Notícias

No próximo domingo, dia 26 de novembro de 2023, a Igreja celebra a Solenidade de Cristo Rei. O Papa Francisco falou sobre esta Festa

No próximo domingo, dia 26 de novembro de 2023, a Igreja celebra a Solenidade de Cristo Rei. O Papa Francisco falou sobre esta Festa na última Audiência Geral e disse: “Vamos dar espaço ao Reino de Jesus nos nossos corações, nas nossas sociedades e no mundo inteiro”. A matéria foi publicada no site vaticannews.va

O anúncio de Cristo, além de ser uma alegria para todo cristão, é destinado a todos, disse o Papa Francisco na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (22). Evangelizar é um dever, o que não significa ser uma tarefa pesada, mas que acontece naturalmente, ainda acrescentou o Pontífice, ao enaltecer aos peregrinos de língua portuguesa que esse encontro com Deus, além de ser o verdadeiro mistério da vocação de batizados, traz consigo a esperança de mundo melhor:

“Dirijo uma saudação cordial aos peregrinos de língua portuguesa, especialmente aos que vêm de Belo Horizonte. A alegria de conhecer Cristo e o desejo que temos de O levar a todos são a nossa maneira de construir um mundo mais fraterno. Nossa Senhora guarde estas sementes de esperança que trazemos no coração. Deus os abençoe!”

A atualidade da Solenidade de Cristo Rei

Nas saudações aos peregrinos de outros países presentes na Praça São Pedro, o Papa Francisco recordou que o próximo domingo, 26 de novembro, a Igreja recorda a divindade de Jesus, que se manifestou colocando-se a serviço da humanidade. Aos fiéis de língua italiana, o Pontífice falou:

“No próximo domingo, o último do Tempo Comum, celebraremos a Solenidade de Cristo Rei. Exorto vocês a colocar Jesus no centro de suas vidas, e Dele receberão luz e coragem em cada escolha diária.”

A solenidade de Cristo Rei é uma celebração recente na Igreja, criada por Papa Pio XI em 1925, para reafirmar a soberania real de Jesus e seus ensinamentos, em um período em que o mundo se afastava cada vez mais do Senhor. Uma necessidade que se apresenta novamente nos tempos atuais, como refletiu o Papa Francisco ao se dirigir aos fiéis de língua polonesa na Audiência Geral:

“Que a nossa vida e os nossos corações estejam abertos ao Seu senhorio, pois Ele é a meta para a qual caminhamos.”

A festa de Cristo Rei do próximo domingo, 26 de novembro, também marca o final do ano litúrgico, para começar a caminhada para o Advento, rumo ao Natal, como disse Francisco aos peregrinos de língua alemã na Praça São Pedro:

“Ao final do ano litúrgico, voltemos o nosso olhar a Cristo, Rei do Universo e Príncipe da Paz. Vamos dar espaço ao seu Reino nos nossos corações, nas nossas sociedades e no mundo inteiro. Rezemos pelo dom da sua paz!”

Enfim, retomando a catequese do dia, o Papa saudou os fiéis de língua espanhola e fez uma exortação especial aos jovens anunciadores da Palavra de Deus:

“Peçamos a Jesus que reine em nossas vidas e conceda a nossos jovens ser testemunhas generosas da alegria do Evangelho que Deus nos deu como dom.”

O pe. Alberto Fontana faleceu no início da tarde de hoje, aos 83 anos. Iniciou sua formação na Companhia de Jesus em 1961 e

O pe. Alberto Fontana faleceu no início da tarde de hoje, aos 83 anos. Iniciou sua formação na Companhia de Jesus em 1961 e foi ordenado em 1972 por dom João Batista da Mota e Albuquerque. Desde então, embora sendo italiano, foi incardinado na Arquidiocese de Vitória e desempenhou várias funções na Arquidiocese, entre elas pároco e coordenador de pastoral. Nos últimos anos era capelão das Irmãs de Jesus na Eucaristia, na Prainha em Vila Velha e orientador da COMAM, comunidade ambiental.

Lutava contra um câncer há um ano e recebeu o tratamento adequado, mas não resistiu.

O corpo de pe. Alberto será oferecido à faculdade de medicina para ajudar na pesquisa científica. Ao expressar esse desejo, pe. Alberto dizia: “se o meu corpo servir para um estudante de medicina aprender, já sentirei que foi útil”.

Que o nosso Deus da vida, acolha pe. Alberto em seu Reino.

A Arquidiocese de Vitória, o arcebispo, dom Dario Campos e dom Andherson Franklin Lustoza de Souza unem-se em oração a Deus, agradecem pela vida de pe. Alberto.

