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A carta intitulada “A Melhor Política”, publicada pelos Bispos do Regional Leste 3 em 1 de julho de 2022, ganhou agora uma versão ilustrada

A carta intitulada “A Melhor Política”, publicada pelos Bispos do Regional Leste 3 em 1 de julho de 2022, ganhou agora uma versão ilustrada que facilita a leitura e sublinha os aspectos importantes em textos mais curtos.

Confira: https://www.aves.org.br/wp-content/uploads/2022/09/A-Melhor-Politica-ilustrada.pdf

Ontem, 4 de setembro de 2022, o Papa João Paulo I foi declarado beato.  Leia a matéria publicada no site do Vaticano. m o

Ontem, 4 de setembro de 2022, o Papa João Paulo I foi declarado beato.  Leia a matéria publicada no site do Vaticano.

m o sorriso, o Papa Luciani conseguiu transmitir a bondade do Senhor. É bela uma Igreja com um rosto alegre, sereno e sorridente, que nunca fecha as portas, que não se lamenta nem guarda ressentimentos, não se apresenta com modos rudes, nem padece de saudades do passado”. Palavras do Papa Francisco na homilia da Santa Missa de Beatificação do Papa João Paulo I, neste domingo, 4 de setembro

Na manhã deste domingo, 4 de setembro, foi realizada a Santa Missa com o Rito de Beatificação do Papa João Paulo I na Praça São Pedro no Vaticano. Na sua homilia, o Papa Francisco comentou o Evangelho do dia recordando das exigências de Jesus para segui-l’O perguntando-se o significado das suas advertências.

Seguir Jesus

Refletindo as palavras de Jesus o Papa disse: “Em primeiro lugar, vemos muitas pessoas, uma multidão numerosa que segue Jesus”. “Nos momentos de crise pessoal e social em que estamos mais expostos a sentimentos de ira ou temos medo de qualquer coisa que ameaça o nosso futuro, ficamos mais vulneráveis e assim, na onda da emoção, confiamo-nos a quem com sagácia e astúcia sabe cavalgar esta situação, aproveitando-se dos temores da sociedade e prometendo ser o ‘salvador’ que resolverá os problemas, quando, na realidade, o que deseja é aumentar a sua popularidade e o próprio poder”. Porém Francisco adverte: “O Evangelho diz-nos que Jesus não procede assim. O estilo de Deus é diferente, porque não instrumentaliza as nossas necessidades, nunca Se aproveita das nossas fraquezas para se engrandecer a Si mesmo. A Ele, que não nos quer seduzir com o engano nem quer distribuir alegrias fáceis, não interessam as multidões oceânicas”, frisa ainda.

O discernimento

“Assim, em vez de Se deixar atrair pelo fascínio da popularidade, pede a cada um para discernir cuidadosamente os motivos por que O segue e as consequências que isso acarreta”

“Com efeito – continua Francisco – pode-se seguir o Senhor por várias razões, e algumas destas –admitamo-lo – são mundanas: por trás duma fachada religiosa perfeita pode-se esconder a mera satisfação das próprias necessidades, a busca do prestígio pessoal, o desejo de aceder a um cargo, de ter as coisas sob controle, o desejo de ocupar espaço e obter privilégios, a aspiração de receber reconhecimentos, e muito mais. Isso acontece hoje entre os cristãos. Mas não é o estilo de Jesus; nem pode ser o estilo do discípulo e da Igreja”. Segui-Lo, continua, “significa ‘tomar a própria cruz’ (Lc 14, 27): como Ele, carregar os pesos próprios e os alheios, fazer da vida um dom, não uma posse, gastá-la imitando o amor magnânimo e misericordioso que Ele tem por nós”.

Ponderando em seguida: “Para o conseguir, porém, é preciso olhar mais para Ele do que para nós próprios, aprender o amor que brota do Crucificado”. Citando João Paulo I disse, nós mesmos “somos objeto, da parte de Deus, dum amor que não se apaga”. “Não se apaga: nunca se eclipsa da nossa vida, resplandece sobre nós e ilumina até as noites mais escuras”. “Amar, ainda que custe a cruz do sacrifício, do silêncio, da incompreensão, da solidão, da contrariedade e da perseguição”.

Citando ainda o novo Beato esclareceu:

“Se queres beijar Jesus crucificado, não o podes fazer sem te debruçares sobre a cruz e deixar que te fira algum espinho da coroa, que está na cabeça do Senhor. O amor até ao extremo, com todos os seus espinhos: e não as coisas a meio, as acomodações ou a vida tranquila.”

