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O Papa Francisco escreveu uma Carta sobre a importância da literatura na formação dos sacerdotes , agentes de pastoral e todos os cristãos. Leia
O Papa Francisco escreveu uma Carta sobre a importância da literatura na formação dos sacerdotes , agentes de pastoral e todos os cristãos. Leia abaixo a matéria publicada no site vaticannews.va e também a Carta na íntegra.

Um bom livro abre a mente, estimula o coração, treina para a vida. Palavra do Papa Francisco, que pegou caneta e papel para fazer com que os futuros sacerdotes, mas também “todos os agentes pastorais” e “qualquer cristão” entendam o “valor da leitura de romances e poemas no caminho do amadurecimento pessoal”. Com a Carta sobre o papel da literatura na educação”, escrita em 17 de julho e publicada neste dia 4 de agosto, o Pontífice pretende “despertar o amor pela leitura” e, sobretudo, “propor uma mudança radical de ritmo” na preparação dos candidatos ao sacerdócio, de modo que se dê mais espaço à leitura de obras literárias. Como a literatura pode “educar o coração e a mente do pastor” para “um exercício livre e humilde da própria racionalidade” e para o “reconhecimento frutífero do pluralismo das línguas humanas”, ela pode ampliar a sensibilidade humana e levar a “uma grande abertura espiritual”. Além disso, a tarefa dos fiéis, e dos sacerdotes em particular, é “tocar o coração dos seres humanos contemporâneos para que eles possam se comover e se abrir diante da proclamação do Senhor Jesus”, e em tudo isso “a contribuição que a literatura e a poesia podem oferecer é de valor inigualável”.

Clique aqui para ler a carta na íntegra.

Os efeitos benéficos da leitura

No texto, Francisco enfatiza primeiramente os efeitos benéficos de um bom livro que, “muitas vezes no tédio das férias, no calor e na solidão de alguns bairros desertos”, pode ser “um oásis que nos distancia de outras escolhas que não são boas para nós” e que, em “momentos de cansaço, raiva, decepção, fracasso e quando nem mesmo na oração conseguimos encontrar a quietude da alma”, pode nos ajudar a superar momentos difíceis e “ter um pouco mais de serenidade”. Porque talvez “essa leitura abra novos espaços interiores” que nos ajudem a não nos fecharmos “naquelas poucas ideias obsessivas”, que depois “nos prendem de maneira inexorável”. As pessoas costumavam se dedicar à leitura com mais frequência “antes da onipresença da mídia, das redes sociais, dos telefones celulares e de outros dispositivos”, observa o Papa, que ressalta que, em um produto audiovisual, embora “mais completo”, “a margem e o tempo para ‘enriquecer’ a narrativa ou interpretá-la são geralmente reduzidos”, enquanto a leitura de um livro “o leitor é muito mais ativo”. Uma obra literária é “um texto vivo e sempre fértil”. Acontece, de fato, que “ao ler, o leitor é enriquecido com o que recebe do autor”, e isso “permite que ele faça florescer a riqueza de sua própria pessoa”.

Dedicar tempo à literatura nos seminários

Embora seja positivo que “em alguns seminários se ultrapasse a obsessão dos ecrãs – e pelas fake news venenosas, superficiais e violentas – e se dedique momentos à literatura”, à leitura, a falar sobre “livros, novos ou antigos, que continuam a nos dizer muitas coisas”, reconhece Francisco, em geral, “no caminho de formação daqueles que estão a caminho do ministério ordenado” não há um espaço adequado para a literatura, considerada “uma expressão menor da cultura que não pertence ao caminho de preparação e, portanto, à experiência pastoral concreta dos futuros sacerdotes”. “Tal abordagem não é boa”, diz o Papa, levando a “uma forma de grave empobrecimento intelectual e espiritual dos futuros sacerdotes”, que assim não têm “acesso privilegiado, precisamente através da literatura, ao coração da cultura humana e, mais especificamente, ao coração do ser humano”. Porque, na prática, a literatura tem a ver “com o que cada um de nós deseja da vida” e “entra em uma relação íntima com nossa existência concreta, com as suas tensões essenciais, com os seus desejos e os seus  significados”.

