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O milagre que levou à canonização do Beato José Allamno ocorreu entre o povo Yanomami, recordou o Papa no Angelus de 20 de outubro
O milagre que levou à canonização do Beato José Allamno ocorreu entre o povo Yanomami, recordou o Papa no Angelus de 20 de outubro de 2024. Neste sentido, fez um apelo às autoridades políticas e civis para assegurarem a proteção a estes povos e aos seus direitos fundamentais, contra toda forma de exploração de sua dignidade e de seu território.

Entre os novos Santos para a Igreja, está o fundador das Missionárias e dos Missionários da Consolata, o sacerdote italiano José Allamano. Seu testemunho, disse o Papa ao final da Celebração Eucarística, “recorda-nos a necessária atenção às populações mais frágeis e vulneráveis”. Disto, o seu apelo:

Penso em particular no povo Yanomami, da floresta amazônica brasileira, entre cujos membros ocorreu o milagre ligado à canonização de hoje. Apelo às autoridades políticas e civis para que garantam a proteção destes povos e dos seus direitos fundamentais e contra qualquer forma de exploração da sua dignidade e dos seus territórios. 

milagre que levou à canonização de Pe. Allamano ocorreu na Amazônia, com Sorino Yanomami, indígena da Missão Catrimani, onde o carisma da Consolata está presente desde 1965. Que o milagre tenha acontecido desse modo, “tem um significado muito importante, é para nós uma imensa alegria e satisfação”, afirmou na manhã de sábado na Sala de Imprensa da Santa Sé o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da CNBB e do Conselho Indigenista Missionário (CIMI).

Apoiar os missionários com oração e ajuda

O Santo Padre recordou ainda o Dia Mundial das Missões, pedindo apoio aos missionários:

Hoje celebramos o Dia Mundial das Missões, cujo tema – “Ide e convidai a todos para o banquete (cf. Mt 22, 9)” – nos recorda que o anúncio missionário consiste em levar a todos o convite ao encontro festivo com o Senhor, que nos ama e que nos quer partícipes da sua alegria esponsal. Como nos ensinam os novos Santos: “cada cristão é chamado a participar nesta missão universal com o seu testemunho evangélico em cada ambiente” (Mensagem para a XCVIII Jornada Mundial das Missões, 25 de janeiro de 2024). Apoiemos, com a nossa oração e a nossa ajuda, todos os missionários que, muitas vezes com grande sacrifício, levam o anúncio luminoso do Evangelho a todas as partes da terra.

Rezar pela paz

E continuemos a rezar pelas populações que sofrem com a guerra – a martirizada Palestina, Israel, o Líbano, a martirizada Ucrânia, o Sudão, Mianmar e todos as outras – e invoquemos o dom da paz para todos.

Que a Virgem Maria – disse o Papa ao concluir – nos ajude a ser, como Ela e como os Santos, corajosas e alegres testemunhas do Evangelho.

Ao final da Missa com as canonizações, o Pontífice agradeceu a todos que “vieram honrar os novos Santos”, saudando os cardeais, bispos, sacerdotes, pessoas consagradas, e em particular “os Frades Menores e os fiéis maronitas, os Missionários da Consolata, as Irmãzinhas da Sagrada Família e as Oblatas do Espírito Santo”, bem como outros grupos de peregrinos vindos de vários lugares. Menção também à presença do presidente da República italiana, Sérgio Mattarella e da vice-presidente de Uganda, Jessica Alupo, que acompanha um grande grupo presente na Praça São Pedro por ocasião dos 20 anos da canonização dos Mártires de Uganda.

Publicação: vaticannews.va
Mães de todo o Espírito Santo tiveram um encontro neste final de semana. Aconteceu no sábado, o 10º Encontro Estadual Mães que Oram pelos

Mães de todo o Espírito Santo tiveram um encontro neste final de semana.

Aconteceu no sábado, o 10º Encontro Estadual Mães que Oram pelos Filhos. 

O evento que neste ano teve como tema: “Na Cruz, a reconciliação”, reuniu mais de duas mil pessoas de 7h às 18h, no Centro de Convenções de Vitória.

Foi um momento para aprofundar a fé e encontrar apoio em uma comunidade de mães que compartilham o mesmo propósito.

