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O Papa Francisco em visita ao Canadá, celebra missa, hoje, 5ª feira, 28 de julho de 2022 no Santuário Santa Ana na cidade de

O Papa Francisco em visita ao Canadá, celebra missa, hoje, 5ª feira, 28 de julho de 2022 no Santuário Santa Ana na cidade de Quebec. Leia a matéria publicada no site do Vaticano e acompanhe a viagem do Papa:

Quinto dia de Francisco em terras canadenses. O Santo Padre chegou na tarde de ontem, quarta-feira, a Cidade de Quebec, proveniente de Edmonton, primeira parte de sua “peregrinação penitencial” como definiu a sua viagem ao Canadá. A cerimônia de boas-vindas teve lugar na “Cidadela de Quebec”. O primeiro encontro foi com a governadora geral do Canadá, senhora Mary May Simon. Após a visita de cortesia no mesmo local o encontro com o primeiro-ministro canadense senhor Justin Trudeau e com as autoridades civis, representantes das populações indígenas e com o corpo diplomático. Francisco fez então o seu primeiro discurso em Quebec recordando, entre outras coisas, as “políticas de assimilação e alforria, incluindo também o sistema escolar residencial, que prejudicou muitas famílias indígenas, minando a sua língua, cultura e visão de mundo. Naquele deplorável sistema – disse Francisco – promovido pelas autoridades governamentais da época, que separou tantas crianças das suas famílias, estiveram envolvidas várias instituições católicas locais. O Papa então exprimiu vergonha e pesar por isso e, juntamente com os Bispos deste país, renovou o seu pedido de perdão pelo mal cometido por tantos cristãos contra as populações indígenas. É trágico – afirmou – quando crentes, como sucedeu naquele período histórico, se adequam mais às conveniências do mundo do que ao Evangelho”.

Francisco na primeira parte da sua “peregrinação penitencial”, em Edmonton, já no seu primeiro discurso disse: “estou aqui porque o primeiro passo desta peregrinação penitencial entre vós é renovar meu pedido de perdão e dizer-vos, de todo o coração, que estou profundamente entristecido: peço perdão pelas formas como, infelizmente, muitos cristãos apoiaram a mentalidade colonizadora das potências que oprimiram os povos indígenas”.

A Cidade de Quebec (531.902 habitantes), que recebe o Papa é a capital da província de mesmo nome. É a segunda cidade mais populosa do leste do Canadá, depois de Montreal. Foi declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1985.

Nesta quinta-feira, o primeiro compromisso de Francisco é a celebração da Santa Missa no Santuário de Santa Ana de Beaupré. Cerca de 70% dos fiéis que participarão da celebração no interior da Basílica, e fora dela, são indígenas. A celebração será em francês e latim.

O Santuário se encontra a cerca de 30 Km da Cidade de Quebec, e é o mais antigo lugar de peregrinação da América do Norte. A igreja, declarada Santuário nacional, acolhe quase um milhão de visitantes todos os anos. Dedicada a Santa Ana, patrona da província canadense, a primeira igreja foi construída em 1658 para acolher uma estatua milagrosa da Santa, e depois ampliada e reconstruida várias vezes.

Em 1922, o edifício foi destruído por um incêndio e a construção da atual estrutura teve início nos anos 20 do século passado seguindo um projeto do arquiteto francês Maxime Roisin. Foi oficialmente consagrdo em 1976 pelo cardeal Maurice Roy.

Segundo narra a história, um dos primeiros construtores da igreja, no século 17, ficou gravemente doente. Ao final da construção ficou curado e voltou a caminhar sem muletas. Imeditamente, para os agricultores locais e os indígenas convertidos, a Basílica tornou-se meta de peregrinação  e lugar de curas milagrosas. Muitos visitantes hoje comemoram este milagre deixando uma muleta na porta de entrada da igreja.

Segundo o reitor do Santuário o padre redentorista Scott Katzemberger, falando à Rádio Vaticano – Vatican News, foram feitos muitos preparativos nas últimas semanas, acrescantando que tiveram cerca de dois meses para preparar a visita.  Estamos muito felizes por acolher o Santo Padre aqui no Santuário, – disse ele -, será uma bênção para nós. A última vez que o Santuário recebeu a visita do Sucessor de Pedro foi em 1984 com o Papa João Paulo II, mas esta será a primeira vez que o Papa celebrará a Missa na Basílica. Quando João Paulo II visitou a Basílica em 1984 ele foi rezar diante da estátua milagrosa de Santa Ana, mas desta vez o Papa Francisco celebrará a missa, e trará uma mensagem de reconciliação para oferecer aos povos indígenas.

