Catequese

No último domingo, dia 26 de setembro, ocorreu um retiro para Catequistas do infantil, perseverança, crisma, catecumenato e batismo da Paróquia Nossa Senhora da

No último domingo, dia 26 de setembro, ocorreu um retiro para Catequistas do infantil, perseverança, crisma, catecumenato e batismo da Paróquia Nossa Senhora da Penha – Serra. O retiro teve como tema: “Fé, esperança e caridade” e foi organizado e ministrado pelo Padre Jones dos Santos Teixeira. O retiro ocorreu após uma formação de três dias sobre o novo Diretório Catequético, ocorrida entre os dias 13 a 15 de setembro, que foi ministrada pela Giovanna Valfré.

O local escolhido foi muito especial e propício: A fazenda da Esperança. Trata-se de uma instituição presente em 22 países com mais de 150 unidades que realizam um trabalho com jovens que querem se libertar do vício das drogas e do álcool. Na fazenda eles tem a oportunidade de reiniciar sua história, pautados em um novo tripé: espiritualidade, trabalho e convivência.

O intuito do retiro foi levar todos a fazerem uma experiência com Deus, tratando de temas centrais para a catequese e para a vida de todo cristão: “Que os catequistas possam reavivar a chama da fé, a confiança no Senhor, a esperança cristã para servir na alegria e no amor”.

“A vida de muitas famílias seria diferente se esses jovens e muitos outros tivessem tido a oportunidade de uma catequese autêntica, não só dentro da Igreja, mas também em seus próprios lares. Uma catequese bem feita, em todos os âmbitos e fases da vida, teria um resultado transformador em nossa sociedade”, afirma Juliane da Paróquia Nossa Senhora da Penha, de Jardim Limoeiro.

Que possamos interceder pelos catequistas, perceber que todos somos convidados a catequisar os que nos são próximos e que essas iniciativas são sementes que podem transformar o mundo atual em um lugar mais cristão.

Nossa Senhora da Penha, rogai por nós!

Catequese e sua missão: Introduzir a Palavra de Deus, na Iniciação à Vida Cristã (I) “E a Palavra habitou entre nós, e nós vimos

Catequese e sua missão: Introduzir a Palavra de Deus, na Iniciação à Vida Cristã (I)

E a Palavra habitou entre nós, e nós vimos a sua glória.” (Jo 1,14)

A catequese tem a árdua missão de introduzir, com profundidade, a Palavra de Deus na Iniciação à Vida Cristã. No caminho catequético, é necessário que exista um progressivo envolvimento com a Sagrada Escritura, a Palavra de Deus. “A missão de iniciar na fé coube, na Igreja antiga, à liturgia e à catequese” (CNBB, Doc.107, n. 70). A educação na fé é catequese, uma missão que compete à Igreja, acolher a Palavra que veio habitar entre nós e transmiti-la com competência.

Na Carta Apostólica, em forma de nota, próprio o Papa Francisco diz: “Toda a história da evangelização destes dois milênios manifesta, com grande evidência, como foi eficaz a missão dos catequistas” (Antiquum Ministerium, n.3). Importante observar com a Carta Apostólica apresenta a missão na catequese: “Missão evangelizadora” (n.2), “missão dos catequistas”, “missão insubstituível” (n.3), “missão própria do Bispo”, “missão no mundo”, também “missão na comunidade” (n. 5), “missão dos leigos” (n, 7) e a Carta Apostólica conclui: “missão salvadora da Igreja para o mundo” (n.11). A Igreja reconhece os incansáveis catequistas que anunciam o Evangelho de Cristo, com competência, inteligência e dedicação  em evangelizar.

Jesus, revelado na humanidade, oferece vida e Salvação. Ele não impõe, não força ninguém; somente convida seus ouvintes a aceitar o dom da graça. Ele pede sinal de conversão: “Convertei-vos e crede no Evangelho” e isto apresenta uma experiência de fé adulta. Porque no centro desse percurso missionário da Igreja, encontra-se “Jesus de Nazaré”, Filho único do Pai. “O que vimos e ouvimos, o que as nossas mãos tocaram da Palavra de vida (…) isto nós vos anunciamos” (1Jo 1,1). Este anúncio precisa ser valorizado na leitura orante da Palavra de Deus, como método para o conhecimento pessoal e comunitário da Sagrada Escritura.