Momentos de louvor e adoração aconteceram durante o encontro fazendo com que os corações estejam abertos e mais próximos ao coração de Deus

Além da formação espiritual e da música, o encontro oferece a oportunidade de se reconectar com amigas e fazer novas amizades com mães que compartilham o mesmo desejo de orar pelos filhos.

As pregações aconteceram durante todo o dia e tiveram os temas: “Reconciliar-se com Deus”(Angela Abdo),  “Reconciliar-se consigo mesmo” (Pe. Donizete Ferreira),  “Reconciliar-se com a família” (Aline Brasil), “Reconciliar-se com os outros” (Pe. Renato Criste) e “Reconciliar-se com as coisas” (Pe. Vicente de Paula).

Além das palestras, houve também: adoração ao Santíssimo, talk show, Terço do Perdão, momento oracional, finalizando com a Santa Missa presidida pelo Bispo Auxiliar Dom Andherson Franklin.

 

 

 

 

Há 33 anos, a Igreja Católica no Espírito Santo recebeu o Papa João Paulo II para uma visita que durou dois dias. 18 e

Há 33 anos, a Igreja Católica no Espírito Santo recebeu o Papa João Paulo II para uma visita que durou dois dias. 18 e 19 de outubro de 1991 a cidade de Vitória recebeu o Papa em duas realidades bem distintas: o Aterro da Comdusa  na Enseada do Suá, que recebeu o nome de Praça do Papa, como homenagem pela visita, e o Bairro São Pedro, região que recebeu do Papa ajuda financeira e com ela construiu o Centro de Pastoral do Setor São Pedro, pois a paróquia não tinha sido criada.

Toda a Arquidiocese e as dioceses do Estado se envolveram na preparação e na vivência espiritual que a visita proporcionou. À frente da comissão organizadora da visita, pe. José Ayrola Barcelos que com esmero e dedicação cuidou de todos os detalhes, sob a orientação de dom Silvestre Luiz Scandian, então arcebispo de Vitória.

As lembranças nos fazem viajar no tempo e recordar os detalhes da preparação espiritual para receber o Papa:

  1. Por decreto foi instituída a comissão organizadora;
  2. Um tríduo de oração foi enviado apara que todas as comunidades rezassem;
  3. Folhetos para grupos específicos: doentes, estudantes, trabalhadores e presos;
  4. Orientações para a Celebração na Praça foram impressas;
  5. A visita a São Pedro foi divulgada;
  6. Autoridades foram convidadas;
  7. A carta enviada pelo dia do padre, foi sobre a visita do Papa.

Documentos atestam a mobilização que reacendeu a fé e fez com que a visita do Papa fosse, de fato, uma expressão da Igreja seguidora de Jesus, acolhendo o sucessor dos apóstolos.

A cidade respirou fé e espiritualidade durante a visita do Papa e quando ele aparecia, o povo entoava espontaneamente a canção: “A bênção, João de Deus, nosso povo te abraça. Tu vens em missão de paz, sê bem-vindo, abençoa esse povo que te ama”. Para guardar e fazer memória, uma lembrança foi distribuída a quem participou.

Cerca de 200 mil pessoas participaram da missa na Enseada do Suá e receberam a bênção do Papa, mas a visita ao Bairro São Pedro, preparada com antecedência, marcou profundamente o povo da região. Pe. Dauri Batisti, na época administrador do Setor, lembrou dos preparativos: escolha do local; detalhes, como a imagem de São Pedro que o Papa abençoou; a cruz que foi construída com madeiras das construções das casas e cristais; do coral com cerca de 200 crianças que entoaram para o Papa a música de pe. Zezinho “Casinhas de periferia”; e, principalmente, da emoção das pessoas ao receberem o Papa em São Pedro.

Na época o bairro era bastante carente e, muitas pessoas, ainda moravam em palafitas. No dia da visita do Papa, o tempo fechou e a chuva caiu enlameando todo o entorno do local preparado para receber o Papa e mesmo assim uma multidão se juntou ali. Por isso, pe. Dauri destacou “o sentimento do povo, o povo é  emotivo. Então, as pessoas chorando, emocionadas, se comovendo com a presença do Papa entre eles”.

