Notícias da Arquidiocese

A Escola Diaconal São Lourenço, da Arquidiocese de Vitória ES (Regional Leste 3), realizou no último fim de semana (19 – 21/08) o Retiro

A Escola Diaconal São Lourenço, da Arquidiocese de Vitória ES (Regional Leste 3), realizou no último fim de semana (19 – 21/08) o Retiro Vocacional para os candidatos ao Propedêutico ano 2022/2023. Participaram 38 vocacionados de diversas Paróquias da Arquidiocese de Vitória, que aprofundaram a reflexão acerca da sua vocação, com o auxílio de quatro profissionais da Psicologia.

Durante toda manhã do domingo, as respectivas esposas dos vocacionados participaram juntamente com seus maridos, para assim conversarem e refletirem acerca das mudanças e renúncias, que naturalmente ocorrem na vida da família com o início dessa caminhada.
O acompanhamento realizado ao longo de todo o processo será confiado agora à equipe de formadores, que fará o discernimento e dará a devolutiva a cada vocacionado.

Rezemos Unidos à igreja de Vitória e a escola diagonal São Lourenço, para que iluminados pelo Espírito Santo despertemos cada vez mais, vocações para o serviço de Deus na Igreja.

(Colaboração: Penha Tavares – secretária da Escola Diaconal São Lourenço)

 

O Papa Francisco enviou telegrama a dom Dario por ocasião da morte de dom Luiz Mancilha Vilela, arcebispo emérito no dia 23 de agosto

O Papa Francisco enviou telegrama a dom Dario por ocasião da morte de dom Luiz Mancilha Vilela, arcebispo emérito no dia 23 de agosto de 2022.

Excelência Reverendíssima,

Transmito-lhe o texto do Telegrama que o Santo Padre Francisco enviou a Vossa Excelência, por ocasião do falecimento de dom Luiz Mancilha Vilela, SS.CC, Arcebispo emérito de Vitória:

“TENDO RECEBIDO COM TRISTEZA A NOTÍCIA DO FALECIMENTO DE DOM LUIZ MANCILHA VILELA, SS.CC, ARCEBISPO EMÉRITO DE VITÓRIA, O SUMO PONTÍFICE ELEVA SUFRÁGIOS AOS CÉUS PELO ETERNO DESCANSO DAQUELE QUE, APÓS TER INICIADO SEU MINISTÉRIO EPISCOPAL NA DIOCESE DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM, CONDUZIU PASTORALMENTE, COM DEDICAÇÃO E EMPENHO, ESSA SÉ METROPOLITANA POR 15 ANOS. AO MESMO TEMPO, O SANTO PADRE DESEJA TRANSMITIR SENTIDOS PÊSAMES A VOSSA EXCELÊNCIA, AOS DEMAIS MEMBROS DO CLERO E A TODA A COMUNIDADE DIOCESANA. COMO PENHOR DE CONFORTO E DE ESPERANÇA, ENVIA A TODOS OS QUE LAMENTAM A PARTIDA DE DOM LUIZ A BÊNÇÃO APOSTÓLICA.

CARDEAL PIETRO PAROLIN

SECRETARIO ESTADO”.

Com respeitosa saudação, me confirmo

de Vossa Excelência Reverendíssima

devotíssimo

Mons. Joseph Puthenpurayil Antony

Encarregado de negócios a. i.

 

______________________

Sua Excia. Revma.

Dom Dario Campos, O.F.M.

Arcebispo Metropolitano de Vitória

R. Soldado Abílio dos Santos, 47 – Centro

29015-620 – Vitória – ES

 

Anexos

As últimas vinte e quatro horas foram de muita emoção, expressões de carinho, tristeza, saudade, oração e lembranças que surgiam a cada encontro e