Ao receber um grupo de jornalistas católicos, o Papa Francisco falou que é preciso “educar para o respeito e o cuidado”. Leia a matéria

Ao receber um grupo de jornalistas católicos, o Papa Francisco falou que é preciso “educar para o respeito e o cuidado”. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va

Formação, proteção e testemunho são os “três caminhos” que os trabalhadores da comunicação devem seguir para “renovar seu compromisso com a promoção da dignidade das pessoas, com a justiça e a verdade, com a legalidade e a corresponsabilidade educativa”, também como resposta às “terríveis notícias de violência contra as mulheres”. Foi o que disse o Papa ao receber as delegações da Federação Italiana de Semanários Católicos, da União Italiana de Imprensa Periódica, das Associações “Corallo” e “Aiart – Cittadini mediali”, às quais também convidou a confiar a São Francisco de Sales e ao beato Carlo Acutis seus “passos nos caminhos da formação, da proteção e do testemunho”. O radicamento capilar de tais realidades midiáticas representa, como explica Francisco, a “geografia humana que anima o território italiano”. A comunicação, acrescenta, é precisamente “colocar em comum, tecer fios de comunhão, criar pontes sem levantar muros”. Daí, a importância de seguir três caminhos. O primeiro é o da formação, uma “questão vital”, disse Francisco, com a qual se entende “o modo de conectar as gerações, de promover o diálogo entre jovens e idosos, aquela aliança intergeracional que, hoje mais do que nunca, é fundamental”.

Prudência e simplicidade são dois ingredientes educacionais básicos para navegar na complexidade atual, especialmente na web, onde é necessário não ser ingênuo e, ao mesmo tempo, não ceder à tentação de semear a raiva e o ódio. A prudência, vivida com simplicidade de espírito, é aquela virtude que ajuda a enxergar longe, que nos leva a agir com “previsão”, com perspicácia. E não há cursos para ter prudência, não se estuda para ter prudência. A prudência é praticada, é vivida, é uma atitude que nasce do coração e da mente e depois é desenvolvida. A prudência, vivida com simplicidade de espírito, sempre nos ajuda a ter visão.

Violência contra as mulheres

Os semanários católicos dão testemunho disso sem se limitarem a dar “apenas as notícias do momento, que são facilmente consumidas”, mas transmitindo “uma visão humana e uma visão cristã destinada a formar mentes e corações, para que não se deixem deformar por palavras gritadas ou por crônicas que, passando com curiosidade mórbida do preto ao rosa, negligenciam a limpidez do branco”. O convite de Francisco é para promover uma “ecologia da comunicação” que vá além dos furos de reportagem e das notícias para lembrar que sempre há “sentimentos, histórias, pessoas de carne e osso que devem ser respeitadas como se fossem seus próprios parentes”.

E vemos pelas tristes notícias destes dias, pelos terríveis relatos de violência contra as mulheres, como é urgente educar para o respeito e o cuidado: formar homens capazes de relacionamentos saudáveis. Comunicar-se é formar o homem. Comunicar-se é formar a sociedade. Não abandonem o caminho da formação: ele os levará longe!

Proteção da dignidade das pessoas

Depois da formação, há o caminho da proteção, ou seja, a necessidade de “promover instrumentos que protejam todos, sobretudo os grupos mais fracos, os menores, os idosos e as pessoas com deficiências, e os protejam da intromissão do digital e das seduções da comunicação provocativa e polêmica”. A realidade da mídia católica pode “fazer crescer uma cidadania midiática protegida, pode apoiar as guarnições da liberdade informativa e promover a consciência cívica, de modo que os direitos e os deveres sejam reconhecidos também nesse campo”.

É uma questão de democracia comunicativa. E isso, por favor, façam sem medo, como Davi contra Golias: com um pequeno estilingue ele derrubou o gigante. Não joguem apenas na defensiva, mas, permanecendo “pequenos por dentro”, pensem grande, porque vocês são chamados para uma grande tarefa: proteger, por meio de palavras e imagens, a dignidade das pessoas, especialmente a dignidade dos pequenos e dos pobres, os preferidos de Deus.

O testemunho é profético

Por fim, há o caminho do testemunho, com o exemplo do beato Carlo Acutis, um jovem que “não caiu em uma armadilha, mas se tornou uma testemunha da comunicação”.

O testemunho é profecia, é criatividade, que libera e impulsiona a pessoa a arregaçar as mangas, a sair de sua zona de conforto para assumir riscos. Sim, a fidelidade ao Evangelho postula a capacidade de arriscar pelo bem. E ir contra a maré: falar de fraternidade em um mundo individualista; de paz em um mundo em guerra; de atenção aos pobres em um mundo intolerante e indiferente. Mas isso só pode ser feito com credibilidade se primeiro dermos testemunho do que estamos falando.

