da mão-de-obra humana, acabam rapidamente absorvidos pelas aplicações industriais da inteligência artificial. Também neste caso, há substancialmente o risco de uma vantagem desproporcionada para poucos à custa do empobrecimento de muitos.  A Comunidade Internacional, ao ver como tais formas de tecnologia penetram cada vez mais profundamente nos locais de trabalho, deveria considerar como alta prioridade o respeito pela dignidade dos trabalhadores e a importância do emprego para o bem-estar econômico das pessoas, das famílias e das sociedades, a estabilidade dos empregos e a equidade dos salários”.

“Nestes dias, contemplando o mundo que nos rodeia, não se pode ignorar as graves questões éticas relacionadas ao setor dos armamentos”, escreve ainda o Papa. “A possibilidade de efetuar operações militares através de sistemas de controle remoto levou a uma percepção menor da devastação por eles causada e da responsabilidade da sua utilização, contribuindo para uma abordagem ainda mais fria e destacada da imensa tragédia da guerra”, ressalta.

“Numa ótica mais positiva, se a inteligência artificial fosse utilizada para promover o desenvolvimento humano integral, poderia introduzir inovações importantes na agricultura, na instrução e na cultura, uma melhoria do nível de vida de inteiras nações e povos, o crescimento da fraternidade humana e da amizade social. Em última análise, a forma como a utilizamos para incluir os últimos, isto é, os irmãos e irmãs mais frágeis e necessitados, é a medida reveladora da nossa humanidade”, sublinha Francisco.

Discernimento no uso de dados e conteúdos da internet

A seguir, o Pontífice recorda que “os jovens estão crescendo em ambientes culturais impregnados de tecnologia, o que não pode deixar de pôr em causa os métodos de ensino e formação”. “É necessário que os jovens desenvolvam uma capacidade de discernimento no uso de dados e conteúdos recolhidos na internet ou produzidos por sistemas de inteligência artificial. As escolas, as universidades e as sociedades científicas são chamadas a ajudar os estudantes e profissionais a assumir os aspectos sociais e éticos do progresso e da utilização da tecnologia”.

O Papa exorta “a Comunidade das Nações a trabalhar unida para adotar um tratado internacional vinculativo, que regule o desenvolvimento e o uso da inteligência artificial nas suas variadas formas”. Segundo ele, “nos debates sobre a regulamentação da inteligência artificial, deve ser levada em conta as vozes de todas as partes interessadas, incluindo os pobres, os marginalizados e outros que muitas vezes permanecem ignorados nos processos de decisão globais”.

Francisco conclui a mensagem, desejando que “os progressos no desenvolvimento de formas de inteligência artificial sirvam, em última análise, a causa da fraternidade humana e da paz“, e espera “que o rápido desenvolvimento de formas de inteligência artificial não aumente as já demasiadas desigualdades e injustiças presentes no mundo, mas contribua para pôr fim às guerras e conflitos e para aliviar muitas formas de sofrimento que afligem a família humana“.

Fonte: Texto publicado no site vaticannews.va
O Papa Francisco acolheu a proposta do menino Alessandro e em maio de 2024, nos dias 25 e 26, acontecerá a primeira JMC, Jornada

O Papa Francisco acolheu a proposta do menino Alessandro e em maio de 2024, nos dias 25 e 26, acontecerá a primeira JMC, Jornada Mundial das Crianças, em Roma.

Durante um popecast em preparação à JMJ, Jornada Mundial da Juventude, um menino de 9 anos, sugeriu ao Papa a realização da JMC. Na ocasião o Papa respondeu: “Eu gosto muito! Podemos fazer com que os avós organizem isso. Peçam aos avós para que organizem um dia assim. Uma boa ideia. Vou pensar sobre isso e ver como fazer”.

A ideia foi acatada e a primeira JMC já foi anunciada: 25 e 26 de maio de 2024. Informações sobre a organização ainda não foram divulgadas. Porém, o evento pretende reunir crianças de todos os continentes e será promovido pelo Dicastério para a Cultura e Educação.

 

 

Para a inauguração do presépio em Roma, o Papa Francisco lembrou a iniciativa de São Francisco em 1223, há exatamente 800 anos, de reproduzir
Para a inauguração do presépio em Roma, o Papa Francisco lembrou a iniciativa de São Francisco em 1223, há exatamente 800 anos, de reproduzir na Itália (Greccio) o ambiente do nascimento de Jesus, dando origem ao presépio. A publicação é do site vaticannews.va
“Enquanto contemplamos Jesus, Deus feito homem, pequeno, pobre, inerme, não podemos não pensar no drama que estão vivendo os habitantes da Terra Santa, manifestando a esses nossos irmãos e imãs, especialmente às crianças e a seus pais, a nossa proximidade e o nosso sustento espiritual”, disse o Papa ao receber as delegações que ofereceram o presépio e a árvore que enfeitam este ano a Praça São Pedro.

Os símbolos natalinos foram o tema da última audiência do Papa na manhã deste sábado, 9 de dezembro.

O Pontífice recebeu na Sala Paulo VI as delegações de onde provêm o presépio e a árvore de Natal que enfeitam a Praça São Pedro este ano. A inauguração será no final desta tarde, às 17h locais.

O presépio foi doado pela província de Rieti, perto de Roma. A intenção é reviver o clima natalino do ano de 1223, pois exatamente 800 anos atrás São Francisco esteve na região de regresso da Terra Santa e quis representar o cenário da natividade. Para ele, as grutas de Greccio recordavam a paisagem de Belém. Assim, frades e habitantes da região realizaram um presépio vivo e assim nasceu a tradição que perdura até hoje.

“Este ano, portanto, na Praça São Pedro pensaremos em Greccio, que por sua vez nos evoca Belém. E enquanto contemplamos Jesus, Deus feito homem, pequeno, pobre, inerme, não podemos não pensar no drama que estão vivendo os habitantes da Terra Santa, manifestando a esses nossos irmãos e imãs, especialmente às crianças e a seus pais, a nossa proximidade e o nosso sustento espiritual. São eles que pagam o preço da guerra.”

Revivendo o que aconteceu em Belém dois mil anos atrás, acrescentou o Papa, este evento deveria despertar em nós a nostalgia do silêncio e da oração na nossa vida com frequência frenética.

“Silêncio para poder ouvir o que Jesus nos diz a partir daquela ‘cátedra’ singular que é a manjedoura. Oração para expressar a maravilha, a ternura e talvez as lágrimas que a cena da Natividade suscita em nós. E em tudo isso Maria é o modelo: ela não diz nada, mas contempla e adora.”

Tutela da Casa Comum

Falando da árvore que estará ao lado do presépio, proveniente do norte da Itália, do Piemonte, Francisco ressaltou a decoração com as “estrelas alpinas” cultivadas na planície, de modo a tutelar as que crescem na montanha. “Também esta é uma escolha que nos faz refletir, evidenciando a importância do cuidado com a nossa casa comum: os pequenos gestos são essenciais na conversão ecológica, gestos de respeito e gratidão pelos dons de Deus.”

O Papa concluiu sua saudação com um agradecimento às duas delegações e também aos funcionários do Vaticano que montaram o presépio e a árvore de Natal.