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Comunidades Eclesiais Missionárias na Dinâmica da Sinodalidade é o tema do curso que vai acontecer em outubro. A iniciativa é  é do CCM, Centro Cultural

Comunidades Eclesiais Missionárias na Dinâmica da Sinodalidade é o tema do curso que vai acontecer em outubro. A iniciativa é  é do CCM, Centro Cultural Missionário, em parceria com a Comissão Episcopal para a Comunicação Social da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O curso é sugerido para coordenadores diocesanos de pastoral.

  • 15 e 16 de outubro de 2024 – on-line – Disponível para ser assistida a qualquer horário
    REALIZAÇÃO: Edições CNBB e CCM
    PLATAFORMA: Edições CNBB
    MODALIDADE: acesso assíncrono
    ASSESSORES:

    • Dom Maurício da Silva Jardim,
    • Pe. Antônio Niemiec, CSsR,
    • Pe. Tiago Ávila Camargo

    CUSTO: R$ 40,00

Saiba mais clicando aqui.

Na manhã deste último domingo (22/09) ocorreu, pela imposição de mãos de Dom Dario Campos – OFM, Arcebispo da Arquidiocese de Vitória, a ordenação

Na manhã deste último domingo (22/09) ocorreu, pela imposição de mãos de Dom Dario Campos – OFM, Arcebispo da Arquidiocese de Vitória, a ordenação de mais um Padre para a Igreja de Vitória.

Pe Juliano Nascimento Machado foi ordenado presbítero, em solene celebração ocorrida na Matriz Nossa Senhora da Conceição, em Guarapari (Centro).

O Seminário Nossa Senhora da Penha colaborou na organização e no serviço litúrgico da celebração, a qual contou com a presença de muitos padres, diáconos, religiosos e fiéis leigos.

Rezemos pela vida e ministério de Pe Juliano, para que, pela intercessão da Virgem Maria, a mãe das vocações, tenha um ministério fecundo e santo.

#church
#arquivix
#igrejacatólica

O tema escolhido para 2025, inspirado em 1 Pd 3,15-16, chama a atenção para o fato de que hoje a comunicação é muitas vezes
O tema escolhido para 2025, inspirado em 1 Pd 3,15-16, chama a atenção para o fato de que hoje a comunicação é muitas vezes violenta, visando atacar e não estabelecer as condições para o diálogo. É, então, necessário desarmar a comunicação, purificá-la da agressão.

“Partilhai com mansidão a esperança que está nos vossos corações” (cf. 1 Pd 3, 15-16) é o tema do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais, como divulgado nesta terça-feira, 24 de setembro, pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

Tema que chama a atenção para o fato de que hoje a comunicação é muitas vezes violenta, visando atacar e não estabelecer as condições para o diálogo. É, então, necessário desarmar a comunicação, purificá-la da agressão.

Dos talk shows televisivos às guerras verbais nas redes sociais, o paradigma que corre o risco de prevalecer é o da competição, da oposição e do desejo de dominar.

“Para nós, cristãos – chama a atenção o comunicado – a esperança é uma pessoa e é Cristo. E está sempre ligada a um projeto comunitário; quando falamos de esperança cristã não podemos ignorar uma comunidade que vive a mensagem de Jesus de forma credível, ao ponto de dar um vislumbre da esperança que ela traz consigo, e é capaz de comunicar ainda hoje a esperança de Cristo com as obras e as palavras.”

Divulgação: site vaticannews.va
O Papa Francisco expressou sua preocupação com as implicações negativas da Inteligência Artificial. O discurso do Papa foi entregue aos participantes na Assembleia da
O Papa Francisco expressou sua preocupação com as implicações negativas da Inteligência Artificial. O discurso do Papa foi entregue aos participantes na Assembleia da Pontifícia Academia das Ciências. A publicação é do site vaticannews.va
No discurso entregue à Pontifícia Academia das Ciências, Francisco expressa preocupação pelo forte impacto da humanidade na natureza e nos ecossistemas e nos convida a considerar os benefícios e as graves implicações negativas da Inteligência Artificial, que pode “moldar a opinião pública, influenciar as escolhas de consumo e interferir nos processos eleitorais”. O Pontífice recomenda considerar as “dimensões imutavelmente humanas e éticas de todo o progresso científico e tecnológico”.