Após a celebração da Missa no Santuário de Santa Ana de Beaupré, o Papa Francisco, no final da tarde, às 17h15 (hora local), presidirá a oração das Vésperas junto com os bispos, padres, diáconos, consagrados e consagradas, seminaristas e agentes pastorais reunidos na Catedral de Quebec. Ali o Pontífice fará uma homilia e se deterá em oração diante do túmulo de São Francisco de Laval, o primeiro bispo da cidade.

Notre-Dame de Quebec situa-se onde se encontrava a primeira capela construída por Champlain em 1633. Foi edificada em 1647, com o nome de “Notre-Dame de la Paix”. Em 1664 tornou-se a primeira igreja paroquial ao norte do México, dedicada a Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Assumiu o título de catedral após a nomeação de São Francisco de Laval como primeiro bispo da nova diocese da Cidade de Quebec. Duzentos anos depois, Pio IX elevou-a a basílica, devido à importância que tinha adquirido nesse território.

Foi aqui que São João Paulo II iniciou a sua visita pastoral ao país em 1984. Na igreja há também um grande relicário de santos e beatos canadenses e uma cripta onde descansam a maioria dos bispos, arcebispos e cardeais da diocese e quatro governadores da Nova França.

Nós conversamos com o reitor da Catedral padre Jimmy Rodrigue que também afirmou que se preparam muito para ouvir o Papa Francisco, “porque a sua presença – disse ele – é um momento forte. Será um passo de comunhão com as Primeiras Nações, maior, mais profundo”.

“Nós queremos ouvi-lo para saber os passos a dar no futuro, a criatividade que podemos colocar nas nossas igrejas, no nosso acolhimento. Pode ser realmente um momento forte para nós estarmos presentes ao seu lado. Um momento forte para adquirir a consciência de ser um corpo visível de acolhimento dessa cultura que tem uma bela dignidade e uma oportunidade para uma busca cada vez maior da verdade. Isto eu vejo, afirmou.

Falando da Igreja em Quebec, disse que é uma Igreja um pouco cansada. Vemos que os jovens estão cada vez menos presentes na Igreja. Vemos pessoas mais idosas… É uma Igreja que necessita de uma profunda renovação. Isto pode vir da escuta da Palavra e das forças para uma nova evangelização. Penso que a visita do Papa – concluiu – irá ajudar-nos a criar mais espaço para acolher a Palavra de Deus.

Na próxima quarta-feira (03), os Padres Ruan Coutinho e Alessandro Rebonato assumirão a missão de serem os diretores da Casa Bom Pastor, Propedêutico da

Na próxima quarta-feira (03), os Padres Ruan Coutinho e Alessandro Rebonato assumirão a missão de serem os diretores da Casa Bom Pastor, Propedêutico da Arquidiocese de Vitória.

“É com espírito de serviço e gratidão que, a pedido da Igreja confiada a nosso pastor Dom Dario, assumirei o ofício de diretor da Casa de Formação Bom Pastor, Propedêutico, com a responsabilidade de auxiliar os jovens que desejam discernir seu chamado vocacional, com vistas ao ministério ordenado. Embora sejam grandes os desafios, maior ainda é a bondade e a misericórdia de Deus, que nos dá forças espirituais e humanas para cumprir a missão que ele mesmo nos confia. Tudo isso se dá, especialmente, quando contamos com a oração e apoio dos amigos que nos cercam”, ressalta Pe. Ruan Coutinho.

A celebração e posse canônica ocorrerá na Catedral Metropolitana de Vitória às 18 horas. Todos estão convidados!

A Missão Jovem na Amazônia 2022 aconteceu entre 15 e 25 de julho, Veja abaixo o relato publicado no site da CNBB,  Conferência Nacional

A Missão Jovem na Amazônia 2022 aconteceu entre 15 e 25 de julho, Veja abaixo o relato publicado no site da CNBB,  Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

De 15 a 25 de julho, a prelazia do Alto Xingu-Tucumã  (PA) recebeu um grupo de jovens missionários, seminaristas, religiosos e bispos que integraram a “Missão Jovem na Amazônia 2022”. Trata-se de um projeto promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB (CEPJ) com apoio da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam). O bispo de Valença (RJ), dom Nelson Francelino Ferreira, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB escreveu um relato sobre a experiência.

“A juventude vinda do Sul e do Norte, Leste-Oeste e de todo lugar ficou feliz ao sentir o entusiasmo dos missionários locais, convencidos de que a missão começou e não pode mais parar, tem que se tornar uma missão permanente, como nos apontava os bispos no documento de Aparecida”, descreveu o bispo.