O chamado de Deus é para todos, disse o Papa na Audiência Geral de hoje, 22 de dezembro de 2023. Leia a matéria publicada

O chamado de Deus é para todos, disse o Papa na Audiência Geral de hoje, 22 de dezembro de 2023. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va

“A mensagem cristã é para todos”. Esse foi o tema escolhido pelo Papa Francisco para a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (22). Reunido com milhares de fiéis na Praça São Pedro o Pontífice enfatizou que através do encontro com Jesus os cristãos são chamados a anunciar com alegria as maravilhas do Evangelho.

Através da propagação da mensagem de Cristo, sublinhou Francisco, “existe um poder humanizador, uma realização de vida que está destinada a cada homem e a cada mulher, porque Cristo nasceu, morreu e ressuscitou por todos, não excluiu ninguém”.

O cristão deve ser aberto e extrovertido

O Papa recordou um trecho da Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual, Evangelii Gaudium:

«Todos têm o direito de receber o Evangelho. Os cristãos têm o dever de o anunciar, sem excluir ninguém, e não como quem impõe uma nova obrigação, mas como quem partilha uma alegria, indica um horizonte estupendo, oferece um banquete apetecível. A Igreja não cresce por proselitismo, mas “por atração”» (n. 14).

Francisco ao sublinhar a importância do serviço da destinação universal do Evangelho, convidou os fiéis a destacarem-se “pela capacidade de ir além de si mesmos, de superar o egoísmo e todas as fronteiras”:

“Os cristãos reúnem-se mais no adro da igreja do que na sacristia, percorrem as praças e as ruas da cidade. Devem ser abertos e expansivos, extrovertidos, e este carácter vem de Jesus, que fez da sua presença no mundo um caminho contínuo, destinado a chegar a todos, aprendendo até com alguns dos seus encontros.”

O chamado do Senhor é para servir

Ao falar sobre a pregação de Jesus narrada nos evangelhos, o Papa recordou que a propagação da Boa Nova não deve limitar-se ao povo ao qual pertence, mas deve estar aberta a todos. “A Bíblia nos mostra”, disse o Papa, “que quando Deus chama uma pessoa e faz uma aliança com alguém, o critério é sempre esse:

“O Senhor elege alguém para alcançar outros, esse é o chamado de Deus.”

Em seguida o Santo Padre destacou que todos os amigos do Senhor experimentaram a beleza, mas também a responsabilidade e o fardo de serem “escolhidos” por Ele, e completou: “todos já experimentaram o desânimo diante de suas fraquezas ou da perda de sua segurança”.

Francisco então exortou os fiéis sobre o risco do fechamento que pode assolar os cristãos:

“A tentação maior é considerar o chamado recebido como um privilégio. Por favor, não, o chamado não é um privilégio, nunca. Não podemos dizer que somos privilegiados em relação aos outros. O chamado é para um serviço. E Deus escolhe um para amar a todos, para alcançar a todos.”

Ao final da sua catequese o Papa enfatizou que o chamado de Jesus é universal: “não é para um grupo de eleitos de primeira classe”: “Deus escolhe alguém para amar a todos. Esse é o horizonte da universalidade. O Evangelho não é só para mim, é para todos, não vamos nos esquecer disso”, concluiu o Papa.

Na oração do Angelus de ontem, 19 de novembro, o Papa Francisco falou sobre o medo e a confiança em Deus. Leia a publicação

Na oração do Angelus de ontem, 19 de novembro, o Papa Francisco falou sobre o medo e a confiança em Deus. Leia a publicação do site vaticannews.va

“O medo paralisa, a confiança liberta”. Medo ou confiança, duas posturas que podemos ter diante de Deus e que serão determinantes na nossa relação com Ele e por consequência na multiplicação ou não dos talentos que gratuitamente d’Ele recebemos.

Dirigindo-se aos milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro neste XXXIII Domingo do Tempo Comum, o Papa falou das duas maneiras diferentes de nos aproximarmos de Deus. Para tal, inspirou-se na Parábola dos Talentos narrada no Evangelho de Mateus 25, 14-30.

Francisco começa explicando que os talentos confiados por um senhor que sai em viagem aos seus servos “eram seus bens, um capital”, e foram distribuídos “de acordo com as capacidades de cada um”.

