Notícias da Arquidiocese

Em um encontro marcado pela fé, escuta e esperança, Thiago Souza e Dom Andherson partilham a Palavra de Deus, conduzindo uma conversa inspiradora sobre o

Em um encontro marcado pela fé, escuta e esperança, Thiago Souza e Dom Andherson partilham a Palavra de Deus, conduzindo uma conversa inspiradora sobre o Jubileu de Esperança.

Mais do que um diálogo, foi um verdadeiro momento de comunhão, onde a experiência pastoral e a vivência do Evangelho se encontraram para lançar luz sobre o sentido do Jubileu: um tempo de renovação, perdão e recomeço. Dom Andherson, com sua sabedoria e sensibilidade, conduziu a reflexão com palavras que tocaram o coração.

Que este encontro nos inspire a viver o Jubileu como um chamado à conversão, à fraternidade e ao compromisso com o Reino de Deus!

A Colegiada (reunião que congrega o bispo auxiliar, coordenador de pastoral, coordenadores de comissões e de área pastoral), aconteceu na manhã de hoje, 15

A Colegiada (reunião que congrega o bispo auxiliar, coordenador de pastoral, coordenadores de comissões e de área pastoral), aconteceu na manhã de hoje, 15 de maio de 2025 com o propósito de elaborar propostas que permitam o avanço dos passos com relação à participação da Arquidiocese de Vitória no processo sinodal que a Igreja Católica vem realizando há alguns anos. Foram diversas etapas no sentido da escuta aos fieis e agora a Igreja se prepara para iniciar uma nova etapa neste processo. A discussão foi bastante intensa e participativa, mas caberá ao COPAV, Conselho Pastoral da Arquidiocese de Vitória conectar a nova etapa do Sínodo com as agendas, experiências e processos já consolidados na caminhada arquidiocesana.

Dom Andherson Franklin, bispo auxiliar de Vitória introduziu o assunto lembrando que a falta de diretrizes da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, “trazem prejuízo às dioceses e arquidioceses, porém acentuou que o pedido de dom Ângelo é para que revisitemos os espaços sinodais que ao longo da história fomos construindo”. ‘Somos chamados a rever e revisitar os espaços que já temos e como nos colocamos nesses espaços, pensar nos vínculos de comunhão e refletir sobre como os vivenciamos”, disse dom Andherson.

Pe. Claudio Moreira, coordenador de pastoral da Arquidiocese apresentou a agenda de atividades próximas:

  • Live com o arcebispo, dom Ângelo no dia 30 de maio, direto da Catedral de Vitória após a missa das 18h. A Live será para apresentar os materiais impressos e digitais que estão sendo produzidos sobre o Jubileu, com instruções para os fiéis que queiram fazer peregrinações individuais ou em grupo às igrejas designadas para esse fim, e, também, recomendações para obter a indulgência.
  • Estão sendo produzidos vídeo-aulas sobre o DoCat, o catecismo para jovens. As mesmas deverão ser disponibilizadas no mês de junho, ocasião em que serão enviados às paróquias exemplares do documento e indicações de como assistir às aulas. O material está sendo produzido pelos alunos da Escola de Fé e Política da Arquidiocese de Vitória e será uma aula para cada capítulo do catecismo.
  • No mês de agosto a Arquidiocese recebe as relíquias e uma réplica da imagem de São Vicente. As mesmas percorrerão algumas paróquias com o objetivo de animar e divulgar o carisma de São Vicente e trabalho dos Vicentinos.
  • No dia 17 de julho, dom Andherson Franklin fará uma Live para aprofundamento dos conceitos do jubileu.
  • Padre Claudio informou ainda que os materiais impressos sobre o Jubileu serão disponibilizados e enviados para todas as paróquias em junho, e acrescentou que a agenda com os locais de peregrinação e horários para atendimento aos fiéis estarão na mesma data  no site da Arquidiocese. www.aves.org.br
  • Em novembro comemoramos 50 anos do 1º Intereclesial que aconteceu em Vitória. Para essa ocasião será disponibilizado um roteiro para um tríduo de oração a ser realizado em todas as comunidades

Entre as informações sobre Comissões e Áreas Pastorais, destacam-se a pesquisa realizada pela Comissão Bíblico-catequética com dados sobre o número de catequistas e catequisandos, formação outras informações que ainda estão sendo organizadas.

