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Depois da oração mariana do Angelus, ontem, 13 de outubro de 2024, o Papa recordou a iniciativa “Um milhão de crianças rezam o Terço
Depois da oração mariana do Angelus, ontem, 13 de outubro de 2024, o Papa recordou a iniciativa “Um milhão de crianças rezam o Terço pela paz no mundo” promovida pela Fundação Pontifícia “Ajuda à Igreja que Sofre”, prevista para a próxima sexta-feira, 18 de outubro.

Após a oração mariana do Angelus deste domingo (13/10), Francisco recordou a iniciativa organizada pela Fundação Pontifícia “Ajuda à Igreja que Sofre (AIS)” intitulada “Um milhão de crianças rezam o Terço pela paz no mundo” que será realizada na próxima sexta-feira, 18 de outubro.

O Papa agradeceu aos meninos e meninas que participarão da iniciativa aos quais, disse o Pontífice, “nos unimos”, e acrescentou:

E à intercessão de Nossa Senhora confiamos a martirizada Ucrânia, Mianmar, Sudão e as outras populações que sofrem com a guerra e toda forma de violência e miséria.

O significado da campanha

Através da campanha “Um milhão de crianças rezam o Terço pela paz no mundo”, lê-se num comunicado de “Ajuda à Igreja que Sofre”, “aprendemos a depositar a nossa confiança em Nossa Senhora, para que ela possa intervir em apoio à Igreja e a todos aqueles que não conhecem o amor e paz de Cristo”. Educar as crianças “na fé e na oração é fundamental”, pois “elas podem tornar-se fontes de evangelização para os outros, enquanto a sua oração, nascida de corações confiantes, atrai o Espírito de Deus ao mundo”.

Projetos em países em dificuldade

Ao lado da oração, a AIS apoia projetos que visam melhorar a vida das crianças que vivem muitas situações difíceis no mundo, como as crianças do Líbano, onde tenta garantir material escolar a quem não tem, ou as do Sudão do Sul, Cuba e Uruguai, onde são fornecidas Bíblias às crianças para orientá-las em “seu caminho de fé”.

A Assembleia do Sínodo sobre a Sinodalidade, que acontece até 27 de outubro, tem a presença de um bom número de mulheres, com voz

A Assembleia do Sínodo sobre a Sinodalidade, que acontece até 27 de outubro, tem a presença de um bom número de mulheres, com voz e voto, que trazem para a sala do Sínodo o desejo de serem cada vez mais ouvidas e reconhecidas na vida cotidiana da Igreja.

O encontro do dia 19, uma iniciativa particular das mulheres participantes da Assembleia Sinodal, é mais uma prova do desejo do Papa Francisco de ouvir a todos.  A iniciativa deve ser um momento para as mulheres se apresentarem e dizerem ao Papa as angústias, as esperanças e alegrias, apresentando muito do trabalho que já fazem na vida das comunidades, paróquias, pastorais, movimentos, dioceses, inclusive na Cúria vaticana.

A ocasião é uma oportunidade para reafirmar os passos dados desde a primeira sessão do Sínodo sobre a Sinodalidade, realizada em outubro de 2023: dar visibilidade para as mulheres, o reconhecimento das mulheres na Igreja e que a Igreja possa ter esse olhar feminino.

Leigas no Sínodo

A presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), Sônia Gomes de Oliveira, participa do Sínodo e disse que o momento “não é um evento, mas um modo de ser Igreja, e esse modo de ser Igreja nos convoca, não para esperar o final do Sínodo”.

Sônia Gomes de Oliveira, presidente do CNLB

Sônia Gomes de Oliveira fez um chamado para que “nós leigos, leigas, desde já tenhamos esse compromisso de sair desta noite escura e gritar por todos os lugares aonde formos: Jesus ressuscitou, e se ele ressuscitou, como Madalena fez, nós podemos dizer, é tempo novo na Igreja, é tempo de uma Igreja sinodal, uma Igreja que aproxima, uma Igreja que ama, uma Igreja que chega junto daqueles e daquelas, uma Igreja com estruturas que favoreçam o encontro, o diálogo e a escuta, e nós leigos, leigas, somos responsáveis por essa Igreja”.

