Pastorais Sociais

No último sábado, 25 de abril de 2026, a Pastoral do Povo da Rua de Vitória promoveu uma importante formação com o tema “Moradia:

No último sábado, 25 de abril de 2026, a Pastoral do Povo da Rua de Vitória promoveu uma importante formação com o tema “Moradia: direito fundamental e dignidade humana”, realizada no CEBI-ES, em Vitória. O encontro reuniu agentes pastorais e representantes de outras pastorais da Arquidiocese para um momento de reflexão, partilha de experiências e aprofundamento sobre a realidade da população em situação de rua.

A formação contou com a participação de Tânia Ramos, da coordenação nacional da Pastoral do Povo da Rua, que apresentou a missão, os princípios e as diretrizes da pastoral, além de compartilhar experiências desenvolvidas por equipes locais em diferentes regiões do Brasil. As iniciativas apresentadas mostraram diversas possibilidades de atuação junto à população em situação de rua, fortalecendo o compromisso da Igreja com a dignidade humana e a defesa dos direitos sociais.

Também participou do encontro, de forma remota, Luiz Kohara, assessor da pastoral nacional, que abordou o tema da moradia para a população em situação de rua. Em sua fala, destacou a moradia como um direito fundamental e elemento indispensável para a reconstrução da dignidade e da cidadania.

No período da tarde, foi realizada uma mesa de debate com a presença de Tânia Ramos, do defensor público Dr. Hugo e da juíza Dra. Lucy, coordenadora do PopRuaJud no Espírito Santo. O diálogo trouxe reflexões sobre os desafios enfrentados pela população em situação de rua e sobre a importância da articulação entre sociedade civil, poder público e instituições para garantir direitos e construir políticas públicas mais humanas e efetivas.

A Prefeitura de Guarapari, por meio da Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Cidadania (SEMTAC), realizou, nesta terça-feira (14), a posse dos membros do

A Prefeitura de Guarapari, por meio da Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Cidadania (SEMTAC), realizou, nesta terça-feira (14), a posse dos membros do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (COMDEPI), para o mandato referente ao período de abril de 2026 a abril de 2028.

A cerimônia aconteceu na Sala dos Conselhos da SEMTAC e contou com a nomeação dos conselheiros titulares e suplentes, representantes do Poder Público e da Sociedade Civil, conforme previsto na legislação municipal vigente.

Na mesma ocasião, foi realizada a eleição da mesa diretora do Conselho, que ficou assim constituída:
• Presidente: Maria Claudia Correa Barbosa
• Vice-Presidente: Martha Helena de Oliveira Ramos
• Secretária: Giselane da Silva Lopes

O COMDEPI é um órgão colegiado de caráter deliberativo, consultivo e fiscalizador, responsável por acompanhar, avaliar e propor diretrizes para a política municipal voltada à pessoa idosa.

A Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Cidadania reforça seu compromisso com o fortalecimento das instâncias de controle social, atuando de forma permanente na garantia e promoção dos direitos da pessoa idosa no município.

 

*Texto da Prefeitura de Guarapari.

Celebração, presidida pelo padre Kelder Brandão, reuniu agentes do Vicariato para Ação Social e destacou a missão da Igreja diante da realidade das periferias

Celebração, presidida pelo padre Kelder Brandão, reuniu agentes do Vicariato para Ação Social e destacou a missão da Igreja diante da realidade das periferias e da promoção da dignidade humana.

A Missa das Pastorais Sociais na Festa da Penha 2026, reuniu agentes de diversas pastorais, movimentos e iniciativas sociais da Arquidiocese de Vitória no Campinho do Convento da Penha, na manhã do último dia da festa.

Presidida pelo padre Kelder Brandão, coordenador do Vicariato para Ação Social, Política e Ecumênica, a celebração foi guiada pelo tema da paz, em sintonia com a proposta da Festa deste ano. Em sua homilia, Kelder destacou a urgência de construir a paz a partir da realidade concreta das comunidades, especialmente aquelas marcadas pela violência, desigualdade e vulnerabilidade social.