Ainda falando do amor ou do medo de nos perdermos, renunciarmos a dar-nos, ou deixar inacabadas as coisas, Francisco recorda que se fizermos assim: “Acabamos por viver a meias: sem nunca dar o passo decisivo, sem levantar voo, sem arriscar pelo bem, sem nos empenharmos verdadeiramente pelos outros.

Viver plenamente o Evangelho

“Jesus pede-nos isto: vive o Evangelho e viverás a vida, não a meias, mas até ao fundo. Sem cedências”

“Irmãos, irmãs, o novo Beato viveu assim: na alegria do Evangelho, sem cedências, amando até ao extremo. Encarnou a pobreza do discípulo, que não é apenas desapegar-se dos bens materiais, mas sobretudo vencer a tentação de me colocar a mi mesmo no centro e procurar a glória própria. Ao contrário, seguindo o exemplo de Jesus, foi pastor manso e humilde. Considerava-se a si mesmo como o pó sobre o qual Deus Se dignara escrever. Nesta linha, exclamava: ‘O Senhor tanto recomendou: sede humildes! Mesmo que tenhais feito grandes coisas, dizei: ‘somos servos inúteis’”.

Por fim Francisco concluiu a homilia recordando:

Com o sorriso, o Papa Luciani conseguiu transmitir a bondade do Senhor. É bela uma Igreja com um rosto alegre, sereno e sorridente, que nunca fecha as portas, que não exacerba os corações, que não se lamenta nem guarda ressentimentos, que não é bravia nem impaciente, não se apresenta com modos rudes, nem padece de saudades do passado, caindo no ‘retrocedismo’. Rezemos a este nosso pai e irmão e peçamos-lhe que nos obtenha ‘o sorriso da alma’; aquele transparente, aquele que não engana: o sorriso da alma, servindo-nos das suas palavras, peçamos o que ele próprio costumava pedir: ‘Senhor, aceitai-me como sou, com os meus defeitos, com as minhas faltas, mas fazei que me torne como Vós desejais’”.

A 59ªssembleia dos Bispos do Brasil divulgou na manhã de hoje, último dia da Assembleia, uma carta ao povo brasileiro. Leia a matéria publicada

A 59ªssembleia dos Bispos do Brasil divulgou na manhã de hoje, último dia da Assembleia, uma carta ao povo brasileiro. Leia a matéria publicada no site da CNBB.

Os 292 bispos católicos do Brasil reunidos na 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desde o último domingo, 28 de agosto, divulgaram na manhã desta sexta-feira, 2 de setembro, “a mensagem da CNBB ao povo brasileiro sobre o momento atual”.

Reunidos, em colegialidade e comunhão, os bispos católicos se dirigem na mensagem aos homens e mulheres de boa vontade. “Nossas alegrias e esperanças, tristezas e angústias (cf. Gaudium et Spes, 1) são as mesmas de cada brasileira e brasileiro. Com esta mensagem, queremos falar ao coração de todos”, escreveram.

Na mensagem, os bispos afirmam que “nossa fé comporta exigências éticas que se traduzem em compaixão e solidariedade concretas. O compromisso com a promoção, o cuidado e a defesa da vida, desde a concepção até o seu término natural, bem como, da família, da ecologia integral e do estado democrático de direito está  intrinsicamente vinculado à nossa missão apostólica. “Todas as vezes que esses compromissos têm sido abalados, não nos furtamos em levantar nossa voz”, afirmaram.

Brasil: país envolto em crise complexa e sistêmica

Os pastores reconhecem o tempo difícil pelo qual o povo brasileiro e o país atravessam. “Nosso País está envolto numa complexa e sistêmica crise, que escancara a desigualdade estrutural, historicamente enraizada na sociedade brasileira. Constatamos os alarmantes descuidos com a Terra, a violência latente, explícita e crescente, potencializada pela flexibilização da posse e porte de armas que ameaçam o convívio humano harmonioso e pacífico na sociedade. Entre outros aspectos destes tempos estão o desemprego e a falta de acesso à educação de qualidade para todos”, pontuaram.

A fome, para os bispos do Brasil, é certamente o mais cruel e criminoso deles, “pois a alimentação é um direito inalienável (cf. Papa Francisco, Fratelli Tutti, 189). A mensagem reforça os dados do relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, 2022), que aponta que a quantidade de brasileiras e brasileiros que enfrentam algum tipo de insegurança alimentar ultrapassou a marca de 60 milhões.