“Todos nós estamos cada vez mais preocupados com o forte impacto da humanidade sobre a natureza e os ecossistemas.” É o que escreve o Papa Francisco no discurso entregue aos participantes da assembleia plenária da Pontifícia Academia das Ciências, nesta segunda-feira (23/09).

No texto, o Papa agradece ao presidente da Pontifícia Academia das Ciências, Joachim von Braun, e ao chanceler, cardeal Peter Turkson, e aos acadêmicos por terem escolhido os temas do Antropoceno e da Inteligência Artificial para estudo e debate na Assembleia Plenária deste ano.

Segundo Francisco, alguns membros desta Academia “foram os primeiros a identificar o impacto crescente das atividades humanas sobre a criação, estudando os riscos e problemas relacionados a ele. O Antropoceno está de fato revelando suas consequências cada vez mais dramáticas para a natureza e para os seres humanos, especialmente na crise climática e na perda de biodiversidade”.

O Papa agradece a Pontifícia Academia das Ciências por “continuar concentrar-se em questões como estas, com particular atenção às suas implicações para os pobres e marginalizados. As ciências, na sua busca de conhecimento e compreensão do mundo físico, nunca devem perder de vista a importância de utilizar esse conhecimento para servir e promover a dignidade das pessoas e da humanidade como um todo”.

“Como o mundo enfrenta sérios desafios sociais, políticos e ambientais, vemos claramente a urgência de um contexto mais amplo, em que o discurso público inclusivo não seja apenas informado por diferentes disciplinas científicas, mas também pela participação de todos os componentes sociais”, escreve Francisco, elogiando a intenção da Academia, em suas várias Conferências, de prestar atenção, em seus debates, às pessoas marginalizadas e pobres, incluindo os povos indígenas e sua sabedoria.

A propósito de Inteligência Artificial, o Papa recorda que ela pode ser benéfica para a humanidade, “ao promover inovações nos campos da medicina e da saúde, além de ajudar a proteger o ambiente natural e possibilitar o uso sustentável de recursos à luz das mudanças climáticas. Entretanto, como vemos, ela também pode ter sérias implicações negativas para a população, especialmente para crianças e adultos vulneráveis. Além disso, é necessário reconhecer e prevenir os riscos de usos manipuladores da Inteligência Artificial para moldar a opinião pública, influenciar as escolhas de consumo e interferir nos processos eleitorais”.

Segundo Francisco, “esses desafios nos lembram as dimensões imutavelmente humanas e éticas de todo o progresso científico e tecnológico”. O Papa reitera “a convicção da Igreja de que «a dignidade intrínseca de cada pessoa e a fraternidade que nos une como membros da única família humana devem estar na base do desenvolvimento das novas tecnologias […]. Os desenvolvimentos tecnológicos que não levam a uma melhoria da qualidade de vida de toda a humanidade, mas, pelo contrário, aumentam as desigualdades e os conflitos, nunca podem ser considerados um verdadeiro progresso»”.

“Neste sentido, o impacto das formas de Inteligência Artificial em cada população e na Comunidade internacional requer maior atenção e estudo. Apraz-me saber que a Pontifícia Academia das Ciências está trabalhando, por sua vez, para propor regras adequadas para prevenir riscos e promover benefícios neste campo complexo”, escreve ainda o Pontífice.

“Num momento em que as crises, as guerras e as ameaças à segurança mundial parecem prevalecer, as contribuições” da Pontifícia Academia das Ciências “para o progresso do conhecimento a serviço da família humana são ainda mais importantes para a causa da paz mundial e da cooperação internacional”, conclui o Papa.

Pe. Diego Azevedo, retorna ao Brasil no próximo dia 27 de setembro de 2024. Após dois anos, pe. Diego finalizou os estudos e defendeu

Pe. Diego Azevedo, retorna ao Brasil no próximo dia 27 de setembro de 2024.

Após dois anos, pe. Diego finalizou os estudos e defendeu sua dissertação de mestrado em teologia espiritual, com o tema: O contributo da espiritualidade do Sagrado Coração de Jesus para a espiritualidade do presbítero diocesano.

A Arquidiocese de Vitória acolhe pe. Diego e reza pedindo a Deus que continue a iluminá-lo em sua missão presbiteral.

