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Celebração, presidida pelo padre Kelder Brandão, reuniu agentes do Vicariato para Ação Social e destacou a missão da Igreja diante da realidade das periferias

Celebração, presidida pelo padre Kelder Brandão, reuniu agentes do Vicariato para Ação Social e destacou a missão da Igreja diante da realidade das periferias e da promoção da dignidade humana.

A Missa das Pastorais Sociais na Festa da Penha 2026, reuniu agentes de diversas pastorais, movimentos e iniciativas sociais da Arquidiocese de Vitória no Campinho do Convento da Penha, na manhã do último dia da festa.

Presidida pelo padre Kelder Brandão, coordenador do Vicariato para Ação Social, Política e Ecumênica, a celebração foi guiada pelo tema da paz, em sintonia com a proposta da Festa deste ano. Em sua homilia, Kelder destacou a urgência de construir a paz a partir da realidade concreta das comunidades, especialmente aquelas marcadas pela violência, desigualdade e vulnerabilidade social.

Ao refletir sobre os desafios vividos nas periferias, o padre também chamou atenção para a necessidade de promoção da dignidade humana e do compromisso com a justiça social, reforçando o papel das pastorais sociais na defesa da vida e dos direitos, em consonância com a missão do Vicariato de fortalecer o diálogo entre Igreja e sociedade e atuar na promoção integral da pessoa humana .

A seguir, confira a homilia na íntegra:

Reunidos nesta manhã, alegramo-nos com a Mãe do Ressuscitado, Nossa Senhora da Penha, Senhora das Alegrias, nossa Padroeira, celebrando o seu dia, nesta que é a maior manifestação religiosa do Estado, recém-elevada a Patrimônio Cultural do Brasil. Nosso reconhecimento e agradecimento ao senador Fabiano Contarato por esse presente. Viva Nossa Senhora da Penha!

“Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz”! Esta súplica bonita e sincera de São Francisco de Assis, que inspira a Festa neste ano, ecoa na história e no nosso peito, fazendo-se ainda mais necessária neste tempo sombrio em que vivemos, ameaçado pelos horrores das guerras, em várias partes do mundo.

Todo cristão deve ser um instrumento da Paz, ou não será cristão! Mas não da paz que o mundo dá, como disse Jesus ao se despedir dos apóstolos, porque essa paz é uma farsa, imposta pela violência, pelo medo e pela opressão. Ela nega ao outro o direito sagrado de dizer o que pensa, o que sente e como quer viver. Ela não é paz! É medo, é subjugação, é silenciamento, é violência disfarçada.

A paz que o mundo dá é a paz imposta pelos imperadores, pelos tiranos, pelos déspotas, pelos idólatras, pelos falsos deuses e seus sacerdotes, que governam o mundo e se impõem na história. A Paz que Deus nos dá é tecida por todos e é para todos. Ela nasce junto com a justiça, o respeito, o diálogo, a participação, a consciência e o desejo sincero de ver a felicidade do outro.

Ao longo dos anos, a Arquidiocese de Vitória, através das pastorais, projetos sociais e demais forças vivas que atuam com a dimensão social da evangelização, tem sido uma artesã perene da Paz que vem de Deus, tecida por mãos amorosas de homens e mulheres, com os fios da conscientização, da solidariedade, do compromisso ético, do ecumenismo e do compromisso com a vida e a dignidade dos vulnerabilizados e excluídos da sociedade.

Homens e mulheres, instrumentos da paz, que consomem seus dias, suam o rosto e calejam os pés, indo ao encontro das pessoas em situação de rua; das pessoas encarceradas; dos idosos e enfermos, em casa ou nos leitos hospitalares; das crianças, adolescentes e jovens empobrecidos e vulnerabilizados; das crianças e adultos com o vírus da AIDS; das famílias empobrecidas que passam fome; das famílias sem moradia digna; das mulheres vítimas do machismo e da violência doméstica; dos trabalhadores e trabalhadoras explorados; das pessoas que têm seus direitos humanos básicos violados; das juventudes negras e periféricas, exterminadas por agentes do Estado; dos atingidos e atingidas por barragens; dos pescadores e ribeirinhos; do meio ambiente, que sofre com o descaso do poder público e com as ações humanas depredatórias.

Homens e mulheres generosos, que tecem com essas pessoas um projeto de vida e de mundo pacífico, que seja a manifestação do Reino de Deus na história, profetizado no canto de Maria, Mãe do Senhor.

As palavras de Maria que acabamos de ouvir no Evangelho de São Lucas manifestam o amor e a predileção de Deus pelos empobrecidos, humildes e fragilizados, contestando as formas de governos que desprezam a vida e a dignidade das pessoas, valorizando tão somente o poder e a riqueza.

Elas condenam com veemência a humilhação e a opressão dos empobrecidos e excluídos, vítimas de sistemas políticos e econômicos que idolatram o lucro, estimulam a competição e promovem guerras, como faz o neoliberalismo em nossos dias.