As últimas vinte e quatro horas foram de muita emoção, expressões de carinho, tristeza, saudade, oração e lembranças que surgiam a cada encontro e troca de palavras. Saudade do entusiasmo e gargalhada de dom Luiz ao ver a Catedral lotada de fiéis para celebrar a fé. Desta vez ele estava silencioso, mas a Catedral acolheu os fiéis que se comportaram como ele gostava: rezando e cantando em conjunto para que juntos imitassem sua voz forte e firme cheia de entusiasmo e esperança. Foi assim o velório de dom Luiz Mancilha Vilela, arcebispo emérito que nos deixou na última terça-feira,23 de agosto de 2022.
Hoje duas missas antecederam as exéquias e despedida e mais uma vez a Catedral ficou lotada para o adeus.
Bispos, padres, leigos e leigas, diáconos e seminaristas acompanharam a cerimônia das exéquias e última missa de corpo presente. Parentes e amigos vieram de Minas Gerais, de São Paulo e de todas as dioceses do Espírito Santo para a última homenagem.
Dom Luiz foi ao encontro do Deus da vida em quem confiou e anunciou com entusiasmo durante seu ministério.
Na homilia, o arcebispo de Vitória, dom Dario Campos, acentuou a vida de doação de dom Luiz, seu empenho na formação do clero e a defesa da vida. A homilia pode ser lida clicando aqui.

Os cantos da celebração foram entoados pela Camerata do Sesi e o coral dos fiéis que se uniu à Camerata no canto e inundou a Catedral com aplausos de emoção.

O Arcebispo agradeceu a presença dos parentes e à família de dona Vitória que acompanhou e cuidou de dom Luiz, de maneira especial, durante a hospitalização.
Ao final da missa, o corpo foi sepultado na cripta da Catedral.
A Arquidiocese de Vitória continuará rezando por dom Luiz e pedindo que junto a Deus, ele interceda por esta Igreja Particular.
“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele, e o mais Ele fará”. Sl 37, 5

A nossa missão das Irmãs Missionárias Combonianas é propor a todos o encontro com a pessoa de Jesus Cristo como amigo e salvador, como

A nossa missão das Irmãs Missionárias Combonianas é propor a todos o encontro com a pessoa de Jesus Cristo como amigo e salvador, como o único que pode dar sentido à vida mesmo dos mais pobres e vitimados da nossa sociedade.

Irmã Gabriele é Africana e está no Brasil a poucos meses. Uma jovem que tem no coração um desejo imenso de evangelizar e levar as pessoas para mais proximas de Deus.

Acompanhe nesse vídeo com o testemunho da Irmã Gabriele que veio da África fazer missão no Brasil. Confira os desafios e conquistas desse tempo.

O Governo do Estado do Espírito Santo e as Prefeituras Municipais de Vitória e Vila Velha decretaram luto oficial de três dias pelo falecimento

O Governo do Estado do Espírito Santo e as Prefeituras Municipais de Vitória e Vila Velha decretaram luto oficial de três dias pelo falecimento de dom Luiz Mancilha Vilela, arcebispo emérito de Vitória. A Arquidiocese de Vitória, na pessoa de seu arcebispo, dom Dario Campos e o bispo auxiliar, dom Andherson Franklin Lustoza de Souza agradecem o reconhecimento.

Chega ao final a caminhada sinodal do Arcebispo Emérito Dom Luiz M. Vilela com sua morte nesse dia de 23 de agosto. Enfrentou de

Chega ao final a caminhada sinodal do Arcebispo Emérito Dom Luiz M. Vilela com sua morte nesse dia de 23 de agosto. Enfrentou de maneira intensa nos últimos dias a experiência mais profunda da condição humana, sem tempo para nenhuma despedida, nenhuma celebração de adeus. Enfrentou o problema do fim da vida no ambiente da dor e da doença, e ali com certeza foi exemplo de esperança para todos os que trabalham no hospital e aqueles que sofrem das mais diversas doenças. Chega ao fim, conscientemente, do caminho que estava trilhando. Não deu tempo para chegar lá e dar um abraço de adeus, muitos sentem como eu esse momento. Valeu, Dom Luiz! O senhor sempre tinha pressa e hoje não foi diferente.

A Constituição Pastoral Gaudium et Spes do Concílio Vaticano II inicia-se falando das alegrias e das esperanças, das tristezas e das angústias dos homens de hoje, e uma dessas angústias mais forte é a dor e a progressiva dissolução do corpo e o medo da perpétua extinção. E por intuição nascida no interior de seu coração o homem repele esse horror que seria a ruína final deixando nascer a semente de eternidade. A morte de um bispo representa ainda mais o drama da morte e fé na vida eterna.