Foi ordenado padre, hoje, 22 de setembro de 2024, Juliano do Nascimento Machado. A cerimônia de ordenação aconteceu na igreja matriz da paróquia Nossa

Foi ordenado padre, hoje, 22 de setembro de 2024, Juliano do Nascimento Machado. A cerimônia de ordenação aconteceu na igreja matriz da paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Guarapari às 10h. O novo padre é natural de Guarapari e seus familiares pertencem à paróquia São José. Uma multidão lotou a igreja, cerca de 2.300 pessoas.

A emoção iniciou com os aplausos quando dom Dario Campos, arcebispo de Vitória, interrogou os presentes sobre a ordenação presbiteral do diácono Juliano, e manteve-se durante toda a cerimônia.

Participaram deste momento os recém-ordenados padres, colegas de caminhada; padres da Arquidiocese; representantes das paróquias onde Juliano fez estágio pastoral; diáconos transitórios da diocese de São Mateus; amigos e familiares. Presidiu a ordenação, dom Dario Campos, arcebispo de Vitória.

 

Toda a celebração foi acompanhada pelo grupo de canto da paróquia São José, que preparou  tudo juntamente com a paróquia Nossa Senhora da Conceição. A primeira leitura foi proclamada por Pedro de 9 anos, da paróquia Sta. Teresa de Calcutá.

Desde o pedido do reitor do Seminário, pe. Jorge Campos, para que o diácono fosse aceite ao presbiterato, até à oração consecratória, passando pela ladainha, imposição das mãos, colocação das vestes, unção das mãos e acolhida no presbitério, o diac. Juliano expressou sua emoção com um choro quase contínuo que comoveu a assembleia.

Dom Dario fez algumas recomendações durante a homilia e iniciou lembrando “como faz bem ter um padre bom, um padre que luta por uma Igreja ministerial e evangelizadora, um padre empenhado numa pregação bem preparada e vivenciada, um padre profundamente ligado à vida e à formação de seu povo”. Em seguida dom Dario referiu-se às leituras: incompreensão dos discípulos, que mesmo percorrendo um longo caminho com Jesus, não entendiam o anúncio da morte e ressurreição. Dirigindo-se diretamente ao diácono disse: “você meu irmão, diácono Juliano, que hoje será ordenado presbítero, abrace a cruz de Cristo e assuma com alegria evangélica este sinal da salvação concedido por Deus a todos, de maneira especial, colocando-se ao lado dos que sofrem, e passam por tribulações e privações, dos que estão à beira do caminho, ou seja, os pobres. Para que isso aconteça, cultive os seus momentos de oração pessoal e comunitária e jamais se distancie dos teus irmãos de presbitério, espaço no qual você sempre será formado”.

Pe. Juliano manifestou e expressou o carinho e amor pelos pais e pelo irmão e no momento de agradecimentos fez seu primeiro pedido como padre: que as famílias incentivem as vocações sacerdotais. O novo sacerdote agradeceu a todos que o acompanharam ao longo de sua caminhada e acentuou a importância das amizades que construiu. Lembrou que ali naquela igreja foi batizado e a alegria de voltar ali “agora como servo de Deus”.

A pe. Juliano que ele seja feliz no exercício de seu sacerdócio e que Deus abençoe sua missão.

Saiba mais sobre o novo sacerdote

Antes da ordenação presbiteral, o Vicariato para a Comunicação conversou com o diácono Juliano do Nascimento Machado, para conhecer um pouco mais de sua história vocacional e vivências neste momento importante para sua caminhada vocacional.

A oração consecratória é o momento que Juliano aguarda com mais ansiedade. Ele lembra da emoção que sentiu ao ser ordenado diácono: “fico até emocionado, quando fecho os olhos, parece que estou ouvindo de novo a oração que me consagrou diácono e a imposição das mãos de dom Dario na minha cabeça”, acredito que será ainda mais emocionante”.

Na ordenação diaconal, Juliano estava acompanhado por mais três colegas de turma e de Seminário, mas para ele, “aquele momento foi singular, eu senti que era a minha ordenação e não do grupo, mas agora é ordenação presbiteral, por conta disso a emoção pode ser maior”.