Ao retornar, este senhor pede contas aos servos. Dois deles dobraram os talentos que receberam, o que é elogiado pelo senhor, enquanto o terceiro, por medo, enterrou o seu, devolvendo o mesmo que havia recebido, atitude que recebe uma repreensão.

O medo que bloqueia

O Santo Padre então, explica a primeira maneira de nos aproximarmos de Deus, que é aquela movida pelo medo, de alguém que não confia em sua bondade e por isso fica bloqueado:

É aquela daquele que enterra o talento recebido, que não sabe ver as suas riquezas dadas por Deus: ele não confia nem no patrão, nem em si mesmo (…). Ele sente medo dele, não vê a estima, não vê a confiança que o senhor deposita nele, mas vê somente o agir de um patrão que exige mais do que dá, de um juiz. E esta é a sua imagem de Deus: não consegue acreditar na sua bondade, não consegue acreditar na bondade do Senhor em relação a nós. Por isso fica bloqueado e não se deixa envolver na missão recebida. 

A atitude de confiança que liberta

Atitude diferente, por sua vez, têm os outros dois protagonistas, “que retribuem a confiança do seu senhor, confiando por sua vez nele”:

Esses dois investem tudo o que receberam, mesmo que inicialmente não saibam se tudo irá correr bem: estudam, veem as possibilidades e prudencialmente buscam o melhor; aceitam o risco de se envolverem. Confiam, estudam e arriscam. Assim, têm a coragem de agir com liberdade, de forma criativa, gerando nova riqueza.

E diante de Deus, temos esses dois caminhos a seguir, observa o Papa, “medo ou confiança. Ou tens medo diante de Deus ou tens confiança no Senhor”. E a exemplo dos protagonistas da parábola, também nós, recorda Francisco, “recebemos talentos, todos, muito mais preciosos que o dinheiro. Mas muito do modo como os investimos depende da nossa confiança no Senhor, que liberta o coração, nos torna ativos e criativos na prática do bem”:

Superar o medo e confiar em Deus

Não esqueçamos isso: a confiança liberta, sempre, o medo paralisa. Recordemos: o medo paralisa, a confiança liberta. E isto também se aplica à educação dos filhos. E perguntemo-nos: acredito que Deus é Pai e me confia dons porque confia em mim? E eu, confio n’Ele a ponto de me lançar sem desanimar, mesmo quando os resultados não são certos nem óbvios? Sei dizer a cada dia na oração: ‘Senhor, eu confio em Ti, dá-me forças para seguir em frente: confio em Ti, nas coisas que me deste. Deixe-me saber como, como levá-las em frente…’. Por fim, também como Igreja: cultivamos em nossos ambientes um clima de confiança e de estima recíproca, que nos ajuda a seguir em frente  juntos, que desbloqueia as pessoas e estimula a criatividade do amor em todos? Pensemos nisso.

Que a Virgem Maria, disse ao concluir, nos ajude a superar o medo e a confiar em Deus – nunca ter medo de Deus! Temor sim, medo não – e a confiar no Senhor.

Ontem, 19 de novembro, a Igreja celebrou o Dia do Pobre, uma data estabelecida pelo Papa Francisco com o objetivo de nos convidar a

Ontem, 19 de novembro, a Igreja celebrou o Dia do Pobre, uma data estabelecida pelo Papa Francisco com o objetivo de nos convidar a olhar os pobres com carinho, tratá-los como irmãos e cuidar deles.

Na Arquidiocese de Vitória foram inúmeras iniciativas: corte de cabelo gratuito, distribuição de alimentos, lanches coletivos, refeições, recriação e brincadeiras com crianças, aferição de pressão arterial e glicemia, vacinação, acuidade visual, inscrição no CadÚnico (cadastro que permite a inclusão em programas sociais do governo), assistência jurídica entre outros.

O arcebispo de Vitória, dom Dario Campos, esteve presente e presidiu missa no evento da Área Pastoral Cariacica/Viana. Com dom Dario celebraram os padres da Área Pastoral e participaram leigos de todas as paróquias. O evento aconteceu no REAME (Centro Educacional Comunitário) às 8h. Participaram da missa famílias necessitadas que recebem ajuda de cesta básica e, também, o povo de rua. Após a missa e ainda com a presença de dom Dario foi distribuída refeição.

O evento contou com a participação da Prefeitura , que montou estrutura semelhante ao Cariacica Mais Você na quadra do REAME e na área externa. O prefeito e o governador do Estado estiveram presentes e participaram da missa, após a missa com a presença de dom Dario foi servido o lanche e feita a abertura do evento.

 

 

 

 

 

 

 

Entre os serviços mais solicitados em Cariacica/Viana teve destaque a busca por assessoria jurídica e vacinação.