Nesse momento de dor da família de Dom Luiz e das pessoas que fizeram parte de sua vida nos diversos lugares onde exerceu o ministério da ordem, sendo o episcopado o grau mais elevado, tantas coisas aparecem para nossa memória dessa grande caminhada feita na acolhida fraterna e na esperança. Esse foi o tema do I Sínodo concluído em 2009, aprovado por ele

O que mais marcou minha caminhada a seu lado foi a preparação e o desenvolvimento do I Sínodo da Arquidiocese de Vitória. Não poderia deixar de registrar essa experiência, pois está no caminho apontado pelo Papa Francisco em seu pontificado. A experiência sinodal foi a grande marca sentida com ele, e vivida com os presbíteros e o povo de Deus.

Naqueles meses de preparação do Sínodo, depois de uma reunião com a comissão preparatória, levei uma sugestão para que ele autorizasse a contratação de uma secretária especificamente para os encaminhamentos sinodais. E de maneira veemente ele me respondeu na hora, sem pestanejar, que se dependesse disso, o Sínodo não deveria acontecer, pois ele entendia que em cada função sinodal todo trabalho executado deve ser feito de maneira voluntária, portanto gratuita. Apenas a escuta feita através de uma pesquisa elaborada por um Instituto deveria ser objeto de pagamento. Todos os demais trabalhos deveriam ser voluntários.

E foi dessa forma que a Igreja de Vitoria, conduzida por ele naquele momento, e auxiliado por Dom Mário que era bispo auxiliar, fez sua caminhada sinodal na forma que foi possível. E foi muito bonito. Depois de três anos de escuta e celebrações, assembleias, em 24 de agosto de 2009, encerrava-se na Praça do Papa o I Sínodo Arquidiocesano. E agora, despede-se na véspera do aniversário desse grande evento eclesial. Muito obrigado, Dom Luiz!

Além do sentimento pessoal que descrevi, a morte de um bispo tem um sentido profundo na Igreja e nos lança para o tempo dos doze apóstolos. Eles também enfrentaram o desafio da morte e para isso foram constituindo seus sucessores. Então a morte de um bispo representa esse momento em que a Igreja se vê diante da perda biológica de um sucessor dos apóstolos. Porém, ganha mais um santo que trilhou o caminho sinodal, caminhando junto com o povo, e agora representa um exemplo a ser seguido. A memória dos apóstolos fortalece a Igreja. Jamais será momento de desolação, ou fim do caminho. A caminhada eclesial nos remete para a dimensão mais profunda do mistério de salvação.

E seu sepultamento também reflete esse sentido eclesial. Não se trata de um privilégio ser enterrado na cripta da catedral onde exerceu o pastoreio, mas uma demonstração concreta de que assim ele estará com o povo até o fim dos tempos. A catedral não é o cemitério dos bispos como popularmente se fala. A ideia de cemitério nos remete ao distanciamento, ao tempo triste. No caso do enterro do bispo na catedral, que é a cadeira onde ele exerceu o ministério episcopal, representa a permanência entre nós assim como aconteceu com os apóstolos.

Então isso nos traz esperança, conforto, certeza de que o caminho da Igreja desde os tempos apostólicos nos enlaça profundamente, vivos e mortos, celebrando a salvação trazida por Jesus Cristo. Eu não poderia dizer “vai em paz, Dom Luiz”, mas fique conosco, continue a caminhar conosco. Vida e morte ganham sentido numa relação de reciprocidade.

Tinha hora que nos sentíamos tão fracos e sua voz animada era nosso conforto. Hoje quero dizer também um muito obrigado pela entrega, em momentos difíceis, pela sinceridade e abertura, pela acolhida e inserção dos leigos na vida da Igreja. Fique conosco, Dom Luiz, pois o dia parece terminar e tem muitas sombras que parecem escurecer o horizonte da história. Tem ondas fortes querendo naufragar a Barca de Pedro. Continue conosco! Ajude-nos nos remos para que essa Barca rompa as tempestades, as altas ondas, e chegue ao mar calmo.

Edebrande Cavalieri

Confira entrevista de Dom Luiz Mancilha Vilela, sscc no programa Papo de Padre.  