A missão da catequese é conduzir as pessoas na adesão a Jesus Cristo, introduzindo-as nos sacramentos da iniciação cristã, Batismo, Confirmação e Eucaristia. “A Iniciação à Vida Cristã é lugar privilegiado de animação bíblica da vida e da pastoral. Os processos de iniciação se fundamentam na Sagrada Escritura e na liturgia, educam para a escuta da Palavra e para a oração pessoal, mediante a leitura orante, evidenciando uma estreita relação entre Bíblia, catequese e liturgia” (CNBB, Doc. 107, n. 66). Depois, fortalecem esses que foram iniciados a permanecerem na centralidade do querigma, no amadurecimento e maturidade, na experiência mistagógica para favorecer no seguimento com Cristo. “Asseguro-vos que quem ouve a minha Palavra e crê em quem me enviou, tem vida eterna” (Jo 5,24).

A catequese tem a sublime missão de caminhar decididamente, anunciando a Palavra de Deus, no serviço e no testemunho da fé, vencendo as forças de incredulidade. “A liturgia também leva os féis a serem unânimes na piedade, depois de participarem dos sacramentos pascais, para que na vida conservem o que receberam na fé” (SC, n. 10). Por isso, a liturgia é cume e fonte da vida da Igreja, com missão de dia após dia transformar a vida dos catequizandos em morada espiritual de Deus, mergulhados no Mistério de Cristo presente nas celebrações litúrgicas. Como filhos de Deus, ainda dispersos sobre a face da terra, peregrinando ao encontro, até que se tornem um só rebanho, sob a proteção do único Pastor.

Olhando para a catequese em nossos tempos, cabe-nos perguntar: Para quais fronteiras o catequista (a) precisa ser enviado (a)? Para aquilo que é específico da catequese, anunciar Cristo e seu Reino, sendo discípulos e discípulas, missionários e missionárias da alegria e da esperança, num mundo marcado pelas descrenças, do individualismo, do imediatismo e do descartável. “Evangelizar no Brasil cada vez mais urbano, em comunidades eclesiais missionárias, pelo anúncio da Palavra de Deus” (DGAE 2019-2023, p.9). A centralidade da Palavra reconduz nossas comunidades eclesiais às suas fontes autênticas de missão. A catequese se renova à medida que a Sagrada Escritura for presença inspiradora e tenha influência em todo processo catequético.

O Papa Francisco alerta que, no contexto atual, há urgente necessidade de missionários e missionárias da esperança, da alegria, da ternura e da compaixão: “A atividade missionária, ainda hoje, representa o máximo desafio para a Igreja, e a causa missionária deve ser […] a primeira de todas as causas. Que sucederia se tomássemos, realmente a sério, estas palavras? Simplesmente reconheceríamos que a ação missionária é o paradigma de toda a obra da Igreja” (EG, n.15). Logo, precisamos de uma catequese, acolhedora, querigmática, mistagógica e missionária, ensinando aos catequizando o caminho que leva à fonte que é Cristo.

Pe. Roberto Francisco Sebastião Natal

De 2 a 6 de agosto acontece, em formato virtual, o curso Catequese e Missão na Iniciação à Vida Cristã. Ainda dá tempo para

De 2 a 6 de agosto acontece, em formato virtual, o curso Catequese e Missão na Iniciação à Vida Cristã. Ainda dá tempo para se inscrever. Acesse , ou ligue (61) 9337-2021. O curso acontece à noite de 19h30 às 21h.

Veja abaixo as informações publicadas no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

O Centro Cultural Missionário (CCM) vai ofertar de 2 a 6 de agosto um curso que se propõe a estabelecer maior interação entre missão e catequese. Para isso, procura aprofundar o conceito de catequese e missão a partir dos documentos eclesiais e também da prática pastoral concreta.

O curso “Catequese e Missão na Iniciação à Vida Cristã” procura, ao mesmo tempo, indicar caminhos para uma catequese sempre mais evangelizadora e missionária e uma teologia da missão bem integrada com a catequese à serviço da iniciação a vida cristã.

Podem participar catequistas, lideranças das diversas pastorais e movimentos interessados em aprofundar a Palavra de Deus, participantes dos Conselhos Missionários, seminaristas, consagrados, ministros ordenados, religiosos (as), membros de institutos e novas comunidades.