O palanque estava preparado e o helicóptero chegou bem perto do local, os seguranças estavam por todos os lados, mas o Papa rompeu o protocolo e foi até o povo, andou sobre a lama e deixou-se tocar pelas pessoas.

Na Enseada do Suá, o Papa também chegou perto do povo, se ajoelhou, rezou em frente à imagem de Nossa Senhora da Penha e abençoou o povo do Espírito Santo.

Ficam as lembranças para quem vivenciou e a narrativa histórica para as gerações e principalmente os católicos não esquecerem que São João Paulo II visitou o Espírito Santo em 1991.

Se você tem entre 18 e 28 anos, está inserido em atividades da Igreja Católica na Arquidiocese de Vitória, se interessa por projetos sociais

Se você tem entre 18 e 28 anos, está inserido em atividades da Igreja Católica na Arquidiocese de Vitória, se interessa por projetos sociais e quer conhecer outras culturas, entre outros requisitos, talvez possa se candidatar  para uma experiência de 1 ano na Alemanha.

A seleção para 4 candidatos está aberta e vai até 17 de novembro de 2024. Dois partirão para a experiência no segundo semestre de 2025. Dois ficarão no cadastro reserva. Oportunidade de intercâmbio para atuar em projetos sociais na Alemanha, conviver com uma família acolhedora durante esse período e aprender uma nova língua.

Este intercâmbio tem mão dupla. Ao mesmo tempo que jovens brasileiros atuam na Alemanha, jovens alemães se inserem em projetos no Brasil e também são acolhidos por famílias na Grande Vitória.

Para participar existem condições, requisitos e exigências documentais. Veja a documentação exigida para se inscrever e leia o edital completo, clicando aqui, para ver se sua candidatura tem chances e como se dá o processo, que é realizado por etapas.

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA:

  • Carta de consentimento dos responsáveis (somente para Jovens entre 18 e 21 anos);
  • Carta de recomendação (pároco, pastor, diretor escolar, líder comunitário, coordenador de pastoral ou de projeto social, ou afins);
  • Carta de apresentação pessoal e motivação para o trabalho voluntário;
  • Certidão de bons antecedentes criminais;
  • Curriculum Vitae.

 

 

Anexos

O Centro Cultural Missionário (CCM) apresenta à Igreja no Brasil mais uma iniciativa: o curso “Comunicação missionária: a formação de redes para a evangelização”

O Centro Cultural Missionário (CCM) apresenta à Igreja no Brasil mais uma iniciativa: o curso “Comunicação missionária: a formação de redes para a evangelização” que se realizará de 22 a 24 de outubro próximo. As inscrições encontram-se abertas. As comissões episcopais para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial e para a Comunicação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o CCM se juntaram como parceiros para ofertar esta capacitação.

A formação será na modalidade virtual (on-line), através da Plataforma de Cursos das Edições CNBB, das 19h30min às 21h (ao vivo), será gravado e disponibilizado na mesma plataforma para os que adquirirem o curso.

Objetivos e público

O objetivo da formação é “impulsionar a missão evangelizadora da Igreja no ciberespaço, através da atuação em rede”. Entre os objetivos específicos estão, “sensibilizar os participantes sobre a necessidade da presença e atuação da Igreja no ambiente digital como lugar de anúncio e testemunho do Evangelho; e “incentivar o uso das ferramentas modernas de comunicação entre os agentes pastorais para uma presença mais efetiva na web e para dinamizar e ampliar as ações evangelizadoras da Igreja”.

A formação é voltada para membros e colaboradores da Pastoral da Comunicação, Missionários digitais, membros de Novas Comunidades e colaboradores das Obras Missionárias, representantes de Conselhos Missionários (COMIPAs, COMIDIs, COMIREs, COMISEs), responsáveis por revistas missionárias; membros da rede de comunicação do Conselho Nacional do Laicato do Brasil; e da comunicação da Conferência dos Religiosos do Brasil.

Contexto e Mensagem do Papa

O bispo de Rondonópolis (MT) e presidente da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, dom Maurício da Silva Jardim, reforçou na apresentação do curso o que o Papa Francisco, na sua Mensagem para o Dia Mundial das Missões 2018, enfatiza a importância da verdadeira comunicação cristã que é essencialmente missionária.

