Pastorais Sociais

A Comissão para Promoção da Dignidade Humana (CPDH) da Arquidiocese de Vitória realizou, no dia 31 de maio, a ação Tenda Repouso e Prosa

A Comissão para Promoção da Dignidade Humana (CPDH) da Arquidiocese de Vitória realizou, no dia 31 de maio, a ação Tenda Repouso e Prosa na Unidade de Internação Socioeducativa (UNIS) de Cariacica. A iniciativa tem o objetivo acolher familiares de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, oferecendo um espaço de escuta, partilha e orientação sobre direitos e acesso a serviços públicos.

Além do momento de acolhimento, foram disponibilizadas informações sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), medidas socioeducativas e canais de atendimento e defesa de direitos, fortalecendo o acesso à informação e à cidadania.

A ação integra o trabalho da CPDH, organismo vinculado ao Vicariato para a Ação Social, Política e Ecumênica, que atua na defesa dos direitos humanos, na promoção da justiça social e no enfrentamento das diversas formas de exclusão. A realização da Tenda Repouso e Prosa contou ainda com a colaboração da Paróquia São João Batista, da Pastoral Carcerária e da Pastoral do Menor, unindo esforços para oferecer apoio, esperança e fortalecimento às famílias atendidas.

A Área Pastoral de Cariacica realizou sua primeira roda de conversa com pessoas em situação de rua, reunindo representantes de todos os grupos da

A Área Pastoral de Cariacica realizou sua primeira roda de conversa com pessoas em situação de rua, reunindo representantes de todos os grupos da Pastoral do Povo da Rua que atuam na região. O encontro foi marcado por momentos de escuta, reflexão, música e partilha, criando um espaço acolhedor para o diálogo e a construção de vínculos.

A iniciativa teve como principal objetivo ouvir as pessoas em situação de rua, compreender suas realidades e fortalecer sua participação na luta por direitos. Durante o encontro, os participantes puderam compartilhar experiências, desafios e expectativas, em um ambiente de respeito e acolhimento.

Além da conversa, o grupo promoveu dinâmicas musicais e ofereceu um café aos participantes. A atividade aconteceu após o jantar servido regularmente pela pastoral do santuário aos sábados e domingos, reforçando o compromisso contínuo com o cuidado e a atenção à população em situação de vulnerabilidade.

Segundo a coordenação da Pastoral do Povo da Rua, a proposta é que as rodas de conversa aconteçam mensalmente, sempre no último final de semana de cada mês. A ação busca não apenas proporcionar momentos de escuta, mas também orientar as pessoas sobre seus direitos e incentivá-las a exercer sua cidadania.

A receptividade dos participantes foi positiva. Muitos manifestaram o desejo de que os encontros aconteçam com mais frequência, demonstrando a importância de espaços onde possam ser ouvidos, valorizados e reconhecidos como parte da sociedade.

Representantes de pastorais sociais, movimentos populares, comunidades tradicionais, estudantes e organizações da sociedade civil participaram, no sábado (16), da XVII Plenária do Fórum Igreja

Representantes de pastorais sociais, movimentos populares, comunidades tradicionais, estudantes e organizações da sociedade civil participaram, no sábado (16), da XVII Plenária do Fórum Igreja e Sociedade em Ação, realizada no Colégio Agostiniano, em Vitória.

O encontro foi organizado pelo Fórum de Pastorais Sociais e pelo Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras do Espírito Santo, reunindo integrantes da Cáritas Regional e Diocesana, alunos do Colégio Agostiniano e representantes de comunidades quilombolas e ribeirinhas do território do Sapê do Norte.

A plenária teve como tema os impactos da exploração de sal gema no Norte do Espírito Santo. Durante as reflexões, os palestrantes João Batista Guimarães e Antônio Sapezeiro, ambos representantes dos territórios do Sapê do Norte; Elias, da Comunidade de Barreiras, em São Mateus, e Tânia Silveira, da Pastoral da Ecologia e Mineração, compartilharam relatos sobre os riscos sociais, ambientais e humanos provocados por esse tipo de empreendimento.

As falas destacaram experiências de comunidades afetadas pela mineração, além das preocupações relacionadas à degradação ambiental, à ameaça aos territórios tradicionais e aos impactos para as futuras gerações.

Com ampla participação do público presente, a plenária também se tornou um espaço de escuta, denúncia e construção coletiva. Ao final do encontro, a coordenação do Fórum assumiu o compromisso de elaborar uma carta destinada às autoridades governamentais do Espírito Santo, reforçando a necessidade de diálogo, transparência e garantia dos direitos das comunidades impactadas.

A proposta da carta reafirma a solidariedade às populações ameaçadas pela exploração mineral e destaca a importância do Consentimento Livre, Prévio e Informado das comunidades tradicionais, além do cumprimento das legislações ambientais e da defesa da justiça socioambiental.

O Vicariato para Ação Social, Política e Ecumênica, ao lado de diversas pastorais e entidades parceiras, assinou a Nota Pública do Conselho Estadual de

O Vicariato para Ação Social, Política e Ecumênica, ao lado de diversas pastorais e entidades parceiras, assinou a Nota Pública do Conselho Estadual de Direitos Humanos do Espírito Santo (CEDH/ES) em repúdio ao Decreto nº 6414-R/2026, editado pelo Governo do Estado no último dia 13 de maio.