  • Catequistas de batismo: 1289
  • Catequistas de crianças e adolescentes: 2717
  • Catequistas de jovens e adultos: 789
  • Catequistas de catecumenato: 275
  • Catequistas de círculo Bíblico:822
  • TOTAL: 5892 catequistas
  • Crianças na catequese: 13.714
  • Adolescentes na perseverança: 3.099
  • Jovens e adultos na catequese: 4.770
  • Catecúmenos em Catecumenato: 1.057 (quando feita a pergunta, em 19/03/2025)
  • TOTAL: 22.640
  • Grupos de círculo bíblico: 472 grupos
  • Batizados em 2024: 3.368

Algumas datas foram lembradas para que sejam divulgadas:

  • 28 de junho – formação sobre o Jubileu da Esperança para o Laicato
  • 24 de maio – peregrinação da área Benevente ao Santuário de Anchieta
  • 15 de novembro – peregrinação da Área Benevente à igreja Nossa Senhora da Conceição em Alfredo Chaves
  • 31 de maio encontro de jovens de Cariacia/Viana com pe. Sandro na paróquia Bom Pastor em Campo Grande
  • 31 de setembro visita de dom Ângelo à área Pastoral Cariacica/Viana
  • 19 de outubro peregrinação e mutirão de confissões da Área Cariacica/Viana no Santuário Bom Pastor em Campo Grande
  • A visita que dom Ângelo fará às paróquias da Área Serra/Fundão no segundo semestre
  • O encontro de comunicação organizado pela Área Serrana e aberto a outras Áreas Pastorais
  •  A peregrinação  jubilar da Área Serrana com dom Ângelo em 25 de outubro

Ficou como “tarefa de casa” ajudar o pe. Kelder a pensar o jubileu com os pobres parea o Dia Mundial dos Pobres.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na manhã desta quarta–feira, 14 de maio, os presbíteros da Arquidiocese de Vitória, convocados por dom Ângelo Mezzari, participam de um encontro especial para

Na manhã desta quartafeira, 14 de maio, os presbíteros da Arquidiocese de Vitória, convocados por dom Ângelo Mezzari, participam de um encontro especial para partilhar e discernir os próximos passos da Igreja particular de Vitória.

A programação teve início com a celebração da Santa Missa. Em seguida, a reunião foi conduzida por dom Andherson Franklin, bispo auxiliar, que propôs uma profunda reflexão sobre o documento final da XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, convocado pelo Papa Francisco, com o tema: Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão.”

O encontro reforça o compromisso da arquidiocese com o processo sinodal e com a escuta, o discernimento comunitário e a corresponsabilidade pastoral.

Um casamento simples, marcado pela fé, pelo amor e pela solidariedade. Essa foi a escolha de um casal que decidiu celebrar sua união de

Um casamento simples, marcado pela fé, pelo amor e pela solidariedade. Essa foi a escolha de um casal que decidiu celebrar sua união de forma inusitada, mas profundamente cristã: em vez de presentes, pediram cestas básicas para doar a quem mais precisa.

Tudo começou em 2019, quando Luiza e Davi Cinelli passaram a morar juntos. Luiza havia sido batizada, mas estava afastada da vivência da católica. Ele, por outro lado, sequer sabia que Jesus Cristo era o Filho de Deus. Foi em meados de 2024 que a história deles tomou um novo rumo, impulsionada por acontecimentos que despertaram um forte desejo de conversão.

Luiza restabeleceu seu vínculo com Deus por meio da chamada “Confissão da vida toda”, um gesto profundo de reconciliação. Enquanto isso, ele iniciou o catecumenato — o caminho de preparação para adultos que desejam ingressar na vida cristã —, recebendo os sacramentos do Batismo, Crisma e Primeira Comunhão em uma mesma celebração, no dia 19 de abril de 2025.

A transformação espiritual trouxe também o desejo de regularizar a união diante da Igreja. O casal começou a namorar em 2017, unificou suas finanças em 2021 e teve a filha, Vitória, em 2022. A convivência, o companheirismo e a construção de uma família eram realidades; mas faltava o Sacramento do Matrimônio, a bênção de Deus sobre a vida a dois.