Ao refletir sobre os desafios vividos nas periferias, o padre também chamou atenção para a necessidade de promoção da dignidade humana e do compromisso com a justiça social, reforçando o papel das pastorais sociais na defesa da vida e dos direitos, em consonância com a missão do Vicariato de fortalecer o diálogo entre Igreja e sociedade e atuar na promoção integral da pessoa humana .

A seguir, confira a homilia na íntegra:

Reunidos nesta manhã, alegramo-nos com a Mãe do Ressuscitado, Nossa Senhora da Penha, Senhora das Alegrias, nossa Padroeira, celebrando o seu dia, nesta que é a maior manifestação religiosa do Estado, recém-elevada a Patrimônio Cultural do Brasil. Nosso reconhecimento e agradecimento ao senador Fabiano Contarato por esse presente. Viva Nossa Senhora da Penha!

“Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz”! Esta súplica bonita e sincera de São Francisco de Assis, que inspira a Festa neste ano, ecoa na história e no nosso peito, fazendo-se ainda mais necessária neste tempo sombrio em que vivemos, ameaçado pelos horrores das guerras, em várias partes do mundo.

Todo cristão deve ser um instrumento da Paz, ou não será cristão! Mas não da paz que o mundo dá, como disse Jesus ao se despedir dos apóstolos, porque essa paz é uma farsa, imposta pela violência, pelo medo e pela opressão. Ela nega ao outro o direito sagrado de dizer o que pensa, o que sente e como quer viver. Ela não é paz! É medo, é subjugação, é silenciamento, é violência disfarçada.

A paz que o mundo dá é a paz imposta pelos imperadores, pelos tiranos, pelos déspotas, pelos idólatras, pelos falsos deuses e seus sacerdotes, que governam o mundo e se impõem na história. A Paz que Deus nos dá é tecida por todos e é para todos. Ela nasce junto com a justiça, o respeito, o diálogo, a participação, a consciência e o desejo sincero de ver a felicidade do outro.

Ao longo dos anos, a Arquidiocese de Vitória, através das pastorais, projetos sociais e demais forças vivas que atuam com a dimensão social da evangelização, tem sido uma artesã perene da Paz que vem de Deus, tecida por mãos amorosas de homens e mulheres, com os fios da conscientização, da solidariedade, do compromisso ético, do ecumenismo e do compromisso com a vida e a dignidade dos vulnerabilizados e excluídos da sociedade.

Homens e mulheres, instrumentos da paz, que consomem seus dias, suam o rosto e calejam os pés, indo ao encontro das pessoas em situação de rua; das pessoas encarceradas; dos idosos e enfermos, em casa ou nos leitos hospitalares; das crianças, adolescentes e jovens empobrecidos e vulnerabilizados; das crianças e adultos com o vírus da AIDS; das famílias empobrecidas que passam fome; das famílias sem moradia digna; das mulheres vítimas do machismo e da violência doméstica; dos trabalhadores e trabalhadoras explorados; das pessoas que têm seus direitos humanos básicos violados; das juventudes negras e periféricas, exterminadas por agentes do Estado; dos atingidos e atingidas por barragens; dos pescadores e ribeirinhos; do meio ambiente, que sofre com o descaso do poder público e com as ações humanas depredatórias.

Homens e mulheres generosos, que tecem com essas pessoas um projeto de vida e de mundo pacífico, que seja a manifestação do Reino de Deus na história, profetizado no canto de Maria, Mãe do Senhor.

As palavras de Maria que acabamos de ouvir no Evangelho de São Lucas manifestam o amor e a predileção de Deus pelos empobrecidos, humildes e fragilizados, contestando as formas de governos que desprezam a vida e a dignidade das pessoas, valorizando tão somente o poder e a riqueza.

