Homilias

Rm 8, 26-30        Sl 12        Lc 13, 22-30 Lucas coloca Jesus a caminho de Jerusalém e, “caminhar para

Rm 8, 26-30        Sl 12        Lc 13, 22-30

Lucas coloca Jesus a caminho de Jerusalém e, “caminhar para Jerusalém, significa processo, passagem, transição e conversão”, disse dom Dario Campos, arcebispo de Vitória.

O Arcebispo acrescentou que cada um de nós a chamado a percorrer este caminho que é o caminho da salvação. “Caminhar para Jerusalém consiste em: praticar a justiça, fazer renúncias, despojamentos, dedicar-se e empenhar-se, lutar em defesa da vida dos doentes e oprimidos”. Ao ser questionado pelos discípulos se são poucos os que se salvam, Jesus fez recomendações e comparou o caminho a uma porta estreita. Escute a homilia.

 

Rm 8, 18-25     |       Sl 125        |        Lc 13, 18-21 “Como deve ser a nossa

Rm 8, 18-25     |       Sl 125        |        Lc 13, 18-21

“Como deve ser a nossa participação no Reino de Deus”? perguntou dom Dario Campos, arcebispo de Vitória no início da homilia de hoje, e ele mesmo respondeu: “olhar, admirar e rezar a criação, lugar onde o Reino de Deus se revela”. O Arcebispo falou da criação na linha que o Papa Francisco vem insistindo: ecologia integral, e disse: “o Reino de Deus é construído a partir de pequenas coisas, pequenos gestos que, somados, se tornam grandes e se transformam em coisas incomensuráveis e indescritíveis”. Dom Dario referiu-se ainda à carta de São Paulo aos romanos quando se refere ao sofrimento da criação por conta de nossas ações, “atos que praticamos e desrespeitam a criação, geram sofrimento que pode ser eliminado se nos comprometermos com ela (a criação), como tem nos chamado a atenção o Papa Francisco”. Dom Dario referiu-se ainda à esperança que São Paulo manifesta “nos pequenos gestos invisíveis, mas grandiosas em sua potência” e que são Lucas traduz comparando o Reino de Deus à semente de mostarda e ao fermento na massa, confirmando que “o Reino de Deus é gestado com gestos e ações pequenos e o comprometimento com eles”. Escute a homilia.

Rm 7, 18-25a      |         Sl 118          |          Lc 12, 54-59 No

Rm 7, 18-25a      |         Sl 118          |          Lc 12, 54-59

No início da homilia de hoje, dom Dario Campos, arcebispo de Vitória convidou para a missa das 19h30 na paróquia São Pedro, em memória da visita do Papa João Paulo II, que visitou aquela paróquia por ocasião de sua visita ao Estado em 1991.

Depois, dom Dario falou sobre o dilema razão / sensibilidade ou teoria / prática proposta para reflexão pelas leituras da liturgia de hoje. Para responder à pergunta: será que a incoerência é resultado da fraqueza ou da hipocrisia, dom Dario referiu-se a São Paulo e a Jesus. São Paulo diz que está “ciente do bem que habita nele, mas não consegue realizá-lo”. Jesus alerta que “somos capazes de interpretar sinais da natureza, mas somos incapazes de interpretar e resolver situações simples no relacionamento humano”.  O Arcebispo acrescentou: “o bem está dentro de nós. Porém, por diversos fatores, esse bem pode ficar oculto ou não ser praticado. Alguns não conseguem praticar o bem por fraqueza; outros por ignorância e outros apenas por maldade. Dizer que somos vítimas quando também somos causadores dos males que acontecem, é hipocrisia”. Escute a homilia.

Rm 6, 19-23     |     Sl 1      |      Lc 12, 49-53 Renovação é a palavra que a liturgia de

Rm 6, 19-23     |     Sl 1      |      Lc 12, 49-53

Renovação é a palavra que a liturgia de hoje sugere para continuarmos a caminhada no seguimento de Jesus. “Renovação no sentido de mudança, de eliminar tudo que é mau em nós para que possamos agir conforme a vontade de Deus”, disse dom Dario Campos, arcebispo de Vitória.

O Arcebispo falou que renovação é sinônimo de conversão e referiu-se à carta de São Paulo aos Romanos quando este lhes propôs a renovação como caminho para seguir a justiça de Deus e a comparação feita por Jesus de que o amor é como o fogo, cuja chama precisa ser mantida acesa. A mensagem de Jesus é para não esquecermos o amor e a justiça que nos mantém unidos. Dom Dario sugeriu a valorização de pequenos atos e pequenas atitudes, pois nelas Jesus nos acompanha e traz a paz duradoura e verdadeira. Escute a homilia.