Não queríamos festa, presentes, nada disso. Desejávamos algo simples, modesto e cercado apenas das pessoas mais importantes para nós”, relata Davi. Foi então que, após semanas de reflexão conjunta, surgiu uma ideia generosa: realizar um casamento beneficente, pedindo aos convidados cestas básicas no lugar de presentes. “temos o necessário para viver com dignidade. Por que não transformar esse momento em uma oportunidade de ajudar quem precisa?”, pensaram.

Com o apoio do padre Éder Hoffman e da Pastoral Familiar, tudo se organizou com naturalidade. A cerimônia foi realizada na Igreja, às 11h30. Em um gesto ainda mais simbólico, logo após o casamento, a filha do casal foi batizada. A celebração se encerrou com um almoço simples, encerrando por volta das 14h30 — sem luxo, mas repleta de significado.

Sentimos que deixamos o mundo um pouco mais justo e equilibrado quando fazemos uma doação. Fazemos porque é o certo, porque tentamos viver o Evangelho e seguir os ensinamentos de Jesus. Tão simples quanto isso”, comentou Davi.

O gesto do casal toca profundamente em um tempo marcado pelo individualismo e pela ostentação. Seu testemunho de e solidariedade nos lembra que o verdadeiro sentido do amor está na doação, na partilha e na busca constante por uma vida alinhada com os valores do Evangelho.

Três eventos aconteceram hoje na Catedral de Vitória para celebrar a esperança: o envio de missionários para a missão Laguna Negra, em Lábrea, a

Três eventos aconteceram hoje na Catedral de Vitória para celebrar a esperança: o envio de missionários para a missão Laguna Negra, em Lábrea, a peregrinação jubilar dos vocacionados e a peregrinação jubilar da paróquia Nossa Senhora das Graças em Jucutuquara, Vitória. Vocacionados, seminaristas, religiosos e religiosas participaram da peregrinação dos vocacionados, dentro da programação do Ano Jubilar da Esperança que estamos vivendo este ano, comemorando os 2025 anos do nascimento de Jesus.

O ponto de partida foi a igreja São Gonçalo de onde os fiéis partiram caminhando rumo à Catedral. Pe. Marcio Ferreira e pe. Abel Andrade acompanharam a caminhada após um breve momento de oração e concelebraram com dom Ângelo Mezzari, arcebispo de Vitória, a missa às 18h.

Na Catedral, os missionários da esperança acenderam velas no círio pascal, receberam a bênção e uma cruz, das mãos do Arcebispo, que ao colocá-la no pescoço dirigiu palavras a cada missionário individualmente e os encorajou para a missão. Os missionários são profissionais de saúde que dedicam um período a atender e cuidar das comunidades ribeirinhas na Prelazia de Lábrea, Igreja-irmã da Arquidiocese de Vitória, percorrendo a região no barco Laguna Negra.

Durante a homilia, dom Ângelo, lembrando que amanhã celebramos o Bom Pastor, referiu-se à oração da coleta que diz: “Ó Deus Eterno e Todo-Poderoso, que a fragilidade do rebanho encontre a fortaleza do Pastor”, recordando que Jesus é o nosso Pastor e nos sustenta em todas as situações. Depois o Arcebispo lembrou três frases da carta escrita pelo Papa Francisco para o Dia de Oração pelas Vocações que a Igreja celebra neste domingo: 1. Somos chamados a acolher a vida como vocação. 2. Precisamos ajudar a discernir a vocação. 3. É preciso que a Igreja acompanhe as vocações.

 

Para agradecer pela eleição do Papa Leão XIV, o sucessor do Papa Francisco, eleito hoje, 08 de maio de 2025 no segundo dia do

Para agradecer pela eleição do Papa Leão XIV, o sucessor do Papa Francisco, eleito hoje, 08 de maio de 2025 no segundo dia do conclave e rezar por sua missão, o arcebispo de Vitória, dom Ângelo Mezzari, presidiu uma missa na Catedral de Vitória às 18h, um gesto de comunhão com toda a Igreja Católica no mundo.

Durante a missa, dom Ângelo acentuou que toda a Igreja está unida ao Papa e reza pela sua missão e pediu que os fiéis assumam o compromisso da fidelidade. Leia abaixo a homilia feita por dom Ângelo.