Aos jovens da prelazia, o bispo deixou um recado: “Você, jovem dessa Prelazia, (…) Organize os encontros, reuniões paroquiais com seus amigos jovens. Você carrega em suas mãos o tesouro da fé que vale mais do que a própria vida; a fé que é luz e fogo. Você é aquela luz que tem que brilhar nessas terras. Você é fogo que deve queimar, sal que está destinado a preservar o mundo da corrupção do mal. Vocês, jovens, são as mãos pelas quais Cristo quer curar e salvar, a boca pela qual Cristo anunciará o Evangelho ao mundo. A tocha da fé que vocês receberam dos jovens do Brasil como um tesouro inestimável chegou até vocês, através de uma corrente que remonta aos apóstolos e ao próprio Cristo. Com esta tocha vocês podem iluminar uma, cem, milhares de pessoas. É uma corrente de salvação da qual vocês são um elo insubstituível. Se a corrente for quebrada, muitos jovens, submersos nesse vazio existencial, serão deixados na escuridão eterna”.

Conheça a íntegra do relato abaixo:

A Juventude termina a Missão na Região Amazônica com a consciência de dever cumprido

 

Dom Nelson na missão. | Foto: arquivo Comissão para a Juventude CNBB.

É humano pensar que, depois de tanto esforço e trabalho, canseira na missão realizada na Prelazia de Tucumã, de 15 a 25 de Julho, também se deseje ver o fruto do nosso empenho missionário nas comunidades e vilas visitadas pela nossa juventude; no entanto, o Evangelho aponta para uma outra direção. De fato, aos seus discípulos, Jesus falou da exigência da radicalidade em segui-lo, como escrito em São Lucas: “Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: Somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer”.

Mas “se nosso esforço em anunciar o Evangelho foi total, então a perspectiva muda e se transforma em paciência… Se somos fiéis e vigilantes, Deus nos permite ver também os frutos iniciais do nosso trabalho, embora esse não seja a intenção maior no trabalho de Evangelização. Porém, a juventude vinda do Sul e do Norte, Leste-Oeste e de todo lugar ficou feliz ao sentir o entusiasmo dos missionários locais, convencidos de que a missão começou e não pode mais parar, tem que se tornar uma missão permanente, como nos apontava os bispos no documento de Aparecida.

Quem é que não conhece aquele canto que diz: “põe a semente na terra não será em vão; não te preocupes, a colheita plantas para o irmão.” Foi com essa consciência que a Pastoral juvenil do Brasil, destemida e atualizando o apelo do Papa Francisco, sendo protagonista de uma Igreja em saída, encarou o sol quente, poeira persistente (poaca), as distâncias, estradas para levar a Palavra de Deus…

Os Jovens perceberam que a melhor maneira de garantir os frutos da evangelização é tornar-se evangelizador do seu próprio ambiente. Ser evangelizador onde quer que esteja, faça o que fizer; evangelizador de sua própria família, em sua escola, em seu trabalho, entre seus próprios amigos, em seu ambiente social, na viagem ou no resto… A nossa vida, daqui pra frente, será uma missão contínua, porque Cristo nos pediu para o fazer com o seu mandato, porque a situação atual da Igreja o exige, porque as delicadas circunstâncias históricas e a vocação evangelizadora o exigem.

Jovens da Prelazia de Tucumã, deixaram conosco o compromisso de dar prosseguimento a essa iniciativa da Comissão episcopal pastoral para a juventude: Para sair e pregar a Cristo é preciso levantar, deixar de lado o pecado, a mediocridade, a indiferença. Ela sabe qual é a dificuldade que a impede de se levantar, mas Cristo pode intervir e dissipar completamente todas as dificuldades. Basta-nos abrir o coração às suas palavras e obedecê-lo, levantando-se das próprias misérias e superando as atitudes de preguiça e comodismo. Para pregar o Evangelho é preciso levantar-se, como Cristo pediu a São Paulo no caminho de Damasco (cf. At 26, 16).
Diante de seus olhos se estende o grande campo do mundo, pronto para a colheita. Outros a plantaram e a regaram com seu sangue. Agora cabe a nós ir e colher os frutos da semente que Deus semeou nas almas.