A formação acontecerá de forma online, com assessoria dos padres Daniel Luz Rocchetti, da Comissão Episcopal para Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB e o Jânison de Sá Santos, da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB.

Segundo o padre Jânison, o curso quer ajudar os catequistas e animadores bíblicos, coordenadores de grupos missionários e outros grupos eclesiais a compreender melhor a catequese de iniciação a vida cristã e a forte ligação entre catequese e missão.

“Nós iremos trabalhar temáticas pertinentes e ligadas aos fundamentos catequéticos e também conhecer a realidade da missão, dos fundamentos bíblicos, teológicos e pastorais (…). Conhecer alguns dos documentos missionários, bem como compreender melhor a proximidade que existe entre a catequese e a missão e o desejo e a necessidade de trabalharmos juntos”, afirmou o padre Jânison.

Já o padre Daniel explicou que a proposta do curso do CCM é pensar a catequese em termos missionários, carregado do elemento querigmático, do anúncio salvífico e da proposta de viver uma vida cristã baseada na experiência e no amor de Deus.

As inscrições são pagas e podem ser feitas no site do CCM: https://www.ccm.org.br/encontro-comidis-2016/. Outras informações: 61 9337-2021.

Temas a serem trabalhados

  1. A Catequética hoje. Realidade dos catequistas / comunidade.
  2. A realidade da missão. Fundamentos bíblicos, teológicos e pastorais da missão.
  3. A Catequese no contexto da ação evangelizadora da Igreja. Conceito de Evangelização (Evangelii Nuntiandi, Evangelii Gaudium, etc).
  4. Anúncio querigmático e catequese. Textos bíblicos querigmáticos, Decreto Ad Gentes, a missão na Evangelii Gaudium, e anúncio querigmático nos documentos atuais.
  5. Documentos sobre a Catequese. Diretório Geral para a Catequese (1997), o Catecismo da Igreja Católica (1992/1997), Diretório Nacional de Catequese (2005/2006), iniciação à vida cristã – Brasil (Doc. 107 em 2017) e Diretório para a Catequese (2020).
  6. A pedagogia da fé. Partindo da Sagrada Escritura. A pedagogia de Deus, a pedagogia de Jesus Cristo, a pedagogia da Igreja, o Espírito Santo e Sua atuação na caminhada da Igreja e na Vida do ser humano, e a Pedagogia Divina e a Catequese.
  7. Catequese a serviço da Iniciação à vida cristã. O que é a IVC. Itinerário catecumenal (pré-catecumenato, catecumenato, purificação e iluminação, mistagogia) – ver o catecumenato antigo (história da catequese – síntese), como fazer a iniciação à vida cristã, quem são os interlocutores na IVC, com quem contamos na IVC (catequistas, introdutores, padrinho e madrinha, famílias, equipe de celebração / liturgia, grupos de jovens, grupos missionários, ministro ordenado) e a comunidade eclesial missionária na IVC.
  8. Lugares e interlocutores da catequese a serviço da IVC. A comunidade catequizadora, dimensão comunitária da Catequese (comunidade: lugar por excelência da catequese), catequese na Igreja Particular, catequese e família: participação dos pais e responsáveis no processo de educação da fé, catequese e pessoa com deficiência, catequese querigmática e mistagógica (ver EG e DC), catequese e compromisso sócio transformador e a organização da catequese: paróquia e diocese.
  9. Elementos de metodologia. Uma questão de escolha (apresentar a variedade de métodos), a relação conteúdo-método na catequese, atividades criativas, catequese e enculturação, a linguagem na catequese e catequese e cultura digital.
O Papa Francisco iniciou hoje um novo ciclo de catequese na Audiência da quarta-feira. O ciclo anterior foi sobre a oração e o Papa

O Papa Francisco iniciou hoje um novo ciclo de catequese na Audiência da quarta-feira. O ciclo anterior foi sobre a oração e o Papa disse: “Espero que com este itinerário de oração tenhamos conseguido rezar melhor.”

O novo ciclo é com a Carta aos Gálatas que segundo Francisco “parece escrita para os nossos tempos”.

Leia a matéria publicada no site do Vaticano.