Perguntamos sobre o início de sua vocação e ele respondeu: “desde os meus cinco anos, quando tenho memórias afetivas dessa época, eu me vejo na Igreja. Minha mãe me incentivou muito, mas eu não pensava em ser padre. Lembro-me que com nove anos, na minha timidez (eu era muito tímido), pedi para minha mãe que eu queria ler na Igreja. Minha pediu para a coordenadora da liturgia e ela autorizou. Depois passei a participar do Círculo Bíblico e aos 12 nos já ajudava a fazer as reflexões. Por isso, tenho um carinho muito grande por essa pastoral, a minha vocação começa a nascer ali”.

Vic. E depois?

Juliano: Depois, participei do grupo de jovens e fui coroinha até à chegada de pe. Sandro (pe. Alexandro Firmino Barbosa). Com pe. Sandro fui cerimoniário e ele começou a me dizer que eu tinha vocação, mas eu negava e dizia que não queria. Eu queria fazer faculdade e tinha a ideia de que o padre vivia na solidão, afastado de tudo e de todos. No final de 2014, pe. Sandro me chamou pra uma visita aos enfermos na Comunidade São Benedito. Na primeira visita senti algo diferente no meu coração ao perceber a alegria da senhora que visitamos. No final das visitas falei com o padre que gostaria de participar dos encontros vocacionais. Pe. Sandro me acompanhou naquele ano e no ano seguinte participei dos encontros vocacionais e entrei no Propedêutico e em 2017 fui acolhido no Seminário”.

Vic: Em algum momento pensou em desistir?

Juliano: Quando eu retornava de férias para o Seminário sempre me perguntava se era aquilo mesmo que eu queria. Mas, quando chegava no Seminário esses pensamentos cessavam. Durante a pandemia também tive dúvidas se deveria retornar ao Seminário. Nesse momento foi o pe. Ermindo (Ermindo Rapozo de Assis), que me ajudou a superar a falta da rotina do Seminário e o repensar a vocação. A própria pandemia me fez repensar a minha caminhada vocacional.

Vic: O que esses momentos te proporcionaram?

Juliano: Um crescimento humano e espiritual. Humano porque os lugares por onde passei e as vivências que tive, me ajudaram a enxergar o outro na sua particularidade. Passei pelas paróquias Santíssima Trindade, Santa Tersa de Calcutá e Sagrada Família em Jr. Camburi e eu tive que entrar em cada realidade para compreender as diferenças.

Quando fui para Santa Teresa de Calcutá, as pessoas diziam, ‘você vai para Tersa de Calcutá? Que medo’! Mas lá um encontrei um povo de muita fé, um povo que vivendo em meio à violência, não deixa de abraçar a fé, não perde a fé, não perde a esperança. Ali encontrei pessoas que agregaram valor aos meus valores”.

Espiritual porque ao rezar com o povo de Itararé, de Jr. Camburi e de Vila Capixaba, cada um com seu modo, eu percebi que podia rezar não só com o meu modo, mas também com o do outro. Nesse sentido todos me ajudaram a crescer espiritualmente.

Vic: Tem expectativa para onde vai?

Juliano: Nunca passou pela minha cabeça para onde eu vou. Ansioso para saber, estou, mas para qual realidade, vou com o coração muito aberto, assim como eu fui para o Pará fazer a experiência diaconal. O Seminário me ajudou a enxergar que cada paróquia tem suas particularidades e eu irei para somar e não para dividir.

Vic: O que a experiência em Araguaia acrescentou na sua vida?

Juliano: Perceber que apesar da realidade diferente, distinta da nossa, mas um povo que se assemelha, porque engajado nas paróquias e nas comunidades, que a Igreja aqui e lá é a mesma Igreja Católica, foi uma experiência que me ajudou a crescer mais um pouquinho. Sinto saudades até hoje. Na despedida eu chorei porque sei que não verei essas pessoas tão cedo como as das paróquias de Vitória.

Vic: Você acredita que a formação que recebeu te preparou para realizar sua missão sacerdotal nessas diversidades?

Juliano: A partir do momento que entramos no Seminário, já somos enviados para uma paróquia, e isso já nos deixa em contato com a realidade eclesial. Desde o início a gente já tem prática e não só teoria.

