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O Papa continua sua primeira viagem apostólica. Acompanhe a matéria publicada no site vaticannews.va. Em seu discurso às autoridades libanesas, o Papa ressaltou que

O Papa continua sua primeira viagem apostólica. Acompanhe a matéria publicada no site vaticannews.va.

Em seu discurso às autoridades libanesas, o Papa ressaltou que “o compromisso e o amor pela paz não conhecem o medo diante das aparentes derrotas, nem se deixam abater pelas desilusões, mas sabem olhar para o futuro, acolhendo e abraçando todas as realidades com esperança”. “A paz é saber viver juntos, em comunhão, como pessoas reconciliadas”, disse Leão XIV, sublinhando “o papel indispensável das mulheres no árduo e paciente esforço de preservar e construir a paz”.

O Papa Leão XIV iniciou, neste domingo (30/11), a segunda etapa de sua primeira viagem apostólica internacional que o leva ao Líbano.

O Pontífice chegou a Beirute onde encontrou-se com as autoridades, os representantes da sociedade civil e o Corpo diplomático, no Palácio Presidencial. O Papa iniciou o seu discurso com as seguintes palavras:

“É uma grande alegria encontrar-vos e visitar esta terra onde “paz” é muito mais do que uma palavra: aqui a paz é um desejo e uma vocação, é um dom e um canteiro sempre aberto.”

A obra da paz é um contínuo recomeçar

Recordando as palavras de Jesus, «Felizes os que promovem a paz», o Santo Padre refletiu sobre o que significa ser promotor de paz “em circunstâncias muito complexas, conflituosas e incertas”. Ressaltou uma qualidade que distingue os libaneses: “Sois um povo que não sucumbe e que, diante das provações, sabe sempre renascer com coragem“.

“A vossa resiliência é uma característica imprescindível dos autênticos promotores da paz: realmente, a obra da paz é um contínuo recomeçar. O compromisso e o amor pela paz não conhecem o medo diante das aparentes derrotas, nem se deixam abater pelas desilusões, mas sabem olhar para o futuro, acolhendo e abraçando todas as realidades com esperança. É preciso tenacidade para construir a paz; é preciso perseverança para cuidar e fazer a vida crescer.”

Uma sociedade civil vivaz, bem formada, rica em jovens

Portanto, falar a “língua da esperança”, aquela que sempre permitiu os libaneses de recomeçar, num mundo em que “uma espécie de sentimento de impotência e pessimismo parece ter levado a melhor: as pessoas parecem já nem sequer conseguir perguntar-se o que podem fazer para mudar o rumo da história”.

“Sofrestes muito as consequências de uma economia que mata, da instabilidade global – que também no Levante tem repercussões devastadoras –, bem como da radicalização das identidades e dos conflitos; mas sempre quisestes e soubestes recomeçar.”

O Líbano pode orgulhar-se de uma sociedade civil vivaz, bem formada, rica em jovens capazes de expressar os sonhos e as esperanças de todo um País“, frisou o Papa. “Que vos ajude também o profundo laço de afeto que une tantos libaneses espalhados pelo mundo ao seu país”, sublinhou.

Recomeçar através do árduo caminho da reconciliação

A seguir, o Pontífice falou sobre a segunda característica dos que promovem a paz: eles sabem recomeçar sobretudo através do árduo caminho da reconciliação. “Existem feridas pessoais e coletivas que para poderem cicatrizar exigem longos anos, às vezes gerações inteiras. Se não forem tratadas, se não se trabalhar, por exemplo, na cura da memória, na aproximação entre aqueles que sofreram ofensas e injustiças, dificilmente se alcançará a paz”, disse ainda o Papa Leão.

De acordo com o Santo Padre, “não há reconciliação duradoura sem uma meta comum, sem uma abertura para um futuro em que o bem prevaleça sobre o mal sofrido ou infligido, no passado ou no presente”.

A paz é saber viver juntos, em comunhão

Segundo o Papa Leão, “uma cultura da reconciliação não nasce apenas de baixo, da disponibilidade e da coragem de alguns, mas precisa de autoridades e instituições que reconheçam o bem comum como superior ao bem parcial”.

