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Suas primeiras palavras no discurso após ser anunciado foram: “Eu também gostaria que esta saudação de paz entrasse em seus corações, chegasse às suas

Suas primeiras palavras no discurso após ser anunciado foram: “Eu também gostaria que esta saudação de paz entrasse em seus corações, chegasse às suas famílias, a todas as pessoas, onde quer que estejam, a todos os povos, a toda a terra. A paz esteja com vocês”! Em um mundo marcado pela Terceira Guerra Mundial em pedaços, como dizia o Papa Francisco, essas palavras refletem o espírito do Jubileu: a esperança da paz verdadeira.

Lembrando do Papa Francisco, ele nos diz que aquela bênção ao mundo na manhã do dia de Páscoa ele gostaria de continuar, pois Deus ama a todos e todos nós estamos nas mãos de Deus. Pede ao Povo de Deus que ajude a ele, depois “uns ajudando aos outros, a construir pontes, com o diálogo, com o encontro, unindo-nos a todos para sermos um só povo, sempre em paz”.

Mais adiante, lembra a todos nós que ele é filho de Santo Agostinho que disse: “com vocês sou cristão e para vocês sou bispo”. Por isso, é preciso caminhar juntos. Faz parte da Ordem Mendicante de Santo Agostinho, cujos membros se caracterizam pela pobreza, apostolado ativo, vida em comunidade, serviço aos pobres, pregação e evangelização.

A sua eleição pelo colégio de cardeais reunidos em conclave nos mostra uma escolha que buscou afastar-se das polarizações presentes na sociedade e na própria Igreja. Trata-se de uma eleição em vista da unidade. A lista de candidatos e as apostas em quem seria escolhido fracassaram. Tem dupla nacionalidade: norte-americana e peruana. Por seu trabalho nesses dois países é conhecido como “pastor de duas pátrias”.

A Igreja Católica tem sofrido por tendências polarizadas, especialmente nos Estados Unidos. Por isso, sua eleição deverá ser muito importante no processo de caminho sinodal daquela Igreja. Neste caminho, ter uma liderança capaz de agregar, será muito importante não apenas para a Igreja, mas para a humanidade atual.

Sua experiência internacional como missionário na América Latina (Peru) com populações pobres e indígenas e depois como Superior da Ordem dos Agostinianos em mais de 50 países mostra um perfil atento aos grandes e graves problemas da humanidade atual como as periferias geográficas e existenciais, os migrantes, as guerras, a devastação da casa comum, etc. Por estar atento às consequências das guerras na humanidade, o seu discurso primeiro foi em torno da paz. Não qualquer paz, romantizada por pombinhas brancas, mas uma paz que seja construída como paz desarmada e desarmante. Há no mundo atual uma corrida armamentista. A luta evangélica mais importante é a Paz, que constrói pontes e não muros. Trata-se da Paz anunciada por Jesus Cristo.

Assume o nome papal de Leão XIV indicando a linha de seu pontificado. Então, temos que lembrar do primeiro papa com este nome, Leão Magno, que foi ao encontro do Rei dos Hunos, Átila, para dissuadi-lo da invasão da Itália. Linha de diálogo em prol da paz. E outro papa que assumiu esse nome que podemos recordar é Leão XIII, que diante dos problemas sociais decorrentes da Revolução Industrial que punha até crianças para trabalhar durante 10 a 12 horas por dia ele inicia a sistematização da Doutrina Social da Igreja publicando a Encíclica Rerum Novarum em 1891. Nesta Encíclica estão alguns dos princípios fundamentais da Doutrina Social em relação ao trabalho, salário, função social da propriedade, dignidade humana, justiça social.

O que podemos esperar de Leão XIV? Os processos iniciados pelo Papa Francisco terão continuidade sob o novo olhar. As periferias geográficas e existenciais serão objeto particular de atenção de seu pontificado. Os elementos fundamentais da Doutrina Social da Igreja deverão estar presentes em todo o tempo, incluindo as questões da Ecologia Integral muito bem delineadas pelo Papa Francisco.

As reformas conduzidas pelo Papa Francisco decorrentes do Concílio Vaticano II deverão ter continuidade. E o caminho eclesial fundamental para enfrentar as questões do mundo atual será o caminho sinodal. E disse em seu discurso: “A todos vocês do mundo inteiro, queremos ser uma Igreja sinodal, uma Igreja que caminha, uma Igreja que sempre busca a paz, que sempre busca a caridade, que sempre busca estar próxima, especialmente daqueles que sofrem”.

Por fim, tomando suas palavras iniciais enfatizando a necessidade da paz, tem-se a expectativa de um avanço em prol da paz. Por diversas vezes, o Papa Francisco chamou as guerras de “horror”, “derrota”, “crime contra a humanidade”, “gravíssimos horrores contra Deus e o homem”. Com Leão XIV temos a expectativa de que a Igreja Católica possa realmente ser “luz do mundo” como dizia o Concílio Vaticano II, construindo pontes para a paz.