O bispo da diocese de Campo Limpo (SP) e presidente da Comissão Episcopal para Comunicação  Social, dom Valdir José de Castro, destaca que trata-se de uma comunicação capaz de dissolver as fronteiras, superar barreiras e chegar até os últimos confins da terra como reforça a mensagem do Papa:

“Hoje em dia, os últimos confins da terra são muito relativos e sempre facilmente «navegáveis». O mundo digital – as redes sociais tão difundidas e prontamente disponíveis – dissolve as fronteiras, elimina distâncias e reduz as diferenças. Tudo parece estar ao alcance, tão próximo e imediato. Ainda assim, sem o dom sincero das nossas vidas, até poderemos ter inúmeros contatos, mas nunca estaremos imersos na verdadeira comunhão de vida. A missão até os últimos confins da terra exige a entrega de si na vocação que nos foi dada”.

Referências e fundamentos

A Igreja no Brasil, através das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora 2019-2023, reconhece a necessidade de anunciar o Evangelho nos “novos areópagos”, servindo-se dos benefícios que a cultura midiática proporciona, em vista do fortalecimento da cultura de proximidade e encontro.

Por sua vez, o Programa Missionário Nacional 2019-2023 da Comissão para Ação Missionária da CNBB, levando em consideração a necessidade de avançar, ampliar, articular melhor e qualificar a atuação da Igreja no que se refere à comunicação, dentro da prioridade “Animação missionária”, se propõe a criação da rede de comunicação missionária (RECOMIS) em vista de fortalecimento dos processos missionários (cf. 3.2.II).

O diretor geral do CCM, padre Tiago Ávila Camargo, reforça que é dentro deste espírito que o CCM oferece esta iniciativa formativa, em forma de curso on-line, buscando corresponder ao grande desejo do Papa Francisco de sermos uma Igreja missionária, em saída, para, a exemplo de Cristo, poder comunicá-la e testemunhá-la até os confins do mundo (cf. At 1,8), servindo-nos de todos os meios disponíveis.

Temáticas e Assessoria

Data Tema Assessor(a)
1º encontro 

22/10/2024

Comunicação Missionária: 

ide e anunciai

Osnilda Lima e Ricardo Alvarenga
2º encontro 

23/10/2024

Comunicação Sociotransformadora: 

ide e ensina

Ricardo Alvarenga
3º encontro 

24/10/2024

Comunicação Missionária em Rede: 

passemos para a outra margem

Osnilda Lima, Ricardo Alvarenga e convidado Guilherme Cadoiss – Santa Carona.
Publicação:cnbb.org.br
Na catequese desta quarta-feira, 16 de outubro, o Papa Francisco continuou o ciclo de ensinamentos sobre o Espírito Santo, concentrando-se em como Ele se

Na catequese desta quarta-feira, 16 de outubro, o Papa Francisco continuou o ciclo de ensinamentos sobre o Espírito Santo, concentrando-se em como Ele se manifesta nas Escrituras e atua na Igreja ao longo da história. O Santo Padre, ao falar para os milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro, destacou que, durante os primeiros três séculos, a Igreja não havia formulado explicitamente sua fé no Espírito Santo, até que as heresias obrigaram os concílios a esclarecer a doutrina.

Francisco relembrou o Concílio de Constantinopla, em 381, que definiu a divindade do Espírito Santo, afirmando: “Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai [e do Filho]; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado”. Com isso, o Papa sublinhou a importância de reconhecer que o Espírito Santo compartilha da mesma divindade do Pai e do Filho, sendo Ele adorado e glorificado na mesma medida.

O Espírito Santo é vivificante

Francisco enfatizou que a afirmação central sobre o Espírito Santo no Credo é que Ele é “vivificante”, ou seja, “dá a vida”. Ao explicar esse ponto, o Papa mencionou que, no início da criação, o sopro de Deus deu vida a Adão, transformando-o de um homem de barro em um ser vivente. “Na nova criação, o Espírito Santo é Aquele que dá aos crentes a vida nova, a vida de Cristo, uma vida sobrenatural, a vida dos filhos de Deus”, disse o Pontífice, citando São Paulo: “A lei do Espírito de Vida me libertou, em Jesus Cristo, da lei do pecado e da morte” (Rm 8,2).