“A paz é, na verdade, muito mais do que um sempre precário equilíbrio entre aqueles que vivem separados sob o mesmo teto. A paz é saber viver juntos, em comunhão, como pessoas reconciliadas. Uma reconciliação que, além de nos fazer conviver, nos ensinará a trabalhar juntos, lado a lado, por um futuro partilhado. Estamos inseridos juntos num desígnio que Deus preparou para que nos tornemos uma família.”

Sangria de jovens e famílias

A terceira característica dos que promovem a paz é que “eles ousam permanecer, mesmo quando isso implica sacrifício“.

“Sabemos que a incerteza, a violência, a pobreza e muitas outras ameaças produzem aqui, como em outros lugares do mundo, uma sangria de jovens e famílias que procuram um futuro melhor noutro lugar, mesmo com grande dor por deixarem a sua pátria. Temos de reconhecer que muito de positivo chega-vos dos Libaneses espalhados pelo mundo. No entanto, não devemos esquecer que permanecer na pátria e colaborar dia após dia para o desenvolvimento da civilização do amor e da paz continua sendo algo muito apreciável.”

O Papa sublinhou que “a Igreja não se preocupa apenas com a dignidade daqueles que se deslocam para países diferentes do seu, mas deseja que ninguém seja obrigado a partir e que todos aqueles que o desejem possam regressar em segurança”.

De acordo com o Pontífice, “a mobilidade humana representa uma imensa oportunidade de encontro e de enriquecimento mútuo, mas não apaga o vínculo especial que une cada um a determinados lugares, aos quais deve a sua identidade de uma forma totalmente peculiar. E a paz cresce sempre num contexto vital concreto, feito de laços geográficos, históricos e espirituais. É preciso encorajar aqueles que os favorecem e promovem, sem ceder a localismos e nacionalismos. Na Encíclica Fratelli tutti, o Papa Francisco indicava este caminho”.

O papel das mulheres na construção da paz

Leão XIV convidou a se perguntar sobre o que fazer para que os jovens não se sintam obrigados a abandonar a sua terra. De acordo com o Pontífice, “cristãos e muçulmanos, com todos os componentes religiosos e civis da sociedade libanesa, são chamados a fazer a sua parte nesse sentido e a comprometer-se em sensibilizar a Comunidade internacional sobre o assunto”.

“Neste contexto, gostaria de sublinhar o papel indispensável das mulheres no árduo e paciente esforço de preservar e construir a paz. Não esqueçamos que as mulheres têm uma capacidade específica de promover a paz, porque sabem conservar e desenvolver laços profundos com a vida, com as pessoas e com os lugares. A participação delas na vida social e política, bem como na vida das suas comunidades religiosas, à semelhança da energia que emana dos jovens, representa em todo o mundo um fator de verdadeira renovação. Portanto, felizes as pacificadoras e os jovens que permanecem ou que regressam, para que o Líbano continue sendo uma terra cheia de vida.”

Paz, um caminho movido pelo Espírito

O Papa concluiu, ressaltando que o povo libanês é um “povo que ama a música, que, nos dias de festa, se transforma em dança, linguagem de alegria e comunhão”. Um traço da cultura libanesa que nos ajuda “a compreender que a paz não é apenas o resultado de um esforço humano”, mas “um dom que vem de Deus e que, antes de mais nada, habita no nosso coração”. “É como um movimento interior que se derrama para o exterior, permitindo-nos ser guiados por uma melodia maior do que nós mesmos: a do amor divino”, disse ainda Leão XIV.

“Assim é a paz: um caminho movido pelo Espírito, que coloca o coração em escuta e o torna mais atento e respeitoso para com o outro. Que cresça entre vós este desejo de paz que nasce de Deus e pode transformar, já hoje, a maneira de olhar para os outros e de habitar juntos esta Terra que Ele ama profundamente e continua a abençoar.”

A Arquidiocese de Vitória realizou, na manhã deste sábado (29), em Ponta Formosa, a primeira reunião da Equipe de Implementação do Sínodo, marcando oficialmente

A Arquidiocese de Vitória realizou, na manhã deste sábado (29), em Ponta Formosa, a primeira reunião da Equipe de Implementação do Sínodo, marcando oficialmente o início da caminhada sinodal em nível arquidiocesano. O encontro foi presidido pelo coordenador de pastoral, Pe. Cláudio Moreira, e contou com a presença do arcebispo metropolitano, Dom Ângelo Mezzari, do bispo auxiliar, Dom Andherson Franklin, além dos membros convocados para compor a equipe responsável pela condução do processo.