Além destes problemas, no documento os bispos fazem uma contundente defesa da democracia brasileira: “Como se não bastassem todos os desafios estruturais e conjunturais a serem enfrentados, urge reafirmar o óbvio: Nossa jovem democracia precisa ser protegida, por meio de amplo pacto nacional. Isso não significa somente ‘um respeito formal de regras, mas é o fruto da convicta aceitação dos valores que inspiram os procedimentos democráticos […] se não há um consenso sobre tais valores, se perde o significado da democracia e se compromete a sua estabilidade’” – (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 407).

Os bispos reforçaram ainda a preocupação com a manipulação religiosa e a disseminação de fake News que têm o poder de desestruturar a harmonia entre pessoas, povos e culturas, colocando em risco a democracia. “A manipulação religiosa, protagonizada por políticos e religiosos, desvirtua os valores do Evangelho e tira o foco dos reais problemas que necessitam ser debatidos e enfrentados em nosso Brasil. É fundamental um compromisso autêntico com o Evangelho e com a verdade”, afirmaram.

O documento afirma que as tentativas de ruptura da ordem institucional, veladas ou explícitas, buscam colocar em xeque a lisura desse processo, bem como, a conquista irrevogável do voto.  “Pelo seu exercício responsável e consciente, a população tem a capacidade de refazer caminhos, corrigir equívocos e reafirmar valores. Reiteramos nosso apoio incondicional às instituições da República, responsáveis pela legitimação do processo e dos resultados das eleições”.

Na mensagem, os bispos conclamam, mais uma vez, toda a sociedade brasileira a participar ativa e pacificamente das eleições, escolhendo candidatos e candidatas, para o executivo (presidente e governadores) e o legislativo (senadores e deputados federais, estaduais e distritais), que representem projetos comprometidos com o bem comum, a justiça social, a defesa integral da vida, da família e da Casa Comum.

Conheça a íntegra da a Mensagem da CNBB ao povo brasileiro sobre o momento atual

A Festa de Nossa Senhora da Vitória conta, este ano com uma iniciativa do Poder Público Municipal, para realizar uma projeção mapeada na fachada

A Festa de Nossa Senhora da Vitória conta, este ano com uma iniciativa do Poder Público Municipal, para realizar uma projeção mapeada na fachada da Catedral.

Confira datas e horários e participe.

Dias 03 e 04 de setembro – 19h20 – 20h – 20h30

Dias 05 e 06 de setembro -19h30 – 20h30 – 21h

Dias 07 a 11 de setembro -19h30 – 20h – 20h30 -21h

Todo os anos, por ocasião do Mês da Bíblia, a Comissão para a Animação Bíblico-Catequética propõe um texto de estudo para oportunizar “a mais

Todo os anos, por ocasião do Mês da Bíblia, a Comissão para a Animação Bíblico-Catequética propõe um texto de estudo para oportunizar “a mais ampla educação bíblica possível”. Em 2022, o livro escolhido é o de Josué e o lema bíblico inspirador é “O Senhor, teu Deus, estará contigo por onde quer que vás” (JS 1,9).

Confira a explicação do Pe. Arthur Francisco Juliatti dos Santos, da Arquidiocese de Vitória sobre o livro de Josué proposto pela Comissão.

A segunda parte da votação da tradução do Missal Romano abriu as atividades desta quarta-feira, 31 de agosto, durante a 59ª Assembleia Geral da

A segunda parte da votação da tradução do Missal Romano abriu as atividades desta quarta-feira, 31 de agosto, durante a 59ª Assembleia Geral da CNBB.

O primeiro bloco da votação ocorreu na segunda-feira, dia 29. Essa parte compreendia as orações eucarísticas e as orações sobre o povo.

Nesta segunda etapa de votação, os membros da Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos (Cetel) deram retorno ao episcopado brasileiro a partir das contribuições recebidas pela Comissão. Termos gramaticais foram corrigidos em algumas páginas e outras partes do texto reconsideradas.

As alterações foram feitas especialmente nas páginas 111, nº 3; 117, nº 124; 129; 131 e 133.

“O missal fez um longo caminho, mas com muitas contribuições a partir das sugestões que vocês fizeram”, afirmou dom Edmar Peron, presidente da Comissão para a Liturgia da CNBB.

Na ocasião, foi apresentada a proposta de diagramação. “Nós modificamos a apresentação para que tudo esteja em uma só página”, explicou dom Edmar Peron.

“Da nossa parte as poucas mudanças que foram apresentadas serão incorporadas ao texto já diagramado pela Edições CNBB. Agora, é concluir as considerações, passar o texto à Editora da CNBB e só depois enviar para a Santa Sé”, explicou dom Edmar.