 

 

 

Publicação: vaticannews.va
Hoje, 09 de outubro de 2024, na Audiência Geral, o Papa pediu mais uma vez aos fiéis que invoquem a Virgem para a harmonia
Hoje, 09 de outubro de 2024, na Audiência Geral, o Papa pediu mais uma vez aos fiéis que invoquem a Virgem para a harmonia entre os povos, em particular rezando a oração mariana neste mês a Ela dedicado. A Nossa Senhora “confiamos o sofrimento das populações que sofrem a loucura da guerra”, disse o Pontífice.

O Papa Francisco convidou mais uma vez a rezar pelo fim de todos os conflitos no mundo no final da Audiência Geral, desta quarta-feira (09/10), realizada na Praça São Pedro. No domingo passado, na Basílica de Santa Maria Maior, Francisco pediu a intercessão da Salus Populi Romani, durante a oração do Rosário suplicando a paz tão desejada. Nesta quarta-feira, durante a saudação aos peregrinos de língua italiana, o Papa pediu aos fiéis para “valorizarem” a “tradicional oração mariana” neste mês a ela dedicado.

Exorto todos vocês a rezarem o Rosário todos os dias, abandonando-se com confiança nas mãos de Maria. A ela, mãe carinhosa, confiamos o sofrimento e o desejo de paz das populações que sofrem a loucura da guerra, em particular a martirizada Ucrânia, Palestina, Israel, Mianmar e Sudão.

Na saudação aos peregrinos alemães, o Papa convidou a deixar-se “conduzir por Maria em direção ao seu filho Jesus, e a rezar juntos pela paz no mundo e pela unidade da Igreja”.

Publicação: vaticannews.va
Os jovens dos grupos juvenis da Arquidiocese de Vitória estão se preparando para a missão que vai acontecer em novembro, nos dias 9 e

Os jovens dos grupos juvenis da Arquidiocese de Vitória estão se preparando para a missão que vai acontecer em novembro, nos dias 9 e 10. Jovens das Áreas Pastorais de Vitória, Vila Velha e Serra irão se juntar aos jovens da paróquia São Pedro em Muquiçaba, Guarapari para visitar famílias em suas casas. “Serão cerca de 60 jovens que têm como proposta promover um encontro entre diferentes gerações e realidades para uma profunda experiência pastoral”, disse Amanda da Comissão Para a Juventude.

Os diáconos permanentes da Arquidiocese de Vitória preparam retiro anual com o tema Igreja, uma sinfonia vocacional. O retiro será orientado por pe. Guilherme

Os diáconos permanentes da Arquidiocese de Vitória preparam retiro anual com o tema Igreja, uma sinfonia vocacional.

O retiro será orientado por pe. Guilherme Maia Júnior, assessor do Serviço de Animação Vocacional da CNBB, Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil.

18 a 20 de outubro – início às 18h e término após o almoço

Casa de Retiros de Anchieta.

Informações na Escola Diaconal: 3233-2942

Estão abertas as inscrições para XVII Congresso Nacional da Pastoral Familiar, que ocorrerá nos dias 12, 13 e 14 de setembro de 2025, no

Estão abertas as inscrições para XVII Congresso Nacional da Pastoral Familiar, que ocorrerá nos dias 12, 13 e 14 de setembro de 2025, no moderno Centro de Convenções de João Pessoa. Com o tema “Família Peregrina da Esperança” e o lema “Um Só Coração, Uma Só Alma” (At 4,32), o evento promete ser um marco para as famílias católicas de todo o país.

O evento reunirá famílias, agentes pastorais e líderes religiosos de diversas regiões do Brasil. Este encontro será uma oportunidade única para discutir e refletir sobre os desafios e esperanças que envolvem a família cristã na sociedade contemporânea.