Homilia

Amados irmãos, amadas irmãs, nós que estamos aqui na nossa Catedral, também os que nos acompanham pela nossa Rádio América, esta Eucaristia, nesta noite, quer ser a expressão de nossa Arquidiocese de louvor e de gratidão a Deus. Hoje ouvimos aquela palavra tão bonita, como é que é? Habemus Papam – Temos o Papa. Não há nada na nossa história, na história da Igreja, como essa expressão. A sucessão apostólica, os sucessores de Pedro, uma história de mais de dois mil anos, que muitas vezes não se consegue compreender esse grande mistério do amor de Deus em Cristo, que fundou a sua Igreja, pois como Ele mesmo disse, tu és Pedro e sobre esta pedra vou edificar a minha Igreja. E nada, nada, nada vai destruí-la. Por isso ela sobrevive e continua, porque estamos unidos em Cristo e com o nosso Papa. Por isso, hoje vivemos esse momento de tanta alegria. Vivemos o luto na gratidão ao Papa Francisco e agora vivemos a alegria e a esperança do novo Papa, que Deus nos enviou através dessa mediação tão bela do Colégio dos Cardeais, que lá no silêncio, na oração, naquele discernimento, nesses dias e sobretudo ontem e hoje no conclave, puderam então ver e discernir à luz da sua consciência, da sua responsabilidade, quem seria aquele dentre eles que poderia ser o novo Papa, o pastor da Igreja, bispo de Roma, e pastor da Igreja como bispo de Roma, de toda a Igreja Católica. Por isso, todos nós exultamos ao ver aquela fumaça branca, o soar dos sinos, como aqui na Catedral e em todas as igrejas, nesse repicar tão belo, nessa profusão que hoje que as mídias e os meios de comunicação permitem, de imediatamente ver a figura, o rosto, de contemplar então quem é esse homem, de onde ele veio, qual é a sua história, e aí vemos uma história tão bonita, de amor, de dedicação à Igreja. 

Sabemos que o Papa, antes de qualquer outra coisa, é alguém que é chamado como Pedro a amar profundamente Jesus Cristo e amar a sua Igreja a ponto de dar a vida por ela. Eis aí o nosso Papa, Robert Francis Prevost, que agora se dá o nome de Leão XIV, um nome forte também, e que tem também o seu sentido e o seu significado. Por isso, hoje, nós todos, em nossa Arquidiocese, com as outras Igrejas particulares, em comunhão com a Igreja de Roma, com o novo bispo de Roma  que é então o nosso Papa, nós estamos unidos, estamos em comunhão. Iremos hoje aqui com essa Eucaristia, cujo centro é a pessoa de Jesus, a sua palavra, o seu corpo e sangue, como vimos no Evangelho, o pão da vida, o pão vivo, que desceu dos céus, que é para a nossa vida, expressar essa nossa unidade, a nossa comunhão, a nossa fidelidade, a nossa disponibilidade, em continuar sendo a Igreja de Jesus Cristo que caminha em união e em comunhão com o Papa, a serviço da Evangelização. 

Cada um de nós que está aqui, é um pouco essa expressão de todas as nossas paróquias e comunidades, onde também nossos padres, nossos párocos, sacerdotes, comunidades, estão  reunidos, (3:47) celebrando hoje, agradecendo a Deus. Nas orações eucarísticas, já colocando em comunhão com o nosso Papa Leão XIV. Rapidinho a gente aprende, não é? como foi o Papa Francisco, então rapidinho, num instante, a gente já aprende. 

Talvez, à luz da palavra de Deus, onde Cristo, no discurso do pão da vida se apresenta como verdadeiramente aquele que é o pão da vida, poderíamos acolher aquela primeira saudação do nosso Papa: A paz esteja convosco. A saudação pascal, a saudação do Cristo vivo e ressuscitado. O Papa reforçou bem essa paz, também, nos recordando a última benção do Papa Francisco, no dia da Páscoa. Convocando-nos a levarmos a vivermos a paz, a construir pontes e a levar essa esperança da paz e da unidade. Cristo, somente em Cristo nós poderemos alcançar a paz. Somente Nele nós podemos buscar a reconciliação, o amor e o perdão. 

