Notícias da Arquidiocese

As coroações a Nossa Senhora, em sua maioria feitas por crianças e, que nos enternecem no encerramento do mês de maio, serão substituídas por

As coroações a Nossa Senhora, em sua maioria feitas por crianças e, que nos enternecem no encerramento do mês de maio, serão substituídas por celebrações virtuais.

A opção para os fiéis continua sendo acompanhar pela TV ou Redes Sociais os eventos e entrar em comunhão e sintonia.

Na Arquidiocese de Vitória é possível acompanhar o Encontro com Maria da paróquia Bom Pastor na Serra às 16h no dia 30 de maio, pelo facebook e instagram da paróquia @paroquiabompastornc. O santuário de Vila Velha também transmite a partir das 18h no dia 31 de maio, o Especial com Maria – música – arte – fé. Para assistir basta acessar a TV Franciscanos no youtube ou facebook da paróquia. A paróquia São Pedro Apóstolo preparou a live musical mariana “O povo te chama de Nossa Senhora” , que vai ser transmitida pelo canal no youtube e facebook da paróquia, no dia 30 de maio às 19h30.

Temos ainda o convite especial do Papa para rezar com ele o terço no dia 30 de maio às 12h30 (horário no Brasil). O Papa fará a oração nos jardins do Vaticano, junto à Gruta de Lordes, pedindo a consolação de Nossa Senhora para o enfrentamento da pandemia. As dezenas serão rezadas por pessoas que representam situações da Covid-19: um médico, uma enfermeira, um paciente curado, uma pessoa que perdeu um familiar, um sacerdote, um capelão hospitalar, um farmacêutico, uma freira enfermeira, um representante da defesa civil e uma família cujo filho nasceu em meio à pandemia. 

Para acompanhar e rezar com o Papa é só acessar o site do Vaticano (vaticannews.va) ou as redes sociais do Vaticano.

A pastoral do dízimo também está no ritmo da reinvenção e no grupo de whatsapp, as novas experiências foram compartilhadas. Elas podem inspirar outros

As pastorais, grupos e movimentos da Igreja Católica estão se reinventando em tempos de pandemia. A vida em comunidade muito incentivada pelo Papa Francisco e por dom Dario Campos, nosso arcebispo não é recomendada neste momento, no qual cada um é chamado e motivado a manter distanciamento e isolamento social. É assim devemos agir para ajudarmos no controle do avanço do contágio do vírus, como pedem as autoridades.

Mas celebrações, novenas, orações do terço e outras não deixaram de acontecer graças ao empenho dos grupos de serviços, dos padres e do arcebispo. As plataformas digitais tornaram-se aliadas e permitem-nos chegar a cada um na sua casa e no seu ambiente a vida de oração para alimentar sua espiritualidade, principalmente com os grupos da Pascom e profissionais de comunicação.

A pastoral do dízimo também está no ritmo da reinvenção e no grupo de whatsapp, as novas experiências foram compartilhadas. Elas podem inspirar outros grupos. 

1 – Após a transmissão online da Missa os fiéis são convidados a irem à igreja para receberem a Eucaristia. As equipes do dízimo, em ambientes devidamente preparados ou de plantão na sala do dízimo, disponibilizam-se neste momento para também recepcionarem os fiéis e receberem a contribuição dízimo;

2 – Foram criados grupos de whatsapp com os membros da comunidade eclesial que são dizimistas. Através deste canal, a equipe do dízimo interage com os dizimistas através de mensagens do pároco e são orientam sobre os meios possíveis de contribuição;

3 – Foram elaborados folders online, enviados via whatsapp, com os dados bancários para depósito ou transferência da contribuição do dízimo;

4 – Publicação nas redes sociais da paróquia dos meios de contribuição: posts com dados bancários e picpay;

5 – Recebimento da contribuição do dízimo na secretaria paroquial durante o expediente de atendimento paroquial;

6 – A equipe do dízimo criou uma espécie de telemarketing, onde são feitos contatos telefônicos com os dizimistas informando as atividades da igreja, a necessidade da contribuição e informando os meios de contribuição;

7 – Utilização do aplicativo desenvolvido pela Theòs Sistemas Eclesiais denominado paróquia.net. Este aplicativo é gratuito e pode ser baixado pelo fiel dizimista no celular. Através desta ferramenta, a contribuição pode ser feita, usando o cartão de crédito. Esta forma de contribuição está integrada no módulo financeiro/contábil já existente em todas as paróquias e sua contabilização é automática;

8 – Para aquelas pessoas que se enquadram no grupo de risco e não devem sair de casa, a equipe do dízimo está adotando o atendimento domiciliar, em data e hora previamente combinados, observadas as medidas sanitárias no atendimento;

9 – Dizimistas que têm dificuldade de utilizar as novas tecnologias também estão sendo atendidos, seja no plantão da secretaria paroquial, nos plantões das comunidades ou atendimento domiciliar, observadas as normas sanitárias;

10 – Plantão das equipes do dízimos em áreas externas da comunidade eclesial, em dias e horários pré determinados.