Confira entrevista de Dom Luiz Mancilha Vilela, sscc no programa Papo de Padre.

 

Dom Luiz Mancilha Vilela, sscc, arcebispo emérito de Vitória, conforme comunicado anterior faleceu às 14:40 do dia 23 de agosto de 2022. O velório

Dom Luiz Mancilha Vilela, sscc, arcebispo emérito de Vitória, conforme comunicado anterior faleceu às 14:40 do dia 23 de agosto de 2022.

O velório acontecerá na Catedral de Vitória no dia 24 de agosto de 9h às 21 horas. A primeira missa de corpo presente será às 10 horas e as demais serão: 12h, 14h, 16h, 18h e 20h. Na quinta, 25 de agosto, acontecerão missas às 6h, 8h e às 10h sendo esta a missa exequial presidida pelo Arcebispo Dom Frei Dario Campos (transmitida pelo YouTube da Arquidiocese de Vitória). Em seguida será o sepultamento na cripta da Igreja Mãe a Catedral.

Vocação religiosa

Dom Luiz nasceu em Pouso Alto, no sul de Minas Gerais em 6 de maio de 1942. Ainda muito jovem, aos 9 anos entrou para a Congregação dos Sagrados Corações onde foi formado segundo o carisma da Congregação, cursando Filosofia em Pindamonhangaba, SP e Teologia na PUC, MG. Foi ordenado padre em 21 de dezembro de 1968 pelo cardeal dom Serafim Fernandes de Araújo, então arcebispo de Belo Horizonte.

Já ordenado foi vigário na paróquia Sto. Antônio e dedicou-se à pastoral familiar e vocacional. Na Congregação foi animador da pastoral vocacional, formador, conselheiro provincial e provincial.

Bispado

Em 3 de dezembro de 1985 foi nomeado bispo para Cachoeiro de Itapemirim pelo Papa João Paulo II e foi ordenado bispo em fevereiro de 1986 pelo cardeal dom Serafim.

Diocese de Cachoeiro de Itapemirim

Em Cachoeiro destacou-se, entre outras ações pastorais, pelo trabalho de organização administrativa; investimento na formação do clero; visão de comunicação mais ampla, abrindo livrarias com produtos religiosos, provedor de internet e rádio diocesana. Ainda em Cachoeiro escreveu um livro de poesias, expressando seu lado literário poético.

Arquidiocese de Vitória

Em 2002 foi nomeado pelo Papa João Paulo II para suceder dom Silvestre Luiz Scandian e assumiu como arcebispo coadjutor em fevereiro de 2003 a arquidiocese de Vitória.

Em Vitória dedicou-se à organização administrativa, pastoral e resgate histórico de bens patrimoniais e documentos, centralizando a contabilidade, investindo na formação do clero e seminaristas. Criou a Escola Diaconal e realizou o I Sínodo Arquidiocesano de 2006 a 2009, dando concretude a um desejo que herdou de dom Silvestre e que serviu de orientação para a reorganização pastoral.

Criou 39 paróquias e ordenou 34 padres, sempre com a preocupação pastoral de aproximar os serviços religiosos do povo.

Perfil de comunicador

Deixou a marca de arcebispo apressado, tinha pressa de ver a vida pastoral acontecendo com alegria e esperança.

Em Vitória deixou que seu perfil de comunicador buscasse formas de estar presente na vida dos fiéis: manteve programa diário na Rádio América e semanal no facebook e youtube, escreveu e publicou 4 cartas pastorais, dedicadas às comunidades eclesiais, padres, vocações e diáconos; 3 livros como roteiros de fé em linguagem poética (Vitrais, um Hino a Deus Criador, Peregrinos na Catedral e Ore Comigo); 1 livro sobre Comunidades Eclesiais de Base (Sinal do Reino no Presente e no Futuro); 1 livro “Conversando com meus seminaristas”; 1 livro dedicado às mães que sofrem pelos filhos “Conversando com a Mãe Aflita” e, 1 livro de reflexões “A Igreja nos Passos de Jesus”. Deixou pronto um livro de meditações sobre os Evangelhos Sinóticos e estava escrevendo outro sobre o Evangelho de São João.