Esperança na vida eterna

A vida nova no Espírito, segundo o Papa, é a grande esperança dos cristãos, pois se trata de vida eterna. Francisco destacou que o Espírito Santo liberta os fiéis do medo de que tudo termine com a morte terrena:

“Onde está a grande e consoladora notícia para nós em tudo isto? É que a vida que nos foi dada pelo Espírito Santo é vida eterna! A fé liberta-nos do horror de ter de admitir que tudo termina aqui, que não há redenção para o sofrimento e a injustiça que reinam soberanos na terra.”

Cultivar a fé e a gratidão

Ao concluir, o Santo Padre incentivou os fiéis a conservar a fé no Espírito Santo, principalmente em tempos de dúvida e dificuldade, e a agradecer pelo dom da vida eterna que Jesus nos concedeu com sua morte e ressurreição:

“Cultivemos esta fé também para aqueles que, muitas vezes sem culpa própria, dela carecem e são incapazes de dar sentido à vida. E não nos esqueçamos de agradecer Àquele que, com a sua morte, nos obteve este dom inestimável!”

Publicação: vaticannews.va
O Cedoc, Centro de Documentação da Arquidiocese de Vitória, vai muito além de um espaço para guardar a história da Arquidiocese, ele é, também,

O Cedoc, Centro de Documentação da Arquidiocese de Vitória, vai muito além de um espaço para guardar a história da Arquidiocese, ele é, também, um espaço para encontros com o passado e resgates familiares com informações disponíveis apenas ali.

Nascimentos, batismos, crismas, casamentos, óbitos até 1899 eram feitos na Igreja, que exercia ao mesmo tempo funções religiosas e de cartório. Por isso o Cedoc é procurado tanto por pessoas que desejam conhecer as origens familiares ou requerer cidadania europeia, quanto por pesquisadores e estudantes que fazem pesquisas nas áreas de História, Arquitetura e Arquivologia.

Além do acesso ao registro de sacramentos desde 1821, o Cedoc disponibiliza livros administrativos (livros de tombo) que contêm informações importantes sobre a localidade, costumes da região e  processos de construção das paróquias, bem como o acervo iconográfico com cerca de 8 mil imagens. Desta forma é possível compreender parte da história do povo capixaba.

O acesso ao Cedoc pode ser agendado pelo telefone: (27) 3025-6255. A solicitação precisa ser autorizada pela chancelaria do arcebispado.

Abaixo, em números, o trabalho do Cedoc ao longo deste ano:

 

 

 

 

A Igreja sinodal, para realizar sua missão, precisa estar enraizada “em um lugar concreto, em um contexto, em uma cultura”, advertiu Maria Inázia Angelini
A Igreja sinodal, para realizar sua missão, precisa estar enraizada “em um lugar concreto, em um contexto, em uma cultura”, advertiu Maria Inázia Angelini aos participantes da Segunda Sessão da Assembleia Sinodal do Sínodo sobre a Sinodalidade, que está sendo realizada na Aula Paulo VI do Vaticano de 2 a 27 de outubro de 2024.

Na meditação que precedeu o início da reflexão sobre o Módulo dos Lugares, a monja beneditina recordou a condição dos primeiros cristãos, como “estrangeiros residentes”, afirmando que “se o lugar da Igreja é sempre um espaço-tempo concreto de encontro, o caminho do Evangelho no mundo vai de limiar em limiar: foge de toda estática, mas também de toda ‘santa aliança’ com os contextos culturais da época. Ele habita neles e é guiado por seu Princípio vital – o Espírito do Senhor – para transcendê-los”.

Uma dinâmica já presente no “não está aqui” da ressurreição e na vida da primeira Igreja, cujos membros, “as proporções da cruz de Jesus os protegem imediatamente de se enredarem em culturas sedentárias e idólatras. Em sabedorias achatadas sobre a dinâmica da autossalvação”. A partir daí, “a memória das palavras de Jesus também exorta a Igreja de hoje a se enraizar em todas as partes da humanidade, mas a torna vigilante com relação a toda homologação”. O desafio, de acordo com o Instrumentum Laboris da Segunda Sessão, é “superar uma visão estática dos lugares”, ressaltou a religiosa, “mesmo os mais sagrados, mesmo os mais populares”.