Dom Dario Campos, Arcebispo de Vitória enviou aos párocos algumas sugestões e recomendações para esta data, sempre com o pedido de cada paróquia observe

Sem tapetes e sem cores, a Festa de Corpus Christi terá novo formato para este ano. A data em que os católicos, publicamente expressam sua fé na Santíssima Eucaristia, contudo não perderá a dimensão pública, comunitária e de unidade. Dom Dario Campos, Arcebispo de Vitória enviou aos párocos algumas sugestões e recomendações para esta data, sempre com o pedido de cada paróquia observe a realidade na sua região e fique atenta às orientações da Secretaria da Saúde.

1. Os paroquianos devem ser orientados a acompanhar a procissão de suas casas e incentivados a ornamentar as fachadas de suas casas com flores, toalhas, velas…

2. Missas e procissões nas paróquias na parte da tarde para que os padres possam participar da Missa dos Santos óleos pela manhã.

3. Não confeccionar tapetes para evitar a aglomeração de pessoas.

4. Organizar a procissão sem povo, apenas com veículos, do seguinte modo:

• Um carro para transportar o sacerdote com o Santíssimo;

• Um carro equipado de som amplificado para ajudar nos cantos, meditações e orações;

• Um carro disponível para recolher alimentos não perecíveis e/produtos de limpeza e higiene para serem doados àquelas famílias cadastradas no território paroquial ou paróquia vizinha. Preferencialmente, envolver os jovens nessa ação.

As orientações foram bem acolhidas pelos párocos que já estão organizando a Festa. Alguns expressaram sua acolhida às orientações e falaram sobre as iniciativas que estão tomando para a ocasião.

Padre Diego Carvalho, pároco na paróquia Nossa Senhora da Conceição em Guarapari ficou animado com as sugestões: sobre a proposta “Acolhemos com esperança as orientações de Dom Dario, para celebrarmos a Solenidade de Corpus Christi”.

 

O evento: “será uma oportunidade de manifestarmos publicamente nossa Fé na Eucaristia, como também nossa proximidade e caridade para com os mais necessitados do alimento corporal, uma vez que faremos a arrecadação de alimentos”.

Padre Claudio Alves Moreira, pároco na Santíssima Trindade em Vila Capixaba valorizou o zelo pela fé e o cuidado e segurança dos fiéis.

Respeito e fé: As orientações de nosso Arcebispo, Dom Frei Dario Campos, ofm, acerca da realização da Solenidade de Corpus Christi, demonstram o cuidado de nosso pastor no tocante à segurança dos fiéis em tempo de pandemia. Ao mesmo tempo, revelam o seu zelo pela manifestação pública de fé na Eucaristia. Manifestação esta que, neste ano de 2020, deverá ser realizada de modo mais sóbrio. Será também ocasião para fidelidade ao compromisso cristão com a caridade: uma das marcas de seu episcopado.

Programação: Na Paróquia Santíssima Trindade (Vila Capixaba, Cariacica-ES), a Missa Solene acontecerá às 14h. Em seguida, o Santíssimo Sacramento percorrerá as principais ruas e avenidas de nossa região paroquial, fazendo uma breve parada em frente a cada uma de nossas sete comunidades; oportunidade também para a Bênção do Santíssimo. Ao término das visitas às Comunidades, de volta à Matriz, será oferecida a Bênção Solene.

Recomendações: Orientamos aos fiéis que acompanhem das janelas e portões de suas residências. E unam-se, enquanto paróquia, em oração e adoração ao Santíssimo Sacramento. Um grupo de voluntários fará o recolhimento das doações, evitando que haja aglomeração durante o percurso.

Cheios de entusiasmo e ansiosos por esse dia, esperamos que seja um belíssimo ato de louvor ao Sacratíssimo Corpo do Senhor. Uma feliz Solenidade a todos.