Para isso, é preciso ser “uma Igreja em saída”, que vai ao encontro do diferente, inclusive daquelas lideranças mundiais que tem como projeto a fabricação de armas cada vez mais poderosas e invasões em territórios estrangeiros. A paz não pode ser apenas uma narrativa, um discurso. Ela deve ser efetiva e eficaz, em cada canto da terra, em cada momento.

Edebrande Cavalieri

Depois de duas semanas intensas relativas à morte, velório e enterro do Papa Francisco, ainda em tempo da novena de luto (novediais), o mundo

Depois de duas semanas intensas relativas à morte, velório e enterro do Papa Francisco, ainda em tempo da novena de luto (novediais), o mundo inteiro, especialmente o católico, se volta para Roma. Ali estão ocorrendo as reuniões dos cardeais nas chamadas Congregações até o dia 07 de maio quando começa o Conclave com a celebração da missa pela eleição do novo Papa. As diversas redes de notícias vão emitindo palpites sobre os possíveis candidatos à cátedra de Pedro, sucedendo Francisco. Bolsas de apostas e até Bets do Vaticano atraindo milhares de apostadores. A Europa lidera o ranking com 63% vindo a Ásia com 24% das apostas. Mas, seria esse o caminho mais adequado em termos de fé cristã? O que nos é possível pensar como cristãos católicos?

Em primeiro lugar, é preciso considerar que a Igreja é santa e pecadora. É dimensão do mistério de fé, mistério de salvação, e também está sujeita ao pecado enquanto trilha os caminhos do mundo. A Igreja está no mundo e nele deveria ser luz que ilumina, e não sombra. Em momentos muito difíceis do passado e do presente, é possível perceber de maneira bem nítida a presença de Deus na história. Daí nossa razão de fé. Mas também é possível perceber muitos vendavais, muitas nuvens carregadas, muitas sombras. Por isso nossa confiança no processo de conversão das pessoas responsáveis pelos pecados da Igreja.

A escolha de um novo pontífice não é igual à escolha de um presidente da república ou do congresso nacional. Cada cardeal eleitor não está ali para atender suas bases eleitorais, mesmo porque ele não foi eleito pelo povo. A ideia de eleição como conhecemos hoje possui uns três séculos. Foi com a Revolução Francesa e a teoria da tripartição dos poderes que os Estados modernos criaram suas constituições e as formas de governar a sociedade.

A Igreja é muito anterior a esta teoria e prática. Desde o Apóstolos tinha-se como preocupação central a sucessão daqueles que foram escolhidos por Jesus Cristo. A escolha do novo Papa se enquadra nessa forma de escolha. Por isso, há momentos de votação e momentos de muita oração. A escolha deveria estar em sintonia com a experiência de sucessão apostólica. Se houver erro, este faz parte da dimensão humana da Igreja. O Espírito de Deus sempre é graça presente, mas a liberdade dos homens pode não dar ouvidos a Ele.

Entre tantos prognósticos a respeito do futuro Papa, alguns pontos nos parecem importantes para ser considerados. O que deveria decidir o voto dos cardeais seria a recepção do Concílio Vaticano II como havia sido proposto ao cardeal Mário Bergoglio, Papa Francisco. Desconsiderar as constituições e decretos do Concílio Vaticano II seria um grande equívoco por parte dos cardeais.

As mudanças definidas em um Concílio não acontecem da noite para o dia. Ainda há muitas resistências às reformas conciliares. Algumas pessoas chegam mais tarde na caminhada eclesial, e por isso, em determinadas situações é prudente mudar mais devagar. Ao mesmo tempo, não podemos esquecer que ainda está em fase de implementação o Sínodo dos Bispos que teve uma Assembleia conclusiva em outubro de 2024. Portanto, tempos dois eventos eclesiais da mais alta importância para a Igreja: o Concílio Vaticano II e o Sínodo dos Bispos. Diante dos cardeais está um projeto de vida e abertura da Igreja, de renovação e de esperança. Por isso, um Francisco II expressaria a continuidade de renovação da Igreja que se expressou de maneira muito forte no Concílio Vaticano II.

Em termos geopolíticos, nos parece importante considerar a abertura da Igreja para os continentes asiático e africano. O colégio de cardeis hoje está bem alterado. A Ásia passou de 9 cardeais na época de Bento XVI para 37 agora. Triplicou. A África passou de 9 cardeais para 28 com o Papa Francisco. Por outro lado, a Europa subiu de 58 para 113 cardeais. De 48 países representados na eleição de Francisco, chega-se agora a 70 países, com línguas bem mais diferentes. Predomina um maior desconhecimento entre eles. O convívio e conhecimento serão muito importantes na hora da eleição. Apesar disso, não se deve entender que o conclave seja uma disputa entre países ou continentes. A geopolítica interfere muito menos que a sociedade civil está acostumada a ver em outras situações. Contudo, não podemos ser ingênuos.