A realidade indígena, rural espera por você, porque espera por Cristo

Aguarda a boa notícia de seus lábios. Você não pode se fechar à voz de Cristo que o envia a realidade distante desse belo estado do Pará. Você, jovem dessa Prelazia, não pode ficar ocioso sem fazer nada, olhando para o céu, como os apóstolos no dia da Ascensão (Atos 1, 10). O Reino pede a você uma ação urgente. Não há tempo a perder. Você precisa organizar a juventude e partir com ousadia, como disse o Santo Padre: “Hoje não é hora de esconder o Evangelho, mas de pregá-lo nos telhados” (homilia em Foligno, 20 de junho de 1993).

Organize os encontros, reuniões paroquiais com seus amigos jovens. Você carrega em suas mãos o tesouro da fé que vale mais do que a própria vida; a fé que é luz e fogo. Você é aquela luz que tem que brilhar nessas terras. Você é fogo que deve queimar, sal que está destinado a preservar o mundo da corrupção do mal. Vocês, jovens, são as mãos pelas quais Cristo quer curar e salvar, a boca pela qual Cristo anunciará o Evangelho ao mundo. A tocha da fé que vocês receberam dos jovens do Brasil como um tesouro inestimável chegou até vocês, através de uma corrente que remonta aos apóstolos e ao próprio Cristo.

Com esta tocha vocês podem iluminar uma, cem, milhares de pessoas. É uma corrente de salvação da qual vocês são um elo insubstituível. Se a corrente for quebrada, muitos jovens, submersos nesse vazio existencial, serão deixados na escuridão eterna.

Aconteceu no último final de semana o 1º Encontro de Catequese do Regional Leste 3. O Regional Leste 3, é o último criado pela

Aconteceu no último final de semana o 1º Encontro de Catequese do Regional Leste 3. O Regional Leste 3, é o último criado pela CNBB, Conferência dos Bispos do Brasil e, é formado pelas dioceses do Espírito Santo, a arquidiocese de Vitória e as dioceses de Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e São Mateus. Pe. Roberto Marcelino de Oliveira, secretário do Regional Leste 3 apresentou a caminhada para criação do Regional e como se deu a passagem do sonho à realidade, mostrando com isso a importância de buscar caminhos juntos para fortalecer a evangelização no novo Regional..

O propósito do 1º Encontro fui o de buscar um caminho comum, aproximando experiências e fazendo trocas das mesmas, sem que isso implique em mudar ou reestruturar as caminhadas individuais de cada diocese.

Para assessor o Encontro estiveram presentes pe. Thiago Faccini, Mestre em Teologia e membro da Comissão de Liturgia e, Mariana Venâncio, assessora para a Animação Bíblico-catequética da CNBB, que falaram sobre catequese de iniciação que tem como inspiração o catecumenato e a estrutura da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética, respectivamente.

o Encontrou aconteceu  de 21 a 24 de julho de 2022, no IESIS em Ibiraçu e contou com a participação de 50 catequistas da arquidiocese e dioceses do Regional.

 

 

A Campanha da Fraternidade 2023 já tem identidade visual e oração que podem ser baixados. Leia na matéria publicada pela CNBB, Conferência Nacional dos

A Campanha da Fraternidade 2023 já tem identidade visual e oração que podem ser baixados. Leia na matéria publicada pela CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta a identidade visual da Campanha da Fraternidade 2023, que tem como tema “Fraternidade e fome”, e o lema “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16). O concurso seguiu as orientações do edital e o parecer final para a escolha coube ao Conselho Permanente da CNBB. O cartaz escolhido foi produzido por Luiz Lopes Jr., de Brasília (DF).

“Vemos no cartaz o mapa do Brasil, país considerado o celeiro do mundo, mas que carrega uma grande contradição: a fome é real e atinge hoje cerca de 33,1 milhões de Brasileiros. Em destaque contemplamos as mãos que repartem e dão vida a solidariedade guiada pela fé. O arroz e o feijão, alimento do povo, passam pelas mãos de homens e mulheres que sabem que a solução do problema da miséria e da fome não está somente nos recursos financeiros mas na vida fraterna. Ninguém deve sofrer com a fome quando realmente vivemos como irmãos e irmãs. Eis o convite: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16)”.

Baixe (aqui) o cartaz.