Maria denuncia as práticas desumanas e cruéis de governos autoritários e propõe uma nova ordem social e política, alicerçada na justiça divina, onde os humildes são elevados em dignidade, os famintos são saciados de pão, os poderosos são destituídos de seus tronos e os ricos são despedidos de mãos vazias.

Ela propõe a inversão da ordem dos sistemas políticos que se impõem com o uso de armas, fazendo guerras que destroem povos e nações ao longo da história e que, hoje, colocam em risco a nossa própria existência.

É nesse contexto extremamente desafiador em que vivemos que a súplica de São Francisco de Assis deve ecoar com mais intensidade em nosso interior: Senhor, fazei-me instrumento de Vossa Paz!

Precisamos ser instrumentos da Paz de Deus para transformar o mundo, a começar pela nossa realidade local. Nós vivemos em um Estado extremamente violento. Nossas comunidades sofrem dia e noite com a violência. Sequer conseguimos dormir direito com tantos tiros ao longo das madrugadas. Embora seja noticiado que houve diminuição de homicídios no Estado, nossas comunidades estão muito longe de serem comunidades seguras.

Em nome do combate ao tráfico de drogas e de armas, travam-se verdadeiras guerras nas periferias em que vivemos. O próprio Estado pratica violência. São mais de vinte e cinco mil encarcerados, em sua maioria absoluta jovens empobrecidos, negros e periféricos, sem mencionar o rastro de sangue e de corpos tombados diariamente nas periferias do Estado. Jovens e adolescentes negros, empobrecidos, moradores de periferia, tratados como inimigos do Estado, sob o nosso olhar complacente e os aplausos dos serviçais da morte.

No fundo, todos nós sabemos que essas ações não têm o objetivo de acabar com o tráfico de drogas ilícitas e de armas. Todos nós sabemos que os jovens das periferias, que atuam no tráfico, logo serão presos ou mortos, porque a vida deles é descartável, tanto pelos seus chefes quanto pelas nossas instituições.

Sabemos que não são eles que comandam e enriquecem com o tráfico. Na verdade, eles pagam a conta para o deleite da classe média e rica que consome as drogas em larga escala. Sabemos que o lucro do tráfico financia campanhas políticas, compra igrejas e está na conta dos investidores do coração financeiro do país e dos paraísos fiscais.

Sabemos que “o maior traficante de drogas do Estado é um policial”. Um policial responsável pela delegacia de combate ao tráfico de drogas e de armas. Essas palavras não são de um padre e, sim, de um delegado de polícia. Mas isso não deve ser — e não é — novidade para ninguém do Espírito Santo. Nós sabemos dos interesses e das blindagens institucionais que as corporações policiais têm no Estado, e isso não é de hoje:

Há quantos anos as ações violentas e desproporcionais dos agentes de segurança do Estado, violando os direitos dos moradores de periferia, são denunciadas sem que os órgãos de controle externo das polícias tomem providências?

Há quantos anos é denunciada a inoperância das corregedorias, quando os direitos dos pobres são violados por agentes do Estado?

Há quantas décadas a sociedade civil reivindica uma ouvidoria independente, sem que seja ouvida?

Há quantos anos reivindicamos o uso de câmeras nos uniformes dos policiais que fazem operações nas periferias e somos ignorados?

E o país inteiro ouviu que um policial denunciado há quase uma década na corregedoria por envolvimento com traficantes atuava no principal órgão de repressão ao tráfico. Que vergonha para a Segurança Pública do Espírito Santo!

Mas isso só veio a público porque existe uma crise institucional instalada em um dos órgãos de segurança pública, a polícia civil. Mas porque isso está acontecendo? A quem interessa essa lambança toda? Quem é beneficiado e quais grupos políticos serão fortalecidos com essa crise na segurança pública?

A página do crime organizado nunca foi virada no Espírito Santo. Ela continuou sendo escrita por novos autores e com letras diferentes, livremente, nos submundos sombrios das instituições e, agora, se sente fortalecido para emergir à luz do dia. Porque quase trinta anos depois é que se volta a falar em crime organizado com tanta ênfase no Estado? Essa é uma pergunta que todo capixaba se deve fazer e esperamos que Nossa Senhora da Penha ilumine essa dimensão obscura das instituições capixabas.

Precisamos ser instrumentos da paz para acabar com a violência nas periferias perpetrada pelas instituições e para acabar com a violência de gênero no Estado.

Quantas mulheres ainda serão assassinadas, vítimas do machismo? Só este ano já foram mais de 30 mulheres. Isso é horrível! O machismo é um pecado grave, que destrói a vida e a dignidade das mulheres. Como uma praga, ele está presente em toda parte, infestando mentes, corações e as instituições, principalmente as instituições religiosas, como a nossa Igreja.

Nós, Igreja, temos uma dívida histórica com as mulheres e precisamos refletir sobre isso.