Alguns pontos do programa para o governo da Igreja com o novo Papa são mais desafiadores para toda a Igreja. São eles: a acolhimento de casais em situações consideradas irregulares; acolhida dos mais pobres em vista da transformação social e não da prática assistencialista; a maior presença das mulheres nas instâncias de poder, de decisão, que vai das comunidades até os Dicastérios romanos; a prática da sinodalidade, do caminhar junto, em todas as instâncias eclesiais, das Comunidades às Conferências Episcopais; e práticas litúrgicas pré-Vaticano II (rito tridentino) em grupos ultraconservadores. Alguns desses pontos ou todos poderão influenciar na hora do voto.

Por fim, enquanto católicos não deveríamos entrar na onda como se fôssemos torcida de futebol. A polarização que nos absorveu no mundo sociopolitico não pode estar presente nesse momento tão importante da vida eclesial. Por isso, nosso empenho é de cunho espiritual. É preciso que todos, todos, todos, como dizia o Papa Francisco, rezemos para que haja no momento do Conclave um verdadeiro DISCERNIMENTO NO ESPÍRITO.

Bora olhar, e rezar!

Edebrande Cavalieri

Para entendermos melhor essa prática da Igreja para a escolha de um novo Pontífice, precisamos percorrer um pouco a história. Mais importante que a

Para entendermos melhor essa prática da Igreja para a escolha de um novo Pontífice, precisamos percorrer um pouco a história. Mais importante que a sucessão papal é a sucessão apostólica, ou seja, como se deu o processo iniciado com Jesus Cristo enviando os seus apóstolos pelo mundo afora. O que deveriam levar e ensinar?

Nascia ali a necessidade de se conduzir pelos ensinamentos de Jesus de maneira autêntica. A sucessão apostólica tem como princípio a autenticidade da autoridade eclesiástica e doutrinária de um bispo a outro, de forma contínua desde os apóstolos.

O Papa Bento XVI disse em 2006 que a sucessão apostólica deve ser compreendida na linha da continuidade histórica e nela exprime-se a garantia de perseverar. Ao mesmo tempo, essa garantia histórica reveste-se da dimensão espiritual. A sucessão apostólica é considerada como lugar privilegiado da ação e da transmissão do Espírito Santo. Por isso, o Conclave precisa estar bem atento ao que o mesmo Espírito diz à Igreja hoje.

Santo Irineu, no século II, dizia que “A tradição dos Apóstolos, manifestada em todo o mundo, mostra-se em cada Igreja a todos os que desejam ver a verdade e nós podemos enumerar os bispos estabelecidos pelos Apóstolos nas Igrejas e os seus sucessores até nós”. Cada bispo situa-se na linha direta de sucessão apostólica e quando algum deles, por ventura, não mais se mantiver fiel à doutrina ensinada pelos Apóstolos deverá ser excluído.

O mesmo Santo Irineu nos diz que a sede fundada e constituída em Roma pelos Apóstolos Pedro e Paulo representa a “garantia do perseverar na palavra do Senhor”. Assim, a sucessão episcopal da Igreja de Roma torna-se o sinal, o critério e a garantia da transmissão ininterrupta da fé apostólica. “A esta Igreja, pela sua peculiar principalidade, é necessário que convirjam todas as Igrejas, isto é, os fiéis de todas as partes, porque nela a tradição dos Apóstolos sempre foi preservada”. Temos a sucessão não como ocupar um lugar de poder como é na vida civil, mas uma sucessão com base na comunhão com a Igreja de Roma.

Até o século IV, a sucessão episcopal na Igreja de Roma era feita com o clero, o povo e os bispos das cidades vizinhas. Contudo, com o Imperador romano, Constantino, que deu liberdade de culto aos cristãos e apoio no Concílio de Nicéia, as autoridades políticas imperiais romanas passaram a exercer influência na escolha do sucessor do Papa. A Idade média presenciou exagero e até influências nefastas para o cristianismo. A escolha do Papa era motivo de disputas políticas e até guerras. Entre 1309 e 1377, a cristandade medieval acabou escolhendo três nomes para uma mesma função, de Papa,

Diante disso, o Papa Gregório X em 1274, visando garantir a eleição sem interferências externas, instituiu o chamado “conclave” (com chave). Os eleitores que formavam o colégio de cardeais eram isolados até que ocorresse a escolha do novo Papa. Por este motivo, até hoje, durante o conclave, os cardeais não podem ter nenhum contato com o mundo externo, nem ler jornais, nem ver canais de comunicação. O conclave torna-se um grande “retiro”. Foi o Papa João Paulo II, que em 1968 estabeleceu que todos os cardeais com menos de 80 anos poderiam participar do conclave com direito a voto.