Oração da CF 2023

Também foi aprovada pelos bispos do Conselho Permanente a oração da Campanha da Fraternidade 2023:

Pai de bondade,
ao ver a multidão faminta,
vosso Filho encheu-se de compaixão,
abençoou, repartiu os cinco pães e dois peixes
e nos ensinou: “dai-lhes vós mesmos de comer”.
Confiantes na ação do Espírito Santo,
vos pedimos:
inspirai-nos o sonho de um mundo novo,
de diálogo, justiça, igualdade e paz;
ajudai-nos a promover uma sociedade mais solidária,
sem fome, pobreza, violência e guerra;
livrai-nos do pecado da indiferença com a vida.
Que Maria, nossa mãe, interceda por nós
para acolhermos Jesus Cristo em cada pessoa,
sobretudo nos abandonados, esquecidos e famintos.
Amém

A CF 2023

Pela terceira vez a fome é tratada pela Igreja no Brasil, na Campanha da Fraternidade. A primeira foi em 1975, com o tema ‘Fraternidade é repartir’ e o lema Repartir o pão’, no clima do Ano Eucarístico que precedeu o Congresso Eucarístico Nacional de Manaus, que trazia o mesmo tema e lema e desejava intensificar a vivência da Eucaristia em nosso povo. A segunda foi em 1985, outro Ano Eucarístico, desta vez em preparação para o Congresso Eucarístico de Aparecida, com o lema ‘Pão para quem tem fome’.

Agora, em 2023, logo depois do 18º Congresso Eucarístico Nacional, que se realizará em Recife, de 11 a 15 de novembro de 2022, sob o tema ‘Pão em todas as mesas’, a Igreja no Brasil enfrenta pela terceira vez o flagelo da fome. Com o lema que é uma ordem de Jesus aos seus discípulos: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16).

“É vocação, graça e missão da Igreja responder ao chamado e cumprir a ordem de Jesus, afirmamos no contexto do 3º Ano Vocacional que viveremos a partir de novembro deste ano. A fome é um instinto natural de sobrevivência presente em todos os seres vivos. Contudo, na sociedade humana, a fome é uma tragédia, um escândalo, é a negação da própria existência”.

O Papa Francisco iniciou ontem, 24 de julho de 2022 uma visita ao Canadá que vai até dia 30. Esta visita, segundo o Papa

O Papa Francisco iniciou ontem, 24 de julho de 2022 uma visita ao Canadá que vai até dia 30. Esta visita, segundo o Papa é uma visita penitencial. Leia abaixo a notícia da chegada e como será este primeiro dia em matéria divulgada no site do Vaticano:

Foi uma longa viagem até o Canadá. Não obstante a distância percorrida e os deslocamentos necessariamente em cadeira de rodas, pelo problema no joelho direito, o Papa mostrou boa disposição ao ser acolhido no final da manhã de domingo no Aeroporto Internacional de Edmonton pelo primeiro ministro canadense Justin Trudeau, pela governadora-geral Mary Mai e pelas tantas lideranças dos povos indígenas. Francisco, sentado no hangar do aeroporto entre as duas altas autoridades civis, acompanhou atentamente a música tocada por nativos, e sorriu muito ao saudar, em particular, os tantos indígenas presentes, com pedido de perdão e trocas de presentes. O Papa até mesmo beijou a mão de alguns deles. Afinal, esta era uma visita muito desejada, sua “peregrinação penitencial”, como fez questão de frisar no Angelus do outro domingo.

Do aeroporto, o Santo Padre dirigiu-se imediatamente ao Seminário São José, onde estará hospedado nesta primeira etapa da visita. Passava do meio-dia no Canadá, mas com a diferença de fuso horário, já era mais de 20 horas pelo horário italiano. Assim, a atividade pública de Francisco limitou-se no domingo à cerimônia de boas-vindas no aeroporto. Depois, o repouso e a oração.

Nesta segunda-feira, por sua vez, o Papa rezou a Missa de forma privada às 6h30, horário de Edmonton. Já às 8h45, se desloca para Maskwacis, distante 100 km, para o encontro com os povos indígenas First NationsMétis Inuit (o Vatican News transmitirá com comentários em português, a partir das 13 horas, horário de Brasília). Logo ao chegar, ele será recebido na entrada da igreja dedicada a Nossa Senhora das Sete Dores pelo pároco e alguns anciãos das populações indígenas, seguindo depois num carro de golfe até o cemitério, acompanhado pelo sons de tambores. Tendo entrado no cemitério, de forma estritamente privada, o Santo Padre faz uma pausa em oração silenciosa. No final, ele se desloca a bordo do carro de golfe para o Bear Park Pow-Wow Grounds, onde na entrada é recebido por uma delegação de lideranças indígenas de todo o país.

Depois das palavras de boas-vindas de uma liderança indígena, o Papa profere seu primeiro discurso em terras canadenses. Farão parte deste momento orações, cânticos, saudações e a bênção do Santo Padre aos presentes.