O objetivo do encontro foi iniciar a organização do itinerário sinodal da Arquidiocese, em comunhão com o Sínodo, convocado pelo Papa Francisco, cujo caminho se fundamenta nos eixos comunhão, participação e missão. Os participantes receberam o material-base — documentos, orientações e livros — que nortearão os próximos passos da implementação.

“Hoje é o primeiro contato com o que vamos construir. É o início do nosso pensamento sinodal. Esta é a equipe convocada pelo arcebispo, que aceitou a missão. Agora começamos a estruturar nosso caminho e refletir sobre como viver este ano de implementação do Sínodo”, explicou o Pe. Cláudio Moreira, destacando a fase inicial de organização e estudo.

Ao acolher os participantes, Dom Ângelo Mezzari ressaltou o caráter profundamente transformador da sinodalidade na vida da Igreja.
“O Sínodo nos convida a abrir portas, escutar com atenção e permitir que a experiência de fé de cada pessoa ilumine o caminho da nossa Igreja. A sinodalidade não é um conceito abstrato, mas uma prática que transforma”, afirmou o arcebispo.

Já Dom Andherson Franklin reforçou o sentido espiritual da caminhada sinodal, destacando a presença constante de Cristo no percurso e o discernimento guiado pela graça.
“Cristo é a estrela que nos atrai e caminha conosco. Ao longo do caminho, vamos descobrindo, à luz do Espírito, a melhor forma de chegar. Vamos colhendo as realidades que encontramos e colocando tudo isso sob a Graça de Deus”, disse o bispo auxiliar.

A reunião foi um passo na articulação da caminhada sinodal na Arquidiocese.

O que é o Sínodo?

O Sínodo é um processo de escuta, discernimento e construção conjunta dentro da Igreja, convocado para promover maior participação, comunhão e missão entre todos os fiéis. Após a etapa de escuta e elaboração das diretrizes, inicia-se a fase de implementação, quando as decisões sinodais são colocadas em prática nas paróquias, comunidades e serviços pastorais. É esse processo de acompanhamento que a nova equipe sinodal agora inicia.

O site vaticannews.va, acompanha e publica a primeira viagem do Papa Leão XIV à Turquia e ao Líbano. A viagem teve início no domingo,
O site vaticannews.va, acompanha e publica a primeira viagem do Papa Leão XIV à Turquia e ao Líbano. A viagem teve início no domingo, 27 de novembro a 02 de dezembro. Acompanhe como foi a conversa com os jornalistas. A matéria está publicada no site, para acompanhar a viagem acesse o site do Vaticano.
Leão XIV decolou dois minutos antes das 8 horas para a sua primeira viagem apostólica que o leva à Turquia e ao Líbano. A bordo do avião da “Ita Airways”, a imagem da Mãe do Bom Conselho, querida pelos agostinianos. A saudação aos 81 jornalistas da mídia internacional que o acompanham em sua “peregrinação” ao Oriente Médio: “esperamos anunciar, transmitir, proclamar o quanto a paz é importante em todo o mundo. Além de todas as diferenças, somos todos irmãos e irmãs”.

“Aos americanos aqui presentes, feliz Thanskiving (Dia de Ação de Graças)! É um dia maravilhoso para celebrá-lo e quero começar agradecendo a cada um de vocês pelo serviço que prestam ao Vaticano, à Santa Sé e a mim pessoalmente, mas também a todo o mundo”. O Papa Leão sorri enquanto fala ao microfone, em inglês, com os 81 jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos de cerca de 20 veículos internacionais que o acompanham em sua primeira viagem apostólica. Ele está em pé diante da cortina cinza do Airbus 320neo da Ita Airways – que decolou às 7h58 – de onde se vê, no primeiro lugar, aquele reservado, a Mãe do Bom Conselho, efígie querida pelos filhos de Santo Agostinho, cujo ícone é guardado no município de Genazzano, na região italiana do Lazio, onde o recém-eleito Robert Francis Prevost se dirigiu dois dias após o conclave.