Uma compreensão mais adequada do conclave é muito importante. Não se trata apenas de uma reunião política como é na vida civil. É um tempo de forte “mística eletiva”, com celebrações, orações, juramentos na hora de declarar o voto secretamente, conversas entre os cardeais. Com a cédula eleitoral cada cardeal assim declara: “Invoco como testemunha Cristo Senhor, que me há de julgar, que o meu voto é dado àquele que, segundo Deus, julgo dever ser eleito”.

São quatro votações por dia e o eleito deverá obter 2/3 dos votos. O Papa Francisco obteve 116 votos de 120 eleitores. Ao ser escolhido, o novo Papa é interrogado se aceita o cargo e qual será o nome papal. A fumaça branca torna-se sinal de que o papa foi escolhido pelo Conclave. Somente depois será anunciado pelo cardeal Protodiácono no balcão central da Basílica de São Pedro proferindo “Habemus Papam”. O novo Papa se apresenta nesse balcão e concede a Bênção Apostólica “Urbi et Orbi”.

Com o enterro do Papa Francisco, inicia-se um período de luto de nove dias (Novemdiales ou novendiais) com missas na intenção do descanso eterno e os preparativos do conclave com as reuniões dos cardeais nas chamadas “Congregações”. O que eles discutem? Vão propondo uma agenda de trabalho para o próximo papa. Somente quando se iniciar o conclave que deverá ocorrer entre os dias 06 a 11 de maio teremos a reclusão dos cardeais e o início das votações.

Em todo esse processo, especialmente os católicos do mundo inteiro, são chamados a rezar para que o Espírito Santo ilumine os cardeais reunidos e escolham o melhor nome para dirigir a Igreja como sucessor de Pedro. Será um Francisco II? O novo papa terá pela frente o desafio de continuar as reformas empreendidas pelo Papa Francisco, pois elas representam a implementação do Concílio Vaticano II. Esse foi o desejo do colégio de Cardeais em 2013 e deverá também estar na pauta desse novo conclave. Rezemos!

Edebrande Cavalieri

Foto de Capa: Vaticano News

Ao longo de doze anos nosso pensamento e nosso olhar esteve voltado para “alguém que veio do fim do mundo”, como ele mesmo disse

Ao longo de doze anos nosso pensamento e nosso olhar esteve voltado para “alguém que veio do fim do mundo”, como ele mesmo disse ao se apresentar como novo papa no dia em 13 de março de 2013, tendo recebido 116 votos entre 120 eleitores presentes no Conclave. Aquele Colégio de Cardeais colocava sob a sua responsabilidade a condução das reformas da Igreja propostas pelo Concílio Vaticano II. O próprio nome papal, Francisco, escolhido pelo Cardeal Mário Bergoglio, indicava essa missão decorrente da visão de São Francisco de Assis em 1205 após a visão diante do Crucifixo em São Damião que lhe dizia: “Vai, Francisco, e reconstrói a minha Igreja em ruínas”.

As reformas empreendidas não se restringiram à Cúria Romana, mas alcançou as estruturas da Igreja em todo o mundo, a mudança do estilo e da visão da Igreja. Dificilmente ou, até mesmo poderíamos dizer, impossível será reverter o caminho percorrido por Francisco. Ele soube iniciar processos da Igreja no mundo todo, não como atitude personalista, mas como “caminho sinodal”. Ele soube colocar a Igreja em caminhada, em saída. O caminho sinodal não tem como ser barrado por alguma medida pessoal que possa romper a força desse processo de peregrinação. É o mesmo processo da caminhada dos cristãos dos tempos apostólicos.

Cada gesto seu hoje se reveste de grande herança. São gestos que mostram processos iniciados que deverão ser continuados por quem virá a ser escolhido pelo colégio dos cardeais. Estes podem ser considerados como irreversíveis. Há também processos que estão mais distantes, que dependem de um conjunto de fatores históricos que estão presentes no meio do povo de Deus. Francisco promoveu ações que geraram “novos dinamismos na sociedade e na Igreja, pois estão no horizonte do encontro, da troca, da colegialidade, da sinodalidade do caminhar juntos.

A imagem da Igreja que emerge do pontificado de Francisco não é a imagem da grande instituição, mas de uma Igreja misericordiosa, que cuida da criação, que promove a fraternidade humana, que chora com a realidade dos migrantes, que chega às periferias geográficas e existenciais, que mostra o rosto misericordioso de Deus. Esta Igreja em saída cresce na medida de seu peregrinar esperançoso. Hoje o maior bem que a Igreja poderia dispensar ao Povo de Deus espalhado pela terra chama-se Esperança. Por isso, convoca cada cristão para ser “peregrino de esperança”.