Já diante do microfone, o Pontífice iniciou um novo ciclo de catequeses. O tema agora será inspirado no apóstolo Paulo, mais precisamente em Carta aos Gálatas. Ouça e compartilhe

“É uma Carta muito importante, diria até decisiva, não só para conhecer melhor o Apóstolo, mas sobretudo para considerar alguns dos temas que ele aborda em profundidade, mostrando a beleza do Evangelho. Parece escrita para os nossos tempos”, explicou o Pontífice.

As primeiras comunidades cristãs

Entre os temas a serem explorados nas próximas semanas, estão a conversão, a liberdade, a graça e o modo de vida cristão, mas a primeira temática abordada por Francisco foi a obra de evangelização realizada pelo Apóstolo, que visitou as comunidades da Galácia pelo menos duas vezes durante as suas viagens missionárias.

Sabe-se que os gálatas eram uma antiga população celta que, através de muitas vicissitudes, se estabeleceu na extensa região da Anatólia que tinha a sua capital na cidade de Ancira, hoje Ankara, capital da Turquia.

Paulo relata apenas que, por causa de uma doença, viu-se obrigado a permanecer naquela região – fato que indica que o caminho da evangelização nem sempre depende da nossa vontade e dos nossos projetos, mas requer a disponibilidade a deixar-nos plasmar e seguir outros caminhos que não estavam previstos.

A chegada dos “abutres”

Para o Papa, é interessante notar a preocupação pastoral de Paulo, pois havia muitos infiltrados semeando teorias contrárias aos seus ensinamentos, chegando ao ponto de o difamar. Como alguém dizia, notou o Pontífice, “vêm os abutres a destruir a comunidade”.

“Como podemos ver, é uma prática antiga apresentar-se em certas ocasiões como o único possuidor da verdade e procurar menosprezar o trabalho dos outros, até com a calúnia”, afirmou.

Entre as intrigas, os adversários argumentaram que os Gálatas teriam de renunciar à sua identidade cultural e os mesmos se encontravam numa situação de crise. Para eles, que conheceram Jesus e acreditaram na obra de salvação realizada através da sua morte e ressurreição, foi verdadeiramente o início de uma nova vida, mas se sentiam desorientados e incertos sobre como se comportar e a quem ouvir.

“Pensemos em alguma comunidade cristã ou diocese: começam as histórias e depois acabam por desacreditar o pároco, o bispo. É precisamente o caminho do maligno, dessas pessoas que dividem e não sabem construir. E nesta Carta aos Gálatas vemos este procedimento.”

Uma situação que se apresenta também hoje, constatou Francisco:

“Ainda hoje, não faltam pregadores que, especialmente através dos novos meios de comunicação, se apresentam não para anunciar o Evangelho de Deus que ama o homem em Jesus Crucificado e Ressuscitado, mas para reiterar com insistência, como verdadeiros ‘guardiães da verdade’, qual é a melhor maneira de ser cristão.”

A liberdade oferecida por Cristo

Estas pessoas afirmam que o verdadeiro cristianismo é aquele a que estão ligados, frequentemente identificado com certas formas do passado, e que a solução para as crises de hoje é voltar atrás para não perder a genuinidade da fé. Também hoje, como outrora, existe a tentação de se fechar em algumas certezas adquiridas em tradições passadas.

O traço distintivo dessas pessoas, segundo o Papa, é a rigidez: “Diante da pregação do Evangelho que nos torna livres, nos faz alegres, estes são rígidos”.

Mas é o próprio Apóstolo que indica o caminho a seguir, e é o caminho libertador e sempre novo de Jesus Crucificado e Ressuscitado; é o caminho do anúncio, que se realiza através da humildade e da fraternidade; “os novos pregadores não conhecem o significado da humildade, da fraternidade”; é o caminho da confiança mansa e obediente, que os novos pregadores não conhecem, na certeza de que o Espírito Santo age em cada época da Igreja. “Em última instância, a fé no Espírito Santo presenta na Igreja nos leva avante e nos salvará.”