Livros como companheiros de viagem

Relembrando os anos em que lecionou em uma escola jesuíta em Santa Fé, entre 1964 e 1965, o Papa conta que, como professor de Literatura, os alunos deveriam estudar El Cid, enquanto eles “pediam para ler García Lorca”. “Por isso, decidi: em casa estudariam El Cid, e, durante as aulas, abordaria os autores de que os jovens mais gostavam”, recorda Francisco, acrescentando que eles preferiam “obras literárias contemporâneas”; porém, à medida que fossem lendo o que os atraía no momento, iriam adquirindo em geral o gosto pela literatura, pela poesia, e depois passariam a outros autores, porque “no fim, o coração busca mais, e cada um encontra seu próprio caminho na literatura”. A esse respeito, o Papa confessa que ama “os artistas trágicos, porque todos nós poderíamos sentir suas obras como nossas, como uma expressão de nossos próprios dramas”. O Pontífice adverte que não se deve “ler algo por obrigação”, pelo contrário, deve-se selecionar as próprias leituras “com abertura, surpresa, flexibilidade”.

Fazer encontrar Jesus feito carne

Hoje, para “responder adequadamente à sede de Deus de muitas pessoas, para que não busquem saciá-la com propostas alienantes ou com um Jesus Cristo sem carne”, os crentes e os sacerdotes, ao anunciar o Evangelho, devem se comprometer para que “todos possam se encontrar com um Jesus Cristo feito carne, feito humano, feito história”. Nunca se deve perder de vista “a ‘carne’ de Jesus Cristo”, recomenda o Pontífice, “aquela carne feita de paixões, emoções, sentimentos, histórias concretas, mãos que tocam e curam, olhares que libertam e encorajam, de hospitalidade, de perdão, de indignação, de coragem, de intrepidez: em uma palavra, de amor”. Por essa razão, enfatiza Francisco, “uma assídua frequência à literatura pode tornar os futuros sacerdotes e todos os agentes pastorais ainda mais sensíveis à plena humanidade” de Cristo, “na qual se derrama toda a sua divindade”.

O hábito da leitura tem resultados positivos

Na carta, o Papa também enuncia as consequências positivas que, segundo os estudiosos, decorrem do “hábito de ler”, que ajuda a “adquirir um vocabulário mais amplo”, “a desenvolver vários aspectos” da própria inteligência, “também estimula a imaginação e a criatividade”, “permite que as pessoas aprendam a exprimir as suas narrativas de uma forma mais rica”, “melhora também a capacidade de concentração, reduz os níveis de deficit cognitivo, e acalma o stress e a ansiedade”. Em termos concretos, a leitura “prepara-nos para compreender e, assim, enfrentar as várias situações que podem surgir na vida”, continua Franciso, “ao ler, mergulhamos nas personagens, nas preocupações, nos dramas, nos perigos, nos medos de pessoas que acabaram por ultrapassar os desafios da vida”. E com Borges podemos chegar ao ponto de definir literatura como “ouvir a voz de alguém”.

Reduzir, contemplar, escutar

A literatura serve, “em suma, a fazer eficazmente a experiência da vida”. E se a nossa visão ordinária do mundo é como que “reduzida” e limitada pela pressão que os objetivos operacionais e imediatos do nosso agir exercem sobre nós “e também o serviço – cultual, pastoral, caritativo – pode tornar-se” somente algo a fazer, o risco passa a ser o cair na busca duma “eficiência que banaliza o discernimento, empobrece a sensibilidade e reduz a complexidade”.

Assim, em “nossa vida cotidiana”, devemos aprender “a distanciarmo-nos do imediato, a reduzir a velocidade, a contemplar e a escutar. Isto pode acontecer quando, de modo desinteressado, uma pessoa se detém para ler um livro.

É necessário “recuperar formas hospitaleiras e não estratégicas de relacionamento: ocorre distância, lentidão, liberdade para uma abordagem da realidade, em palavras simples, a literatura nos permite “treinar nosso olhar para buscar e explorar a verdade das pessoas e das situações”, “nos ajuda a dizer nossa presença no mundo”. Além disso, insiste o Papa, “lendo um texto literário” vemos através dos olhos dos outros, desenvolvemos “o poder empático da imaginação”, “descobrimos que o que sentimos não é só nosso, é universal, e, por isso, até a pessoa mais abandonada não se sente só”.

Na quarta-feira, 31 de julho, o Papa Francisco deixou o Vaticano e foi até Ostia, litoral romano, às 15 horas locais, para visitar a
Na quarta-feira, 31 de julho, o Papa Francisco deixou o Vaticano e foi até Ostia, litoral romano, às 15 horas locais, para visitar a Irmã Geneviève Jeanningros, Pequena Irmã de Jesus, e a comunidade de artistas de circo e do Luna Park de Ostia Lido.
O Santo Padre abençoou uma estátua de Nossa Senhora Padroeira do Circo e do Show Itinerante e saudou as famílias e as crianças presentes.
Estátua de Nossa Senhora Padroeira do Circo e do Show Itinerante

Encontro com as pessoas na sala de jogos

“Que grande alegria o senhor nos dá!”, disse a religiosa com seu sotaque francês, abraçando o Pontífice. Junto com o pároco da vizinha paróquia Regina Pacis, padre Giovanni Vincenzo Patané, a irmã Geneviéve conduziu o Papa a uma sala usada para festas de aniversário de crianças. Aplausos ressoaram quando o bispo de Roma, em uma cadeira de rodas, entrou, com seus assistentes segurando balas e rosários para distribuir às pessoas nesse cenário curioso. Uma estátua do Homem-Aranha, uma piscina de bolinhas, infláveis, máquinas de jogos e caça-níqueis, paredes coloridas e pintadas com personagens de desenhos animados: aqui Jorge Mario Bergoglio, ladeado pela irmã Geneviéve e pela irmã Anna Amelia, sentou-se e viveu esse momento com esse grupo diversificado.

Papa visita comunidade de circenses perto de Roma

Saudações e presentes

Não foi um diálogo, não foi uma saudação, não foi uma visita no sentido estrito da palavra, mas um momento, de fato, em algumas partes até mesmo divertidamente confuso, de encontro. Francisco pegou o microfone e disse algumas palavras: “agradeço a todos vocês pelo que fazem, para fazer as pessoas sorrirem”. Ele cumprimentou algumas crianças que já o haviam conhecido, muito jovens, em 2018, quando ele celebrou o Corpus Christi em Santa Monica. Ele brincou quando muitos agradeceram à irmã Geneviéve por seu trabalho de vizinhança: “Ela também está no circo? Ela trabalha com leões?” “Querem tirar as freiras de nós, não vamos permitir isso!”, gritou um homem na plateia. “Avante, eu os apoio”, disse o Papa.

Irmã Geneviève, conversou com a Rádio Vaticano – Vatican News

Irmã Geneviève, quais foram suas impressões após seu encontro com Francisco? O que vocês disseram um ao outro?

Foi maravilhoso. Foi muito simples. Ele se encontrou com as pessoas, cumprimentou a todos e havia um pequeno grupo do circo que fez um pequeno show e disse que sua missão, a nossa missão, para um circo, é levar alegria. 

Essa proximidade entre o Papa Francisco e as pessoas, entre os viajantes e o pessoal do circo…

Sim, nós o sentimos muito próximo. Esta é a segunda vez que ele vem à nossa estrutura. Ele já esteve na caravana e agora voltou para todos os nossos amigos. Para nós é uma alegria enorme e todos, eu ia dizer todo mundo, ama o Papa Francisco. Todos, todos, todos. De verdade. 

E a senhora irmã Geneviève, por que escolheu viver com pessoas do circo?

No início, foi um pouco por coincidência. Eu tinha que voltar para casa, para a região de Doubs, para ficar perto de minha mãe, que estava doente. Então me disseram: ‘Você vai para a Suíça’. Havia uma fraternidade de circo na Suíça e eu disse a mim mesmo: ‘acho que vou gostar disso’. E foi aí que descobri algo. Descobri o grande coração das pessoas do circo. Em Lausanne, havia uma prisão. E quando o diretor da prisão não sabia para onde mandar os jovens que estavam saindo, ele ia até um amigo do parque de diversão, aquele do carrinho de bate-bate, e dizia: ‘você não quer levá-lo para trabalhar com você? E funcionou. Funcionou porque havia música, havia luzes, havia garotas. E então a esposa desse amigo disse: ‘sabe, não nos importamos com o que eles faziam antes. O que queremos é que eles trabalhem’. E eu disse a mim mesmo que esses amigos, que muitas vezes são um pouco desprezados – devo dizer a verdade – ou pelo menos não são considerados, vivem o Evangelho melhor do que nós. E naquele momento eu disse a mim mesmo que queria viver com eles.

Fonte: matéria publicada no site vaticannews.va
Foram divulgados as intenções de oração do Papa Francisco para o mês de agosto, no site vaticannews.va. Reze com o Papa pelos líderes políticos.

Foram divulgados as intenções de oração do Papa Francisco para o mês de agosto, no site vaticannews.va. Reze com o Papa pelos líderes políticos.

A intenção de oração do Papa Francisco para agosto é pelos líderes políticos. Nesse sentido, O Vídeo do Papa deste mês acompanha o desejo de Francisco no qual pede aos políticos para que “estejam ao serviço de seu povo”.

Pelos líderes políticos é a intenção de oração do Papa Francisco para o mês de agosto. Na mensagem de vídeo divulgada nesta terça-feira (30/07), o Santo Padre diz que “atualmente a política não tem boa fama: corrupção, escândalos, está distante do dia a dia das pessoas”. “Mas, podemos avançar em direção à fraternidade universal sem uma boa política? Não”, responde o Papa.

As primeiras palavras do Pontífice, na mensagem de vídeo que introduz sua intenção de oração para o mês de agosto, parecem dizer o que pensam muitos de nós: que a política é um negócio sujo nas mãos de quem só pensa em enriquecer-se ou alcançar o poder. Os que se dedicam à política, aos olhos das pessoas comuns, devem ser vistos com receio: certamente terão algum interesse pessoal que esconder.

A política é uma das formas mais altas da caridade

No entanto, na medida em que passam os segundos, no vídeo, fica claro que o Papa Francisco está dizendo outra coisa. Ele está nos lembrando que sempre é possível outro tipo de política:

Como disse Paulo VI, a política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum. Falo da POLÍTICA com maiúsculas, não da politicagem. Falo da política que escuta a realidade, que está a serviço dos pobres, não da que está escondida em grandes edifícios com longos corredores. Falo da política que se preocupa com os desempregados e sabe muito bem como pode ser triste um domingo quando a segunda-feira é um dia a mais sem poder ir trabalhar. Se a vemos assim, a política é muito mais nobre do que aparenta.

As imagens que acompanham suas palavras querem contar exatamente isto, alternando situações de vida em dois contextos diversos: um, no qual as pessoas sobrevivem por conta própria (uma mulher refugiada, um adulto desempregado, crianças sem água, uma pessoa em situação de rua), e outro em que, ao contrário, encontraram uma resposta – às vezes de modo emergencial, às vezes permanente – aos seus problemas. O mundo sem boa política e o mundo com boa política.

Que os líderes políticos estejam ao serviço de seu povo

Agradeçamos aos muitos políticos que desempenham sua tarefa com vontade de servir, não de poder, todos seus esforços pelo bem comum. Rezemos para que os líderes políticos estejam ao serviço de seu povo, trabalhando pelo desenvolvimento humano integral, trabalhando pelo bem comum, cuidando dos que perderam seu emprego e dando prioridade aos mais pobres.

Os cristãos, especialmente os leigos, são chamados a participar da vida política, para poder construir uma sociedade mais justa e solidária. “Um indivíduo pode ajudar a uma pessoa necessitada, porém quando se une a outros para gerar processos sociais de fraternidade e de justiça para todos, entra no campo da mais ampla caridade, a caridade política”, reflete o Papa Francisco sobre este tema na encíclica Fratelli Tutti.

Quando um político não deixa espaço para o diálogo, a cooperação e o compromisso com a dignidade das pessoas – chaves que o Papa destaca na Fratelli Tutti, não se alcança o desenvolvimento integral da sociedade. Problemas como a fome e a pobreza, as guerras ou as crises ambientais, para citar alguns, são agravados por uma liderança política egoísta e ávida de poder.

A sede da Arquidiocese de Vitória, cumpre os prazos definidos pela lei, mas também procura cuidar do ambiente e garantir a segurança de dados.

A sede da Arquidiocese de Vitória, cumpre os prazos definidos pela lei, mas também procura cuidar do ambiente e garantir a segurança de dados. Por isso, faz o descarte adequado dos documentos contábeis que já venceram os prazos de 5 anos de arquivamento, estipulados por lei.

Neste momento estão em fase de picote os documentos referentes ao ano 2016 e, na sequência, serão descartados os de 2017 e 2018.

Após picotados, os papéis são direcionados a associações de catadores de materiais recicláveis.

Os documentos são descartados após triagem e confecção de ata de descarte, assinada pela bibliotecária responsável pela guarda dos documentos, pela contadora e pelo gerente administrativo da Mitra Arquidiocesana.

Ontem 4º Domingo de julho, instituído pelo Papa Francisco como Dia Mundial dos Avós e Idosos, o Papa pediu: “O dia de hoje chama-nos
Ontem 4º Domingo de julho, instituído pelo Papa Francisco como Dia Mundial dos Avós e Idosos, o Papa pediu: “O dia de hoje chama-nos a ouvir a voz dos idosos que dizem: “Não me abandones!” e responder: “Não te abandonarei!”. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va
Ao instituir o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos em 2021, o Papa afirmou que “é importante que os avós se encontrem com os netos e que os netos se encontrem com os avós, porque – como diz o profeta Joel – os avós diante dos netos sonharão, terão ilusões [grandes desejos], e os jovens, haurindo força dos avós, seguirão em frente, profetizarão”.

Neste quarto domingo de julho é celebrado o Dia Mundial dos Avós e Idosos, este ano com o tema “Na velhice não me abandones”. No Angelus, o Papa reforçou o convite a não abandonarmos os idosos:

O abandono dos idosos é, de fato, uma triste realidade à qual não devemos habituar-nos. Para muitos deles, especialmente nestes dias de verão, a solidão corre o risco de se tornar um fardo difícil de suportar. O dia de hoje chama-nos a ouvir a voz dos idosos que dizem: “Não me abandones!” e responder: “Não te abandonarei!”.

O Santo Padre exortou ainda a “fortalecer a aliança entre netos e avós, entre jovens e idosos”:

Digamos “não” à solidão dos idosos! Nosso futuro depende muito de como avós e netos aprenderem a conviver. Não esqueçamos os idosos! E uma salva de palmas a todos os avós, a todos! 

Em 2021, celebrado o I Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

O Papa Francisco anunciou ter decidido instituir o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos no Angelus de 31 de janeiro de 2021:

Decidi instituir o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, que terá lugar na Igreja inteira todos os anos no quarto domingo de julho, na proximidade da festa dos Santos Joaquim e Ana, os “avós” de Jesus. É importante que os avós se encontrem com os netos e que os netos se encontrem com os avós, porque – como diz o profeta Joel – os avós diante dos netos sonharão, terão ilusões [grandes desejos], e os jovens, haurindo força dos avós, seguirão em frente, profetizarão. E precisamente a 2 de fevereiro é a festa do encontro dos avós com os netos.

O cardeal Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, salientou na ocasião que o gesto era “o primeiro fruto do Ano da Família Amoris Laetitia, um dom a toda a Igreja que se vai manter ao longo dos anos. A pastoral dos idosos é uma prioridade inadiável para todas as comunidades cristãs. Na encíclica Fratelli tutti, o Santo Padre nos lembra que ninguém é salvo sozinho. Nesta perspectiva, é necessário valorizar a riqueza espiritual e humana que foi passada de geração em geração”.

Em 2021, Francisco não pode participar pessoalmente da liturgia na Basílica de São Pedro, mas fez questão de saudar pessoalmente os avós e os idosos que participaram da celebração da primeira Jornada a eles dedicada, e que ainda tinham nas mãos as flores e mensagens que lhes tinham sido entregue peloos jovens no final da celebração. Para eles, e para todos os avós do mundo, o Papa pediu uma salva de palmas.

Na sua alocução ao final do Angelus, o Papa exortou a continuar com as celebrações da Jornada em cada comunidade eclesial, visitando os idosos que estão mais sozinhos e entregando-lhes a mensagem “Eu estou contigo todos os dias”.

Depois de desejar que “esta festa possa ajudar-nos, a nós que somos mais velhos, a responder à sua chamada nesta estação da vida”, reiterou a importância — para o bem de toda a sociedade — de avós e jovens terem cada vez mais ocasiões de se encontrarem. Trata-se de um desafio central para a nossa cultura, a tal ponto que, afirma, “sem diálogo entre jovens e avós, a história não avança, a vida não avança!”

2022: “Dão fruto mesmo na velhice”

Já o tema para o II Dia Mundial, celebrado em 24 de julho de 2022, foi Dão fruto mesmo na velhice” (Sl 92, 15), com o objetivo de destacar o quanto os avós e idosos são um valor e um dom, tanto para a sociedade quanto para a comunidade eclesial.

2023: “A sua misericórdia se estende de geração em geração”

“A sua misericórdia se estende de geração em geração” (Lc 1, 50) foi o tema que o Papa Francisco escolheu para o III Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, e que foi celebrado no domingo, 23 de julho, poucos dias antes do início da Jornada Mundial da Juventude de Lisboa.

“Vigiar para que, nas nossas vidas e famílias, não marginalizemos os mais velhos”, foi o chamado feito pelo Papa Francisco durante a homilia da Missa concelebrada com o cardeal Kevin Farrell, prefeito do Dicastério, por ocasião do III Dia Mundial dos Avós e dos Idosos na Basílica de São Pedro, na presença de 8 mil fiéis, incluindo muitos idosos e avós com os seus netos e famílias. Pensando nos avós e nos idosos, “idosos, raízes de que os mais jovens têm necessidade para se tornar adultos”, o Papa Francisco propôs a releitura de três histórias contidas no Evangelho do dia a partir de um aspecto comum: crescer juntos.