O tom é seguro, mas o rosto revela um toque de emoção. Para ele, que como superior geral dos agostinianos fez mais de 50 viagens ao redor do mundo, é a primeira vez. A primeira vez na Turquia (Türkiye) e no Líbano; a primeira vez que “como Papa” voa para fora do Vaticano. O destino é Ancara, depois Istambul à noite e nesta sexta-feira (27/11) uma parada em Iznik para celebrar com os patriarcas e representantes das igrejas cristãs os 1700 anos do Concílio de Niceia. A partir de 30 de novembro, ele irá ao Líbano para confortar uma população ferida por guerras e crises e implorar por uma paz mais urgente do que nunca no Oriente Médio.

Paz, uma mensagem para o mundo

“Paz”. O Papa repete várias vezes essa palavra ao saudar os jornalistas, 20 minutos após a decolagem. “Esta viagem à Turquia e ao Líbano tem, antes de tudo, um significado de unidade, celebrando os 1700 anos do Concílio de Niceia. Eu desejei muito essa viagem pelo que ela significa para todos os cristãos, mas também é uma grande mensagem para o mundo inteiro. E, acima de tudo, a minha presença, a da Igreja, dos fiéis tanto na Turquia como no Líbano, esperamos que possa anunciar, transmitir, proclamar a importância da paz em todo o mundo”. Uma viagem que é, portanto, uma mensagem, além de um convite “para caminharmos juntos em busca de cada vez mais unidade, cada vez mais harmonia e para olharmos para a maneira como todos os homens e todas as mulheres podem realmente ser irmãos e irmãs” . Porque, ressalta o Pontífice, “além das diferenças, além das diferentes religiões, dos diferentes credos, somos todos irmãos e irmãs e esperamos promover paz e unidade em todo o mundo”.

Selfie do Papa com os comissários de bordo

O coração latino-americano do Papa

“Obrigado por estarem aqui”, repete mais um vez Leão, “obrigado pelo serviço que prestarão nestes dias e por fazerem parte deste momento histórico”. “Obrigada” e “bem-vindo” foram as palavras que Valentina Alarzraki, jornalista mexicana e decana de todos os vaticanistas, com 163 viagens papais em seu currículo, desde a primeira em 1979 no México com João Paulo II, disse ao Papa pouco antes. “Ao seu predecessor Francisco, que em Buenos Aires parecia não gostar de jornalistas, eu disse na primeira viagem: bem-vindo à jaula dos leões! Agora o leão é é o senhor! Então, bem-vindo!”. A jornalista presenteou o Pontífice com um ícone em estilo bizantino da Virgem de Guadalupe: “para um Papa da América do Norte, mas com coração latino-americano”.

O ícone da Virgem de Guadalupe presenteado ao Papa Leão XIV

León de Perú e Leo from Chicago

A partir daí, segue-se o giro de cumprimentos, assento por assento. Tradição inaugurada pelo predecessor Francisco e que se tornou um momento de piadas, declarações e comentários fugazes, selfies, fotos, pedidos de bênçãos para si ou para amigos e familiares. E, acima de tudo, um momento de troca de presentes. O mesmo acontece com o Papa Leão. Muitos presentes foram entregues pelos repórteres.

O primeiro é uma colagem dupla das fotos mais significativas dos documentários León de Perú e Leo from Chicago, realizados nos últimos meses pela Rádio Vaticano – Vatican News. Em uma das duas, também está a foto, que se tornou viral nas redes sociais, do jovem Prevost vestido nos anos 80 como Blues Brothers, por ocasião do lançamento do filme de John Landis, filmado justamente em Chicago. O Papa aponta para ela e solta uma gargalhada: “ah, que bonito!”. Em suas mãos, ele também segura uma medalha de Santo Agostinho – desta vez proveniente de Dolton, local da sua infância – para que o proteja durante a viagem.

A colagem de fotos presenteada ao Papa

Tortas e mais tortas foram oferecidas ao Papa, principalmente pumpkin pie, aquele doce de abóbora, típico do Dia de Ação de Graças. Para homenagear o primeiro Papa americano da história, também foram oferecidos dois brindes da equipe de beisebol White Sox, a favorita do “garoto” do South Side que se tornou Pontífice: um taco, relíquia de família, pertencente ao famoso jogador dos anos 50, Delly Fox (“como passou pela segurança?”, brinca Leão), e um par de chinelos e meias pretas com o logotipo branco do time esportivo. “O senhor pode usá-los em Castel Gandolfo!”, diz a fotógrafa Lola Goméz. Leão XIV mostra divertido o presente, guardado em uma caixa azul.