Numa realidade de tantos conflitos, tantas divisões, tantas separações, tantas guerras de todos os dias, em tantos níveis, o apelo à paz. Vamos acolher essa mensagem do nosso novo Papa: A paz esteja convosco! Foi a primeira saudação de Cristo ressuscitado aos apóstolos. É a saudação que fazemos no início de todas as celebrações. Que a graça e a paz de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor e a comunhão no Espírito, estejam convosco. 

Vamos viver, então, como pede o nosso novo Papa nesse Espírito de Cristo, o verdadeiro pão da vida. Quem comer desse pão, viverá eternamente. Quem comer desse pão, que é Cristo, viver da sua vida, da sua mensagem, do seu Evangelho, terá vida e terá vida em abundância. 

Somos convidados a acolher essa primeira mensagem de paz, de amor, de esperança. Eu cito uma expressão que está aí na logo no início da mensagem do Papa: uma paz desarmada e desarmante, humilde e perseverante. Parece um refrão de uma poesia, não é? Paz desarmada e desarmante, humilde e perseverante. Que bela expressão para dizer aquele sentido mais profundo da paz plena, da paz plena que só Cristo ressuscitado nos dá e nos leva em missão! 

Tem, também um segundo convite à luz da primeira leitura, onde vemos Filipe, já na sua missão de evangelizador trazendo o batismo e dando o batismo àquele eunuco egípcio, é a Igreja que se coloca em missão. Sabemos que esse Papa vem de uma experiência missionária no Peru, é cidadão peruano também, mesmo sendo americano, e viveu praticamente a sua juventude religiosa e sacerdotal como missionário, depois que terminou os seus mandatos como Superior Geral em Roma, quando eu tive a oportunidade de conhecê-lo. Eu era superior-geral também, em 2010-2016, ele estava terminando o segundo mandato, em 2013, e lembro de ter conversado com ele, participamos de assembleia juntos, então tive a graça de conhecê-lo pessoalmente,  e agora em junho estaremos com Dom Anderson lá em Roma, dia 29, para receber o pálio, e será dele, então, do novo Papa, que estaremos recebendo o pálio como arcebispo. 

Então tive a graça de conhecê-lo na simplicidade, na humildade, na grande formação teológica e canônica, mas sobretudo a experiência missionária. E ele nos convidou hoje, na continuidade, com o magistério da Igreja e do Papa Francisco, a caminharmos juntos. É bonito como ele recordou aquela expressão tão bela de Santo Agostinho: convosco sou cristão, para vocês sou bispo. 

Convosco sou cristão, é o Papa dizendo isso como Santo Agostinho dizia, mas para vocês, eu sou bispo, sou pastor. Justamente na perspectiva de uma Igreja missionária e sinodal que nos convida a sermos missionários e missionárias. Ele mesmo convidou a Igreja de Roma, que é a sua diocese, a ser missionária. 

Vamos acolher essa primeira mensagem do Papa Leão XIV, no espírito da nossa missão, da nossa evangelização. O Papa começa agora. Há um longo caminho! É jovem ainda, 69 anos. 

Então dizemos assim: com a graça de Deus, com o seu amor, porque é a graça que constitui também como Papa,  que ele possa nos conduzir por muitos e muitos anos, na fidelidade ao Evangelho, fidelidade a Cristo, à longa Tradição da Igreja, ao seu magistério, e abrindo então esses caminhos para continuarmos fiéis a todas aquelas prioridades  que vêm sendo dadas   nesses últimos anos, fiéis ao Concílio Vaticano II. Vivemos um momento muito bonito. Quem de nós não ficou orgulhoso hoje? Quem de nós não se sentiu verdadeiramente cristão católico? Quem de nós verdadeiramente não se sentiu, nesses dias, parte dessa Igreja de Jesus Cristo? Quem de nós não se sentiu tocado ao ver o novo Papa aparecendo? Aquele longo tempo de silêncio… Foi longo… Ele não disse nenhuma palavra. Imaginemos seus sentimentos, a sua emoção, a consciência que vai tendo de que agora, mais do que nunca, a vida está entregue por amor a Jesus Cristo,  por amor ao Evangelho, por amor à Igreja. Como não toca o coração a sua bênção, o seu convite a estarmos juntos e unidos! 