Francisco abriu centenas de trilhas onde os peregrinos de esperança podem saciar sua sede e sua fome. Seu caminho apresentando nesse tempo de pontificado é marcado pela leveza e pela alegria. Um Papa permanentemente sorridente, com fisionomia leve. É o grande maestro que sente a ópera e seus movimentos e a dirigiu até o último instante de vida. Francisco foi um maestro que renovou os movimentos de cada instrumento e foi afinando aqueles que desafinaram com o tempo.

Francisco sempre nos brindou com um presente em cada palavra, em cada gesto, em cada aparição. Mesmo quando teve que puxar as orelhas de alguém o fez com tanta leveza que parecia carinho de mãe. Nele a mansidão evangélica se fez real, presente, concreta. Foi o bom pastor. Em suas trilhas encontramos pequenas plantinhas, pequenas flores, pequenas árvores e riachos onde podemos matar a sede. Essa é a beleza do Evangelho. Seu caminhar foi “a alegria do Evangelho”.

Em sua eleição no dia 13 de março de 2013 ouvimos “Habemus Papam”. Em seu sepultamento os anjos do céu cantam “Habemus Sanctum”.

Edebrande Cavalieri

Da cama de hospital, enfermo há mais de um mês, o Papa Francisco nos mostra um semblante incansável, de olhar para frente, de não

Da cama de hospital, enfermo há mais de um mês, o Papa Francisco nos mostra um semblante incansável, de olhar para frente, de não se entregar. A idade parece não pesar em seu corpo diante da missão que lhe foi confiada pelo colégio dos cardeais. Temos a impressão que ele transportou o escritório do Vaticano para o hospital.

Aproveitando a experiência de estar doente, ele nos confessa abertamente: “A fragilidade humana tem o poder de nos tornar mais lúcidos diante do que dura e do que para, do que faz viver e do que faz morrer”. Assim vai aproveitando uma nova forma de lucidez, bem realista em termos de vida e seus limites e nos dando mais “lições” como é seu costume desde o início do pontificado.

No texto da oração do Angelus escreve aos funcionários do Hospital onde está internado: “Estou a atravessar um momento de provação e uno-me aos muitos irmãos e irmãs doentes. O nosso físico é fraco, mas nada nos pode impedir de amar e rezar”.

Tem sido comum na porta do Hospital Gemelli onde está internado a presença de centenas de crianças com balões, cartas e desenhos para entregar ao Papa. Lembrando delas e de todas que estão espalhadas pelo mundo inteiro ele lhes diz: “Obrigado, queridas crianças! O Papa ama vocês e espera sempre encontrá-las”.

Em outra carta publicada recentemente, seu olhar para as guerras continua ainda mais atento. “As armas devastam as comunidades e o meio ambiente, sem oferecer solução para os conflitos”. A guerra parece ainda mais absurda nos momentos de doença, ele nos diz. E aponta tarefas para as religiões. Elas “podem apoiar-se na espiritualidade dos povos para reavivar o desejo de fraternidade e de justiça, esperança e paz”.

Na mesma carta, em seguida, uma grande lição: “Precisamos desarmar as palavras para desarmar as mentes e desarmar a Terra”. Vivemos em tempos de altas polarizações, armadas em todos os sentidos, inclusive entre os próprios discípulos de Cristo. A guerra travada com alguns influencers católicos a serviço do poder político é um mau exemplo.

Também o projeto de reformas da Igreja não fica na gaveta enquanto está num estado de convalescença. Buscou ajuda de seus assessores mais próximos e autorizou um novo ciclo de reformas da Igreja Católica para “tornar a instituição mais acolhedora e responsiva, mais participativa e colaborativa”.

A missão reformadora parece não ter fim em seu olhar de pastor. Também do leito hospitalar aprovou o processo de implementação das mudanças decorrentes do Sínodo dos Bispos com um cronograma de ação até 2028 objetivando concretizar as reformas da Igreja.

O Sínodo realizado em outubro do ano passado em Roma, inconcluso, continuará a discutir o futuro da Igreja, especialmente em temas mais desafiadores como a possibilidade de mulheres servirem como diaconisas. No cronograma aprovado pelo Papa constam novas tarefas de escuta ou consulta aos católicos do mundo todo pelos próximos três anos, até sua conclusão em outubro de 2028.

Busca usar todos os meios possíveis para manter-se presente na vida da Igreja. Assim, a bênção sempre concedida da janela com vista para a praça São Pedro é transmitida em texto e lida no mesmo horário da tradicional bênção que ele conduzia.

Celebrou os doze anos de pontificado com um pequeno bolo no hospital. Logo nos vem à memória seu primeiro discurso como Papa no dia 13 de março de 2013. Precisamos recordar um dos doze marcos deste tempo de graça. Naquele primeiro contato com o Povo de Deus ele nos pedia para sermos guardiães da criação. E fez um pedido. Não podia perder a oportunidade. Tornou-se o primeiro ponto de seu programa pontifício.

