Homilias

Homilia de 14 de julho de 2020

A confiança em Deus é o tema que propõe a liturgia de hoje e essa confiança precisa ter consequências na vida cotidiana, nas atitudes da rotina, nos relacionamentos com os irmãos.

 

E dom Dario lembrou: “Às vezes nossos atos de piedade não correspondem com aquilo que estamos vivendo. A gente se coaduna, acoberta ou até mesmo vive apoiando alguma maldade. Estes dias vimos que um morador de rua foi queimado e é duro ver que um filho de Deus tenha esse tratamento[…] Foi feito sábado um ato ecumênico por este irmão e alguém me perguntou por que fazer um ato ecumênico por um morador de rua? Eu não respondi nada”.

 

Escute a homilia no anexo

Homilia do XV Domingo do Tempo Comum.

As leituras de hoje falam sobre os efeitos que a Palavra de Deus produz na vida de quem acredita, comparando a Palavra com a semente.

Dom Dario Campos, nosso arcebispo chamou a atenção para o fato de Jesus explicar a parábola do semeador aos discípulos e não à multidão e fez a pergunta: “onde você quer estar? Entre a multidão ou aos pés de Jesus, escutando a explicação da Palavra”?

Leia a homilia na íntegra no anexo.

Homilia do dia 10 de julho de 2020

Os 14,2-10 | Sl 51, 3-4.8-9.12-13.14.17 | Mt 10, 16-23

“Fique esperto”, uma expressão usada frequentemente por dom Dario foi incluída na reflexão sobre o Evangelho de hoje. Ficar esperto, para ele é estar atento aos sinais e promessas de Deus e aos ensinamentos de Jesus. Para explicar, o arcebispo serviu-se da leitura do livro de Oseias onde Deus promete reconstruir Israel fazendo frutificar a vida daqueles que acreditam usando imagens da vinha e do trigo e, também, das instruções que Jesus dá aos discípulos quando os envia em missão.

Jesus alerta os discípulos para a realidade do mundo e os aconselha “tende cuidado com os homens:hão-de entregar-vos aos tribunais e açoitar-vos nas sinagogas. Por minha causa sereis levados à presença de governadores e reis, para dar testemunho diante deles e das nações”. Por isso dom Dario disse “fique esperto” e acrescentou “é preciso olhar a realidade com o olhar de Deus. Olhar a realidade e criticar o mundo com mansidão e bondade”.

O “fique esperto” para dom Dario é o alerta do missionário que ao ser enviada enfrentará os obstáculos do mundo. Para isso os discípulos devem “pedir discernimento na missão e Deus recompensará os que perseverarem no seu caminho e dará força para não esmorecer diante das dificuldades”. Escute a homilia na íntegra no anexo.

Homilia para o dia 9 de julho de 2020.

No início da homilia dom Dario lembrou que as leituras sempre são uma orientação para nós hoje. Depois serviu-se da imagem proposta pela leitura do Livro de Oseias que apresenta um Deus terno e carinhoso que carrega seus filhos no colo como um pai e mãe cuidam de seus filhos e lembrou também os dramas das famílias quando os filhos se desviam do caminho.

“Deus nunca desiste de ajudar seus filhos a voltarem para os seus caminhos. Deus não desiste de nós”.

Já o Evangelho pede que sejamos desprendidos, despojados para ir ao encontro de todos e anunciar o Reino de Deus. “Quanto mais coisas vamos acumulando isso vai nos amarrando e impedindo de servir o próximo”. “A missão precisa de coragem, empenho e fé, mas tudo isso precisa ser sustentado pela oração”.

Dom Dario ainda deu seu testemunho dizendo que a recomendação de Jesus é para ele modelo de vida. Sempre que entrar numa casa dizer: a paz esteja nesta casa.

Homilia do dia 8 de julho de 2020.

A escolha e o chamado dos discípulos aponta que Jesus chama pessoas diferentes e dá as mesmas oportunidades para todos. A diferença está na forma como cada um aproveita as oportunidades e acolhe o aprendizado. “Entre os doze que Jesus chamou tinha trabalhadores braçais, pessoas interesseiras, pessoas mal vistas pela comunidade pela profissão que exerciam, revolucionários e traidores”, disse dom Dario na homilia de hoje, 4ª feira da XIV Semana do Tempo Comum.