 

 

Nossa Casa de formação tem a alegria de anunciar a eleição ao Diaconato de quatro de seus Seminaristas. São eles: BRUCE WILLIS MOURA DE

Nossa Casa de formação tem a alegria de anunciar a eleição ao Diaconato de quatro de seus Seminaristas. São eles:

BRUCE WILLIS MOURA DE OLIVEIRA;
CÉSAR AUGUSTO FLEGLER DELARMELINA;
JULIANO DO NASCIMENTO MACHADO;
VITOR VALENTIM PLACIDINO DO NASCIMENTO.

A Santa Missa com o rito de Ordenação Diaconal se dará na Catedral Metropolitana de Vitória, no dia 09 de dezembro (sábado), às 09h.

As ordenações são ocasião de grande júbilo para a comunidade do Seminário e para a toda a Arquidiocese: são fruto do auxílio do Povo de Deus, da entrega dos vocacionados e da dedicação da equipe de formação.

“Demos graças a Deus!”

#ordenação
#arquivix
#seminario
#vocação

 

Com o tema “Nunca afastes de algum pobre o teu olhar” (Tb4,7), o Papa Francisco pede atenção para com os irmãos necessitados. Olhar para

Com o tema “Nunca afastes de algum pobre o teu olhar” (Tb4,7), o Papa Francisco pede atenção para com os irmãos necessitados. Olhar para o pobre é uma atitude necessária em todos os dias do ano, mas o Papa estabeleceu um especial para que nosso olhar seja mais atento, mais acolhedor, mais cuidadoso. É preciso treinar olhar para as misérias ao nosso redor e empenhar-se em contribuir para melhorar a vida dos pobres.

A Arquidiocese de Vitória tem uma campanha permanente para cuidar dos pobres e o nosso arcebispo, dom Dario Campos tem um convite para você. Assista o vídeo.

Veja também a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial dos Pobres:

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA O VII DIA MUNDIAL DOS POBRES

XXXIII Domingo do Tempo Comum
19 de novembro de 2023

«Nunca afastes de algum pobre o teu olhar» (Tb 4, 7)

 

1. O Dia Mundial dos Pobres, sinal fecundo da misericórdia do Pai, vem pela sétima vez alentar o caminho das nossas comunidades. Trata-se duma ocorrência que se está a radicar progressivamente na pastoral da Igreja, fazendo-a descobrir cada vez mais o conteúdo central do Evangelho. Empenhamo-nos todos os dias no acolhimento dos pobres, mas não basta; a pobreza permeia as nossas cidades como um rio que engrossa sempre mais até extravasar; e parece submergir-nos, pois o grito dos irmãos e irmãs que pedem ajuda, apoio e solidariedade ergue-se cada vez mais forte. Por isso, no domingo que antecede a festa de Jesus Cristo, Rei do Universo, reunimo-nos ao redor da sua Mesa para voltar a receber d’Ele o dom e o compromisso de viver a pobreza e servir os pobres.

«Nunca afastes de algum pobre o teu olhar» (Tb 4, 7). Esta recomendação ajuda-nos a compreender a essência do nosso testemunho. Deter-se no Livro de Tobite, um texto pouco conhecido do Antigo Testamento, eloquente e cheio de sabedoria, permitir-nos-á penetrar melhor no conteúdo que o autor sagrado deseja transmitir. Abre-se diante de nós uma cena de vida familiar: um pai, Tobite, despede-se do filho, Tobias, que está prestes a iniciar uma longa viagem. O velho Tobite teme não voltar a ver o filho e, por isso, deixa-lhe o seu «testamento espiritual». Foi deportado para Nínive e agora está cego; é, por conseguinte, duplamente pobre, mas sempre viveu com a certeza que o próprio nome exprime: «O Senhor foi o meu bem». Este homem que sempre confiou no Senhor, deseja, como um bom pai, deixar ao filho não tanto bens materiais, mas sobretudo o testemunho do caminho que há de seguir na vida. Por isso diz-lhe: «Lembra-te sempre, filho, do Senhor, nosso Deus, em todos os teus dias, evita o pecado e observa os seus mandamentos. Pratica a justiça em todos os dias da tua vida e não andes pelos caminhos da injustiça» (Tb 4, 5).

2. Como salta à vista, a recordação, que o velho Tobite pede ao filho para guardar, não se reduz simplesmente a um ato da memória nem a uma oração dirigida a Deus. Faz referência a gestos concretos, que consistem em praticar boas obras e viver com justiça. E a exortação torna-se ainda mais específica: «Dá esmolas, conforme as tuas posses. Nunca afastes de algum pobre o teu olhar, e nunca se afastará de ti o olhar de Deus» (Tb 4, 7).