Ele nos dizia na época: “Queria pedir a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito econômico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos guardiães da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiães do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo”.

Ser guardião e guardiã é estar em estado de vigília sobre todo o conjunto que nos cerca. Para guardar tudo o que Deus nos deu é preciso cuidar de nós mesmo. Ódio, inveja, orgulho, intolerância, sujam a vida. É preciso sermos vigilantes de nossos sentimentos, de nosso coração, pois dele brotam intenções boas e más, as que edificam e as que destroem. “Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura”.

Força, Francisco! O Povo de Deus te acompanha e reza.

Edebrande Cavalieri

Acabamos de receber a notícia da morte de uma vendedora que foi esfaqueada na loja onde trabalhava por um homem que não aparentava sinal

Acabamos de receber a notícia da morte de uma vendedora que foi esfaqueada na loja onde trabalhava por um homem que não aparentava sinal de potencial homicida. Como escrever algo sobre a mulher com tanto sangue nas ruas e nas casas? Como é possível nos contentar com leituras fundamentalistas das Sagradas Escrituras, fora do contexto em que foram escritos versículos, pinçados conforme interesses machistas e políticos?

Desde 1908, o mundo presencia mulheres marchando no mês de março gritando por igualdade de direitos e oportunidade entre os gêneros. O mês internacional da mulher, somente oficializado pela ONU em 1975, nos coloca de frente no combate das desigualdades e discriminação de gênero, violência e abusos. As primeiras marchas das mulheres em Nova York pediam melhores condições de trabalho, salários igualitários e busca por direito ao voto. Estavam pedindo muito?

O Papa João XXIII na Encíclica Pacem in Terris dizia que o reconhecimento da dignidade, pretendido pelas mulheres, era um “sinal dos tempos com o qual os que creem, e, portanto, a Igreja, devia absolutamente dar atenção”. Paulo VI em um de seus discursos dizia: “Ouvem-se as vozes longínquas às quais mais cedo ou mais tarde teremos que dar atenção: são as vozes de mulheres”.

Vejamos alguns pontos do Magistério da Igreja que tratam da dignidade da mulher. A Mensagem Final do Concílio Vaticano II parece apontar para um horizonte utópico, quando vemos tantos feminicídios em nosso redor. Diz o Concílio: “Mas a hora vem, a hora chegou, em que a vocação da mulher se realiza em plenitude, a hora em que a mulher adquire no mundo uma influência, um alcance, um poder, jamais alcançados até agora. Por isso, no momento em que a humanidade conhece uma mudança tão profunda, as mulheres iluminadas do espírito do Evangelho tanto podem ajudar para que a humanidade não decaia”.

O Papa João Paulo II publicou a Carta Apostólica Mulieris Dignitatem em 1988, destacando que a Sagrada Escritura apresenta um Deus que cria os dois como seres humanos, em grau igual o homem e a mulher, ambos criados à sua imagem e semelhança. O Magistério da Igreja, nesta Carta, apresenta uma visão de unidade dos dois, homem e mulher, chamados desde o início, não só a existir um ao lado do outro ou juntos, mas também a existir reciprocamente um para o outro. E não um sendo auxiliar do outro.

O Cardeal J. Ratzinger escreveu uma Carta aos Bispos em 2004 quando era Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé alertando para duas tendências presentes no mundo atual. Uma que sublinha fortemente a condição de subordinação da mulher ao homem e outra que anula toda e qualquer diferença. Ele nos diz que nenhuma destas posições expressa o pensamento do Magistério da Igreja. A mulher é um outro “eu” na comum humanidade. Desde o início homem e mulher aparecem como “unidade de dois”, que significa a superação da solidão originária. A mulher aparece nos textos bíblicos como a companheira da vida, com a qual o homem pode unir-se como se une com a esposa, tornando-se com ela “uma só carne” e abandonando, por isso, o “seu pai e sua mãe”.

O Papa Francisco na Exortação Apostólica Evengelium Gaudium escreve: “As reivindicações dos legítimos direitos das mulheres, a partir da firme convicção de que homens e mulheres tem a mesma dignidade, colocam à Igreja questões profundas que a desafiam e não podem iludir superficialmente”. Que questões seriam estas?

No Sínodo dos Bispos, concluído em outubro do ano passado, as mulheres participaram com direito ao voto pela primeira vez. Na conclusão, o Papa Francisco disse que “não há razões que impeçam as mulheres de assumirem papéis de liderança na Igreja”. O Sínodo reafirma a “igual dignidade e corresponsabilidade entre homens e mulheres na Igreja” e propõe a “inclusão de mulheres, leigos e jovens nos processos decisórios da vida da Igreja”.