E a última fala de sua mensagem foi rezar uma Ave Maria. Hoje é dia de Nossa Senhora do Rosário,  de Pompeia, lá na Itália, mas é Nossa Senhora do Rosário. Vamos rezá-la também no final da nossa missa. Comunhão, sob a proteção de Maria, Nossa Senhora, queremos rezar. 

Meu convite é: vamos rezar. Rezar pelo Papa, rezar por ele, rezar por aqueles que estarão colaborando com ele, rezar pela Igreja, rezar pela paz, rezar pela vida e missão, e continuemos firmes e fortes. Com o Papa estamos unidos, com ele estamos em comunhão, com ele somos responsáveis pela evangelização, temos a nossa responsabilidade e a nossa parte. 

Que esta Celebração Eucarística confirme o nosso empenho, o nosso compromisso, a nossa fidelidade e o nosso amor a Jesus Cristo, ao Evangelho, e também ao Santo Padre, o Papa. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!

Entrevista

Um pouco antes da missa, o Arcebispo recebeu a imprensa e falou sobre a eleição do Papa, um pouco sobre o Papa por este ser conhecido de dom Ângelo e o que espera ser o Pontificado de leão XIV.

Queremos, em nome da nossa Arquidiocese de Vitória, acolher com alegria e já prestar nossa humilde e sincera obediência ao novo Papa, a quem também unimos as nossas orações, as nossas preces. Queria também aproveitar a ocasião para fazer um convite para que nos unamos em oração pelo novo Papa, Leão XIV, neste momento importante de sua vida. Ele era o prefeito  do Dicastério para os bispos e já vivia em Roma, por conta desse serviço à Igreja. Mas foi missionário no Peru por muitos anos, também foi superior-geral da Ordem de Santo Agostinho e nasceu nos Estados Unidos. 

Enfim, rezar pelo Papa, pela sua vida, para que ele tenha também saúde, fé, tenha esperança, tenha o nosso apoio, o nosso sustento e, sobretudo, a graça de nosso Senhor Jesus Cristo. Fica bem evidente, que o conclave, quando reúne o colégio dos  cardeais, realmente naquele silêncio, naquele isolamento, naquele tempo de oração e de discernimento, realmente conseguem, pela graça de Deus, perceber qual é, no momento, o sucessor de Pedro que a Igreja precisa e que a humanidade necessita. Então, o convite para que continuemos em oração e, sobretudo, em comunhão e também demonstrando e expressando nossa fidelidade à Igreja de Jesus Cristo, através da pessoa do Papa. 

Dom Ângelo respondeu algumas perguntas dos jornalistas:

  • Como o senhor avalia o fato de, pela segunda vez, ser um Papa do continente americano?

Eu o avalio muito positivamente. Foi o Papa Francisco, da Argentina e o Papa nascido nos Estados Unidos, mas que desde, sua juventude, como jovem sacerdote, foi missionário no Peru e depois, quando ele terminou dois mandatos Superior Geral da Ordem de Santo Agostinho, ele voltou como missionário para o Peru e foi nomeado bispo e depois levado de volta, pelo Papa Francisco, para Roma. É um grande sinal, acho um sinal de confiança, um sinal de uma Igreja que é muito viva, de uma Igreja que é missionária, de uma Igreja, que viveu a fidelidade ao Evangelho e ao Concílio Vaticano II.  Acredito que é um sinal para continuarmos verdadeiramente perseverantes nesse caminho eclesial, sinodal. Enfim, é uma surpresa realmente, da América e das Américas, dois Papas em seguida. Então, de um lado, uma surpresa, de outro lado, uma alegria e uma grande esperança, sobretudo pela experiência, que é uma experiência discipular e missionária, ele é um Papa que veio de uma missão e que era, até pouco tempo atrás, bispo de uma pequena diocese do Peru, onde viveu grande parte do seu ministério sacerdotal e vida religiosa. Ele tem uma linha parecida com o Papa Francisco.

  • O senhor acha que ele deve seguir esse legado? 