Muito surpreendem as palavras deste velho sábio. Não esqueçamos, de facto, que Tobite perdeu a vista precisamente depois de ter praticado um ato de misericórdia. Como ele próprio conta, desde a juventude que se dedicou a obras de caridade, «dando muitas esmolas aos meus irmãos, os da minha nação que comigo tinham sido levados cativos para a terra dos assírios, em Nínive (…), fornecendo pão aos esfomeados e vestindo os nus e, se encontrava morto alguém da minha linhagem, atirado para junto dos muros de Nínive, dava-lhe sepultura» (Tb 1, 3.17).

Por causa deste seu testemunho de caridade, viu-se privado de todos os seus bens pelo rei, ficando na pobreza completa. Mas, o Senhor precisava ainda dele! Foi-lhe devolvido o seu lugar de administrador e ele não teve medo de continuar o seu estilo de vida. Ouçamos a sua história, que hoje nos fala também a nós: «Pela festa do Pentecostes, que é a nossa festa das Semanas, mandei preparar um bom almoço e reclinei-me para comer. Mas, ao ver a mesa coberta com tantas comidas finas, disse a Tobias: “Filho, vai procurar, entre os nossos irmãos cativos em Nínive, um pobre que seja de coração fiel, e trá-lo para que participe da nossa refeição. Eu espero por ti, meu filho”» (Tb 2, 1-2). Como seria significativo se, no Dia dos Pobres, esta preocupação de Tobite fosse também a nossa! Ou seja, convidar para partilhar o almoço dominical, depois de ter partilhado a Mesa Eucarística. A Eucaristia celebrada tornar-se-ia realmente critério de comunhão. Aliás, se ao redor do altar do Senhor temos consciência de sermos todos irmãos e irmãs, quanto mais visível se tornaria esta fraternidade, compartilhando a refeição festiva com quem carece do necessário!

Tobias fez como o pai lhe dissera, mas voltou com a notícia de que um pobre fora morto e deixado no meio da praça. Sem hesitar, o velho Tobite levantou-se da mesa e foi enterrar aquele homem. Voltando cansado para casa, adormeceu no pátio; caíram-lhe nos olhos excrementos de pássaros, e ficou cego (cf. Tb 2, 1-10). Ironia do destino! Pratica um gesto de caridade e sucede-lhe uma desgraça… Apetece-nos pensar assim, mas a fé ensina-nos a ir mais a fundo. A cegueira de Tobite tornar-se-á a sua força para reconhecer ainda melhor tantas formas de pobreza ao seu redor. E, mais tarde, o Senhor providenciará a devolver ao velho pai a vista e a alegria de rever o filho Tobias. Quando chegou este momento, «Tobite lançou-se-lhe ao pescoço e, chorando, disse: “Vejo-te, filho, tu que és a luz dos meus olhos!” E continuou: “Bendito seja Deus e bendito o seu grande nome! Benditos os seus santos anjos! Que seu nome esteja sobre nós e benditos sejam todos os seus anjos, pelos séculos sem fim! Ele puniu-me, mas eis que volto a ver Tobias, o meu filho”» (Tb 11, 13-14).

3. Podemos questionar-nos: Donde tira Tobite a coragem e a força interior que lhe permitem servir a Deus no meio dum povo pagão e amar o próximo até ao ponto de pôr em risco a própria vida? Estamos diante dum exemplo extraordinário: Tobite é um marido fiel e um pai carinhoso; foi deportado para longe da sua terra e sofre injustamente; é perseguido pelo rei e pelos vizinhos de casa… Apesar de ânimo tão bom, é posto à prova. Como muitas vezes nos ensina a Sagrada Escritura, Deus não poupa as provações a quem pratica o bem. E porquê? Não o faz para nos humilhar, mas para tornar firme a nossa fé n’Ele.

Tobite, no período da provação, descobre a própria pobreza, que o torna capaz de reconhecer os pobres. É fiel à Lei de Deus e observa os mandamentos, mas para ele isto não basta. A solicitude operosa para com os pobres torna-se-lhe possível, porque experimentou a pobreza na própria pele. Por isso, as palavras que dirige ao filho Tobias constituem a sua verdadeira herança: «Nunca afastes de algum pobre o teu olhar» (Tb 4, 7). Enfim, quando nos deparamos com um pobre, não podemos virar o olhar para o lado oposto, porque impediríamos a nós próprios de encontrar o rosto do Senhor Jesus. E notemos bem aquela expressão «de algum pobre», de todo o pobre. Cada um deles é nosso próximo. Não importa a cor da pele, a condição social, a proveniência… Se sou pobre, posso reconhecer de verdade quem é o irmão que precisa de mim. Somos chamados a ir ao encontro de todo o pobre e de todo o tipo de pobreza, sacudindo de nós mesmos a indiferença e a naturalidade com que defendemos um bem-estar ilusório.