Vic: E a convivência com os padres de diferentes idades?

Juliano: Eu fiz pastoral com um padre que estava completando 25 anos de ministério e um que tinha cinco anos, acho que o tempo é diferente, isso me ajudou a perceber que há dificuldades, em qualquer ano que estivermos, mas também há muitas graças, independente da quantidade de tempo. Os dois respeitaram o meu jeito e me trataram como irmão. Claro que o padre de 5 anos compreende melhor a nova geração, já o de 25 veio de outro momento da Igreja.

Vic: Consegue destacar um momento marcante da sua formação?

Juliano: Acho que o momento que mais me marcou foi a primeira missão. Além da experiência pastoral a gente faz missão. Foi lá na Comunidade Sto. Antônio em Buenos Aires (minha comunidade). Num dia só, visitamos 19 casas. De fato, fomos ao encontro das famílias e rezamos com elas. Foi voltar a uma realidade que eu já conhecia, mas diferente daquela que eu já havia me acostumado.

Para encerrar a entrevista, o diácono Juliano fez alguns agradecimentos: “Agradeço a oportunidade de estar aqui conversando. Expresso também minha gratidão a todos os irmãos e irmãs que encontrei durante esses oito anos de caminhada, a todas as paróquias que me acolheram e as que visitei. Agradeço ainda ao povo de Xinguara (sul do Pará). Obrigado e todos que participaram da minha formação.

Após participar da Festa de Nossa Senhora das Dores em Taviano, na província italiana Lecce, dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, bispo auxiliar de

Após participar da Festa de Nossa Senhora das Dores em Taviano, na província italiana Lecce, dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, bispo auxiliar de Vitória, visitou os padres Diego Azevedo e Ruan Coutinho no Colégio Pio Brasileiro em Roma. Pe. Diego terminou os estudos em Espiritualidade e está de volta à Arquidiocese e pe. Ruan inicia estudos de pós-graduação em Filosofia.

 

 

 

O site cnbb.org.br, divulgou como será a segunda sessão do Sínodo dos Bispos. Veja como será: Aproxima-se a segunda sessão do Sínodo dos bispos

O site cnbb.org.br, divulgou como será a segunda sessão do Sínodo dos Bispos. Veja como será:

Aproxima-se a segunda sessão do Sínodo dos bispos que trata o tema “Por uma Igreja sinodal: participação, comunhão, missão”, num longo processo de escuta iniciado em 2021. A sua organização foi apresentada no dia 16 de setembro.

A XVI Assembleia Sinodal decorrerá de 2 a 27 de outubro, mas os dias anteriores vão ser lugar de retiro. Grande atenção para a celebração penitencial de dia 1º de outubro na qual vão ser escutados testemunhos de pessoas que sofreram o pecado dos abusos, da guerra e da indiferença.

Destaque no programa para algumas atividades especiais:
– Dia 11 de outubro, na data dos 62 anos da abertura do Concílio Vaticano II, será organizada pela Comunidade de Taizé, uma vigília ecuménica;

– Nos dias 9 e 16 de outubro haverá fóruns teológico-pastorais sobre temas como o papel da autoridade do bispo numa Igreja sinodal e a relação entre Igreja-local e Igreja-universal;

– Dia 21 de outubro será de novo tempo para retiro espiritual implorando ao Senhor os seus dons para a elaboração do documento final do Sínodo.

O essencial do Instrumento de Trabalho

Recordemos aqui o essencial do Instrumentum Laboris (instrumento de trabalho – IL ) para a segunda sessão desta Assembleia Sinodal. O coração deste documento apresenta três partes com elementos essenciais da dinâmica sinodal: Relações, Percursos e Lugares.

Escuta e diálogo
Instrumentum Laboris tem como título “Como ser Igreja sinodal missionária”. O documento é a base consolidada de três anos de um caminho de reflexão, de escuta e de discernimento nas comunidades eclesiais de todo o mundo.

O texto sinodal recorda as “etapas diocesanas, nacionais e continentais, num diálogo contínuo impulsionado pela Secretaria Geral do Sínodo através de documentos de síntese e de trabalho”.

A primeira sessão da assembleia sinodal em 2023, com o seu Relatório de Síntese abriu caminho a uma consulta posterior às Igrejas locais, a partir de uma questão orientadora: “Como ser Igreja sinodal em missão?”.