O Natal se aproxima, e como de costume acontece a Novena de Natal. Nesse ano diante da pandemia da COVID-19, as comunidades e famílias

Na Arquidiocese de Vitória, a Novena de Natal é uma prática de muitos anos nas comunidades eclesiais de base. Ela colabora para que os fieis preparem o seu coração e também a casa para a chegada do Natal. É um tempo forte de oração e também de profunda experiência com a Palavra de Deus. A Novena de Natal é uma prática de grupos e comunidades que se reúnem para rezar e consagrar os últimos dias do Advento a uma imediata preparação para o Natal do Senhor. É uma forma de atualizar o gesto concreto de Maria de visitar Isabel.

Como um caminho frutuoso que as comunidades, as famílias e os grupos puderam adotar durante essa preparação ao Natal do Senhor. Suscitaram muitas reflexões, a integração das famílias, e a unidades de membros das comunidades e paróquias da Arquidiocese de Vitória, além de promoverem gestos concretos de solidariedade.

A Catequese da Comunidade Sagrado Coração de Jesus, na Paróquia Santa Mãe de Deus – Ibes, em Vila Velha houve gestos concretos de solidariedade. A atitude de solidariedade coloca em prática uma das orientações da Novena de Natal elaborada pela Comissão de elaboração dos Círculos Bíblicos, do Departamento de Pastoral. Para vivenciar os nove encontros que refletem sobre o mistério da encarnação e o nascimento de Jesus. Viver a novena em família é ser missionário dentro da própria casa.

A pandemia do novo coronavírus continua impedindo que os grupos se encontrem. Por isso, a Novena de Natal teve que ser adaptada em vários formatos e a forma de reza-la. O Advento, em si, significa o tempo de espera de Alguém ou ‘algo’ que está por vir. Com toda a Igreja, estamos nos preparando para a vinda definitiva de Jesus. Ele voltará, como prometeu.

De acordo com Maria Aparecida Silveira, da paróquia Santo Antônio de Pádua, foi possível perceber que o quanto a vida é preciosa e a vida dos outros também. “Dentro dos protocolos de segurança, não podemos reunir nossos Grupos de Famílias. Mas, daqui de nossa casa, queremos estar em comunhão com nossos familiares, vizinhos e com o mundo todo. E que não podemos viver isolados; pelo contrário, auxiliando-nos mutuamente somos mais fortes! Afinal de contas, somos todos irmãos”, destaca.

Paróquias da Arquidiocese de Vitória tiveram que aumentar o número de celebrações para a realização do sacramento da Crisma. Por causa da pandemia a

Na Igreja, o sacramento da Crisma deve ser ministrado por um Bispo, ou por delegação especial, um padre. Com a pandemia do novo coronavírus este sacramento na Arquidiocese de Vitória foi autorizado pelo arcebispo, Dom Dario Campos ser realizado pelos párocos. Os padres ao realizar o sacramento devem observar as normas definidas pelo arcebispo, como uma quantidade menor de crismandos, capacidade máxima da igreja, entre outras orientações.

Paróquias da Arquidiocese de Vitória tiveram que aumentar o número de celebrações para a realização do sacramento da Crisma. Por causa da pandemia a quantidade de crismandos era superior a capacidade de fieis permitidos nas celebrações. Em Afonso Claudio, na paróquia São Sebastião, 300 crismandos foram divididos em quatro celebrações ao longo do mês de outubro e novembro. Na paróquia Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, na Praia da Costa, oito celebrações foram programadas para atender os crismandos e seus familiares.

Diversos encontros em preparação ao sacramento da Crisma foram interrompidos para que se evitasse a contaminação pelo novo coronavírus. Na paróquia Santa Rita de Cássia, na Praia do Canto, a catequista Jacqueline Bonadiman, Coordenadora Paroquial da Crisma, destaca como ocorreu essa preparação do sacramento. “Esses meses nós ficamos online, mantivemos a programação pelas redes sociais. Já que a maioria dos encontros já haviam sido presenciais. ”

A catequista destaca que assim que recebeu as orientações do arcebispo sobre a realização dos sacramentos neste período de pandemia, procurou o pároco e em conjunto fizeram um planejamento para os sacramentos. “A capacidade da nossa igreja é de 150 pessoas neste período de pandemia, então foi preciso realizar duas celebrações. Cada crismando teve a oportunidade de levar apenas três convidados para participar deste momento. Fizemos a distribuição de convites”, afirma.