Na sequência, a votação foi realizada em cédulas e os bispos deveriam marcar as opções – Sim; Não ou Abstenção. Dos 292 votantes presentes na sessão, eram necessários 215 votos positivos para a aprovação. 269 bispos aprovaram a tradução do texto. Houve 6 abstenções e 3 votos negativos.

Saiba mais:
59ª Assembleia Geral da CNBB realiza primeiro bloco de votações da tradução do Missal – CNBB

Recorde os passos da tradução da terceira edição do Missal (aqui).

Estudo 114

A Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB também voltou a apresentar, na manhã desta quarta-feira, 31 de agosto, as alterações feitas ao texto de Estudos 114 da CNBB, sobre a Animação Bíblica da Pastoral. Tais modificações foram realizadas a partir das sugestões realizadas pelo episcopado, mas ainda precisarão ser aprovadas pelos bispos para que o texto se torne um Documento da CNBB.

A Comissão para o texto recebeu contribuições que foram quase “inteiramente” acolhidas e integradas, explicou dom José Antônio Peruzzo, presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB. Contribuições complementares foram feitas nos números 59, 173, 277, 278, 279 e 280.

Dom José Antônio Peruzzo, presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB e o padre Jânison de Sá, assessor da Comissão. Foto: Victória Holzbach

A estrutura do documento está dividida em sete capítulos: O primeiro apresenta a iluminação bíblica, a partir da parábola do semeador. O segundo, tem por objetivo apresentar o que significa a animação bíblica da pastoral.

Nesse ponto, o bispo recordou que, anteriormente, havia a Pastoral Bíblica, que realizava inúmeras atividades ao redor da Palavra. No entanto, a animação bíblica da pastoral tem outra proposta: “Nesse momento não estamos preocupados em fazer atividades bíblicas, mas sim que a pastoral e as atividades sejam todas animadas pela Bíblia”.

terceiro capítulo trata dos desafios a serem enfrentados pela animação bíblica. Dom Paulo destacou que um dos principais desafios é o fundamentalismo literal, que significa ler a Bíblia ao pé da letra. O quarto capítulo fala dos agentes da semeadura: os bispos, padres, diáconos, catequistas, leigos e leigas. O quinto apresenta os tipos de terreno que acolhem a Palavra de Deus, sendo elencados mais dez tipos. Dom Paulo destacou que os bispos pediram para acrescentar o terreno dos pobres e oprimidos, pois estes acolhem e são protagonistas da Palavra.

sexto capítulo fala dos métodos de leitura da Palavra de Deus, sendo os principais a Leitura Orante da Palavra e a Lectio Divina. Por fim, o último capítulo traz propostas concretas para a implantação de projetos da animação bíblica da pastoral nos níveis nacional, regional, diocesano e de comunidades eclesiais missionárias.

Fonte: CNBB

A 59ª Assembleia dos Bispos do Brasil abriu espaço para falar sobre a Jornada Mundial da Juventude que acontece de 1 a 6 de

A 59ª Assembleia dos Bispos do Brasil abriu espaço para falar sobre a Jornada Mundial da Juventude que acontece de 1 a 6 de agosto de 2023, em Portugal. Leia a matéria publicada no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

O Comitê Local da Jornada Mundial da Juventude 2023 (COL), coordenado pelo presidente da Fundação da JMJ, bispo auxiliar de Lisboa, Portugal,  dom Américo Aguiar, marcou presença na 59ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil (AG CNBB) com um stand. O intuito é impulsionar a participação dos jovens brasileiros e da Igreja do Brasil com o apoio dos bispos brasileiros.

O membro do COL e consagrado da Comunidade Shalom, residente em Portugal, José Carlos Pasternak, explica que a presença mais esperada no evento em seu país é a da juventude brasileira.

Segundo ele, em razão do mesmo idioma, da história que une os dois países e do sonho de muitos jovens brasileiros em conhecer Portugal e o santuário de Nossa Senhora Fátima, devoção expressiva do povo brasileiro.

“Viemos ao Brasil para incentivar e encorajar os jovens brasileiros a irem massivamente para a JMJ 2023. Estamos aqui na 59ª Assembleia para garantir que estamos prontos para acolher e contar com a presença dos senhores bispos e das juventudes das suas respectivas dioceses, arquidioceses e prelazias”, disse.

Para superar as dificuldades financeiras dos jovens brasileiros, agravadas pela pandemia, Pasternak sugere a busca de meios alternativos para que isso não se torne um impedimento para a participação na JMJ. Ele defendeu que a falta de dinheiro não pode colocar um ponto final nos sonhos da juventude e impedir a sua experiência na Jornada.