Dom Dario fez uma relação entre o chamado dos discípulos e o chamado de hoje a cada um de nós. “Ao chamar, Jesus capacita a todos para a missão, e, aqueles que se empenham são amados por Ele”.

A pergunta que o arcebispo nos deixa para este dia é sobre o que fazemos com as nossas diferenças e as oportunidades que temos. A recomendação é que possamos empregar os dons que recebemos para trabalhar na vinha do Senhor e produzir frutos com nosso testemunho.

Homilia do dia 3 de julho de 2020.

Na festa de São Tomé, que celebramos hoje, percebemos a alegria de pertencer à Igreja que tem como alicerce os apóstolos, entre eles Tomé, o discípulo fiel e solidário a Jesus.

É verdade que nos lembramos deste apóstolo, na maioria das vezes como aquele que não acredita, quando dizemos: parece Tomé, precisa ver para crer. Contudo, Tomé não é apenas aquele que duvida. A expressão de fé dele é uma das mais bonitas do Novo Testamento: meu Senhor e meu Deus! Esta foi a ideia principal exposta por dom Dario Campos, arcebispo de Vitória, na homilia de hoje.

Tomé foi um discípulo fiel e solidário quando disse que estava disposto a morrer com Jesus e quando provocou a resposta “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Tomé foi, na verdade, um homem de fé.

É a fé que nos faz discípulos missionários, que nos faz ser Igreja em qualquer lugar que estejamos.

Dom Dario lembrou que muita gente está se queixando por não poder ir à igreja, e afirmou “a Igreja está dentro de você, onde você estiver rezando aí está a Igreja” e alertou “quando a dor toma conta de nós ela nos impede de perceber a alegria e muitos preferem ficar na dor, mas a fé nos faz caminhar com segurança”. Não devemos seguir o Tomé que duvidou, mas o Tomé que creditou e levou Jesus a dizer “bem-aventurados todos os que irão acreditar sem terem visto”. Por isso, não peçamos provas para acreditar em Jesus, tudo que nos cerca é sinal de Deus entre nós. 

Homilia do dia 2 de julho de 2020.

Am 7,10-17 | Sl 19, 8-11 | Mt 9, 1-8

O Evangelho de hoje apresenta a cura do paralítico. Dom Dario chamou a atenção para a missão de Jesus que, antes de curá-lo da paralisia, o libertou interiormente ao dizer “os teus pecados estão perdoados” e acrescentou: “Peçamos a Deus a graça de sermos discípulos missionários promovendo a libertação das paralisias daqueles que se aproximam de nós”.

Referindo-se à primeira leitura do Livro de Amós, o Arcebispo acentuou a importância da verdade a partir da coragem do profeta ao enfrentar as autoridades e denunciar as injustiças. “Somos todos chamados a caminhar na verdade. A verdade nos faz caminhar de cabeça erguida”, disse.

Anexos

Homilia de 1 de julho de 2020.

AM 5, 14-15.21-24 | Sl 49 | Mt 8, 28-34

Para explicar as leituras da liturgia de hoje, dom Dario serviu-se de outras passagens do Evangelho, mostrando com elas como é importante ser livre e viver a espiritualidade para perceber a presença de Deus e seguir Jesus.

Ao falar dos homens possuídos pelo mal de quem fala o Evangelho de hoje, ele disse: “quem está oprimido não consegue enxergar a libertação, mas Jesus não quer ver ninguém oprimido. Por isso, Ele expulsa o mal”.

A leitura do Evangelho de hoje nos alerta de que precisamos também nos libertar de muitas coisas para escolhermos o bem e sermos seguidores de Jesus.

Tanto a leitura do livro de Amós quanto o trecho do Evangelho apontam que “a receita para viver bem é procurar o bem”. Fazer o bem é celebrar a vida e é isso que somos chamados a viver no dia de hoje, porque “quem faz o bem tem Deus dentro de si”.