A Igreja sempre continua o caminho de Jesus Cristo e do Evangelho, e todos os Papas, a seu modo, continuam fiéis. Creio que o fato de vir dessa realidade latino-americana, de estar trabalhando nesse momento servindo ao Papa, estava servindo ao Papa Francisco, em um Dicastério muito importante, tendo contato com todas as igrejas do mundo, a nomeação dos novos bispos ( eu mesmo fui nomeado arcebispo com a assinatura dele). (4:01), porque ele era o último que assinava junto com o Papa. Ele tem conhecimento da Igreja Universal, como ele lembrou numa entrevista, ele foi Superior geral da Ordem de Santo Agostinho por 12 anos, ele conhece o mundo todo, ele é um Papa poliglota. Conhece as realidades, então, na verdade, continua esse grande legado da Igreja, que é uma Igreja missionária, uma Igreja que vai ao encontro dos povos, como nós vimos nas suas primeiras palavras dele, que eu creio valer a pena a gente ter presente:

Ele começa com a saudação de paz, a saudação da paz de Cristo Ressuscitado. Essa é a paz que a Igreja anuncia, a paz do Cristo que vive, Cristo que é a paz. Ele ressaltou e usou uma expressão que eu creio que nós já deveríamos guardar : uma paz desarmada e desarmante, humilde e perseverante. É quase um verso. Cristo nos traz a verdadeira paz, que é uma paz desarmada, portanto sem armas, mas uma paz também que desarma, desarmante. Isto é, uma paz que procura a paz, a reconciliação e o perdão. 

A missão da Igreja, é uma missão de serviço, mas ao mesmo tempo perseverante e corajosa. Em segundo lugar, ele fala de uma Igreja missionária, falou da palavra sinodal missionária, é aquilo que o Papa Francisco e os últimos papas vinham pedindo.  É um apelo à Igreja missionária e sinodal, uma Igreja que caminha junto, ele mesmo disse a famosa frase de Santo Agostinho: “Convosco sou cristão, para vocês sou bispo”. Isso é, caminhar juntos como povo de Deus e ao mesmo tempo ser esse pastor da Igreja. 

A terceira palavra, que eu acho bonito lembrar, é a fidelidade ao Papa Francisco. O Papa fez questão de recordar a última bênção do Papa Francisco e recordou as palavras que ele disse, convidando a construir pontes. Isso sinaliza uma Igreja que vai buscar o diálogo, a reconciliação, vencer toda essa situação de conflito. Mas eu creio também é um apelo para a unidade interna da Igreja. Talvez um dos aspectos importantes desse cardeal agora Papa, Leão XIV, é buscar também a unidade interna, cheia de polarizações, de conflitos. A unidade e a comunhão dentro da Igreja Católica e também a unidade e a comunhão através da paz, do diálogo com os países e os povos.

 

Com a vacância da Sé Apostólica, a Igreja entra em um tempo especial de oração, silêncio e esperança. Durante esse período, seguimos unidos em

Com a vacância da Sé Apostólica, a Igreja entra em um tempo especial de oração, silêncio e esperança. Durante esse período, seguimos unidos em comunhão, rezando pelo descanso eterno do Papa Francisco e pedindo ao Espírito Santo que conduza o Conclave na escolha do novo Sumo Pontífice. A CNBB oferece orientações litúrgicas para bem viver este momento de fé e transição.

Leia a seguir a íntegra as orientações da CNBB.

Eles trouxeram cor e alegria ao Campinho para realizar a Romaria da diocese de Colatina. Chegaram animados, subiram a ladeira e homenagearam Nossa Senhora

Eles trouxeram cor e alegria ao Campinho para realizar a Romaria da diocese de Colatina. Chegaram animados, subiram a ladeira e homenagearam Nossa Senhora com cantos e flores.

A Diocese lembrou  Jubileu que estamos vivendo e entregou nas mãos de Nossa Senhora as atividades pastorais diocesanas.

Dom Lauro Sérgio Versiani Barbosa, bispo diocesano falou sobre esperança, alegria e fé. Lembrou que a falta de fé de Tomé, o discípulo que precisou ver para crer, não foi calado ou condenado por Jesus e nem pelos outros discípulos, porque o amor respeita os momentos de cada um e por isso, Jesus lhe mostrou as chagas, provocando “a maior confissão de fé de todos os tempos”, disse dom Lauro. “Tomé ainda não havia entendido que a marca da ressurreição é o amor”, continuou o bispo de Colatina e acrescentou que a fé tem uma dimensão pessoal, mas também uma dimensão comunitária.

A Romaria de Colatina depositou muitas flores aos pés de Nossa Senhora.