Inscreva-se já: congressopastoralfamiliar.org.br

A preparação da Arquidiocese de Vitória para o Jubileu 2025 já superou a segunda etapa. As propostas colhidas na reunião da Colegiada foram apresentadas

A preparação da Arquidiocese de Vitória para o Jubileu 2025 já superou a segunda etapa. As propostas colhidas na reunião da Colegiada foram apresentadas ao Copav no dia 5 de outubro de 2024.
As ideias gerais foram aprovadas, mas ainda passarão por outra instância antes antes da divulgação. Previstos momentos celebrativos, de oração e peregrinações, como experiência de fé; avaliações da ação pastoral e missionária, como anúncio de esperança e um olhar de compaixão para com os mais necessitados, como experiências de caridade. O processo terá como texto bíblico orientativo, o livro do Levítico e o capítulo 4 do Evangelho de São Lucas.
Dom Dario Campos, arcebispo de Vitória, introduziu a reunião lembrando que nos mês de outubro celebramos grandes santos: Santa Terezinha, São Francisco de Assis e Nossa Senhora Aparecida. Recordou o pedido do Papa Francisco para que sejamos Igreja em Saída, traduzido por dom Dario como “Igreja que acolhe quem vem e vai ao encontro dos afastados”. Dom Dario insistiu ainda na importância da escuta da realidade e do Espírito para assumir a missão de anunciar a esperança.
O Arcebispo encerrou com duas frases de São Francisco, ditas no final da vida e que podem servir para nós: 1. Vamos começar tudo de novo porque até agora pouco ou nada fizemos 2. Eu fiz a minha parte, que Jesus ajude vocês a fazer a de vocês.
A fundamentação bíblica para celebrar o Jubileu foi exposta por dom Andherson Franklin, bispo auxiliar. Na sequência Comissões, Áreas Pastorais e Vicariatos relembraram ações realizadas.
Destaque para a mudança na dinâmica de preparação para a Campanha da Fraternidade que em 2025 vai acontecer nas Áreas Pastorais e os treinamentos que também serão feitos nas mesmas; os 7 mil atendimentos e 300 exames realizados pelos 34 voluntários na missão Laguna Negra; os congressos missionário e de catequese; as missões com os coordenadores de Círculo Bíblico; as ações de solidariedade realizadas pela Comissão Vida e Família e a missão jovem que vai acontecer na paróquia S. Pedro em Muquiçaba, Guarapari..
Todos foram convidados para:

Encerramento das atividades pastorais

  •  23 de novembro no Ginásio Dom Bosco.
  • De 14h às 17h.
  • A missa será presidida por dom Dario às 16h.

Abertura Solene do Ano Jubilar:

  • 29/12/2024, Catedral Metropolitana de Vitória.
  • Saindo da São Gonçalo, às 10h.
  • Chegada à Catedral, às 11h, para a Solene Concelebração.

O mês de outubro, a Igreja Católica dedica às missões. Datas comemorativas servem, de maneira geral, para nos despertar ou lembrar a importância daquilo

O mês de outubro, a Igreja Católica dedica às missões. Datas comemorativas servem, de maneira geral, para nos despertar ou lembrar a importância daquilo que é comemorado. Neste sentido a missão é algo que está na natureza de ser Igreja. Anunciar a Palavra de Deus, anunciar Jesus e principalmente, ser presença nos lugares que mais necessitam.

Para este ano, a Arquidiocese de Vitória, propões duas atividades: a primeira é fazer a novena missionária. Para isso foram enviados a todas as paróquias, cadernos da novena. Mas, você pode acessar clicando no link aqui.

O segundo é participar com a coleta para as missões que será feita em todas as paróquias e comunidades nos dias 19 e 20 de outubro. Esta coleta serve para apoiar projetos missionários ao redor do mundo e é coordenado pela POM, Pontifícias Obras Missionárias.

O coordenador da Comissão Missionária da Arquidiocese de Vitória, ao se dirigir às paróquias, citou o Papa Francisco: ser missionário é “ir ao encontro de todos com alegria, sempre com proximidade, compaixão e ternura, que refletem o modo de ser e agir de Deus”.

Leia a mensagem do Papa na íntegra.

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
PAPA FRANCISCO
PARA O XCVIII DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2024

20 de outubro de 2024

Ide e convidai a todos para o banquete (cf. Mt 22, 9)

Queridos irmãos e irmãs!