Dom Luiz, bispo, pastor e administrador

Nas comemorações ao completar 75 anos e antes de se tornar emérito, dom Luiz definiu-se assim: “Vejo-me em três palavras: Bispo, Pastor, Administrador”.

Bispo: “Eu tenho para mim que o bispo é o timoneiro da esperança e tem um navio a tocar para a frente. Sejam quais forem as tempestades e os ventos, ele deve ser uma pessoa de esperança. O bispo tem que ser uma pessoa de esperança no meio da tempestade e no meio da calmaria. Eu tenho uma preocupação em motivar o clero e tenho uma convicção também. Se você trabalhar bem o clero, o povo de Deus vai ganhar mais. Se eu não tiver padres bem formados não vou ter gente para formar bem o povo. Então, desde os meus primeiros dias de bispo, minha preocupação é a boa formação do nosso clero: formação espiritual e intelectual, como também a capacidade de administrar. Posso dizer, com muita humildade, que minha grande preocupação foi a formação espiritual começando pelo Seminário, tentando dar o que é básico aos seminaristas para termos no futuro bons sacerdotes e, eu acredito que tenhamos progredido nisso. E, também motivando os padres à sua própria formação. O retiro não é algo obrigatório, mas ajuda os padres a sentirem um desejo profundo de serem santos, porque eu estou convencido que um padre santo faz um montão de coisas que nós não conseguimos fazer. Essa é a minha convicção e esse foi o meu esforço, agora se você me perguntar se eu consegui, não sei, isso cabe a Deus ver”.

Pastor: “Pastor, porque ele tem que cuidar das ovelhas, de todas, de acordo com a situação de cada uma delas. Então, o bispo é pastor porque é uma pessoa que tem que estar em sintonia com essas ovelhas. O pastor é aquele que trata o povo com carinho. Com firmeza naquilo que é necessário, mas todos com educação, com carinho, sem distinção de pessoas. Procuro estar no meio enquanto posso, porque minha missão me exclui muito, me deixa muito na cúpula, mas na medida em que tenho a oportunidade, gosto de estar com o povo. Ser simples e nunca usar de meu cargo de bispo para pensar como se fosse um príncipe, longe disso, mas um irmão que é visto de uma maneira diferente pelo povo. O povo vê no bispo uma espécie de sacramento, desperta no povo uma fé muito viva e isso eu acho que é algo positivo, não que me deixe diferente, mas que me chame a atenção para a responsabilidade pessoal que eu devo ter, no sentido de estar com as pessoas, sendo para elas, o mais possível, este sacramento que elas contam”.

Administrador: “O bispo não é uma pessoa que está ali preocupada com o material, mas ele tem que olhar o sustento de toda a Igreja, tem que organizar, fazer justiça entre o clero e entre o povo para que se ele tiver que dizer alguma coisa à sociedade, seja a partir do que está vivendo. Porque é muito fácil criticar a sociedade sem ter a responsabilidade pessoal de trabalhar bem a sua casa. Como é que eu vou olhar a casa geral se não olho a minha própria casa? Então, o bispo tem que ser uma pessoa sumamente responsável, equilibrada e com grande visão do presente e do futuro. Olhar bem para a frente, ter uma visão bem para a frente a partir da base que é a pessoa de Jesus Cristo.

O bispo tem que enxergar mais longe de que muita gente, e, na medida do possível, colocando pessoas que possam produzir bem esse trabalho administrativo e ouvir muito o conselho de pessoas competentes na área. Por isso eu digo que, se há alguma coisa boa neste campo, eu não digo que seja mérito meu, mas é mérito dos meus assessores, a assessoria de imprensa, por exemplo. Os meus assessores é que produzem, então cabe a mim apoiar, cabe a mim estar atento e ser o último a dizer alguma coisa que precisa ser dita, mas sempre eu direi e disse depois de ouvir os conselhos das pessoas competentes da área: no conselho administrativo, por exemplo, temos gente competente e faço questão de ouvir bem e faço meus questionamentos para que eu possa aprender e tomar decisões, mas a minha grande missão é de escuta, de concordância com o que me parece certo e ter coragem de tomar decisão”.