A torta "pumpkin pie" presenteada ao Papa

O pensamento em Ignacio

Sua expressão muda, porém, quando a correspondente da Rádio Cope, Eva Fernández, lhe entrega a carta de Ignacio Gonzálvez, o adolescente espanhol internado desde o verão — em pleno Jubileu dos Jovens — no Hospital Pediátrico Bambino Gesù por um grave linfoma que estava prestes a levá-lo à morte. Uma história que deu a volta ao mundo depois que o próprio Papa pediu orações pelo rapaz no palco de Tor Vergata, em Roma, indo ele mesmo à unidade de terapia intensiva do hospital do Vaticano para abraçar os pais, Pedro Pablo e Carmen Gloria, o irmão Pedro Pablo Jr. e a irmã Adela. Leão XIV dá a entender que está a par das condições de Ignacio, ainda internado, de onde irá “comemorar” seu aniversário na terça-feira.

O brasão heráldico dos antepassados do Pontífice

Mais uma vez Eva Fernández – conhecida pelos presentes sempre curiosos que dá aos Papas – oferece a Leão XIV o brasão heráldico dos seus antepassados espanhóis. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudios Montañeses confirmou, de fato, que os antepassados maternos do Pontífice são originários da localidade cantábrica de Isla, no município de Arnuero. Mais especificamente, trata-se de quatro de seus trisavós da décima primeira geração, hidalgos em Isla, no século XVI. O Papa recebe o brasão com um campo prateado, um pimentão verde e uma lagosta vermelha (características de Isla), o selo e o símbolo da coroa real espanhola. É um presente, sim, mas acima de tudo um “pretexto” para perguntar: “Santo Padre, quando visitará a Espanha?”. “Vamos ver!”.

O presente assinado pelo time White Sox, os chinelos e as meias

O desejo de ir à Argélia

A uma jornalista de origem argelina, ele confidenciou: “espero ir à Argélia”. Muito apreciada também foi a pergaminha realizada pela Igreja greco-católica de Kharkiv em agradecimento pela ajuda enviada ao povo na frente de batalha. Por fim, os representantes da imprensa italiana entregaram ao Papa uma carta explicando as razões pelas quais nesta sexta-feira, 28 de novembro, irão aderir a uma greve. Ou seja, a não renovação do contrato jornalístico, que expirou em 2016, diante dos diversos cortes e dos perigos da Inteligência Artificial para esta profissão.

Outros presentes entregues ao Papa Leão XIV
Na Audiência Geral desta quarta-feira, 26/11, Leão XIV convidou os fiéis a redescobrirem a esperança que nasce da Ressurreição e a renovarem a coragem
Na Audiência Geral desta quarta-feira, 26/11, Leão XIV convidou os fiéis a redescobrirem a esperança que nasce da Ressurreição e a renovarem a coragem de viver e de gerar vida em um mundo marcado pela desconfiança e pelo medo.

A Praça São Pedro acolheu milhares de peregrinos na manhã desta quarta-feira, 26 de novembro, para a Audiência Geral com o Papa Leão XIV. Dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre o tema do Jubileu 2025 – “Jesus Cristo, nossa esperança”, o Pontífice refletiu hoje sobre a força iluminadora da Ressurreição diante dos desafios atuais, propondo como tema: “Esperar na vida para gerar vida”.

Logo no início, o Papa recordou que a Páscoa de Cristo “ilumina o mistério da vida” e permite contemplá-la com esperança, mesmo quando esta parece árdua ou marcada por sofrimento. A existência humana – afirmou – é recebida como dom: não a escolhemos, mas somos chamados a acolhê-la, nutrindo-a continuamente com cuidado, proteção e vitalidade.

Esse dom suscita, desde sempre, as grandes perguntas do coração humano: quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Qual o sentido desta viagem? Perguntas que revelam que viver “evoca um significado, uma direção, uma esperança”.

Um mundo adoecido pela falta de confiança

O Pontífice diagnosticou uma das grandes feridas do nosso tempo: a falta de confiança na vida. Muitos, observou, já não a percebem como possibilidade e dom, mas como ameaça, algo a ser temido para não se frustrar. Diante dessa postura, o convite de Leão XIV foi claro: recuperar a coragem de viver e de gerar vida, testemunhando que Deus é “Aquele que ama a vida”, como proclama o Livro da Sabedoria:

“Sem esperança, a vida corre o risco de parecer um parêntese entre duas noites eternas, uma breve pausa entre o antes e o depois da nossa passagem pela Terra. Esperar pela vida, pelo contrário, significa antecipar o destino, acreditar com certeza naquilo que ainda não podemos ver ou tocar, confiar e entregarmo-nos ao amor de um Pai que nos criou porque nos amou e quer que sejamos felizes.”