First Nation, comunidade predominante no Canadá

Os povos aborígenes, que habitam o território do Canadá há milhares de anos, incluem três grandes grupos: as Primeiras Nações, os Métis e os Inuit, dentro dos quais existe uma grande variedade de populações, com diferentes costumes, tradições e línguas. As Primeiras Nações representam a comunidade indígena predominante do Canadá na parte sul do território do país; os inuits fazem parte de um dos principais grupos que habitam a zona ártica; e os Métis, localizados no extremo oeste do Canadá, são os mestiços descendentes da união entre indígenas e europeus.

Maskwacis

A área de Maskwacis (7.663 hab.), (“Colina do Urso”, na língua cree), chamada de 1891 a 2013 Hobbema, do nome da primeira estação ferroviária construída no território, está localizada na região central de Alberta, cerca de 70 quilômetros ao sul da cidade de Edmonton. Abriga as reservas do grupo das Tribos Indígenas do oeste do Canadá, as Quatro Nações de Maskwacis: a Nação Ermineskin Cree; Tribo Louis Bull; Montana First Nation e Samson Cree Nation. As Primeiras Nações são signatárias do Tratado 6, um dos 11 Tratados Numerados assinados pelos povos indígenas – Primeiras Nações -, e pela Coroa canadense, entre 1871 e 1921. Antigamente, essa vasta área era coberta por arbustos de mirtilo que atraíam a área uma grande população de ursos, daí o nome Maskwacis ou Bear Hills.

Após o encontro com as populações indígenas em Maskwacis, o Papa retorna ao Seminário São José, aonde deverá chegar por volta das 13 horas, para o almoço privado e um breve descanso.

Em Edmonton, encontro com Populações Indígenas e comunidade paroquial

Mas suas atividades nesta segunda-feira não encerram aí. Às 16h30, o Papa se desloca até a Igreja do Sagrado Coração, distante 4,4 km, para outro encontro com as populações indígenas e com membros da comunidade paroquial (o Vatican News transmitirá com comentários em português, a partir das 19h45, horário de Brasília). Francisco será saudado pelo pároco, por dois paroquianos, ouvirá uma canção indígena e então proferirá seu segundo discurso, seguido pela oração do Pai Nosso e pela bênção. Antes de retornar ao Seminário São José, Francisco saúda alguns fiéis da paróquia e, ao sair, abençoa a imagem de Santa Kateri Tekakwitha (1656-1680), primeira Santa nativa da América do Norte, da aldeia Mohawk de Ossernenon, no Estado de Nova York.

A Igreja do Sagrado Coração

A Igreja do Sagrado Coração dos Primeiros Povos, construída em 1913, é uma das igrejas católicas mais antigas da cidade. É frequentada pelos moradores do bairro central de McCauley, tendo um foco especial nos pobres e marginalizados. Em 1991, o arcebispo Joseph MacNeil a designou paróquia nacional das Primeiras Nações, Métis e Inuit, a primeira desse tipo no Canadá. Lá, a fé católica é expressa no contexto da cultura aborígine. O prédio abriga muitas peças únicas de arte sacra criadas por artesãos indígenas. Ao longo dos anos, muitos imigrantes e refugiados que vieram de todo o mundo para se estabelecer em Edmonton fizeram da Igreja do Sagrado Coração seu lar espiritual. A igreja foi danificada por um incêndio em agosto de 2020 e fechada por dois anos para restauração. As obras foram concluídas bem a tempo para a visita do Papa. A igreja foi aberta para a bênção e para a primeira Missa no domingo anterior à chegada do Papa.

“Na verdade, vós sois santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor” No próximo dia 13 de agosto,
“Na verdade, vós sois santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor”

No próximo dia 13 de agosto, a Arquidiocese de Vitória se reúne na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Brejetuba, para ordenação presbiteral do Diácono Paulo Mercedes de Amorim.

Natural da cidade de Mutum em Minas Gerais, na fronteiro com o Espírito Santo, o Diácono Paulo nasceu em 13 de novembro de 1985, de uma família com 8 irmãos. Desde criança recebeu da família os valores da fé católica, como ele mesmo relata:

“Minha mãe, Maria Mercedes de Amorim foi uma pessoa que sempre observava os valores evangélicos, procurava sempre se fazer presente na igreja aos domingos, dia do Senhor. Meu pai, Geraldo Custódio de Amorim, da mesma forma ensinou para todos nós as bases da fé católica. No entanto, devido à distância em que morávamos da igreja e a falta de meios de transporte, por um período não frequentávamos muita as atividades eclesiais. Por isso, fui batizado somente aos sete anos de idade na Igreja de Nossa Senhora do Monte Serrat, Paróquia São Manoel”.