Para que não houvesse o contato das mãos na hora da unção com o óleo ungido, a paróquia fez uso do algodão e higienização a cada crismando. “Nós seguimos todas as recomendações, separamos os bancos, o crismando sentou apenas com o padrinho ou madrinha e a família sentou em outro banco. Todos estavam usando máscaras e na chegada era medida a temperatura e uso do álcool em gel nas mãos”, ressalta Jacqueline Bonadiman.

Encontros de Crisma Online

A Animação Biblico-Catequetica da Arquidiocese de Vitória orientou as coordenações de Catequese no início desta pandemia para a prática da igreja doméstica, uma vez que os encontros presencias foram interrompidos. A coordenação mantém a orientação de vivermos a Catequese com as atitudes da igreja doméstica.

Com o passar dos meses, algumas paróquias da Arquidiocese optaram pela realização de outras iniciativas, como por exemplo, os encontros on-line, uma maneira encontrada para fortalecer a espiritualidade dos crismandos e os manter próximos. Porém, tendo a consciência, que não substituirá a catequese presencial.

Orientações para a realização da Crisma

Dom José Antonio Peruzzo, presidente da Comissão, para a Animação Bíblico-catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em uma sala de vídeo “Catequese em tempos de pandemia”: “Não podemos perder o contato com os catequizandos, temos que nos fazer presentes mesmo que distantes, através de uma mensagem em rede social, de uma carta, de um bilhete, entre outros”. Segundo ele “(…) Catequese não é só um programa regular ao longo de um ano, é catequético o afeto, não existe evangelização sem ternura, aí o seu contato com os catequizandos agora é decisivo (…) a união com os outros fortalece e promove a unidade entre os catequizandos”. É fato que nem todos os catequizandos têm acesso à internet, mas a estes podemos enviar uma carta, um bilhete, fazer uma ligação. Precisamos de alguma maneira mostrar nosso carinho, nosso afeto.

O documento construído pelo Departamento de Pastoral da Arquidiocese de Vitória leva em consideração as Orientações da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil publicadas em 21 de maio, e, também as Recomendações das Comissões de Catequese e Liturgia da Arquidiocese de Vitória está em anexo. 

Mais informações

Comissão para Animação Bíblico-Catequética

(27) 3025-6265 / (27) 99727-2637

e-mail: [email protected]

Saiba mais:

Congresso de Catequese destaca uso dos meios de comunicação e novos caminhos pós-pandemia

“Família e comunidade eclesial: lugar da catequese”

Nota das Comissões de Catequese e Liturgia

Seminário Nacional de catequese a serviço da Iniciação à vida cristã

A Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) irá realizar o Seminário Nacional de Catequese a Serviço da Iniciação à Vida Cristã, com o lema “Jesus chamou os que Ele quis, para estarem com Ele e enviá-los a anunciar (cf Mc 3,13-14)”. A iniciativa acontecerá de 04 a 06 de novembro, de forma online, e será transmitida a partir das 20h nas redes sociais da CNBB (@cnbbnacional) e da Catequese do Brasil (@catequesedobrasil).

Segundo o padre Jânison de Sá, assessor da Comissão, a iniciativa busca retomar a reflexão do Documento 107 da Conferência, aprovado pelos bispos em 2017, intitulado “Iniciação à Vida Cristã: itinerário para formar discípulos missionários”. “É necessário retomar toda a discussão e reflexão da Iniciação à Vida Cristã, uma temática tão pertinente e importante para a Ação Evangelizadora e Catequética da nossa Igreja”, explicou.

Ainda de acordo com o padre Jânison, o seminário trará uma abordagem metodológica e, por meio disso, buscará entender os processos históricos e a relação entre o Diretório Geral que culminou com a Catequese Renovada; e o Diretório de 1997 que culmina com o Diretório Nacional de Catequese de 2006. “É importante refletirmos um pouco sobre a nossa história, então veremos do Concílio Vaticano II até os dias atuais e entenderemos o sentido da catequese e da Iniciação à Vida Cristã em diversos períodos”, salientou.

Programação

No dia 04 de novembro será feita uma reflexão do itinerário histórico da reflexão catequética do Concílio Vaticano II aos dias atuais. O convidado para assessorar o momento é o irmão marista Balbino Eduardo Juárez Ramírez, da Guatemala.