Não se pode viver sob o domínio do medo. É preciso identificar os medos e receios que estão por trás de certas posições, homilias proferidas nas celebrações, porque “esses medos na Igreja levaram a atitudes de ignorância e desprezo em relação às mulheres”. Tantas vezes posturas conservadoras, machistas, herdadas da cultura em geral, exerceram e ainda exercem dominação e se apresentam como desafios culturais e estruturais. Não podem se constituir em “doutrina” como alguns desejam.

Nesse tempo de Quaresma, propício à revisão de vida e da caminhada da Igreja, podemos iniciar novos processos que tenham impacto na sociedade. A dignidade precisa ser reconhecida concretamente. É preciso identificar para curar e para discernir.

Queremos concluir com um pensamento do Papa Francisco: “A Igreja é mulher, é mãe. E isso é belo. Pois, as mulheres não apenas geram vida, mas também nos transmitem a capacidade de ver além, de sentir as coisas com um coração mais criativo, mais paciente, mais terno. A mulher é a harmonia, a poesia, a beleza. Sem ela, o mundo não seria tão belo, não seria harmônico. Onde as mulheres são marginalizadas, o mundo se torna estéril”. Onde as mulheres são assassinadas a cada dia os cristãos serão cobrados no juízo final. Deus nos perguntará: O que vocês fizeram? Calaram-se? Esconderam-se? Apoiaram? Também a omissão é pecado.

Edebrande Cavalieri

A Campanha da Fraternidade deste ano nos coloca diante de uma realidade bem mais ampla e complexa em relação a outros temas tratados. Como

A Campanha da Fraternidade deste ano nos coloca diante de uma realidade bem mais ampla e complexa em relação a outros temas tratados. Como podemos pensar numa ecologia integral sem correlacionar a terra com a fraternidade? Como ainda não levamos a sério o Cântico das Criaturas de Francisco de Assis elevado aos céus há 800 anos atrás? Como pensar num tempo quaresmal de conversão pessoal sem abrir os olhos ao redor e perceber que a crise socioambiental também configurada como crise climática requer uma verdadeira conversão ecológica?

Na Romaria das Águas e da Terra, conduzida pelas Dioceses da Bacia do Rio Doce que sofreram os impactos do crime (pecado) ambiental do rompimento das barragens de Mariana, refletia-se em seu percurso que cada um de nós, direta ou indiretamente, somos responsáveis pela devastação da natureza ao longo daquele rio. Como desbravadores impiedosos, nossos antepassados embrenharam-se pela Mata Atlântica retirando madeira para as serrarias moldarem os dormentes da estada de ferro Vitória x Minas. Café e pastagens substituíram a vida pujante daquelas matas, cobrindo-se de fumaça e fuligem.

Em pouco tempo a terra ficou esgotada, o solo rasgado pelos cortes da erosão, os córregos secos em decorrência da destruição de seus olhos d’água (nascentes) e os trabalhadores passaram a buscar outras fontes de sobrevivência. A terra empobrecida vestia-se de cinza e fumaça. Nem mais as chuvas chegavam para apagar tantos incêndios provocados ou não. Até mesmo o gado passou a sentir a secura dos rios e córregos.

Foi nesse contexto que os pobres moradores daquelas terras devastadas, num grande êxodo rural que parecia com os hebreus atravessando o Mar Vermelho, vieram há cinquenta anos atrás buscar moradia e alimento nos entornos das cidades, formando as atuais periferias tão amaldiçoadas pelas ondas de violência e morte. Os gritos de dor aumentaram, bem como a fome. Sem energia, saneamento, casas dignas, foram formando bairros amargurados pela pobreza.

Hoje nesse tempo de Quaresma, cada um de nós poderia percorrer um pouco a história de nossas famílias, de nossos avós ou pais que vieram naquele grande êxodo rural para as cidades, e nos reconciliarmos com nossa história, e pedirmos ao Senhor a misericórdia por tantos pecados cometidos. Sim, somos corresponsáveis pela devastação da natureza, daquela Mata Atlântica, daqueles rios e córregos que secaram, da lama vinda das barragens de Mariana.

Não tem sentido como cristãos ficarmos chorando e lamentando as secas, as queimadas, a fumaça que invade nossas cidades, a água que inunda nossas casas nas chuvas torrenciais, sem realizarmos nenhuma ação que expresse nossa conversão, nossa mudança de vida. A conversão que Deus espera de cada um de nós requer que olhemos todo o conjunto da criação vista por Deus como “tudo era bom”, mas que foi destruída pelo pecado dos homens, e não fazermos nada. De nada adiantam penitências “espiritualistas”, não comprometidas com a mudança, sem uma conversão ecológica profunda.