Para o Dia Mundial das Missões deste ano, tirei o tema da parábola evangélica do banquete nupcial (cf. Mt 22, 1-14). Depois que os convidados recusaram o convite, o rei – protagonista da narração – diz aos seus servos: «Ide às saídas dos caminhos e convidai para as bodas todos quantos encontrardes» (22, 9). Refletindo sobre esta frase-chave, no contexto da parábola e da vida de Jesus, podemos ilustrar alguns aspetos importantes da evangelização. Tais aspetos revelam-se particularmente atuais para todos nós, discípulos-missionários de Cristo, nesta fase final do percurso sinodal que, de acordo com o lema «Comunhão, participação, missão», deverá relançar na Igreja o seu empenho prioritário, isto é, o anúncio do Evangelho no mundo contemporâneo.

1. «Ide e convidai»: a missão como ida incansável e convite para a festa do Senhor

No início da ordem do rei aos seus servos, há dois verbos que expressam o núcleo da missão: «ide» e chamai, «convidai».

Quanto ao primeiro verbo, convém recordar que antes os servos tinham sido já enviados para transmitir a mensagem do rei aos convidados (cf. 22, 3-4). Daqui se deduz que a missão é ida incansável rumo a toda a humanidade para a convidar ao encontro e à comunhão com Deus. Incansável! Deus, grande no amor e rico de misericórdia, está sempre em saída ao encontro de cada ser humano para o chamar à felicidade do seu Reino, apesar da indiferença ou da recusa. Assim Jesus Cristo, bom pastor e enviado do Pai, andava à procura das ovelhas perdidas do povo de Israel e desejava ir mais além para alcançar também as ovelhas mais distantes (cf. Jo 10, 16). Quer antes quer depois da sua ressurreição, disse aos discípulos «ide», envolvendo-os na sua própria missão (cf. Lc 10, 3; Mc 16, 15). Por isso, a Igreja continuará a ultrapassar todo e qualquer limite, sair incessantemente sem se cansar nem desanimar perante dificuldades e obstáculos, a fim de cumprir fielmente a missão recebida do Senhor.

Aproveito o momento para agradecer aos missionários e missionárias que, respondendo ao chamamento de Cristo, deixaram tudo e partiram para longe da sua pátria a fim de levar a Boa Nova aonde o povo ainda não a recebera ou só recentemente é que a conheceu. Irmãs e irmãos muito amados, a vossa generosa dedicação é expressão tangível do compromisso da missão ad gentes que Jesus confiou aos seus discípulos: «Ide e fazei discípulos de todos os povos» (Mt 28, 19). Por isso continuamos a rezar e a agradecer a Deus pelas novas e numerosas vocações missionárias para esta obra de evangelização até aos confins da terra.

E não esqueçamos que todo o cristão é chamado a tomar parte nesta missão universal com o seu testemunho evangélico em cada ambiente, para que toda a Igreja saia continuamente com o seu Senhor e Mestre rumo às «saídas dos caminhos» do mundo atual. Sim, «hoje o drama da Igreja é que Jesus continua a bater à porta, mas da parte de dentro, para que O deixemos sair! Muitas vezes acabamos por ser uma Igreja (…) que não deixa o Senhor sair, que O retém como “propriedade sua”, quando o Senhor veio para a missão e quer que sejamos missionários» (Discurso aos participantes no Congresso promovido pelo Dicastério para os leigos, a família e a vida, 18/II/2023). Oxalá todos nós, batizados, nos disponhamos a sair de novo, cada um segundo a própria condição de vida, para iniciar um novo movimento missionário, como nos alvores do cristianismo.

Voltando à ordem do rei aos servos na parábola, vemos que caminham lado a lado o «ir» e o chamar ou, mais precisamente, «convidar»: «Vinde às bodas!» (Mt 22, 4). Isto faz-nos vislumbrar outro aspeto, não menos importante, da missão confiada por Deus. Como se pode imaginar, aqueles servos-mensageiros transmitiam o convite do soberano assinalando a sua urgência, mas faziam-no também com grande respeito e gentileza. De igual modo, a missão de levar o Evangelho a toda a criatura deve ter, necessariamente, o mesmo estilo d’Aquele que se anuncia. Ao proclamar ao mundo «a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 36), os discípulos-missionários fazem-no com alegria, magnanimidade, benevolência, que são fruto do Espírito Santo neles (cf. Gal 5, 22); sem imposição, coerção nem proselitismo; mas sempre com proximidade, compaixão e ternura, que refletem o modo de ser e agir de Deus.