Elas condenam com veemência a humilhação e a opressão dos empobrecidos e excluídos, vítimas de sistemas políticos e econômicos que idolatram o lucro, estimulam a competição e promovem guerras, como faz o neoliberalismo em nossos dias.

Maria denuncia as práticas desumanas e cruéis de governos autoritários e propõe uma nova ordem social e política, alicerçada na justiça divina, onde os humildes são elevados em dignidade, os famintos são saciados de pão, os poderosos são destituídos de seus tronos e os ricos são despedidos de mãos vazias.

Ela propõe a inversão da ordem dos sistemas políticos que se impõem com o uso de armas, fazendo guerras que destroem povos e nações ao longo da história e que, hoje, colocam em risco a nossa própria existência.

É nesse contexto extremamente desafiador em que vivemos que a súplica de São Francisco de Assis deve ecoar com mais intensidade em nosso interior: Senhor, fazei-me instrumento de Vossa Paz!

Precisamos ser instrumentos da Paz de Deus para transformar o mundo, a começar pela nossa realidade local. Nós vivemos em um Estado extremamente violento. Nossas comunidades sofrem dia e noite com a violência. Sequer conseguimos dormir direito com tantos tiros ao longo das madrugadas. Embora seja noticiado que houve diminuição de homicídios no Estado, nossas comunidades estão muito longe de serem comunidades seguras.

Em nome do combate ao tráfico de drogas e de armas, travam-se verdadeiras guerras nas periferias em que vivemos. O próprio Estado pratica violência. São mais de vinte e cinco mil encarcerados, em sua maioria absoluta jovens empobrecidos, negros e periféricos, sem mencionar o rastro de sangue e de corpos tombados diariamente nas periferias do Estado. Jovens e adolescentes negros, empobrecidos, moradores de periferia, tratados como inimigos do Estado, sob o nosso olhar complacente e os aplausos dos serviçais da morte.

No fundo, todos nós sabemos que essas ações não têm o objetivo de acabar com o tráfico de drogas ilícitas e de armas. Todos nós sabemos que os jovens das periferias, que atuam no tráfico, logo serão presos ou mortos, porque a vida deles é descartável, tanto pelos seus chefes quanto pelas nossas instituições.

Sabemos que não são eles que comandam e enriquecem com o tráfico. Na verdade, eles pagam a conta para o deleite da classe média e rica que consome as drogas em larga escala. Sabemos que o lucro do tráfico financia campanhas políticas, compra igrejas e está na conta dos investidores do coração financeiro do país e dos paraísos fiscais.

Sabemos que “o maior traficante de drogas do Estado é um policial”. Um policial responsável pela delegacia de combate ao tráfico de drogas e de armas. Essas palavras não são de um padre e, sim, de um delegado de polícia. Mas isso não deve ser — e não é — novidade para ninguém do Espírito Santo. Nós sabemos dos interesses e das blindagens institucionais que as corporações policiais têm no Estado, e isso não é de hoje:

Há quantos anos as ações violentas e desproporcionais dos agentes de segurança do Estado, violando os direitos dos moradores de periferia, são denunciadas sem que os órgãos de controle externo das polícias tomem providências?

Há quantos anos é denunciada a inoperância das corregedorias, quando os direitos dos pobres são violados por agentes do Estado?

Há quantas décadas a sociedade civil reivindica uma ouvidoria independente, sem que seja ouvida?

Há quantos anos reivindicamos o uso de câmeras nos uniformes dos policiais que fazem operações nas periferias e somos ignorados?

E o país inteiro ouviu que um policial denunciado há quase uma década na corregedoria por envolvimento com traficantes atuava no principal órgão de repressão ao tráfico. Que vergonha para a Segurança Pública do Espírito Santo!

Mas isso só veio a público porque existe uma crise institucional instalada em um dos órgãos de segurança pública, a polícia civil. Mas porque isso está acontecendo? A quem interessa essa lambança toda? Quem é beneficiado e quais grupos políticos serão fortalecidos com essa crise na segurança pública?