Padre Robinson Castro, pároco em São José de Maruípe em Vitória valorizou a unidade paroquiial e arquidiocesana que nasce da iniciativa. Sobre a proposta: “Estamos atentos e unidos a nossa Igreja Arquidiocesana de Vitória e, através dos decretos, circulares e pronunciamento de nosso Arcebispo Dom Dario, do Departamento de Pastoral e a Administração da arquidiocese comungamos uma só caminhada pastoral de uma Igreja discípula e missionária de Cristo. Portanto, nos alegramos com as orientações de Dom Dario para a Celebração de Corpus Cristi. Este é um momento muito importante da vida da Igreja, porque, unidos no corpo e sangue de Cristo, nós somos unimos uns aos outros. Nós somos um só corpo, e este corpo é Cristo. A Eucaristia é verdadeiramente uma celebração de ação de graças, ação de graças para nossa transformação no amor e ação de graças para a nossa unidade. Desta vez, não poderemos nos agrupar para confeccionar os famosos tapetes para acolher a procissão de Corpus Christi, mas os confeccionaremos em nossos corações e em nossas casas, pequenas igrejas domésticas”.

O evento: “Nossa paróquia está organizando esta grande festa do Corpo e Sangue do Senhor através de nossa equipe de Liturgia e da PASCOM. Iremos celebrar a Eucaristia às 14hs na Igreja Matriz com transmissão ao vivo pelos canais sociais de nossa paróquia pelo YouTube e Facebook. Após a celebração faremos a procissão com o Santíssimo por várias ruas de nossa paróquia indo em direção as nossas 13 comunidades. Iremos usar um carro aberto com o Santíssimo, outro carro de som com uma pequena equipe de música e outro carro com um número pequeno de jovens para ajudar na logística das ofertas de alimentos que os paroquianos provavelmente farão. Previamente, iremos informar aos paroquianos as ruas que passaremos com o Santíssimo e, também, os informaremos da campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis e cestas básicas que serão posteriormente distribuídas às famílias necessitadas. Calculamos um período de 3 horas para concluirmos todo o percurso retornando para a igreja Matriz com a bênção do Santíssimo transmitida ao vivo para todos paroquianos”.

O trabalho da pastoral do povo de rua enfrenta agora mais um desafio diante da pandemia e das dificuldades que essa população tem de

O trabalho da pastoral do povo de rua enfrenta agora mais um desafio diante da pandemia e das dificuldades que essa população tem de se prevenir contra a Covid-19.

Os trabalhos se intensificaram e novos voluntários surgiram para mobilizar as pessoas e o Poder Pública procurando minimizar a precariedade que existe nessa população.

A Pastoral além de criar aproximação com a população de rua, também organiza as doações, pede ajuda e faz a distribuição de roupas, alimentos prontos para consumo, kits de higiene e cobertores.

Mas, quem está por trás dessas ações, o que as move e o que fazem? Conversamos com 4 pessoas da pastoral que deram seus testemunhos.

Mindu, é voluntário da pastoral em Laranjeiras na Serra.

O que faz: Há 4 semanas fazendo atendimento à população de rua na Igreja Presbiteriana Unida. Distribuição de marmitas, roupa, cobertas e kits de higiene. Antes esse trabalho era feito com uma Kombi nos pontos de concentração dessa população. Prestamos este serviço à população de rua ao sábado, porque o Centro Pop de Serra não abre ao sábado. Estamos com dificuldade de chegar em Serra sede e Nova Almeida que tem número expressivo de moradores de rua e onde não existem abrigos.

Preocupações: Percebemos um aumento de população de rua. As pessoas relatam que não estão conseguindo se manter, por perda de emprego e a dificuldade dos informais de prestarem seus serviços. Há um aumento de jovens e crianças. As crianças às vezes com as famílias e outras nos semáforos fazendo malabares .

Outra preocupação são as crocolândias. Jardim Limoeiro tem uma e aparecem pessoas apresentando sintomas. O Consultório de Rua, criado para atender essa população, não tem sido efetivo na região. Quando ligamos solicitando a presença do consultório eles dizem para procurar unidade de saúde.

Alegria: A solidariedade para com esta população tem aumentado, tanto dos moradores quanto das Igrejas que têm se mobilizado para confeccionar máscaras, doação de lanches, marmitas e roupas. Alguns também estão se oferecendo como voluntários para ajudar a pastoral.