Após este período de afastamento, Paulo retornou buscando o sacramento da confirmação. Durante a preparação para o sacramento, ampliou o conhecimento sobre a Doutrina da Igreja, despertando cada vez mais em seu coração o amor por Jesus na Eucaristia. O diácono recorda de forma vívida sua participação nas celebrações:

´”O que ainda é bem vivo na minha memória é o padre José de Paulo rezando a Oração Eucarística III, no trecho que diz: “Na verdade, vós sois santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir o vosso povo, para que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr  do sol, um sacrifício perfeito”. “Com esse trecho da oração fui tendo dimensão da perpetuidade do sacrifício da missa. Devido a isso  e outros momentos, nasceu em meu coração o desejo de fazer o mesmo que o padre fazia, celebrar a santa missa. Por causa dessa lembrança afetuosa em minha primeira missa rezarei também esta Oração Eucarística”, disse Paulo.

Mas para iniciar seu processo vocacional precisava concluir o ensino médio, o que só foi possível com a mudança de sua família para Alto Silveira, distrito de Brejetuba-ES.

“Terminei o Ensino Médio em 2012. Com o falecimento de minha mãe que ocorreu em 2009 decidi me mudar para Venda Nova do Imigrante-ES, por motivo de trabalho. No ano de 2013 fiz encontros vocacional no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha onde foi admitido o meu ingresso no propedêutico no dia 5 de março 2014. No início do ano de 2015 passei a morar no Seminário, quando cursei filosofia cm termino do curso em 2018 e cursei Teologia com o término no final de 2021”. 

Terminando o curso de teologia, Paulo Mercedes foi ordenado diácono, em solene celebração na Catedral Metropolitana de Vitória no dia 06 de dezembro passado. Após a ordenação diaconal foi enviado para a Diocese de Santíssima Conceição do Araguaia, estado do Pará, para uma experiência missionária, de onde retornou no dia 26 de junho, para Arquidiocese de Vitória, mais especificamente sua cidade, Brejetuba, para os preparativos de sua ordenação presbiteral que vai acontecer no próximo dia 13 de agosto, na Paróquia Sagrado Coração em Brejetuba. E o diácono Paulo convida a todos a participarem com ele deste momento:

No dia 13 de agosto de 2022 serei ordenado presbítero na Igreja Sagrado Coração de Jesus às 10 horas da manhã na cidade de Brejetuba, ES. Com imensa alegria convido a todos para este dia de muita alegria, onde a Santa Igreja de Cristo ordenará mais um sacerdote para o bem do povo de Deus”.

 

A Arquidiocese de Vitória finalizou a síntese dos questionários sobre o Sínodo e já está nas mãos de dom Dario Campos, nosso arcebispo para

A Arquidiocese de Vitória finalizou a síntese dos questionários sobre o Sínodo e já está nas mãos de dom Dario Campos, nosso arcebispo para ser enviada à CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

O Sínodo foi convocado pelo Papa Francisco como forma de “fazer um retrato” da Igreja Católica no mundo para com ele pensar ações pastorais evangelizadoras. A primeira etapa aconteceu em 2021 com a Abertura do Sínodo feita pelo Papa e repetida nas arquidioceses e dioceses do mundo. No Brasil a primeira etapa está sendo concluída com o envio das sínteses à CNBB até 31 de julho.  Até março de 2023 acontecem as reuniões e sínteses por continente e em outubro será a última etapa em Roma.

Os católicos da Arquidiocese de Vitória deram sua contribuição e retrataram as conquistas e mazelas vivenciadas no dia a dia das comunidades respondendo às 10 perguntas que receberam. Com elas pode-se destacar alguns elementos que apontam como é o caminho conjunto na Arquidiocese e o que o Espírito Santo nos convida a fazer para melhorar o caminhar juntos, a vida em sinodalidade (caminhada conjunta) perpassando todas as instâncias administrativas, pastorais e carismáticas que compõem nossa Igreja Local.

As respostas são dadas com contraditórios, porque a vida também é feita assim. Por um lado, uma visão positiva quanto ao diálogo, celebrações, capacidade de escuta, participação, tomadas de decisão, relações ecumênicas e inter-religosas, corresponsabilidade, exercício de autoridade e sinodalidade. Por outro, fragilidades nessas mesmas questões são apontadas como enfraquecedoras do caminhar.

Há uma grande parte de pessoas que se sentem por fora da caminhada, excluídas ou com participação restrita e não acolhidas. As razões são inúmeras, mas o que fica é a pergunta: o que fazer para incluir quem está e/ou se sente por fora da caminhada eclesial? Iniciativas para socorrer os vulneráveis, grupos para analisar os problemas e situações, novas formas de divulgar a ação da Igreja e incentivar novas lideranças são algumas das soluções apontadas.