4. Vivemos um momento histórico que não favorece a atenção aos mais pobres. O volume sonoro do apelo ao bem-estar é cada vez mais alto, enquanto se põe o silenciador relativamente às vozes de quem vive na pobreza. Tende-se a ignorar tudo o que não se enquadre nos modelos de vida pensados sobretudo para as gerações mais jovens, que são as mais frágeis perante a mudança cultural em curso. Coloca-se entre parênteses aquilo que é desagradável e causa sofrimento, enquanto se exaltam as qualidades físicas como se fossem a meta principal a alcançar. A realidade virtual sobrepõe-se à vida real, e acontece cada vez mais facilmente confundirem-se os dois mundos. Os pobres tornam-se imagens que até podem comover por alguns momentos, mas quando os encontramos em carne e osso pela estrada, sobrevêm o fastídio e a marginalização. A pressa, companheira diária da vida, impede de parar, socorrer e cuidar do outro. A parábola do bom samaritano (cf. Lc 10, 25-37) não é história do passado; desafia o presente de cada um de nós. Delegar a outros é fácil; oferecer dinheiro para que outros pratiquem a caridade é um gesto generoso; envolver-se pessoalmente é a vocação de todo o cristão.

5. Damos graças ao Senhor porque há tantos homens e mulheres que vivem a dedicação aos pobres e excluídos e a partilha com eles; pessoas de todas as idades e condições sociais que praticam a hospitalidade e se empenham junto daqueles que se encontram em situações de marginalização e sofrimento. Não são super-homens, mas «vizinhos de casa» que encontramos cada dia e que, no silêncio, se fazem pobres com os pobres. Não se limitam a dar qualquer coisa: escutam, dialogam, procuram compreender a situação e as suas causas, para dar conselhos adequados e indicações justas. Estão atentos tanto à necessidade material como à espiritual, ou seja, à promoção integral da pessoa. O Reino de Deus torna-se presente e visível neste serviço generoso e gratuito; é realmente como a semente que caiu na boa terra da vida destas pessoas, e dá fruto (cf. Lc 8, 4-15). A gratidão a tantos voluntários deve fazer-se oração para que o seu testemunho possa ser fecundo.

6. No 60º aniversário da Encíclica Pacem in terris, é urgente retomar as palavras do Santo Papa João XXIII quando escrevia: «O ser humano tem direito à existência, à integridade física, aos recursos correspondentes a um digno padrão de vida: tais são especialmente a nutrição, o vestuário, a moradia, o repouso, a assistência sanitária, os serviços sociais indispensáveis. Segue-se daí, que a pessoa tem também o direito de ser amparada em caso de doença, de invalidez, de viuvez, de velhice, de desemprego forçado, e em qualquer outro caso de privação dos meios de sustento por circunstâncias independentes da sua vontade» (n. 11).

Quanto trabalho temos ainda pela frente para tornar realidade estas palavras, inclusive através dum sério e eficaz empenho político e legislativo! Não obstante os limites e por vezes as lacunas da política para ver e servir o bem comum, possa desenvolver-se a solidariedade e a subsidiariedade de muitos cidadãos que acreditam no valor do empenho voluntário de dedicação aos pobres. Isto, naturalmente sem deixar de estimular e fazer pressão para que as instituições públicas cumpram do melhor modo possível o seu dever. Mas não adianta ficar passivamente à espera de receber tudo «do alto». E, quem vive em condição de pobreza, seja também envolvido e apoiado num processo de mudança e responsabilização.

7. Mais uma vez, infelizmente, temos de constatar novas formas de pobreza que se vêm juntar às outras descritas já anteriormente. Penso de modo particular nas populações que vivem em cenários de guerra, especialmente nas crianças privadas dum presente sereno e dum futuro digno. Ninguém poderá jamais habituar-se a esta situação; mantenhamos viva toda a tentativa para que a paz se afirme como dom do Senhor Ressuscitado e fruto do empenho pela justiça e o diálogo.