Este documento agora publicado será a base para a segunda sessão do Sínodo. Um ponto de chegada, mas também de partida, que prepara a aplicação da dinâmica sinodal na Igreja.

O processo não termina em 2024

“As duas Sessões não podem ser separadas e muito menos opostas: decorrem em continuidade e sobretudo fazem parte de um processo mais amplo que, de acordo com as indicações da Constituição Apostólica Episcopalis communio, não terminará no final de outubro de 2024”, recorda a introdução do IL assinalando o “caminho de conversão e de reforma que a Segunda Sessão convidará toda a Igreja a realizar”.

“Estamos ainda a aprender como ser Igreja sinodal missionária, mas é uma missão que experienciámos poder empreender com alegria”, diz o texto.

O documento destaca especialmente a importância da metodologia sinodal da Conversação no Espírito, no caminho percorrido até ao momento.

Continuar a reflexão sobre o diaconado feminino
De destacar neste documento da Secretaria Geral do Sínodo “os aspetos da vida da Igreja abertos à participação das mulheres”, sendo referido que “frequentemente não são utilizadas” todas essas possibilidades de participação.

É afirmado que em algumas culturas há ainda uma clara “presença do machismo, sendo necessária uma participação mais ativa das mulheres em todos os setores eclesiais”. Recorda o Papa Francisco quando afirma que a perspetiva das mulheres “é indispensável nos processos decisórios e na assunção de funções nas diversas formas de pastoral e de missão”.

A este propósito, o IL informa que o tema do diaconado feminino “não será objeto dos trabalhos da Segunda Sessão”, sendo apontado que se “prossiga a reflexão teológica, com tempos e modalidades adequados”. Confia esse trabalho de amadurecimento a um dos grupos de estudo já em funcionamento no âmbito sinodal e que continuarão ativos em 2025.

Por uma conversão das “relações”
A Parte I do IL dedica-se às “Relações” e afirma que “ao longo de todo o processo sinodal e em todas as latitudes emergiu a exigência de uma Igreja não burocrática, mas capaz de nutrir as relações”.

O texto salienta que “a sinodalidade, enquanto exigência da missão, não é entendida como um expediente organizativo, mas sim vivida e cultivada como o conjunto das formas segundo as quais os discípulos de Jesus tecem relações solidárias, capazes de corresponder ao amor divino que continuamente os reúne e que são chamados a testemunhar nos contextos concretos em que se encontram”.

“Compreender como ser Igreja sinodal em missão passa, portanto, por uma conversão relacional, que reoriente as prioridades e as ações de cada um, nomeadamente daqueles que têm a missão de animar as relações ao serviço da unidade, no concreto de uma partilha de dons que liberta e enriquece todos”, refere o texto.

Especial destaque nesta parte do documento para o encontro “Párocos pelo Sínodo” que decorreu este ano no Vaticano e no qual foi sugerida “uma compreensão renovada do Ministério ordenado no horizonte da Igreja sinodal missionária”.

Propõe uma reflexão sobre “as relações, estruturas e processos que podem favorecer uma visão renovada do Ministério ordenado, passando de um modo piramidal de exercitar a autoridade para um modo sinodal”, revela o texto.

“No âmbito da promoção dos carismas e ministérios batismais, é possível implementar uma reativação das funções cuja execução não exige o sacramento da Ordem. Uma distribuição mais articulada das responsabilidades poderá indubitavelmente favorecer também processos decisórios caracterizados por um estilo mais claramente sinodal”, refere o documento.

“Percursos” de formação, discernimento e decisão
A Parte II – Percursos, “põe em evidência os processos que asseguram o cuidado e desenvolvimento das relações, em particular a união a Cristo com vista à missão e à harmonia da vida comunitária, graças à capacidade de enfrentar em conjunto conflitos e dificuldades”.

Destaque especial para a importância da formação. “Para muitos, a participação nos encontros sinodais constituiu uma ocasião de formação sobre o conhecimento e a prática da sinodalidade”. Ou seja, conhecer o “modo como o Espírito atua na Igreja e a guia ao longo da história”, diz o texto.