No dia 05 haverá a participação de dois painelistas. O primeiro tema a ser discutido será “O Diretório Geral para a Catequese de 1971 à Catequese Renovada de 1983”, pelo padre Luiz Alves de Lima, e o segundo será “O Diretório Geral para a Catequese de 1997 ao Diretório Nacional de Catequese de 1996”, pelo irmão Israel José Nery.

No último dia, 06, haverá outros dois painéis. O primeiro sobre o “Documento de Aparecida à Iniciação à Vida Cristã em 2017”, pela irmã Sueli Cruz, e o segundo sobre o “Documento 107 – Iniciação à Vida Cristã: itinerário para formar discípulos missionários” ao Novo Diretório de Catequese, pelo padre Abimar Oliveira de Moraes, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Fonte: cnbb.org.br

Assim como os batizados e casamentos, as celebrações de primeira eucaristia voltaram a acontecer nas paróquias da Arquidiocese de Vitória.

Assim como os batizados e casamentos, as celebrações de primeira eucaristia voltaram a acontecer nas paróquias da Arquidiocese de Vitória. Ainda vivendo em um período de pandemia, para que as missas aconteçam é necessário o cumprimento de uma série de regras, para que as crianças recebam o corpo e o sangue de Jesus pela primeira vez. 

Na paróquia São Pedro, em Jacaraípe, cerca de 50 crianças, de 7 comunidades, que faziam parte do ciclo de preparação 2019/2020 receberão a primeira comunhão nos dias 18 e 25 de outubro. A celebração estava agendada para o dia 3 de maio deste ano, mas devido a pandemia os planos foram interrompidos. A coordenadora paroquial da catequese, Marcela Barbosa, conta que ficou decidido em agosto após uma conversa com o pároco, que estas crianças já estavam preparadas. As novas datas das missas foram marcadas à nível paroquial e desde então começaram a acontecer os encontros online com os catequizandos. 

Dividido em dois domingos, as missas serão exclusivas para o sacramento às 9h30, sendo divididas em 18 crianças no dia 18 de outubro e 25 crianças no dia 25 de outubro. Segundo Marcela, como a Igreja comporta 250 pessoas sentadas cumprindo o distanciamento cada criança poderá levar 10 convidados. Nas confissões que já estão acontecendo cada criança usa máscara, e tem sua temperatura aferida na porta da Igreja, além de ter as mãos higienizadas. A equipe da catequese também preparou um kit para o dia da primeira comunhão contendo uma camisa, uma máscara, vela e lembrança. 

Sobre a realização deste sacramento na vida das crianças Marcela revela que muitas famílias gostaram. “Teve um testemunho muito bonito de uma família que achou que tudo está acontecendo em tempo oportuno, pois a criança está muito ansiosa, perdendo as esperanças, desmotivada e eles acreditam que o sacramento vai dar uma revigorada nela. Outras famílias acharam que a gente podia ter esperado mais um pouco, então a gente não impôs, deixamos que a família decidisse. E quem não quis fazer agora, virando o ano nós vamos fazer”.

Em Vila Velha, a Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, também vai realizar neste mês de outubro a primeira comunhão de 121 crianças, divididas em 7 missas exclusivas e que não serão abertas para a comunidade em geral. Giovana Guerini, que é a coordenadora da Catequese, explica que haverá um controle no ingresso de pessoas para atender o limite máximo da capacidade da Igreja neste tempo de pandemia que é de 200 pessoas. 

Cada missa comportará o máximo de 18 catequizandos que poderão levar até 10 convidados cada. Além disso, haverá medição de temperatura, higienização com álcool em gel, distanciamento social e uso obrigatório de máscara. 

Giovana explica que o sentimento atual é de gratidão a Deus porque conseguiram fazer esse caminho com as crianças: “É muita emoção porque a Eucaristia é o maior tesouro que nós temos e a gente fez esse elo de levar essas crianças e também suas famílias até o sacramento. Porque as vezes os pais nesse momento em que os filhos estão se preparando também têm a oportunidade de acompanhar, crescer, renovar a Fé e fazer mais compromissos”.  

As celebrações de primeira eucaristia aconteceriam em abril na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e agora serão realizadas nos dias 15 e 16 de outubro às 19h30, no dia 17 de outubro às 8h30 e 19h, no dia 23 de outubro às 19h30 e no dia 24 de outubro às 8h30 e 11h.