Gerar vida, explicou o Papa, é participar da lei estrutural da criação, que culmina no dom recíproco entre homem e mulher. Mas também significa promover o ser humano em todas as dimensões: apoiar a maternidade e a paternidade, fortalecer economias solidárias, cuidar da criação, praticar a escuta e oferecer presença e auxílio concreto.

Entre Caim e Abel: a liberdade ferida

A catequese recordou ainda que a liberdade humana torna a vida um drama, como narra a história de Caim e Abel. A rivalidade, a inveja e a violência continuam a marcar a nossa história.

“Mas a lógica de Deus é outra”, sublinhou o Santo Padre. Deus permanece fiel ao seu desígnio de amor e continua a sustentar a humanidade, “mesmo quando, seguindo os passos de Caim, ela obedece ao instinto cego da violência nas guerras, nas discriminações, nos racismos, nas múltiplas formas de escravidão, quando ela se desvia pelo caminho da violência”.

A esperança que sustenta mesmo em meio às trevas

Leão XIV concluiu lembrando que a Ressurreição de Cristo é a força que sustenta o discípulo, especialmente quando as trevas do mal obscurecem o coração e a mente:

“Quando a vida parece ter-se extinguido, bloqueada, eis que o Senhor Ressuscitado passa novamente e caminha conosco e por nós. Ele é a nossa esperança.”

Fonte: publicado no site vaticannews.va
A Câmara Municipal de Vitória, recebeu na noite de hoje, 24 de novembro de 2025, representações da Igreja Católica, o bispo Auxiliar, dom Andherson

A Câmara Municipal de Vitória, recebeu na noite de hoje, 24 de novembro de 2025, representações da Igreja Católica, o bispo Auxiliar, dom Andherson Franklin e o Arcebispo de Vitória, dom Ângelo Mezzari, para celebrar os siais de esperança que brotaram ou se fortaleceram neste ano jubilar, denominado pelo Papa Francisco como ANO JUBILAR DA ESPERANÇA.

A proposição foi do vereador, Aylton Dadalto que foi acolhida por dom Ângelo. Durante a preparação para a Sessão Solene pessoas que têm liderança nas pastorais, movimentos, instituições, religiosos e religiosas e padres, foram convidadas para representar esses grupos que são a concretização da esperança. A Câmara acolheu os visitantes no plenário com um café e criou um ambiente propício para falar do tema. O vereador presidiu a Sessão e se disse feliz por ver sinais de esperança na cidade de Vitória e comovido por poder trazer a temática para a câmara, lembrando que a sociedade vive um momento a falta de esperança prevalece e as divergências maiores que o acolhimento e disse: “É preciso ter esperança e perseverar. Que a nossa cruz seja de amor pelo próximo que é diferente”.

Dom Ângelo terminou seu discurso pedindo: “que desta casa legislativa promanem ações e leis capazes de dar esperança ao povo desta cidade, fundamentados sempre nos valores do bem comum, da ética, da justiça, da paz, da solidariedade, particularmente de políticas públicas que garantam todos os direitos e a plena cidadania”. Clique aqui para ler todo o pronunciamento.

Dom Andherson, relembrou o que significavam os anos jubilares na Bíblia e disse que “o desejo de Deus nos anos jubilares era fazer com que o povo se reconhecesse e avaliasse a caminhada”, acrescentando que “a celebração religiosa dos anos jubilares tinha impacto na sociedade, na política e na economia e sobre tudo na forma como os pobres eram acolhidos ou negligenciados. Os israelitas se comprometiam e a Igreja assume essa responsabilidade ao homenagear os irmãos que assumem a responsabilidade da missão”.

Seguiram-se as homenagens, chamando cada homenageado pelo nome e dizendo quais sinais e para quem os representa.

 

Videomensagem do Papa Leão XIV aos participantes do Congresso “Sem identidade não há educação” que se realiza neste sábado, 22 de novembro, no Colégio
Videomensagem do Papa Leão XIV aos participantes do Congresso “Sem identidade não há educação” que se realiza neste sábado, 22 de novembro, no Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho em Madri.