Quantas Daniele Toneto, Francisca Chaguiana Dias Viana, Deyse Barbosa, Thais Rios, Juliana El-Aouar, Fabiane Rizzo, Andreia Cristina da Silva, Juliana dos Santos, Sara da Cruz Moulin Merçon, Milena Gottadi, Araceli, serão enterradas, até que nós, cristãos, compreendamos, que precisamos enfrentar os discursos e as práticas machistas, naturalizadas em nosso meio, por pessoas e pelas instituições?

Senhor, fazei-nos instrumentos da paz para acabar com a violência contra as mulheres, contra as crianças e contra os adolescentes.

Senhor, fazei-nos instrumentos da paz para acabar com o racismo estrutural que exclui, humilha e mata diariamente a juventude negra do nosso país.

Senhor, fazei-nos instrumentos da paz para acabar com a fome que ainda atinge milhares de famílias em nosso Estado e em nosso país.

Senhor, fazei-nos instrumentos da paz para defender a vida em todas as suas dimensões e promover a dignidade humana, fundamento de toda a ação evangelizadora da Igreja.

Queridos irmãos e irmãs, ser instrumento da paz é assumir uma postura firme diante das injustiças, sem medo das consequências. É denunciar o pecado estrutural que gera exclusão, violência e morte. É anunciar a esperança que nasce do Evangelho de Jesus Cristo.

A paz que Jesus nos oferece não é ausência de conflitos, mas a presença da justiça. Não é silêncio diante da opressão, mas coragem para enfrentar as estruturas que geram desigualdade e sofrimento.

Celebrar a Festa de Nossa Senhora da Penha, Senhora das Alegrias, é renovar em nós o compromisso com a construção da paz verdadeira, aquela que nasce do amor e se concretiza na justiça.

Neste tempo Pascal, quando celebramos a vitória da vida sobre a morte, somos convidados a renovar nossa fé e nossa esperança.

Que Maria, Mãe do Ressuscitado, interceda por nós e nos ensine a ser instrumentos da paz em nossas famílias, em nossas comunidades e em toda a sociedade.

Que Nossa Senhora da Penha, Padroeira do nosso Estado, nos ajude a caminhar com coragem, fé e esperança, comprometidos com a construção de um mundo mais justo, fraterno e solidário.

Amém.

As pastorais sociais se reuniram no Campinho do Convento para homenagear a Senhora das Alegrias. Painéis de cada pastoral entraram foram carregados por voluntários

As pastorais sociais se reuniram no Campinho do Convento para homenagear a Senhora das Alegrias.
Painéis de cada pastoral entraram foram carregados por voluntários e no momento litúrgico de Ação de Graças, bandeiras brancas simbolizando a paz desejada, percorreram o Campinho, passando por entre os fiéis, lembrando que somos responsáveis por construir a paz desejada.
Pe. Kelder Brandão, presidiu a missa e proferiu uma homilia com agradecimentos, denúncias e, principalmente, lembrando que o desejo de paz é de todos, mas nem todos assumem como prioridade e com empenho.
Lembrou dos encarcerados, da violência contra as mulheres, e criticou as instituições que não cumprem seu papel.

Leia abaixo a homilia:

Reunidos nesta manhã, alegramo-nos com a Mãe do Ressuscitado, Nossa Senhora da Penha, Senhora das Alegrias, nossa Padroeira, celebrando o seu dia, nesta que é a maior manifestação religiosa do Estado, recém-elevada a Patrimônio Cultural do Brasil. Nosso reconhecimento e agradecimento ao senador Fabiano Contarato por esse presente. Viva Nossa Senhora da Penha!
“Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz”! Esta súplica bonita e sincera de São Francisco de Assis, que inspira a Festa neste ano, ecoa na história e no nosso peito, fazendo-se ainda mais necessária neste tempo sombrio em que vivemos, ameaçado pelos horrores das guerras, em várias partes do mundo.
Todo cristão deve ser um instrumento da Paz, ou não será cristão! Mas não da paz que o mundo dá, como disse Jesus ao se despedir dos apóstolos, porque essa paz é uma farsa, imposta pela violência, pelo medo e pela opressão. Ela nega ao outro o direito sagrado de dizer o que pensa, o que sente e como quer viver. Ela não é paz! É medo, é subjugação, é silenciamento, é violência disfarçada.
A paz que o mundo dá é a paz imposta pelos imperadores, pelos tiranos, pelos déspotas, pelos idólatras, pelos falsos deuses e seus sacerdotes, que governam o mundo e se impõem na história. A Paz que Deus nos dá é tecida por todos e é para todos. Ela nasce junto com a justiça, o respeito, o diálogo, a participação, a consciência e o desejo sincero de ver a felicidade do outro.
Ao longo dos anos, a Arquidiocese de Vitória, através das pastorais, projetos sociais e demais forças vivas que atuam com a dimensão social da evangelização, tem sido uma artesã perene da Paz que vem de Deus, tecida por mãos amorosas de homens e mulheres, com os fios da conscientização, da solidariedade, do compromisso ético, do ecumenismo e do compromisso com a vida e a dignidade dos vulnerabilizados e excluídos da sociedade.
Homens e mulheres, instrumentos da paz, que consomem seus dias, suam o rosto e calejam os pés, indo ao encontro das pessoas em situação de rua; das pessoas encarceradas; dos idosos e enfermos, em casa ou nos leitos hospitalares; das crianças, adolescentes e jovens empobrecidos e vulnerabilizados; das crianças e adultos com o vírus da AIDS; das famílias empobrecidas que passam fome; das famílias sem moradia digna; das mulheres vítimas do machismo e da violência doméstica; dos trabalhadores e trabalhadoras explorados; das pessoas que têm seus direitos humanos básicos violados; das juventudes negras e periféricas, exterminadas por agentes do Estado; dos atingidos e atingidas por barragens; dos pescadores e ribeirinhos; do meio ambiente, que sofre com o descaso do poder público e com as ações humanas depredatórias.
Homens e mulheres generosos, que tecem com essas pessoas um projeto de vida e de mundo pacífico, que seja a manifestação do Reino de Deus na história, profetizado no canto de Maria, Mãe do Senhor.
As palavras de Maria que acabamos de ouvir no Evangelho de São Lucas manifestam o amor e a predileção de Deus pelos empobrecidos, humildes e fragilizados, contestando as formas de governos que desprezam a vida e a dignidade das pessoas, valorizando tão somente o poder e a riqueza.
Elas condenam com veemência a humilhação e a opressão dos empobrecidos e excluídos, vítimas de sistemas políticos e econômicos que idolatram o lucro, estimulam a competição e promovem guerras, como faz o neoliberalismo em nossos dias.
Maria denuncia as práticas desumanas e cruéis de governos autoritários e propõe uma nova ordem social e política, alicerçada na justiça divina, onde os humildes são elevados em dignidade, os famintos são saciados de pão, os poderosos são destituídos de seus tronos e os ricos são despedidos de mãos vazias.
Ela propõe a inversão da ordem dos sistemas políticos que se impõem com o uso de armas, fazendo guerras que destroem povos e nações ao longo da história e que, hoje, colocam em risco a nossa própria existência.
É nesse contexto extremamente desafiador em que vivemos que a súplica de São Francisco de Assis deve ecoar com mais intensidade em nosso interior: Senhor, fazei-me instrumento de Vossa Paz!
Precisamos ser instrumentos da Paz de Deus para transformar o mundo, a começar pela nossa realidade local. Nós vivemos em um Estado extremamente violento. Nossas comunidades sofrem dia e noite com a violência. Sequer conseguimos dormir direito com tantos tiros ao longo das madrugadas. Embora seja noticiado que houve diminuição de homicídios no Estado, nossas comunidades estão muito longe de serem comunidades seguras.
Em nome do combate ao tráfico de drogas e de armas, travam-se verdadeiras guerras nas periferias em que vivemos. O próprio Estado pratica violência. São mais de vinte e cinco mil encarcerados, em sua maioria absoluta jovens empobrecidos, negros e periféricos, sem mencionar o rastro de sangue e de corpos tombados diariamente nas periferias do Estado. Jovens e adolescentes negros, empobrecidos, moradores de periferia, tratados como inimigos do Estado, sob o nosso olhar complacente e os aplausos dos serviçais da morte.
No fundo, todos nós sabemos que essas ações não têm o objetivo de acabar com o tráfico de drogas ilícitas e de armas. Todos nós sabemos que os jovens das periferias, que atuam no tráfico, logo serão presos ou mortos, porque a vida deles é descartável, tanto pelos seus chefes quanto pelas nossas instituições.
Sabemos que não são eles que comandam e enriquecem com o tráfico. Na verdade, eles pagam a conta para o deleite da classe média e rica que consome as drogas em larga escala. Sabemos que o lucro do tráfico financia campanhas políticas, compra igrejas e está na conta dos investidores do coração financeiro do país e dos paraísos fiscais.