O individualismo, isolamento, distâncias, falta de escuta e de acolhida também são características encontradas. O desafio é criar espaços onde leigos, jovens, mulheres e idosos possam ser ouvidos e, fortalecer a disposição para ouvir, principalmente as minorias. Fortalecer as pastorais sociais também é apontado como um caminho para a sinodalidade.

Estamos afetados pelo contexto de intolerância social e medo de se expor como cristãos e católicos, por conta disso a participação nos espaços organizados da sociedade é pequena. Já internamente algumas lideranças são apontadas como as que falam em nome de outros sem os ouvir. Passos a serem dados que podem melhorar estes comportamentos são o conhecimento em Doutrina Social da Igreja, integração das comunidades mais afastadas, descentralização de decisões e melhorar a participação nos veículos de comunicação.

As Celebrações são apontadas como momentos de força para caminhar. Porém, há necessidade de que sejam melhor preparadas, que seja oferecida mais formação litúrgica e bíblica. Falta de pessoas disponíveis e mais espaço para os leigos que perderam esse espaço com o crescente número de diáconos, também impactam nas descrições das comunidades. Os caminhos possíveis são a melhor preparação das liturgias, envolver catequizando e famílias na liturgia, investir em formações mais atrativas e reinventar as pastorais.

Comprometimento acontece, mas comprometimento permanente comunitário e missionário está sendo substituído por comodismo. Pontualmente em campanhas específicas há um envolvimento maior. Estimular a união entre as pastorais e aumentar visitas missionárias são apontadas como elementos do fortalecimento da responsabilidade na missão.

O diálogo é mais acentuado nos Conselhos e entre pastorais e Círculos Bíblicos, mas mesmo sendo espaços onde todos têm direito de falar, há insatisfação por nem todos serem ouvidos pela hierarquia. No diálogo com a sociedade uma frase resume os sentimentos: “Existe apenas convívio material e institucional”. A inclusão dos pobres e afastados das periferias sociais e geográficas, superar divisões de cunho pessoal, intelectual e político e fortalecimento espiritual é o caminho para melhorar o diálogo.

As iniciativas ecumênicas são tímidas e com as Igreja neopentecostais não existe iniciativas de aproximação de nenhuma das partes, pois prevalece a desconfiança. Em eventos (casamentos, formaturas e velórios) há convívio respeitoso, mas tímido. A promoção de diálogos contínuos, testemunho cristão, criar amizades, receber com carinho e promover a pastoral do ecumenismo, assim como conhecer bem a própria Igreja é um caminho sugerido.

Posturas clericais em crescimento são apontadas como entrave à participação dos leigos, mesmo que também seja dito que há um grupo de padres que são verdadeiros pastores. Superar a autorreferência de alguns padres e ministros ordenados, romper “panelinhas” nas estruturas das comunidades e mudar o perfil das lideranças que se sentem “donos da Igreja” é o caminho para maior participação de todos.

Quanto se trata de falar em decisões alguns dizem que são tomadas de maneira conjunto, mas muitos dizem que as decisões chegam prontas, os Conselhos estão esvaziados e mesmo assim apenas eles são ouvidos e o povo não. As comunidades também se sentem à margem das decisões arquidiocesanas. Há tendência à centralização nas mãos do padre e coordenador e também à clericalização do leigo.  Para melhorar a caminhada e as decisões se tornarem mais participativas é necessário que a compreensão de sinodalidade pelos ministros ordenados entre na formação de presbíteros desde a Filosofia e Teologia. Também é preciso avaliar o que é melhor para a comunidade e não deixar prevalecer convicções pessoais ou da hierarquia. Saber administrar grupos e pessoas e não apenas finanças e administrativo, assim como maior união entre bispos, padres e diáconos com o Papa, são parte das sugestões.

Sinodalidade ou caminhar juntos foi considerado tema já incluso na prática pastoral pela estrutura arquidiocesana organizada em Conselhos e também por ter sido tema do Sínodo Arquidiocesano, porém a desmotivação tem crescido e apresenta-se como um novo desafio. Há diferentes perfis pastorais pela existência de grupos que se fecham às propostas do Papa Francisco e buscam ritos e documentos antigos reagindo à novidade do Concílio Vaticano II. Existe também dificuldade para incluir novas lideranças, principalmente jovens por resistência dos mais antigos. Como processo para retomar a caminhada quatro palavras foram explicitadas: Organização – Reconciliação – Revitalização – Formação.