“A identidade cristã não é um selo decorativo ou um ornamento, mas o próprio núcleo que dá sentido, método e propósito ao processo educativo”, são palavras do Papa Leão XIV aos educadores reunidos em Madri em um Congresso neste sábado (22/11) ao comentar o tema do encontro: “Sem identidade não há educação”. Após afirmar que “para a educação cristã, a bússola é Cristo”, o Santo Padre esclarece: “sem a Sua luz, a própria missão educativa se esvazia de significado e se torna um automatismo sem aquela capacidade transformadora que o Evangelho nos oferece”.

A identidade é fundamento da missão educativa

A identidade cristã, continuou, “é o fundamento que articula a missão educativa, define o seu horizonte de significado e orienta as suas práticas cotidianas, tanto na maneira de ensinar quanto na de avaliar e agir”. Sem a identidade adequada, esta “corre o risco de se tornar um ornamento superficial que não consegue sustentar o trabalho educativo diante das tantas tensões culturais, éticas e sociais que caracterizam o nosso tempo de polarização e de violência”, disse ainda o Papa.

Uma educação autêntica promove a integração entre a fé e a razão

Citando a poeta María Zambrano, que afirma “a nossa alma é atravessada por sedimentos de séculos, as raízes são maiores do que os ramos que veem a luz”, Leão convida a refletir sobre estas palavras, orientados com esperança para o futuro, sem esquecer a nossa história, com a qual devemos aprender com sabedoria”. Prosseguindo seu pensamento afirma: “Uma educação autêntica, portanto, promove a integração entre a fé e a razão. Não são polos opostos, mas caminhos complementares para compreender a realidade, formar o caráter e cultivar a inteligência”.

Função materna da Igreja

Se olharmos a Igreja mais de perto, diz ainda o Papa Leão, recordando o Vaticano II, “na sua missão educativa, redescobre a sua própria função materna. Ela é a mãe geradora dos crentes, porque é a esposa de Cristo”. “Quase todos os documentos conciliares”, recorda o Papa, “recorrem à maternidade da Igreja para revelar o seu mistério e a sua ação pastoral”. Aos educadores disse ainda: “Isso acontece todos os dias nas vossas escolas, abertas ao diálogo e ao encontro entre as diferenças. Nelas, a educação torna-se um instrumento de paz e de cuidado com a criação”.

Gravissimum educationis

Em seguida sugere a leitura da Gravissimum educationis pela sua atualidade e visão de futuro apesar dos muitos anos passados. Pois no documento, “exortou-se a Igreja a ‘ocupar-se da vida inteira do homem, incluindo a terrena, enquanto esta está conectada com a vocação sobrenatural; ela tem, portanto, um dever específico em relação ao progresso e ao desenvolvimento da educação’”.

Ação educativa da Igreja

O Papa concluiu sua mensagem afirmando ainda “desta forma, o ícone da Igreja Mãe apresenta-se a nós não só como expressão de ternura e de caridade, mas também como aquela que salvaguarda esta capacidade de ser guia e mestra”. Pois ela tem mais de uma tarefa: “gerar filhos, educá-los e governá-los, guiando com materna providência a vida dos indivíduos e dos povos, cuja grande dignidade sempre teve no máximo respeito e tutelou com solicitude”. Por fim afirmou “a ação educativa da Igreja é parte essencial da sua identidade e da sua missão”.

Fonte: publicado no site vaticannews.va

Dom Ângelo caminhou com o terço na mão e rezando o terço da esperança, junto com o povo que peregrinou da igreja do Rosário

Dom Ângelo caminhou com o terço na mão e rezando o terço da esperança, junto com o povo que peregrinou da igreja do Rosário até ao Campinho do Convento da Penha, para celebrar e agradecer por todas as atividades de ação pastoral que foram realizadas na Arquidiocese ao longo de 2025. Na ocasião Ministros da Eucaristia e Catequistas celebraram seus jubileus e todos recordaram os 15 intereclesiais que durante 50 anos foram realizados em diversos Estados Brasileiros.
Na saída da peregrinação, dom Andherson Franklin, bispo auxiliar, carregou a cruz peregrina que, ao longo do caminho, foi sendo revezada.
A oração do terço e cantos mantiveram a unidade da caminhada durante todo o percurso e foram conduzidos pelo pe. Éder Hoffmam Daniel e Jonatan Rocha Nascimento, respectivamente coordenador das Comissão Bíblico-catequética e diretor espiritual dos Ministros da Eucaristia.
No Campinho, estandartes dos intereclesiais foram conduzidos até ao palco, enquanto uma narrativa da história era lida por duas lideranças. Dois testemunhos sobre a importância das Cebs na caminhada da Arquidiocese relembraram as origens e as particularidades do “jeito de ser Igreja” a partir do Concílio Vaticano II.