Pensemos nas futuras gerações. Como teremos uma nova sociedade se não educarmos nossas crianças e jovens hoje? O Pacto Educativo Global convocado pelo Papa Francisco é um caminho que a Igreja nos propõe hoje. Então, nossas escolas católicas, cristãs, públicas e nossos turmas de catequese são chamadas para a formação de uma nova sociedade com as novas gerações. Neste caminho podemos encontrar muitos sinais de esperança nesse tempo de Jubileu. A geração adulta estaria perdida? Não. O que falta para sua conversão?

A opressão ao pobre é um ultraje ao Criador (Pv 14, 31) juntamente com a opressão da terra. A Campanha da Fraternidade deste ano nos convoca para “levantar do pó o necessitado” (1 Sm 2, 8) e das cinzas a terra devastada. Atrás do grito de cada pobre está sufocado o grito de um pedaço de terra que foi destruído. Por isso, somos chamados para uma conversão ecológica como nos dizia o Papa João Paulo II e nos leve ao cuidado da casa comum. A fraternidade enlaça o pobre e a terra constituindo um novo céu e uma nova terra.

Edebrande Cavalieri

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil publicou no dia 19 deste mês uma carta em que propõe a todos os Bispos do Brasil

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil publicou no dia 19 deste mês uma carta em que propõe a todos os Bispos do Brasil e ao povo de Deus que se faça um tempo de oração nos próximos dias pela plena recuperação de saúde do Papa Francisco. A CNBB sugere que as comunidades espalhadas pelo Brasil a fora sejam incentivadas a viverem este tempo de oração, especialmente nas Celebrações da Eucaristia e da Palavra, com uma intenção especial pela saúde do Papa. Em todas as Celebrações da Eucaristia já se reza pelo Papa, mas neste momento de sua enfermidade, a Igreja nos pede um momento ainda mais forte nessa intenção.

A oração pelo Papa se reveste de vários sentidos. Em uma de suas catequeses, ele nos lembrava que “quem reza é como o apaixonado, que traz sempre no coração a pessoa amada, onde quer que esteja”. Infelizmente, em nossos dias, vemos um grupo de católicos que perderam a paixão pelo Papa e passaram a adotar uma atitude de ódio e maledicência. Contudo, o que o próprio Jesus nos pede é que, independente de nossas diferenças culturais, étnicas ou geográficas, possamos viver “todos em um só coração e uma só alma” (Jo 17, 21). Então, quem se coloca contra o Papa está, com esse gesto, colocando-se fora do rebanho do Senhor, fora da Igreja.

Em uma de suas viagens o Papa Francisco dizia que deveríamos “ajudar o povo a exercitar mais frequentemente a intercessão. É importante que as pessoas rezem pelo Papa e pelas suas intenções. O Papa é tentado, é muito atacado: só a oração de seu povo pode libertá-lo, como se lê nos Atos dos Apóstolos. Quando Pedro foi preso, a Igreja rezou incessantemente por ele. Se a Igreja reza pelo Papa, isso é uma graça. Eu realmente sinto continuamente a necessidade de pedir oração”. E este foi seu primeiro pedido logo após ser eleito pelo colégio dos cardeais como novo Papa.

O sentido da oração pelo Papa vai além da situação atual de enfermidade. Com espírito orante estaremos promovendo a unidade e a coesão da Igreja, pois rezamos juntos e em comunidade de fieis. Assim, vamos fortalecendo a unidade da Igreja e testemunhando nossa caridade e humildade como cristãos. Em outra catequese, o Papa Francisco nos diz que “a oração nos transforma, apazigua a raiva, sustenta o amor, multiplica a alegria, infunde a força de perdoar”. “A oração cristã infunde no coração humano uma esperança invencível”.

Assim, diante da experiência de enfermidade do Papa as nossas orações nos fazem sentir o toque de Deus em nosso caminho de fé e a dor pode ser transformada em um bem. A experiência do tempo de dor nessa vida se eleva a Deus e nos faz encontrar esse mesmo Deus no momento presente, no hoje de nossas vidas.

Nesse momento difícil por que passa o Papa Francisco, podemos aproveitar como tempo de respiro da fé, de fonte de misericórdia e diálogo com Deus. Não podemos tomar a “oração como uma varinha mágica” de fazer milagres, como se impuséssemos a Deus a obrigação da cura. Nessa vigília de oração, como Igreja, vamos pedir “ao Senhor pela pronta recuperação da saúde do Papa”. E assim podemos dizer a ele: – “Fica conosco, Francisco! Pois temos muito a aprender de suas lições e seu testemunho”.

Por fim, não esquecemos suas primeiras palavras ao ser escolhido pelo Colégio de Cardeais como Papa: “Não se esqueçam de rezar por mim”. A Deus suplicamos que “venha em seu auxílio, aliviando suas dores, na esperança da pronta recuperação da sua saúde, par continuar nos confirmando na fé”. Senhor, escuta a nossa prece!

Edebrande Cavalieri