Rm 6, 12-18        |         Sl 123          |          Lc 12, 39-48

Rm 6, 12-18        |         Sl 123          |          Lc 12, 39-48

A liturgia continua nos falando sobre vigilância, ou seja, a ter cuidado cuidado consigo, com os irmãos e com as coisas de Deus. Para dom Dario Campos, arcebispo de Vitória “estar vigilante é estar pronto para receber o Senhor na Eucaristia, na Mesa da Palavra e na pessoa do irmão e da irmã”. É o que São Paulo diz quando “convoca os romanos a passarem da escravidão do pecado para o serviço da justiça, tornando-se servos dela de corpo e alma”, acrescentou o Arcebispo. No Evangelho Jesus pede para ficarmos atentos e conta duas parábolas: a do ladrão que seria impedido de entrar se o dono da casa soubesse o horário e a da cobrança de Deus sobre como administrados os dons recebidos. “Estar vigilante, é ficar atento aos ensinamentos e cumpri-los. Não deixar que o mal entre na casa que somos nós e nos tire a justiça, o amor, a solidariedade, a integridade, a honestidade e a fé”, acrescentou dom Dario, que concluiu é o que eu costumo dizer: Fique esperto!

Rm 5, 12.15b.17-19.20b-21         Sl 39           |            Lc 12, 35-38 Dom Dario Campos,

Rm 5, 12.15b.17-19.20b-21         Sl 39           |            Lc 12, 35-38

Dom Dario Campos, arcebispo de Vitória, iniciou e terminou a homilia de hoje referindo-se à visita do então Papa João Paulo II a Vitória há 30 anos. Sim estamos comemorando 30 anos da visita do Papa que, como disse o Arcebispo, “pisou na nossa terra, pisou o solo de Vitória, visitou nossa gente, rezou conosco e nos abençoou”. Ao final da homilia o Arcebispo pediu a São João Paulo II que interceda para que a Igreja seja cada vez mais “compassiva e samaritana”.

Referindo-se às leituras, dom Dario explicou a carta de São Paulo que fala do pecado desde o início da criação pela desobediência, mas também que Jesus veio para nos redimir de nossos pecados. No Evangelho, Jesus nos pede para ficarmos vigilantes e dom Dario explicou: “estar vigilante é ter o coração disponível à graça de Deus e a mente aberta à sua Palavra. Ser vigilante é olhar com cuidado para a relação que se estabelece com o Senhor”. Escute a homilia.

 

Rm 4, 1-8        |       Sl 31         |         Lc 12, 1-7 Hoje dia de

Rm 4, 1-8        |       Sl 31         |         Lc 12, 1-7

Hoje dia de Sta. Teresa de Jesus, “a mulher extraordinária que acreditou, fez sua caminhada, teve suas dúvidas, mas se lançou totalmente no projeto e seguimento de Jesus de Nazaré”, disse dom Dario Campos, arcebispo de Vitória na homilia.

Segundo dom Dario, Sta. Teresa criou uma forma de espiritualidade que é um precioso patrimônio dentro da Doutrina da Igreja. Desde pequena Teresa tinha gosto pela leitura e preferência pela vida de santos, mas “seus primeiros anos de consagração a Deus no Carmelo não foram edificantes, pois perdia muito tempo em conversas desnecessárias e estas sempre nos levam a frivolidades”, disse o Arcebispo. Um dia, apercebeu-se e se converteu. A partir daí empenhou-se na reforma do Carmelo, incentivando irmãs e irmãos carmelitas a voltar ao fervor primitivo da vocação. Muito ativa e muito mística, “a primeira mulher a ser declarada doutora da Igreja”, disse dom Dario.

O Arcebispo terminou a homilia pedindo: “que Sta. Teresa nos dê coragem e fortaleza de ter os pés no chão, olhar para os céus e saber caminhar na vida com a certeza de em quem acreditamos”. Escute a homilia.

Rm 3, 21-30       |        Sl 129          |            Lc 11, 47-54

Rm 3, 21-30       |        Sl 129          |            Lc 11, 47-54

No Evangelho de hoje Jesus usando uma linguagem figurada e ao mesmo tempo carregada de firmeza diz aos fariseus, mestres da lei e sumo sacerdotes que eles estão construindo o túmulo dos profetas. Dom Dario Campos, arcebispo de Vitória fez a seguinte afirmação: “quem participa de tradições que oprimem, patrocina a morte”, e o Arcebispo acrescentou: “a finalidade das falas duras de Jesus é denunciar e proibir  as injustiças que ele está vendo, vivendo e convivendo na sua realidade”.  Depois dom Dario fez alguns questionamentos com base na leitura do Evangelho: “a leitura mostra que os fariseus, mestre da lei e sumo sacerdotes estão presos às tradições, mas não se preocupam com a prática da justiça para com o povo. Esta constatação nos faz refletir sobre as várias situações que vivemos e verificar se elas estão a serviço da vida ou da morte”. Duas perguntas ficam para nós: 1. No âmbito religioso, nas mais diversas denominações, estamos preocupados com a justiça, em salvar o irmão? 2. E nós cristãos, temos essa preocupação ou estamos presos a tradições, rubricas e preceitos? Escute a homilia.