Sabemos que “o maior traficante de drogas do Estado é um policial”. Um policial responsável pela delegacia de combate ao tráfico de drogas e de armas. Essas palavras não são de um padre e, sim, de um delegado de polícia. Mas isso não deve ser – e não é – novidade para ninguém do Espírito Santo. Nós sabemos dos interesses e das blindagens institucionais que as corporações policiais têm no Estado, e isso não é de hoje:
Há quantos anos as ações violentas e desproporcionais dos agentes de segurança do Estado, violando os direitos dos moradores de periferia, são denunciadas sem que os órgãos de controle externo das polícias tomem providências?
Há quantos anos é denunciada a inoperância das corregedorias, quando os direitos dos pobres são violados por agentes do Estado? A inoperância das corregedorias de polícias, em todo país, é um mal crônico que precisa ser enfrentado.
Há quantas décadas a sociedade civil reivindica uma ouvidoria independente, sem que seja ouvida?
Há quantos anos reivindicamos o uso de câmeras nos uniformes dos policiais que fazem operações nas periferias e somos ignorados?
E o país inteiro ouviu que um policial denunciado há quase uma década na corregedoria por envolvimento com traficantes atuava no principal órgão de repressão ao tráfico. Que vergonha para a Segurança Pública do Espírito Santo!
Mas isso só veio a público porque existe uma crise institucional instalada em um dos órgãos de segurança pública, a polícia civil e essa crise atende a interesses políticos eleitorais distintos, que nunca deixaram de controlar deleteriamente as instituições capixabas. Por isso, devemos nos perguntar: Mas porque isso está acontecendo? A quem interessa essa lambança toda? Quem é beneficiado e quais grupos políticos serão fortalecidos com essa crise na segurança pública?
Ultimamente, ouvimos com certa frequência que criminoso não se cria no Espírito Santo. Essa máxima precisa ser refeita, porque, no Espírito Santo, só o criminoso pobre não se cria. Será morto ou preso! Mas os criminosos de terno, gravata, fardas e que usam perfume importado, se criam, procriam e se espalham pelas instituições, como ervas daninhas. Uns se tornam juízes, outros desembargadores, outros deputados, outros vereadores, outros policiais, outros empresários e por aí vai. A lista é grande! Bem grande!
A página do crime organizado nunca foi virada no Espírito Santo. Ela continuou sendo escrita por novos autores e com letras diferentes, livremente, nos submundos sombrios das instituições e, agora, se sente fortalecido para emergir à luz do dia. Porque quase trinta anos depois é que se volta a falar em crime organizado com tanta ênfase no Estado? Essa é uma pergunta que todo capixaba se deve fazer e esperamos que Nossa Senhora da Penha ilumine essa dimensão obscura das instituições capixabas.
Precisamos ser instrumentos da paz para acabar com a violência nas periferias perpetrada pelas instituições e para acabar com a violência de gênero no Estado.
Quantas mulheres ainda serão assassinadas, vítimas do machismo? Só este ano já foram mais de 30 mulheres. Isso é horrível! O machismo é um pecado grave, que destrói a vida e a dignidade das mulheres. Como uma praga, ele está presente em toda parte, infestando mentes, corações e as instituições, principalmente as instituições religiosas, como a nossa Igreja.
Nós, Igreja, temos uma dívida histórica com as mulheres e precisamos refletir sobre isso.
Quantas Daniele Toneto, Francisca Chaguiana Dias Viana, Deyse Barbosa, Thaís Rios, Juliana El-Aouar, Fabiane Rizzo, Andreia Cristina da Silva, Juliana dos Santos, Sara da Cruz Moulin Merçon, Milena Gottadi, Araceli, serão enterradas, até que nós, cristãos, compreendamos, que precisamos enfrentar os discursos e as práticas machistas, naturalizadas em nosso meio, por pessoas e pelas instituições?
Senhor, fazei-nos instrumentos da paz para acabar com a violência contra as mulheres, contra as crianças e contra os adolescentes.
Senhor, fazei-nos instrumentos da paz para acabar com o racismo estrutural que exclui, humilha e mata diariamente a juventude negra do nosso país.
Senhor, fazei-nos instrumentos da paz para acabar com a fome que ainda atinge milhares de famílias em nosso Estado e em nosso país.
Senhor, fazei-nos instrumentos da paz para defender a vida em todas as suas dimensões e promover a dignidade humana, fundamento de toda a ação evangelizadora da Igreja.
Queridos irmãos e irmãs, ser instrumento da paz é assumir uma postura firme diante das injustiças, sem medo das consequências. É denunciar o pecado estrutural que gera exclusão, violência e morte. É anunciar a esperança que nasce do Evangelho de Jesus Cristo.
A paz que Jesus nos oferece não é ausência de conflitos, mas a presença da justiça. Não é silêncio diante da opressão, mas coragem para enfrentar as estruturas que geram desigualdade e sofrimento.
Celebrar a Festa de Nossa Senhora da Penha, Senhora das Alegrias, é renovar em nós o compromisso com a construção da paz verdadeira, aquela que nasce do amor e se concretiza na justiça.
Neste tempo Pascal, quando celebramos a vitória da vida sobre a morte, somos convidados a renovar nossa fé e nossa esperança.
Que Maria, Mãe do Ressuscitado, interceda por nós e nos ensine a ser instrumentos da paz em nossas famílias, em nossas comunidades e em toda a sociedade.
Que Nossa Senhora da Penha, Padroeira do nosso Estado, nos ajude a caminhar com coragem, fé e esperança, comprometidos com a construção de um mundo mais justo, fraterno e solidário.
Amém.
Ao final da Audiência Geral, Leão XIV expressou satisfação com o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de um cessar-fogo de duas semanas.
Ao final da Audiência Geral, Leão XIV expressou satisfação com o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de um cessar-fogo de duas semanas. Ele exortou a todos a acompanharem “este período de delicado trabalho diplomático” com a oração e reiterou seu convite para participar da Vigília de Oração pela Paz, convocada por ele para o próximo sábado, 11 de abril, na Basílica de São Pedro.