O decreto revoga o Decreto nº 5.155-R/2022 e reestrutura a política estadual de prevenção e mediação de conflitos fundiários, que são disputas que envolvem o acesso à terra, à moradia e ao território, tanto em áreas urbanas quanto rurais. Para o CEDH/ES e os mais de cem signatários da nota, a mudança representa um grave retrocesso: ao transferir a condução desses conflitos da área de Direitos Humanos para a lógica da Segurança Pública, o governo estadual passa a tratar como caso de polícia aquilo que a Constituição Federal reconhece como questão social.

Uma mudança de paradigma com consequências reais

Conflitos fundiários não são simples disputas jurídicas. Por trás de cada reintegração de posse ou despejo coletivo há famílias, histórias de exclusão, déficit habitacional acumulado por décadas e comunidades inteiras, muitas vezes quilombolas, indígenas, agricultores familiares ou trabalhadores urbanos sem alternativa de moradia, que dependem de mediação qualificada, diálogo e proteção institucional.

A antiga Comissão Permanente de Conciliação e Acompanhamento dos Conflitos Fundiários (CPCACF), extinta pelo decreto, funcionava como um espaço plural: reunia órgãos de assistência social, habitação, meio ambiente, direitos humanos, Defensoria Pública, Ministério Público e sociedade civil. O novo modelo reduz drasticamente essa participação, tornando a presença da Defensoria e do Ministério Público uma “mera possibilidade eventual, condicionada a convite”, e excluindo o próprio Conselho Estadual de Direitos Humanos da composição permanente.

O que diz a Constituição e o que diz o decreto

A Constituição Federal é clara: a propriedade deve cumprir sua função social (arts. 5º, XXIII, e 170, III). O direito à moradia digna é garantia fundamental (art. 6º). A dignidade da pessoa humana é fundamento da República (art. 1º, III). Tratados internacionais ratificados pelo Brasil, como o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, estabelecem que remoções e reintegrações de posse devem ocorrer apenas em caráter excepcional, com ampla mediação e proteção às populações vulneráveis.

O Supremo Tribunal Federal, especialmente no âmbito da ADPF 828, consolidou o entendimento de que conflitos fundiários coletivos exigem tratamento humanizado, interinstitucional e orientado à proteção da dignidade humana. O Conselho Nacional de Justiça, pela Resolução nº 510/2023, instituiu diretrizes nacionais que colocam a mediação e a participação ampliada no centro do tratamento desses conflitos.

O decreto estadual caminha na direção contrária a tudo isso.

CONFIRA AQUI A NOTA COMPLETA.

Estão abertas as inscrições para o Curso de Formação para Educadores Sociais 2026, promovido pelo Vicariato para a Ação Social da Arquidiocese de Vitória,

Estão abertas as inscrições para o Curso de Formação para Educadores Sociais 2026, promovido pelo Vicariato para a Ação Social da Arquidiocese de Vitória, com certificação da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). A iniciativa busca fortalecer a atuação de educadores, lideranças comunitárias, agentes pastorais e pessoas comprometidas com a promoção da dignidade humana e da transformação social.

Neste ano, o curso contará com formato híbrido, unindo encontros presenciais e atividades online. A proposta traz novos professores e uma programação voltada para temas fundamentais da realidade social contemporânea, como Saúde Mental, Direitos Humanos, Comunicação Não Violenta, políticas públicas e práticas de cuidado coletivo.

Os encontros presenciais acontecerão na Casa Bom Pastor, no Centro de Vitória, sempre às sextas-feiras, das 13h às 16h. A aula inaugural será realizada no dia 29 de maio e terá como tema principal “Políticas Públicas”.

O curso integra as ações de formação sociopolítica e humana desenvolvidas pelo Vicariato para a Ação Social, Política e Ecumênica da Arquidiocese de Vitória, organismo criado para fortalecer o diálogo entre Igreja e sociedade e incentivar práticas de justiça social, cidadania e promoção dos direitos humanos.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 22 de maio, CLICANDO AQUI.

A Arquidiocese de Vitória, por meio do Vicariato para Ação Social, Política e Ecumênica, em parceria com o Regional Leste 3 da CNBB, promove

A Arquidiocese de Vitória, por meio do Vicariato para Ação Social, Política e Ecumênica, em parceria com o Regional Leste 3 da CNBB, promove no próximo dia 09 de maio o Encontro de Ecologia Integral e Conversão Ecológica. A atividade será realizada das 8h às 17h, na Casa Verde, localizada na subida do Convento da Penha, em Vila Velha.

O encontro é um convite à reflexão e ao compromisso com o cuidado da “Casa Comum”, em sintonia com os apelos do Papa Francisco e com a missão da Igreja de fortalecer ações em defesa da vida, da justiça socioambiental e da preservação da criação.