A página do crime organizado nunca foi virada no Espírito Santo. Ela continuou sendo escrita por novos autores e com letras diferentes, livremente, nos submundos sombrios das instituições e, agora, se sente fortalecido para emergir à luz do dia. Porque quase trinta anos depois é que se volta a falar em crime organizado com tanta ênfase no Estado? Essa é uma pergunta que todo capixaba se deve fazer e esperamos que Nossa Senhora da Penha ilumine essa dimensão obscura das instituições capixabas.

Precisamos ser instrumentos da paz para acabar com a violência nas periferias perpetrada pelas instituições e para acabar com a violência de gênero no Estado.

Quantas mulheres ainda serão assassinadas, vítimas do machismo? Só este ano já foram mais de 30 mulheres. Isso é horrível! O machismo é um pecado grave, que destrói a vida e a dignidade das mulheres. Como uma praga, ele está presente em toda parte, infestando mentes, corações e as instituições, principalmente as instituições religiosas, como a nossa Igreja.

Nós, Igreja, temos uma dívida histórica com as mulheres e precisamos refletir sobre isso.

Quantas Daniele Toneto, Francisca Chaguiana Dias Viana, Deyse Barbosa, Thais Rios, Juliana El-Aouar, Fabiane Rizzo, Andreia Cristina da Silva, Juliana dos Santos, Sara da Cruz Moulin Merçon, Milena Gottadi, Araceli, serão enterradas, até que nós, cristãos, compreendamos, que precisamos enfrentar os discursos e as práticas machistas, naturalizadas em nosso meio, por pessoas e pelas instituições?

Senhor, fazei-nos instrumentos da paz para acabar com a violência contra as mulheres, contra as crianças e contra os adolescentes.

Senhor, fazei-nos instrumentos da paz para acabar com o racismo estrutural que exclui, humilha e mata diariamente a juventude negra do nosso país.

Senhor, fazei-nos instrumentos da paz para acabar com a fome que ainda atinge milhares de famílias em nosso Estado e em nosso país.

Senhor, fazei-nos instrumentos da paz para defender a vida em todas as suas dimensões e promover a dignidade humana, fundamento de toda a ação evangelizadora da Igreja.

Queridos irmãos e irmãs, ser instrumento da paz é assumir uma postura firme diante das injustiças, sem medo das consequências. É denunciar o pecado estrutural que gera exclusão, violência e morte. É anunciar a esperança que nasce do Evangelho de Jesus Cristo.

A paz que Jesus nos oferece não é ausência de conflitos, mas a presença da justiça. Não é silêncio diante da opressão, mas coragem para enfrentar as estruturas que geram desigualdade e sofrimento.

Celebrar a Festa de Nossa Senhora da Penha, Senhora das Alegrias, é renovar em nós o compromisso com a construção da paz verdadeira, aquela que nasce do amor e se concretiza na justiça.

Neste tempo Pascal, quando celebramos a vitória da vida sobre a morte, somos convidados a renovar nossa fé e nossa esperança.

Que Maria, Mãe do Ressuscitado, interceda por nós e nos ensine a ser instrumentos da paz em nossas famílias, em nossas comunidades e em toda a sociedade.

Que Nossa Senhora da Penha, Padroeira do nosso Estado, nos ajude a caminhar com coragem, fé e esperança, comprometidos com a construção de um mundo mais justo, fraterno e solidário.

Amém.

“Estive preso e vieste me visitar” (Mt 25,36) A Pastoral Carcerária da Arquidiocese Vitória/ES, regional Leste 3 da CNBB, realizou na Semana Santa, a

“Estive preso e vieste me visitar” (Mt 25,36)

A Pastoral Carcerária da Arquidiocese Vitória/ES, regional Leste 3 da CNBB, realizou na Semana Santa, a Celebração da Eucaristia com rito do lava-pés em 4 presídios da Grande Vitória. Essa Celebração pertence ao calendário oficial da igreja católica em todo o mundo e faz memória da última Ceia de Jesus com os seus discípulos e a instituição da Eucaristia. Realizada na Quinta-Feira Santa, essa celebração marca também o gesto de Jesus-Servo que lavou os pés de seus discípulos (João 13,1-17).