Ao final da Audiência Geral, desta quarta-feira (08/04), o Papa Leão XIV expressou sua “satisfação” com o anúncio feito na noite da última terça-feira, 07, pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de estender o prazo do ultimato ao Irã por duas semanas. Isso ocorreu horas depois de Trump ter alertado sobre uma ação irreversível contra a República Islâmica, capaz de “aniquilar” toda uma civilização. Essas palavras deixaram o mundo em suspense e alarmaram o próprio Leão XIV, que, na noite de terça-feira, em frente à sua residência em Castel Gandolfo, falou de uma “ameaça inaceitável”. Ao mesmo tempo, o Papa exortou a todos a rezarem e a tentarem se comunicar com membros do Congresso e autoridades para dizer: “Não queremos guerra, queremos paz”.

Diálogo e negociação

Eis que essa paz — que ainda parece uma miragem —, com o anúncio da trégua (da qual o Líbano permanece excluído), parece dar um tímido passo à frente, enquanto ainda está em fase de definição um acordo de longo prazo entre os EUA e o Irã, levando em conta as diferentes condições para o Estreito de Ormuz. Leão XIV acolhe, entretanto, “com satisfação” as duas semanas de cessar-fogo, que chegam após “as últimas horas de grande tensão para o Oriente Médio e para o mundo inteiro”. São “um sinal de viva esperança”, afirma o Pontífice diante dos milhares de peregrinos reunidos numa Praça São Pedro lotada e ensolarada.

“”Somente através do retorno às negociações poderemos alcançar o fim da guerra. Exorto-os a acompanhar este período de delicado trabalho diplomático com a oração, na esperança de que a disponibilidade a dialogar possa se tornar o instrumento para a resolução de outros conflitos no mundo.””

Convite para a Vigília pela Paz em 11 de abril

A esperança do Papa é, portanto, estabelecer um mecanismo — o do diálogo, como ele sempre defendeu — que possa servir de modelo para outras guerras que dilaceram o mundo. Por fim, Leão XIV convida mais uma vez os fiéis e não só ​​para a Vigília de Oração pela Paz, evento anunciado no Domingo de Páscoa da sacada central da basílica de São Pedro durante a mensagem Urbi et Orbi. Este evento — na sequência de muitos outros semelhantes convocados pelo Papa Francisco ao longo dos anos — se realiza depois do de 11 de outubro de 2025, quando o Pontífice estadunidense presidiu um momento de oração e reflexão na Praça São Pedro para implorar a paz para o mundo.

“Reitero o convite a todos para se unirem a mim na vigília de oração pela paz que celebraremos aqui na Basílica de São Pedro no sábado, 11 de abril.”

Fonte: publicado no site vaticannews.va
“Estive preso e vieste me visitar” (Mt 25,36) A Pastoral Carcerária da Arquidiocese Vitória/ES, regional Leste 3 da CNBB, realizou na Semana Santa, a

“Estive preso e vieste me visitar” (Mt 25,36)

A Pastoral Carcerária da Arquidiocese Vitória/ES, regional Leste 3 da CNBB, realizou na Semana Santa, a Celebração da Eucaristia com rito do lava-pés em 4 presídios da Grande Vitória. Essa Celebração pertence ao calendário oficial da igreja católica em todo o mundo e faz memória da última Ceia de Jesus com os seus discípulos e a instituição da Eucaristia. Realizada na Quinta-Feira Santa, essa celebração marca também o gesto de Jesus-Servo que lavou os pés de seus discípulos (João 13,1-17).

No CPFC (Centro Prisional Feminino de Cariacica), em Bubu, a celebração da eucaristia foi presidida pelo Padre Manoel David Neto, da Paróquia N. S. Conceição em Alfredo Chaves, com a preparação feita pelos agentes da Pastoral Carcerária e contou com a presença de mais de sessenta mulheres internas da unidade dos diversos regimes. Foram momentos de intensa reflexão, partilha e muita emoção. As mulheres, muitas grávidas, se emocionaram muito no momento de ter seus pés lavados pelo sacerdote.

No CDPV2 (Centro de Detenção Provisória de Viana II) a celebração eucarística foi presidida pelo Padre Rodrigo Almeida Simões, vigário da Paróquia de São Benedito, região da Serra sede. O sacerdote durante toda a homilia permaneceu de joelhos diante dos custodiados, no chão frio da cadeia, destacando que o gesto de Jesus inverte a lógica de poder, demonstrando que a verdadeira grandeza está em servir ao próximo e purificar-se, antecipando a purificação dos pecados pela sua morte na cruz. A missa foi marcada por muita emoção e foi realizada pelo terceiro ano consecutivo, organizada pela equipe da Pastoral Carcerária e a direção da unidade. Celebrar o lava pés nesta unidade é sempre uma experiência carregada de emoção por todo o simbolismo que representa. A atual unidade foi erguida sobre os escombros da antiga Casa de Custódia de Viana – CASCUV – símbolo forte do período que ficou marcado como o das “Masmorras Capixabas”.