As ações estão sendo feitas pela Pastoral do Povo de Rua vinculada ao Vicariato para a Ação Social e com a PJ e a Igreja Presbiteriana que cedeu o espaço para o atendimento.

Vinicius Lamego, é voluntário da pastoral em Jr. da Penha

Como se envolveu com a pastoral: Mudei recentemente para Jr. Da Penha, mas já carregava preocupação com a população de rua. No Bairro passei a ter uma convivência maior com essa população. O aumento desse contato diário aflorou a preocupação existente, fiquei incomodado e fui pensando o que poderia fazer. As tarefas do dia a dia adiaram a decisão, mas a pandemia alterou minha vida e precisei reconstruir a rotina, então, propus-me efetuar alguma atitude em relação à população de rua. Comecei criando um grupo (Conexão Positiva) para arrecadar materiais e depois procurei a pastoral para oferecer marmitas para distribuição. A primeira entrega foi de 150 marmitas e juntei-me à pastoral para distribuir. Continuei juntando as doações no grupo e conseguimos ajudar também a população de rua de Cariacica com 360 marmitas. O grupo também foi ajudar nessa distribuição. A pastoral me convidou a continuar ajudando na distribuição e eu continuei.

Motivação: Tem sido uma experiência bem bacana não só por poder contribuir para que as pessoas matem a fome, mas porque me ajuda a refletir sobre as ações de solidariedade necessárias no dia a dia. Acho que mais de que ajudar, participar da distribuição, faz com que a gente se transforme individualmente e consiga enxergar mais o outro, os mais necessitados, principalmente a população de rua e se tornar mais solidário. Com tanta coisa absurda acontecendo no país e no mundo, quando o descaso de certos governantes ao tratar a vida das pessoas, a gente fica revoltado, ansioso e se sentindo mal. Mas percebo que não adianta ficar se alimentando só dessas notícias no dia a dia. A gente não vai conseguir transformar e nem mudar nada, então é participar ativamente de ações locais, no nosso território e prestar solidariedade ao outro e ter preocupações mais coletivas e menos individuais. Construir novas rotinas a partir de um ideal de mais solidariedade e coletividade é um caminho interessante para tentar buscar outros tipos de ideais de vida neste contexto de pandemia. É um momento para uma efetiva transformação. Não adianta ficar reclamando e acompanhando a questão macro, mas modificar com pequenas ações no dia a dia e a partir daí tentar contagiar outras pessoas, empoderando as pessoas necessitadas ao nosso redor.

Experiência mais marcante: O que mais o marcou foi Cariacica. A pastoral lá é recente e os moradores estão muito desamparados em termos de assistência do Poder Público. Em Vitória tem algum tipo de amparo, mesmo que seja mínimo, para sobreviveram. Já Cariacica foi bem impactante a experiência. A gente parava e as pessoas saiam debaixo dos viadutos, galpões e casas abandonadas em grande quantidade. Percebia-se neles o desamparo e o desespero. Isso me mostrou também como faz falta a presença do poder público em determinados locais para que essas pessoas tenham o mínimo de dignidade. Isso me mostrou o quanto a vida humana é desvalorizada e ignorada. Estou buscando a forma de agir no cotidiano a partir dessas pequenas ações de solidariedade o que é mais eficaz que buscar mudanças de cima para baixo.

Carlos Fabian de Carvalho, atua no Bairro Santo Antônio em Vitória

O que faz: Eu estou em duas entidades, Fórum Estadual de Jovens e Adultos e a Escola de Samba Novo Império. Com minha esposa Carla de Souza Campos, entregamos diariamente de café, almoço, cobertores. Atua também na construção de pautas de cobrança de políticas públicas para atendimento à população de rua, antes e, principalmente, agora na pandemia. Ir para a rua não é só uma questão de solidariedade, mas a gente tem tentado minimamente e, principalmente, garantir imunidade e certa proteção com alimentação e cobertores. Também junto ao governo buscamos garantir o tratamento de sintomáticos e assintomáticos e como se dará o encaminhamento das pessoas que estão na rua com relação à Covid-19.

Percepção: É fundamental estar na rua todos os dias porque existe a ausência do poder público. Estar na rua nos dá a oportunidade de verificar as dificuldades e percalços da população de rua e isso tem sido fundamental. 

Lição: Para nossa vida tem sido uma experiência fantástica porque a gente tem aprendido muito sobre as formas de resistência que a população de rua tem produzido, na ausência plena do poder público.