O 16º intereclesial será de 20 a 24 de julho de 2027 em Cachoeiro de Itapemirim.

Na sequência, um vídeo foi exibido com trechos de eventos da ação pastoral e relatos dos jubileus. Pouco após as 16h30 teve início a Celebração Eucarística, presidida pelo arcebispo, dom Ângelo Mezzari e concelebrada pelo bispo auxiliar e alguns padres.
Dom Andherson dirigiu-se aos fiéis no início da caminhada e antes da memória dos intereclesiais e afirmou que o jubileu provoca três atitudes: “rever o caminho – fazer a experiência do amor – celebrar compromissos”.

Dom Ângelo abençoou os peregrinos, lembrou a comemoração do Dia dos Leigos e a Festa de Cristo Rei, dizendo “ onde Deus está há uma nova vida, uma nova realidade, uma nova esperança.
Verdadeiramente Jesus é o nosso salvador. Não é como os reis deste mundo, mas aquele que traz um reinado de paz, compaixão e misericórdia. Que nossa fé seja sempre mais profunda e não nos deixemos enganar”.
Finalizando a homilia, dom Ângelo fez algumas perguntas: “não estamos aqui vivendo o reinado de Deus? Não estamos buscando construir a paz? Não estamos acolhendo os mais pobres? Se estamos fazendo isso, aqui está se realizando o reino de Deus”.

 

O Seminário Nossa Senhora da Penha recebeu, na tarde de hoje, a visita dos padres Tomás Dejuan, de Bogotá, e Miguel Alexis Barrera Rodriguez,

O Seminário Nossa Senhora da Penha recebeu, na tarde de hoje, a visita dos padres Tomás Dejuan, de Bogotá, e Miguel Alexis Barrera Rodriguez, de Madrid, ambos membros da Fraternidade Sacerdotal São João de Ávila. Os sacerdotes passaram a tarde com a comunidade formativa e ofereceram um momento de aprofundamento espiritual e acadêmico aos seminaristas.

A atividade teve como eixo central a reflexão a partir da Carta do Papa Leão XIII ao Seminário Maior “San Carlos e San Marcelo” de Trujillo, escrita por ocasião dos 400 anos de fundação daquela casa de formação. No documento, o Papa enfatiza a missão essencial dos seminários: formar sacerdotes profundamente identificados com Cristo, sólidos na doutrina, dedicados ao estudo, fiéis à disciplina e atentos às necessidades pastorais do povo de Deus. A carta também destaca a importância da formação integral, que envolve maturidade humana, vida comunitária equilibrada e um intenso cultivo das virtudes cristãs.

Durante o encontro, os padres convidaram os seminaristas a assumirem com renovado entusiasmo o processo formativo, deixando conselhos práticos e diretos. Entre eles, ressaltaram a necessidade de “estudar e ser o melhor estudante”, lembrando que a excelência não consiste em obter notas perfeitas, mas em oferecer o melhor de si em cada etapa da formação. Incentivaram também a vivência fraterna, exortando os seminaristas a serem “os melhores amigos” e sempre disponíveis ao serviço, cultivando atitudes que edificam a vida comunitária e refletem o coração do Bom Pastor.

Os sacerdotes destacaram ainda duas afirmações essenciais para o caminho vocacional: “Estou no Seminário para formar o outro Cristo em mim” e “Suportar o processo para formar o outro Cristo em mim”. Segundo eles, a formação sacerdotal exige resistência, humildade e fidelidade cotidiana, pois se trata de um processo gradual de conformação a Cristo, vivido com generosidade e paciência.

Ao final da visita, os padres reforçaram que os encontros formativos devem sempre fortalecer a identidade sacerdotal e ajudar cada seminarista a viver com mais plenitude sua resposta ao chamado de Deus.

Veja alguns registros da visita: