O PILAR SOCIAL NA SOCIEDADE DESORGANIZADA

1 agosto, 2022

Nesta série de artigos falando do futuro de nossos filhos para enfrentar a próxima onda de desenvolvimento, “a revolução de talentos” com as transformações que estão por vir, vimos que são quatro os “pilares” que tornarão nossos filhos preparados para enfrentar os desafios atuais e os que estão por vir: o pilar mental, o emocional, o social e o espiritual.

Vimos como era bem mais fácil, educar filhos até o início da década de 60 do século passado. O mundo era simples, reinava a lógica de Newton (Física Clássica): se eu soltar essa maçã ela cairá no chão (se eu estudar conseguirei um bom emprego!). Pais tinham autoridade, a religião católica não era perseguida e os valores cristãos e a família eram centrais em nossa sociedade. Precisamos compreender o que aconteceu, quando tudo isso está sendo tão atacado para podermos nos fortalecer e resgatar o “centro” de nossas vidas e nos preparar de forma segura a enfrentar um mundo totalmente “desconstruído”. Depois deste artigo de base teremos condições de seguir pelo “pilar” social e o espiritual, necessidades básicas do ser humano.

Vamos lá buscar entender as linhas mestras desta transformação com fatos e dados históricos (sabendo que muitos aspectos serão deixados de lado nesta síntese). Para tanto usaremos a metáfora de “Fazer um Bolo” para tornar fácil a digestão desta realidade. Imaginemos então na nossa cozinha:

PRIMEIRA ETAPA: A PREPARAÇÃO

Acenda o fogo da soberba e ganância: e olhe para o seu ambiente para saber o que você tem a sua frente.

Cenário: As principais nações do mundo ambicionavam expandir ao máximo suas influências territoriais surgindo crescentes tensões políticas e econômicas que explodiram na Primeira Guerra Mundial. Esta guerra foi tão cruel que ao final crianças lutavam. O número de mortos foi estrondoso e marcou profundamente essa geração e seus filhos (nossos avós ou bisavós hoje). No meio desta guerra a Rússia abandona a guerra, declarada pelo Czar Nicolau II, pois suas crises sociais e econômicas eram grandes e seus jovens fazem à Revolução Socialista em 1917. Os problemas que o mundo pós-guerra enfrentava levou o autoritarismo a ser visto como solução política para as crises e vários ditadores surgiram em todo mundo. Na mesma ganância pela expansão territorial, aconteceu, poucos anos depois, na Segunda Guerra Mundial com suas terríveis consequências.

SEGUNDA ETAPA: MISTURE OS INGREDIENTES SECOS

PRIMEIRO INGREDIENTE: As ideias de Engels e Marx e seus seguidores hoje:

Estas reduziram a análise da sociedade apenas aos pontos de vista histórico, político e econômico objetivando a substituição do capitalismo pelo comunismo. Provocam o conflito entre classes visando a transformação primeiro pelas classes – patrão x operário –trazendo o surgimento dos sindicatos muito fortes, no passado.

Neste ingrediente temos o primeiro ataque de Marx: “A religião é o ópio do povo” e por isso teria que ser combatida. Para Marx tudo se resume à matéria, Deus não existe, tudo é invenção para dominar o povo. O Estado deve controlar tudo. A educação dos filhos é direito exclusivo do Estado. Os cristãos que não aceitavam renegar a fé eram mortos ou perseguidos. Combatem todas as estruturas (supraestruturas) que organizam o mundo: a religião, a filosofia, o direito e a família

SEGUNDO INGREDIENTE: As ideias de Gramsci e seus seguidores

Com o capitalismo moderno e a queda do muro de Berlim, Gramsci (o intelectual orgânico da esquerda) entende que a luta de classes não é suficiente para agregar forças para a revolução pretendida e, assim, a confrontação ideal teria que ser mais sutil. Com a força de outros pensadores reafirma que “não existe a verdade”, que “o mundo é irracional”, que Deus não existe e que “não há ordem natural das coisas” (se afirmassem ao contrário teriam que chegar a Deus). Para eles basta a ideologia fanaticamente defendida e incutida por dentro, sutilmente, nestas estruturas acima para a transformação desejada. Assim é importante ver que “Conhecerei a Verdade e a Verdade vos libertará” (Jo 8,32) é para a esquerda uma afronta à sua ideologia.

MODO DE FAZER O BOLO:

Misture os dois ingredientes acima e seus primeiros desdobramentos: a modernidade liquida descrita por Zygmundt Bauman (semana que vem falaremos deste “líquido” essencial para que o bolo que estamos fazendo possa crescer).

PREPARAR A MASSA

A revolução começou muito suavemente e seu terreno mais fértil foi a educação. De forme sutil essa foi e é a “arma” ideal do processo socializador da “revolução” de Gramsci, onde verdade e ideologia são igualadas: “verdade não é um fato lógico, mas político”. Não existe o certo ou errado, existe o oportuno. Se tal posição é oportuna agora para atingir os objetivos (socialista ou comunistas), então o faço, ou o digo. A coerência é com “a causa” que defendem e não com a verdade. Não existe mentira, existe estratégia necessária. Não existe fraude, existe tática desta guerra. Tudo é válido, mas só para o lado de quem está defendendo a causa revolucionária. A mesma ação aceita por quem defende o ideário comunista ou socialista vira fonte de denúncia se é a causa burguesa a beneficiária. Assim com o tempo essa forma de pensar virou a estrutura do pensamento da esquerda na mente do indivíduo comum e assim fica quase impossível argumentar com ele em defesa das ideais antes quase universalmente aceitas. Isso se dá porque o fato que está sendo discutido não é passível de passar pela peneira da lógica. Apenas pela da política.

Essa massa tem que ser batida bem usando um marketing imenso, de maneira que fique politicamente incorreto qualquer discordância!

Este “fermento” foi “inoculado” até na nossa Igreja. Em vários seminários apareceram defensores da Teologia da Libertação já condenados pelos papas João Paulo II, Bento XIV e Francisco por sua aproximação com o marxismo, mesmo assim essa aproximação se mantém em muitos e “solou parte do bolo” tirando muitos sacerdotes do verdadeiro caminho cristão. A hierarquia e a autoridade foram atacadas assim como os cristãos que estão sendo perseguidos, também, pelos de fora especialmente por comunistas e terroristas islâmicos: “O número de cristãos perseguidos no mundo é de 150 milhões” por ano. Outras estatísticas mostram que “80 por cento dos atos de perseguição religiosa no mundo são contra cristãos”. O Centro para o Estudo do Cristianismo Global traz a média de cem mil cristãos mortos, a cada ano, por sua fé ao longo da última década 

A família foi atacada sutil e diariamente pela força midiática da televisão (já dominadas). Seus valores, hábitos e estruturas se liquefizeram. A mesma desconstrução pode ser vista, com facilidade, na Filosofia, no Direito ou outras estruturas organizadoras.

O BOLO ESTÁ PRONTO PARA ASSAR

Prepare o recheio: O recheio são as ideais de Freud, Nietsche e os adeptos da “Nova Era”. Mas desta parte do bolo falaremos semana que vem. Segue abaixo os links dos outros artigos desta série, caso queira acompanhar.

Vânia Reis

[email protected]

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