Jéssika Souza, assiste a população de rua na Glória em Vila Velha

Como começou: O grupo anjos da noite surgiu no grupo de jovens da paróquia. A primeira vez que fomos ao encontro da população de rua eramos mais de 50 jovens. Fazimaos isso toda a quinta-feira. Depois começaram a ir às terça, e agora já tem dois anos que todo o domingo após a celebração na Comunidade São Pedro saimos para entregar o jantar (macarrão, arroz colorido com carne), dependendo das doações.

Realidade atual: Hoje o grupo tem mais ou menos 25 pessoas que se dividem em pedir doação, fazer o alimento e entregar. Agora com a pandemia estamos indo também todo o domingo na hora do almoço e distribuímos 100 marmitas.

Motivação: O que motiva é ajudar o próximo sem saber quem é ele, sem saber a história dele, sem julgar… acho que é isso que a gente aprende. Eu sempre falo com o grupo uma frase que ouvi uma vez numa pregação sobre pessoas em situação de rua, (porque no começo nós recebíamos muitas críticas até das pessoas que passavam na rua): “e se Jesus estivesse aqui, Ele faria o seu trabalho? Sim, Jesus faria, então é isso que motiva a gente.

Experiência marcante: O que mais me surpreendeu até hoje (choro) foi que a gente já conseguiu tirar 4 pessoas da rua e elas hoje estão trabalhando e nas suas casas com a sua família. Aos olhos de algumas pessoas pode parecer pouco, mas são 4 vidas que estão aí no caminho do Senhor.

A Semana traz como tema Gentileza gera Gentileza – Resposta às Pendemias da Vida, tendo como base de aprofundamento o texto de At 28,2.

Inicia-se hoje, 24 de maio a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e o presidente da Comissão para o Ecumenismo da CNBB, Conferência dos Bispos do Brasil, Dom Manoel João Francisco lembrou que no Brasil a Semana acontece entre a Festa da Ascensão e a de Pentecostes e disse: “Com a vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos e Nossa Senhora reunidos no Cenáculo, na cidade de Jerusalém, nós rezamos pela unidade cristã. Ou seja, para que, conforme o desejo de Jesus, voltemos a ser um só rebanho, sob a égide de um só Pastor, o Cristo Senhor”.

A Semana traz como tema Gentileza gera Gentileza – Resposta às Pendemias da Vida, tendo como base de aprofundamento o texto de At 28,2.

A coordenação das iniciativas é do CONIC, Conselho de Igrejas Cristãs e em parceria com a CNBB, a Missão Somos Um e ENCRISTUS , decidiu que toda a programação pode ser acompanhada pelas redes sociais das referidas entidades. As celebrações presenciais foram adiadas para novembro de 2020.

Os subsídios elaborados para aprofundamento do tema podem ser comprados no endereço: https://cebi.org.br/produto/semana-de-oracao-pela-unidade-crista-2020

Os textos foram preparados pelas igrejas Cristãs em Malta que celebram todos os anos o naufrágio do Apóstolo Paulo.

Carlos José Fernandes cresceu envolvido pela fé católica de sua avó e tia que o criaram e educaram e sempre morou e mais tarde

Carlos José Fernandes cresceu envolvido pela fé católica de sua avó e tia que o criaram e educaram e sempre morou e mais tarde trabalhou nas proximidades do Convento da Penha. A fé herdada pela criação foi amadurecida e assumida fazendo dele um devoto de Nossa Senhora da Penha e um curioso sobre a história do Convento. Hoje é diácono permanente da Igreja na Arquidiocese de Vitória e atua na paróquia Santa Mãe de Deus em Vila Velha. Ele conta que ficava olhando o Convento e imaginando como teria acontecido a chegada de frei Pedro Palácios, como teria sido sua missão e relacionamento com os moradores, como seriam os diálogos e as missões, os encontros e como surgiu a devoção a Nossa Senhora.

Um dia ele uniu seus pensamentos e imaginação a alguns dados históricos e, construiu uma narrativa de ficção onde imaginou os diálogos entre os personagens da época, sobre os quais não existem registros e deles nasceu o texto, “O Eremita Missionário”, que foi publicado na Revista Vitória na edição de abril de 2020.

Como surgiu sua devoção Nossa Senhora da Penha?

Eu venho de uma família muito devota. Nasci em Vitória e com um ano de idade fui para Vila Velha morar com minha avó e tia. Minha devoção a Nossa Senhora sempre foi mística, de milagres, de lendas, de superstições, de histórias e minha visão de tudo isso era no Convento, sempre tendo a Virgem da Penha como referência.