Vaticano concede indulgências plenárias no Dia Mundial dos Avós e dos Idosos. O Papa Francisco estabeleceu a data há quatro anos, sempre no quarto
Vaticano concede indulgências plenárias no Dia Mundial dos Avós e dos Idosos. O Papa Francisco estabeleceu a data há quatro anos, sempre no quarto domingo de julho, e pede que a data seja lembrada em todo o mundo com iniciativas diversas. Confira abaixo a matéria está publicada no site vaticannews.va
No dia da celebração, 28 de julho, a Penitenciaria Apostólica concede o benefício aos representantes da terceira idade e aos fiéis “que, motivados por um autêntico espírito de penitência e caridade”, participarão dos vários serviços, em todo o mundo, e também aos doentes, aos que cuidam deles e àqueles que, impossibilitados de deixar suas casas, “unirem-se espiritualmente às funções sagradas”, desapegados de pecados e com a intenção de cumprir as consuetas condições assim que possível.
Por ocasião do Quarto Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, instituído pelo Papa Francisco no quarto domingo de julho, e que terá como tema “Na velhice não me abandones”, a Penitenciaria Apostólica concede “indulgência plenária nas consuetas condições (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice) aos avós, aos idosos e a todos os fiéis que, motivados por um autêntico espírito de penitência e caridade, participarem no dia 28 de julho de 2024”, “nos vários serviços que se realizam em todo o mundo”. É o que estabelece um decreto assinado pelo penitencieiro-mor, cardeal Angelo De Donatis.

A indulgência plenária, concedida, atendendo ao pedido do cardeal Kevin Joseph Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, a fim de “aumentar a devoção entre os fiéis e para a salvação das almas”, pode também “ser aplicada como sufrágio pelas almas do Purgatório” e é também concedida aos fiéis que no dia 28 de julho “dedicarem tempo adequado para visitar irmãos idosos necessitados ou em dificuldade (como os doentes, as pessoas solitárias, as pessoas com deficiência…)”. O decreto também especifica que poderão igualmente lucrar a Indulgência Plenária, “pressupostos o desapego a qualquer pecado e a intenção de cumprir assim que possível as três consuetas condições, os idosos doentes e todos os que, impossibilitados de sair de casa por grave motivo, unirem-se espiritualmente às funções sagradas do Dia Mundial, oferecendo a Deus Misericordioso as sua orações, dores e sofrimentos da própria vida, principalmente quando as várias celebrações forem transmitidas pelos meios de comunicação social”.

Para que “a oportunidade de alcançar a graça divina” possa ser mais facilmente concretizada “através da caridade pastoral”, a Penitenciaria Apostólica pede firmemente “aos sacerdotes, munidos das oportunas faculdades para ouvir as confissões, que se mostrem disponíveis, com espírito pronto e generoso, para a celebração da Penitência”.

Durante a oração mariana deste domingo, 21 de julho, Francisco fez um alerta para a nossa sociedade frequentemente prisioneira da pressa e do ativismo: “somente
Durante a oração mariana deste domingo, 21 de julho, Francisco fez um alerta para a nossa sociedade frequentemente prisioneira da pressa e do ativismo: “somente se o nosso coração não estiver consumido pela ansiedade de fazer, receberemos, no silêncio da adoração, a Graça de Deus”.
“Do Evangelho aprendemos que essas duas realidades, descanso e compaixão, estão interligadas: só quando aprendemos a descansar podemos ter compaixão”. Este foi o cerne da reflexão do Papa Francisco na alocução que precedeu a oração do Angelus, deste domingo, 21 de julho, para os milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

A liturgia de hoje (Mc 6,30-34), introduziu o Papa, narra que os apóstolos, ao retornar da missão, se reuniram ao redor de Jesus e lhe contaram o que haviam feito; então, Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. As pessoas, no entanto, percebem seus movimentos e, quando descem da barca, Jesus encontra a multidão que o esperava, e sentindo compaixão, Ele começa a ensinar.

Não perder de vista o essencial

Francisco sublinhou que, de um lado, temos o convite ao descanso e, de outro, a compaixão pela multidão, e completou, “parecem duas coisas inconciliáveis, mas, na verdade, elas se complementam”:

“Jesus se preocupa com o cansaço dos discípulos. Talvez Ele perceba um perigo que também pode afetar nossas vidas e nosso apostolado, quando, por exemplo, o entusiasmo em realizar a missão, assim como as responsabilidades e as tarefas que nos são confiadas, nos tornam vítimas do ativismo, excessivamente preocupados com as coisas a fazer e com seus resultados.”