“Viemos falar aos bispos, encorajá-los e dizer-lhes que não estão sozinhos e que, como superamos vários desafios para essa jornada, também os incentivamos a superar os desafios para levar os seus jovens a Portugal”, defende.

Uma jornada da diversidade

Os representantes do Comitê Local disseram que o caráter de interculturalidade está favorecendo a articulação com o maior número possível de diversidade juvenil, contemplando todas as classes, nações, religiões e línguas.

O jornalista português do Gabinete de Comunicação da JMJ, Paulo Rocha, contou que um diálogo de dom Américo Aguiar com o diretor executivo da Educafro Brasil, frei David dos Santos, assegurará a participação de jovens quilombolas e indígenas na Jornada com a ajuda do Fundo de Solidariedade da JMJ. Também os jovens da Fazenda da Esperança de Guaratinguetá (SP) estarão presentes, com hospedagem a ser custeada pela Fazenda da Esperança de Portugal.

O jovem português, Pedro Ary, membro do Comitê Local da Jornada Mundial da Juventude responsável pelo diálogo com as Conferências Episcopais, disse que a organização prevê a participação da juventude migrante e refugiada, embora seja um desafio muito grande.

Segundo o membro Comitê Local da Jornada Mundial da Juventude 2023 Ary responsável pelo diálogo com as conferências episcopais é ter ao menos um representante de todos os países do mundo. “A primeira etapa importante da JMJ é todos saberem que são convidados”, disse. O Comitê da Jornada está trabalhando para evitar problemas com visto, como aconteceu na jornada da Cracóvia.

A jovem portuguesa, Beatriz Gonçalves, responsável pelos peregrinos do Brasil na JMJ, falou sobre suas expectativas em relação à participação dos jovens brasileiros.

“Estamos há mais ou menos um ano em contato com Irmã Valéria Leal, da Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, e esperamos reunir em Portugal o máximo de jovens brasileiros. Espero que venham, que se integrem bem e façam uma linda experiência com Jesus”, disse.

Intercâmbio cultural e religioso

Outro elemento importante da JMJ será a oportunidade de os jovens conhecerem novas culturas. Os peregrinos terão a possibilidade de conhecer a cultura portuguesa, a religiosidade, a gastronomia e o Santuário de Fátima.

Sobre o tema escolhido pelo Papa Francisco para a Jornada 2022, “Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1, 39), Pedro Ary destaca que o exemplo da Mãe Maria inspira os jovens ao seguimento. “Queremos seguir, levantarmo-nos e ir apressadamente levar Jesus aos outros”, disse.

O encontro do Papa Francisco, suas homilias, os encontros espontâneos, as convivências entre os jovens e os festivais da juventude são algumas das atividades que marcarão a JMJ2023.

 

No quarto domingo de agosto, mês da vocações, a Igreja celebra a vida laical. A missão de “Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho

No quarto domingo de agosto, mês da vocações, a Igreja celebra a vida laical. A missão de “Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15) é assumida por muitos leigos e leigas na Igreja e nas comunidades cristãs, que exercem suas funções, se doando com amor e alegria.

Também no último domingo de agosto, é comemorado o dia do catequista, homens e mulheres que com dedicação, conduzem crianças, jovens e adultos ao caminho de Deus. A seriedade dessa missão fez com que Papa Francisco, em 2021, por meio da carta apostólica “Antiquum ministerium“, instituísse o Ministério de Catequista, afirmando que “é digno de elogio aquele exército com tantos méritos na obra das missões entre pagãos, o exército dos catequistas, homens e mulheres, que, cheios do espírito apostólico, prestam com grandes trabalhos uma ajuda singular e absolutamente necessária à expansão da fé e da Igreja”.

O Santo Padre reforça ainda que “sem diminuir a missão” dos sacerdotes, que são os primeiros catequistas em suas paróquias, e sem retirar a responsabilidade dos pais na formação cristã de seus filhos, o papel do Catequista “é antes de mais nada, exprimir a sua competência no serviço pastoral da transmissão da fé que se desenvolve nas suas diferentes etapas: desde o primeiro anúncio que introduz no querigma, passando pela instrução que torna conscientes da vida nova em Cristo”.

Como forma de homenagear e ressaltar o trabalho das catequistas da área pastoral de Vitória, entrevistamos a senhora Maria José Gomes Ribeiro, catequista da paróquia São Francisco de Assis, em Jardim da Penha.