No mesmo complexo prisional, aconteceu também a Celebração da Eucaristia, no Presídio de Segurança Média II (PSME II) com a cerimônia do lava pés. Esta unidade abriga os reeducandos da população GBTQIAPN+. A celebração foi presidida por Frei Antônio Reginaldo Ferreira, OFMCap, Pároco da Paróquia Santa Clara de Assis, Viana. Foram momentos de profunda partilha da Palavra que liberta e inclui todas as pessoas.

No CDPG (Centro de Detenção Provisória de Guarapari), a Celebração da Santa Missa com a cerimônia do lava-pés foi presidida pelo Padre Lucas Folador Muniz Pina, da Paróquia Sagrada Família, Praia do Morro. O momento proporcionou a reflexão sobre a humildade, perdão, misericórdia e amor incondicional de Deus pela humanidade, com profunda contrição e participação com cânticos e súplicas dos irmãos privados de liberdade.  Foi refletido também as cruzes que o povo empobrecido carrega: a desigualdade social, as injustiças sociais, a falta e precariedade de moradia se tantas pessoas; e a invisibilidade de irmãs e irmãs que gritam por políticas públicas.

A Pastoral Carcerária atua a 54 anos nos presídios do Brasil e nossos/as agentes sentem o cheiro e pisam o chão frio das cadeias, levando a palavra de Deus através do evangelho, indo ao encontro de Jesus   em cada irmão e irmã encarcerada/o, denunciando as violações de Direitos Humanos e as mazelas do cárcere, lutando por um mundo sem prisões.

Caminhada de fé, inspirada na Campanha da Fraternidade 2026, reflete sobre o direito à moradia e reúne participantes até a Catedral Metropolitana de Vitória

Caminhada de fé, inspirada na Campanha da Fraternidade 2026, reflete sobre o direito à moradia e reúne participantes até a Catedral Metropolitana de Vitória

A Arquidiocese de Vitória, por meio do Vicariato para Ação Social, Política e Ecumênica, promoveu, na manhã da última quarta-feira, 1º de abril de 2026, a Via-Sacra das Crianças e dos Adolescentes, reunindo participantes dos projetos sociais em um momento de fé, reflexão e compromisso com a realidade social.

A atividade teve início às 8h30, na Praça Costa Pereira, no centro de Vitória, e seguiu em caminhada até a Catedral Metropolitana. Ao longo do percurso, as estações da Via-Sacra foram vivenciadas à luz do tema da Campanha da Fraternidade 2026, “Fraternidade e Moradia”, conectando a paixão de Cristo às situações de vulnerabilidade habitacional enfrentadas por muitas famílias.

Organizada pelo Fórum dos Projetos Sociais, uma das estruturas do Vicariato para Ação Social, a iniciativa destacou o protagonismo das crianças e adolescentes na construção de uma consciência social mais justa e solidária. Durante as paradas, foram apresentadas reflexões que relacionam o Evangelho com os desafios concretos da falta de moradia digna, incentivando o olhar sensível e o compromisso com a transformação da realidade.

A presença do bispo auxiliar, Dom Andherson Franklin, marcou o momento, reforçando a importância de envolver as novas gerações nas ações da Igreja em saída, comprometida com os mais vulneráveis e com a promoção da dignidade humana.

Inspirada pelas propostas da Campanha da Fraternidade, a Via-Sacra também se insere no esforço da Igreja de fomentar a reflexão, a ação comunitária e o engajamento social em torno do direito à moradia, entendida como um elemento essencial para a vida digna .

Mais do que uma caminhada, a Via-Sacra das Crianças e dos Adolescentes foi um sinal concreto de esperança e de compromisso com a construção de uma sociedade mais fraterna, onde todos tenham lugar e condições dignas de viver.

Nos dias 3 e 4 de abril, acontece o 145º Leilão Cerâmica pela Vida, em uma edição comemorativa que marca os cinco anos do

Nos dias 3 e 4 de abril, acontece o 145º Leilão Cerâmica pela Vida, em uma edição comemorativa que marca os cinco anos do projeto. A ação será realizada integralmente online, por meio do Instagram @ceramicapelavida, com início às 18h do dia 03/04 e encerramento às 18h do dia 04/04.

Criado em abril de 2021 por um grupo de ceramistas do Espírito Santo, o Projeto Cerâmica pela Vida tem como missão apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar. Desde então, a iniciativa já leiloou 5.389 obras, arrecadando R$ 886.239,00 e contribuindo para a distribuição de 11.160 cestas básicas por meio da Campanha Paz e Pão.

Durante o leilão, serão disponibilizadas peças produzidas por ceramistas de todo o Brasil, incluindo nomes de destaque no cenário nacional. A participação é aberta ao público em todo o país: os interessados podem dar seus lances diretamente nos comentários das fotos das obras, publicadas no perfil do projeto no dia do evento.