A vida estudantil também me direcionou ainda mais para a devoção mariana, pois fui juvenista no Marista, onde mais tarde, atuei como professor de Educação Religiosa. Depois me especializei em Mariologia e atualmente dou aulas sobre essa parte da teologia. Bom, todas essas coisas me levaram a essa grande devoção.

Quando surgiu a vontade de escrever a história desse jeito que você contou?

Justamente quando eu trabalhava na Casa da Memória de Vila Velha, em 2008. Da minha janela eu olhava para a Prainha e para o Convento e pensava que essa parte da história era pouco explorada. Tínhamos um pouco da história religiosa, mas nada relativo à ficção. Muitos me incentivaram a escrever e veio-me a ideia de “O Eremita Missionário”, porque frei Pedro alternava o ‘ficar retirado’ na gruta e sair para catequizar e ajudar as pessoas, sendo o primeiro missionário naquelas imediações.

O objetivo dessa ficção, desse romance, é justamente suscitar uma nova pesquisa, mais aprofundada. Acredito que é assim que nascem novas pesquisas.

O senhor tem bastante material que era divulgado sobre o Convento da Penha e a Festa da Penha. Tem até cópia de um documento que reconhece a Festa da Penha como feriado municipal de Vila Velha, em 1949.

Esse material o ajudou a escrever a história?

Sim. Sempre me interessei pela documentação desde que iniciei a graduação em História e, isso me ajudou na escrita da ficção. Eu guardava esses recortes e cópias de documentos e ficava imaginando como aconteceram os fatos na época.

O que está escrito em “O Eremita Missionário” é a minha versão, é como eu imaginei que pudesse ter acontecido os fatos, os encontros e os diálogos. Aí a história foi adquirindo forma e se tornou prazerosa. Toda a pessoa que lê essa história me diz que quando retorna ao Convento, fica procurando os lugares que eu cito na história. Esse é o objetivo, amar o que temos; a história e a terra que nos abrigou e fazer algo por ela.

Os desenhos (ilustrações) são bastante fiéis à narrativa. Quem é o autor?

Esses desenhos eu costumo dizer que foi algo de Deus. Eu conheci um andarilho, o Joãozinho, que ficava muito nas imediações da Prainha. Ele tinha algum transtorno, dava para perceber, mas esse começou a frequentar a Casa da Memória. Lá dávamos café para ele, roupas e ele se tornou nosso conhecido.

Ele queria fazer algo para agradecer. Descobri que todo o mundo que entrava no local, Joãozinho desenhava. Um dia propus que ele imaginasse frei Pedro chegando. Eu ia falando os detalhes e ele, minuciosamente, desenhava a cena que eu descrevia.

Assim foram feitos os desenhos: eu descrevia e minutos depois ele me entregava, exatamente como eu havia dito. Era impressionante. Uma perfeição.

Infelizmente ele sumiu, não voltou naquelas imediações, perdemos completamente o contato com ele.

É coisa de Deus!

O lançamento é no Domingo das Comunicações na missa das 8h na Catedral de Vitória que será presidida por dom Dario Campos, arcebispo metropolitano.

Para contar a história, guardar memória e ao mesmo tempo acompanhar, utilizar e anunciar Jesus com as tecnologias e linguagem de hoje, a Arquidiocese de Vitória lança no próximo domingo, Festa da Ascensão e Dia Mundial das Comunicações um novo layout do site que se propõe apresentar notícias da Arquidiocese e da Igreja, eventos, ações pastorais e de evangelização, palavras do arcebispo, vídeos, podcasts e a vida das Áreas Pastorais.

Você pode acompanhar tudo no endereço www.aves.org.br

O lançamento é no Domingo das Comunicações na missa das 8h na Catedral de Vitória que será presidida por dom Dario Campos, arcebispo metropolitano. Participe pelas redes sociais da Catedral, Rádio América e TV Educativa.

Esta é a primeira ação do Vicariato para a Comunicação da Arquidiocese de Vitória. O pe. Anderson Gomes, Vigário nomeado por dom Dario, faz um convite: “Mais do que nunca estamos conectados, ainda mais nesse tempo de pandemia. Assim, a Igreja de Vitoria busca novas ferramentas para nos aproximarmos e nos unirmos para divulgarmos Boas Notícias. É o primeiro passo (bite) de muitos que virão. Contamos com você”!