Banquetes na Bíblia

Em suas palavras, Angelini refletiu sobre os banquetes, o banquete universal de Isaías e aquele em que, no encontro com o fariseu, Jesus mostra sua abertura ao diálogo com aqueles que são diferentes. Isso “porque a diferença ilumina e discerne a autenticidade dos lugares”. Jesus ama os banquetes, afirmou ela, porque “para Jesus, a mesa humana é um ‘lugar’ de encontro no caminho, e um lugar arriscado de verdade”. Nas palavras da beneditina, a mesa é “um lugar do humano onde a itinerância constitutiva da proclamação encontra uma parada necessária; onde os relacionamentos têm suas raízes; um ‘lugar’ altamente simbólico onde a fome é desnudada e compartilhada de baixo para cima, mas também um lugar onde as hipocrisias ocultas são expostas”.

Para Jesus, o lugar é onde o homem passa fome, pois ali “o Evangelho da verdade pode ser anunciado”. Portanto, “a Igreja Sinodal é – sempre – desafiada a redescobrir esses lugares”, enfatizou. É no lugar radical do humano que Jesus inaugura a relação generativa, o lugar para dizer Deus. Mas ele também advertiu contra “os banquetes inspirados na lógica mercenária e o protagonismo que se aproveita do outro em necessidade”, que é comum hoje em dia. Jesus busca “uma ética da interioridade e da autenticidade, e a rejeição de todo ritualismo vão”.

Para Angelini, “a duplicidade de coração contradiz radicalmente a coexistência das diferenças”, afirmando que “o diálogo com as culturas implica discernimentos arriscados, raramente aplaudidos”. A religiosa advertiu contra “a hipocrisia que tanto desanima as novas gerações”, sobre “culturas de aparência, que não saciam, na realidade, ao contrário, nos matam de fome”. Diante disso, fez um apelo para promover o estilo de Deus, para reunir os outros, em uma interioridade regenerada, e a partir daí, hoje, “redescobrir a fecundidade dos lugares onde podemos compartilhar a fome e a esperança humilde e tenaz”, buscando a fraternidade, “na mesa onde todos podem desfrutar, na mesa onde podem extrair e transmitir o Dom que nos torna um dom para os outros”, concluiu.

Necessidade de uma Igreja enraizada

Por sua vez, o relator geral do Sínodo, cardeal Hollerich, lembrou que este módulo fala da “concretude dos contextos nos quais as relações são encarnadas, com sua variedade, pluralidade e interconexão, e com seu enraizamento no fundamento nascente da profissão de fé”, citando o Instrumentum Laboris. Para o cardeal de Luxemburgo, citando o mesmo texto, “a Igreja não pode ser compreendida sem estar enraizada em um lugar e em uma cultura”, defendendo a concretude, o enraizamento, refletindo sobre as redes de relacionamentos, marcadas pelo ambiente digital.

Nessa perspectiva, refletiu sobre “as relações que se estabelecem entre lugares e culturas”, o que leva a abordar a comunhão, os vários âmbitos de relacionamento entre igrejas, a troca de dons, e dentro das igrejas locais, explicitando elementos presentes no Instrumentum Laboris. Hollerich lembrou o propósito do Sínodo: “o Santo Padre nos chamou aqui para ouvir nossos conselhos sobre como tornar seu serviço e o da Cúria Romana mais eficazes hoje”, insistindo que “ele tem o direito de saber o que realmente pensamos, a partir da vida e das necessidades do Povo de Deus nos lugares de onde viemos”.

Um Módulo que “atravessa e questiona a experiência vivida por aqueles de nós que estão aqui”, afirmou. Hollerich recordou o que foi vivido na Aula Paulo VI, onde os participantes da Assembleia Sinodal “viveram uma experiência rica e intensa”, mas também não isenta de “privações e dificuldades”, que “leva a um encontro com o Senhor e faz surgir a alegria do Evangelho”. Para que isso não permaneça um privilégio dos participantes, ele nos convidou a “nos perguntarmos quais são os caminhos, as formas, também organizacionais e institucionais, para que a riqueza da experiência que vivemos aqui, neste lugar, possa ser acessível a todo o Povo de Deus, e não apenas através de nossa história, mas também através da renovação de nossas Igrejas”.

Publicação: vaticannews.va