Não posso esquecer as especulações, em vários setores, que levam a um aumento dramático dos preços, deixando muitas famílias numa indigência ainda maior. Os salários esgotam-se rapidamente, forçando a privações que atentam contra a dignidade de cada pessoa. Se, numa família, se tem de escolher entre o alimento para se nutrir e os remédios para se curar, então deve fazer-se ouvir a voz de quem clama pelo direito a ambos os bens, em nome da dignidade da pessoa humana.

Além disso, como não assinalar a desordem ética que marca o mundo do trabalho? O tratamento desumano reservado a muitos trabalhadores e trabalhadoras; a remuneração não equivalente ao trabalho realizado; o flagelo da precariedade; as demasiadas vítimas de incidentes, devidos muitas vezes à mentalidade que privilegia o lucro imediato em detrimento da segurança… Voltam à mente as palavras de São João Paulo II: «O primeiro fundamento do valor do trabalho é o próprio homem. (…) O homem está destinado e é chamado ao trabalho, contudo antes de mais nada o trabalho é “para o homem”, e não o homem “para o trabalho”» (Enc. Laborem exercens, 6).

8. Este elenco, já em si mesmo dramático, dá conta apenas de modo parcial das situações de pobreza que fazem parte da nossa vida diária. Não posso deixar de fora, em particular, uma forma de mal-estar que aparece cada dia mais evidente e que atinge o mundo juvenil. Quantas vidas frustradas e até suicídios de jovens, iludidos por uma cultura que os leva a sentirem-se «inacabados» e «falidos». Ajudemo-los a reagir a estas instigações nocivas, para que cada um possa encontrar a estrada que deve seguir para adquirir uma identidade forte e generosa.

É fácil cair na retórica, quando se fala dos pobres. Tentação insidiosa é também parar nas estatísticas e nos números. Os pobres são pessoas, têm rosto, uma história, coração e alma. São irmãos e irmãs com os seus valores e defeitos, como todos, e é importante estabelecer uma relação pessoal com cada um deles.

O Livro de Tobias ensina-nos a ser concretos no nosso agir com e pelos pobres. É uma questão de justiça que nos obriga a todos a procurar-nos e encontrar-nos reciprocamente, favorecendo a harmonia necessária para que uma comunidade se possa identificar como tal. Portanto, interessar-se pelos pobres não se esgota em esmolas apressadas; pede para restabelecer as justas relações interpessoais que foram afetadas pela pobreza. Assim «não afastar o olhar do pobre» leva a obter os benefícios da misericórdia, da caridade que dá sentido e valor a toda a vida cristã.

9. Que a nossa solicitude pelos pobres seja sempre marcada pelo realismo evangélico. A partilha deve corresponder às necessidades concretas do outro, e não ao meu supérfluo de que me quero libertar. Também aqui é preciso discernimento, sob a guia do Espírito Santo, para distinguir as verdadeiras exigências dos irmãos do que constitui as nossas aspirações. Aquilo de que seguramente têm urgente necessidade é da nossa humanidade, do nosso coração aberto ao amor. Não esqueçamos: «Somos chamados a descobrir Cristo neles: não só a emprestar-lhes a nossa voz nas suas causas, mas também a ser seus amigos, a escutá-los, a compreendê-los e a acolher a misteriosa sabedoria que Deus nos quer comunicar através deles» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 198). A fé ensina-nos que todo o pobre é filho de Deus e que, nele ou nela, está presente Cristo: «Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40).

10. Este ano completam-se 150 anos do nascimento de Santa Teresa do Menino Jesus. Numa página da sua História de uma alma, deixou escrito: «Compreendo agora que a caridade perfeita consiste em suportar os defeitos dos outros, em não se escandalizar com as suas fraquezas, em edificar-se com os mais pequenos atos de virtude que se lhes vir praticar; mas compreendi, sobretudo, que a caridade não deve ficar encerrada no fundo do coração: “Ninguém, disse Jesus, acende uma candeia para a colocar debaixo do alqueire, mas coloca-a sobre o candelabro para alumiar todos os que estão em casa”. Creio que essa luz representa a caridade, que deve iluminar e alegrar, não só os que são mais queridos, mas todos aqueles que estão na casa, sem excetuar ninguém» (Manuscrito C, 12rº: História de uma alma, Avessadas 2005, 255-256).

Nesta casa que é o mundo, todos têm direito de ser iluminados pela caridade, ninguém pode ser privado dela. Possa a tenacidade do amor de Santa Teresinha inspirar os nossos corações neste Dia Mundial, ajudar-nos a «nunca afastar de algum pobre o olhar» e a mantê-lo sempre fixo no rosto humano e divino do Senhor Jesus Cristo.

Roma – São João de Latrão, na Memória de Santo António, Patrono dos pobres, 13 de junho de 2023.

FRANCISCO