Ao final do leilão, serão realizados sorteios especiais tanto para os participantes que deram lances quanto para os ceramistas doadores.

Todo o valor arrecadado com as vendas é destinado integralmente à Campanha Paz e Pão, iniciativa permanente da Arquidiocese de Vitória no combate à fome. O pagamento das peças é feito diretamente pelos arrematantes à campanha, garantindo total transparência na destinação dos recursos, que são convertidos em cestas básicas. O custo do frete fica sob responsabilidade do comprador.

SERVIÇO
145º Leilão Cerâmica pela Vida – Edição especial 5 anos
Data: 03/04 (a partir das 18h) até 04/04 (até 18h)
Onde: Instagram @ceramicapelavida
Como participar: lances realizados via comentários nas fotos das peças publicadas no perfil

Mais informações: https://instagram.com/ceramicapelavida?igshid=YmMyMTA2M2Y=

Hoje foi o primeiro encontro formativo para os inscritos na Escola de Música da Arquidiocese de Vitória. Cerca de 150 alunos divididos em 5

Hoje foi o primeiro encontro formativo para os inscritos na Escola de Música da Arquidiocese de Vitória. Cerca de 150 alunos divididos em 5 grupos (Canto – Violão iniciante – Violino – Teclado iniciante e Teclado avançado – Flauta) iniciaram a formação que vai durar dois anos, com encontros mensais.

Na Abertura o bispo auxiliar de Vitória, dom Andherson Franklin e o coordenador da Escola, pe. César Delarmelina, fizeram a acolhida aos alunos e professores, explicaram o processo da formação e incentivaram o empenho de cada um para uma liturgia mais participativa.

O novo formato da Escola, dividindo por grupos de interesse, foi explicado pelo pe. César, como uma forma de atender as demandas das equipes e retomar uma experiência do passado que deu certo. A Escola funcionará com oficinas práticas para canto e instrumentos.

 

A Arquidiocese de Vitória realizou, na manhã de hoje (26), um encontro de acolhida e integração para padres e religiosas recém-chegados à região. O

A Arquidiocese de Vitória realizou, na manhã de hoje (26), um encontro de acolhida e integração para padres e religiosas recém-chegados à região. O evento reuniu sacerdotes vindos de diferentes dioceses onde suas congregações mantêm casas de missão, além de irmãs que passam a atuar pastoralmente no território capixaba.

Realizado em clima fraterno, o encontro teve como principal objetivo apresentar a realidade pastoral da arquidiocese. Segundo Pe. Claudio Moreira, coordenador de pastoral da Arquidiocese, a chegada dos novos padres e religiosas representa um reforço para as atividades pastorais, especialmente em comunidades que necessitam de maior presença missionária. “É um momento de graça para a nossa Igreja particular. Recebemos com alegria esses irmãos e irmãs que vêm somar forças à missão evangelizadora”, destacou padre Cláudio.

O arcebispo metropolitano, Dom Angelo Admir Mezzari, também acolheu os participantes e ressaltou a importância dessa integração: “Queria expressar de coração a nossa acolhida e também o nosso contentamento pela vossa presença aqui na Arquidiocese. Que todos se sintam bem acolhidos”. Ele destacou ainda a riqueza e os desafios da Igreja local: “Vocês estão em uma realidade que vai da metrópole às áreas rurais, com um povo que anseia viver a fé. É uma Arquidiocese grande, viva, com muitas obras pastorais e sociais, e que precisa da presença missionária de cada um”.

Dom Angelo também incentivou a vivência da comunhão e da missão conjunta: “Contem com a Arquidiocese, contem com o nosso clero. Somos chamados a caminhar juntos, vivendo a unidade, a participação e a missão. Não sejamos ilhas, mas presença viva da Igreja onde estivermos”.

Durante o encontro, o economato da Arquidiocese também apresentou orientações sobre a organização administrativa e financeira. O ecônomo Sérgio destacou a importância da estrutura para sustentar a ação evangelizadora: “Toda e qualquer ação, todo e qualquer projeto que a gente pensar em realizar, ele vai ter um custo. O que nos garante toda essa dinâmica na Arquidiocese de Vitória é, a organização e a contribuição dos fiéis. Para que tudo funcione bem, é necessário um regimento que oriente e mantenha todas as ações na mesma direção”, afirmou.

Sérgio também ressaltou o papel do dízimo como principal fonte de sustentação: “Aqui na Arquidiocese de Vitória, o dízimo é entendido como expressão de partilha. É ele que garante a manutenção das comunidades, das paróquias e das diversas obras pastorais e sociais que realizamos”.

Para os recém-chegados, o encontro foi fundamental para aprofundar o conhecimento sobre a realidade da arquidiocese e facilitar o processo de integração. “Chegamos com o coração aberto para servir e aprender. Esse momento nos ajuda a compreender melhor onde estamos inseridos e como podemos contribuir”, afirmou uma das religiosas participantes.