2. «Para o banquete»: a perspetiva escatológica e eucarística da missão de Cristo e da Igreja

Na parábola, o rei pede aos seus servos que levem o convite para o banquete das bodas de seu filho. Este banquete reflete o banquete escatológico; é imagem da salvação final no Reino de Deus – já em realização com a vinda de Jesus, o Messias e Filho de Deus, que nos deu a vida em abundância (cf. Jo 10, 10), simbolizada pela mesa preparada com «carnes gordas, acompanhadas de vinhos velhos» –, quando Deus «aniquilar a morte para sempre» (cf. Is 25, 6-8).

A missão de Cristo é missão da plenitude dos tempos, como Ele mesmo declarou no início da sua pregação: «Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo» (Mc 1, 15). Ora, os discípulos de Cristo são chamados a continuar esta mesma missão do seu Mestre e Senhor. A propósito, recordemos o ensinamento do Concílio Vaticano II sobre o caráter escatológico do compromisso missionário da Igreja: «A atividade missionária desenrola-se entre o primeiro e o segundo advento do Senhor (…). Antes de o Senhor vir, tem de ser pregado o Evangelho a todos os povos» (Decr. Ad gentes, 9).

Sabemos que o zelo missionário, nos primeiros cristãos, possuía uma forte dimensão escatológica. Sentiam a urgência do anúncio do Evangelho. Também hoje é importante ter presente tal perspetiva, porque nos ajuda a evangelizar com a alegria de quem sabe que «o Senhor está perto» e com a esperança de quem propende para a meta, quando estivermos todos com Cristo no seu banquete nupcial no Reino de Deus. Assim, enquanto o mundo propõe os vários «banquetes» do consumismo, do bem-estar egoísta, da acumulação, do individualismo, o Evangelho chama a todos para o banquete divino onde reinam a alegria, a partilha, a justiça, a fraternidade, na comunhão com Deus e com os outros.

Temos esta plenitude de vida, dom de Cristo, antecipada já agora no banquete da Eucaristia, que a Igreja celebra por mandato do Senhor em memória d’Ele. Por isso o convite ao banquete escatológico, que levamos a todos na missão evangelizadora, está intrinsecamente ligado ao convite para a mesa eucarística, onde o Senhor nos alimenta com a sua Palavra e com o seu Corpo e Sangue. Como ensinou Bento XVI, «em cada celebração eucarística realiza-se sacramentalmente a unificação escatológica do povo de Deus. Para nós, o banquete eucarístico é uma antecipação real do banquete final, preanunciado pelos profetas (cf. Is 25, 6-9) e descrito no Novo Testamento como “as núpcias do Cordeiro” (Ap 19, 7-9), que se hão de celebrar na comunhão dos santos» (Exort. ap. pós-sinodal Sacramentum caritatis, 31).

Assim, todos somos chamados a viver mais intensamente cada Eucaristia em todas as suas dimensões, particularmente a escatológica e a missionária. Reafirmo, a este respeito, que «não podemos abeirar-nos da mesa eucarística sem nos deixarmos arrastar pelo movimento da missão que, partindo do próprio Coração de Deus, visa atingir todos os homens» (Ibid., 84). A renovação eucarística, que muitas Igrejas Particulares têm louvavelmente promovido no período pós-Covid, será fundamental também para despertar o espírito missionário em todo o fiel. Com quanta mais fé e ímpeto do coração se deveria pronunciar, em cada Missa, a aclamação «Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!»

Por conseguinte, no Ano dedicado à oração como preparação para o Jubileu de 2025, desejo convidar a todos para intensificarem também e sobretudo a participação na Missa e a oração pela missão evangelizadora da Igreja. Esta, obediente à palavra do Salvador, não cessa de elevar a Deus, em cada celebração eucarística e litúrgica, a oração do Pai Nosso com a invocação «Venha a nós o vosso Reino». E assim a oração quotidiana e de modo particular a Eucaristia fazem de nós peregrinos-missionários da esperança, a caminho da vida sem fim em Deus, do banquete nupcial preparado por Deus para todos os seus filhos.