Ao longo do dia, os participantes irão partilhar experiências, aprofundar o debate sobre Ecologia Integral e buscar caminhos práticos para fortalecer iniciativas de cuidado com o meio ambiente e com as populações mais vulneráveis. A proposta também busca articular lideranças, pastorais, movimentos e agentes sociais em torno de uma atuação conjunta diante dos desafios ambientais e sociais da atualidade.

As inscrições devem ser realizadas pelo e-mail [email protected]. As vagas são limitadas à capacidade do espaço, com máximo de 55 participantes.

A organização reforça o convite para que lideranças e comunidades participem deste momento de formação, diálogo e compromisso coletivo com a vida e com a preservação da Casa Comum.

Serviço
Encontro de Ecologia Integral e Conversão Ecológica
Data: 09 de maio de 2026
Horário: 8h às 17h
Local: Casa Verde – subida do Convento da Penha
Inscrições: [email protected]
Vagas limitadas.

“Onde está o teu irmão?” (Gn 4,9) A Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de Vitória vem a público manifestar seu profundo pesar,

“Onde está o teu irmão?” (Gn 4,9)

A Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de Vitória vem a público manifestar seu profundo pesar, indignação e veemente repúdio diante do assassinato brutal de um irmão em situação de rua, Marcos Vinicius Lopes Rodrigues, ocorrido em circunstâncias de extrema barbárie. Segundo investigações recentes, o homem foi abordado e sequestrado na região da Praia do Suá, em Vitória, por um grupo de vigilantes de uma mesma empresa particular de segurança e levado para uma área de mata na Serra, onde foi submetido à tortura, em seguida foi executado e enterrado. Este crime não é apenas um ato isolado de violência, mas o resultado de uma cultura de ódio e higienismo que desumaniza aqueles que já vivem na mais absoluta vulnerabilidade. Jamais se pode justificar práticas de sequestro, tortura ou execução sumária sob o pretexto de uma “justiça” paralela e cruel.

A Pastoral reafirma que a condição de rua não anula a dignidade humana nem o direito inalienável à vida.

Diante desse cenário de dor e indignação, exigimos:

A apuração rigorosa e a responsabilização criminal de todos os envolvidos diretamente no crime, os dois já presos e os outros seis suspeitos, bem como os mandantes, se houve.

Que o poder público reforce as medidas de segurança e acolhimento voltadas à população de rua, combatendo a violência institucional e privada.

Que a sociedade capixaba não se silencie diante do massacre dos pobres, pois o silêncio é cúmplice da injustiça.

Unimo-nos em oração e solidariedade à memória deste irmão e a todos os homens e mulheres que resistem diariamente às dores das calçadas, do abandono e do descaso dos poderes públicos. Que o Deus da Vida nos dê forças para continuar lutando por um mundo onde ninguém seja descartado e todos tenham direito ao pão, à moradia e à dignidade.

Justiça para o povo da rua!

Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de Vitória

Evento aberto ao público reúne especialistas e movimentos sociais para discutir os impactos da exploração mineral sobre comunidades quilombolas, ribeirinhas e pesqueiras do Norte

Evento aberto ao público reúne especialistas e movimentos sociais para discutir os impactos da exploração mineral sobre comunidades quilombolas, ribeirinhas e pesqueiras do Norte capixaba

A exploração de sal-gema no Norte do Espírito Santo e os impactos causados às populações tradicionais estarão no centro dos debates da XVII Plenária do Fórum Igrejas e Sociedade em Ação, promovida pelo Fórum Igrejas e Sociedade e pelo Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP Regional MG/ES). O encontro será realizado no dia 16 de maio de 2026, das 8h às 12h, no Colégio Agostiniano, e será aberto ao público, sem necessidade de inscrição prévia.

Com o tema “A Exploração do Sal Gema no Norte do Espírito Santo e as Violências Contra os Povos dos Territórios”, a plenária propõe uma reflexão sobre os impactos ambientais, sociais e humanos provocados pela atividade mineradora, especialmente sobre comunidades quilombolas, ribeirinhas e pescadores da região norte capixaba.

A programação contará com a participação da professora Simone, da UFES São Mateus, e de Tânia, coordenadora da Comissão de Ecologia Integral do Regional Leste 3, que irão contribuir com análises e reflexões sobre os riscos da exploração do sal-gema e seus desdobramentos para os territórios e modos de vida das populações tradicionais.

O debate também traz à memória casos já conhecidos no país, como o desastre socioambiental relacionado à exploração de sal-gema em Maceió (AL), envolvendo a Braskem, que resultou em graves consequências para moradores e comunidades locais. A partir dessas experiências, a plenária busca ampliar o diálogo sobre prevenção, defesa dos territórios e garantia de direitos.

A XVII Plenária reforça o compromisso das organizações envolvidas com a justiça socioambiental, a preservação da vida e a defesa dos povos tradicionais diante dos impactos de grandes empreendimentos econômicos.

Serviço
XVII Plenária do Fórum Igrejas e Sociedade em Ação
Tema: A Exploração do Sal Gema no Norte do Espírito Santo e as Violências Contra os Povos dos Territórios
Data: 16 de maio de 2026
Horário: 8h às 12h
Local: Colégio Agostiniano
Entrada gratuita e aberta ao público.