No CPFC (Centro Prisional Feminino de Cariacica), em Bubu, a celebração da eucaristia foi presidida pelo Padre Manoel David Neto, da Paróquia N. S. Conceição em Alfredo Chaves, com a preparação feita pelos agentes da Pastoral Carcerária e contou com a presença de mais de sessenta mulheres internas da unidade dos diversos regimes. Foram momentos de intensa reflexão, partilha e muita emoção. As mulheres, muitas grávidas, se emocionaram muito no momento de ter seus pés lavados pelo sacerdote.

No CDPV2 (Centro de Detenção Provisória de Viana II) a celebração eucarística foi presidida pelo Padre Rodrigo Almeida Simões, vigário da Paróquia de São Benedito, região da Serra sede. O sacerdote durante toda a homilia permaneceu de joelhos diante dos custodiados, no chão frio da cadeia, destacando que o gesto de Jesus inverte a lógica de poder, demonstrando que a verdadeira grandeza está em servir ao próximo e purificar-se, antecipando a purificação dos pecados pela sua morte na cruz. A missa foi marcada por muita emoção e foi realizada pelo terceiro ano consecutivo, organizada pela equipe da Pastoral Carcerária e a direção da unidade. Celebrar o lava pés nesta unidade é sempre uma experiência carregada de emoção por todo o simbolismo que representa. A atual unidade foi erguida sobre os escombros da antiga Casa de Custódia de Viana – CASCUV – símbolo forte do período que ficou marcado como o das “Masmorras Capixabas”.

No mesmo complexo prisional, aconteceu também a Celebração da Eucaristia, no Presídio de Segurança Média II (PSME II) com a cerimônia do lava pés. Esta unidade abriga os reeducandos da população GBTQIAPN+. A celebração foi presidida por Frei Antônio Reginaldo Ferreira, OFMCap, Pároco da Paróquia Santa Clara de Assis, Viana. Foram momentos de profunda partilha da Palavra que liberta e inclui todas as pessoas.

No CDPG (Centro de Detenção Provisória de Guarapari), a Celebração da Santa Missa com a cerimônia do lava-pés foi presidida pelo Padre Lucas Folador Muniz Pina, da Paróquia Sagrada Família, Praia do Morro. O momento proporcionou a reflexão sobre a humildade, perdão, misericórdia e amor incondicional de Deus pela humanidade, com profunda contrição e participação com cânticos e súplicas dos irmãos privados de liberdade.  Foi refletido também as cruzes que o povo empobrecido carrega: a desigualdade social, as injustiças sociais, a falta e precariedade de moradia se tantas pessoas; e a invisibilidade de irmãs e irmãs que gritam por políticas públicas.

A Pastoral Carcerária atua a 54 anos nos presídios do Brasil e nossos/as agentes sentem o cheiro e pisam o chão frio das cadeias, levando a palavra de Deus através do evangelho, indo ao encontro de Jesus   em cada irmão e irmã encarcerada/o, denunciando as violações de Direitos Humanos e as mazelas do cárcere, lutando por um mundo sem prisões.

Caminhada de fé, inspirada na Campanha da Fraternidade 2026, reflete sobre o direito à moradia e reúne participantes até a Catedral Metropolitana de Vitória

Caminhada de fé, inspirada na Campanha da Fraternidade 2026, reflete sobre o direito à moradia e reúne participantes até a Catedral Metropolitana de Vitória

A Arquidiocese de Vitória, por meio do Vicariato para Ação Social, Política e Ecumênica, promoveu, na manhã da última quarta-feira, 1º de abril de 2026, a Via-Sacra das Crianças e dos Adolescentes, reunindo participantes dos projetos sociais em um momento de fé, reflexão e compromisso com a realidade social.