“Não pode ser uma formação exclusivamente teórica”, alerta o IL, assinalando “a necessidade de uma formação comum e partilhada, na qual tomem parte homens e mulheres, Leigos, Consagrados, Ministros ordenados e Candidatos ao Ministério ordenado, permitindo assim aumentar o conhecimento e a estima recíprocos, bem como a capacidade de colaboração”.

“Solicita-se igualmente que seja prestada especial atenção à promoção da participação das mulheres nos programas de formação, ao lado de Seminaristas, Sacerdotes, Religiosos e Leigos”, refere o texto.

O IL refere que “o ponto de partida e o critério de referência de todo o discernimento eclesial é a escuta da Palavra de Deus”. Sustenta que “o discernimento envolve todos, tanto os que participam a nível pessoal como comunitário, exigindo cultivar disposições de liberdade interior, abertura à novidade e abandono confiante à vontade de Deus, e permanecer à escuta uns dos outros, a fim de escutar «o que o Espírito diz às Igrejas»”, diz o documento.

“Um processo de discernimento articula concretamente comunhão, missão e participação. Por outras palavras, é um modo de caminhar juntos.”, salienta o IL.

Especial destaque também neste documento de trabalho para os processos de decisão, sendo sublinhado que na “Igreja sinodal toda a comunidade, na livre e rica diversidade dos seus membros, é convocada para rezar, escutar, analisar, dialogar, discernir e aconselhar na tomada de decisões pastorais”.

Nos “lugares” superar o modelo piramidal

Finalmente, a Parte III do IL dirige a sua atenção aos “Lugares”, no seu registo de contexto e de cultura. “A vida sinodal missionária da Igreja, as relações que a integram e os percursos que asseguram o seu desenvolvimento, nunca podem prescindir do concreto de um ‘lugar’, ou seja, de um contexto e de uma cultura”, diz o documento sinodal.

“Esta Parte III convida-nos a superar uma visão estática dos lugares, que os ordena por níveis ou graus sucessivos (Paróquia, zona, Diocese ou Eparquia, Província Eclesiástica, Conferência Episcopal ou Estrutura Hierárquica Oriental, Igreja universal) segundo um modelo piramidal”, refere.

Segundo o IL, “o anúncio do Evangelho, suscitando a fé no coração dos homens e das mulheres, permite que num lugar se constitua uma Igreja. A Igreja não pode ser compreendida sem implementação num lugar e numa cultura e sem as relações que se estabelecem entre lugares e culturas. Destacar a importância do lugar não significa ceder ao particularismo ou ao relativismo, mas sim valorizar a realidade concreta em que, no espaço e no tempo, se constrói uma experiência partilhada de adesão à manifestação de Deus salvador”.

Especial nota neste documento sinodal para o facto de que “a pertença à Igreja, manifesta-se, atualmente, com um número crescente de formas que não remetem para uma base geograficamente definida, mas para ligações de tipo associativo. Esta variedade de formas é promovida, tendo sempre presente a perspetiva missionária e o discernimento eclesial daquilo que o Senhor pede em cada contexto particular”.

É sublinhada a necessidade de serem valorizados os conselhos paroquiais e diocesanos como “instrumentos essenciais para o planeamento, a organização, a execução e a avaliação das atividades pastorais”.

Estes conselhos podem incluir alguns aspetos de “estilo sinodal”: “podem ser alvo de processos de discernimento eclesial e de processos decisórios sinodais e lugares da prática da prestação de contas e da avaliação de quem exerce cargos de autoridade, sem esquecer que, por sua vez, estas pessoas devem dar conta do modo como desempenham as suas funções”, refere o documento da Secretaria Geral do Sínodo.

No seu penúltimo ponto (111) o IL revela que este documento “interroga-se e interroga-nos sobre como ser uma Igreja sinodal missionária; como nos empenharmos numa escuta e num diálogo profundos; como sermos corresponsáveis à luz do dinamismo da nossa vocação batismal pessoal e comunitária; como transformarmos estruturas e processos de modo a que todos possam participar e partilhar os carismas que o Espírito infunde em cada um para benefício comum; como exercer poder e autoridade como serviço. Cada uma destas perguntas é um serviço à Igreja e, através da sua ação, a possibilidade de curar as feridas mais profundas do nosso tempo”, diz o IL.