Segundo o Papa, tais comportamentos impostos pela sociedade e pelo trabalho nos deixam agitados e assim perdemos de vista o essencial, arriscando esgotar nossas energias e cair no cansaço do corpo e do espírito:

“Este é um alerta importante para nossas vidas, para a nossa sociedade frequentemente prisioneira da pressa, mas também para a Igreja e para o serviço pastoral: devemos estar atentos à ‘ditadura do fazer’!”

“Irmãos e irmãs, vamos tomar cuidado com a ditadura do fazer! Isso pode acontecer por necessidade, também nas famílias, quando, por exemplo, o pai, para ganhar o pão, é obrigado a se ausentar para trabalhar, sacrificando assim o tempo que poderia dedicar à família. Muitas vezes ele sai de manhã cedo, quando as crianças ainda estão dormindo, e volta tarde da noite, quando já estão na cama. E isso é uma injustiça social. Nas famílias, o pai e a mãe deveriam ter tempo para compartilhar com os filhos, para cultivar esse amor familiar e não cair na ditadura do fazer. Pensemos no que podemos fazer para ajudar as pessoas que são obrigadas a viver assim.”

Um olhar compassivo em direção ao próximo

Ao mesmo tempo, o descanso proposto por Jesus não é uma fuga do mundo, uma retirada para o bem-estar pessoal, recordou o Pontífice, pelo contrário, diante da multidão perdida, Ele sente compaixão:

“De fato, é possível ter um olhar compassivo, que consegue perceber as necessidades do outro, somente se o nosso coração não estiver consumido pela ansiedade de fazer, se soubermos parar e, no silêncio da adoração, receber a Graça de Deus.”

Descansar no Espírito

O Papa então propôs aos fiéis alguns questionamentos para uma reflexão pessoal: “Eu sei parar durante os meus dias? Sei dedicar um momento para estar comigo mesmo e com o Senhor, ou estou sempre tomado pela pressa das tarefas a realizar? Sabemos encontrar um pouco de ‘deserto’ interior em meio aos ruídos e às atividades de cada dia?”

Que a Virgem Santa nos ajude a “descansar no Espírito” mesmo em meio a todas as atividades cotidianas, e a sermos disponíveis e compassivos com os outros, concluiu o Papa Francisco.

O Papa Francisco enviou convite aos jovens da América Latina para que participem do Jubileu. Matéria publicada no site vaticannews.va. O Papa envia uma
O Papa Francisco enviou convite aos jovens da América Latina para que participem do Jubileu. Matéria publicada no site vaticannews.va.
O Papa envia uma mensagem aos participantes do XXI Encontro de líderes nacionais da Pastoral da Juventude da América Latina e do Caribe, que se realiza em Assunção de 15 a 20 de julho, e os encoraja a não ter medo de Jesus, que passa por nós, abrindo de par em par as portas de seu coração
“Suscita esperança o fato que considerem o discernimento comunitário como uma forma de ‘conversão na prática pastoral’”, diz o Papa Francisco em sua mensagem aos jovens da Pastoral da Juventude Latino-Americana (PJ) que se reúnem em Assunção, no Paraguai, de 15 a 20 de julho para o XXI Encontro de Líderes Nacionais.

No texto, datado de 12 de julho, o Pontífice espera que este encontro “lhes permita identificar os desafios e as oportunidades que enfrentam com a ajuda do Espírito Santo”.

Trabalhar pela justiça que faz a paz efetiva e duradoura

“Vocês são o presente, sejam corajosos! Eu os encorajo a se agarrarem firmemente às suas raízes e seguirem em frente sem medo. Busquem a unidade entre todas as diferenças.”

O Santo Padre os incentiva a trabalhar pela justiça que faz a paz efetiva e duradoura, a construir o bem comum e a fecundar a felicidade da Pátria Grande que constitui os povos latino-americanos, para continuar crescendo o Reino de Deus.