A atividade teve início às 8h30, na Praça Costa Pereira, no centro de Vitória, e seguiu em caminhada até a Catedral Metropolitana. Ao longo do percurso, as estações da Via-Sacra foram vivenciadas à luz do tema da Campanha da Fraternidade 2026, “Fraternidade e Moradia”, conectando a paixão de Cristo às situações de vulnerabilidade habitacional enfrentadas por muitas famílias.

Organizada pelo Fórum dos Projetos Sociais, uma das estruturas do Vicariato para Ação Social, a iniciativa destacou o protagonismo das crianças e adolescentes na construção de uma consciência social mais justa e solidária. Durante as paradas, foram apresentadas reflexões que relacionam o Evangelho com os desafios concretos da falta de moradia digna, incentivando o olhar sensível e o compromisso com a transformação da realidade.

A presença do bispo auxiliar, Dom Andherson Franklin, marcou o momento, reforçando a importância de envolver as novas gerações nas ações da Igreja em saída, comprometida com os mais vulneráveis e com a promoção da dignidade humana.

Inspirada pelas propostas da Campanha da Fraternidade, a Via-Sacra também se insere no esforço da Igreja de fomentar a reflexão, a ação comunitária e o engajamento social em torno do direito à moradia, entendida como um elemento essencial para a vida digna .

Mais do que uma caminhada, a Via-Sacra das Crianças e dos Adolescentes foi um sinal concreto de esperança e de compromisso com a construção de uma sociedade mais fraterna, onde todos tenham lugar e condições dignas de viver.

Relato espontâneo durante ação pastoral evidencia transformação de vida e renova compromisso com a missão social da Igreja. Um testemunho inesperado marcou uma das

Relato espontâneo durante ação pastoral evidencia transformação de vida e renova compromisso com a missão social da Igreja.

Um testemunho inesperado marcou uma das recentes ações de acolhida realizada pela Pastoral do Povo de Rua da Paróquia da Glória, em Vila Velha. Durante a distribuição de alimentos, um ex-acolhido em situação de rua retornou para agradecer pelo apoio recebido em uma ação anterior, realizada no Natal de 2023.

Na ocasião, a ação do Natal de Rua tinha o objetivo de levar amor e esperança para as pessoas em situação de rua. Meses depois, o homem relatou que, a partir daquele momento, conseguiu retomar sua profissão e reorganizar sua vida. Ele destacou a importância da iniciativa e afirmou que o trabalho da pastoral contribuiu diretamente para sua transformação pessoal.

O episódio evidencia o alcance das ações realizadas semanalmente, que vão além da assistência imediata. Atualmente, cerca de 80 pessoas em situação de rua são atendidas aos domingos, com a oferta de alimentação, roupas, água e ração para animais de estimação, além de orientação sobre direitos e políticas públicas.

Na última ação, foram distribuídas 76 marmitas em diferentes bairros, entre eles Itapoã, Divino Espírito Santo, Cristóvão Colombo, Aribiri, Prainha e Praia da Costa. As atividades também incluem momentos de escuta e evangelização, fortalecendo vínculos e promovendo a dignidade humana.

Para doações, entre em contato com a Secretaria da Paróquia N.S. da Glória através dos números: 27 3319-0004 ou 27 99773-2450.

Pastoral da Saúde apresenta sua missão aos seminaristas e reforça o chamado a uma Igreja presente junto aos que sofrem. Na tarde da última

Pastoral da Saúde apresenta sua missão aos seminaristas e reforça o chamado a uma Igreja presente junto aos que sofrem.