3. «Todos»: a missão universal dos discípulos de Cristo e a Igreja toda sinodal-missionária

A terceira e última reflexão diz respeito aos destinatários do convite do rei: «todos». Como sublinhei, «no coração da missão, está isto: aquele “todos”. Sem excluir ninguém. Todos. Por conseguinte, cada uma das nossas missões nasce do Coração de Cristo, para deixar que Ele atraia todos a Si» (Discurso aos participantes na Assembleia Geral das Pontifícias Obras Missionárias, 03/VI/2023). Ainda hoje, num mundo dilacerado por divisões e conflitos, o Evangelho de Cristo é a voz mansa e forte que chama os homens a encontrarem-se, a reconhecerem-se como irmãos e a alegrarem-se pela harmonia entre as diversidades. Deus «quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade» (1 Tim 2, 4). Por isso, nas nossas atividades missionárias, nunca nos esqueçamos que somos enviados a anunciar o Evangelho a todos, e «não como quem impõe uma nova obrigação, mas como quem partilha uma alegria, indica um horizonte estupendo, oferece um banquete apetecível» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 14).

Os discípulos-missionários de Cristo trazem sempre no coração a preocupação por todas as pessoas, independentemente da sua condição social e mesmo moral. A parábola do banquete diz-nos que, seguindo a recomendação do rei, os servos reuniram «todos aqueles que encontraram, maus e bons» (Mt 22, 10). Além disso, os convidados especiais do rei são precisamente «os pobres, os estropiados, os cegos e os coxos» (Lc 14, 21), isto é, os últimos e os marginalizados da sociedade. Assim, o banquete nupcial do Filho, que Deus preparou, permanece para sempre aberto a todos, porque grande e incondicional é o seu amor por cada um de nós. «Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que n’Ele crê não se perca, mas tenha a vida eterna» (Jo 3, 16). Toda a gente, cada homem e cada mulher, é destinatário do convite de Deus para participar na sua graça que transforma e salva. Basta apenas dizer «sim» a este dom divino gratuito, acolhendo-o e deixando-se transformar por ele, como se se revestisse com um «traje nupcial» (cf. Mt 22, 12).

A missão para todos requer o empenho de todos. Por isso é necessário continuar o caminho rumo a uma Igreja, toda ela, sinodal-missionária ao serviço do Evangelho. De per si a sinodalidade é missionária e, vice-versa, a missão é sempre sinodal. Por conseguinte, hoje, é ainda mais urgente e necessária uma estreita cooperação missionária seja na Igreja universal, seja nas Igrejas Particulares. Na esteira do Concílio Vaticano II e dos meus antecessores, recomendo a todas as dioceses do mundo o serviço das Pontifícias Obras Missionárias, que constituem meios primários «quer para dar aos católicos um sentido verdadeiramente universal e missionário logo desde a infância, quer para promover coletas eficazes de subsídios para bem de todas as missões segundo as necessidades de cada uma» (Decr. Ad gentes, 38). Por esta razão, as coletas do Dia Mundial das Missões em todas as Igrejas Particulares são inteiramente destinadas ao Fundo Universal de Solidariedade, que depois a Pontifícia Obra da Propagação da Fé distribui, em nome do Papa, para as necessidades de todas as missões da Igreja. Peçamos ao Senhor que nos guie e ajude a ser uma Igreja mais sinodal e mais missionária (cf. Homilia na Missa de encerramento da Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, 29/X/2023).

Por fim, voltemos o olhar para Maria, que obteve de Jesus o primeiro milagre precisamente numa festa de núpcias, em Caná da Galileia (cf. Jo 2, 1-12). O Senhor ofereceu aos noivos e a todos os convidados a abundância do vinho novo, sinal antecipado do banquete nupcial que Deus prepara para todos no fim dos tempos. Também hoje peçamos a sua intercessão materna para a missão evangelizadora dos discípulos de Cristo. Com o júbilo e a solicitude da nossa Mãe, com a força da ternura e do carinho (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 288), saiamos e levemos a todos o convite do Rei Salvador. Santa Maria, Estrela da evangelização, rogai por nós!

Roma – São João de Latrão, na Festa da Conversão de São Paulo, 25 de janeiro de 2024.

FRANCISCO

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