Na tarde da última terça-feira, 17 de março de 2026, no auditório da Mitra Arquidiocesana de Vitória, a coordenação da Pastoral da Saúde, acompanhada de seu assessor espiritual, padre Ricardo, realizou um importante momento de formação com os seminaristas da Arquidiocese. O encontro teve como objetivo apresentar a missão e a relevância da Pastoral da Saúde na vida da Igreja, destacando sua atuação nas três dimensões fundamentais.

Durante a partilha, foi evidenciada a presença concreta da pastoral junto aos irmãos enfermos, seja em domicílio ou em ambientes hospitalares, levando acolhimento, escuta e cuidado. Também foi ressaltado o apoio oferecido às famílias e aos profissionais da saúde, além do compromisso com a promoção da educação, da prevenção e da valorização dos saberes populares. Outro ponto de destaque foi a atuação nos conselhos de saúde, reforçando o papel da Igreja na defesa da vida e da dignidade humana.

A reflexão partiu de uma convicção central: quando estamos com saúde, buscamos a Igreja; quando estamos doentes, é a Igreja que deve ir ao encontro de quem sofre. Inspirados na figura do Bom Samaritano, os agentes da Pastoral da Saúde são chamados a ser presença viva da misericórdia de Deus junto aos enfermos, tornando-se sinais concretos de cuidado e compaixão.

Nesse contexto, a presença do sacerdote se revela essencial para completar essa missão, especialmente por meio dos sacramentos da confissão e da unção dos enfermos, que oferecem conforto espiritual e fortalecem a esperança.

A iniciativa reforça o compromisso do Vicariato para Ação Social, Política e Ecumênica com a formação integral e a atuação concreta da Igreja junto às realidades humanas mais sensíveis, em sintonia com o chamado de uma Igreja em saída, próxima dos que mais necessitam .

Encontro reuniu representantes das dioceses do Espírito Santo e definiu a nova coordenação da pastoral, além da lista tríplice para o serviço no regional.

Encontro reuniu representantes das dioceses do Espírito Santo e definiu a nova coordenação da pastoral, além da lista tríplice para o serviço no regional.

Entre os dias 6 e 8 de março, o Centro de Treinamento Dom João Batista sediou a Assembleia Regional da Pastoral da Pessoa Idosa (PPI) do Regional Leste 3 da CNBB. O encontro reuniu representantes da Arquidiocese de Vitória e das dioceses de Cachoeiro de Itapemirim e São Mateus para um momento de partilha, formação e fortalecimento da missão junto às pessoas idosas nas comunidades.

A assembleia contou com a participação da equipe nacional da Pastoral da Pessoa Idosa, representada por Regina Riba e Marilene Stec, além da presença do referencial do Cepast Leste 3, Marco Romanha. Durante os três dias de encontro, os participantes partilharam as realidades vividas nas dioceses, destacando avanços, desafios e experiências significativas no acompanhamento às pessoas idosas.

Também foram realizados momentos de formação que reforçaram a importância da visita domiciliar, da escuta atenta e da promoção da dignidade e da qualidade de vida das pessoas idosas. A equipe nacional destacou ainda a dimensão evangelizadora da pastoral, lembrando que cuidar das pessoas idosas é testemunhar o Evangelho da vida, da solidariedade e do respeito.

O encontro foi marcado por um clima de fraternidade, espiritualidade e compromisso missionário, fortalecendo os agentes pastorais na missão de acompanhar, cuidar e valorizar a vida das pessoas idosas nas comunidades.

Ao final da assembleia, foi eleita a nova coordenação estadual da Pastoral da Pessoa Idosa, com Maria Nelma Correia Lazzarin. Também foi definida a lista tríplice composta por Adriana Nunes Oliveira Pinto (Arquidiocese de Vitória), Gilsa Maria Vieira Almeida (Diocese de São Mateus) e Tatiane Ribeiro Carneiro (Diocese de Cachoeiro de Itapemirim). A eleição reafirma o compromisso da pastoral com uma Igreja que acolhe, cuida e reconhece o valor e a sabedoria das pessoas idosas.